História O dia em que o Darkthrone matou o Mayhem - Capítulo 8


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Categorias 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você, 500 Dias com Ela, American Horror Story, As Vantagens de Ser Invisível, Bates Motel, Bathory, Behemoth, Burzum, Mayhem
Personagens Hellhammer, Necrobutcher, Personagens Originais, Varg Vikernes
Tags Burzum, Darkthrone, Dead, Mayhem, Suspense, Terror
Visualizações 50
Palavras 2.285
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - O melhor aluno de Biologia, Ohlin


Fanfic / Fanfiction O dia em que o Darkthrone matou o Mayhem - Capítulo 8 - O melhor aluno de Biologia, Ohlin

Per caminhou até Garsm, pensativo. Nunca tinha visto o garoto pela cidade. Mesmo conhecendo a cidade como seu próprio corpo. Garsm o olhava. Um olhar diferente dos outros. Isso estava o intrigando. Ele não o olhava com medo, raiva, ódio. O olhava com admiração, por assim dizer.

Per se aproximou de onde o garoto estava, na penúltima carteira da primeira fileira. Uma carteira antes da sua.

—eu me sento aqui.—falou, revelando sua voz grossa e clara. Se referindo ao seu lugar, com várias pichações e desenhos estranhos, na parede.

Garsm não entendeu de primeira. 

—desculpe?—perguntou.

—eu me sento aqui.—repetiu.

—quer que eu me sente aí? —pareceu entender dessa vez, tranquilo.—é isso?—o louro concordou com a cabeça.

—tudo bem.—concordou. 

Per se sentou em seu lugar e Garsm colocou a sua carteira ao lado da do atrasado.

—podem começar agora, se quiserem. —falou o professor.—mas se caso não quiserem, podem apenas combinar como farão para me entregar o trabalho. A única coisa que eu exijo é o trabalho pronto para a entrega daqui a duas aulas. Que será no dia 26. Na quinta-feira.—todos pararam quando o professor disse o dia em que seria entregue o trabalho. Muitos nunca iam para a escola nas terças e quintas. E agora teriam que vir. Muitos tinham medo do que acontecia nesses dias.

—ahn, professor...—um menino de cabelo castanho caído no rosto e sardas com aparelho tentou sugerir outro dia de entrega.—não tem como ser na outra aula depois do dia 26? Muita gente costuma ter que faltar na quinta feira, como o senhor deve saber...

—sinto muito, Deresko. —se desculpou.—não posso mudar o dia da entrega. Outros professores e eu, estamos tentando mudar essa faltança dos alunos dia de Terça e Quinta.

—tudo bem. O senhor pelo menos vai aceitar o trabalho outro dia?—quis saber.

—não.

—ok.

O professor se sentou na mesa em frente a turma, na frente do quadro negro. E todos voltaram a falar do trabalho e como fariam para conseguir o entregar.

A sala era pequena. O chão era de madeira barulhenta, as carteiras também. Tinha um armário ao lado da mesa do professor e três ventiladores, as janelas eram enormes e dava para ver o pátio de entrada a escola.

—então, quer fazer o trabalho agora?—perguntou Garsm, a sua dupla que estava quieto.

—não.—deixou claro. Garsm agradeceu também não queria começar o trabalho.

—sabe, gostei do seu colete.—puxou assunto. Ambos estavam com os materiais enfiados dentro da mochila. A de Per tinha várias desenhos estranhos e pentagramas em vermelho e estava voltada em cima da carteira. Enquanto a de Garsm, atrás da sua cadeira.

—gostou mesmo?—indagou incrédulo. Ninguém gosta dele ou das suas roupas desde do fundamental, quando as coisas envolvendo ele começaram a acontecer. Coisas ruins.

—sim, eu teria um.—continuou.—tirando a data do meu nascimento e a data da minha morte. Meus pais são médicos. Iriam encher meu saco se eu aparece com uma com a data da minha morte.—contou.

—bem... Obrigado. Eu posso te ajudar a fazer uma. Ou de dar um.—sugeriu, animado com a ideia.— Tenho vários em casa.

—eu adoraria. Não sou muito bom com essas coisas de modificar roupas. Eu tenho várias assim... Com coisas de bandas. Maia foi o meu irmão que fez.—admitiu.—ele que era bom nisso, não eu.

—e o que houve com ele?—quis saber, interessado. E o semblante de Garsm ficou triste e melancólico. Per se arrependerá de perguntar. Era a primeira vez em que alguém conversa com ele sem ser para o fazer virar piada, o maltratarar ou o levar para onde um grupo estaria o esperando para lhe bater.

—ele morreu.—se tom saiu cheio de ódio.

—desculpe perguntar eu não... —Garsm o cortou.

—de boa. O mataram.—continuou.—alguns meses antes de minha família e eu me mudar para cá.

—se eu poder te ajudar em alguma coisa, para que sua dor diminuia, pode contar comigo. Eu falto bastante... Mais nas terças e quintas. Então... Bem... Em qualquer outro dia que eu vier, pode vir falar comigo.—Per nunca fôra uma daquelas pessoas que diz, o que todos costumam dizer. Por isso, em vez de dizer o famoso "sinto muito" prefirou se oferecer a ajudar o colega no que precisar, pois sentir muito não muda nada. 

—eu... Obrigado!—agradeceu, olhando nos olhos do colega.—isso foi a coisa mais legal em que me disseram em todos esses meses. Pode ter certeza que vou te procurar se precisar. Enfim, voltando ao assunto do trabalho... Eu sou péssimo em biologia.—já deixou claro.—e você é o melhor na disciplina. Então, para não fazer você fazer tudo, você pode ir lá em casa para fazermos juntos. Eu posso estudar esse final de semana o que precisaremos fazer.

—por mim pode ser.—aceitou a sugestão.—que dia é melhor pra você?

—acho melhor fazermos esse final de semana mesmo, já que é pra quinta que vem.

—amanhã que horas?

—de noite pode ser pra você?

—tenho preferência que seja de noite. Umas sete, é quando meu pai chega do trabalho. Ele pode me levar. Onde você mora?

—no centro. Uma hora e meia daqui.—explicou Garsm e abriu sua mochila, escrevendo seu endereço em um pedaço de papel.—aqui.—o entregou.—Sete horas eu te espero do lado de fora. Talvez seja um pouco difícil achar minha casa.

—ok. E você pode entregá-lo na quinta? Como disse... Não venho nas terças e quintas.

—e por quê? 

—eu fui jurado de morte. Assim como muitos alunos. Por isso ninguém costuma vir nas terças e quintas. É uma longa história... Posso te explicar amanhã.

*

A primeira aula de Lex, fora história. A segunda matemática e a terceira inglês. Todos ficaram a olhando estranho durante as aulas. Ela não sabia se era por ser nova os por estar com os gêmeos. A maioria das suas aulas eram com eles.

A primeira aula de Garsm fora biologia, a segunda foi educação física e a terceira química.

A primeira aula de Violet foi geografia. Ela odiava a matéria. E os garotos dessa disciplina eram uns babacas. Não deixaram um minuto de a olhar com malícia. A segunda matemática onde fez amizade com Hans. Um garoto engraçado, que chegou atrasado e era tão ruim como ela na disciplina. E a terceira física.

O sinal para o intervalo tocou e os alunos se estremerram na pequena porta das salas. Era a hora do show. Todos aqueles que eram espertos tinham que evitar os corredores. O se arrependeriam.

Fenriz era sempre um dos primeiros a sair das terceiras aulas. Depois de um dia em que o desmaiaram e o largaram dentro da sala abandonada. Ás vezes até pedia para ir ao banheiro uns quinze minutos antes do término da aula, para guardar os seus materiais.

Caminhou para o pátio dos bebedouros, onde era seu ponto de encontro com seus amigos. Os dois já o esperava.


—vamos logo, não quero mais ver aquele babaca do Thorkelsen.—reclamou  Stig Helgemo que tinha levado um murro no olho, antes das aulas começarem.

—eu disse para correrem.—os lembrou Hans Kølle  .

—você disse para corrermos e correu mais do que nós, e teve sorte da sala de artes ser perto! Você nos deixou pra apanhar!—resmungou Fenriz, infeliz.

—vocês deveriam ter feito o mesmo, apenas.—continou Hans.

—era para o Thorkelsen ter machucado mais o Fenriz.—comentou Stig.

—que? Você devia parar de o provocar!—o advertiu Kølle , o que correrá mais.—sabe muito bem que um dia vai ser você que vai ser encontrado em frente a escola. 

—por obra de algum filha da puta não tenho o privilégio disso.—falou Fenriz, sincero.

—não brinque com isso!—o da aula de artes, pediu, se lembrando do primeiro ano incontente.

—me desculpe. Eu não queria ter te feito lembrar... —Fenriz se lembrou de quando conhecerá o Kølle, no primeiro ano. Eles tinham acabo de achar o corpo do antigo amigo dele, morto em frente a escola e fôra muito doloroso para Hans nos meses seguintes.

Entraram em uma conversa sobre livros e partiram para o refeitório, torcendo para que ninguém os notasse.

O refeitório estava naquela barulheira de sempre, o filho do professor se sentiu enojado. O que custavam agir como pessoas? 

Fenriz e seus amigos estavam sentados no final do local, no chão, comendo em silêncio. Torcendo para que ninguém se aproximasse.

—pra quem você está olhando tanto?—quis saber Hans.

—ninguém.—afirmou, tentando acabar com o assunto.

—duvido.—se virou para ver quem era e se deparou com olhos azuis. Ele olhava para a sua colega de matemática. A divertida Violet Chang. Eles até que combinavam, parando bem para ver. Os mesmos olhos roxos, machucados. Riu, dessa comparação. Deixando os outros dois sem entender.

—qual a piada da vez agora?—Stig se viu querendo saber.

—você não vai querer saber.—avisou.

—é claro que ele vai querer saber. —se intrometeu Fenriz.—Que tipo de pessoa fica rindo sem motivos?

—não tou rindo sem motivo.—admitiu Kølle.— Eu apenas achei engraçado... Mas o Fenriz e a garota da sala de matemática combinam. Os mesmos olhos machucados por terem apanhado...

—é mesmo.—concordou o outro.

—como vocês são idiotas, eu ein. Nada vê isso. —discordou carrancudo.

*

O primeiro dia de aula tinha sido finalizado, tudo ocorrerá bem. Os três ficaram longe dos corredores e viram do que todos falavam. 

O corredor dos armários era um espécie de puteiros. Com alunos que transavam, bebiam, se drogavam. Vendiam coisas ilegais e outras coisas. O professor de filosofia dera carona aos garotos que recusaram.

Violet e Lexus recusaram pois queriam explorar o centro. E Garsm também.

Garsm fora para casa de Zakk, o garoto que conhecerá roubando gasolina.

—vejo vocês em casa, então? —perguntou o moreno de olhos azuis.

—pode apostar.—concordou Lex.—ve se não se perder.

—eu já fui até a casa do Zakk antes, ridícula.

—tchau Garsm.

—tchau Violet.

As meninas andaram muito, e acharam uma loja de discos, era incrível.

—vamos entrar!—Lex, afirmou.

—não trouxe dinheiro. Nem pro lanche.

—eu tenho. Te empresto.

—de onde surgiu esse dinheirinho?

—querida, eu morava em New York. Saia para ir na padaria e voltava com roupas. Sempre saio com dinheiro. Sem falar que nunca se sabe quando precisaremos, né?

—é.

Entraram na loja. Era grande,com quadros pendurados nas paredes, em cores extravagantes, com acessórios. O chão era de carpete. 

Várias prateleiras e estantes com diversos discos possíveis.

Uma música tocava. Meio agitada, agressiva.

—olá, bem-vindas.—uma atentende vestida de Marilyn Monroe, as atendeu. —posso ajudar?

—Olá, pode sim. Onde fica os discos de rock?

—por aqui.—pediu para que as meninas as seguissem. E assim fizesseram, o terceiro corredor era o de Rock.

Violet ficou maravilhada. Era muitos cantores.

—fiquem a vontade. Qualquer coisa, é só me chamarem.

—ok, obrigado.—agradeceu a com dinheiro.

—isso aqui é demais.—exclamou Vi.

—é mesmo. Pode escolher o que gostar mais._avisou.

—tá falando sério?

—estou.

—você é o máximo.

Violet escolheu um disco do Led Zeppelin. E Lex, dois. Um do Pink Floyd, que achou ser legal pela capa e outro de uma banda desconhecida, chamada Bathory.

—nunca fui em uma loja de discos.—contou a do Japão.

—em que mundo você vive?

—vivia em um em tinha que ficar enfiada em uma escola vinte e quatro horas.

—que droga.

—é, seu irmão me ajudava. Ele sempre me ligava... Ele dizia que era pra estar sempre treinando o japonês mas eu não acreditava muito.

—sinto falta dele.

—todos sentimos. Acho que Garsm um pouco mais... Sabe...

—o que quer dizer?—viraram o corredor e seguiram para o caixa.

—quando ele se descobriu gay. Tygve o achou. Ele ficou muito assustado. Achava que tinha um tipo de doença... E então o Tygve se foi. Não sei como ele está lidando com as coisas, agora.

—oh... Eu não sabia.

—Garsm apesar de se mostrar muito forte é um garoto triste.

—otimas escolhas. —disse o o cara do caixa, com um sorriso.

—vou te esperar lá fora.

—tá.

Violet saiu da lojo e ficou parada em frente a porta, pensando na conversa com Lex. Não imaginária como seria sua vida se fosse gay, em uma sociedade tão conservadora.

Ela não aguentaria a pressão, o preconceito.

Eurounyous virou a esquina em passos firmes e rápidos. Iria se atrasar para o ensaio na casa de Messiah. E não podia se atrasar. Isso não era típico dele. Sem falar que não queria dar motivos para Virkenes o encher.

Seguiu a rua, vendo uma pequena movimentação pois além de se uma loja de discos, tinha também uma livraria e mais a frente tinha uma pista de skate.

Passou em frente a livraria e loja de disco e avistou Violet de costas a ele. A achará interessante. Enorme cabelos negros, lisos, pele quase pálida e roupas negras. Gostaria de ver o seu rosto. Mas a garota não se virava. E ele não podia se atrasar. Assim, continuou andando, tentando imaginar como seria se rosto.

*

Garsm passará quase a tarde inteira na oficina do pai de Zakk, com o mesmo. Zakk lhe contará várias coisas sobre a cidade e sobre os artistas que gostava. Fez até o moreno cantar algumas músicas para ver se ele era bom em canto.

Garsm chegou em frente a sua casa, e avistou um carro parado. Seu pai ainda atendia algum paciente.

Passou pelo carro, sem olhar dentro e entrou na sua casa.

Necrobutcher estava entendiado dentro do seu carro. Era a segunda consulta de Varg, e ele estava demorando novamente. 

Se perguntou o porque de estar alí, em uma sexta feira, quando poderia estar com sua namorada. Que estaria de folga no emprego.

Foi quando viu o garoto que ficará em sua cabeça. Ele passou pelo seu carro sem olhar para dentro e adentrou a casa.

Necrobutcher não soube bem o porque, mais resolveu ir conversar com esse. O seguiu para dentro da casa, com o coração desparado.

Garsm resolveu ir direto para o porão da sua casa, queria encontrar os antigos discos de Tygve. Andou até o local, e ouviu passos atrás de sí. Achou ser apenas uma das meninas, então nem se virou para ver.

Entrou no local, todo bagunçado ainda que de uma forma organizada e foi para perto de uma das paredes, com prateleiras, com os discos.

Passou seus dedos por eles, e os leu. Até achar o desejado e o tirar do lugar. 

Ouviu a porta se fechar atrás de sí e ouviu um enorme estrondo.

Se virou e visualizou um garoto mais baixo, de cabelos compridos castanhos, roupas pretas, caído no chão. O fitou e o viu corar, envergonhado.

—tá fazendo o que aqui? —quis saber.





Notas Finais


*alunos jurados de morte? Essa é nova.
*e o Zakk é citado novamente.
*o que acharam?


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