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História O dia em que você se foi - Capítulo 5


Escrita por: e Aniverse


Notas do Autor


*gatilhada com o título*
Aproveitem a leitura!!!

Capítulo 5 - Capítulo Cinco;; Um Doce Sonho Numa Cruel Realidade



5 dias. 114 horas. 8640 minutos. E alguns segundos que iam se passando tão rápidos que não dava para contar.

Era exatamente esse tempo que faltava para aquele dia. Ray contava cada minuto que passava, o único momento em que se sentia próximo o suficiente para poder desabafar com Emma.

Mesmo que visse o túmulo várias vezes ao ano, somente naquele dia ele sentia-se realmente próximo da amiga. 

Talvez o chamassem de louco, porém Ray acreditava firmemente que de algum lugar, Emma o observava e toda vez que ia em seu túmulo, ela estava sorrindo para ele, ouvindo atentamente a cada palavra.

Ray olhou de novo seu despertador, o som dele tocando era o único ruído que saía daquele quarto.

Ele havia passado mais uma noite sem dormir e estava totalmente exausto. O pior era o fato de ter trabalho ainda hoje, então teria que trabalhar assim mesmo.

Era como um rito de passagem, que todos os anos se repetia. A semana inteira Ray passava desse jeito, primeiro ele ficava triste durante todos aqueles dias e depois desses setes dias ele voltava ao normal, seu rosto neutro que não demonstrava sua tristeza cotidiana.

Ele era um ator, encenando em sua própria vida. 

Atuando como um homem neutro de 32 anos a série de drama que era todos os dias que passavam, fazendo tudo como se fosse uma máquina no automático.

Aquilo não era viver, era sobreviver. Ele sobrevivia, pois prometeu que ficaria naquele mundo, por Emma.

Estava sentado na sua cadeira e olhando o despertador em cima da mesa, marcava exatamente 6 da manhã. O sono que sentia não era nada comparado ao medo de seus pesadelos.

Sua mesa estava cheia de papéis amassados, todos eram tentativas falhas da carta que todo ano mandava a Emma para atualizar a garota de como estava sua vida.

A carta era praticamente idêntica todos os anos. Ele falava sobre como estavam seus preciosos alunos e sua rotina normal de raramente sair com Gilda quando ela estava tentando alegrar o garoto.

Eram os únicos momentos em que conseguia ficar um pouco feliz, por isso os odiava. Ele não queria ser egoísta, não tinha o direito de se alegrar com coisas bobas como isso enquanto Emma nem ali estava. 

Foi até a escola que dava aula, mas como havia chegado muito cedo naquele dia, resolveu esperar na sala dos professores e beber um café para o deixar mais acordado e perder o sono.

— Bom dia Ray — disse uma voz feminina muito familiar ao homem.

— Bom dia Anna — ele respondeu para mulher de cabelos loiros. 

Anna era umas das professoras de geografia daquele colégio, a única pessoa que ainda não havia desistido de conversar com Ray, chegou até o ponto de responder ela às vezes e em todas elas, a mulher ficava muito feliz. Era uma boa companhia, mesmo que não fosse admitir.

  Você soube? — A mulher perguntou e a única resposta de Ray foi seu rosto confuso. — Vai entrar um técnico novo no laboratório, soube que ele veio do exterior, têm alguns certificados da polícia por ajudar em investigações criminais.

— Você sabe que eu não poderia me importar menos com isso. — A resposta dela foi uma risada.

— Vai ser bom, talvez você finalmente consiga um amigo. Se não me engano ele chegará hoje.

Ray parou de falar com Anna e terminou sua xícara de café, já sentia seu corpo um pouco mais energético pela bebida. Anna foi para outro lugar da sala, indo conversar com outro professor.

— Oi Ray. — Uma voz familiar chamou a atenção do homem, quando se virou encontrou uma das pessoas que menos queria ver naquele momento.

— Norman? O que está fazendo aqui? — Ray estava surpreso pela aparição repentina do antigo amigo.

— Sou o novo técnico do laboratório.

— Mas, você não queria ser cantor? Achei que tinha ido embora para estudar música em outro país. — Norman sempre sonhou em ser cantor. Ele era ótimo no que fazia, pensar nas vezes que o albino cantava na casa de Ray com Emma dava boas lembranças.

— Meus pais sempre diziam que eu deveria usar minha inteligência para algo esperto e não estúpido como cantar. Mas, e você? O que faz aqui? Soube que publicou um livro. 

— A vida de um escritor não é nada fácil. Esse é o meu emprego fixo, enquanto escrever não dá muito dinheiro, eu faço como um hobby.

— Entendo. — O silêncio entre os dois era evidente. Ao mesmo tempo que queriam se falar, eles hesitavam. Eram muitas lembranças. — Sobre ontem Ray, quero pe... — Foi interrompido.

— Isso não é necessário.

— Ray, quero voltar a ser seu amigo. Meio difícil, eu sei, para mim também é, mas Emma odiaria nos ver assim.

— Como você saberia o que ela iria querer ou não? Você fugiu logo depois de Emma partir. — Ray acabou se irritando, aumentando o tom, o que todos os professores na sala estranharam já que nunca viram nem falar mais de duas palavras. Percebendo isso, ele falou: — Olha, não quero brigar no meu ambiente de trabalho. Se você é meu novo companheiro de trabalho, eu posso não conseguir te evitar, mas eu lhe imploro, não fale comigo.

Norman somente abaixou a cabeça e ouviu os passos de Ray se distanciando dele.

Se arrepende das escolhas que fez no passado. Foi uma época difícil demais e ele simplesmente fugiu de tudo.

Talvez, se Norman tivesse ficado naquela época, ele e Ray pudessem ter se ajudado. Poderiam espantar os demônios que agora dominavam suas cabeças. 

Talvez, os dois pudessem ter superado a partida de Emma juntos e não teriam que passar por momentos tão complicados.

Talvez, Ray e Norman pudessem ainda ser amigos ou até mesmo algo a mais.

Talvez, só talvez, Ray poderia amar Norman como ele ainda o amava. Mas tudo isso não passava de um doce sonho e essa era a cruel realidade.


Notas Finais


Então, gostaram??? Eu espero que sim
Esse pode ñ ser meu capítulo favorito mas pra mim tem um nome muito impactante sabe,,,
Dói em mim,,,
Muito,,,


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