História O Diário Da Refém - Capítulo 6


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 300
Palavras 3.342
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá lindezas! Tenho algumas informações para vocês.

Como sabem, a história está em um momento triste e deve continuar assim por um tempo. Mas quero que saibam que Emma e Regina ainda serão muito felizes.
Nesse capítulo tem dois flashbacks, de momentos completamente diferentes. Então peço que prestem atenção nos detalhes para não deixarem passar nada, e talvez até entender melhor. (Sem ofensas.)
A música citada no capítulo é God knows I tried da Lana Del Rey, caso queiram ouvir enquanto leem.
Se ao final do capítulo ainda tiverem dúvidas, sintam-se a vontade para me perguntar.

No mais, boa leitura e boa semana!

Capítulo 6 - Mais um dia sozinha


Fanfic / Fanfiction O Diário Da Refém - Capítulo 6 - Mais um dia sozinha

Duas semanas.


Regina sentia sua esperança se esvair e escapar por entre seus dedos. Ela já teria enlouquecido se estivesse sozinha o tempo inteiro, se não estivesse mentalmente investigando aquelas pessoas. A morena prestava atenção no máximo de detalhes que conseguia, o jeito de andar, os gestos, a altura e as curvas que conseguia raramente identificar naqueles corpos sempre cobertos por capas. Sua rotina era como um livro que ela já sabia de cor, ela acordava e quando fazia o primeiro barulho, duas pessoas entravam no quarto com seu café da manhã, algumas roupas e quando necessário, trocavam alguns dos objetos que ela usava. Depois voltavam, levavam a bandeja e vez ou outra, aquela mesma mulher lhe perguntava se precisava de alguma coisa. 


Mentalmente, ela sempre respondia que precisava ir para casa.


As horas pareciam se arrastar e Regina só sabia quando era dia, por causa do café da manhã. Ela não via a luz do sol há duas semanas. 

Emma passava mais tempo naquela casa do que em seu apartamento, quando ia descansar, sentia-se deslocada. Como se ela estivesse no lugar errado. Sabia que aquele trabalho era muito arriscado, e se preocupava. Temia que não conseguisse recomeçar depois de aquilo acabar. A demora de Gold em contatar a família de Regina também a incomodava, afinal em duas semanas, ela já deveria estar em casa.


Alguns dias antes, Regina havia saído do quarto.


Flashback on


Oito da manhã. 


Emma dirigia por entre as altas árvores acompanhada por Graham, as folhas secas no chão cobriam os rastros dos pneus quando o vento estava muito forte, como naquele dia. Os galhos das árvores colidiam uns com os outros e davam som àquela manhã fria. A loira parou o carro sport preto ao lado do carro vermelho, na frente da casa na floresta. Ruby estava sentada no banco do carona com as pernas para fora, era um hábito dela. Killian esperava dentro da casa e quando ouviu o barulho do carro, saiu. Naquele dia, todos deveriam estar ali juntos, Regina estava presa há uma semana sem acesso a luz do dia e por consequência, seu corpo precisava de vitamina D.

Conversaram por poucos minutos para esclarecer suas posições naquela situação e entraram na casa, vestiram as capas e máscaras e Emma destrancou a porta do quarto, Regina estava acordada.

Emma se aproximou devagar e parou na frente da morena que a olhava sem reação. Estava triste e mentalmente exausta. Ainda sentia muito medo daquelas pessoas, mas seu desespero era em grande parte, interno. Era sua alma que gritava. Gritos que Emma quase conseguia ouvir quando olhava naqueles olhos castanhos.

Regina estava sentada na cama, na mesma posição que ficava quando ouvia a porta ser destrancada. Abraçava as pernas, encostava suas costas na parede. Dessa vez, sua cabeça pendia para um dos lados em cima de seu joelho, seus olhos estavam sem brilho e a pele ao redor, um pouco escura. Seu rosto estava visivelmente abatido, seu cansaço emocional a estava deixando fisicamente fraca.

- Como está, senhorita Mills? - Emma perguntou baixo. Sabia que a morena estava se sentindo mal e não fazia o menor sentido dirigir-se a ela naturalmente. Então, automaticamente, sua voz soava como um lamento.

Sequestrada. Pensou Regina. Enquanto seu rosto se erguia devagar e seus olhos procuravam pelos olhos verdes, seu tom de voz baixo e desanimado respondeu aquela pergunta.

- Respirando... - Emma gesticulou para Ruby, que entrou no quarto com uma venda em mãos. Regina a observou entregar o objeto à loira, que se aproximou com cautela e levantou o seu rosto delicadamente. A mão coberta pela luva preta tocava seu queixo enquanto a morena a olhava curiosa e assustada, mas sem reação. Graham e Killian estavam parados na porta e Ruby um pouco mais a frente, Regina não poderia sequer pensar em reagir de forma agressiva.

Emma inclinou-se, deixando seu rosto frente a frente com o da morena, e depois de dias, seu olhar se prendeu ao dela novamente. Regina não conseguia entender o motivo, mas sentia-se mais calma ao olhar naqueles olhos.

Emma encaixou a venda sobre os olhos da morena, os cobrindo e segurou as suas duas mãos, as puxando devagar para que Regina entendesse que deveria levantar. Depois que a morena já estava de pé, Emma posicionou-se ao seu lado direito e Ruby ao lado esquerdo. Killian e Graham afastaram-se saindo do quarto e as duas mulheres conduziram Regina para fora. Caminharam juntas e sendo observadas pelos olhos atentos dos dois homens até a parte de fora da casa. Pararam a alguns metros de distância da porta de entrada e esperaram.

Enquanto andava, Regina sentia as folhas sendo esmagadas sob seus pés cobertos por chinelos. Sentia o vento frio tocar o seu rosto e bagunçar seus cabelos, podia até mesmo, sentir os raios de sol invadirem seus poros. O dia estava frio, mas o céu não estava completamente nublado. O silêncio que se estendeu por muitos minutos, permitiu que Regina ouvisse os pássaros cantando, os galhos das árvores se encontrando. Permitiu que ela sentisse paz.

Graham estava encostado no carro vermelho, do lado direito delas, Killian estava encostado no carro preto, do lado esquerdo. Ruby havia soltado o braço de Regina, mas Emma ainda segurava sua mão. Delicadamente e por baixo das luvas, seus dedos tocavam os dedos da morena. A loira observava os traços do rosto de Regina, sua expressão tranquila e admirada. O pequeno sorriso que teimava em aparecer no canto dos lábios da morena, mas que era contido por ela. Era a primeira vez que Emma a via de verdade, sem pressa, sem a adrenalina de estar cometendo um crime. Sem as sombras daquele quarto escuro. Seu olhar mantinha-se preso à morena, admirando e mentalmente desenhando esboços por entre as curvas de seu rosto. O maxilar quadrado, o queixo delicado, os lábios carnudos, a cicatriz em cima de seu lábio e o sinal do lado oposto dela. O nariz sutilmente arrebitado e as maçãs de seu rosto que agora pareciam recuperar a cor natural. Como se ela estivesse recarregando a própria vida através de sua pele. Seus cabelos estavam esvoaçantes por causa do vento, e a loira podia sentir o cheiro de maçã que exalava da pele da morena. Era um cheiro natural e viciante e entre aqueles pensamentos, Emma desejou poder prolongar aquele momento. Mas não podia.

Graham olhou para o relógio em seu pulso, e gesticulou para Emma que entendeu que o tempo havia acabado. Ruby se aproximou e segurou o braço esquerdo de Regina enquanto Emma segurava o direito. As três caminharam em passos lentos de volta para o quarto, sendo seguidas por Graham. Killian andava na frente e foi ele que destrancou a porta. Emma ajudou Regina a sentar na cama e tirou a venda de seu rosto, os dois homens saíram do quarto e Ruby encostou-se a parede, fechando a porta parcialmente.

Regina usava roupas casuais, sem maquiagem, sem assessórios. E novamente, estava sentada abraçada às suas pernas. Era como se estivesse mais segura daquela forma.

- Precisa de alguma coisa? - Emma perguntou baixo. Regina sabia que a mulher referia-se a objetos, mas as únicas coisas das quais ela realmente precisava naquele momento, estavam indisponíveis. Ela não pretendia responder aquela pergunta, não de novo. Estava cansada de tudo aquilo. Então, ela levantou a cabeça e olhou naqueles olhos verdes mais uma vez, seu olhar era triste. Era como se através de seus olhos, implorasse por ajuda. E Emma entendeu.

As duas mulheres de máscara saíram do quarto e ao ver a porta ser trancada, Regina encostou a cabeça na parede e fechou os olhos. Respirou fundo e sentiu uma lágrima escorrer por seu rosto. As sensações que havia experimentado há poucos minutos a fizeram sentir-se livre, e por um instante conseguiu se imaginar em outro lugar. Todos aqueles sons, as árvores, os pássaros a fizeram acreditar que estava cercada pela natureza, em outras palavras, estava longe de casa.


Flashback off 


Regina estava, agora, sentada na cadeira enquanto olhava sem expressão alguma para a bandeja em cima da mesa. Alguns minutos antes, duas pessoas entraram no quarto, deixaram seu café da manhã e saíram.

A morena havia se acostumado a uma situação específica, se alguém lhe perguntava como estava, ela dizia que estava cansada. Mesmo que, fisicamente, não estivesse.


Ela só precisava ficar sozinha.


Sua mente a levava para outros cenários, seus olhos se fechavam e sua imaginação a fazia feliz por um tempo. E quando os sons ao seu redor a traziam de volta à realidade, suas lágrimas queimavam sua pele. Seu peito doía, como se aquele vazio a sufocasse. Em um dia como esses, alguém lhe entregou uma blusa e antes vesti-la, Regina a olhou por minutos. Aquela cor... Se ela pudesse escolher, aquela blusa não estaria ali. Era apenas um tecido com cortes e costuras, mas lhe trazia tantas lembranças. Zelena amava aquela cor. E a morena amava a irmã. Lembrar dela naquele momento era como esfaquear a si mesma, era uma dor que ela não poderia descrever.


Ela nunca pensou que ficaria tão triste por ver uma blusa verde.


Desejou poder desligar todas aquelas emoções, desejou não ter lembranças. Mas todos os dias, sua vida inteira era reproduzida em sua mente como um filme. Seus amigos, suas loucuras, seus medos, seus surtos. Ela sentia falta de tudo. Se comparava com quem era duas semanas antes, e sempre dormia com dezenas de perguntas se repetindo em sua mente. Ela poderia sair daquele quarto naquela manhã ou um ano depois, não mudaria o que já era um fato, quando ela saísse dali, não seria mais a mesma pessoa.

Depois de terminar seu café da manhã, escovou os dentes e sentou na cama. Ouviu a porta ser destrancada minutos depois, mas não se moveu. Por reflexo, viu alguém entrar no quarto e sair em seguida, enquanto outra pessoa estava parada na porta. Depois a mesma que havia saído, voltou e lhe ofereceu uma maçã. Emma sempre fazia isso, e a morena ainda se perguntava o porquê. Ruby saiu do quarto e antes que a loira saísse, ouviu a voz de Regina que lhe parecia terrivelmente frágil.

- Por quê? - Emma virou-se olhando para a morena que a olhava triste. E esperou que ela completasse aquela pergunta. - Por que você sempre me dá uma maçã? - Aquela era a frase mais longa que a loira havia escutado Regina falar. Ela mesma se fez aquela pergunta, e a resposta lhe parecia difícil demais. 

- Porque você precisa se alimentar. - Disse baixo. Seu olhar estava preso naqueles olhos castanhos, que procuravam os verdes por trás da máscara, mas não encontravam por causa do escuro. Regina negou com a cabeça, ela entendia aquela resposta como uma desculpa, já tinha seu café da manhã. Sabia que a maçã não era parte dele, e ela só a tinha em mãos por escolha daquela mulher. Emma se perguntou se deveria responder novamente, poderia sair do quarto sem olhar para trás. Mas não queria. - É a única coisa que eu sei que você gosta.

Ruby se aproximou da porta para ver o que estava acontecendo, a demora de Emma para sair do quarto era suspeita. A loira virou-se e olhou para a amiga que a olhava curiosa, gesticulou para que ela entendesse que ficaria ali. A morena afastou-se novamente, e Emma fechou a porta. Puxou a cadeira e se sentou na frente de Regina, em uma distância segura. 

- Precisa dizer alguma coisa? - Perguntou calma. Queria que a morena se sentisse segura. Regina pensou em inúmeras frases, perguntas, pedidos. Tinha muitas coisas a dizer, mas tinha medo do que suas palavras lhe causariam. - Sei que não confia em mim, e eu nunca esperei que confiasse. Mas minha função aqui não é te machucar... Manter você saudável é um dos meus objetivos, e isso não se limita ao que você come. Sua saúde também é o que você pensa, o que você diz.

Regina sentia-se mais confusa a cada palavra que ouvia. Por que aquela mulher se preocuparia com ela? Todas as possíveis respostas lhe faziam acreditar que aquilo era mais uma armadilha. E tudo que foi ouvido naquele quarto durante longos minutos, foi o silêncio.

Emma permanecia sentada, sem movimentos bruscos. Sabia que Regina precisaria de algum tempo até conseguir lhe responder. Uma hora, um dia ou mais duas semanas.


Talvez ela não estivesse mais ali em duas semanas.


Talvez ela nunca a respondesse.


- Minha irmã está bem? - A morena perguntou baixo, hesitante. Emma pensou no pouco que sabia sobre Zelena, ela não havia sido sequestrada, afinal. E talvez isso fosse tudo que Regina precisava saber. 

- Você veio pra cá... Ela foi pra casa. - A morena respirou aliviada. Foi como se aquelas palavras tivessem lhe tirado um peso, e em algum lugar no fundo de sua alma, ela estava feliz. Emma analisou a expressão de Regina e teve certeza de que ela era uma boa pessoa. Ela se preocupava com a irmã mesmo estando naquela situação.


E essa observação fez Emma se sentir um monstro.


- Por que perde o controle de si mesma às vezes? - A loira perguntou ao lembrar-se das vezes em que Regina a atacou, três situações diferentes. Com uma exceção óbvia de ter sido sequestrada, não tinha nenhum motivo aparente. E Emma queria entender.

Mais uma vez, a morena hesitou. Sabia que responder aquela pergunta a deixaria ainda mais exposta, e talvez aquilo fosse o que aquela mulher realmente queria. Regina olhava para a máscara branca a procura dos olhos verdes, ela acreditava que se os pudesse ver, se sentiria mais tranquila para responder a pergunta. E depois de alguns minutos em silêncio, a pouca luz que adentrava as frestas das paredes lhe permitiram ver o que procurava.

- Tem coisas que não consigo manter comigo. - Respondeu abraçando mais apertado as suas próprias pernas.

- Então, isso já acontecia antes? - Emma perguntou sugestiva, seu tom de voz era calmo e paciente. Regina assentiu fechando os olhos, mas logo os abrindo novamente. - Como lidava com isso? - A loira observava algumas lágrimas que tentavam escapar pelos olhos castanhos, mas que eram contidas.

- Eu fazia terapia. - Regina disse com a voz embargada, suas lembranças a faziam duvidar de si mesma. A terapia a ajudava a lidar com suas oscilações de humor, com seus episódios de descontrole. Ela temia que sem orientação não pudesse se controlar. Tinha muitos sentimentos presos, e eles a estavam sufocando.

Emma percebeu que aquele ponto da conversa era delicado, e pensou que talvez Regina precisasse de um tempo. Se levantou, colocou a cadeira no lugar e depois de olhar para a morena por alguns segundos, saiu e trancou a porta. Tirou a máscara e a capa e olhou a hora em seu celular. Naquele momento, mais do que nunca antes, ela desejou que a floresta tivesse sinal. Gesticulou para Ruby, e caminhou para fora sendo seguida pela morena. As duas pararam na frente do carro vermelho, e a loira respirou fundo.

- Preciso fazer uma coisa, pode me ajudar? - Perguntou olhando para a estrada que se escondia entre as árvores

- Posso, eu acho... - Ruby se aproximou. - Você tá bem? O que estava fazendo lá dentro?

- Ela faz terapia. Fazia... - Respondeu confusa causando uma dúvida na mente de Ruby. - Ela não sabe lidar consigo mesma e estava tentando aprender... Nós arruinamos isso também. - Lamentou.

Ruby conhecia Emma o suficiente para saber que ela se sentia mal com toda aquela situação, e depois de ouvir aquelas palavras, teve certeza de que a loira faria tudo diferente, se pudesse. 

- O que pretende fazer? - Emma olhou para a amiga não escondendo seu desapontamento.

- Preciso fazer algumas pesquisas... Se importa de ficar aqui? Sei que Killian e Graham não são, exatamente, monstros. Mas não quero que ela fique sozinha com dois homens. - Ruby assentiu olhando para Emma com um misto de confusão e surpresa em seu rosto. A loira estava começando a se importar com Regina, e isso era perigoso.

Killian e Graham chegaram meia hora depois, e Emma entrou no carro preto e dirigiu até o seu apartamento. Abriu a porta e revirou os olhos ao ver a bagunça que estava, ela e Ruby juntas conseguiam fazer um estrago.

Depois de tomar banho e se vestir, a loira abriu um pacote de salgados e despejou em uma tigela de vidro, a colocou em cima do balcão da cozinha e ao lado dela, seu notebook. Sentou-se no banco de madeira e enquanto comia, fazia pesquisas muito específicas. Queria entender o máximo que podia sobre psicologia, mais especificamente, sobre descontrole emocional. 


Ansiedade. Depressão. Compulsão. 


Exemplos de transtornos de ansiedade incluem ataques de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno de estresse pós traumático. 

Os sintomas incluem estresse desproporcional ao impacto do evento, incapacidade de superar uma preocupação e inquietação. 

O tratamento inclui terapia ou medicamentos, incluindo antidepressivos

- O que fazer quando estiver se sentindo deprimido, triste e sozinho? - Leu em voz alta. Clicou na imagem para ampliar e poder ler os detalhes. Havia sugestões de como controlar sentimentos negativos, entre elas, uma dizia para escrever seus pensamentos em um papel e o rasgar. Essa, especificamente, fez surgir uma ideia na mente de Emma.

Ela sabia que Regina ainda se sentiria mal, mas queria que a morena pudesse conviver melhor com a própria mente. E talvez pudesse ajudá-la. 


Ela queria muito ajudá-la. 


Flashback on 


Emma estava sentada na calçada atrás de uma das salas de aula. Havia um corredor e no lado oposto ao que ela estava, muitos adolescentes conversavam e riam, era intervalo das aulas. A loira estava encostada na parede, uma de suas pernas estava discretamente dobrada. Ela usava calça jeans preta e o uniforme da escola que era apenas uma blusa branca com símbolos que nunca chamaram a sua atenção, na altura do peito. Seu celular estava em cima de sua perna e os fones de ouvido lhe faziam companhia. Seus olhos observavam todas aquelas pessoas, mas com desinteresse. Todos lhe pareciam estúpidos demais, arrogantes demais. Felizes demais.


God knows I live

(Deus sabe que eu vivo)

God knows I died

(Deus sabe que eu morri)

God knows I begged 

(Deus sabe que eu implorei)

Beg, borrowed and cried 

(Implorei, emprestei e chorei)

God knows I loved

(Deus sabe que eu amei)

God knows I lied 

(Deus sabe que eu menti)

God knows I lost

(Deus sabe que eu perdi)

God gave me life

(Deus me deu a vida)

And God knows I tried

(E Deus sabe que eu tentei)


Emma sentia um incômodo em seu peito, e o choro preso na garganta, enquanto sua visão estava um pouco embaçada. Ela sabia que não deveria ouvir aquela música, porque sempre a fazia sentir-se ainda mais triste. Mas era como se Lana Del Rey falasse por ela, e isso a ajudava a se entender.

Seus dias tornavam-se cada vez mais vazios. A escola era uma tortura, todos aqueles olhares que pareciam julgá-la e criticá-la, aquelas vozes que lhe davam enjoo. Todos aqueles sorrisos arrogantes que ela desconhecia. 


Emma pensava demais. 


Sentia-se inferior, sem graça. Não gostava da própria aparência, não sabia mais como lidar com as outras pessoas. Odiava estar em locais públicos, principalmente se estivesse cercada por pessoas. Odiava ser o centro das atenções, sentia-se pressionada facilmente. E desejava ficar o dia inteiro trancada no quarto, com suas coisas, sua solidão. Contudo, odiava sentir-se tão sozinha, tão fraca. 

Quando chegava da escola, cumprimentava sua mãe e ia tomar banho. No banheiro suas lágrimas desciam livremente. Seu corpo parecia leve, como se ela fosse cair no chão a qualquer instante. Sentia-se indiferente a quase tudo, nada parecia bom o suficiente para tirá-la de suas próprias prisões.

E enquanto estava sentada naquela calçada, olhando todas aquelas pessoas, se perguntou porquê a sua vida não era daquela forma. Por que ela não estava sorrindo e se divertindo com seus amigos? Por que ela sentia que não tinha mais amigos? Seu olhar caiu sobre suas pernas e ficou. Mais um dia desejando ser outra pessoa. Mais um dia sentindo-se perseguida, presa e insuficiente. 


Mais um dia sozinha. 


God knows I begged

(Deus sabe que eu implorei)

Beg, borrowed and cried 

(Implorei, emprestei e chorei)

God knows I lost

(Deus sabe que eu perdi)

God gave me life 

(Deus me deu a vida)

God knows I tried

(Deus sabe que eu tentei)





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