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História O Diário de Annie Yagami - Capítulo 7


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Notas do Autor


Voltei!


Boa leitura!

Capítulo 7 - Oi, garota


02 de Fevereiro

Fui pra escola no dia seguinte, como sempre. Gabe não falou com a gente a manhã toda. Quando a aula acabou, fomos pro parque, mas o Gabe não foi com a gente.

Estávamos sentados em um banco conversando quando o Gabe passou pela gente. Ele estava claramente chorando. Ele foi até um banco bem longe da gente. Acho que ele não nos viu.

Nós nos levantamos e fomos na direção dele. Sentamos do lado dele. Ele não disse nada, apenas chorava, e como eu sou muito curiosa, resolvi perguntar.

- o que aconteceu?- perguntei.

- n-nada...- ele respondeu limpando o rosto.

- Gabe, a gente se conhece a muito tempo e eu sei que você não chora por qualquer coisa. Conta pra gente- Laila insistiu.

- o James e eu terminamos...

- por que?- perguntei.

- os pais dele não aceitaram e então nós tivemos que terminar- seus olhos se encheram de lágrimas de novo. Laila e eu abraçamos ele. Henry fez carinho no cabelo do Gabe já que ele estava em pé atrás do banco e o Ethan segurou a mão dele.

- obrigado...- ele se esforçou e sorriu. 

Conversamos mais um pouco. Gabe parou de chorar e conversar com ele fazia ele esquecer do James. 

Voltei pra casa sozinha. Já estava escuro, mas não importa muito já que o parque e as ruas que levam pra minha casa são bem iluminadas. 

Andei pelas ruas e parei ao ouvir alguém me chamar. A voz vinha de um beco escuro.

- eu não esperava te ver aqui...- a voz falou da escuridão.

- quem é você?- perguntei.

- venha e descubra- eu caminhei na direção da escuridão. Eu estava com medo mas também estava curiosa. 

Cheguei em um lugar do beco em que eu não via nem meus pés, foi quando alguém me jogou contra a parede.

- ei! O que você tá fazendo?!- perguntei.

- seu namorado não deixou que eu fizesse isso com você ontem, mas ele não está aqui agora e ninguém pode me impedir de ter você pra mim- aquela voz. Era o garoto do jogo. O que ele quis dizer com " ter você pra mim"?.

- não tenha medo de mim...a última coisa que eu vou fazer é te machucar, lindinha- sua voz estava estranha. Mesmo no escuro, eu podia ver que ele tinha um sorriso malicioso no rosto.

- me solta!- gritei.

Senti sua respiração perto do meu rosto. Eu estava tremendo, eu não sabia o que fazer e não sabia o que ele faria comigo.

Ele selou nossos lábios mas eu tentei afasta-lo. Juntei todas as forças que eu tinha e o empurrei.

- ah lindinha...se você resistir será mais difícil, e você pode se machucar- ele veio na minha direção de novo.

Ele me jogou contra a parede de novo e começou a beijar o meu pescoço. Depois usou uma das mãos que me seguravam para apertar os meus seios. Eu não acreditava no que estava acontecendo. Fechei os olhos na esperança de que tudo fosse um sonho, e que eu acordaria com a Austrália deitada do meu lado.

Meus olhos estavam fechados quando algo tocou os meus dedos. Uma testura que era familiar pra mim. Abri os olhos. 

Eu nunca tinha visto algo como aquilo. Tinha os olhos vermelhos e asas pretas. Tinha a coluna curvada e o resto do corpo era cinza com algumas partes pretas. Eu só poderia estar louca.

- oi garota- ele falou.

- o que...?- eu não consegui dizer mais que isso. 

O garoto me largou e olhou para trás pro lugar onde "aquilo" estava.

- o que você está olhando?- ele perguntou.

O "monstro" pegou um caderno com a capa preta e tocou com ele nas mãos do garoto.

Depois disso eu não entendi o que aconteceu. O garoto saiu correndo. Me chamou de bruxa, como se eu tivesse algo a ver com o monstro.

- te salvei, você deveria me agradecer- ele chegou mais perto de mim.

Encostei as costas na parede tentando fugir dele.

- quem é você?- perguntei.

- meu nome é Ryuk. Não precisa ter medo de mim, não quero te machucar- ele falou. Eu não estava entendendo. O que ele era? Por que só eu o via?

- eu sou...- ele me interrompeu.

- Annie Yagami. Eu sei seu nome.

- como você sabe meu nome?- a cada coisa que ele falava, eu ficava com mais medo dele.

- sua mãe me disse. Ela pediu para que eu proteger- minha mãe? Como ele conhecia ela? 

- a minha mãe pediu pra você me proteger?

- ela não é um shinigami, então não pode vir te proteger, então eu vim aqui por ela- tudo parecia tão simples e tão complicado.

- eu não entendo...

- isso é um Death Note, você pode matar pessoas com ele. Pode se tornar um Kira. E aí? Vai querer ele?- como assim? Eu jamais mataria alguém, que pergunta era aquela?

- eu não quero matar pessoas. Não quero ser uma assassina igual a esse tal de Kira!- fiquei irritada com aquela pergunta mais do que deveria.

- ótimo, vou guardar isso então. É melhor você voltar pra casa. Está ficando tarde e...eu sugiro que você passe maquiagem nesse pescoço ou arrange um jeito de esconder essas marcas- ele apontou pra mim. Merda! O desgraçado me deixou com marcas, que saco!

Voltei pra casa e Ryuk me seguiu. Ele não era mais estranho. Ele era interessante pra mim. Ele era um deus da morte mas por algum motivo veio até aqui pra me proteger. Isso era legal da parte dele.

Jantei normalmente e fui pro quarto. Ryuk me seguiu. Eu não poderia falar com ele enquanto meu pai estivesse em casa, então inventei de sussurrar pra ele ou escrever. Mas sussurrar era mais seguro.

Olhei pro meu pescoço no espelho. Que merda!



Notas Finais


Espero que tenham gostado!


Volto já!


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