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História O Diário de Aylla - Capítulo 14


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Notas do Autor


🌹Boa tardeee! Como estão? Que loucura esta o mundo com esse Coronavírus, não sei como esta na cidade de vocês, mas na minha esta um caos com tudo isso, todos os estabelecimentos estão sendo fechados e as pessoas sendo obrigadas a ficarem em casa. Enfim, espero que daqui um tempo leiamos isso e rimos por todo esse sufoco, tomara a Deus que passe rápido!
🌹Mas agora falando de coisas legais, vamos continuar essa históriaaa.
🌹Boa leitura.
🌹Desculpem qualquer erro.

Capítulo 14 - Sentimentos revoltantes


Fanfic / Fanfiction O Diário de Aylla - Capítulo 14 - Sentimentos revoltantes

Depois de ter conversado com Mike sobre o ocorrido ele concordou comigo e tentou me manter calma. Foi difícil pra dormir essa noite mas eu consegui, bem pouco mais consegui. Estava sendo cada vez pior viver na mesma casa que esse homem. Acordei umas 5 horas da manhã e não consegui mais dormir, resolvi pegar meu caderno e pensar na redação pro "dia da família", afinal, não tinha escolha. Qual seria a melhor opção? Falar a verdade sobre o inferno que vivo ou mentir, contando um belo conto de fadas? Decido um belo conto de fadas e em torno de meia hora já tinha terminado. Não era a coisa mais difícil do mundo de fazer, afinal, mentiras não se tornam tão difíceis quando se vive em uma. O ponteiro do relógio da finalmente 7:30 da manhã e eu desço as escadas. James tomava café descansado na cozinha e isso me arrepiou, só em vê-lo. Ele não troca nem uma palavra comigo graças aos céus e eu saio de casa. Mike não estava lá na frente então vou andando. De fato isso me chateou um pouco embora eu saiba que ele não tem obrigação alguma de vir, pego um ônibus e chego na escola, passo os olhos por todo o lugar mas também não o vejo. 

- Olá! - Tallyssa se aproxima. 

- Oi. - desejo - Tudo bem ? - ela concorda. - Cadê a Ana Clara? 

- Estudando na sala, ela anda insuportável esses dias, deve estar de TPM. - revira os olhos. 

- Ah. - apenas digo isso. Entramos na sala e a aula começa, uns 10 minutos depois a porta é aberta e Mike entra por ela afobado com o cabelo bagunçado porém, inexplicavelmente charmoso. Parecia quem tinha acabado de acordar e estava muito atrasado. Antes de qualquer coisa seus olhos se encontram com os meus e ele parece se aliviar, logo depois sua atenção vai a professora. 

- Sammers. Atrasado. - ele forma uma linha reta com os lábios por tal motivo. 

- Sinto muito. - pede.

- Tudo bem. Agora sente-se. - novamente suas orbes encontram as minhas antes de se sentar. - Alunos, espero que todos fizeram a redação da família, uhn?! 

 

[...]

 

Os professores estão se superando, a cada dia a aula fica ainda pior. Pego minha bandeja de comida e me sento na mesa de sempre. Tallyssa foi a biblioteca e Anna... Ah, bom, não sei o que aconteceu com Anna. Mas eu estava sozinha. Também não sabia onde Mike se encontrava mas meus pensamentos são rapidamente interrompidos quando sinto a presença de alguém ao meu lado e viro o rosto em tal direção. 

- Olá, Aylla. - Miguel se senta na cadeira à minha direita. 

- Oi. 

- Tudo bem? Nunca nos apresentamos formalmente. Sou Miguel. - estende a mão. 

- Eu sei. -grossa, até demais. Não precisava disso. - Tudo bem - suspiro melhorando meu humor e tentando tirar a autodefesa que se forma sempre que um cara vem até mim -, Aylla. - aperto sua mão. 

- E aí, está se dando bem com Nova York? - assinto. - Com a escola? Afinal chegou no meio do ano letivo.

- Também estou indo bem.

- Que bom. 

- Você é muito linda, não podia deixar de reparar. - oh meu deus, quanto descaramento.

- Grata. - tento soar simpática. 

- Você mora com seu pai? - Miguel pergunta.

- Interesse súbito? - questiono erguendo uma sobrancelha. 

- Só estou tentando puxar assunto. 

- E por que? - ele nega com a cabeça.

- Sem motivo especial. Você parece muito interessante. - reviro os olhos rindo de seu jeito atirado e descontraído. De uma hora para a outra me tornei interessante? Percebo sem precisar olhar totalmente, Mike entrando no refeitório e vindo em nossa direção. 

- Oi. - diz seco. O que há com ele? 

- Bom, nos vemos depois Brawdwyn. - ele pisca e sai. Sorrio de sua cara de pau e Mike se sentou onde seu amigo estava a segundos. 

- O que Miguel tava fazendo aqui? - pergunta sem esboçar sentimento.

- O que? - levo alguns segundos para assimilar a pergunta - Hã, nada de mais. - ele não parece convencido mas não toca no assunto. 

  A próxima aula era educação física, e eu realmente detesto educação física. Sem ânimo algum para correr me sento nas arquibancadas assistindo o time masculino treinar.  Miguel chuta para o gol mas não consegue fazer um. Ele me veja nas arquibancadas e sorri de canto malicioso. Afinal, o que há com ele hoje? O resto da manhã seguiu assim, entediante. Finalmente caminho em direção ao portão, e começo a andar na calçada até ouviu um assovio, viro a cabeça e franzo o cenho mas volto a andar, novamente o assovio, dessa vez viro pra trás e vejo Mike escorado em sua moto com a cara fechada. Meu corpo caminha sozinho até ele, ótimo, agora nem raciocínio mais é como ele tivesse por vontade própria. 

- Oi. - digo.

- Oi. Quer carona? - soa ríspido. 

- Qual motivo do seu mau humor? - sou direta. Bem direta. Ele nega com a cabeça e pega o capacete, reviro os olhos e foco no portão da escola, Miguel sai e sorri, beija a ponta dos dedos e aponta pra mim. Sorrio erguendo uma sobrancelha, ele não deve estar bem esses dias. Pelo canto de olho vejo Mike o encarando, isso era muito estranho, Miguel desvia o olhar seguindo seu caminho que era do lado oposto ao nosso. Volto meu olhar ao moreno do meu lado, sua cara estava ainda mais péssima, ele me entrega o capacete e sobe na moto sem dizer uma única palavra. 

   Ele estaciona em frente a casa de James e eu desço o estendendo o capacete. Ele olhava um ponto a sua frente. Na real olhava qualquer coisa menos pra mim. 

- Valeu pela carona. - ele assente com a cabeça. Isso já estava me irritando seriamente - Você está legal? 

- Te interessa? - pela primeira vez leva o olhar a mim, mas não dura nem 3 segundos.

- Wow. - arregalo os olhos e o encaro. - O que eu te fiz? - sua indiferença estava incrível. Ele liga a moto não me respondendo. É como se eu nem estivesse aqui. - Sua bipolaridade irrita, Mike Sammers. - digo e ele arranca com a moto. - Maluco! - termino gritando e entro em casa batendo a porta. Ai, que raiva, como se eu tivesse feito algo pra ele. James estava sentado em uma das poltronas e quando me vê abre um largo sorriso. - O que foi? - pergunto engolindo em seco com sua expressão. 

- Estou resolvendo uns assuntos. 

- E o que eu tenho haver com isso? - Pergunto com certo receio tentando não soar ríspida e ele nega com a cabeça. 

- Em breve você saberá, meu amor. - Um enorme arrepio percorre minha espinha e eu senti que viriam problemas por aí mas ainda assim subo as escadas sem entender nada.

   Ficar nessa casa estava me sufocando, ainda mais depois da conversa com James, sí é que pode se chamar de conversa. Saber que James estava a alguns metros de mim estava me dando ainda mais nos nervos. Pego um livro da saga "Crepúsculo" que estava relendo e desço as escadas. Vou até um jardim público que tem aqui perto e me sento em um dos bancos, reli umas 3 paginas até ser interrompida. 

- E aí, Aylla. O que faz aqui? - diz se sentando ao meu lado. Claro, se sente, fique a vontade, até porque eu convidei não é?

-Você esta me perseguindo? - sou ríspida e depois respondo sua pergunta com outra - O que acha Miguel? - gesticulo com o livro, era óbvio que estava lendo.

- Qual livro. - levanto o mesmo e ele lê o nome logo acima de uma maçã. - Eu já vi o filme. 

- Ah certo, imagina ler. 

- Eu leio. 

- Revistas pornô não é considerado leitura.  - ele dá uma risada alta e acabo sorrindo de seu jeito. 

- Gostei do seu jeito.

- Obrigada - agradeço lentamente -, eu acho. 

- Está afim de sair comigo? 

- Me deixar ler você não vai, não é?. 

- Acredite, desfrutar de minha companhia é bem melhor do que um livro. - diz mexendo seu cabelo de uma maneira sensual mas que fica engraçada - Tem uma lanchonete aqui perto, quer ir?

- Não, obrigada. 

- Cinema?

- Vem cá, - ajeito a postura no banco- resolveu falar comigo do nada porque? 

- Você me parece interessante. - eu não ouvi isso, parece a cópia de Mike a algumas semanas atrás.

- Eu tenho que ir. - levanto-me rápido.

- Eu te acompanho. - cada vez melhor. Depois de alguns minutos com Miguel falando assuntos aleatórios como o último treino de futebol paro em frente a casa de James. 

- Até mais, Miguel. 

- Não vai me convidar pra entrar? 

- Hun, não acho uma boa ideia, Já... Er, meu padrasto não gosta de visitas. - era verdade, mas nem se ele gostasse eu iria querer sua visita. 

- Ah, bom, então até amanhã Aylla. - ele me da um beijo no rosto e sai. Entro em casa e tranco a porta do meu quarto, agora resta esperar mais um dia chato acabar.

   Em torno das 20 horas da noite ligo o chuveiro relaxando o corpo na água quente, acho que demorei uma meia hora no banho o que me fez pensar em quantos litros de água gastei, enrolo a toalha em meu corpo e já ligo o secador de cabelo, em alguns minutos meu cabelo já estava totalmente seco. Coloco um short e uma blusa clarinha, estava bem dizer pronta pra dormir. Estico a toalha no boxe e volto para o quarto sentando na cama e puxando a coberta para me cobrir pelo grande frio que faz. Ligo a TV e coloco em um canal aleatório, talvez para servir de fundo, eu detesto o silêncio. Me escoro na cabeceira da cama e abro o livro novamente. 

   A porta de vidro da sacada estava aberta. Eu estava em tremendo tédio, o mesmo de todos os dias, mas que fazia algum tempinho que não sentia. Me levanto e encosto as portas pelo frio que entrava por ela. Coloco o livro na escrivaninha e volto a me sentar na cama, pego meu celular e começo a mexer, até ouvir barulhos vindo da sacada o que me assusta, a porta da mesma é aberta e por lá entra um Mike totalmente perturbado. 

- Ei! - digo pelo susto que levei ao vê-lo. 

- O que está rolando entre você e o Miguel? 

- O que? - pergunto o encarando em choque. 

- Eu vi você saindo com o Miguel hoje. - diz parecendo bravo

- Peraí. - me levanto da cama e gesticulo tentando entender. - Você veio aqui no meu quarto, entra desse jeito, pra ganhar satisfação sobre eu e o Miguel? - questiono incrédula. - Licença neh Mike. Eu mal falava com ele desde hoje.

- Mas parece que isso mudou rápido. - comenta irônico com um sorriso irritante. 

- Ele não é seu amigo?!

- Mas não deixa de ser um idiota. - da um passo a frente.

- Mike, calma - gesticulo com as mãos para ele ficar calmo e eu entender o que acontecia -, eu não to te entendendo. O que você...

- Eu não aceito que você fique se engraçando com ele. 

- O que? - grito de volta. Isso é demais para mim me aproximo ainda mais - Você ta brincando neh? - já estávamos a poucos centímetros de distância agora. Nessa mera conversa a cada frase nos aproximávamos cada vez mais. - Isso só pode ser brincadeira. 

- Vou te provar que eu não to brincando. - ele me puxa pela cintura colando meu corpo ao seu rapidamente o que me faz esquecer o que acontecia segundos antes, já sentia seu hálito quente se chocando com minha pele fria.

 


Notas Finais


🌹Por enquanto é isso, ialaaa esse casal mexe com a minha cabeçakkk
Espero que tenham gostado.

🌹Spoiler
- Só isso? - questiona.
- Sim.- respondo - Mas por que a pergunta? Tem medo de eu roubar seu melhor amigo? - ironizo rindo.
- Tenho medo dele - enfatiza o "dele" - roubar você de mim.🌹

🌹"O ciúme é o pior dos monstros criado pela imaginação"🌹


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