História O Diário de Clara - Capítulo 5


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Caso ocorra erro ortográfico: sorry

Capítulo 5 - Drogas e estupro


Recebi uma mensagem no instagram (era bem difícil eu receber uma mensagem de alguém interessante nele mas esse dia foi diferente), eu vi que tinham me enviado uma mensagem de manhã porém deixei para olhar depois pois eu já tinha me acostumado a receber essas mensagens chatinhas eletrônicas. Fui para o curso e quando cheguei em casa de noite eu resolvi olhar... Quando eu abri era um homem loiro, olhos verdes, chamado Matias... Um garoto super rico daqui da cidade que tinha estudado comigo na quinta série, reconheci ele de primeira porém ele não tinha me reconhecido. Ele tinha me dado "Oi", perguntou se eu estava bem e eu fui educada porém com um pé atrás pois ele me zoava muito quando éramos crianças. Os dias foram passando, ele me chamando para sair e eu enrolando ele pois estava com medo, minha mãe tinha visto umas conversas nossas e ficou insistindo para eu dar uma chance pra ele pois ela achava que ele era "perfeito" por ter uma boa reputação na cidade, por ele ser amigo de todo mundo mas mesmo assim eu continuei na minha sem dar moral nem nada do tipo.

 Os meses se passaram até que Setembro chegou, o tão esperado mês, meu aniversário... De presente mamãe me levou para conhecer o Rio de Janeiro e ficamos em um hotel super legal por uma semana. Quando voltamos para casa eu estava mais relaxada e confiante. Ter passado os dias longe da realidade fez bem pra mim... Eu tinha passado a semana inteira conversando com Matias pelo Instagram e mesmo distante ele não ficava um dia sem mandar mensagem, nós dois tínhamos chegado em uma intimidade que já estávamos compartilhando segredos, falando mal das inimigas juntos e aconselhando um ao outro. Ele tinha virado meu melhor amigo durante todos esses meses conversando e por isso eu resolvi tomar a pior decisão da minha vida... Aceitei sair com ele!

Quando eu contei pra minha mãe ela ficou toda feliz, ela nem imaginava o que iria acontecer comigo mais pra frente, nem eu imaginava.

Marcamos de sair em uma noite de sexta-feira, ele ficou de me buscar na porta de casa pois ele tinha carro e eu era muito nova para dirigir. Eu coloquei a minha melhor roupa porém não passei muita maquiagem, quando ele chegou aqui eu mandei ele estacionar o carro mais pra frente de casa pois eu estava com medo que meu padrasto visse eu entrando no carro dele e fosse atrás para me bater ou fazer qualquer outro tipo de escândalo. Quando eu fui me aproximando do carro ele desceu e se escorou no lado de fora dele, confesso que mesmo conhecendo ele eu fiquei com um pouco de medo e por isso comecei a tremer um pouco... Quando cheguei lá ele foi super cavaleiro comigo, me abraçou e abriu a porta do carro para eu entrar, ele me levou ao ponto mais alto da cidade, um lugar aonde dava pra ver as luzes da cidade inteirinha, lá é super deserto e bem calmo... Ficamos conversando a noite inteira lá, quando demos uma pausa no assunto (para dar uma respirada) eu dei uma risadinha e ele também, ele ficou olhando pra mim fixo e eu por um momento me desliguei e fiquei olhando para ele também... Senti que alguma coisa iria acontecer ali, será um beijo? Um toque diferente? Booom... Nada disso aconteceu... Eu comecei a espirrar muito, acho que era Deus dizendo: "nananinanao, nem pense em encostar sua boquinha nele no primeiro encontro mocinha!

Ele abriu as janelas do carro e ficou me abanando, eu espirrava tanto que fiquei até com falta de ar... Quando eu estava parando de espirrar o celular dele tocou, era um amigo dele chamando nós dois pra ir na casa dele beber e lá fomos nós cantando pneu atravessar a cidade inteira pois ele morava laaaa do outro lado da cidade.

Passamos a sair direto, eu não bebia mas passei a beber só para me sentir "aceita no grupo dele", eu queria ter amigos e achava que eles só seriam meus amigos se eu fizesse tudo que eles faziam (pior erro que alguém comete é entrar nas drogas para chamar atenção de alguém ou para ser aceito em um determinado grupo de amizades, nunca façam isso que eu fiz pessoal, quem se preocupa com vocês de verdade jamais vai exigir que vocês bebam algo ou fumem para aceitar que vocês andem ao lado deles, só bebam se sentirem vontade e achar que é certo, só fumem se sentirem vontade e achar que é certo, façam por vocês e não pelos outros)  e em uma das noites de rolê rolou esse tão esperado beijo e adivinha aonde foi? No local onde ocorreu o primeiro encontro! Se nós transamos? Não! Rolou apenas beijo pois eu não estava me sentindo preparada ainda para perder a virgindade ou qualquer coisa que acabe nisso. Ele me pediu em namoro e eu aceitei, maior cagada que eu já fiz na minha vida, não deveria nem ter respondido aquela mensagem dele no Instagram, se eu não tivesse respondido nada doque está por vir teria acontecido. 

Eu comecei a beber, voltei a fumar maconha, eu realmente me perdi e eu não digo que isso tudo foi culpa dele... Isso tudo foi culpa minha pois eu aceitei sair com um rapaz que eu sabia que era desse jeito, eu aceitei namorar com um rapaz que eu sabia que era desse jeito, eu aceitei ficar no meio de bebidas e tudo mais, eu não sei pq mas eu estava gostando disso tudo, dessa nova vida, de ter amigos que não tem hora de voltar pra casa, de ter amigos que fazem o que quer.... 

Um certo dia Matias resolveu me chamar para acampar, como eu nunca tinha acampado na minha vida eu aceitei na mesma hora sem nem pensar nas consequências, pedi permissão para minha mãe e ela deixou, porém meu padrasto disse que eu não podia. Eu fiquei super triste e irritada, meu padrasto me prendia d , não me deixava fazer nada, eu limpava as coisas dele e mesmo assim nada que eu fazia era bom o suficiente pra ele. Então eu comecei a chorar, fiz bastante drama e fingi que estava doente para ver se eu conseguia fazer eles mudarem de idéia, (digo "eles" pq se meu padrasto fala "não", a minha mãe também diz "não" mesmo querendo dizer "sim") e isso tudo funcionou, eles deixaram.

Eu me arrumei e fui, chegando lá eu fiquei louca, era a primeira vez que eu tinha saído para acampar... fomos acampar na beira da praia, era coisa nova pra mim, eu estava tão eufórica com a situação que eu acabei perdendo a cabeça e aceitando fumar maconha lá no meio da madrugada. Ele tinha levado uma maconha e diz ele que essa maconha era da "boa", disse que os caras da biqueira tinham preparado ela pra nossa noite e que seria bem legal... e eu burra aceitei. Quando eu comecei a fumar eu senti que tinha algo de diferente nela porém eu continuei fumando pois eu jamais iria esperar algo perigoso vindo do meu namorado.

 Quando eu percebi minha boca começou a ficar dormente, eu senti um puta sono fora do normal, eu caí no chão da barraca e não conseguia me movimentar, eu estava super mole e sentia meu corpo super pesado, eu dizia pra ele baixinho pois não conseguia falar direito, não conseguia mexer minha boca: "Mah eu estou me sentindo estranha, não sinto meu corpo"

Ele disse que isso era normal, que eu não precisava me preocupar, que já já ia voltar ao normal, colocou o cigarro encaixado na minha boca e me fez inalar mais a fumaça. Eu não conseguia falar nem me mexer, meu coração estava começando a doer e estava super acelerado... Sentia que eu iria vomitar. 

Eu não conseguia enxergar direito, parecia que eu estava morta, porém dentro de mim eu estava vendo tudo aquilo acontecer, eu queria gritar, queria pedir ajuda mas não conseguia... Eu fechei meus olhos e do nada senti um peso sobre o meu corpo, quando eu abri um pouco meus olhos e consegui ver ele em cima de mim tentando transar comigo, dentro de mim meu desespero aumentou e eu não conseguia fazer nada. Quando ele encostou o pênis dele em mim eu tive a brilhante ideia de fingir que ia vomitar muito para ver se ele parava... e funcionou. Ele parou, guardou o pênis na cueca e me tirou da barraca, colocou meu corpo em cima de um murinho feito de pedras que tinha lá perto e eu não parava de olhar as estrelas, não conseguia parar de orar, fiquei pedindo perdão a Deus, aos meus pais, eu estava realmente arrependida de ter entrado nessa vida, por dentro eu chorava muito, mas por fora eu não conseguia mexer um músculo sequer... Sentia meu coração acelerado, não conseguia respirar direito, meu corpo estava congelado, pensei que eu ia morrer. Então eu apaguei ali mesmo, não sei o que aconteceu comigo enquanto eu dormia, no dia seguinte quando acordei eu fui direto no banheiro olhar meu corpo já pensando que havia acontecido "algo", vi que ele não enfiou nada em mim porém não sei se ele me abusou de alguma outra forma.

Quando voltei pata barraca pra guardar minhas coisas ele olhou p mim e sorriu, perguntou se eu me lembrava de algo da noite passada, eu fiquei calada, meu coração disparou e eu disse que eu não me lembrava de nada, fiquei com medo de dizer a verdade, de dizer que sim, eu me lembrava, e ele acabar com a minha vida ali mesmo. Peguei meu celular rapidamente e fui para um quiosque que tinha lá perto, fiquei lá pq lá tinha bastante pessoas, eu estava com medo de ficar sozinha com ele. Quando abri meu celular eu vi que tinha mensagem da minha amiga. O namorado dela, ela, a prima dela e um amigo de infância deles queriam ir lá na praia se encontrar comigo e o Matias, lógico que eu aceitei. 

Quando eles chegaram eu não tive coragem de contar pra ninguém o que havia acontecido noite passada na barraca e resolvi "esquecer" o ocorrido (coisa que nunca consegui e sei que jamais irei esquecer) resolvi mudar de vida, larguei toda aquela bagunça e mudei completamente, parei de usar drogas. 

Sabe quando as pessoas dizem que tudo acontece por um motivo? Poisé, eu estava lá naquela praia, passei por tudo aquilo, exatamente para reconhecer os meus erros, conseguir enxergar tudo que eu fazia de errado, aprender a ouvir os conselhos dos meus pais, ver que nem todo mundo quer o seu bem, que quem está ao seu lado segurando sua mão pode te machucar também. Se eu não tivesse ido eu jamais teria passado por aquilo, não teria saído das drogas pois não teria passado por nada que me "motivasse" a largar aquilo tudo, eu não teria passado por nada que me mostrasse que aquilo não era pra mim, que aquilo iria apenas ir acabando comigo aos poucos. 

Depois desse dia da praia Matias percebeu que eu tinha mudado e tinha terminado comigo de madrugada pelo WhatsApp... coisa que eu ia fazer porém eu estava tão ocupada pensando em mim e cuidando de mim que tinha esquecido totalmente da existência dele.


Será que eu vou para o inferno?


Notas Finais


Até o próximo capítulo pessoal...


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