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História O diário de George Nicolson - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Capítulo 7


Sábado, 29 de agosto.

10:00

M e P foram até a cidade comprar uns troços. Mamãe perguntou se eu queria que ela comprasse sapatos do colégio para mim. Eu dei uma olhada significativa para os sapatos dela. É triste ver alguém já na idade madura tentando competir conosco, os jovens. É de se pensar que ela teria vergonha de ficar bancando a garotinha, mas não.

Eu vi as calcinhas dela quando ela se sentou no outro dia (e não fui o único).

11:00

O telefone tocou. Ellen, Júlia e Jas virão depois de passarem pela cidade. Parece que Jas viu alguém numa loja em quem ela se amarrou de verdade. Acho que minha vida será assim - nunca tendo namorado sendo obrigado a viver através dos outros.

MEIO-DIA

Eu estava dando uma olhada na Capricho e - havia uma lista de técnicas para beijar. Só não entendo como você sabe a hora certa, e como sabe para que lado ir. Ninguém quer ficar esticando o pescoço durante horas como pombos, mas não dava para entender muita coisa

pelas fotos. Eu queria não ter lido, fiquei mais nervoso e confuso do que antes.

Aliás, por que me estressar? Vou ficar mesmo em casa pelo resto da vida. A não ser que algum garoto maravilhoso perca o caminho, entre por acaso na minha rua e acabe encontrando a

escada e a porta do meu quarto com uma venda nos olhos vou ficar preso para sempre entre essas quatro paredes.

12:15

Já que não posso sair, talvez dê para passar o tempo de forma proveitosa. Posso arrumar meu quarto, pôr todos as minhas calças na mesma parte do armário etc.

12:17

Detesto trabalho doméstico.

12:18

Se eu casar ou, como é mais provável, me tornar um executiva gay e sexy que vive andando de avião, jamais farei trabalho doméstico. Terei uma empregada. Não tenho talento para

arrumação.

Minha mãe acha que eu ignoro de propósito as coisas óbvias, mas a verdade é que eu não sei distinguir entre arrumado e desarrumado. Quando ela me pede para arrumar a cozinha, eu olho em volta e penso, bem, tem algumas panelas sujas e tal, mas acho que

está tudo bem. E aí começa a briga.

14:00

Servindo o café para as garotas. É instantâneo, mas se você ficar a vida inteira misturando o café com o açúcar na xícara, vira uma pasta e quando você põe água fica como café expresso. Mas seus braços doem horrores.

19:00

Tarde esplêndida! Experimentamos todos os tipos de maquiagem. Andei prendendo minha franja com fita durex para esticá-la e torná-la mais lisa para tapar o espaço onde minhas sobrancelhas ficavam. Jas disse que parecia que eu tinha acabado de fugir do hospício, mas Ellen comentou que se eu realçar meus olhos e minha boca isso desviará a atenção do meu nariz.

Então daqui para frente vou fazer o gênero boca carnuda.

Estávamos todos à vontade em cima da minha cama, ouvindo as Quarenta Mais Pedidas enquanto Jas nos contava sobre o garoto maravilhoso da loja. Ela sabe que ele se chama Tom porque alguém o chamou de Tom lá na loja.

Superdetetive!

Todos juramos esperar até que eu possa sair de novo para ir até lá dar uma olhada nele.

A conversa então mudou para o assunto beijar. Ellen contou:

- Fui a uma festa de Natal no ano passado e tinha um garoto de Liverpool. Acho que ele era marinheiro. Seja como for, ele tinha uns dezenove e, para demonstrar boa vontade natalina, ele me beijou.

Estávamos todos ligadões, prestando a maior atenção. Eu perguntei:

- Como foi?

- Meio tipo molhado, como uma sensação tipo quente e gelatinosa.

- Foi de lábios abertos ou fechados? - disse Jas.

Ellen pensou:

- Um pouco abertos.

- Ele pôs a língua para fora? - perguntei de novo.

- Não, foi só com os lábios. - Eu queria saber o que ela tinha feito com a língua. - Bem, eu simplesmente a deixei onde ela normalmente fica.

- E seus dentes? - insisti.

Ellen ficou meio irritada:

- Ah, sim, eu tirei a minha dentadura. - Eu dei a entender que fiquei um pouquinho magoado. Sabe, perguntar não ofende... Ela continuou: - Não consigo me lembrar direito. Fez um pouco de cócegas e não durou muito, mas eu gostei, acho. Ele era muito simpático mas tinha uma namorada e acho que ele me achou

simplesmente uma garota de treze anos que ainda não tinha vivido nada.

- Ele tinha razão - concordei.

22:00

Minha irmã Libby me beija bastante na boca, mas acho que entre irmãos não vale. A não ser que eu fosse pedófilo, e incestuoso o que eu não sou. Então acho que não valerá como um treino.

23:00

Por entre minhas cortinas posso ver uma enorme lua amarela. Estou pensando em todas as pessoas no mundo que vão estar olhando para essa mesma lua.

Fico imaginando quantas delas não terão sobrancelhas.



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