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História O diário de Mary Bennet. - Capítulo 3


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Notas do Autor


Hoje as Bennet vão conhecer o futuro sogro, como elas estão será?

Capítulo 3 - Conhecendo o futuro sogro


Fanfic / Fanfiction O diário de Mary Bennet. - Capítulo 3 - Conhecendo o futuro sogro

Uma semana se passou desde o dia que resolvi que participaria desse circo formado por meu pai, saia do meu quarto somente quando era realmente necessário para ajudar nas tarefas domésticas ou para comer até meu piano perdeu a graça para mim, não posso deixar de pensar que poderia estar fora dessa bagunça se tivesse me mudado dessa casa, mas fiquei todas ficamos porque não queriamos abandonar nosso pai e agora esta aí o pagamento. Vou ter que me casar com um idiota rico que não conheço, só um idiota precisa que o papai compre uma mulher para ele casar.

O pensamento do casamento começou a passar por minha mente novamente e eu começo a chorar outra vez. Não posso me casar com alguém que eu não conheço. 

As lagrimas escorriam pelo meu rosto, o desespero mais uma vez tomou conta de mim, respirei fundo na tentativa de me acalmar, comecei a falar comigo mesma: para de chorar Mary você já é uma mulher não pode ficar assim o tempo todo, para com essas lágrimas, você é uma mulher ou quase, faltava uma experiência para eu me tornar uma mulher mesmo, eu nunca tive relação com homem nenhum, parece loucura, mas sempre pensei em me guardar para o grande dia, já namorei com muitos caras, mas nunca transei com ninguém, pensei que isso seria uma coisa para fechar com chave de ouro meu conto de fadas, mas agora penso que errei muito se eu tivesse feito antes talvez eu seria como Jane ou Lizzy esse casamento não seria tão importante.

Uma batida na porta me tira das minhas lágrimas e dos meus pensamentos, era Jane ela entrou no meu quarto caminhando devagar, sua feição sempre doce estava com semblante triste nesses dias ela, veio até minha cama sentou e me abraçou com carinho de mãe, após alguns minutos me abraçando, ela suspirou e disse: - Eu deveria ter cuidado melhor de vocês e de papai assim nós não precisaríamos estar passando por isso essa situação está matando a todos nós papai não sai do escritório, Lizzy não sai da empresa e você bom nem teu piano você tocou mais!

-Não tenho cabeça para tocar piano, não tenho cabeça para nada, só queria que tudo fosse diferente, suspiro e começo a chorar novamente.

Jane segura Meu rosto, olha no fundo dos meus olhos.

-Calma Mary vai ficar tudo bem nós vamos passar por isso e depois, vamos rir desse momento você vai ver.

-Vocês podem rir Jane, mas quando tudo acabar eu quero ficar o mais longe possível de tudo!

-Tudo??

-Sim, dessa casa, da empresa, do papai e de todas as lembranças da mamãe, falo com uma voz ainda chorosa.

-Oh Mary não pode ficar assim com raiva da família toda você tem que…

Antes que ela concluisse a frase Lizzy entra no quarto, observa a cena de Jane abraçada a mim Lizzy suspira:- Vocês são tão melosas, pensem nesse casamento como um contrato entre partes você faz as solicitações que quiser, e depois de dois anos o contrato acaba e pronto temos nossa casa, empresa e a família.

Nunca entendi como Lizzy sempre foi assim, era uma maquina pensando, sempre pensava com a razão nunca com os sentimentos era como papai, deve ser por isso que ela fez administração tudo para ela era como a negociação de uma empresa, isso me irritava muito.

-Minha querida Lizzy, você não pode esperar que todos pensem como você! Somos muito diferentes umas das outras pense nos sentimentos de suas irmãs, Jane fala calmamente.

-Pense como advogada Jane e não como uma camponesa por favor! Lizzy esbraveja.

Jane havia se formado em direito, mas nunca exerceu a profissão pois quando saiu da faculdade, mamãe ficou doente Jane deixou tudo para cuidar dela e de todos nós, Lizzy depois que se formou tentou de tudo para administrar as empresas da familia, mas papai nunca deixou, que ela tomasse as redias da empresa, mas também nunca deixou que fosse para outra empresa.

Agora estamos aqui todas nesse circo presas a essa situação ridícula.

Lizzy nos tira dos nossos pensamentos:

-Chega de choro papai esta nos chamando no escritório.

Descemos até o escritório onde papai estava, parecia pior que nós com essa situação. Ele fez um sinal para que nós  sentarmos assim que o fizemos ele fala:

-O empresário virá a noite para acertamos os detalhes dos casamentos.

-Os filhos viram também? Lizzy perguntou apressada.

-Não só ele virá sozinho para conversarmos.

Retirei os olhos e me preparei para falar quando vi novamente o rosto de meu pai ser inundado com as lágrimas então somente concordei com a cabeça, Lizzy e Jane abraçaram papai e eu fiquei ali observando a cena de papai e suas filhas preferidas.

                     ***

A noite chegou de pressa mais rápido do que eu esperava, Jane havia saído para levar Lídia e Kitty para casa de nossa prima Charlotte, elas iam passar a noite lá, 

Lizzy como sempre entrou em meu quarto cuspindo ordens:

-Levanta dessa cama, toma banho coloca uma roupa bonita, arruma esse cabelo.

Levantei meus olhos olhando para ela suspirei e perguntei

-Para que tudo isso?

-Como para que? A primeira impressão é a mais importante! E porque você está horrível!

-Sim senhora disse com ar sarcástico.

-Levanta agora! Ela gritou 

Eu levantei no susto fui até o banheiro

Lizzy Gritou em seguida

-Vou deixar sua roupa em cima da cama! 

Notei que ela estava em modo "empresária" então só concordei com a cabeça.

Tomei um banho bem demorado o que me ajudou muito relaxando meu corpo depois de 15 minutos no banho resolvi sair, me enrolei em uma toalha e sequei meus cabelos com a outra, coloquei a roupa que Lizzy havia separado, não era nada chic, mas era bem formal, uma calça social preta, camisa social de seda vermelha escura e sapatilha que combinava com tudo.

Me arrumei, penteie meu cabelo, mas não quis prender deixei solto.

Desci para comer alguma coisa, pois sabia que eu não iria comer depois do encontro com meu "sogro".

Passei pela sala e vi Lizzy e Jane conversando fiquei admirando as duas a cumplicidade que elas tinham, a amizade eram muito mais que irmãs, eu não me encaixava no mundo delas mesmo que a diferença de idade entre nós fosse pouca.

Depois de observar elas trocarem confidências fui para cozinha, comi alguma coisa e tomei um suco. 

Fui até a sala me sentei ao piano, não estava com vontade de tocar, mas queria ouvir os sons das teclas, após alguns minutos ali ouvi o som da campainha, meu pai saiu rapidamente do escritório e vez sinal para Lizzy que entendeu tudo e entrou no modo "empresária".

Rapidamente ela me puxou do meu piano para seu lado no sofá, e sussurrou no meu ouvido:-Fica calma maninha que vou resolver tudo, da melhor forma para todas nós.

Eu somente respirei fundo e fiquei olhando para meus pés, fico muito envergonhada com pessoas que não conheço.

Não demorou muito vejo um belo homem entrar na sala com um terno preto muito bem alinhado, rosto com aparencia gentil, olhos verdes como esmeraldas e cabelo grisalho que era a unica coisa que aparentava sua idade.

Ele entrou na sala e nos cumprimentou com cordialidade nós respondemos em unisom um boa noite. 

Meu pai o convidou para sentar ele o fez imediatamente.

Eu fiquei ali olhando para aqule homem na minha sala e com um único pensamento na minha mente era, Então isso está realmente acontecendo e esse homem vai ser meu sogro.


Notas Finais


Mary está tão triste e não consegue se conformar com a situação ainda, mas será que ela vai mudar de idéia sobre o casamento?


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