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História O Diário de Sabrina - Capítulo 17


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Notas do Autor


Ansiei muito por esse capítulo...

Capítulo 17 - Tiago e Sabrina se aproximam


11 de Agosto, Quinta.

→ 3º Aula, Inglês.

Ontem por volta das dez eu estava relendo o conto do Alberto, tentando pensar num modo de fazê-lo escapar de Tilafia e voltar pra Terra. Mas que modo? A ideia só me veio ás onze, enquanto eu me revirava na cama, e com o chamado da inspiração, larguei tudo e fui escrever. Só dormi lá pelas quatro da manhã e por isso quando cheguei à escola, cochilei a aula de química e metade da de artes. Eu estava lá sonhando com o Jared Leto descendo comigo de tirolesa em um show de rock (suspeito que era da banda dele, mas não ficou claro) quando fui despertada por uma voz masculina e suave chamando:

- Ortiz, acorda. Ortiz?                   

Resmunguei alguma coisa e a pessoa riu baixinho. Ah, eu conhecia aquela risada...

- Tiago? – abri os olhos.

- Eu.

Ele estava agachado ao lado da minha carteira, e até antes de eu levantar a cabeça, estava com o rosto bem próximo do meu.

Olhei ao redor, confusa. Por que todo mundo estava sentado em dupla? Esfreguei os olhos. Agatha, aquela traíra, estava sentada com Daniel.

- A professora passou um trabalho em dupla e eu cheguei atrasado... – disse Tiago. – E você é a única que tá sozinha.

- Ah...

De repente, me senti idiota e lerda. Olhei pra Tiago e ele parecia nervoso. O trabalho devia valer bastante, pensei, e estava certa.

- Você quer ser a minha dupla?

Ri. Ele pediu de um jeito tão nervoso e tímido. Parecia que estava pedindo pra eu sair com ele.

- Claro, puxa uma cadeira e coloca aqui.

Ele deu um suspiro meio aliviado e fez o que eu disse. Estranhei.

- Então – falei – sobre o que é o trabalho?

- Temos que escolher um quatro de algum pintor famoso e tentar refazê-lo, depois imprimir uma cópia do original e trazer os dois no dia da apresentação pra falarmos um pouco dele.

- Ah, eu tenho um monte de fotos de quadros dos quais gosto no celular. Podemos dar uma olhada e ver uma que nós dois gostamos.

- Legal – ele se acomodou no assento. – Não sabia que você gostava de pintura.

- Eu gosto.

Mostrei a ele meus quadros favoritos e depois de um tempo discutindo, uma lâmpada se acendeu sobre minha cabeça. Eu não podia acreditar! O trabalho era exatamente o que eu precisava!

- Tiago – falei. –  Tive uma ideia!

- Diga?

- Tem um quadro... Pera, vou te mostrar!

Ativei a internet e pesquisei aquele que eu havia imprimido e colado na parede do meu quarto. – Podemos fazer este?

- Hum... parece complicado... Que tal aquele girassol do Van Gogh? Deve ser mais fácil.

- O mais fácil nem sempre é o melhor caminho. Além disso, não gosto de flores.

- Por que?

- Meu pai trabalha com flores.

- Você não gosta do seu pai?

- Não. Olha, esse quadro é muito importante pra mim. Podemos fazer ele? – nada. – Por favor? – nada. – Porfavorzinho?

Ele me encarou... e me encarou...

- Tá – disse. – Tudo bem. Vamos fazer esse.

Fiquei tão feliz que joguei meus braços ao redor do pescoço de Tiago e o abracei, sorrindo como se tivesse ganhado o doce mais caro da Dedos de Mel.

- Obrigada, obrigada, obrigada!

Ele, que no começo estava todo duro, me abraçou também e acariciou minhas costas. Isso fez com que eu sentisse um arrepio e me afastasse, encerrando o abraço. O que tinha dado em mim? Abraçar Tiago? Péssima ideia, Sabrina. Péssima. Já fazia muito tempo que eu vinha cortando as tentativas de contato físico dele, estava quase conseguindo fazê-lo desistir... e agora eu havia dado a iniciativa. Felizmente, talvez por graça divina ou acaso, meu celular começou a tocar, me dando um desculpa para aquele feitio.

- Que música é essa? – perguntou Tiago.

Toda a sala estava olhando pra mim. Era a operadora. Rejeitei a ligação.

- Dancing With Myself, do Billy Idol. É um clássico dos anos 80.

- Gostei. Você me envia?

Fiquei olhando pra ele, cética. Tiago Azevedo gostava da mesma música que eu? Deve haver algo errado. Então me toquei que eu não sabia qual era seu estilo musical.

- Envio sim – falei, pensando que dei sorte de meu celular ter tocado na aula de Artes (a professora não liga pra nada) e não na de português ou de matemática. – Vou pegar os materiais de pintura.

E saí dali. Quando voltei, pintei a Leopoldina inteira. Demorei bastante em seu vestido cor-de-rosa, mas o mais difícil foi seu rosto. Não ficou lá essas coisas, mas dá pro gasto. Ficou combinado que meu parceiro levaria a tela pra casa e pintaria o resto.

O tempo todo enquanto falávamos sobre o trabalho ou o fazíamos, ficou um clima estranho. Tanto que, quando a aula acabou, fiquei aliviada. E embora eu não goste de tocar nesse assunto, me peguei pensando no Rodrigo. Eu não sentia arrepios proporcionados por um garoto, mesmo que fosse um arrepio bobo desses, desde nosso término, no ano passado.

 



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