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História O Diário de um Garoto Perdido - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Olá meus amores ♥️

Esse capítulo ficou pronto rápido, então eu pensei... Pq não postar já?

Então aqui estou eu haha

Espero que gostem do capítulo e tenham uma boa leitura ♥️

Capítulo 2 - Querido diário :: O clichê americano


Fanfic / Fanfiction O Diário de um Garoto Perdido - Capítulo 2 - Querido diário :: O clichê americano

Famigerado e querido diário...

Comecei bem? Desculpe, ainda estou pensando em uma fase de abertura descente.

Enfim, queria contar como foi meu dia.

Vejamos... eu acordei cedo para me arrumar pro colégio e fiquei muito aliviado em saber que não preciso usar uniforme, dá pra acreditar? Pois é, não é tão ruim assim estudar em um lugar novo.

Até por que, durante as aulas percebi que estou muito mais avançado em todas as matérias, o que me deixou um tanto chocado, já que eu era consideravelmente ruim na minha antiga escola em matéria de ser um bom aluno. Não que eu seja burro, mas digamos que era menos inteligente que o restante da turma...

Mas nessa nova escola não tenho esse problema, pois como eu disse, estou mais avançado que os demais alunos.

Agora vamos falar das minhas primeiras impressões sobre os dito cujo alunos. Cara... Eu fiquei chocado quando meu pai me deixou no estacionamento do colégio, pois oitenta porcento dos alunos dirigem, e eu não estou falando de carros comuns, nunca vi tanta BMW reunida em um estacionamento antes. E o único pensamento que veio a minha mente foi: "da onde jovens de dezesseis anos conseguem dinheiro pra comprar uma BMW e ainda conseguir mantê-la?".

Sei lá, tudo nesse país é tão estranho ainda pra mim, não que eu não fosse estranho para o resto do país também. Pra falar a verdade, eu sou estranho pra todo mundo e por qual razão estou falando sobre isso?

Entretanto, ao contrário do quê esperava, minha recepção no colégio não foi ruim. Estava esperando ser aquele esquisitão que todo mundo faz bullying, ou que andam com ele por pena, como nos filmes clichês de adolescente. Mas estava enganado.

Me senti até um tanto... disputado?

Mas logo falamos sobre isso, vamos voltar do ponto onde tive uma recepção. O diretor já me aguardava em sua sala junto de um garoto, este chamado Yunho. E sim, ele também é coreano, acho que por isso o diretor achou que seria legal o Yunho me apresentar todo o colégio, e realmente foi, pois já estava cansado de falar em coreano apenas com meu pai. Além do mais, meu inglês não é lá essas coisas...

Meu inglês é correto? Hm... Não, mas é entendível e isso que importa. Understood honey?

Anyway, Yunho me mostrou todo o prédio, que diga-se de passagem é enorme! Sério, eu dei graças quando o diretor me cedeu um mapa, com certeza me perderia se andasse sozinho sem um mapa por aquele prédio. Durante o passeio, Yunho me contou que tem um grupo de intercambistas coreanos no colégio, e que eu poderia andar com eles se eu quisesse, e claro que aceitei. Sabe aquela sensação de estar em casa? Me senti assim por alguns minutos. Então quando Yunho me deixou na porta da sala onde eu teria minha primeira aula, me convidou para passar o intervalo com ele e seus amigos, eu aceitei e entrei na sala.

E essa cena com certeza foi de filme.

Todos os alunos presentes na sala me encararam, pois a aula já havia começado e estava na metade — eu disse que o prédio era enorme — então passei pelo constrangimento de ficar parado na porta varrendo a sala com os olhos procurando um lugar para sentar, pois o professor nem teve a decência de me dizer e me apresentar para a turma.

E é claro que eu não gostei desse professor. Sua aula era de literatura, e ele parecia o típico professor de filme americano, que fala numa lentidão absurda e manda como dever de casa que a gente leia um livro gigantesco em um prazo de poucos dias. Odiei, odiei!

Esse foi o primeiro momento do dia em que quis morrer, mas essa sensação está se tornando cotidiana, então apenas ignorei.

Após a aula tortuosa de literatura, eu me perdi entre a multidão de alunos na hora da troca de sala, mas consegui me achar. A próxima aula era de química, então não foi difícil achar a sala com uma placa enorme dizendo "laboratório". Não sou tão burro assim.

E nessa aula eu vivi outra cena de filme.

Fui um dos primeiros a chegar, então havia muitos lugares vagos, então me sentei na frente — não sei por quê fiz isso — porém chegou duas garotas, daquelas metidas, e disseram que aquele era o lugar delas. Eu sei que não tem mapa de sala, mas como era meu primeiro dia apenas me levantei e procurei por outro lugar. Dessa vez fui mais inteligente e me sentei no fundo. E... Ah! As mesas são aquelas de dupla, então imagine meu nervosismo em precisar me socializar com um americano.

Então enquanto os alunos iam entrando na sala e preenchendo as mesas, eu continuava sozinho rezando por dentro que Yunho tivesse a mesma aula que eu, assim pelo menos poderíamos formar uma dupla. Mas meu alívio foi muito maior quando o segundo sinal tocou e o professor entrou na sala, significando que eu iria ficar sozinho. Eu respirei tão aliviado diário, sério estava nervoso mesmo.

Eu não era tão tímido assim na minha antiga escola, mas como eu disse, meu inglês não é muito bom e tenho inseguranças com isso, além do mais, era meu primeiro dia. Mas por quê estou me justificando pra você diário? Certo, estou doidinho.

Voltando...

Esse professor foi mais legal e logo me notou no canto da sala e me chamou pra ir na frente da sala me apresentar. E lá foi o jovem Wooyoung com as pernas tremendo de nervosismo se apresentar diante de uns trinta alunos, mas não foi tão ruim, o professor pareceu verdadeiramente animado quando descobriu meu país de origem, e a sala também se interessou fazendo algumas perguntas, então logo fiquei menos tímido e inseguro. É, não foi tão ruim.

Mas se você achou que a cena de filme que eu me referia era as garotas metidas, está muito enganado meu querido diário.

Quando o professor começou a escrever na lousa como seria o exercício que iríamos fazer, alguém bateu na porta, e pela revirada de olhos que o professor deu, entendi que ele já sabia do quê se tratava.

E aí a cena de filme clichê americano parte dois — ou três? Não me lembro — começou.

A porta foi atendida nos dando a visão de um garoto asiático sorrindo amarelo pelo atraso. O professor apenas negou com a cabeça e deixou que o garoto entrasse, o mesmo se acomodou em uma mesa com outro garoto, acho que eram amigos, mas aí o professor chamou sua atenção, dizendo que não queria os dois sentados juntos.

Então eu gelei inteirinho quando o professor disse: "sente-se com o aluno novo, tenho certeza que ele será uma influência melhor".

Imagine o dilema na minha cabeça; não sabia se ficava lisonjeado pelo professor me achar uma boa influência sem me conhecer direito, ou se ficava nervoso por precisar me socializar com um cara que é o esteriotipo de bad boy de filme, com direito a blusa de banda e jaqueta de couro e tudo.

Só sei que fiquei ansioso novamente diário, e agora parando para pensar, nem sei por quê me senti assim, era uma situação tão simples. Mas era meu primeiro dia né — sim, eu vou ficar usando essa desculpa ao decorrer dessas anotações, lide com isso.

Então o garoto antes de acatar a ordem do professor me encarou, e eu sorri porque sei lá, eu não sabia o quê fazer, estava nervoso. E após um longo suspiro, o garoto veio em minha direção e se sentou do meu lado. Eu sorri novamente pra ele — repetindo, eu não sabia o quê fazer — mas dessa vez ele sorriu de volta, e não me pareceu um sorriso falso, pois logo em seguida ele se apresentou para mim e perguntou meu nome. Ah, ele se chama San, Choi San, e logo quando disse seu nome completo eu nem me lembrei de dizer meu próprio nome e já perguntei se o mesmo era coreano. E claro que ele era, então começamos a conversar em coreano, me deixando novamente aliviado por não precisar falar em inglês. Só então eu disse meu nome e durante toda a aula, enquanto fazíamos o exercício que o professor passou, ficamos conversando baixinho sobre coisas aleatórias, como se já nos conhecêssemos. E isso foi muito legal diário. Apesar da sua aparência de rebelde sem causa, San é bastante educado e inteligente — e legal.

Ele me disse sobre o grupo de intercambistas coreanos e me perguntou se eu fazia parte, então disse a ele que na verdade havia acabado de me mudar definitivamente para Baltimore, e San me contou que também não era um intercambista. Na verdade, San é americano mas sua família coreana, e eu achei isso super interessante.

Conversamos bastante, já que eram duas aulas seguidas de química, então o próximo sinal foi do intervalo, e para a minha surpresa, San me chamou para passar o intervalo com ele e seus amigos, e eu aceitei, já que havia aceitado passar o intervalo com Yunho, então imaginei que todos os coreanos andassem juntos.

Mas estava enganado.

Presta atenção diário, essa é a parte em que eu disse que me senti disputado.

Estava eu Wooyoung todo inocente no refeitório, com a minha bandeja com meu almoço procurando por Yunho, e logo o achei em uma mesa com outros dois garotos; um chamado Yeosang e outro Seonghwa. Eles me receberam muito bem e logo já estava me sentindo a vontade com eles. Nesse momento eu senti falta do San e tratei de procurar por sua figura com os olhos, o encontrando em uma mesa mais distante, esta cheia de garotos e garotas. Então perguntei para os meninos se o San não iria sentar com a gente, e acabei sendo encarado por eles de uma forma... Que me deixou intimidado.

E com o semblante sério, Seonghwa me disse: "é melhor você não andar com o Choi, ele não é uma boa influência".

É claro que não entendi nada, mas apenas concordei, já que mesmo tendo conversado bastante com o San, ainda não o conheço direito. E a atitude do professor de química também demonstrou que San não é lá o melhor aluno.

O intervalo também foi tranquilo diário, depois tive aula de matemática e filosofia, essa última tive junto com Yeongsan e fiquei feliz em saber que o mesmo teria alguma aula na mesma turma que eu.

E... Acho que é isso diário, não me lembro de detalhes muito mais importantes além dos que já falei, e do fato de quê eu só queria ir embora desde o primeiro momento em que cheguei no colégio.

Ah! Precisei ir embora de ônibus, já que meu pai ainda estava no trabalho, e sim, eu fui embora naquele clássico ônibus escolar amarelo, e foi tranquilo, pois meu ônibus estava um tanto vazio. Como disse anteriormente, quase todo mundo dirige naquele lugar, inclusive San, que eu vi montando em sua moto enquanto eu aguardava o ônibus.

Depois que cheguei em casa, tomei um banho e assisti série comendo alguns pedaços de pizza que estavam na geladeira. Amanhã terei consulta com o senhor Malcon e eu espero que ele não queira ler o quê estou escrevendo, sei lá, seria estranho.

Mas admito que essa ideia de escrever um diário não é tão ruim, assim como meu colégio também não é.

Enfim, esse foi meu dia querido diário, e espero que o dia de amanhã seja tão menos ruim quanto hoje.


Notas Finais


esse capítulo tem um tom mais leve comparado aos próximos que estão por vir, onde o woo irá se aprofundar mais em seus sentimentos e afins.

enfim, o quê acharam do capítulo?


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