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História O Domador de Cavalos - Capítulo 7


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Notas do Autor


Eai, galerinha? Aqui com mais um novo capítulo hehe❤

Capítulo 7 - Más Notícias


Fanfic / Fanfiction O Domador de Cavalos - Capítulo 7 - Más Notícias




O silêncio reinou entre as duas chamadas. Engoli o seco diversas vezes, até que escutei o meu nome ser dito e então despertei para a vida real.

— O que? Como assim, Hyo?

Eu cheguei para abrir a loja e ela estava totalmente pixada com os vidros quebrados, sem falar que algumas mercadorias sumiram também. Hanna, estou com um prejuízo enorme! — ouvi o seu primeiro soluço e podia sentir meu coração se quebrar em vários pedacinhos por ouvi-la chorando.

— Olha, vou dar um jeito, tá bem? Não tô podendo sair da fazenda agora, mas eu chego aí ainda hoje.

Eu te espero aqui. — disse ela com a voz embargada e eu desliguei.

Baguncei os meus cabelos e cocei a nuca.

A minha amiga deve estar um caco, ela batalhou tanto por aquela loja que é muita covardia de uma pessoa vir e estragar tudo que ela construiu com tanto esforço.

Eu estava com tanta raiva que poderia passar por cima de todos os cavalos desta fazenda.

— Merda! — chutei a lata de lixo para longe.

Peguei o meu telefone e disquei um número que eu nunca pensei que iria ligar novamente.

— Olha aqui, vai ter volta o que você fez, tá me ouvindo?! Comprou briga com as pessoas erradas! — quase gritei assim que atendeu.

Alô? Quem está falando? — ainda se fazia de sonsa. Que ridícula.

— O seu pior pesadelo! — desliguei o telefone.

Chutei uma das porteiras de uma cabine e acabei por assustar o cavalo que estava nela. Me arrependi no segundo seguinte.

— Ficou louca de vez, Srt. Hanna? — ouço o domador. — Dá pra ouvir lá de dentro.

— Não estou com um pingo de paciência agora, cowboy. — massageei as minhas têmporas.

— É, eu estou vendo que não. — sinto seus passos se aproximando.

Virei-me para ele que estava a menos de um metro de mim.

— Você está bem? O que aconteceu? — perguntou ele, após analisar meu rosto.

— Não é da sua conta. Por favor, vá cuidar dos cavalos. — fechei minhas mãos em punhos.

Ele levantou os braços como forma de rendição após juntar suas sobrancelhas. Parecia não ter gostado do que ouviu, dei de ombros, não nasci pra agradar a todos.

— Desculpa se minha preocupação te incomoda. — deu as costas, voltando para dentro da ala de treinamento.

Revirei os olhos. Muito estranho a sua capacidade de me fazer me sentir mal com apenas algumas palavras após meus atos impulsivos e egoístas.

Queria ver minha mãe neste exato momento e chorar de raiva em seu colo.

Uma lágrima solitária escapou e eu apressadamente a limpei.

— Vamos lá, Seo Hanna. Você é bem grandinha pra resolver seus problemas sozinha. Força, você já passou por coisas piores. — falava para mim mesma, pisando firme em direção a minha sala.

Tinha que fazer alguns outros trabalhos antes de estar realmente livre e poder ir para a cidade ver pessoalmente toda a catástrofe que Kim Jennie fez na loja de minha amiga.

Dei alguns tapinhas em meu rosto.

— Se concentra... — respirei fundo e voltei aos meus afazeres.

.

.

.

Batidas na porta foi o que me despertou de meu transe de ainda estar resolvendo tudo do estábulo.

Era Jungkook.

Franzi o cenho, mas logo entendi o motivo de ter vindo aqui.

— Aqui está o cronograma de hoje, não haverá mais trabalho depois desse último das 16:30hrs então poderá descansar. Não sei se amanhã estarei aqui, então agilizei-o também. Por enquanto são esses. — tirei os meus óculos e grampeei as folhas.

Ele se aproximou, mas apenas o bastante para pegar o que eu iria lhe entregar. Do mesmo jeito que entrou, ele saiu, sem dizer uma palavra sequer, após eu lhe dar os cronogramas.

Bufei. Evidentemente estava chateado por eu ter sido grossa mais cedo.

No momento em que pensei em ir atrás dele e pedir desculpas, vejo o mesmo entrar novamente com algo em mãos.

— Sua mãe pediu para entregar. — colocou em cima da minha mesa e sem me olhar nos olhos, saiu de novo.

Pelo menos ele resolveu falar algo, estávamos evoluindo.

Cocei a nuca e sentei da forma mais relaxada possível naquela cadeira de couro.

Examinei o que minha mãe havia me trazido. Era uma quentinha. Olhei as horas, quase duas da tarde.

Nossa! Nem vi as horas passarem, ao menos sentia fome, mas assim que abri, o cheiro impregnou a sala e eu não tive como dizer um não para aquela comida tão gostosa. Então, eu aceitei numa boa uma pausa para a comida.

Assim que tinha a terminado, saí de minha sala com o lixo nas mãos e os coloquei dentro da lixeira.

Estava prestes a sair do estábulo quando vi o cowboy sentado em cima da cerca de madeira, parecia distante em seus pensamentos olhando para o horizonte.

Me aproximei dele, sentando ao seu lado. Ele não disse nada ou ao menos me encarou, apenas continuou com o que estava fazendo, sem se importar com a minha presença.

Respirei fundo.

— Ei, cowboy. — chamei-o, mas ele não fez menção de que olharia para mim, mas pelo menos eu tinha certeza de que estava me escutando. Então, continuei a falar. — Eu tenho uma amiga que mora na cidade, mas antes vivia no campo, comigo, nós sempre fomos muito unidas até mesmo quando ela resolveu abandonar essas terras. Eu a apoiei, afinal, é para isso que os amigos servem. Ela conquistou tudo que tem sozinha, com a sua loja, eu a via trabalhando duro para colocar tijolo por tijolo até que ficasse do jeito que sempre havia sonhado.

Deixei que um sorriso invadisse meus lábios após lembrar do dia da inauguração de sua loja.

— Recebi uma ligação hoje dela, estava quase desmoronando por telefone, porque algum filho da pu-

Engoli o palavrão ali mesmo após fechar os olhos e contar até três.

— Algum infeliz. — corrigi. — Destruiu aquilo que ela construiu com o seu próprio suor.

Finalmente ganhei a atenção do moreno, que olhava para mim, demonstrando surpresa com seus olhos arregalados.

— É, não é nada fácil de ingerir essa informação. Então me desculpa por ter sido grosseira naquela hora, eu estava uma pilha de nervos, você não tinha nada a ver com isso e acabei jogando tudo em suas costas quando apareceu. Me desculpa mesmo, tá? — peguei em sua mão, acariciando ali.

Seu olhar diferentemente de antes, estavam encravados nos meus, como se esse momento fosse muito importante para ele, na verdade, para nós dois. Uma brisa tímida  que passava balançou os nossos cabelos, deixando os seus bagunçados, mas não diminuía a sua beleza. Não mesmo.

— Pra onde está indo? — perguntou ele, no momento em que deixei a sua mão e levantei-me do seu lado.

— Para cidade. Tenho um S.O.S de amigas para ir resolver. — lhe lancei uma piscadela e comecei a andar em direção a minha casa.

— Cuidarei do estábulo! — gritou ao longe.

— É o seu dever, cowboy! Proteja-o com sua própria vida! — gritei de volta e o vejo esboçar um sorriso.

Encarei aquilo como um pedido de desculpas aceito e que estamos de bem novamente.

.

.

.

Havia chegado na cidade a pouco tempo, mas já estava começando a escurecer. Antes de ir até o apartamento de Hyo, passei na sua loja para ver o estado em que a mesma se encontrava.

Não tive coragem de descer do carro, apenas observei os cacos de vidros no chão, a parede prestes a cair e por todos os cantos haviam pichações. Apertei mais firme volante.

Aquilo não iria sair barato pra quem fez isso. Nunca.

Me dirigi até onde minha amiga morava, assim que adentrei o local, o porteiro já estava ciente de que eu viria, me deixando entrar sem ao menos comunicar pelo interfone a Hyo.

No momento em que ela abriu a porta, pulou em meus braços e começou a chorar. Levei minhas mãos até os seus cabelos, acariciando ali.

— Vai ficar tudo bem... vai ficar tudo bem. — dizia isso repetidas vezes e a mesma só consentia com a cabeça.

Olhei para dentro de seu apartamento, vendo que Taehyung e Namjoon estavam ali, nos olhando de forma melancólica.

Os soluços dela eram tão altos e angustiantes que até me fizeram chorar junto também. Sempre estive com ela, apoiei de pés juntos a sua ideia de construir seu próprio negócio e a vi erguer todos aqueles muros de perto. Custava a acreditar que isso tinha acontecido, foi muito dinheiro investido em seu sonho que agora estava destruído por vândalos sem coração algum.

No instante em que Hyo se acalmou, limpei as lágrimas teimosas que insistiam em cair com a minha mão, de maneira delicada e então passei a encará-la.

— Eu vou te ajudar, está bem? A sua loja vai ficar ainda mais incrível do que era antes. — esbanjei um sorriso e ela deixou que seus lindos dentes aparecessem, mesmo com uma expressão de sofrimento estampada em seu rosto.

Hyo assentiu e nós entramos, fechando a porta.

Cumprimentei os meninos com um beijo em suas bochechas.

— Está com fome? Acabamos de preparar o jantar. — falou Namjoon para quebrar aquele clima estranho que havia se formado.

Assenti, só havia almoçado.

— Rapazes, eu acho que vou descansar, os remédios estão fazendo efeito... — falou Hyo com a voz baixa e fraca.

Apertei os olhos. Ah, como doía vê-la se sentir dessa forma tão... abalada e vulnerável.

Depois de todos desejarmos uma boa noite a ela e a porta do seu quarto ser fechada. Olhei para os garotos.

— Alguém sabe quem foi que fez isso? Alguma câmera de segurança? — perguntei.

Eles se entreolharam e eu aguardei a resposta, ansiosa.

— Foram quatro pessoas, estavam todas encapuzadas, não deu pra ver direito o rosto. — respondeu Taehyung.

— Vocês não tem nenhuma pista? Especulação? — arqueei a sobrancelha, eles negaram.

— E você? — perguntou Nam.

— A sua irmã, não é óbvio?! — falei.

— Hanna... — disse em tom de aviso, revirando os seus olhos.

— Qual foi, Nam? Você tinha que concordar comigo mais do que qualquer outra pessoa. Você convive com ela! Sabe que ela é capaz de fazer tudo pra se sair por cima! — elevei um pouco o tom de voz, mas não o bastante para que Hyo pudesse escutar.

O vejo suspirar fundo.

— Isso dá cadeia, Hanna. Não acho que minha irmã seria tão burra de fazer algo assim. — parecia cansado.

— Pois eu acho, tenho total certeza disso e vou desmascarar essa megera que fez isso com minha amiga. — digo.

— Amanhã vamos falar melhor sobre, hoje foi um dia cheio. Eu vou para casa, estarei de volta pela manhã. — ouvimos o Nam.

Ele pegou o seu casaco em cima da cadeira e se despediu com um aceno para Taehyung e um beijo no topo de minha cabeça.

— Está aqui tem muito tempo? — perguntei ao Tae após ouvir o baque da porta se fechando.

— Desde que eu soube da notícia. Ela ligou pra mim, logo depois de ter falado com você. — ouvi-o.

Ele se distanciou e fez o seu prato, começando a comer. Dei a volta no balcão, fazendo o mesmo que ele e sentando em sua frente.

— Deve ter sido duro, né?

O vejo assentir por estar de boca cheia.

— Nunca vi Hyo chorar desse jeito desde o dia que a conheci. Fiquei até um pouco surpreso, não sabia como reagir. Só ficava pensando se você demoraria muito pra chegar. — deixei que uma pequena risada me escapasse.

— Mas vem cá, Tae. Você não acha que Jennie pode ser uma suspeita?

— Achar, todo mundo pode achar. Contudo, não ficaria surpreso caso fosse. — disse ele.

— Amanhã vou pedir todas as filmagens daquele bairro. Não é possível que nenhuma não dê para ver o rosto de uma só pessoa, pelo menos. — digo, determinada.

— Olha, não é querendo colocar defeito nesse seu plano, mas não acha que esse é o trabalho da polícia? — disse, cauteloso.

— Ah, é? E quer que eu fique de braços cruzados vendo tudo isso que aconteceu? — perguntei, incrédula.

— É o certo, não? — disse óbvio e eu revirei os olhos.

Encerrei aquele assunto por ali, pois sabia que se continuássemos iríamos discutir por termos pontos de vista diferentes, como sempre fazíamos.

Assim que terminei de comer, fui escovar os dentes e trocar minhas roupas por um pijama. Havia tomado banho antes de vir até aqui, então estava pronta pra dormir.

Dei uma olhada em Hyo, a vendo dormir tranquilamente. Voltei a sala, sentando no sofá. Taehyung estava lavando a louça, mas logo se juntou a mim.

— Que saco. — digo, me referindo a toda aquela situação.

— Digo o mesmo. — então abriu seus braços, pedindo um abraço.

Eu o abracei, estava precisando de conforto também. Como sempre, abraçar Tae era quentinho, confortável. Não sabia caracterizar, mas era bom.

Ele nos deita naquele imenso sofá, minha cabeça está imersa em seu peito, podendo inalar o seu perfume forte e cheiroso.

— Amanhã vai ser um dia cheio, espero que ela consiga descansar. — ouço ele.

Apenas assenti de olhos fechados, sentindo sua perna esquerda passar pelas minhas e minhas mãos ir de encontro a seus cabelos, fazendo carinho ali. Quando dormimos juntos, essa sempre foi a maneira mais rápida de cairmos no sono.

— Boa noite, Taehyung.

— Boa noite, vaqueira.

A última coisa que sinto são os seus lábios depositando um beijo casto em minha bochecha antes de apagar totalmente.







Notas Finais


Gostaraaam??? Como vocês estão??

Xuxu beleza? Espero que esteja tudo joia com todos vocês diante de toda essa situação que o mundo está enfrentando, inclusive nós.

Bom, sou do time de que todos devam ficar em quarentena em suas casas para não somente se proteger, mas também todos ao redor. Então, por favor, me prometam que vão ficar em casa, sim?

Amo vocês e até a próxima! 😉❤


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