1. Spirit Fanfics >
  2. O dono do morro - Kagehina >
  3. One

História O dono do morro - Kagehina - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Fiz essa fanfic inspirada em uma fanart que vi no Instagram, então espero que gostem :)

Boa leitura e leiam as notas finais

Capítulo 1 - One


Há cerca de quatro meses, Shouyou havia pisado pela primeira vez em território brasileiro. De lá para cá, o ruivo já havia feito inúmeras descobertas sobre o país e os brasileiros, comido diversas refeições diferentes e a parte mais importante, feito vários amigos.


Hinata era um ser sociável e de aura tão esplendorosa, que chegava a reluzir a luz do sol. Por isso, não demorou muito para que o pequeno atacante conquistasse a amizade de muitas pessoas, inclusive dos amigos do seu colega de quarto, Pedro. Visto isso, o "otaku fedido" (como o ruivo descobriu ser o apelido de seu querido Pedoro) achou que, considerando o tempo que Shouyou já estava no país tropical, quem sabe fosse a hora de o ruivo conhecer umas das coisas mais famosas da cidade turística em que estavam: as baladas funk.


O colega de quarto do ruivo, diferente do amigo, era uma pessoa mais reclusa e anti-social. No entanto, Hinata pedia rotineiramente ao amigo que o levasse até uma tal de "badalada", cujo havia ouvido os amigos de Pedro comentando uma vez na praia. Sem muito a perder, o garoto combinou com seus amigos de ele e Hinata irem junto num sábado à noite dançar e aproveitar a música que, segundo o ruivo, era divertida e fazia o seu corpo querer se mover em um grande "whoaa" misturado com um "whoou" de empolgação. 


Eram cerca de onze da noite quando Shouyou e Pedro se encontraram com seus amigos na porta de uma das baladas mais conhecidas do Rio de Janeiro. Ao ouvir a música alta do lado de dentro do local, Hinata não se envergonhou de dar pulinhos de animação, desejando a hora que pudesse dançar com seus amigos um tal de "fiuk" ou algo do tipo.


Apesar de ser de uma nacionalidade muito distinta, os amigos de seu colega de quarto costumavam dizer que Shouyou possuía a "alma de braseiro". Alegre, receptivo e, principalmente, espoleta, era assim que o ruivo era. Logo que pisou no Brasil, se encantou com a fervura e o acolhimento caloroso dos brasileiros, desejando nunca mais sair dali.

Hinata havia se mudado para o país tropical a poucos meses para treinar vôlei de praia e, quem sabe, conseguir jogar na seleção brasileira. O ruivo amava o esporte desde pequeno mas, assim que saiu do ensino médio, no Japão, sentiu um desejo imenso de trocar a quadra pela areia, o teto dos ginásios pelo céu azul. Sonhava com o dia em que poderia jogar profissionalmente na seleção brasileira (era secretamente a sua seleção favorita. Que o Japão não lhe ouça, mas os jogadores brasileiros, eram mesmo os melhores).


Após um tempo parados na fila, Hinata e seus amigos finalmente adentraram na tal "balada funk". Logo de cara o ruivo arregalou os olhos, pois era muito diferente do que ele pensava. Shouyou já havia visto e ido em algumas festas com Pedro, sabia mais ou menos que a forma como as pessoas dançavam, era bem diferente. No entanto, assim que bateu os olhos na pista de dança, não pode evitar de ficar boquiaberto.


Eram pessoas rebolando próximas umas às outras, era gente quase se comendo no meio de todo mundo, a música alta que, segundo o que Pedro havia lhe dito, na maioria das vezes falava alguma safadeza, era tudo muito diferente. No entanto, não era ruim.

Apesar de estar um pouco assustado pois, por mais que Hinata fosse espoleta, jamais se imaginou estar em um lugar assim (tão… sem tabus?), o ruivo esboçou um sorriso e seguiu em frente. Estava ali para se divertir, e iria aprender na marra á dançar da mesma forma que as pessoas que estavam lá já que, mesmo sendo algo muito novo para si, havia adorado aquele estilo de dança leve.


- Vem, vamos beber algo - Pedro chamou a atenção do ruivo, o convidando para ir até um homem que vendia as bebidas. 


Hinata, particularmente, não era um homem que gostava muito de beber em festas. No entanto, assim que chegou ao Brasil, experimentou um tal de "cororote de limão", e aquilo foi amor à primeira vista. Não exitou em pedir a bebida ao moço que estava vendendo as mesmas, mesmo que seu português ainda saísse um tanto quanto embolado por isso.


Após ele e os demais pegarem o que iriam beber, Fernanda, umas das amigas de Pedro, chamou Hinata até a pista de dança e ficou ao seu lado, ensinando alguns passos básicos do funk para o japonês. Tentando prestar a atenção em tudo, o ruivo bebia um gole do corote enquanto rebolava a bunda, sentindo seu quadril começar a se soltar aos poucos.

Depois de um tempo, mais umas garotas que haviam chegado junto com ele e Pedro, fizeram uma rodinha e cada uma se dispôs a ensinar um passo ao ruivo, que bebia agora a sua quarta garrafa de álcool e ria feito pateta quando errava alguma coisa.


Quando tocou a música "Mulher de vagabundo", apesar de não saber exatamente do quê se tratava, o ruivo notou seus amigos (incluindo Pedro que, na sua opinião, dançava mais travado que boneco Playmobil) adentrarem na roda em que ele estava, começando a dançar junto. Shouyou seguia os mesmos passos que as garotas faziam, rebolando e por vezes descendo até o chão, sorrindo por estar se divertindo de uma maneira totalmente nova para si. 


Ao longe, um garoto de pouco mais de vinte e um anos, de cabos negros e corpo tatuado, observava o ruivinho com um sorriso ladino. Kageyama Tobio ou, como era conhecido, O Rei, era o chefe de uma das facções do Rio de Janeiro e o dono do morro. O moreno era conhecido por nunca dar mole para ninguém, ser quieto na dele com seus assuntos e cuidar para que, em meio à qualquer festa na sua área, nenhum engraçadinho de outra facção pusesse os pés ali.

Apesar de ser autoritário e egocêntrico, Tobio só possuía um ponto fraco, no qual quase ninguém conhecia: garotos ruivos. Era difícil ver o homem interessado em alguém mas quando estava, não media esforços para tentar conquistar a pessoa.


Com um plano em mente, Kageyama depositou a cerveja que tomava em cima de uma mesa e rumou em direção à rodinha na qual o ruivo se encontrava, dançando próximo a eles. Chamou com o dedo um de seus capangas e ordenou que ele esbarrasse no garoto ruivo de leve, para que o moreno pudesse pegá-lo antes de cair. 


E foi dito e feito. Hinata, que dançava alegremente após mais uma garrafa de corote, sem querer tropeçou nos pés de Pedro, sendo empurrado de leve por alguém logo em seguida, o que o fez bater de costas no peitoral de Kageyama.


- D-Desculpe - murmurou da forma que conseguiu assim que se virou para encarar em quem havia esbarrado, mas no mesmo instante, sentiu como se todo o seu fôlego tivesse sumido.


Na sua frente, havia um moreno de 1,90 de altura, de cabelos pretos lisos e um undercut, os braços e o peito tatuados expostos pelo torso nu do rapaz (que particularmente, tinha um abdômen que fazia Shouyou babar), um piercing na sobrancelha e outro no canto esquerdo do lábio inferior, além de vários anéis adorando seus dedos. Olhou mais de perto o pescoço que continha várias correntes de ouro e pôde ver algumas escamas vermelhas e pretas ali que seguiam em direção às suas costas. Provavelmente era a tatuagem de um dragão.


- Não foi nada, Japinha - Kageyama falou com a voz grossa, atraindo a atenção de Hinata para si. O ruivo encarou firmemente os olhos do moreno e notou que este sorriu para si, o quê o fez sorrir também.


- Você… japonês é  também? - se embolou ao tentar perguntar em português. O ruivo havia notado que Kageyama, assim como ele, possuía traços asiáticos. O moreno assentiu com a cabeça positivamente, se inclinando em direção ao ouvido de Hinata.


- Eu vi você dançando gracinha - falou em japonês, o que fez Shouyou arregalar os olhos no mesmo instante - Você é bonito sabia? - flertou descaradamente, o quê fez Shouyou corar levemente as bochechas.


Diferente de Hinata, Tobio não havia vindo do Japão. Seu pai, japonês, viajou até o Brasil em busca de emprego e, nos anos em que esteve no país, conheceu sua mãe, uma brasileira. Ambos tiveram ele e seu irmão mais novo neste meio tempo mas, após uma invasão de uma facção vizinha onde moravam, Tobio infelizmente perdeu seu pai e seu irmão mais novo por bala perdida em meio ao tiroteio quando o moreno tinha apenas doze anos de idade.

Movido pela raiva, adentrou na facção da área em que morava, alegando buscar vingança por quem matou seus familiares. O moreno sabia que não era o certo, sabia que sua mãe tampouco o apoiava nisso mas, havia feito uma promessa para si mesmo naquela época, de que iria se vingar por aqueles que mataram seu pai, que lhe ensinou sua língua materna, e seu irmão, que tinha apenas oito anos de idade quando isso aconteceu.


- Você fala japonês também ? - Hinata indagou, mas o moreno apenas assentiu positivamente com a cabeça, rodeando com os braços por sua cintura.


- Qual o seu nome ruivinho?


- Hinata. Hinata Shouyou - sussurrou, sentindo as mãos do moreno lhe envolverem a cintura com certa força.


- Você dança bem, sabia? - Tobio mordeu os lábios, sentindo sua própria respiração ficar ofegante por estar tão perto do ruivo. Ele era lindo, simplesmente lindo.


- É mesmo? - o ruivo sorriu contente, o quê fez o de madeixas negras sorrir também. De fato, estava caidinho pelo garoto - E qual o seu nome? Você não me disse ainda.


Tobio sorriu ladino e se aproximou dos lábios do ruivo, tampouco se importando com a música alta ao fundo. Ao longe, Pedro gritava, esperneava, pulava, fazia de tudo para atrair a atenção do ruivo, mas o jogador de vôlei, só conseguia olhar para os lábios rosados e bonitos do cara gostosão que havia acabado de conhecer.


- Hinata pelo amor de Deus sai daí, ele é traficante seu burro  - Pedro chamou a atenção do ruivo pela milésima vez, este que desviou o olhar brevemente para o amigo, mas logo teve seu queixo virado em direção ao moreno tatuado mais uma vez.


- Eu te falo meu nome, mas só se fizer uma coisinha pra mim - Tobio provocou, notando o ruivinho entrar em seu joguinho de sedução. Sem saber ao certo se a sua coragem era pela falta de vergonha na cara ou pelo excesso de bebida, Shouyou envolveu os braços no pescoço do homem à sua frente e o encarou, mordendo os lábios, arfando brevemente ao sentir os braços tatuados o apertarem mais no abraço.


- E o quê seria... - começou rouco, falando em japonês - bonitão? - brincou, dizendo o único elogio que sabia em português.


- Isso aqui.


No mesmo instante, Kageyama selou seus lábios ao do ruivo, adentrando sem delongas sua língua na boca alheia. Hinata abriu os lábios de bom grado e pendeu a cabeça para o lado, suspirando ao ter sua língua chupada durante o ósculo, sendo levado pelo ritmo envolvente da música que tocava ao fundo, se concentrando no gosto de cerveja misturado ao corote de limão que ele havia tomado mais cedo.

O moreno levou ambas as mãos da cintura do ruivo até sua bunda, apertando a carne farta do local (que adorou ter visto rebolando ao som de um funk qualquer) com gosto, se esfregando levemente ao seu corpo em meio ao beijo. Hinata arranhava e puxava com força os fios de cabelo do maior, vez ou outra puxando seu piercing em meio ao beijo, arfando pela pegada firme e pelo beijo sedento que o moreno tinha.


No fundo, Pedro batia com a mão na testa enquanto seus amigos riam da cena, gravando o beijaço que Hinata dava com o dono do morro. No fundo, o colega de quarto sabia que, quando Hinata acordasse na manhã seguinte, o garoto iria querer se apedrejar por ter ficado com alguém que nem conhecia direito naquela festa.


Já ofegantes e com o ar faltando, ambos se separaram do ósculo, não sem antes Kageyama deixar um chupão no pescoço do ruivo, como para dizer que o japinha gostoso era somente seu. Hinata gemeu abafado pela música com o ato, arranhando brevemente os ombros expostos do moreno. Kageyama podia ser um tanto quanto possessivo, mas ao mesmo tempo, estava disposto a mover montanhas pelo ruivo se isso significasse poder beijá-lo mais uma vez. 

Tobio sorriu ladino e mordeu levemente o lábio inferior de Hinata, encarando-o nos olhos, já se desvencilhando do abraço.


- Kageyama - atraiu a atenção de Shouyou, que estava um pouco zonzo pelo beijo de tirar o fôlego que havia tido. Encarou curioso as orbes azuis escuras do moreno tatuado e notou este se aproximar do seu ouvido, sussurrando com a voz grossa ali, o que o fez se arrepiar da cabeça ao pé - Kageyama Tobio.


E o moreno sorriu, roubando um selinho do ruivo e logo em seguida indo em direção aos seus parceiros, saindo da festa, deixando para trás um Hinata bêbado e ainda por cima, sem entender um A de tudo aquilo.


Notas Finais


Link da fanart da capa: https://twitter.com/vientagram/status/1338469118308040704?s=19


Gente, uma dúvida aqui 😬
Eu até tinha pensado em fazer dessa oneshot, uma shortfic ou uma longfic mas, por eu ter outros projetos pra fazer, decidi deixar ela como oneshot mesmo. No entanto, eu quero saber de vocês: gostariam de um segundo e último capítulo do Kageyama se encontrando com o Hinata no dia seguinte e convidando ele pra sair (terá lemon), ou preferem que eu deixe a fanfic como está, e incluo um lemon em uma outra oneshot minha (do Hinata de líder de torcida) que, a princípio, não teria?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...