História O dono do morro - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Favela, Morro
Visualizações 19
Palavras 995
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Fluffy, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Cap 1


aos 5 anos 

-mamãe, vou brincar lá fora - digo enquanto saio correndo 

-tanto faz -ela diz , ela sempre diz que sou muito inocente e Idiota, mas não me ofendo, é só o jeito dela

minha casa é bem pequena, mamãe deu duro pra conseguir essa casa pra gente aqui, todos chamam de morro, eu gosto daqui, as pessoas são legais, só acho estranho os caras com brinquedos enormes que fazem um barulhão quando eles apertam,acho que chamam de armas, digo oi pro seu José, ele é o velhinho que trabalha na venda do lado de casa e sempre me dá uma bala quando passo lá, estou pulando e jogando minha bola pro alto quando ouço o barulho da arma e um homem alto passa correndo do meu lado e me empurra com força, bato na parede e Caio no chão, meu joelho tá ralado e seguro o choro, quando varias armas começam a atirar de uma só vez, não vejo ninguém por perto, e tento fazer o caminho de volta pra casa, mas meu joelho doí muito, sento no chão com minha bola e aperto as mãos no meu ouvido para tentar bloquear o barulho, quando vejo alguém na minha frente. Um homem e um menino, que parece ter 10 anos, aparecem, o homem me olha e corre na minha direção e o menino vem junto, me afasto quando vejo uma arma na mão do homem e começo a chorar mais, o menino vem e para na minha frente 

-calma, tá tudo bem - ele diz 

- Mas a arma faz muito barulho, eu sempre fico com medo- digo entre soluços 

Ele pega minha mão 

- não vou deixar nada te machucar - ele diz 

- voce promete ?- digo 

- juro de dedinho - ele estende o dedinho 

olho desconfiada mas ele parece sério, então entrelaço nossos dedinhos 

o homem atrás dele o olha feliz, até que um cara com a arma apontada na nossa direção vem correndo, o homem aponta sua própria arma e o menino me segura e esconde minha cabeça no seu pescoço 

-vem, vou te levar pra casa - ele me levanta no seu colo e pergunta - pra que lado é sua casa ? 

Aponto pro lado certo e ele ainda segura minha cabeça no seu pescoço e começa a ir pra lá, ouço ele dizer alguma coisa pro homem 

- cuidado, pai - Ele diz 

-Voce também filho, e cuida dela- o homem diz 

- ele é seu pai?- pergunto 

-sim 

ele continua andando pelas vielas no meio dos tiros e me segurando enquanto aperto mais seu pescoço com cada barulho das armas 

- hm, to feliz que vocês estavam aqui - me agarro no pescoço dele - eu tava com medo, eu sempre fico com medo quando eles começam a brincar com as armas de noite 

- não se preocupa, pequena

 mostro minha casa, e ele bate na porta, minha mãe abre e quando me vê parece surpresa 

- ué, você ainda tava na rua ?- ela pergunta com um cigarro entre os lábios 

- sim, mamãe, mas ele me trouxe de volta- aponto pro menino, que olha estranhamente pra minha mãe Enquanto me desce do seu colo 

- tá tudo bem, não foi nada - ele diz, quando volta a olhar pra mim, sorri e diz - agora eu já vou

- mas já ?- pergunto - você não quer brincar comigo? - estendo minha bola pra ele 

ele sorri ainda mais pra mim 

- agora não vai dar, pequena, tenho que voltar pro meu pai - ele diz 

- vem logo, menina, senão vai ficar aí pra fora com ele - minha mãe diz 

- calma mamãe, já vou 

vejo o menino olhando raivoso pra ela 

- qual seu nome, pequena- ele pergunta 

- Amélia- digo sorrindo 

ele sorri pra mim

- Bem, Amélia, o meu é Gustavo 

Ele se levanta, minha mãe bufa e me puxa pra dentro enquanto eu aceno pro Gustavo 

- Rápido, menina, não tá vendo a quantidade de tiro na rua, não tenho tempo pra suas palhaçadas, tenho que me arrumar pra ir trabalhar 

ela trabalha de noite, não sei direito o que ela faz

a tarde vai caindo e de noite me enrolo no sofá, que é minha cama, já que minha mãe disse que como foi ela que trabalhou ela que devia ficar com o quarto, não me importei, agora durmo no sofá mesmo, depois que mamãe saiu me deito pra ir dormir e mas os tiros recomeçam, fico assustada de novo, o barulho vai e vem, ouço um barulho na porta e grito, vejo uma sombra quando chego perto ouço 

- Amélia? 

-Gustavo? - pergunto e corro pra abrir a porta, vejo ele lá e me jogo nele que me pega no ar 

- calma pequena - ele diz 

- eu tava com medo de novo - digo 

- eu não disse que não ia deixar nada te machucar ?- ele pergunta sorrindo 

- eu sei, mas ainda fiquei com medo 

ele entra na casa e pergunta 

-cadê sua mãe ?

- ela foi trabalhar - digo

- e te deixou sozinha?- ele pergunta 

- sim - respondo sorrindo, mas meu sorriso cai quando vejo que ele parece bravo - qual o problema? 

- é perigoso - ele diz- ela cuidou do seu joelho?

mostro meu joelho, que limpei no banho 

- nem tá doendo mais, olha 

-bom

bocejo e ele percebe 

- vem, você tem que dormir - ele me puxa pro quarto 

- eu durmo no sofá, bobo - Rio dele e puxo sua mão até lá

deito de lado e ele se senta no chão ao meu lado 

- você vai embora ?- pergunto com medo 

-não vou deixar você sozinha- ele diz 

- voce jura ?

ele me olha e mostra o mindinho 

entrelaço nossos mindinhos 

- nunca vou te deixar, pequena - ele promete 

e ele nunca mais me deixou...

 

 

 

 

 


Notas Finais


Acho q me empolguei e espero que gostem


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