História O dono do morro - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Favela, Morro
Visualizações 426
Palavras 1.550
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Fluffy, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Cap 2


Aos 12 anos 

Corro pelas vielas do morro, rindo 

-Você não vai me pegar - grito 

vejo os rostos conhecidos dos vizinhos e cumprimento todos e eles sorriem para mim 

viro para cumprimentar seu José e tropeço numa pedra, começo a cair mas antes da minha queda, sinto braços me rodeando e me levantando 

-peguei você - Gustavo fala no meu ouvido 

Rio dele 

- aposto que na próxima eu ganho - desafio

- você falou a mesma coisa quando te peguei na vez passada - ele lembra

- mas daquelas vezes eu tava só treinando, bobo

- sei - ele ri - vamos, já tá ficando tarde, hoje será um dia complicado aqui no morro 

- ué, por que ?- pergunto 

- o baile... vão ter algumas pessoas lá muito perigosas, Amélia- ele parece procurar palavras - pessoas que você não iria querer conhecer

-como assim? Não pode falar assim delas, Gustavo, elas ficariam ofendidas - repreendo 

ele ri de mim

-ah Amélia - ele diz suavemente - sua mãe vai ficar em casa hoje? 

-não sei - digo- por que você parece sempre bravo com ela ?

- ela devia cuidar melhor de você- ele diz

- ela faz o que pode - digo defensivamente - além do mais, não é preciso, porque eu já tenho você - digo brilhantemente 

-é verdade, você sempre terá a mim

ele sorri pra mim, após me deixar em casa vou tomar banho e coloco minha camisola, me deito no sofá e ligo a TV, fico assistindo até umas 23 horas, horário que minha mãe entra em casa, ela parece estranha e estranho ao ver um cara entrar com ela, os dois estão rindo à toa 

-você bem que vale a quantidade que cobra- ele diz 

os dois param ao me ver ali 

- quem é ela ?-o cara diz 

-ah é só minha filha - minha mãe diz 

- ela é bem bonita - diz o estranho, enquanto minha mãe vai em direção à cozinha ele vem para mim,começo a me afastar

ele me encurrala 

- com licença, moço - peço 

-qual seu nome, linda- pergunta enquanto passa a mão no meu cabelo 

tento me afastar 

- que cabelo bonito- ele passa a mão pelos meus cachos pretos 

-vem cá querido, preparei a coca aqui -minha mãe grita 

ele se afasta relutantemente 

-fica aí que já volto- ele passa a mão na minha bochecha 

assim que ele vira pra ir pra cozinha corro pra porta e saio

que homem estranho

minha mãe tava meio estranha também, caindo e falando arrastado 

onde será que tá o Gustavo ?- me pergunto 

começo a percorrer as vielas e ouço música alta vinda de algum lugar, começo a seguir o som, vejo varias mulheres com shorts curtos e tops curtíssimos passo cumprimentando todas, elas me olham meio torto mas me dão Oi, chego perto de uma delas é pergunto 

-com licença, você viu o Gustavo por aí ?- pergunto 

-o Gustavo? 

-Sim, por favor 

ela me olha estranho 

-hm.. acho que ele tá lá em cima- ela aponta para uma parte reservada 

-okk, muito obrigada- agradeço 

vou naquela direção, vejo algumas pessoas fazendo coisas estranhas no caminho, um esta apertando a bunda de uma menina e ela deixava enquanto eles se beijavam 

mas aquilo deve ser meio desconfortável,não?

assim como algumas meninas dançando até o chão e os caras só olhando, um grupo passa por mim

eles estão iguais a mamãe 

continuo seguindo, o que me deixa mais apreensiva são os caras com armas, o Gustavo me explicou que elas não são brinquedos, ele até tinha uma, mas nunca me deixou perto dela, ele dizia que só quando eu fosse mais velha, quando perguntei porque ele tinha uma, ele só disse que era porque ele precisava proteger o morro e a mim , eu ainda morria de medo dos tiroteios,e ele sempre dormia no chão do meu lado quando tinha tiroteio. Continuo procurando ele no meio da multidão até que ouço 

-AMÉLIA ?

viro e vejo Gustavo um pouco longe de mim, vou para perto dele  mas alguém me atrapalha e me segura 

- Quem é você, pirralha ? Veio aproveitar o baile ? 

Me assusto com sua brutalidade e tento me afastar, e não piscar de olhos o cara é jogado pra longe de mim, vejo Gustavo segurar ele é soca-lo 

-Nao fala assim com a Amélia, Lúcio - ele fala bravo 

Lúcio levanta as mãos em sinal em rendição 

-Beleza cara, não sabia que ela era a Amélia - ele diz 

Gustavo o soltar vira pra mim, ele parece um pouco bravo

- o que você tá fazendo aqui,Amélia ? Não falei que hoje iam ter pessoas perigosas aqui - ele grita 

me assusto com sua raiva, ele nunca ficou bravo comigo 

faço a primeira coisa que me vem à mente 

Eu corro 

desvio de todos, chorando, ouço ele gritar meu nome, mas não espero por ele, corro, atravesso grande parte da favela e paro num beco, não ia voltar pra casa, não quando aquele homem estranho está lá, me sento no chão e choro sozinha 

sem perceber acabo dormindo lá mesmo, acordo horas mais tarde com uns caras falando 

-nós temos que achar ela, o Gustavo tá louco - um deles diz 

-Sim, aquela menina é especial pra ele - outro diz - se pararmos pra ver ela já é especial pra todos os de dentro, já que Gustavo sempre nos manda ficar de olho na casa dela, ela é uma coisinha especial mesmo, outro dia um velhinho tava carregando algumas sacolas pesadas e ela brigou com ele porque segundo ela, ele sabia que não podia carregar peso, e levou as sacolas pra ele 

eles estão falando de mim ?

- outro dia ela ajudou o pessoal da bocada porque eles não tavam conseguindo achar o isqueiro no chão, o Gustavo quase teve um ataque quando descobriu que deixamos o pessoal da bocada perto dela , mas como vamos evitar quando ela é que tem que fazer tudo da casa?

continuo escondida mas um deles me vê 

-Amélia? É você ? - eles se aproximam - avisa aí o Gustavo - um fala pro outro 

- Não! - grito- não fala pro Gustavo, ele tá bravo comigo - digo 

-não tá não, baixinha- um deles diz 

-ele gritou comigo... ele ficou realmente bravo, mas a culpa não é minha, tinha um cara estranho lá em casa 

eles se aproximam ainda mais 

- como assim, estranho?- eles perguntam 

- ele e a minha mãe chegaram e então ele me encurralou na parede e pegou no meu cabelo e eu não gostei então fugi quando minha mãe chamou ele e fui pro Gustavo, porque não tinha pra onde ir - digo

eles se olham e parecem estar bravos 

-VOCÊS ACHARAM ELA ?- ouço o grito do Gustavo pelo radinho 

-não se preocupa, baixinha, o Gustavo não tá mais bravo, ele se arrependeu de gritar com você - ele diz - tá doido atrás de tu agora - ele fala 

- hmm... não sei... não quero ver ele bravo de novo - mastigo meu lábio, num péssimo hábito de nervosismo 

- fica tranquila , ele já tá de boa, e se ele estiver bravo eu e meu amigo, Michael aqui, faremos questão de te tirar de lá, ok?- ele pergunta 

considero e estendo meu mindinho 

- só vale se for de mindinho - digo

eles sorriem e cada um entrelaça um mindinho com o meu 

-estamos com ela, chefe 

menos de cinco minutos depois vejo Gustavo vindo, fico um pouco receosa e me escondo um pouco atrás do Michael

ele passa por seus homens e me abraça, apertado, depois de anos de amizade, Gustavo ganhou muitos músculos, ele diz que são necessários já que eu só me meto em confusão e ele ia precisar

- você sabe o quanto me preocupou, Amélia ?

- Você gritou comigo - digo 

-me desculpa, pequena- ouço os caras atrás dele suspirarem 

-ninguém nunca viu ele se desculpar, nem o pai dele- eles sussurram 

- você tem que prometer que não vai mais fazer isso - digo

ele estende o mindinho e entrelaço o meu ao dele 

- agora me diz oque diabos você estava fazendo lá ?

-chefe, acho que você vai ter que se acalmar agora 

explico o que aconteceu pra ele e o vejo ficar furioso

- calma chefe...- seus homens falam 

Gustavo suspira calmamente 

- vem, Amélia, você vai dormir lá em casa hoje - ele pega minha mão e me guia pelas ruas do morro até sua casa, quando chegamos lá, fico abismada 

-mas é enorme !- digo 

ouço os caras rirem atrás de mim 

entramos e é muito bonita por dentro também, vejo o pai dele lá com uma mulher, passamos direto 

-não devíamos cumprimentar ele ?-pergunto 

-acho melhor agora não 

subimos e ele me puxa direto pra um quarto 

- vem, pode dormir na minha cama, pequena - eu me deito lá 

- e você ?

-vou dormir no sofá, pequena, mas antes tenho que resolver umas coisas com os meninos 

-mas eu to acostumada a dormir no sofá, não me importo de dormir lá...

- fica aí pequena, tá tudo bem, de verdade

me enrolo na cama e digo noite 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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