História O Drama De Luna (Uma História Sobre Abuso Sexual) - Capítulo 44


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 44 - A Surpresa


-May! - Digo ao abrir um enorme sorriso. 

Ela vêm em minha direção e pula em meu colo. A abraço fortemente. Logo noto Rapha mais atrás.

-Que saudade! -Ela diz com um sorrisão de orelha a orelha.

-Também senti muita saudade de você. -Digo. -Mas o que aconteceu? A que devo a honra dessa surpresa maravilhosa?

-Deixa que ele te explica. -Diz May ao apontar para o tio.

Raphael vêm até mim. Convido - os para entrarem em minha casa. Mamãe e Nick estavam em seus quartos, tinha certeza que ambos adorariam a surpresa, os dois também viviam reclamando de saudade da May.

-Mãe! Nick! Corram aqui que temos visita. -Grito ao entrarmos em casa.

Os dois vão correndo até a sala querendo saber quem estava lá e se surpreendem ao ver a pequena Maytê novamente em nossa casa. A minha vontade era de abraçá-la o tempo todo, como essa danada me fazia falta.

-May! Que bom te ver novamente. -Diz mamãe ao pegá-la no colo.

Mas não estávamos entendendo nada, até um dia atrás os dois estavam em Campo Grande, como agora apareciam em São Paulo? E Rapha não havia me dito nada sobre uma possível visita, bom, ele disse que queria nos fazer uma surpresa, o que fazia sentido e como eu havia amado essa surpresa incrível, melhor impossível.

-Meu namorido e eu teremos que viajar pro Rio a negócios, ainda não sabemos quanto tempo ficaremos fora, depende de como as coisas ocorrerem por lá, mas a questão é que não temos onde deixar a May, jamais deixaríamos com vizinhos ou pessoas estranhas, e então, a própria Maytê sugeriu de ficar aqui e eu achei uma boa ideia. Mas queria saber se vocês não se importariam?

May ficar em nossa casa como antigamente? Nossa, não conseguia nem imaginar isso, sonhei tanto com esse momento, como desejei tê-la novamente comigo.

Nick e eu olhamos para mamãe, esperando que ela responde logo algo, mesmo já imaginando sua resposta.

-Mas é claro que pode. -Fala mamãe.

Todos nós comemoramos de tanta felicidade. Eba! Eu teria a May só pra mim como antes, tá, seria por um curto tempo, mas pelo menos mataria a saudade da minha pequena. Rapha nos contou que durante esse tempo que Maytê ficaria em nossa casa, ela não teria como frequentar a escola, e a sapeca ainda falou que havia adorado essa parte, tão pequena e tão malandra.

Rapha se despediu de May e da gente e foi embora. Cara, como eu estava feliz em ter a minha pequena novamente.

-Agora você é só minha. -Falei ao abraçá-la.

-Todinha sua. -Disse Maytê.

Mamãe fez arroz, bife, ovo frito e batata frita, uma das comidas preferidas da May e ainda disse que era especialmente pra ela. A pequena era só alegria, ela disse que estava amando morar com seu tio e o companheiro dele, mas que morria de saudade da gente, ai, que encanto de criança.

-Tá feliz de estar aqui? -Perguntei ao colocá-la para dormir.

-Muito. -Falou com um largo sorriso.

Sorrio ao acariciar seu pequeno rosto. Fico lhe olhando, achei que custaria muito para vê-la novamente. De repente seu semblante feliz dá lugar a um triste.

-Luna, aquele meu tio mau foi solto. -Falou.

-Eu sei. -Disse cabisbaixa. -Ele soube que você voltou pra lá?

-O tio Rapha e eu encontramos com ele no mercado, meu titio colocou o dedo na cara daquele bobo e disse ´´se você pensar em fazer algum mal pra May de novo, eu arrebento isso que você chama de cara´´. Acho que ele não vai mais me machucar, né Luna?

-Claro que não, nunca mais, e sabe por quê? Porque não deixaremos.

Li um livro da Pequena Sereia, minha história preferida de quando eu era criança, e dormi abraçada com ela, nós duas juntinhas a noite toda, eu sentindo aquele pequeno coraçãozinho bater sem parar, a felicidade não cabia em mim.

No sábado à tarde, May e eu fomos até a casa de Naty, eu ainda não havia contado a ela que Maytê tinha voltado, quis fazer surpresa, sabia que ela ficaria bem feliz, já que havia adorado aquela pimpolha, e tinha como ser diferente?

-Maytê! -Diz Natalie ao ver a pequena.

-Oi! -Ela diz com um mega sorriso.

Juan aparece em disparada ao ouvir a voz de May, os dois vão para o quarto do meu cunhadinho, enquanto a minha girlfriend e eu ficamos na sala matando a saudade. Dona Angelina não estava. Estávamos nos beijando quando escutamos:

-Eca!

Era aqueles dois pestinhas que estavam nos espiando. Confesso que achava fofo essa fase deles de achar beijo na boca nojento, porque o fato não era de ser duas mulheres se beijando, até porque os dois sabiam do nosso namoro, mas sim de serem duas pessoas se beijando. 

-Vamos na pracinha? -Perguntou May.

Naty e eu nos olhamos e acho que pensamos a mesma coisa.  Lá se foi nós quatro pra pracinha, passamos a tarde lá, as crianças brincaram até não poder mais, estávamos adorando vê-los felizes, e nisso já aproveitei pra ficar com a minha namorada.

Ao chegarmos em casa, mamãe nos deu uma triste notícia. Eu teria que tomar banho e dar banho em May para irmos pra casa de Cadu, mamãe iria jantar fora com ele e depois ambos sairiam para bailar e claro que tinha que sobrar pra gente que teríamos que ir pra casa dele e eu seria obrigada a aguentar aquele idiota do Bryan.

-Onde vamos? -Perguntou May enquanto eu dava banho nela.

-Pra casa do namorado da minha mãe.

-Sua mãe tem namorado? -Pergunta surpresa.

-Agora tem. 

-Ele tem filhos? -Pergunta.

-Tem 3, um da minha idade que é um tremendo idiota e dois pequenos.

-Legal.

Sério, não estava com a mínima vontade de passar a noite debaixo do mesmo teto que aquele mauricinho metido a gostoso, tá, ele realmente era gostoso, e pior que o idiota sabia disso e se achava a última bolacha do pacote, ah, como eu detesto gente que se acha.

-Eu não quero ir. -Falei à mamãe.

-Luna, você só tem 16 anos, enquanto você morar comigo, não tem querer. -Falou mamãe.

-Ótimo, vou ver uma casa só pra mim. -Falei enfurecida.

-Boa sorte. -Falou mamãe ironicamente.

Que escolha? Fui obrigada a ir, mal via a hora de fazer 18 anos e me mudar e com certeza o dinheiro do meu serviço eu juntaria nesses dois anos para dar uma entrada em uma casinha, estava louca que isso acontecesse logo.

-Oi. -Diz Cadu com um largo sorriso ao abrir a porta de sua casa.

-Oi. -Diz mamãe com um sorriso de orelha a orelha.

-E quem é essa menina tão linda? -Perguntou Cadu se referindo à May.

-Maytê. -Ela disse docemente. -Sou amiga da Luna e do Nick.

-Longa história, depois te conto. -Fala mamãe para Cadu, como se nem estivéssemos lá.

Ao entrarmos na casa noto que estava muito silenciosa, parecia não ter mais ninguém. May começa a reparar cada detalhe da casa, devia estar impressionada, eu a entendia, em seu lugar também estaria, afinal, não era qualquer dia que víamos uma casa enorme daquelas, sem ser pela TV.

-Essa casa é linda. -Diz May impressionada.

-Obrigado. -Fala Cadu sorridente e parecendo bem simpático.

-Cadê seus filhos? -Perguntou May.

-Ah, claro, vou chamá-los. Só um minuto. -Diz Cadu ao se retirar.

Olho para May com reprovação, porque ela teve que fazer essa pergunta? Podia ter deixado Bryan lá no cantinho dele.

De repente Cadu volta com os filhos. Olho para Bryan que me retribui o olhar. Puta que pariu, ele estava tão lindo. 

-Oi. -Ele me diz.

-Oi. -Respondo.

Nossos olhares se cruzam. Queria parar de olhá-lo, mas não conseguia, que raiva o fato dele ser extremamente gato, por que meu coração tinha que acelerar cada vez que o vejo? Nunca tinha sentido algo assim antes, por ninguém. Que sensação tão estranha. 

 



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