História O duque e eu - Capítulo 48


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Categorias Sou Luna
Personagens Benício, Delfina, Emília, Gaston, Jazmin, Luna Valente, Miguel, Monica, Nico, Nina, Ramiro, Simón
Visualizações 21
Palavras 692
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 48 - I'll come running for you


Fanfic / Fanfiction O duque e eu - Capítulo 48 - I'll come running for you

Parece que o casamento da temporada azedou. A duquesa de Hastings (ex-Srta. Bridgerton) retornou a Londres há quase dois meses e esta autora não viu nem sinal de seu marido, o duque.

Há boatos de que ele não está em Clyvedon, onde o então feliz casal passou a lua de mel. De fato, esta autora não conseguiu encontrar ninguém que saiba de seu paradeiro. (Se a duquesa sabe, não quer dizer. Além disso, dificilmente alguém tem a oportunidade de lhe perguntar, já que ela evita a companhia de todos, a não ser a de sua enorme família.)

É claro que é papel – até mesmo dever – desta publicação especular sobre a origem de tais cisões, mas esta autora deve confessar que até mesmo ela está desnorteada. Os dois pareciam tão apaixonados...

CRÔNICAS DA SOCIEDADE DE LADY FORNOW, 2 DE AGOSTO DE 1813

A viagem levou dois dias, ou seja, 48 horas a mais do que Benicio gostaria de ficar sozinho com seus pensamentos. Levara alguns livros para ler, na esperança de se distrair durante a entediante jornada, mas, sempre que abria um deles, o livro acabava abandonado em seu colo. Era difícil não pensar em Emilia. E mais difícil ainda manter a mente afastada da perspectiva de ter um filho.

Assim que chegou a Londres, ordenou ao cocheiro que o levasse direto à Casa Bridgerton. Estava cansado da viagem e queria trocar de roupa, mas não fizera nada nos últimos dois dias além de ensaiar seu confronto iminente com Emilia, então parecia tolice adiá-lo mais do que o necessário.

No entanto, quando chegou lá, descobriu que a esposa não estava.

– Como assim, a duquesa não está aqui? – perguntou Benicio com agressividade, sem se preocupar muito com o fato de o mordomo não ter feito nada para merecer sua irritação.

Diante de seu tom hostil, o empregado franziu o lábio superior.

– O que quero dizer, Alteza – explicou ele de forma não muito gentil –, é que ela não está nesta residência.

– Recebi uma carta da minha esposa... – respondeu Benicio enfiando a mão no bolso, mas sem encontrar o maldito papel. – Bem, eu tenho uma carta dela em algum lugar – resmungou. – E essa carta afirma com todas as letras que ela voltou para Londres.

– E de fato voltou, Alteza.

– Então onde diabo ela está? – indagou Benicio.

O homem apenas ergueu uma sobrancelha.

– Na Casa Hastings, Alteza.

Benicio ficou perplexo. Havia poucas coisas mais humilhantes do que ser derrotado por um mordomo.

– Afinal – continuou o empregado, claramente se divertindo –, ela é casada com o senhor, não é?

Benicio o fuzilou com o olhar.

– Você deve estar muito seguro de sua posição.

– Muito.

Benicio deu um pequeno aceno com a cabeça (já que não conseguiu se forçar a agradecer ao homem) e saiu, sentindo-se um completo idiota. É claro que Emilia tinha ido para a Casa Hastings. Ela não o havia deixado, afinal. Apenas queria estar perto da família.

Se pudesse chutar o próprio traseiro até chegar à carruagem, teria feito isso.

Já dentro do veículo, começou a xingar a si mesmo. Tinha que atravessar a Grosvenor Square inteira para chegar à sua casa. Se tivesse ido direto, teria chegado na metade do tempo.

Isso acabou não tendo nenhuma importância, porque, assim que entrou em casa, descobriu que a esposa também não estava lá.

– Ela foi andar a cavalo – informou Ramalho.

Benicio encarou o mordomo com uma expressão de incredulidade.

– Andar a cavalo? – repetiu.

– Sim, Alteza – respondeu Ramalho. – Andar a cavalo. Cavalgar.

Ele se perguntou qual seria a pena por estrangular um mordomo.

– Onde? – indagou.

– Acho que no Hyde Park.

Benicio sentiu o sangue ferver e a respiração ficar ofegante. Andar a cavalo? Ela tinha ficado louca? Pelo amor de Deus, ela estava grávida! Até mesmo ele sabia que gestantes não deveriam cavalgar.

– Mande selarem um cavalo para mim – ordenou Benicio. – Imediatamente.

– Algum animal em especial? – quis saber Ramalho.

– Um que seja rápido – retrucou Benicio. – Agora. Ou melhor, deixe que eu mesmo faço isso.

Quando disse isso, deu meia-volta e saiu da casa.

Mas na metade do caminho para os estábulos, sentiu o pânico atravessar todos os ossos de seu corpo e começou a correr.



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