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História O Duque e Eu - Capítulo 4


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Notas do Autor


Cheguei amores.
Boa leitura.

Capítulo 4 - Não sei o que fazer sem ele


Aquela foi uma conjunção para a qual eu não estava preparado, não para enterrar meu marido e pior, com sua morte a situação ficava terrível. Não posso voltar para casa de meus pais, eles não me aceitariam e como não tenho filhos, o herdeiro que Yoon desejava, não tenho direito a nada. Claro que fui informado com certo desconforto por parte do advogado que não podia sair da casa até que o irmão do meu marido chegasse.


Uma cláusula no contrato de casamento me colocava ali, esperando o irmão mais novo dele. E, caso o alfa desejasse, perante à lei, ele poderia escolher me tomar como esposo. Contudo, caso não quisesse, outro parente o faria e eu apenas mudaria de dono.


[...]


O dia raiou chuvoso. Estávamos todos no cemitério; à família numerosa, alguns empregados de confiança, todos, menos o meu cunhado. O novo Duque não conseguiu chegar a tempo do enterro.

O vigário leu uma passagem da bíblia, enumerou as qualidades do meu falecido marido os presentes concordaram, afinal ninguém teria coragem de levantar nada contra o Duque Park mesmo ele já estando morto. Fechei os olhos enquanto a terra era posta sobre o caixão, tinha algumas lágrimas não por ele e sim por mim as deixei rolar livres.

Por fim terminou, recebi as condolências os olhares cheios de dúvidas do que seria feito de mim e recebi também olhares estranhos vindos de alguns alfas da família de meu marido.

Quando todos pareciam satisfeitos em me dirigir seus préstimos, segui para a carruagem minhas botas estavam pesadas pela lama presente no caminho o condutor me ajudou a subir e sentei no banco aveludado. A criada que me acompanhou no enterro sentou diante de mim, ela apenas ficou muda o caminho todo até a casa Park.



[...]


— Jimin… — Minha omma começou assim que entramos no meu quarto. — Sabe o que vai acontecer agora?


— Sei. — Disse resignado. — Vou ter que casar com algum primo.


O irmão mais novo do meu marido era um filho fora do casamento dos meus sogros, porém, antes de morrer, o antigo Duque o assumiu e colocou-lhe no testamento. O garoto foi criado no Japão em um colégio, e depois viveu com o pai e irmão até pouco antes do meu casamento, quando ele retornou para o Japão e assumiu as terras por lá. Agora, esse alfa desconhecido para a maioria de nós estava voltando, e assumiria tudo que era seu por direito; o Ducado e acompanhado do título, o restante. 


Rezei como não faço há anos, pedi para que ele me rejeitasse, caso ele o fizesse posso partir para um convento. Minha omma disse que me ajudaria a fugir de outro casamento. Talvez ela saiba de alguma coisa e não queira me dizer, nunca a vi chorar e ela o fez, abraçou-me e disse que me amava.


[...]


À noite parecia não ter fim, à chuva forte e os relâmpagos eram acompanhados por trovões e ventos assustadores. Sentei e fiquei observando os desenhos que à água fazia na janela, até que o amanhecer surgiu tímido no horizonte.


Não iria deitar, não estava com sono nem cansaço, estava atordoado, meu corpo se movia por reflexos automáticos. Vesti-me e desci, pulei outra refeição e apenas me resumi a esperar na biblioteca pela chegada do meu cunhado.

[...]


Dois dias e nenhum sinal dele, já estava no país, disso eu sabia. O advogado o conduziu pelas propriedades na capital e, como fui informado, iriam em uma viagem para o interior visitar os outros patrimônios.


Completando hoje quatro semanas que sou um viúvo e com tristeza os cartões de visitas chegaram à minha casa e a de meus pais. São meus pretendentes, afinal sou jovem, acabei de completar vinte anos e sou fértil.


— Seu primo Cho quer fazer uma visita. — À senhora Lee disse ao me entregar um cartão e buquê de flores.


— Ele está aqui? — Perguntei visivelmente irritado. — Que audácia.


Não queria aqueles abutres sobre minha carcaça.


— Sim. — Ela disse um pouco contrariada. — Avisou que não vai até ser recebido.


— Como desejo que eles sumam. — Resmunguei, um hábito que está frequente. — Todos eles e suas malditas flores.


Segui a passos pesados, o máximo que consegui. Tinha que fazer ele desistir e, uma coisa era certa, não fazia ideia de como afugentar os pretendentes.


Abri a porta e encontrei meu primo sentado confortavelmente no sofá, com minha chegada ele levantou-se sorridente.

— Jimin. Meus pêsames. — O sorriso que estava em seu rosto não condizia com as palavras.

— Obrigada, senhor Choi.

— Chame-me de Minho, afinal, seremos íntimos em breve.

Senti minhas bochechas arderem e minhas mãos tremeram levemente, fechei os punhos ao lado do corpo.

— Saia da minha casa, agora! — Queria gritar mais o hábito de uma vida é difícil de mudar — Sai!

Foi um pouco mais alto, fazendo-o rir debochado.

— Sua casa? Jimin, você foi negado o prazo para seu aceite, ele vence hoje e o seu cunhado não te aceitou. Sou o próximo e seu pai me permitiu. Seu pai me deu sua mão.


Às palavras transmitiam à satisfação que aquele projeto de ser tinha em dizer cada uma delas.

— Fico feliz pelo Yoon não ter marcado você. — Sorriu ainda mais. — Quero deixar minha marca para que todos vejam.

Eu não queria parecer tão fraco, tão ômega, mas aquela ameaça me fez dar um passo para trás, perplexo e cheio de medo.

— Todos saberão que me pertence. À boneca de porcelana do Yoon é minha.

Eu sempre soube que meu primo era doente, mas não imaginava que fosse tão louco. Ele deseja tudo que é do Yoon e quando descobriu que eu era o prometido do Duque, tentou me violar. Um segredo que somente nós dois sabemos.


— Saia, agora!


Lee estava a alguns passos de mim, à pobre mulher estava em pânico.


— Vou, mas voltarei para te buscar amanhã. Hoje queria apenas checar minha posse.


— Fora da minha casa! — Disse o mais forte que consegui.



Notas Finais


Bjuss no kokoro


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