História O Efeito Murphy - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Visualizações 1
Palavras 1.895
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Perdoem os erros

Capítulo 3 - Capítulo Dois: Bom ator


Fanfic / Fanfiction O Efeito Murphy - Capítulo 3 - Capítulo Dois: Bom ator



Antes que eu pudesse protestar ele me beijou.

  Talvez minha cabeça não estivesse funcionando direito, por ter acabado de presenciar uma tragédia; por que eu não conseguia entender como aquilo iria nos ajudar.
O quarto andar era desativado, nós ainda éramos as únicas pessoas ali, então por consequência as únicas testemunhas do que tinha acontecido com a Darla.
Mas lá estávamos nós, aparentemente um inofensivo casal de adolescentes se pegando. Não dois idiotas que acabaram de ver uma garota cair do alto de um prédio, e que fugiram da cena do "crime".
O que diabos Jimin iria inventar para nos tirar daquela furada?... Eu também queria saber.

Jimin tinha suas mãos apoiadas na mesa, uma de cada lado das minhas pernas, ainda nos beijávamos quando a porta da sala onde estávamos foi aberta.
Paramos de nos beijar e olhamos quem havia entrado na sala.
Era a nossa professora de espanhol e o professor de educação física, a senhora Pérez nos olhou constrangida.
Para falar a verdade eu que deveria estar, por ser pega aos beijos, com outro aluno, dentro da escola.
Provavelmente eu estava aparentando isso, pois tinha noventa e nove vírgula nove por cento de chance de estar corada.
Não por vergonha, esse era o único sentimento que eu não estava sentindo no momento.
Jimin por outro lado parecia bem normal, com certeza ele já havia passado por situações como aquela, de ser pego dando vuns amassos em alguma garota, nas salas e corredores da escola.

- Há quanto tempo vocês estão aqui crianças? - O senhor Wilson nos olhou desconfiado.

- Uns 30 minutos eu acho? - Jimin finalmente olhou para mim o cenho franzido como se pedisse confirmação sobre o que tinha acabado de falar.

- Seria a mais tempo se você não tivesse se atrasado 20 minutos. - Falei emburrada, descendo da mesa em seguida.

Tentei parecer o mais natural possível, quando falei aquilo, embarcando na mentira inventada pelo Park; nem sei de onde tirei voz, na verdade.

-Murphy... Eu já expliquei que fiquei sem bateria. - Jimin falou manhoso enquanto revirava os olhos para mim.
Como ele conseguia agir como se nada estivesse acontecendo?

- Crianças depois vocês discutem sobre atrasos, agora nós temos assuntos mais sérios para tratar. - Senhora Pérez nos olhou preocupada.

- Vocês viram ou falaram com a Darla nesse tempo que estão aqui? - O professor Wilson perguntou devagar, analisando a mim e ao Jimin.

- Não. - Jimin olhou para mim com o cenho franzido mais uma vez e deu de ombros em seguida.

Neguei com a cabeça, tentando parecer confusa, mesmo sabendo de toda a verdade.

- Vocês viram mais alguém passar por aqui, além de nós? - Foi a vez da senhora Pérez perguntar.

- Desculpe professora, mais é que nós estávamos meio ocupados. - Park deu uma risadinha sem graça.

Depois do que ele insinuou eu definitivamente fiquei constrangida, minha única reação foi olhar para baixo.

- Aconteceu alguma coisa? - Perguntou meio receoso. Jimin deveria virar ator, por que eu nunca vi alguém fingir tão bem quanto ele estava, naquela situação.

- Darla está morta. - Nossa professora falou de uma vez, soltando o ar que estava nos pulmões.

Aquela palavras pareceram atingir Jimin em cheio, não só a ele mais à mim também.
Mesmo já sabendo que aquele tinha sido o fim dela; ouvir a confirmação foi horrível.

- M.morta? C.como assim morta? - Os ombros do Jimin estavam baixos, e ele gaguejava enquanto tentava formar uma frase inteira.
Fazia muito tempo que eu não o via gaguejar, ou ele estava fingindo muito bem, ou finalmente tinha tomado consciência de que aquilo realmente tinha acontecido.

- Aparentemente ela se jogou do terraço. - Professora Pérez, olhava preocupada para ele.

Eu não conseguia ver sua expressão, pois o mesmo estava de costas para mim.

- Eu não.... Eu não entendo. - Procurou meu olhar com os olhos marejados e só então eu percebi que também haviam lágrimas nos meus.

Não era possível que o Jimin não estava sentindo nada; poxa ele namorou com aquela garota por quase três anos, aquelas lágrimas que eu vi nos seus olhos tinham que ser reais.

- Todos os alunos serão liberados, para que a polícia possa investigar... a família dela já foi notificada. - O senhor Wilson, abriu a porta e fez sinal para que nós o acompanhássemos.

- Vocês também serão, mais fiquem de prontidão pois a Polícia irá querer falar com vocês. - A senhora Pérez tinha sua mão apoiada nas minhas costas. - Querida você quer um pouco de água? Está tão pálida. - Perguntou a mim.

- Não obrigada. - Foi tudo que consegui pronunciar, a palavra polícia estava reverberando na minha cabeça.
Eu estava enjoada e minhas mãos soavam, Jimin que estava ao meu lado pareceu perceber que eu estava à ponto de entrar em colapso, pois ele segurou minha mão direita.

- Você está tremendo. - Falou tão baixo, que tive que, me esforçar para entender o que ele estava dizendo.

Pensei em perguntar como ele estava, mais seria idiota da minha parte fazer uma pergunta dessas, por que era meio óbvio que ele devia estar horrível, pelo menos era o que eu esperava.

Nunca morri de amores pela Darla, longe disso, eu sabia que ela não me suportava, e ela era uma pessoa odiosa na maior parte do tempo, mais ainda assim, e tão triste que ela tenha morrido tão cedo, nunca ia ter a chance de mudar.
E eu me sentia culpada por isso, mesmo que ela tenha me chamado de estranha, esquisita, aberração e tantos outros apelidos pejorativos ao longo dos anos que tivemos que conviver uma com a outra.

Os professores nos levaram até a sala do diretor Mccall, onde tivemos que explicar o por que de estarmos no quarto andar em horário de aula, e o mesmo horário da morte, da Darla.

- Eles estavam tendo um momento íntimo, se é que você me entende. - O professor de educação física tentou explicar.

O senhor Mccall levantou as sobrancelhas, e Jesus, eu devia estar vermelha como um pimentão.

- Você não é tio dela rapaz? - Perguntou, com o olhar cheio de julgamento voltado para o Jimin, que no momento era um misto de tristeza e constrangimento.

- Na verdade eu sou irmão do padrasto dela, senhor, nós não temos nenhum laço sanguíneo. - Jimin tentou explicar meio atrapalhado, algo que nem era da conta do diretor, para início de conversa.

- Desculpe senhor Mccall, mas nós não temos que dar satisfação da nossa vida íntima ao senhor. - Espero que o meu tom de voz tenha deixado claro o quanto aquilo tinha me ofendido. - Uma menina morreu e o senhor está mais interessado no meu parentesco com o Jimin.

  Jimin me olhou com os olhos arregalados, não posso julgar ele pelo espanto, meu eu normal não costuma ser grossa.

- Você tem razão senhorita Simmons... Me desculpe por ter sido invasivo, não foi minha intenção. - O senhor Mccall arrumou a gravata enquanto falava.
O meu comentário o deixou envergonhado, e eu não vou mentir, que eu senti uma certa satisfação naquilo.

- Vão para casa, é o melhor que vocês tem à fazer nesse momento... E me desculpe Park por ter soado frio, eu sei que você e a senhorita Carter já tiveram um relacionamento, eu juro que não foi minha intenção. - Jimin encolheu os ombros, quando o diretor Mccall tocou no assunto do namoro dele com a Darla.

Jimin não disse nada, só virou as costas e saiu andando, mas logo parou e se virou na minha direção, falando em seguida. - Você não vem?.

Eu queria dizer: não seu idiota, eu não vou com você, por que tudo o que está acontecendo é culpa sua. Mas não tem como dizer uma coisa dessas olhando para aqueles olhinhos tristes, então eu só o segui para fora da escola.
E me arrependi logo em seguida, eu devia ter continuado na escola, por que o que eu vi vai ficar gravado no meu cérebro pelo resto da minha vida, e todas as noites quando eu colocar minha cabeça no travesseiro, eu vou ver a Darla, estendida sobre uma poça do seu próprio sangue.
Os olhos vidrados, sem vida e todo aquele sangue, me fizeram chorar. Eu também tinha culpa naquilo, eu nunca devia ter ido me encontrar com o Jimin naquele maldito terraço, Deus, eu preferia mil vezes ser entregue aos meus pais, do que ver a Darla daquele jeito.
Jimin estava ao meu lado, eu não sabia dizer se ele estava em choque, triste, ou qualquer que fosse o sentimento que ele estava sentindo; sua expressão não me dizia nada, ele nem parecia estar ali de verdade.
Só olhava fixamente para o corpo sem vida da Darla.
Alguns alunos ainda estavam ali, uns chorando ou chocados demais com a cena, mais a maioria só queria tirar fotos, enquanto criavam mil teorias sobre o que tinha acontecido.
Um garoto que estava perto de nós, pegou o celular para tirar fotos, mas Park tomou o aparelho das mãos deles e jogou no chão.

- Se você ousar tirar alguma foto, eu juro que o celular não vai ser a única coisa sua que eu vou quebrar hoje. - Rosnou quando o garoto ousou reclamar.

- Vamos embora. - Falou para mim, indo em direção ao estacionamento.

A forma como Jimin agiu com o garoto me deixou assustada, ele é sempre gentil com todo mundo, até comigo, mesmo quando está me chantageando.
Eu andava alguns passos atrás dele, minha cabeça estava uma completa bagunça, minhas pernas pareciam feitas de gelatina, tinha a impressão que se eu tentasse andar um pouco mais rápido cairia de cara no chão.

- Estava preocupado com você. - Taehyung falou para Jimin quando nos aproximamos do carro, onde ele e Jungkook estavam. - Eu sinto muito meu irmão. - Jungkook veio até Jimin o abraçando, logo sendo seguido por Taehyung.

Jimin se agarrou aos irmãos, chorando pela primeira vez naquele dia, eles ficaram ali abraçados por um tempo, para não atrapalhar o momento que eles estavam tendo, eu segui meu caminho.

Há poucos metros de distância, minhas primas; Mia e Harper estavam conversando com nosso amigo Gabe, quando me viram correram em minha direção, preocupadas.

- Onde você estava, nós te procuramos por todos os lugares. - Mia perguntou preocupada.

- Eu... Eu. - Não fazia a menor ideia do que dizer.

- Murphy estava comigo. - Jimin estava parado atrás de mim e respondeu.
Ele parecia um pouco mais controlado, mas seus olhos vermelhos diziam tudo.

- O que você estava fazendo com ele? - Harper perguntou curiosa.

- Depois a Murphy te explica, agora nós precisamos ir. - Park respondeu por mim antes mesmo que eu abrisse minha boca. - Vamos Murphy.

- Eu ligo para vocês mais tarde. - Falei para elas antes de sair.

- Você veio no Darwin? - Jimin perguntou quando nos afastamos.

Darwin é meu fusca, ele já é um pouco velhinho, passa mais tempo na oficina do que comigo, mas eu não troco ele por nada.

- Darwin está quebrado. - Respondi.

- Ótimo eu te levo em casa, nós temos muito o que conversar. - Foi a última coisa que disse antes de entrar no carro.


Notas Finais


XOXO


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...