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História O Elevador- Fanfic Camren - Capítulo 11


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Notas do Autor


Gente!

Com as aulas suspensas, acabei esquecendo completamente que hoje é sexta. Lembrei agora pouco e fui correndo corrigir pra postar. Perdoem-me!

Como estão de quarentena? Tudo certo?

Espero que estejam todos bem, e que passe logo isso!

Por enquanto, fiquem em casa e tomem os devidos cuidados!

Amo-lhes! Beijo, beijo.

Capítulo 11 - Capítulo Dez


Karla Camila’s Point Of View

 

Sexta-feira 06:37pm

14 de agosto de 2009

-Finalmente.....sexta-feira!- agradeceu Dinah com os braços para o céu após passar pelo portão do “Academy NYC”.

-Estava tão ansiosa assim para sexta-feira?-perguntei, rindo.

-Você não faz ideia...essa semana não foi nada fácil- reclamou, arqueando as sobrancelhas.

-Uh, eu que o diga- concordei, pensando em como seria ótimo esses três dias sem Michelle. Três, porque graças a Deus eu nem vi sua cara da morte hoje.

Por incrível que pareça, essa semana passou rápido e eu estava feliz. Se fosse assim durante o ano todo estava ótimo.

-Então, o que vai fazer nesses dias?- questionou, curiosa.

-Bem...hoje infelizmente tem um jantar com a minha “família”- dei ênfase no família.- Amanhã vou sair com Shawn- disse animada.- E domingo vou curtir o dia com minha netflix.

-Isso significa que não iremos nos ver durante esses dias?- perguntou, com uma carinha triste.

-Pois é, eu acho que não...- devolvi o beicinho.

Fomos interrompidas por um carro da cor branca que parou bem á nossa frente, chamando atenção de Dinah.

-Ah, acho que é meu Uber- falou, se aproximando para me abraçar. - Vou sentir sua falta.

-Eu também vou, mas são apenas três dias- a soltei, sorrindo.- Vamos manter o contato.

-É claro que sim- saiu em direção ao carro, mas antes gritou. - Até segunda, Karlinha.

-Até segunda, DJ!

E o carro arrancou, enquanto eu sorria vendo aquela louca me abanando tchauzinho pela janela.

DJ era incrível.

E eu estava animada.

Somente para ver Shawn. Infelizmente teria que ver meus pais e minha irmã, e ainda jantar com eles. Sinceramente? É demais pra mim.

Será que eu sou obrigada a sair do colégio nas sextas?

Deus, eu fiz mesmo essa pergunta?

Logo Martin, o motorista, chegou e parou com o carro, descendo e abrindo a porta do mesmo para eu entrar.

-Martin, saudades de ver você todos os dias- cumprimentei ele, sorrindo gentilmente.

-Digo o mesmo, moçinha- balancei a cabeça e entrei no carro.

Martin nunca entendia que eu já tinha crescido e não era mais uma moçinha. Na verdade acho que ninguém entendeu isso ainda.

Martin era mais que um motorista para mim. Eu já o considerava da família, afinal ele estava comigo desde pequena. Eu tinha um carinho enorme por ele.

Fui conversando durante o caminho todo com o mesmo. Ele foi me contando algumas novidades que aconteceram durante a semana. Como sempre, meu pai e minha mãe brigaram, e Sofia teve que ir para a casa da tia. Normal.

Martin também perguntou como estava sendo o colégio. Menti dizendo que estava tudo bem. Não iria incomodá-lo contando da Michelle Morte. E muito menos iria contar para meus pais. Eles iam achar que eu estava mentindo só para sair do colégio. Se bem que não é uma má idéia.

Finalmente cheguei naquela casa enorme. O portão abriu e eu já consegui vê minha mãe e meu pai parados na frente da casa, provavelmente me esperando.

Inferno!

Martin abriu a porta e eu desci, agradecendo-o gentilmente.

Martin você não pode me levar para sua casa não??!

Peguei minhas malas e fui em direção aos meus pais. Com muita vontade, é claro.

-Camila!- minha suposta mãe exclamou, claramente fingindo que estava feliz em me ver.

-Oi Sinu- retribui seu cumprimento, não tão “feliz” quanto ela. - Vem me dar um abraço- ordenou, abrindo os braços com aquele sorrisinho cínico no rosto. - Mesmo você não gostando, eu ainda sou sua mãe- sussurrou no meu ouvido e eu engoli em seco, me afastando bruscamente em seguida.

E então fui abraçar (contra vontade) o senhor ao lado dela. Meu pai.

-Mr. Cabello- falei com um sorriso fraco, bem fraco.

-Você sabe que pode me chamar de pai, Karla- me abraçou rapidamente. Nem precisei me afastar, pois ele mesmo fez isso.- Vem, vamos entrar. Sua irmã está com saudades de você.

Revirei os olhos só de pensar em aturar aquela criança o final de semana inteiro. Aquele ser repugnante, mimado, chato. AI!

Refleti um pouquinho ao entrar na casa. Quando minha relação com os meus pais ficou desse jeito? Eu sempre me pegava pensando nisso. Só tinha uma resposta.

A minha infância foi maravilhosa, tinha sempre atenção dos meus pais e eles viviam felizes. Sem brigas, éramos uma família incrivelmente incrível.

Até eu crescer. E Sofia nascer.

Sabe quando parece que você nem da família é?

Porque eu me sentia exatamente assim. A atenção era somente pra ela, tudo que eu fazia estava errado, sem contar que minha mãe achava, e ainda acha, que só porque temos dinheiro devemos ser superiores ao outros. Eu a odeio por isso, pela sua arrogância.

E meu pai.... Ah,o meu pai. Está sempre presente. E sempre fazendo merda.

Se eu pudesse falaria tanta coisa pra ele. Ele é simplesmente um idiota. Eu o amava, mas tudo que eu sinto hoje por ele é pena e nojo.

E EU TENHO MEUS MOTIVOS.

Assim que entrei na casa, não demorei muito para ser recebida com um pulo de uma criança mimada. Sofia.

-Cami....que saudade! -me abraçou com força, por muito tempo aliás. Desnecessário.

-É-é -a soltei, dando um sorriso falso e sem graça.- Também estava com saudades....maninha.

- Do que nós vamos brincar primeiro?- perguntou, animada. Ah não! Eu não mereço isso. Mereço?

Não acredito que vou dizer uma coisa dessas, mas estava sentindo falta do colégio interno.

-Hãn...- tentei dar uma desculpa mas nenhuma me vinha na mente.

-Sua irmã vai primeiro largar as coisas dela no quarto para nós jantarmos a comida maravilhosa que Rosa fez para nós, Sofi- explicou Sinu, calmamente para minha irmãzinha. Nem parecia a mesma megera do dia a dia.

Sofia era aquele tipo de criança chata e grudenta. Não te deixava fazer nada, queria sempre brincar e se você não brincasse ela começava suas birras insuportáveis.

E daí que ela tem seis anos? Tem crianças super obedientes com essa idade. Sofia com certeza não era uma delas.

-Mas mamá....- não disse, começou as birras.

-Sofi, o que conversamos sobre esses modos? Você brinca com sua irmã depois – Sofi fez uma cara brava e me olhou. Certo, é pra eu falar algo agora?

-É Sofi, nós brincamos depois- afirmei, com meu sorriso fraco.

-Pinky Promise?- sorriu animada e esticou um dedinho. Sério?

Estiquei um dedinho também, entediada e odiando tudo aquilo.

-Agora vai para a mesa, Sofia. Seu pai já está lá- Sinuhe disse e a menina foi correndo. – Não corra!

Peguei minhas malas, iria desfazê-las depois. Ou será que eu posso usar isso como desculpa para não jantar com eles?

-Bom, eu vou lá em ci-

-Sua irmã não tem culpa da situação que está nossa família- Sinu me interrompeu e segurou meu braço com força.

-E você sabe bem quem tem culpa, não é....mãe?- perguntei arqueando as sobrancelhas. A palavra descendo pela garganta dificilmente.

-Não se meta nisso, Karla. Já faz anos e você ainda não superou esse acontecimento- rosnou irritada, me encarando profundamente.

Seria loucura dizer que Sinu está me lembrando Michelle? Só faltou os olhos verdes comedores de alma.

-Digamos que não é algo simples de se esquecer- sussurrei, segurando a dor que suas mãos estavam causando.

-Só não se meta e não trate sua irmã mal. Isso não tem nada a vê com ela.

-Na verdade, Sofia também tem uma parte da culpa sim- segurei em sua mão e consegui afastá-la. Peguei minhas coisas e subi para o quarto, tudo sob o seu olhar fulminante.

Inferno! Inferno! Inferno!

Preferiria mil vezes estar no colégio interno.

Entrei no meu quarto jogando tudo no chão e me atirando na cama. Merda!

Eu odiava estar aqui. Eu odiava meu pai pelo que ele fez, e principalmente minha mãe que não abria mão dele logo. É obvio que não era amor, era dinheiro. Minha mãe sempre me ensinou a nunca se prender alguém, somente por dinheiro. E claro que meu pai não era burro, ele sabia que ela só estava com ele por causa disso, mas ela o ameaçava, dizia que ele tinha duas filhas e que não podia abandoná-las. Na verdade, abandoná-la. Era só Sofia que importava nisso tudo. E o Mr. Cabello tinha uma reputação em jogo.

Alejandro Cabello era dono de uma das melhores revistas do país. Seu dinheiro sustentava Sinu, já que ela não trabalhava. Agora entendem o motivo de ela não o deixar?

Escutei batidas na porta e respirei fundo, rezando para ser alguma empregada.

-Entra!- gritei, furiosa.

-Cami....- Sofia abriu a porta me procurando pelo quarto, quando me encontrou correu até eu e pulou em cima de mim na cama.- Vamos Cami, mamá e papá estão te chamando para jantar.

-Eu já vou- tirei ela de cima de mim, tentando ter toda a paciência do mundo, ou pelo menos fingindo.

Ela parou em frente à cama, vendo que eu ainda estava deitada e cruzou os braços.

-Eu não saio daqui até você descer- afirmou, levantando uma de suas sobrancelhas.

Praga!

Tão nova e tão atrevida?!

Bufei alto e contei até três, antes de me levantar e ir em direção a porta.

-Vamos logo, Sofia- chamei, irritada. A menina sorriu e saiu correndo em minha direção, me pegando pela mão.

Descemos as escadas com ela correndo e me puxando. Isso me lembrou uma vez que eu quase a empurrei dali. Deus, eu era péssima! Ou sou?

Cheguei à sala de jantar e os dois estavam em silêncio. Normal. Assim que me sentei, Rosa veio me servir. O jantar correu maravilhosamente péssimo. Mas pelo menos teve mais silêncio do que perguntas. Alejandro só me fez algumas perguntas sobre o colégio, se eu estava me adaptando, se já tinha feito amizades, como eram as aulas. Obviamente todas as respostas foram curtas, não dei muitos detalhes e claro, menti em algumas partes.

Se já estava me adaptando? É claro que não. É impossível se adaptar com uma pessoa que pega no teu pé o dia inteiro. Mas obvio, respondi que já até me adaptei.

Não iria pedir pra sair do colégio. Eu já sei a resposta, e eu só queria que o jantar acabasse logo, então não seria uma boa idéia começar uma briga agora.

Terminei o jantar e pedi com licença. Nem esperei a resposta deles e já fui me levantando. Mas claro que a miniatura não me deixaria em paz.

-Cami...podemos brincar de Barbie?- perguntou, fazendo beicinho e piscando os olhos.

Meu bem, isso não funciona comigo.

-Está tarde, Sofia- disse, e logo Sinu me olhou, me repreendendo- Mas....podemos brincar amanhã. Quando eu voltar do passeio com Shawn- forcei o meu melhor sorriso.

-Passeio com Shawn?- Alejandro repetiu a ultima frase, com um ar de confusão.

-Shawn? Aquele menino que veio aqui “estudar” com você?- foi a vez de Sinuhe implicar com Shawn.

-Sim, ele mesmo – disse, soando mais afrontosa do que o esperado.

-Olha Camila, eu não acho uma-

-É sério?- interrompi meu pai. Recusava-me a ouvir seus discursos. Eu não ligo para eles- Eu fui obrigada a ir para aquele colégio, a parar de ver todos os poucos amigos que tenho, inclusive Shawn, e no único dia que eu posso vê-lo vocês irão me proibir também? Eu aqui ou lá não faz diferença pra vocês. Então me desculpem, mas eu vou sair com ele sim- nem esperei eles responderem. Eu não queria brigar, mas eles precisavam estar sempre implicando com tudo que eu faço.

-Camila!- ouvi Alejandro gritar da sala de jantar e nem me importei. Subi as escadas correndo e bati a porta com força.

Eu odeio tudo isso!

***

Está pronta docinho?

Mensagem recebida 10h07am

Estou pronta! Na sua espera.

Mensagem enviada 10h08am

Vou sair de casa agora! Cinco minutos estou ai.

Mensagem recebida 10h10am

 

Estava pronta! E animada, muitoooooo animada.

Eu finalmente ia ver Shawn e não poderia estar mais feliz.

Acordei as 08h30, fui tomar café e infelizmente, encontrei meus pais. Pelo menos não falaram nada da noite passada, só perguntaram o horário que eu iria sair. Então, fui me arrumar e agora estava pronta, só esperando Shawn chegar para finalmente matar minha saudade.

Estava nervosa, e com borboletas no estômago. Se é que isso é possível.

Será que existiam mesmo borboletas no meu estômago?

Usava meu lindo vestido preto, curto, com um top atrás. E meu all star amarelo. Meus cabelos estavam amarrados, e a maquiagem não muito exagerada. Shawn disse que ia me levar em um restaurante, para almoçarmos.

Espero que ele também esteja ansioso para me ver.

***

- O que você vai pedir de sobremesa?

Shawn me perguntou, olhando-me por cima do cardápio. Já tínhamos almoçado. Estávamos em um restaurante incrível e Shawn estava sendo super fofo.

Ele estava demonstrando estar com muita saudade de mim. Nosso reencontro foi demais. Abraçamos-nos bastante e quase, mas quase, nos beijamos.

Mas é claro que eu não sairia sem dar um beijo nele.

Agora ele me encarava com um sorriso gigante no rosto, esperando eu pedir minha sobremesa.

-Quero o mesmo que você- respondi, devolvendo o sorriso enorme.

-Tudo bem. Dois muffins, por favor!- pediu educado, para o garçom que assentiu, se retirando.

Eu ainda ficava com vergonha perto dele. Isso era tão estranho.....mas tão bom!

Eu me sentia muito intimidada por ele, talvez pelo fato de ele ser 2 anos mais velho que eu. Sei lá, bad boy e etc.

-Então Shawn, o que queria me falar?- questionei, já que quando saímos de casa ele disse que tinha algo sério para falar comigo. Já estava cansada de todo aquele mistério, sou curiosa demais para isso.

-Ah sim- concordou, se lembrando. Ajeitou-se na cadeira e me fixou. - Então Camila, já tem um tempo que eu queria te falar isso.

Ok, já estou ficando preocupada. Será que ele vai terminar o que nem começamos?

-Você sabe que eu gosto muito de você e que eu me importo demais contigo, e pelo longo tempo que nos conhecemos, acredito que você sinta o mesmo.

Ele parou e respirou fundo. Como se estivesse tomando coragem.

Eu estou ficando triste.

-Shawn, o que quer dizer com isso? Estou preocupada, eu-

-Você aceita namorar comigo, Karla Camila?

***

Eu estou namorando! Meu Deus, eu estou namorando!

Eu não posso acreditar....

E eu não só estou namorando, como estou namorando com o garoto dos meus sonhos. O garoto que eu sempre fui apaixonada.

Eu realmente não me importo de repetir mil vezes.....EU ESTOU NAMORANDO!

Então era por isso que Shawn me levou naquele lugar chique e também estava todo arrumado e....cheiroso.

Assim que eu disse “Sim!” para sua pergunta, (talvez mais animada do que deveria) Shawn me deu um buquê de flores e uma caixa de chocolate. Terminamos a sobremesa e saímos do restaurante (de mãos dadas) como um verdadeiro casal. Afinal, era isso que éramos agora. Oficialmente!

Shawn também me deu um anel. Não era de prata ou de ouro, era aqueles de brinquedo mesmo, o que eu achei mais fofo ainda.

Segundo ele, quando crescermos, nós usaremos um anel de verdade. Por enquanto seria esse, apenas para simbolizar e oficializar o nosso amor.

Não é fofo demais????!!!

Ele acabou de me deixar em casa. Despedimos-nos com um beijo de cinema. Agora estava entrando naquela mansão, e tinha certeza que nada estragaria minha felicidade, nem mesmo a droga da minha família.

-Camila?- Alejandro chamou, quando eu estava pronta para subir as escadas e me trancar no meu quarto. Respirei fundo antes de me virar e responder.

-Sim?

-Isso é hora de chegar em casa? Você saiu pela manhã- reclamou, porém nem me olhava. Estava lendo jornal, sentado no sofá.

-Desculpe- preferi nem responder, apenas me desculpei. Estava feliz demais.

Ele ficou em silêncio então conclui que já tinha acabado. Subi de novo. Ou tentei.

-Qual o motivo de sua felicidade?-perguntou, o que realmente me surpreendeu.

Eu não iria falar. É claro que ele reprovaria meu namoro com Shawn.

-Eu vi pessoas que senti muita falta nessa semana, só isso -menti, encarando seus olhos.

Ele ficou um tempo em silêncio e eu estava rezando para que ele apenas me deixasse subir para o quarto.

-Você está mentindo - disse largando o jornal e se levantando.

Ok. Quando disse que nada ia estragar minha felicidade...não tinha pensado direito.

Vamos acabar logo com isso.

-Alejandro, eu estou namorando com Shawn- ele ia falar algo, porém não deixei. - E antes que você proteste, lembre primeiro que apesar de ser meu pai você praticamente não faz mais parte da minha vida. Sim, você foi um ótimo pai, quando eu era criança. Mas agora, eu nem sei o que você é pra mim.

-Quem você pensa que é pra falar assim comigo?- ele gritou. Estava vermelho. Furioso.- Você ainda é uma criança, por Deus!

-Não sei....eu não sei o que sou para você. Talvez uma desconhecida que você só se presta para dar as coisas materiais, como se isso fosse o suficiente.

-Eu ainda sou seu pai, você não pode falar assim comigo!- ele gritou.

-Papá....-Sofia já estava na porta da sala olhando a cena e chorando como sempre.

-Você precisa entender que deixou de ser meu pai faz tempo.

Foi a ultima coisa que disse antes de virar as costas e ir para meu quarto.

Ouvi gritos do Alejandro mandando eu descer e Sofia gritando meu nome.

Eu odeio essa família.

Me trancarei no quarto até segunda e ninguém vai me tirar.

 

Michelle Morgado’s Point Of View

Odeio finais de semana.

Eu fico trancada no colégio, sozinha, pois todos tem a familia perfeita e eu tive azar na minha.

Quando eu era menor, ia pra casa na sexta. Com o tempo, passei a preferir ficar sozinha nesse colégio enorme a enfrentar a droga da minha família.

Sentia falta só dos meus irmãos, mas ainda assim não me atrevia a voltar para a casa.

E meus pais, super preocupados comigo, não faziam muita questão de eu voltar.

Você deve estar se perguntando: Ok, então só saia, não precisa ir para a casa dos seus pais.

Na verdade não é bem assim.

Pra sair sozinha você precisa de uma autorização, se não só os pais ou responsáveis podem te tirar daqui.

Esperava que Mani ou Hals ficassem comigo, porém elas têm muitos parentes legais para visitar....o que é melhor do que ficar aqui.

Era legal no inicio porque eu tinha o colégio todo pra mim, eu passeava e conhecia cada detalhezinho dele, porém agora se torna chato.

Encarei o teto pensando qual seria minha próxima atividade.

Olhei em volta do quarto e encarei o enorme armário.

E se eu experimentasse algumas roupas da Barbie?

Ótima ideia.

Levantei, peguei diversas roupas da Karla, montei vários looks e fui direto pro espelho me encarar.

Era incrível como aquela menina não sabia se vestir.

Só tinha roupas rosas, amarelas, coloridas no geral.

Ela não conhece o preto? Meu Deus!

Coloquei na minha lista de coisas para fazer antes de morrer:

-Ajudar Karla a se vestir.

Depois de terminar de experimentar todas as suas roupas, fiz questão de bagunçar todo o seu armário super organizado.

Alias, eu mencionei que ela é super organizada?

Mais um defeito.....Chata demais!

Parando pra pensar, que qualidade essa menina tem?


Notas Finais


Cuidem-se!!!!!! E se precisarem de alguma coisa, podem me chamar....eu sou bem legal rsrsrs.


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