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História O Elevador- Fanfic Camren - Capítulo 24


Escrita por:


Notas do Autor


Oiiii gente, voltei!
Pois é, coloquei nome no capítulo, mas não sou nada criativa pra título. Pretendo editar os outros essa semana.
Aproveitem esse capítulo que eu sinceramente adorei.
Boa leitura!

Capítulo 24 - Capítulo 23- Verdades e arrependimento


Camila Cabello’s Point Of View

 

New York City- Terça-feira 1:10pm

9 de julho de 2019              

 

Com a revista pronta, agora sim meu trabalho começaria a aumentar, mas pelo menos concluímos uma etapa.

 Estava feliz que eu pude contribuir um pouquinho mais para essa revista, afinal Michael era organizado demais e sempre tinha tudo pronto. Mas também estava preocupada com Mrs.Jauregui. Ela não estava....ligada com a empresa. Certo, ela fazia o seu trabalho, mas não parecia gostar. E também, quase perdemos o prazo da entrega desse mês por sua culpa.

Só espero que a empresa não...

Por falar em Mrs. Jauregui, ela acaba de passar reto por mim, direto para sua sala. E com sua esposa atrás, reclamando de algo qualquer.

Gente, haja paciência, pelo o amor de deus. Ela estava desde de manhã enchendo o saco da minha chefe. Pela primeira vez senti pena de Mrs. Gelada. Como ela aturava essa chata? Tipo, ok, Mrs. Jauregui não era nada fácil, mas essa tal de Sophia...SEM CONDIÇÕES!!!

Pude notar que Mrs. Jauregui estava exausta. Massageava suas têmporas lentamente e respirava fundo, concordando com qualquer coisa que a esposa falava.

Fiquei as observando enquanto passavam, e não pude deixar de notar o olhar intimidador que Sophia deu para mim. Encarei o chão, esperando elas entrarem na sala, para erguer o olhar novamente, agora para a porta fechada.

Não sei o que tanto a mulher reclamava, mas isso também não era da minha conta. Lembrei que precisava entregar alguns papéis que recebi hoje de manhã para Mrs. Jauregui. Não entreguei antes pois esperava encontrá-la sozinha agora pela tarde, assim poderia explicá-los. Mas pelo jeito, esperei errado.  

Me dirigi até sua sala com eles na mão, e quando estava prestes a bater, ouvi algo que me deixou curiosa.

-E a sua secretária pensa que me engana, mas eu sei muito bem que ela quer dormir com você – ouvi a mulher falando e quase entrei naquela sala gritando.

Como assim eu quero dormir com a esposa dela? Quem ela pensa que é pra falar dessa forma de mim?

-Sophia, eu vou repetir – pude ouvi o suspiro pesado de Lauren. – Ela é apenas minha secretária – falou calmamente, como se Sophia fosse uma criança. De fato parecia.

O que ouvi depois foi um silêncio e então resolvi bater, e quase fiz isso, porém a Mrs.Jauregui continuou.

-Olha, você precisa ficar tranqüila, eu nunca dormiria com ela – escutei sua voz tranqüilizadora e novamente quis entrar lá.

“Eu nunca dormiria com ela”, e quem disse que eu dormiria com você? Eu ficaria congelada se dormisse com você, sua.....gelo!

Ai que ódio! Que casalzinho mais idiota, falando de MIM, falando de DORMIR COMIGO. Eu quero entrar na porra dessa sala agora! Precisei me segurar para não fazer isso. E para não gritar também.

Quero ver o que mais elas vão falar SOBRE A SECRETÀRIA.

-Você jura, jura mesmo? – quis vomitar com a voz manhosa da outra mulher.

Meu deus, que nojo.

-É claro que sim, amor – pelo barulho, tinham acabado de se beijar.

Ótimo, deu de falar sobre mim. Fiquem nesse romance...nojento,e não falem mais sobre mim.

-E além do mais, eu não gosto muito dela – continuou a mulher.

Poxa vida, troca de assunto, Mrs.Gelada, que você não gosta de mim todo mundo sabe. E aliás, não sabe o que está perdendo porque eu sou uma pessoa incrível, ótima amiga, conselheira...

-Por que? – questionou a outra, dando uma risadinha.

Não.É.Possível.

A resposta de Mrs. Jauregui não demorou para chegar, parecia que tinha anotado todos os motivos para me odiar.

-Ah, não sei, sabe – suspirou, e eu quase fiquei satisfeita, porém ela prosseguiu – Ela é forçada.

-Forçada?

FORÇADA?

Eu sou FORÇADA?

Ela está brincando com minha cara, não é possível.

-Sim, tenta parecer que gosta de mim, quando eu sei que não é verdade, tenta ser engraçada, mas não é nem um pouco, e vive se metendo em assuntos que não é chamada – disse de uma vez só.

O QUE?

PODE PARANDO AGORA.

Eu sou FORÇADA por ISSO?

PRIMEIRO, é claro que eu não gosto dela e nem tento parecer que gosto, mas eu sou EDUCADA. SEGUNDO, eu tenho um ÓTIMO humor, e sou MUITO engraçada, ela que não derrete o seu gelo nunca e não vê isso. Na verdade já viu no almoço, mas se esqueceu disso. E TERCEIRO, eu não me meto em nada, apenas quero ser GENTIL.

SIM, tive que falar isso tudo para mim mesma, ou entraria lá agora mesmo e seria demitida porque aquelas duas ouviriam MUITO de mim.

-Sei lá, ela só é....chatinha – disse para a esposa que logo deu uma risadinha.

CHATINHA?

  -Tudo bem, mas tenta me entender, Lauren – pediu a outra, parando de rir. – Ela é uma mulher atraente, eu apenas me preocupo.

Sou chatinha, mas atraente. Nossa, que ótimo ouvir isso.

-Não é necessário, ok? – um silêncio. Sophia provavelmente concordou, pois a outra continuou. – E além do mais, eu nem acho ela tão atraente como você está dizendo.

POR DEUS.

CHEGA.

Eu tinha duas opções. Ou entraria ali agora e falaria tudo o que estou pensando e provavelmente seria demitida. Ou apenas sairia dali o mais rápido possível antes que surtasse.

Certo.

Segunda opção.

Eu não posso perder esse emprego.

Eu xingo elas, mas xingo para Ally.

Sai daquele lugar o mais rápido possível, largando os papeis com força em cima da mesa e descendo de escada, porque não tinha a mínima condição de esperar um elevador.

INTROMETIDA? FORÇADA? CHATINHA? E NADA ATRAENTE?

MEU DEUS!

 

Lauren Jauregui’s Point Of View

-Estamos entendidas? – encarei Sophia com uma expressão séria, e ela hesitou, mas acabou concordando. – Agora eu realmente preciso trabalhar, mas te vejo de noite, ok?

Concordou novamente.

-Você já falou com seus pais? – perguntou receosa.

Será que eu falo a verdade e ela me mata, ou minto?

-Sim, claro – menti, tentando evitar mais brigas. – Mas marquei primeiro um jantar com Normani e Taylor – menti novamente, porque não queria falar de meus pais agora.

-Que ótimo! – sorriu, animada. – Quando?

-H-ãnn...sexta – sorri animada também, disfarçando.

-Perfeito! – exclamou e se aproximou da porta para abri-la.

Eu não podia me esquecer de marcar esse jantar, ou Sophia arrancaria minha cabeça por não ter marcada e por ter mentido.

Espero que as meninas estejam livres na sexta.

Eu e Sophia saímos da sala e consequentemente acabei vendo que Ms.Cabello não estava na sua mesa.

Ué, onde ela foi?

Nem quis comentar com Sophia, pois provavelmente ela voltaria a reclamar. Então, apenas fiquei com essa dúvida na minha cabeça.

-Certo, já vou indo – disse, se aproximando para me dar um beijo, que eu retribui alegremente.

-Se cuida – falei, assim que ela se afastou.

Observei a esperar o elevador, e abanei sorrindo quando a vi entrar e o mesmo fechar.

E então finalmente franzi a testa, pensando onde Camila estava. Ela não estaria preparando nenhuma sala porque eu não tinha reunião hoje. Acho que vou esperar ela voltar para perguntar e também para marcar minha reunião do mês.

Agora precisava ligar para Mani e Tay, e foi isso que fiz. Com medo de elas não poderem na sexta e eu ter que dar a infeliz noticia para minha esposa de que o jantar foi cancelado, mas liguei mesmo assim.

Primeiro para Mani, que confirmou a presença, dizendo estar ansiosa para conhecer Sophia. Deixei um sorriso escapar. Certo, agora Tay.

-Oi maninha – ouvi sua voz, assim que atendeu.

-Oi TayTay – disse. – Você está livre na sexta?

-Claro que sim! – exclamou, parecendo empolgada. – Onde vamos?

-Jantar com Sophia – respondi, torcendo para que ela aceitasse, já que não gostava muito da mulher.

Ela ficou em silêncio.

Taylor, nem ouse negar isso para sua irmã.

-Sabe o que é, acabei de lembrar que tenho uma viagem para o fim do mundo na sexta – mentiu descaradamente, rindo fraco e sem graça.

-Taylor, por favor! – pedi, tentando não rir com sua péssima desculpa.

Ouvi o seu suspiro demorado.

-Eu preciso mesmo ir? –disse, sem vontade.

-É claro, você é minha irmã – tentei falar de uma maneira fofa para ela aceitar, mas como não disse nada, continuei. – Por favor, TayTay, é importante pra mim.

Cruzei os dedos, esperando ansiosamente sua resposta e torcendo para ela dizer sim.

-Está bem, Laur – bufou, concordando e eu gritei um “YES”. – Mas eu vou por você – justificou.

-Te amo, maninha – disse, rindo em seguida e desligando.

Larguei o celular, contente que sairia mesmo esse jantar. Eu sabia que era importante pra Sophia, ela ficaria feliz. Na verdade, já ficou, né.

Ouvi barulho do elevador apitando e julguei ser Ms. Cabello. Levantei, ainda sorrindo, e vi que realmente era ela.

-Ms. Cabello, pode vir aqui? – pedi, sustentando o seu olhar.

O seu péssimo olhar.

Ok, por que esse olhar?

Preciso comentar que não gostei nem um pouco da maneira como ela me encarou. Ms. Cabello não estava muito contente. Será que algo aconteceu? Bem, não me importo.

-Agora – ordenei, retirando meu sorriso, e vendo-a respirar fundo.

O que essa doida tem? Está querendo ser demitida? Ou será que deu algo errado com a empresa?

Espero que ela apenas não esteja em um bom dia.

-Eu preciso que você marque minha reunião do mês – pedi, assim que ela entrou na sala com sua cabeça baixa.

Fiquei esperando sua resposta, mas ela me surpreendeu saindo da sala sem dizer nada.

Tá bom, que porra?

Antes que eu pudesse protestar, ela voltou, agora segurando sua agenda e folheando-a.

Certo.

Depois de alguns segundos, ela finalmente abriu a boca:

-Dia 25 desse mês às 16h – foi a única coisa que disse.

Tudo bem, eu não queria que ela falasse mais mesmo.

-Ok, tem alguma coisa para mim? – perguntei, já que praticamente todo o dia ela me entregava algo para assinar ou coisas do tipo, e hoje não havia recebido nada.

Ela novamente saiu sem dizer uma só palavra, e voltou da mesma forma, me entregando uns papéis de uma agência.

-Você saiu para buscá-los? – questionei, vendo-a franzir a testa, claramente não entendendo. – Você saiu agora pouco...foi buscar os papéis?

-Não – respondeu, sem vontade.

Isso estava estranho e eu estava ficando irritada.

-Então...onde foi? – arqueei uma sobrancelha.

-Respirar – disse, com seu olhar fuzilante.

Tá bem, ela não gosta de mim, mas nunca me tratou dessa maneira.

-Está tudo bem, Ms. Cabello? – falei, ficando confusa com o seu jeito.

-Não, Mrs. Jauregui – deu um sorriso falso.

-É...você não parece muito feliz – disse, e deixei escapar um risinho sem graça.

-Mais um adjetivo para colocar na minha lista de defeitos – rebateu a mulher rapidamente, e tapou a boca logo em seguida, parecendo arrependida.

E eu desentendida.

Lista de defeitos?

Ah, não.

-Como assim, Ms. Cabello? – perguntei, temendo a resposta.

Ela não respondeu. Engoliu em seco mas não desviou o olhar, encarando-me claramente brava.

-Fale! – ordenei, levantando lentamente.

-Fale você, Mrs.Jauregui! – gritou, parecendo explodir. – Por que não continua ditando todos os meus defeitos que nem estava fazendo com sua esposa? – prosseguiu, ficando vermelha.

Isso não é bom.

Ela ouviu.

E por incrível que pareça eu me sinto um pouco mal por isso.

-Você ouviu...- murmurei, mais para mim do que pra ela.

-Sim, eu ouvi você me chamando de chatinha...de forçada...intrometida, nada atraente. Por favor, senhora, eu sou muito atraente! – ela esbravejava, aumentando a voz cada vez mais. – E também sou educada. Educada o suficiente para não gostar de uma pessoa e mesmo assim a tratar bem, e olha, sinto muito se isso incomoda a senhora – gritou tudo muito rápido, e só parou para respirar quando terminou.

Respirava ofegante, parecendo satisfeita mas com medo do que viria a seguir.

Eu poderia demiti-la, mas ela não estava errada. Sim, não deveria ter falado comigo dessa forma, mas ela não teria falado se eu não tivesse dito coisas ruins sobre ela.

Odiava estar errada e ter que admitir isso. Inferno!

-Ms. Cabello, eu realmente sinto muito – disse calmamente, e agora ela já voltava a respirar normalmente. – Eu não sabia que você estava espiando...-

-Eu não estava espiando – interrompeu-me. – Fui só entregar os papéis – explicou, apontando para os mesmos. – E sinto muito por ser sincera, mas eu não me senti confortável ouvindo as suas criticas sobre minha pessoa, ou sobre...dormir comigo, pelo o amor de Deus! – esbravejou novamente, abaixando a voz em seguida.

Droga, não deveria ter falado com Sophia sobre isso aqui.

-Sim, sim, você está certa – concordei, contra a minha vontade, me aproximando. Ela pareceu surpresa, mas assentiu. – E para se sentir melhor, pode falar o que acha de mim – sugeri, assim ficávamos quites.

-Ah, nem pensar! – ela riu, negando prontamente. – Nem queira saber o que eu penso de você.

-Agora eu fiquei curiosa – ergui uma sobrancelha. – Vamos, Ms. Cabello – insisti.

-Não, não, não – ela negava assustada. – Você vai me demitir.

-Eu não vou, apenas fale logo, você não disse que era sincera? – desafiei, alterando um pouquinho a voz.

-Você tem certeza? – gritou, engolindo com dificuldade.

-É claro que tenho, anda! – concordei, querendo ouvir logo o que ela tinha pra falar.

-Eu acho que a senhora é uma mulher bem complicada, sabe – começou, com um olhar irônico. – Anda sempre de nariz empinado, trata todos com arrogância, só olha para si...

E a cada palavra que saia de sua boca, mais alta ela ditava e mais ofendida eu fica, mais péssima eu me sentia. Não só por estar escutando tudo o que ela pensava de mim, mas também por concordar com aquilo.

-É amarga, não se importa com a empresa...sabe o que você é? – gritou a pergunta, se aproximando com o dedo na minha cara.

-O que, Camila? – encarei seus olhos, agora mais perto devida a sua aproximação, e dava para notar o quão eufórica, brava e nervosa ela estava. E eu tenho certeza que ela também percebeu o meu olhar de decepção.

Sim, era duro admitir que mesmo não me importando com sua opinião aquilo me atingiu.

-Uma pedra de gelo! – exclamou, com os punhos fechados, mas sem se afastar.

Cabello respirava fundo e engolia seco. Parecia aliviada por jogar tudo aquilo em mim, mas mesmo assim, notei que ela estava um pouquinho arrependida. Com certeza deve pensar que eu vou demiti-la, e por isso está assim. Na verdade, eu deveria fazer isso, porém eu disse que não faria, e para ser sincera, eu não estava com vontade de demitir Cabello.

Eu apenas estava...magoada. E nem sei ao menos por que. Nunca me importei com o que pensam de mim, não sei por que estou fazendo isso agora.

-Já terminou, Camila? – perguntei, levantando uma sobrancelha e sustentando o seu olhar nervoso.

Ela não respondeu, apesar de abrir a boca diversas vezes tentando dizer algo. Eu também não disse mais nada. Voltei lentamente para minha mesa, deixando-a sem palavras, parada ali.

Não deveria ter tido essa ideia, não pensei que ela me via dessa forma. Achei que ela não gostava de mim porque eu não gostava dela, e não porque eu tinha todos esses defeitos que ela parecia saber de cor.

Ela não ficou muito tempo ali de em pé. Depois de alguns segundos, saiu apressada pela porta, e pelo o barulho do elevador, também deve ter saído do andar.

Deveria ir atrás e trazê-la de volta, afinal é seu trabalho ficar aqui e não passeando pela empresa. Mas sinceramente? Não me importava.

Estava ocupada raciocinando se eu era tudo aquilo mesmo e por que isso me afetou tanto. Eu nem ao menos a conhecia tanto tempo. Ela não era minha parente ou minha amiga. E sim, eu odiava que ferissem meu ego, mas muitos desconhecidos me ofenderam antes e eu nem liguei.

Arrogante eu sabia que eu era. Não que eu gostasse, eu apenas queria respeito dos funcionários, e achei que essa seria uma boa alternativa. E tudo bem, eu também não me importava tanto com a empresa como deveria, mas eu tinha motivos. Mas e o resto? Eu era mesmo uma pedra de gelo? E o que isso significa?

Eu precisava me concentrar, mas estou achando que isso não vai ser possível.

 

Camila Cabello’s Point Of View

6:51pm

Ok, isso é péssimo, péssimo, péssimo. Mais que péssimo.

Quando eu digo que não sei me controlar, eu estou falando sério. Poxa, eu conversei comigo antes, e com Ally também, nada de abrir a boca, haja naturalmente, mate-a mentalmente, mas por fora apenas sorria.

Porém não. Eu tinha que abrir a boca, que ódio!

Não consegui ficar quieta e contei pra Mrs. Jauregui que a ouvi conversando com sua esposa sobre mim. E não só fiz isso, como também disse tudo que eu não gostava nela. Vocês têm noção que isso é péssimo? Por que raios eu fiz isso?

E se eu fosse demitida? Meu deus, eu seria demitida!

Eu precisava fazer algo, mas Mrs.Jauregui nem ao menos olhava pra mim. Durante a tarde toda ela passou reto na minha frente, e quando eu a chamava, ela fingia não ouvir. Não que ela não esteja certa, eu concordava com isso, mas...estava me incomodando.

Eu tinha que pedir desculpas.

Sim. Eu tinha.

Eu precisava.

E já estava acabando o expediente, ela logo iria embora, eu logo iria embora.

Precisava ser agora.

Levantei decidida, preparada para fazê-la me ouvir, preparada para pedir desculpas, mas perdi toda a coragem quando encarei sua porta. Não tinha coragem para bater, então apenas fiquei ali, olhando a porta fechada. O problema é que eu fiquei muito tempo. Tanto tempo a ponto dela abrir a porta para sair, se assustar comigo ali parada e quase nos batermos.

-Desculpa, Mrs. Jauregui – pedi, depois que ela se afastou pelo susto.

As desculpas seriam pelo susto ou por hoje mais cedo?

Ela não respondeu. Desviou de mim e seguiu reto. Pela bolsa que estava na sua mão, julguei que já estava indo embora, e eu não sei se conseguiria esperar até amanhã para me desculpar.

-Mrs. Jauregui, podemos conversar? – gritei, vendo-a se afastar, prestes a chamar o elevador.

Silencio. Ela não falou nada.

-Por favor, Mrs. Jauregui.. – insisti, vendo o elevador subi, andar por andar, quase chegando no nosso.

Nem pensei no que fazer, apenas a encarei longe e de costas, e corri, corri muito rápido para não a deixar entrar no elevador, e quando o mesmo abriu e ela estava prestes fazer isso, eu fiz uma coisa. Uma coisa estranha. Eu...a abracei.

Minha intenção não era fazer isso, é que ela ia entrar nele e também não estava me escutando. Então fiz isso.

Ela, obviamente, não me abraçou de volta. Estremeceu logo que eu fiz isso e também não falou nada.

-Me desculpa por hoje mais cedo, Mrs. Jauregui – pedi, não a soltando para que pudesse me escutar.

Ela soltou um suspiro pesado, e permaneceu do mesmo jeito. Em silêncio, e com as mãos se mexendo ao lado do corpo, parecendo não saber o que fazer.

-Me desculpa mesmo – repeti, esperando que ela falasse algo.

Ela falou, só demorou um pouquinho, e também não o que eu esperava, mas falou.

-Pode me soltar agora, Camila? – murmurou, com a voz grave e eu prontamente fiz o que ela pediu.

Soltei-a timidamente devido ao tempo que ficamos abraçadas, mas eu só fiz isso pra ela me ouvir e falar algo. Pelo menos deu certo.

-Você me perdoa? – perguntei, e ela finalmente sustentou meu olhar. – Eu não devia ter falado aquilo, e na verdade eu acho a senhora uma mulher muito...é...inteligente, esperta, é...bonita – disse, com um sorriso fraco.

-É mesmo? – ela cruzou os braços e arqueou uma sobrancelha.

-Sim, senhora – assenti, sorrindo.

De fato, apesar de ser uma idiota babaca na maior parte, eu achava ela isso mesmo.

Silêncio. Troca de olhares. Sorrisos.

-Então...?- disse, não terminando minha frase porque não queria perguntar se ela me desculpava de novo.

-Sim, eu te desculpo, Cabello – falou, entendendo minha pergunta. – Até porque eu falei de você mais cedo, então estamos quites – deu de ombros, sorrindo amarelo.

-Isso, estamos quites – concordei, sorrindo que nem ela.

Mais um pouco de silêncio. Troca de olhares. Sorrisos.

-Agora...podemos continuar como estávamos? – perguntou, receosa e com um sorriso de canto.

Arregalei os olhos, não entendendo o que ela estava se referindo. Continuarmos como estávamos....nos abraçando?

Oh, Deus! Não pode ser.

-Continuar como estávamos...- falei, mas novamente não terminei, dando um passo pra frente com um sorriso de canto também.

-Sim – ela assentiu. – Eu indo pra casa e você fazendo o que quer que seja.

O quê?

Meu deus, como eu pensei nisso?

-Ah, claro! – exclamei, balançando a cabeça positivamente e forçando uma risada. - Sim, com certeza

Eu sou muito burra, por Deus!

E não sabia nem disfarçar. Será que ela percebeu que...eu entendi errado?

Bem, ela precisa saber que eu gosto de abraços, até mesmo os de pessoas amargas assim, e cheirosas.

-Boa noite, Cabello – desejou com um sorriso, assim que entrou no elevador.

-Boa noite, Mrs. Jauregui – disse, ainda envergonhada e observei a porta de metal fechar lentamente, para voltar para minha mesa.

Senhor,olhe o que a carência me fez pensar.

Pelo menos me resolvi com Mrs. Jauregui, não gostava de deixar coisas pendentes com os outros. E isso é bem irônico.

Ok, esse dia foi bem louco, mas pelo menos está concluído.

E eu me sinto....feliz?


Notas Finais


E aí, o que acharam??
A verdade dói, não é mesmo, Lauren?
E a Camila...iludida,coitada.
Enfim, BEIJOSSSS!!!!!!!!!!!!
ps. Se cuidem!


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