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História O Elevador- Fanfic Camren - Capítulo 46


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Notas do Autor


Oi genteeeee!
Como estão????
Caras, eu tenho lido alguns comentários e, por favor, não odeiem a Camila kkkkkkkk ela tem os motivos dela, ok?? shshhshsh
Desculpe qualquer erro.
Aproveitem o capítulo!

Capítulo 46 - Capítulo 45- Uma nova etapa


Lauren Jauregui’s Point Of View

 

New York City- Segunda-feira 4:08am

07 de outubro de 2019   

Acordei com um barulho estridente de celular tocando, só que não era a música do meu alarme, era alguém me ligando mesmo. Abri os olhos rapidamente por conta do susto, mas demorei para levantar, enquanto o celular continuava tocando.

Oh meu deus!

Quem será?

E que horas são, pelo o amor de Deus?

Quando finalmente levantei e sentei na cama, olhei para o relógio da cabaceira que marcava 4:08am. Eu espero que quem quer que seja tenha um ótimo motivo para me acordar.

-Alô? – falei com a voz rouca, assim que ergui minha mão e peguei o celular, sem nem ver quem era.

-Lauren! – o gritinho animado do outro lado da linha já denunciou quem era.

-Ah... – suspirei, jogando a cabeça para trás e fechando os olhos. –Sophia – disse baixo, quase como um sussurro cansado.

-Lauren, eu tenho uma ótima notícia! – a mulher gritou novamente, parecendo ainda mais animada que antes.

Abri os olhos e já senti minha cabeça começar a latejar levemente.

-Sophia, são 4h da manhã! – rebati, tentando não falar tão alto, e colocando a mão na cabeça por conta da dor.

Tomara que seja uma ótima notícia mesmo, Sophia!

-Eu sei, mas é que eu estou tão feliz! – seu tom de voz não diminuía de jeito nenhum, e muito menos a sua animação e agitação.

Soltei um longo suspiro, repetindo para mim mesma que precisava ter paciência. 

-Ok, só pare de gritar – ordenei, em um tom irritado, e ouvi um “ok” do outro lado. -O que aconteceu? – perguntei finalmente.

Esperei a sua resposta, que demorou tanto para vir que eu achei que ela tinha desligado, mas sabia que não, pois ainda estava ouvindo a sua respiração. Ah ok, ela está tentando fazer um suspense.

-Eu e Amy vamos nos mudar para aí definitivamente! – exclamou de uma vez só, ignorando o meu pedido para >>>>não<<<<< gritar.

-O quê? – falei, também ignorando o meu próprio pedido e alterando a minha voz por conta da surpresa inesperada.

Amy e Sophia viriam finalmente para cá? Eu não estava acreditando! Elas demoraram tanto que eu achei que nem viriam mais. E....estranhamente eu não estava pulando de alegria por isso.

Digo....é claro que quero que Amy more comigo, mas Sophia.....Eu ia pedir o divórcio!

Droga! Como eu vou fazer isso agora?

Eu posso falar agora mesmo e evitar a sua vinda definida, ou eu posso esperar ela vir e falar cara a cara com ela.

Merda. Eu queria a primeira opção, mas eu não consigo fazer isso por ligação.

-Estou ligando essa hora, pois meu turno acabou agora e eu pedi demissão – continuou Sophia, contando de um jeito que eu sabia que ela estava sorrindo. -Já arrumei todas as papeladas com a guarda de Amy, então....não tem mais porquê ficar aqui – completou, soltando um suspiro e ficando em silêncio, provavelmente esperando eu dizer algo. Nada saiu. -Por que você está calada? – questionou, agora mudando o seu tom para um quase irritado.

-Nada, eu só acordei agora e estou surpresa – respondi rapidamente, mordendo o meu lábio de um jeito nervoso. -Mas isso é ótimo – acrescentei, sabendo que era isso que ela queria ouvir.

-Não é? – ela respondeu em meio a uma risadinha.

Não que não fosse, de fato, ótimo. Claro que era. O que não era ótimo era o fato de eu fazer Sophia vir até aqui, supostamente morar comigo, sendo que eu vou terminar com ela.  

-E quando vocês vêm? – indaguei, sentindo a voz falhar e limpando a garganta por causa disso.  

-Não comprei a passagem ainda, mas acredito que nessa semana já estamos aí – respondeu com a voz calma, me deixando mais nervosa ainda.

Ok...tinha indefinidos e poucos dias para decidir o que fazer.

- Certo – concordei, mais para mim mesma. - Bem...isso é muito legal, Sophia – disse, tentando ser o mais verdadeira possível.

-Eu também acho, estou tão animada! – ela gritou de novo, e eu automaticamente afastei o celular do ouvido. -E Amy também, é claro – completou Sophia, agora em um tom normal, e eu levei o celular de volta para perto do ouvido.  

-Eu também estou muito animada – respirei profundamente e afirmei, com um tom que desmentia minha frase.

-Ah....é uma nova etapa para nós, Lauren! – Sophia falou de um jeito tão doce que fez meu estômago embrulhar.

Aí meu Deuszinho, me dê forças, coragem e cérebro para tomar uma decisão correta.  

-É – murmurei, e acho que ela nem ouviu, pois foi baixo demais. -Uma nova etapa – acrescentei, agora sentindo os meus ombros caírem e fechando os olhos enquanto ainda ouvia Sophia falar o quão incrível seria.

//

6:41am

Respirei profundamente e me preparei mentalmente ao assistir a porta do elevador se abrir em minha frente. Quando isso aconteceu, rapidamente me pus para fora da cabine e passaria reto por Ms.Cabello, como fiz na sexta, se ela estivesse na sua mesa. Mas bem, ela não estava.

Ah, eu acho que cheguei primeiro hoje.

Percebi que estava tempo demais observando a sua mesa, então segui em direção à minha sala, fechando a porta da mesma quando entrei. Larguei as coisas em cima da mesa e me joguei sobre a cadeira, deixando meu corpo relaxar por alguns segundos. Deus! Eu estava cansada. Minha cabeça doía. Meu corpo doía. E diversas outras coisas doíam, mas se eu fosse citar todas, não faria o que tinha que ser feito, que no caso era trabalhar.

Me ajeitei na cadeira e liguei o meu computador, sentindo meus olhos pesarem ao observar a tela ligando em minha frente. Abri meu e-mail e peguei alguns papéis, pastas, que estavam na minha mesa para dar uma olhada. Minutos depois, escutei o barulho do elevador que anunciava que Ms.Cabello chegou.

Enquanto esperava por ela, repeti o processo do elevador, respirando fundo e preparando minha mente. Não demorou para eu ouvir batidas na porta enquanto fazia isso, e logo mandei ela entrar, mas antes, claro, me arrumei e fingi que não estava tentando ficar tranquila.

-Bom dia, Mrs.Jauregui – a sua voz calma e um pouco baixa ecoou pelo ambiente.

Lutei para não responder o seu bom dia e continuei fingindo que ela não estava aí, enquanto esperava ela dizer mais alguma coisa, porém, como esperado, ela não disse.  

-O que eu tenho pra hoje? – perguntei, indo direto ao ponto, e ainda sem encará-la.  

-Vídeo conferência às 9h com o Mr.Martens e duas reuniões com os sócios pela tarde – ela avisou, depois de consultar rapidamente na agenda em sua mão.  

-Mr.Martens? – rebati, agora sendo obrigada a encará-la e com uma careta, já que não conseguia me lembrar de nenhum Mr.Martens.

-Sim, um de Paris – respondeu me olhando calmamente, e me fazendo suspirar. -Ele enviou um e-mail na sexta, mas como a empresa estava uma loucura, eu só vi no final de semana e marquei para hoje – contou, tudo com calma e, para a minha tristeza, sem nenhum de seus sorrisos.

Oh deus, precisava de força. Ela estava tão bonita hoje, com sua calça jeans rasgada, a jaqueta de couro marrom e a botinha de salto preta. Respire mais uma vez, Lauren.

-Ah ok – respondi, desviando o olhar e tratando de afastar qualquer pensamento. -Sabe qual o assunto? – perguntei, ainda sem me lembrar quem era o homem e, portanto, sem saber qual era o assunto.

-Ah, ele não explicou no e-mail, mas acho que você já falou com ele antes – ela respondeu.

Droga, por que eu não me lembrava quem era esse homem? Eu lembro que já ouvi esse nome antes....

-Está bem –falei, mas ainda forçava minha mente para lembrar do homem. -Mais alguma coisa? – questionei, assim que ela continuou parada e o silêncio se fez presente no local. Ela balançou a cabeça negativamente. -Então...obrigada – disse sem nenhuma reação, dando a entender que ela podia se retirar.  

Ms.Cabello assentiu e saiu do local prontamente, me deixando sozinha com os meus pensamentos e a droga do seu perfume.

As horas passaram, as tarefas chegavam cada vez mais. Muitas notícias sobre a festa de sexta, que estava sendo super comentada. Parece que o público gostou bastante, o que era perfeito! Mas exatamente por estarmos sendo bem falados, é que não poderíamos fracassar agora, então o dia já começou com muito trabalho e organização para a próxima revista.

Quando chegou às 9h, eu preparei o Ipad para dar início a vídeo conferência com o tal de Mr.Martens. Ele logo apareceu, um homem muito bonito, de terno, com barba, os cabelos castanhos e os olhos verdes. Acho que nunca o vi antes, mas já conversamos.

Ele se apresentou e começamos uma conversa descontraída. Ele era super educado e inteligente pra caramba. Em determinado momento, finalmente descobri quem ele era.  

-Oh....você é o cara que quer abrir uma franquia da JaureguiCompany? – perguntei, lembrando dele e do seu e-mail meses atrás para abrir a franquia.

-Isso, Mrs.Jauregui – concordou ele, mostrando o seu belo sorriso.

-Uau, isso é demais! – exclamei em seguida, também mostrando o meu.

Uma franquia da JaureguiCompany em Paris? Com certeza isso era demais!

-Fico feliz com sua reação – ele falou, agora rindo da minha breve animação. -Nós estamos muito animados para abrir uma franquia aqui em Paris, e pedimos essa vídeo conferência para acertarmos logo isso – explicou o homem, gesticulando com as mãos. -Estamos tão animados! – completou, parecendo realmente animado e me fazendo rir com isso.  

-Bem, eu acho ótimo! – falei então, sorrindo alegremente. -Quanto mais expandir a JaureguiCompany, melhor.

A JaureguiCompany só atuava nos Estados Unidos, expandir ela para outro país aumentaria, obviamente, nosso público, nosso dinheiro....seria incrível!

-Você já preencheu o pedido de franquia, certo? – perguntei, parando de sonhar um pouquinho e me concentrando na conversa.  

-Sim, sim – ele afirmou prontamente. -Preenchi e mandei por e-mail – disse.

Claro, eu lembro disso, só não lembro se eu cheguei a responder porque foi bem no início quando eu estava bem....desinteressadas.

-Perfeito, vou só dar mais uma conferida e peço para minha secretária entrar em contato, porém já está praticamente confirmado – falei e vi seu sorriso aumentar lenta e rapidamente.

Ele parecia mesmo interessado, e isso era o que mais me deixava ansiosa e animada.

-Oh, fico tão feliz, Mrs.Jauregui! – ele disse em um tom de voz alterado e soltou um longo suspiro.  

-Imagino que sim – falei, assentindo com a cabeça e rindo da sua expressão. -Essa é a primeira etapa, depois teremos que fazer uma série de entrevistas, avaliações financeiras, experiências, e visita ao local onde será a empresa – avisei tudo em um tom doce.

-Sim, já estamos sabendo disso – ele concordou com a cabeça.

-Ótimo, porém eu posso demorar um pouco, ok? – indaguei, fazendo uma careta breve. - Porque eu preciso organizar tudo aqui primeiro antes de viajar para Paris – acrescentei, justificando para o homem que assentia com a cabeça.  

-Entendemos isso também – ele moveu as mãos em um sinal que dizia “sem problemas”.

-Mas garanto que o quanto antes entramos em contato com você – disse, em um tom firme, a fim de passar seriedade para o homem na tela.

-Iremos aguardar ansiosamente – ele falou, do mesmo jeito feliz que antes. -Muito obrigada Mrs.Jauregui – agradeceu, levando as mãos até o peito para apertá-las contra si.

-Eu que agradeço, Mr.Martens – respondi gentilmente, não deixando de sorrir. -Até breve! – disse por último, vendo ele abanar um tchauzinho e desligar a ligação.

Uou, a JaureguiCompany vai para Paris! Eu mal acredito nisso.

Desliguei o Ipad em minha frente e levantei da cadeira, começando a andar de um lado para o outro com as mãos na cintura e o sorriso enorme. Soltei um suspiro satisfeito ao pensar que eu parecia mesmo estar fazendo um bom trabalho na empresa, isso me deixava feliz.

Passei a língua pelos lábios, pensando que eu precisava providenciar o que seria necessário, mas com todas as tarefas da empresa....Ok, Lauren, se acalme. Não fique ansiosa.

-Ms.Cabello! – gritei, na verdade nem notando que fiz isso. - Ms.Cabello! – gritei novamente ao chamar a mulher.

Esperei alguns segundos, do mesmo jeito que estava, e ouvi uma movimentação do lado de fora, e claro, passos apressados até minha sala. 

-O que foi, Mrs.Jauregui? – Camila entrou na sala de um jeito ofegante e com as mãos fechadas com força, como se fosse dar um soco em alguém. -O que aconteceu? – perguntou novamente, olhando em volta do local.

Observei com a testa franzida a mulher que parecia assustada e ao mesmo tempo prontíssima para se defender. Senhor, como ela se assustava rapidamente.    

-Preciso que você me mande o pedido de franquia do Mr.Martens – pedi calmamente, mas ainda com uma careta em meu rosto por conta da reação de Ms.Cabello.

-Oh meu Deus, que susto! – ela exclamou, relaxando agora, deixando os ombros caírem e respirando fundo. O que ela pensou que fosse? Um monstro? -Certo, pedido de franquia – suspirou, falando para si mesma e se ajeitando para me encarar. -Espera, franquia?! – ela rebateu, com o tom de voz curioso e os olhos arregalados.

-Sim – concordei prontamente. -Mr.Martens quer comprar uma franquia da JaureguiCompany e abrir em Paris – contei, tentando não parecer tão animada quanto realmente estava.

-Em Paris? – ela alterou o tom de voz, abrindo a boca imediatamente. -Caramba! – exclamou, logo depois de eu concordar com a cabeça.

-Eu sei! – não resisti e gritei também, porém tentei disfarçar o meu sorriso de todas as formas.

Ela parecia mesmo chocada, mas tão animada quanto eu estava por dentro. Tinha uma expressão até mesmo engraçada, uma mistura de alegria, surpresa, emoção....

-Isso é incrível, a JaureguiCompany vai para outro país! – ela gritou novamente, e chegou até a dar um pulinho.

-Também sei disso! – disse alto, não conseguindo mais segurar uma risadinha, mas desmanchando e ficando séria assim que ela me encarou.

Camila fixou seu olhar no meu e eu vi um longo suspiro sair da sua boca. Seus olhos piscavam e ela tinha um sorriso tímido no rosto, mas com certeza sincero. Suas mãos estavam juntas, ela cutucava uma pelezinha no canto de uma de suas unhas. Eu continuei a encarando totalmente sem expressão, apenas tentando controlar a respiração.

Ms.Cabello engoliu em seco antes de se aproximar rapidamente de mim e me puxar para um abraço caloroso e sem jeito. Estremeci assim que ela fez isso, pois definitivamente não esperava.

-Parabéns, Mrs.Jauregui – ela disse em meu ouvido enquanto suas mãos estavam ao redor do meu pescoço. -Você merece – acrescentou, soltando uma lufada de ar que me arrepiou por inteira.

Apesar de não retribuir o seu abraço, também não a afastei. Meus braços continuaram parados e firmes ao lado do meu corpo, que ainda não tinha relaxado por conta do contato inesperado.

Aquilo não durou muito tempo, foi a Camila que desfez o abraço, se afastando ainda mais sem jeito do que antes.   

-Desculpe – ela pediu timidamente, encarando o chão enquanto colocava as mãos no bolso de trás da calça.

-A-ah, tudo bem – gaguejei e limpei a garganta rapidamente por isso. Soltei um suspiro, encarando-a fixamente. -Eu vou...lá – apontei para a porta e ela voltou a me encarar, meio sem entender.  

Não expliquei. Saí da sala e fui em direção ao banheiro que tinha no andar. Era minúsculo, mas eu só precisava de um espelho para olhar meu estado e uma água pra jogar no meu rosto.

Uau, isso com Camila era realmente difícil. E ainda tinha Sophia. Droga, a Sophia! O que eu faria com ela? Definitivamente preciso falar com alguém. Urgentemente, na verdade.

Enquanto respirava descontroladamente e me encarava no espelho, ouvi batidinhas na porta do banheiro, e é óbvio que só poderia ser Camila.

-Mrs.Jauregui, está tudo bem mesmo? – ouvi sua voz do outro lado, seguida por outras duas batidinhas.

-Tudo sim, Ms.Cabello – respondi em tom alterado, quase falhando a voz no início.

Ela ficou em silêncio.

Sequei o meu rosto com a toalhinha que tinha do lado da pia e me dei uma última olhada, encarando meu reflexo apreensivo antes de abrir a porta. Até achei que pelo silêncio, ela tinha ido embora, mas na verdade não. Camila estava parada na frente da porta com uma expressão preocupada.

-Você ficou pálida, pensei que fosse desmaiar – disse baixo e deu uma risadinha sem graça.

-Não, eu... – apertei os olhos e respirei fundo. - só estou processando ainda – completei, agora de um jeito mais firme.   

-Ah, claro – ela balançou a cabeça positivamente. -Parabéns de novo, você está conquistando grandes negócios para a JaureguiCompany – falou, dando um de seus sorrisos encantadores.

-Obrigada, Ms.Cabello – agradeci sem expressão, decidida a não prolongar mais aquela conversa. -Com licença – pedi, esperando ela abrir passagem para eu passar, já que ela interrompia o caminho.

-Toda, Mrs.Jauregui – falou por fim, ficando de lado para eu finalmente passar por ela – com o nariz fechado para não sentir seu perfume – e voltar para a minha sala, decidida a focar em somente dois assuntos pelo resto do dia: a franquia e a nova revista.

//

9:01pm

Toquei a campainha e aguardei ela me atender. Sabia que viria, pois eu já tinha avisado por mensagem. Eu precisava muito falar com alguém, e bem....ela foi a escolhida.

-Tay! – exclamei assim que minha irmã abriu a porta para mim.

-Lauren! – ela disse do mesmo jeito, me puxando para um abraço apertado, que eu retribui da mesma forma. -Você me assustou no telefone – falou, me encarando de um jeito preocupado.

-Desculpe, é que eu preciso muito falar com você – justifiquei, sorrindo amarelo e adentrando a mansão. Nesses momentos que eu adoraria que Taylor morasse sozinha.

Decidi falar com Tay, ela era minha irmã, eu podia confiar nela, desabafar e pedir conselhos. Eu estava sendo boba de não querer contar isso pra ela. Sempre dividi todos os meus segredos com ela, por que agora seria diferente? 

-O que aconteceu? – ela perguntou, me seguinte pela sala de estar assim que fechou a porta.

-Ah, eu quero desabafar e te contar algumas coisas – falei em meio a um suspiro longo. -Você não pode dormir lá no meu apartamento hoje? – perguntei, fazendo uma careta ao encarar minha irmã.  

-Não – uma terceira voz grossa surgiu e ecoou pelo ambiente.

Droga. Viu? Taylor precisa de um apartamento logo.

Vi minha irmã soltar uma lufada de ar e assumir uma expressão nervosa. Ela sempre ficava assim quando eu e Michael conversávamos, acho que tinha medo que acabasse em morte.

-Michael... – murmurei, sem nem encarar meu querido pai que estava atrás de mim.

-Lauren.... – ele murmurou também, caminhando e fazendo a volta no sofá para parar do lado de Taylor. -Não tive a oportunidade de elogiar a bela festa que você deu para comemorar o aniversário da empresa – disse, com o seu mesmo sorriso repugnante de sempre. -Parabéns, o jantar estava bem...agradável – acrescentou, com o seu ar de superioridade e pura falsidade.

Não era possível, eu não tinha um minuto de paz nesse inferno. Por isso eu odeio vir aqui. Por isso eu odeio Michael.

-Obrigada, Michael – engoli todo o ódio que estava sentindo e agradeci, dando um sorriso falso que nem o dele.

-Só aquela festinha que foi meio...sem graça, sabe? – ele colocou a língua pra fora e fez uma careta, dando uma risadinha no final.

-Não, não sei – respondi, imitando sua risadinha forçada, sem graça.

Tay observava a cena do mesmo jeito inicial, preocupada, e bufando toda a vez que Michael falava. Ela via como ele gostava de provocar e infernizar minha vida, não sei como ainda não saiu dali.

-Eu achei as músicas péssimas – ele continuou, revirando os olhos e suspirando.  

-Pelo jeito foi o único – rebati, preferindo não citar os diversos sites que elogiaram a festa de sexta para não prolongar aquela conversa.

-Será? – ele indagou, arqueando as sobrancelhas de um jeito duvidoso. -Bem, que bom que fui embora – concluiu, dando de ombros, sem tirar aquele seu sorrisinho do rosto.

-É,  e eu acho que vou imitar você agora – disse em seguida, desmanchando o sorriso falso que estava no meu rosto e me preparando para ir embora.

-Pai, posso dormir com a Lauren hoje? – ouvi a voz de Taylor perguntar de um jeito animado.  

-Não ouviu minha resposta, Taylor? – ele rebateu prontamente. -Não, não pode – acrescentou, com o seu tom grosso, o que me deixou mais irritada.

E daí que ele era o pai? Ninguém fala assim com minha irmã!  

-E por que não? – perguntei, imitando o seu tom rude e me aproximando um pouco mais de Taylor.

-Lauren, não se meta – ele respondeu, mostrando a palma da mão em sinal de “pare” e suspirando de um jeito irritado.

-É claro que eu vou me meter – respondi de imediato. -Vocês mal deixam ela me visitar na empresa ou sair comigo – continuei, alterando um pouquinho demais o meu tom de voz. -Por que querem afastar ela de mim? – perguntei por fim, juntando as sobrancelhas e inclinando a cabeça para o lado.  

-Aí, Lauren, sem drama – Michael disse ao revirar os olhos e pôr as mãos na cintura. - Pensei que aquele discurso sobre pararmos com as briguinhas idiotas fosse sério – completou, em tom de ironia e um sorriso cínico no canto dos lábios.

-E é! – exclamei, fechando as mãos com força. -Mas agora não é uma briguinha idiota – acrescentei, erguendo brevemente as duas sobrancelhas.

Michael levou as mãos na cabeça e respirou profundamente, me encarando somente quando seus ombros já estavam relaxados. 

-Lauren, você tem que ir para a empresa amanhã, por isso Taylor não pode dormir lá – justificou, pela primeira vez tentando ser sério.

Oh meu Deus.

Pelo o amor de Deus, eles tratavam Taylor como um bebê, sempre a proibindo de diversas coisas e até mesmo de sair comigo. E agora dá essa desculpa idiota?

Como Tay conseguia conviver com eles? E com o chato do Chris? Só queria que ela morasse comigo, ou tivesse outro lugar para ficar.

-Taylor, quantos anos você tem? – perguntei para a minha irmã que estava do meu lado.  

-Dezenove – Tay respondeu rapidamente, sem me olhar, pois encarava o pai fixamente e de braços cruzados.

-Dezenove! – exclamei, indignada. -Ela não tem 7 anos e não precisa que eu fique cuidando dela – franzi a testa, recebendo o olhar tedioso do homem em minha frente.

-Então pra que levá-la pra dormir com você? – indagou, como sempre fazendo questão de mostrar que estava certo.  

-Pai... – Tay murmurou, descruzando os braços para se aproximar de Michael.

-Não, Taylor! – ele gritou antes que ela pudesse dar mais um passo em sua direção. - Enquanto você morar comigo, você vai seguir as minhas regras – completou, agora voltando a ficar irritado.

Consequentemente, deixou Taylor irritada também, e com total razão. A menina deu um gritinho furioso e saiu correndo em direção as escadas, subindo-as com os punhos cerrados e sussurrando palavras para si mesma.

Se minha irmã não estava mais ali, não tinha porquê eu continuar na casa. Dei uma última olhada para Michael e caminhei até a porta, xingando o homem em pensamentos.

-Te espero na sexta, Lauren – ouvi sua voz divertida e parei de andar, virando bruscamente.

Como assim “Te espero na sexta”? O que tem na sexta? Tay não falou nada.

-O quê? – perguntei com a testa franzida assim que voltei a encarar o homem.

-Na sexta – ele repetiu, seu tom de voz indicava que ele seria irônico daqui a pouquinho. - Não te avisar sobre o jantar? – perguntou, arregalando os olhos e fingindo surpresa.

-Que jantar? – respondi, totalmente séria.

Definitivamente Taylor não me falou de nenhum jantar.

E definitivamente eu não vou participar.

-Oras, o jantar para conhecermos sua esposa – ele respondeu como se fosse óbvio. - Aliás, eu nem sabia que você tinha uma, tive que descobrir pelo seu irmão – completou, balançando a cabeça negativamente em sinal de reprovação.  

Droga! Eu sabia que Chris ia abrir essa boca enorme dele.

Que saco mesmo. Justo agora eles descobriram!

-É, e infelizmente descobriu – falei, meu tom de voz soou como um sussurro, mas ele escutou.  

-Tem mais alguma coisa que deveríamos saber sobre a sua vida? – questionou, dando um passo em minha direção e inclinando a sua cabeça.  

-Eu não quero que vocês saibam sobre a minha vida – respondi imediatamente, aumentando o tom de voz outra vez. -E nem me espere para o jantar – avisei, sorrindo falsamente para tentar ir embora outra vez.

-Ah, vamos te esperar sim – ele respondeu, totalmente confiante, e me fazendo encará-lo outra vez.

-Esperem sentados então – disse, arqueando uma sobrancelha e quase indo embora de novo.  

-Você não quer fazer parte da família? – ele indagou, aumentando a voz para me parar. - Levar Taylor para dormir com você, para passear? – acrescentou, e eu ouvi seus passos próximos de mim.

-Eu quero fazer parte da vida de Taylor, não da família!– rebati furiosa, virando pela quarta ou quinta vez e encarando Michael com o olhar divertido, próximo de mim.

-Bem, então comece com esse jantar – falou, com toda a calma e doçura do mundo. - Venha na sexta e daí podemos liberar algumas saídas de Taylor – continuou, dando uma piscadinha. -Nós somos educados, garanto que sua esposa vai gostar de nós – agora sorriu como de costume. -O que você tem a perder, Lauren? – concluiu, encarando-me fixamente com seus olhos em chamas.

O que eu tinha a perder?

Devo ir ou não nesse jantar?

Será que eles liberariam mesmo algumas saídas da Taylor?

Será que devo levar Sophia para conhecer meus pais sendo que pretendo terminar com ela?

Será que eu vou sobreviver? E eu não estou falando somente do jantar. 


Notas Finais


ok pessoal, agora eu prometo que vai melhorar.
espero que tenham gostado!!!
obrigada pelos favoritos!!
amo-lhes.
até terçaaaaaaaaaaa!


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