História O Embuste - Capítulo 38


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Categorias Maria do Bairro
Tags Drama, Romance
Visualizações 9
Palavras 1.388
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E esse capitulo está frenético, depois da tragédia muita coisa pode acontecer, o pobre Bruno já sofreu tanto pelo embuste, mais essa agora, quantos desencontros...

Capítulo 38 - O Embuste


Fanfic / Fanfiction O Embuste - Capítulo 38 - O Embuste

A tragédia já estava consumada, ali estava Guilherme inconsciente e gravemente ferido após aquele desastre, enquanto o carro capotado queimava com André dentro, que começava a gritar enquanto as chamas carbonizavam seu corpo. André em desespero tentava se livrar do fogo que o consumia, porém preso nas ferragens com o carro capotado nada podia fazer, perdeu toda a consciência sem chance alguma de vida.

Ali próximo havia um pomar de laranjas que pertenciam a alguns produtores, que imediatamente se deram conta do ocorrido e foram ver, um deles encontrou o corpo de Guilherme no final do precipício e disse ao outro companheiro de trabalho:
-Olha só, parece que esse moço se feriu gravemente, temos que fazer alguma coisa, chamar a ambulância.

Não demorou muito para aglomerar uma multidão, entre curiosos que moravam nos sítios ali próximo e até mesmo a imprensa chegar, já estava a ambulância do SAMU para o resgate, Guilherme foi encaminhado para a Santa Casa de Limeira e seus documentos foram encontrados no bolso para algum tipo de contato com a família. André também levado ao hospital, não resistiu, já estava morto, morreu carbonizado naquele veículo.

Já era 11h45, faltavam apenas 15 minutos para 12h, era o horário que Guilherme combinou estar pontualmente na casa de Bruno para almoçar com ele e seus irmãos, pedir perdão oficial e após romper com André, poder reatar com Bruno. Mas o minutos passavam e Bruno já próximo ao portão esperava pelo rapaz que não aparecia.

Leandro tenta acalmar o irmão:
-Bruno, não fica ansioso assim, ele já vai chegar, não quer que ele venha precisamente na hora certinha, uns 5 minutos a mais ou a menos não faz diferença.

Osvaldo já se preocupa:
-Pelo que ele já fez com nosso irmão, deveria estar aqui uma hora antes pra se redimir, no mínimo.

Mas os minutos passavam, as horas avançavam, passou tão rápido que já era 12h40, Guilherme devia ter chegado há 40 minutos atrás e até agora nenhum sinal de vida. Bruno já com uma expressão de descrédito olhava para os irmãos como quem dizia ser inútil, foi enganado mais uma vez.

Alguns minutos depois Leandro toma a iniciativa:
-Me dá seu celular Bruno, deixa eu ligar pra esse embuste e falar o que ele merece.

Bruno se recusa em dar o celular ao irmão:
-Não, eu não quero mostrar pra ele que sou o mesmo de antes.

Leandro toma a força o celular de Bruno e diz:
-Mas acontece que você ainda é e está sofrendo já por isso, ele devia estar aqui faz uma hora.

Osvaldo vê o celular de Bruno nas mãos de Leandro e pergunta:
-Mas o que vai fazer? Vai dizer o que pra esse rapaz?

Leandro com muita raiva pelo que Guilherme fez com o irmão responde:
-Vou dizer que se ele não vier quero que ele morra pra parar de fazer nosso irmão sofrer.

Bruno fica em desespero:
-Não fala isso me dá esse celular.

Leandro resiste e não devolve o celular do irmão, liga para Guilherme, mas o celular do moço está fora de área, pois havia quebrado no acidente. Cheio de revolta Leandro diz:
-Viu só, o embuste até desligou o celular, mas agora que eu não quero ele nunca mais por perto de nós e aquela prima dele também me ouve quando tiver a cara de pau de aparecer.

Osvaldo sugere:
-Você tem o contato dela, liga pra ela agora.

Leandro se enfurece:
-Não vou ligar pra mais ninguém, quem tinha encontro com nosso irmão era aquele embuste, ela não se meta mais a defender o priminho porque não quero saber, vou falar na cara que ela é outra embuste.

Atordoado com tudo isso Bruno já em lágrimas diz:
-Mais uma vez ele me enganou, agora diante de todos, me fez acreditar como sempre, até envolveu pessoas intimas como a prima dessa vez pra validar a mentira, ele sempre fez isso comigo, pra me fazer sentir confiança me colocava entre outras pessoas pra mostrar que era sério o que dizia, dessa vez não teve pudor de jurar até em frente ao Leandro.

Osvaldo com pena do irmão tenta consolar:
-Calma, você não sabe o que aconteceu, vai que ele teve problemas e daqui a pouco aparece aí.

Leandro enfurecido solta o que pensa;
-Não iluda ainda mais nosso irmão, não vê como ele já está sofrendo, esse embuste não virá mais, sejamos realistas, já passou mais de uma hora que ele devia estar aqui e até desligou o celular pra não ser incomodado agora.

Bruno ainda em lágrimas e desiludido diz:
-O Leandro tem razão, qual a desculpa agora? Ele vai me procurar amanhã pra falar como da outra vez, que estava morrendo no hospital e por isso não pode vir? Eu tenho certeza que ele deve estar com o André mais uma vez debochando de mim!   

Leandro da um soco no ar e com muita raiva diz:
-Maldito embuste, mais uma vez fez nosso irmão sofrer, dessa vez foi culpa mais minha que de qualquer outro.

Bruno vai para o quarto onde fica chorando pela desilusão e mais um cano de Guilherme, outra vez o embuste furava com ele, mas dessa vez sim tinha uma boa razão que ele ainda desconhecia. Seus irmãos também não faziam ideia e olhavam um para o outro impotentes, sem ter o que fazer e cheios de ressentimento pelo embuste ter outra vez ferido o coração do irmão caçula.

Na casa da família de Guilherme toca o telefone, era do hospital, haviam identificado pelos documentos o contato de seus familiares. Uma empregada leva o telefone até Eugênia, que ao ser perguntada se era mãe do rapaz ela confirma. Após receber a informação sobre o estado do filho no hospital pelo o acidente grave, Eugênia sofre um desmaio.

Caroline por perto vê tudo e desesperada pergunta:
-O que houve tia? Acorda, o que houve?

Ao ouvir todo o escândalo Euclides aparece:
-O que está acontecendo, o que houve com a Eugênia.

Caroline pega o telefone e tenta falar com quem estava na linha, a pessoa confirma a informação, Guilherme havia acabado de sofrer um grave acidente e estava no hospital Santa Casa em estado grave.

Caroline diz em desespero para Euclides:
-O Guilherme, o Guilherme tio...

Euclides nervoso pergunta:
-O que aconteceu com o Guilherme?

Caroline ainda em desespero:
-Ele está morrendo no hospital, ele sofreu um acidente, parece que foi com o André, o carro capotou e ele ficou gravemente ferido.

Após Eugênia redobrar a consciência todos se apressam desesperados ao hospital. Já na Santa Casa buscam por informação do filho.

O médico pergunta:
-Vocês são da família?

Todos confirmam e Eugênia desesperada diz ao médico:
-Por favor doutor, eu sou a mãe, meu filho vai morrer?

O médico informa a mãe:
-Calma senhora, seu filho está grave, está em observação, ainda é precoce dizer se ele viverá ou não, mas uma coisa é certa, seu estado é delicado porque perdeu muito sangue com a pancada ao ser arremessado do veículo.

Os pais de André aparecem por ali também e Eloisa, a mãe do japonesinho pergunta:
-Doutor, e nosso filho, como está, vai ficar bem?

O médico com expressão de lamento diz:
-Senhora, sinto muito, mas seu filho não tivemos o que fazer, não resistiu as queimaduras no local.

Caroline ali por perto, mesmo sem gostar muito de André, mas penalizada com a situação pergunta:
-Isso quer dizer que...?

O médico confirma:
-Que o jovem André Sasaki está morto!

Os pais de André se abraçam em desespero com a confirmação da notícia. Enquanto a mãe e o padrasto de Guilherme seguem preocupados com o estado grave do rapaz que seguia na UTI. Já era quase noite, Caroline se lembra de uma coisa, o encontro de Guilherme na casa de Bruno, obviamente com a tragédia não ocorreu e o pobre rapaz e seus irmãos com certeza não estavam sabendo de nada, ela precisava avisa-los.

Caroline pede licença aos tios:
-Vou fazer uma ligação, já volto!

Caroline ligava de seu celular para Leandro que viu seu aparelho vibrar, o rapaz já estava preparando o jantar na cozinha e logo notou, era uma ligação com o número da prima de Guilherme, ele olhava para aquele celular com ressentimento pelo que o embuste fez com seu irmão, mas tinha vontade de desabafar muitas coisas para ela.   


Notas Finais


Agora está nas mãos de Leandro ficar provado que o Guilherme não teve culpa e dessa vez não foi embuste, ele precisa esfriar a cabeça e ouvir Caroline, só assim Bruno não vai chorar se sentindo enganado, mas terá outro motivo pra chorar o pobrezinho :/ Esse acidente terrível que já levou embora o André, agora o Gui corre sérios riscos. Será que teremos um final trágico nesse romance gay para um embuste que não soube amar a tempo?


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