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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 109


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Capítulo 109 - Capítulo 42 - ITACHI - Surpresa


Sakura não pretendia ir até a empresa hoje, mas resolveu que finalmente irá tirar férias e criou coragem para bater à porta de Tobirama. Não que esteja com medo do que o chefe possa dizer, afinal ela merece, mas tem medo de fazer falta e de sentir falta do que faz.

Dando três toques na porta espera pela permissão e quando esta é dada entra na sala. Tobirama a observa e para de fazer o que fazia a pouco focando sua atenção totalmente na rosada.

—        Sente-se. - assim ela o faz. - O que a trás aqui?

—        Vim pedir férias.

Ele se surpreende.

—        Não agora, claro, afinal tenho um projeto para entregar, mas gostaria de algum tempo para me afastar do trabalho, afinal dediquei tanto tempo a construtora que meio que estou precisando disso. Prometo não deixar nenhuma pendência referente aos meus trabalhos, tudo estará relatado e terminado se permitir que eu me ausente e estarei disponível para caso surja alguma coisa, só preciso descansar um pouco porque nesses últimos tempos estou bem sobrecarregada e pensei que seria bom deixar o trabalho por algum tempo.

Ele a observa em silêncio sem interrompê-la nenhuma vez.

—        Não era necessária toda essa explicação do motivo pelo qual quer férias, esse é um direito seu e considerando que nunca tirou férias desde que entrou aqui, não tenho nem porque questionar seu pedido. Como disse, está com um projeto em mãos, mas se não pegar mais nenhum outro, não vejo problema em que se ausente após o término deste.

Sakura se levanta agradecida.

—        Obrigada senhor.

—        Pedirei ao RH que arrume tudo.

—        Obrigada e com licença.

—        Toda.

Deixando a sala do chefe segue em direção a sua onde pega alguns papéis do projeto e segue para o vilarejo.

 

Sakura está muito animada com as obras que encantarão as crianças como a biblioteca e os parques. Ela está, nesse momento inclusive, em um dos parques, perto dos responsáveis pelos brinquedos e pela pequena obra. Os arbustos e árvores na área, longe o suficiente dos brinquedos, dão um toque mais natural ao lugar, exatamente como queria. Depois de supervisionar isso ela segue para a biblioteca que está ainda melhor do que desenhou.

Algumas voltas são dadas pelo lugar e, como de costume quando estão trabalhando, Sakura e Sasuke sequer se falam, pois ambos estão ocupados com seus respectivos trabalhos.

Quando está perto de anoitecer a rosada segue para casa e assim que chega prepara um lamén, pois é um prato rápido, e se senta no sofá comendo e assistindo. Em pouco tempo ouve sua campainha.

Deixando o copo de lámen na mesa de centro, protegido por um porta copos logicamente, segue para a porta e se surpreende ao abri-la.

Uma mulher sorridente e animada agarra seu pescoço em um abraço forte antes que sequer possa pensar.

—        Mamãe? Quando voltou?

—        Ontem a noite.

A mãe da rosada entra e o pai dela abraça a filha.

—        Como esteve?

—        Bem.

Ele também entra e Sakura fecha a porta seguindo-os para o sofá.

—        Como foi o cruzeiro?

—        Maravilhoso. Foi o dinheiro mais bem gasto das nossas vidas.

—        Obrigada por considerar meus custos. - a rosada finge indignação.

—        Você foi um imprevisto querida, não tivemos escolha.

—        Mamãe.

A matriarca Haruno ri da filha.

—        Então, já está grávida?

—        Por favor, você só sabe perguntar isso?

—        Com tantos caras com quem você sai, é só furar a camisinha de um deles, não é tão difícil assim.

—        Mebuki, não se faz isso com nenhum homem.

—        Ah não tem problema, nossa filha recebe bem, ela consegue criar um filho sozinha, o pai nem precisa saber.

—        Mamãe é serio, não insista com essa ideia maluca, não vou furar a camisinha de ninguém.

—        Devíamos ter tido mais filhos, com certeza um deles nos daria nossos netos.

Sakura revira os olhos.

—        E como estão as coisas no trabalho querida?

O pai da rosada a observa.

—        Estão bem, inclusive vou pegar férias depois do meu último projeto. Estava cheia de trabalho ultimamente um pouco sobrecarregada por tantos projetos, mas ficarei um tempo afastada.

—        Trabalho, trabalho, trabalho. Quando foi a última vez que transou com alguém?

Sakura se surpreende com a pergunta da mãe.

—        Isso é uma pergunta que se faça para a sua filha?

—        É uma pergunta totalmente compreensível se sua filha não quiser lhe dar netos.

Sakura revira os olhos.

—        Minha nossa como é dramática.

—        Você não se relaciona com ninguém como quer ter filhos? Com certeza tem alguém capaz de te satisfazer e de me dar netos.

Sakura se surpreende e mesmo que tente fazer o possível para que não aconteça, sente seu rosto corar assim que certo moreno alcança seus pensamentos.

Mebuki estala os dedos com um grande sorriso ao ver o rosto da filha.

—        Eu sabia. Quem é? Ele é bonito? Quando vai levar ele pra cama?

—        Não sei se quero saber disso. - Kisashi murmura.

—   Não é nada sério, apenas estamos saindo.

—        Até parece, minha filha não cora por besteira.

O rosto de Sakura fica ainda mais vermelho.

—        É a verdade, não temos nada sério ainda.

—        Mas isso não te impede de dormir com ele.

—        Mamãe.

—        O que? Não é tão surpreendente assim, você é mulher tem necessidades e seria bom se o deixasse gozar dentro.

—        MAMÃE!!!

—        Eu definitivamente não quero ouvir isso. - Kizashi fala tampando os ouvidos.

—        Ora Sakura vamos, - Mebuki continua - vocês já devem ter tido um encontro, ele com certeza quer dormir com você é só unir o útil ao agradável. E sexo é a coisa mais agradável que existe.

—        E-eu não vou falar sobre isso com você.

A mais velha cerra os olhos ao foca-los na filha.

—        Qual o problema? Pensei que fossemos amigas.

—        Somos, mas antes somos mãe e filha, isso é constrangedor.

—        Por quê? Você sabe como funciona, posso até descrever como é com seu pai se quiser. Bom…

—        EU NÃO QUERO!!!

A matriarca da família Haruno a observa confusa.

—        Ué, não achava que só vocês transavam, achava? De onde pensa que veio? Da cegonha?

—        Mamãe, eu sei que você e o papai transam, mas não quero saber como isso acontece.

—        Ah, tanto faz. O que é isso? - ela foca no lámen em cima da mesa. - Você tem que se alimentar bem pros seus óvulos serem saudáveis.

A rosada revira os olhos mais uma vez e eles continuam conversando sobre como foi a viagem e o que os Haruno viram durante esse período de férias.

Quando seus pais resolvem ir embora, ela segue para o quarto e pega o celular, não demorando a se sentar na cama desbloqueando a tela e abrindo a janela de conversa de Karin.

*O que acha de amanhã irmos comprar as coisas pra Hina?*

A Uzumaki não demora a responder.

*Pode ser, ainda tem alguma coisa para resolver na empresa?*

*Não, não que me lembre.*

*Então vai passar o dia na obra.*

*Sim.*

*O dia inteiro com certo moreno.*

*Minha nossa, por que vocês insistem que tenho algo com ele? Nós não temos nada. Além disso, nem nos falamos quando estamos trabalhando.*

*Não disse que vocês têm alguma coisa, apenas que ele quer muito.*

Sakura revira os olhos ao ler a mensagem.

*Independente do que ele queira, não vai rolar, Principalmente agora.*

*Como estão indo as coisas com o mais velho?*

*Tivemos um encontro incrível ontem. Ele foi demais e um sonho. Nunca pensei que poderia ser assim.*

*E ele teve direito a um pós-encontro?*

Sakura sorri.

*Não, ainda não.*

*Tenho certeza que não vai se arrepender quando decidir ficar com ele. Pelo que ouvi, ele não decepciona.*

O sorriso da rosada desaparece pois, ainda que ouvir sobre os dotes do moreno a deixe ansiosa, qualquer tipo de relacionamento anterior a incomoda.

*Imagino que não.*

*Ele também deve estar bastante ansioso.*

Sakura se lembra das palavras dele quando foram ao cinema.

*Sim, ele com certeza está.*

A Uzumaki demora um pouco para responder e Sakura acredita que tenham terminado a conversa, mas assim que guarda o celular ouve o toque alertando que uma nova mensagem chegou.

*Ele planejou o encontro?*

*Sim.*

*O que acha de retribuir o favor?*

Em um primeiro momento, Sakura se surpreende com a ideia da amiga, mas não demora a abrir um belo sorriso e morder o lábio inferior pensativa.

*É um bom conselho.*

*É claro que é, foi um conselho meu.*

Sakura ri do que lê.

*Sim, com certeza. Acho que vou pensar em alguma coisa.*

*Surpreenda-o, e depois nos conte detalhes.*

*Pode deixar.*

*Bom, precisamos dormir, boa noite.*

*Boa noite.*

Sakura suspira. Ela mandaria uma mensagem a Itachi, mas está tarde e não quer incomodá-lo.

Um sorriso surge em seu rosto ao imaginar a resposta do moreno ao ouvi-la. Você nunca me incomoda. Ainda assim, ela sabe que não é bom trabalhar cansado, por isso decide não mandar nenhuma mensagem ao Uchiha.

Assim que guarda o celular, observa o teto de seu quarto relembrando as palavras de Karin. Sakura não havia pensado nisso, mas a ruiva está certa, ela sabe que o moreno a deseja e não pode negar que ele também a atrai. Talvez possa retribuir o incrível encontro que teve.

Ela sorri com o pensamento e, se ajeitando na cama, logo pega no sono.

 

O dia amanhece e ela desperta com um sorriso no rosto, depois de se levantar e se arrumar para o trabalho, toma um café da manhã reforçado e segue para o vilarejo.

Quando desce do carro, pega o celular para ver as horas e percebe uma mensagem de Karin.

*Nós vemos no shopping ás seis.*

*Ok*

Ela responde e volta a guardar o aparelho. O lugar ainda está um pouco vazio, mas para sua surpresa o moreno já está aqui.

Ele está em uma conversa com Luis, mas não demora muito e o mestre de obras logo se afasta. Aproveitando que o foco de Sasuke é unicamente na prancheta que leva em mãos ela se aproxima.

—        Madrugou?

Ele se surpreende e ergue o olhar para ela.

—        Digo o mesmo, nunca te vejo por aqui tão cedo.

—        Não tinha nada para fazer na empresa hoje, então vim direto.

—        Hum.

Sasuke a observa com desejo visível no olhar, mesmo que tente não consegue esconder. Sakura percebe o olhar com o qual é observada e cruza os braços em frente ao peito.

—        Fantasiando?

Os olhos negros voltam a focar-se nos esverdeados.

—        Na verdade estava pensando quem vem a uma obra vestida dessa forma.

Ela se surpreende.

—        Virou consultor de moda?

—        Longe de mim, estou bem sobrecarregado só com meu emprego.

Ela ri e alguns homens se aproximam.

—        Bom, vou deixá-lo trabalhar. Até mais Uchiha.

—        Até.

Ela se afasta e não consegue evitar pensar no que Karin disse na noite anterior. Entretanto, afasta os pensamentos para focar-se no trabalho. Ao passar por alguns homens da obra os ouve cumprimentá-la.

—        Senhorita Haruno.

—        Bom dia rapazes.

Ignorando o olhar desejoso com o qual alguns deles a analisam, é quase como se salivassem, Sakura vai cuidar do próprio trabalho.

 

Os funcionários da prefeitura chegam para asfaltar as ruas e Sakura os deixa cientes de onde o asfalto deve ser feito mostrando suas plantas para que entendam perfeitamente. Além disso, acompanha toda a trajetória deles.

Sasuke a observa de longe, ele gosta de ver como fica séria quando está trabalhando. A rosada é determinada e esforçada e por isso não acha que mereça ser esquecida nessa obra. Com isso em mente o sorriso que levava a poucos segundos se perde e não volta até o fim do dia.

 

Sakura segue para casa logo que percebe a noite de aproximar. Ela viu Sasuke algumas vezes durante o dia e achou algo estranho sobre ele, não soube definir o que era, mas se preocupou pelo moreno. Quem diria, Haruno Sakura preocupada com Uchiha Sasuke.

Depois da obra foi até a loja para comprar os presentes de Hinata junto com Karin, elas compraram várias coisas e a rosada está orgulhosa de seu trabalho, são presentes úteis a morena e ela sabe que a Hyuuga irá gostar.

Assim que entra na casa, a rosada segue para a cozinha para preparar um jantar rápido e vai para o banho logo depois. A água que lhe banha o corpo relaxa seus músculos.

De olhos fechados e aproveitando seu banho, Sakura se lembra de Itachi. Inevitavelmente um arrepio lhe corre o corpo e seus lábios se entreabrem e ela sente um desejo de tê-lo nesse instante.

A rosada não costuma fazer isso, afinal sempre teve quem a satisfizesse, é claro que ela já se masturbou antes, mas já faz tempo que não precisa se aliviar dessa forma. Entretanto nesse momento a única coisa que deseja é saciar-se, isso a faz levar as mãos até o abdômen, uma sobe para acariciar-lhe o seio direito e a outra desce seguindo as gotas d’água e alcança sua intimidade.

Ela se lembra do beijo que ele depositou em seus lábios, mas agora, em sua mente, ele não para aí. Os lábios do moreno descem pelo pescoço enquanto uma das mãos lhe acaricia o seio e a outra adentra sua calça.

Os dedos do moreno abrem seus lábios inferiores e começa a acariciar a região brincando com seu botão de prazer.

Sakura arfa e sente o bico de seu seio ser apertado no mesmo instante em que dois dedos a penetram. Os gemidos tomam conta do lugar enquanto a imagem do moreno ronda seus pensamentos e sem se controlar chama pelo nome dele, ela anseia por ele. Suas costas tocam a parede e a superfície fria em contato de seu corpo em chamas causa um choque térmico excitante o que a estimula ainda mais.

Você é tão deliciosa. A voz do moreno alcança seus ouvidos. Toda molhada só pra mim.

Sakura arfa mais uma vez sentindo-se próxima ao clímax. Apesar de serem seus dedos a toca-la, sua fantasia a convence de que os dedos pertencem a ele, ela sente os toques dele, sente os beijos dele sobre sua pele e geme o nome dele vezes sem parar. Um arrepio cálido corre seu corpo levando eletricidade por todo ele demonstrando que o Uchiha a fez ter um delicioso orgasmo e nesse momento, ela se rende a ele gozando sobre os dedos do moreno.

Ainda com as costas na parede ela se deixa relaxar e escorrega pelo azulejo frio sentando-se sob o chão arfante.

Sakura não imaginou que ele a afetasse tanto, não havia pensado nele desse jeito desde que o moreno se confessou, ela não o via de forma carnal. Antes da declaração com certeza já balançou com ele, mas depois que ele disse o que sentia ela se voltou para os sentimentos e se esqueceu da carne. Isso até esse instante.

Sakura está sentada com o corpo recostado na parede sentindo o latejar de sua intimidade enquanto a água leva seu gozo para longe dela. Ela está arfante e ainda não acredita que acaba de fantasiar.

Depois de alguns minutos para se recuperar, termina seu banho e sai do chuveiro logo depois.

Ainda pensando no moreno, ela se seca e se troca indo jantar em seguida. Enquanto assiste, depois do jantar, ouve o toque do celular e vê que é uma ligação dele.

Com um sorriso no rosto, a rosada desliga a televisão e atende o telefone.

—        Alô.

*Eu não me canso de ouvir o som da sua voz. E então, como foi seu dia?*

Sakura também tem uma reação quanto ao som da voz de Itachi, isso porque ouvir a voz do moreno, a fez se recordar do momento que teve no chuveiro e com isso um arrepio lhe correu o corpo.

—        Intenso.

Ela diz em um suspiro.

*É, as vezes tenho uns dias assim.*

Você não tem ideia de como foi intenso.

*Pensei que poderíamos sair sexta a noite, tem uma peça que acho que gostaria de ver.*

—        Eu adoraria, - ela diz em um sorriso seguido de um suspiro - mas não posso. Marquei algo com as meninas e vai me ocupar bastante, depois do trabalho vou ficar ocupada até tarde da noite. Sinto muito.

*Não precisa se desculpar. Apenas queria passar algum tempo com você, mas a gente arruma outro dia.*

—        Sim, mal posso esperar por isso.

*Você por acaso falou com a minha mãe depois do que conversamos, sobre eu e meu pai termos nos resolvido?*

—        Ahn não, por quê?

*Não é nada, só me desculpe se ela disser algo constrangedor.*

Sakura ri se lembrando da própria mãe.

—        Não se preocupe, sei lidar com mães assim, a minha é um exemplo disso.

*Então elas se dariam bem.*

A rosada ri mais uma vez.

—        Tá brincando? Seria um desastre.

Ela consegue ouvir a risada dele do outro lado da linha.

*Pensando bem seria mesmo, mas isso para nós porque elas adorariam.*

—        Você está certíssimo, minha mãe parece ter o dom de criar situações constrangedoras e o pior é que ela nem se importa.

*Parece que fazem de propósito.*

—        E você duvida disso?

Ele ri mais uma vez.

*Eu adoraria ficar conversando mais com você, mas tenho que resolver um assunto do trabalho.*

—        É uma pena. - ela sorri - Mas não se preocupe nos falamos depois.

*Sim, com certeza. Boa noite.*

—        Boa noite.

Sakura desliga o telefone ainda com o sorriso no rosto, ela não pode negar que o moreno a faz sentir-se muito bem, mas ao recordar de seu momento no chuveiro percebe que quer um pouco mais do que se sentir bem, quer se sentir viva e para isso precisa senti-lo.

Ela balança a cabeça negativamente. Temos que pensar nos sentimentos, sem desejos, apenas sentimentos. A Haruno tenta reforçar a ideia em sua mente, mas não é uma tarefa fácil, isso porque ela deseja muito o moreno, mas do que imaginou que o faria.

Com um suspiro, a rosada segue para o quarto com os pensamentos todos no moreno e, com um pouco de dificuldade, pega no sono.

 

Algumas dúvidas, da parte dos operários, são tiradas com a rosada a deixando bem mais ocupada do que o normal. Seu dia começou bem agitado, mas ela gosta dele assim. Agora se encontra no vilarejo e supervisiona os trabalhadores.

Com as últimas coisas a serem terminadas ela está sendo bem requisitada, isso porque a finalização de uma obra é ainda mais trabalhosa do que erguê-la, afinal são vários detalhes que fazem com que o lugar seja agradável aos olhos.

Sakura passa o dia na obra, teve momentos em que apreciou seu trabalho, outros em que suou um pouco para resolver algumas questões. Inclusive é isso que faz agora, dentro do prédio no qual se encontra tenta resolver mais uma questão.

—        Isso é para provocar?

Ela se surpreende ao ouvir a voz de Sasuke e se endireita virando o corpo para ele.

—        Deveria estar preocupado com seus próprios deveres, não?

—        Sei lidar com eles, não se preocupe.

Sakura sorri, mas não parece tão animada quanto de costume e Sasuke percebe, o que o faz se perguntar o que aconteceu na obra para deixá-la assim.

—        Muitos problemas?

Ele pergunta e a rosada se volta as plantas na mesa e suspira.

—        Alguns infelizmente.

—        É algo no que posso ajudar?

Ela sorri para o moreno.

—        Está preocupado?

Sasuke desvia o olhar emburrado.

—        É claro que não, por que estaria?

A reação faz Sakura rir e ela volta a focar nos papéis.

—        Obrigada por se oferecer, mas consigo dar conta.

Ele volta a observa-la com o canto dos olhos.

—        Sou uma boa arquiteta, - ela continua - consigo me virar.

—        Bom, você é minha colega de trabalho, preciso oferecer ajuda se estiver precisando.

Ela solta uma risada e olha para o moreno.

—        Que cavalheiro.

Ele volta a ficar emburrado e desvia o olhar.

—        Não é nada disso.

Ela ri mais uma vez e eles ouvem passos, ao olhar para a porta veem um dos homens responsáveis pela obra da escola se aproximar.

—        Senhorita Haruno, meus trabalhadores estão prontos para terminar a escola.

Ele foca em Sasuke.

—        Senhor Uchiha.

—        Já estou de saída. Até logo senhorita Haruno.

Ele lhe lança um sorriso e ela sorri em resposta.

—        Então, vamos começar?

—        Vamos.

 

Sakura foca no seu trabalho, se atentando ao trabalhador que acaba de chegar. Quando a jornada de trabalho chega ao fim ela vai para casa tomando um banho assim que entra e, depois do jantar, se joga na cama pensativa.

Não está com cabeça pra assistir nada e tem muita coisa com o que se preocupar, tem um chá de lingerie para organizar no dia seguinte, ou seja, terá um dia bem cheio. Mas certo moreno também lhe ronda os pensamentos. Eles não se falaram hoje e ela sente falta disso, mas decide focar apenas no chá de lingerie por enquanto.

Com isso, manda uma mensagem para Naruto confirmando tudo e não demora a se deitar, apagando quase que instantaneamente.

 

A sexta chega e Sakura está extremamente ansiosa. Além das garotas ainda está trocando mensagens com Naruto, pois ele é de fundamental importância nessa surpresa. Em um pulo se levanta da cama e toma um banho rápido seguindo para a construtora.

Ela tem algumas coisas para resolver referente ao vilarejo que serão resolvidas na empresa, por isso hoje não irá até o rio Naka.

O dia segue corrido e ela sequer vai almoçar com as amigas, considerando que Hinata não esteve na confeitaria, pois levou o bolo ao orfanato, as meninas decidiram não se reunir hoje.

Quando o relógio aponta cinco e trinta ela se ergue pegando suas coisas e deixando a sala. Ao sair vê Karin e se aproxima dela.

—        Já estou terminando as coisas, umas seis e dez chego na sua casa.

—        Nos vemos lá.

—        Tchau.

Sakura se afasta e não demora para alcançar o carro e deixar o prédio. Quando sua casa aparece à sua frente vê o carro de Hanabi, ela abre o portão da garagem, estaciona e deixa o veículo, mas não o fecha, ao invés disso se aproxima da Hyuuga.

—        Guarda seu carro lá dentro, cabe pelo menos mais dois.

—        Tá.

Hanabi estaciona o carro, Sakura fecha o portão e elas entram pela porta da garagem.

—        O que tem em mente?

Elas levam as coisas que Hanabi trouxe, para a cozinha da rosada.

—        Fiz um bolo simples de apenas duas camadas, tenho algumas ideias para decorá-lo, mas o topo do bolo é que será minha obra prima.

Sakura não entende, mas não tem tempo para perguntar pois a campainha é tocada.

—        Fique a vontade, já venho explicar onde estão as coisas.

—        Tá.

Sakura segue para a porta e destranca-a.

—        Nos ajude a trazer as coisas.

Ino entra sem pedir licença e a rosada deixa a casa se aproximando do carro de Tenten.

—        Trouxe várias coisas e temos apenas três horas para arrumar tudo.

—        Vamos conseguir.

Sakura as ajuda e não demora a Karin, Rika e Temari chegarem.

Uma festa requer mais pessoas, mas considerando que o chá de panelas, já aconteceu e que estava repleto de amigos da família ao quais Hinata não tem qualquer intimidade, Sakura preferiu deixar apenas pessoas com as quais a morena não teria vergonha de dançar poledance, por exemplo.

Está tudo uma loucura, risadas para cá gritos para lá, a sala de Sakura sequer consegue ser reconhecida tanto pelas inúmeras sacolas quanto pelos móveis faltando. Elas afastaram o sofá para dar mais espaço e colocaram uma mesa alugada no lugar da mesa de centro que já foi tirada do cômodo. Há alguns poufs em cor roxa e preta. A decoração de Tenten parece progredir aos poucos e, mesmo em toda a bagunça, já pode se ter uma noção de como as coisas estão.

O relógio mostra oito e quarenta e dois e Sakura as observa preocupada. Está quase tudo arrumado, mas ainda faltam algumas coisas.

—        Ei Saky, você precisa buscar a Hina. - Rika diz.

—        Mas ainda não terminamos.

—        Até você chegar isso aqui já vai estar um brinco. - Karin diz. - Agora vai logo.

—        Mas, vocês conseguem terminar?

—        Que pouca fé. - Ino resmunga.

Temari sorri para Sakura.

—        Vai lá, a gente se vira.

A rosada afirma em um aceno e deixa a sala indo para sua garagem, se afastando sem demora da casa.

 

Quando a casa de Hinata surge em seu campo de visão seus olhos procuram pelo relógio vendo-o marcar nove e oito. Assim que estaciona, a rosada deixa o carro caminhando até a porta da morena.

Sakura observa a madeira, ela pensou muito em uma maneira de convencer a Hyuuga a ir a sua casa, mas não conseguiu muitas desculpas plausíveis, então recorrerá ao bom e velho espairecer. Com isso em mente, toca a campainha.

Demora um pouco para que seja atendida e por isso, toca a campainha mais duas vezes. Por um momento ela se preocupa, Hinata devia estar em casa. Por isso pega seu celular e abre a janela de conversa com a morena.

*Hina, está em casa?*

A mensagem é enviada e recebida, mas não é visualizada, porém pouco tempo depois que envia a porta é aberta a sua frente.

—        Sakura?

Hinata a observa surpresa principalmente pelo fato de que a amiga raramente a visita sem avisar antes. Sakura percebe o cabelo da morena molhado e nota que acabou de sair do banho, por isso sente grande alivio, nem tudo está perdido.

—        Ocupada?

—        Ahn, não, não, entre.

Sakura entra e se encaminha para o sofá.

—        O que a trás aqui? Q-quero dizer, não que eu não goste da sua visita apenas...

Sakura ri.

—        Não se preocupe Hina, eu entendi.

—        Então?

A rosada suspira demonstrando cansaço e a morena se senta no sofá acompanhando-a.

—        Estou querendo dar uma volta, andar um pouco sabe. Queria fazer isso com todas, sei lá ir ao cinema, visitar o parque, mas as meninas estão ocupadas, então pensei em fazer isso só eu e você. O que me diz?

—        Nossa, isso é bem surpreendente.

—        O que? Não posso querer sair?

A morena ri da irritação da rosada.

—        Não é disso que estou falando, apenas que você está tão sobrecarregada que raramente tem disposição para sair.

—        Acho que é exatamente por isso que preciso tanto.

Hinata abre um sorriso singelo.

—        Se te ajudar, por que não?

—        Sabia que podia contar com você.

—        Sempre.

Hinata se ergue.

—        Vou só pegar minha bolsa.

—        Certo, te espero no carro.

Sakura segue para o carro e pega o celular desbloqueando-o e digita uma mensagem, primeiro para Naruto e em seguida a encaminha para o grupo.

*Já a estou levando para a minha casa.*

Não demora para Hinata deixar a casa e se sentar ao lado da rosada que não demora a pegar estrada.

—        Mas o que as meninas estão fazendo? Não sabia que estariam ocupadas hoje.

Sakura hesita.

—        Falei com Karin antes de vir para cá, ela me disse que tinha um encontro marcado, também disse que Tenten tem aula para dar hoje, Temari está cheia de trabalho e falei com Ino mais cedo, ela disse que tinha compromisso, não disse o que era apenas que tinha um.

—        Bom, ela realmente não é muito de dizer o que faz.

—        Sim, essa com certeza é ela.

—        Então, como vão indo as coisas com Itachi?

A rosada abre um belo sorriso.

—        Tivemos um encontro e foi incrível.

Hinata sorri ao ver o brilho no olhar da amiga.

—        Ele parece estar fazendo bem pra você.

—        Com certeza ele está. É estranho mas ultimamente sempre me pego pensando nele, também quero conversar com ele mais vezes, quero contar coisas fúteis e bobas, qualquer coisa é um motivo para falar com ele.

Hinata sorri ao ouvi-la.

—        Não é estranho, é amor.

Sakura se surpreende ao escutar a morena.

—        Não acho que seja tão forte assim, mas é alguma coisa.

—        Vai ver com o tempo que isso vai se intensificar cada vez mais até que se dê conta de que o ama.

Sakura pensa sobre isso e a morena presta atenção ao caminho ao qual elas seguem.

—        E onde vamos? Quer dizer esse é o caminho da sua casa.

—        Ah, sim, desculpe. - ela volta a prestar atenção em Hinata - Esqueci de avisar que tenho que dar uma passada em casa, vim direto do trabalho. Mas não vai demorar.

—        Tudo bem.

—        E como estão as coisas com Naruto?

—        Cansativas por causa do casamento, não estamos tão próximos por causa das tantas coisas que temos para fazer, mas ele sempre me liga e conversamos com tanta frequência que quase o sinto ao meu lado.

Sakura sorri, a afeição e carinho que Hinata e Naruto tem um pelo outro sempre foi fonte de admiração para a rosada e espera sinceramente vivenciar algo tão belo quanto.

—        Não se preocupe, terá uma longa lua de mel para compensar toda essa distância.

Hinata ri.

—        Sim, e mal espero por isso.

Sakura ri da amiga.

—        É, eu imagino.

Hinata desvia o olhar corada e a casa da rosada aparece a frente delas. A Haruno estaciona o carro em frente a sua garagem, não o guardará, afinal tem três carros lá dentro. Ela cedeu seu lugar para o carro de Karin já que seu carro ficará do lado de fora.

—        Vamos entrar, não vai demorar.

—        Tá.

Sakura abre o carro e desce, Hinata a acompanha e elas seguem para a porta principal.

—        Como foi a entrega do bolo hoje?

—        Boa, - Hinata sorri - eles são uns amores como sempre.

Sakura abre a porta adentrando a casa que tem tudo escuro sendo seguida da morena.

—        Não tem luz?

—        Estou com um problema elétrico, mas já resolvo.

Elas se dirigem para a sala e por um momento Hinata acha que a luminosidade vem da lua, mas logo se dá conta de que a luz é amarelada e não branca. Quando chegam à sala e Sakura liga a luz Hinata se surpreende levando as mãos aos lábios.

A sala está decorada puramente em roxo e preto, há um cabideiro repleto de boas de plumas e penas nesses dois tons, tendo apenas uma branca em destaque.

A mesa está repleta de arranjos de lisiantos mesclados entre roxo e branco, e rosas roxas, onde as flores têm penas negras envolvendo-as. Há ainda vários docinhos com formato de corset e um bolo de apenas duas camadas em branco, roxo e preto com uma bonequinha de pele clara, com cabelos negros idênticos aos de Hinata. Ela está sentada de pernas cruzadas, com uma lingerie branca, cinta-liga e salto na mesma cor.

Há velas espalhadas por todo lugar, cortinas em tecido roxo e lâmpadas brancas deixadas em locais estratégicos para iluminar o cômodo deixando-o com um tom púrpura que, unidos as várias meias finas e longos colares de pérolas espalhados pela sala, dão um toque sensual a sala da Haruno. Isso é intensificado pelo aroma que ronda o lugar, a morena consegue identificar o cheiro de jasmim. O aroma lhe é familiar, pois Ino a fez conhecê-lo, dizendo que era afrodisíaco.

—        Vamos fazer uma orgia aqui?

Hinata pergunta rindo.

—        Eu disse que essa garota não era tão comportada quanto parecia. - Ino aponta para a morena que ri ainda mais.

Os olhos perolados estão marejados.

—        Ah, por favor Hina, - Hanabi a abraça - deixe para chorar no seu casamento.

—        Está brincando? Esse é o momento perfeito para ela chorar, porque quando as brincadeiras começarem - Ino abre um belo sorriso malicioso - haverá muitas lágrimas.

Karin se aproxima de Sakura.

—        Tem certeza de que foi uma boa ideia deixá-las com as brincadeiras?

—        Agora é tarde demais.

—        Sakura sua mentirosa.

Hinata a observa e a rosada sorri.

—        Não foi mentira, eu disse que queria me divertir não foi? E que queria fazer isso com as minhas amigas.

—        E é isso o que vamos fazer aqui, - Ino se pronuncia - vamos começar essa festa.



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