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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 128


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Capítulo 128 - Capítulo 60 - ITACHI - A Inauguração


Amar pode curar
Amar pode consertar sua alma
E é a única coisa que eu sei

 

Nos dias que se passam, Sakura se dedica totalmente aos últimos estágios do vilarejo, isso por que a casa de Kotetsu e Izumi foi finalmente terminada. Ela não poderia estar mais feliz em entregar uma casa. O olhar que Izumi lhe lançava ao notar sua tristeza a irritava e muito, a morena parecia divertir-se com seu sofrimento e isso era frustrante.

Apesar de tudo, isso agora fica para trás, afinal está conseguindo terminar seu maior projeto até agora. E isso a deixa bastante contente, uma sensação que sente mais vezes principalmente depois do fim de semana com seus amigos, eles são muito bons em mantê-la distraída e ela é grata por isso. Parte da responsável por ela se encontrar dessa forma, no entanto, foi a conversa que teve com Itachi. Ainda que Sakura não se dê conta desse fato ela precisava falar com ele, precisava ouvi-lo, mesmo que não quisesse.

Antes de ligar o carro e deixar sua casa, os olhos da Haruno se voltam ao celular percebendo que não há novas mensagens ou ligações do moreno. Depois daquela noite, ele também não voltou a procurá-la nem em seu trabalho nem em sua casa e, ainda que não admita nem mesmo para si própria, alguma parte de seu coração dói ao lembrar disso. Afastando esse sentimento incômodo, ela se afasta de casa seguindo para o vilarejo.

Naquela noite Sakura ouviu as mensagens e a caixa postal. As palavras que ouviu não foram muito diferentes das ditas pessoalmente, tanto no correio de voz quanto nos áudios ele repetiu tantas vezes que a amava que ela não tem mais tanta certeza de que foi apenas uma aposta.

Nesse momento não há mais dor por causa do que ele fez como antes, talvez raiva por ele ter mentido ou ressentimento por ter sido enganada, mas não dor, não mais. Ao menos não aquela dor.

Agora com seus pensamentos organizados e seu coração mais tranquilo a única coisa que sente ao se lembrar do Uchiha é saudade. Ela se nega a admitir, mas deseja vê-lo, quer sentir o gosto do seu beijo outra vez, quer poder focar naqueles olhos profundos que tanto a atraem, quer emaranhar seus dedos nos fios negros aos quais tanto adora, anseia ouvir o tom rouco de sua voz ao gemer seu nome e o belo som de sua risada, e mais que tudo quer ouvi-lo sussurrar que a ama. Sakura já não se lembra da dor da mentira porque a dor da saudade a supera.

Ainda assim, ela não admite esse fato e mantém seu foco no que consegue entender e controlar, a obra do vilarejo.

Não demora para a Haruno chegar ao vilarejo e percebe o quão movimentado o lugar está. Não a toa afinal a inauguração acontece no próximo sábado.

Caminhando pelo lugar, Sakura conversa com os trabalhadores e avalia seu projeto. Dando-o como finalizado assim que sua ronda termina.

Ela segue para o hospital para finalmente ver a paisagem a qual os quartos do prédio escondem. Afinal, ainda não teve a oportunidade de admirar essa parte do seu trabalho.

Como se o universo quisesse relembra-la de como tudo começou ao focar o olhar no elevador, vê um belo moreno dentro dele. Dessa vez, diferente de semanas atrás, Sasuke segura o elevador e Sakura não demora a entrar nele.

Há silêncio por alguns poucos segundos, mas a voz baixa da rosada logo se faz ser ouvida.

—        Parece que aprendeu desde a última vez.

As orbes negras a observam sem entender ao que ela se refere, mas os olhos esverdeados permanecem focados no aço frio da porta a sua frente.

—        Aprendi?

Sakura se vira observando-o.

—        Segurou a porta pra mim dessa vez.

As portas se abrem antes que ele encontre uma resposta e Sakura é a primeira a sair. Ainda que esse não seja o andar no qual ia descer, ele a segue e logo os dois estão dentro de um dos quartos do segundo andar do hospital.

Sasuke não diz nada, isso porque seu olhar está focado na janela, mais especificamente na paisagem a qual ela lhe mostra.

Uma grande área verde da propriedade de sua família pode ser vista a qual sabe que corre por vários e vários quilômetros, há também o rio Naka, ao qual sempre visitou. Mas ainda que essa seja realmente uma bela paisagem, algo mais pode ser visto.

O vento em forma de brisa, passa pela janela aberta e adentra o lugar trazendo o ar puro do bosque para o cômodo, fazendo fios rosados dançarem pelo ar.

O Uchiha não pode negar que essa paisagem, por completo, o que inclui a encantadora flor de cerejeira, é simplesmente deslumbrante. E seu peito dói um pouco ao se lembrar que o coração dela já tem dono.

Em alguns passos, ele se põe ao lado dela e ambos observam a paisagem a frente.

—        Tinha razão quanto a fazer o hospital aqui.

—        Eu sempre tenho razão.

O sorriso volta ao rosto do moreno e há algum tempo de completo silêncio.

Quando algum som é ouvido novamente, se trata de uma baixa voz a qual, se ouvida com atenção, pode-se notar um pouco de irritação.

—        Vocês foram completos idiotas quando fizeram essa aposta.

—        Com certeza.

—        E espero que isso não se repita outra vez.

—        Nunca mais.

Os olhos jade se voltam para o belo moreno ao seu lado e se mantêm assim por algum tempo, o que faz com que Sasuke volte seu olhar para ela também.

—        O que foi?

—        Estou pensando se te dou um soco.

Ouvi-la o surpreende, mas sem hesitação Sasuke vira seu corpo e com um passo se coloca em frente a ela.

—        O que está fazendo?

—        Se isso te ajudar a me perdoar posso aguentar um soco.

Sakura se surpreende, mas logo desvia o olhar.

—        Você iria pro hospital se eu te batesse estando irritada.

Ele sorri triunfante, afinal a rosada desistiu do soco, isso significa que já não está tão irritada como quer que ele acredite.

—        Sakura - ela volta a olhar para ele. - Acho que devo dizer isso de uma vez e ter uma resposta pra que possa seguir em frente.

Os olhos jade se atentam ao moreno e ela teme as próximas palavras, parte porque sabe o que está prestes a dizer e parte por causa da expressão séria que ele leva no rosto.

—        Estou apaixonado por você.

Os lábios finos se entreabrem um pouco. O moreno já havia dito antes que achava que se sentia assim em relação a ela, mas não deu uma certeza. Além disso, escolheu dizer isso nesse momento pois espera por uma resposta.

        Como eu disse, - ele continua - você é importante para mim. Muito mais do que eu gostaria na verdade, mas o que posso fazer?

Ele dá de ombros, mas suas orbes negras não se desviam do rosto dela e os lábios entreabertos o fazem focar um pouco mais nesse detalhe fazendo-o perceber que, mesmo que deteste admitir, gostaria de sentir o gosto dela.

Sakura permanece em silêncio por algum tempo tentando absorver tudo, ainda não é fácil ouvi-lo dizer que se apaixonou, até então Uchiha Sasuke apaixonado era uma coisa inimaginável.

Pensar nisso faz a rosada se lembrar de Itachi, ele também não é alguém que se apaixona, não é alguém que ama.

Respirando fundo e com seus olhos fixos sobre ele, a Haruno volta a falar em um tom mais suave do que qualquer um ao qual o Sasuke já ouviu.

        Me sinto lisonjeada por ouvir isso, mas não posso retribuir seus sentimentos.

        É, eu sei. - ele suspira - Ainda assim tinha que dizer. Principalmente agora que ainda não perdoou o Itachi.

Sakura se surpreende com o que ouve.

        Sei que pode parecer covarde dizer isso em um momento desses, mas não dizem que no amor e na guerra vale tudo?

Ele vira o rosto e, com um sorriso de canto, dá de ombros.

        Quem sabe você o troca por mim.

Sakura consegue abrir um pequeno sorriso.

        Não daríamos certo, acabaríamos nos matando.

O moreno sorri ao ouvi-la.

        Provavelmente.

O sorriso se desfaz aos poucos e ele deixa um suspiro escapar.

        Bom, preciso ir, ainda tenho coisas a fazer.

Ele se afasta e a rosada o acompanha com o olhar. Antes de chegar até a porta porém, o moreno para e volta seu olhar para observar a Haruno.

        A oferta ainda está de pé, se cansar do Itachi, sabe onde me procurar.

        Sinto muito Sasuke.

        Não se desculpe, não é necessário. Além disso, vou te superar. Sabe como sou, um bom partido nunca fica sozinho.

Sakura não consegue evitar um sorriso e logo o vê deixar o lugar. Um pouco pensativa pela situação, ela volta a observar o bosque, mas não demora para também deixar o lugar, saindo do prédio e seguindo para o carro a caminho de casa.

 

O dia da inauguração finalmente está aí e a rosada está bastante ansiosa. Ao observar toda a movimentação Sakura sorri satisfeita. Isso porque os sorrisos são evidentes no rosto de todos, mas principalmente no rosto das crianças.

Depois de passar algum tempo observando as crianças, Sakura se afasta de onde está afinal tem coisas a fazer, como participar da coletiva de imprensa montada na praça central.

Por um momento ela apenas observa dos bastidores. Os Senju Hashirama e Tobirama estão ali ao lado de Uchiha Madara e Fugaku. O mais contente dali parece ser Hashirama, mas por alguma razão, a rosada tem a impressão de que Madara também está contente com tudo.

—        Foi um trabalho muito bom o que fizemos aqui.

Sakura olha para o lado ao ouvir a voz de Sasuke e o vê se aproximar. Ela se lembra do que ele disse, sobre estar apaixonado e desvia o olhar sem demora.

—        S-sim, ficou muito bom mesmo.

Um sorriso se forma no rosto do moreno, pois ao que parece ela está sem graça por causa da declaração, isso faz com que a raiva não esteja tão presente o que dá a ele um alívio enorme.

—        Eu gostaria de chamar agora, - Hashirama chama a atenção deles - as duas pessoas que foram responsáveis por tudo isso, Uchiha Sasuke e Haruno Sakura.

Ambos se surpreendem ao ouvir o Senju e os olhares se voltam para o engenheiro e a arquiteta.

—        Acho que não vão parar de olhar até que subamos no palco.

—        Sim, acho que tem razão.

Ainda hesitante, a rosada dá o primeiro passo e é acompanhada por Sasuke. Os dois sobem no pequeno palco se aproximando dos quatro homens mais poderosos de Konoha.

Quando estão perto de Hashirama, o Senju estende o microfone a Sakura que o pega hesitante. Ela não estava preparada para um discurso, não imaginou que isso aconteceria então foi pega de surpresa.

Depois de respirar fundo para criar coragem, foca na plateia de repórteres e civis. Ela nunca foi de falar bem em público e realmente não gosta disso, mas ao focar em Itachi que leva um sorriso no rosto ao observa-la seu coração falha algumas batidas.

O que ele está fazendo aqui?

No mesmo instante ela percebe que essa é uma pergunta idiota, isso é uma inauguração Uchiha onde o tio dele é o principal responsável, é claro que ele estaria ali.

Com os olhares sobre si, Sakura fecha os olhos e respira fundo mais uma vez e para sua surpresa ao focar novamente sobre o primogênito Uchiha um impulso de coragem a envolve e é isso que a faz focar nas outras pessoas e falar.

—        Quando soube desse projeto fiquei muito animada, - ela começa - tanto pelo desafio quanto pelo que esse lugar proporcionaria as crianças. Convivo com essas crianças a alguns anos, sei que ter um lugar como esse vai alegrá-las imensamente. Por isso agradeço aos senhores Madara e Hashirama por me darem a oportunidade de participar de um projeto tão bonito quanto esse, além de agradecer ao Sasuke e a todos que se esforçaram para tornar mais esse projeto uma realidade.

Há aplausos e a rosada estende o microfone a Sasuke, mas o moreno balança a cabeça em negativa.

        Você falou o que precisava.

A rosada então entrega o microfone a Uchiha Madara.

        Vocês fizeram um excelente trabalho, parabéns aos dois.

Sakura sente seu rosto corar, não entende bem o motivo por isso. Talvez porque Uchiha Madara seja um homem importante e ter seu reconhecimento é uma coisa e tanto.

        Obrigada senhor.

Ele volta a atenção a Hashirama entregando o microfone e o Senju retoma a palavra.

Sakura desce do palco pronta para se afastar dessa multidão de repórteres e civis, mas sente alguém segurar seu pulso isso a faz virar e ver Sasuke que logo a solta.

        Eu quero agradecer.

A rosada se surpreende com o que ouve, não consegue pensar em nenhum motivo que faça o moreno agradecê-la.

        Agradecer? Pelo quê?

        Não só você, todos da Construtora Senju. Não sei se já disse antes, mas vocês mudaram minha forma de pensar e agir, me fizeram melhorar como profissional e como pessoa. Você principalmente, não é todo dia que alguém me desafia.

Ela não consegue evitar recordar da aposta e o moreno parece perceber isso.

        Desculpe, escolha errada de palavras. Enfim, você ser determinada me ajudou a melhorar então obrigado por isso.

        Não precisa me agradecer. Fomos colegas de trabalho e bom, talvez ainda sejamos amigos, então fico feliz em ter te ajudado.

O moreno sorri e a rosada dá um passo atrás.

        Agora vou apreciar um pouco mais nosso trabalho, até mais Sasuke.

        Ahn, - ele dá um passo hesitante, mas não se aproxima mais - tchau.

Sakura se afasta do moreno passando pela pequena multidão que ainda presta atenção em algumas palavras de Hashirama. Ele diz algo sobre a escola do vilarejo. A Haruno não se atenta muito a isso, apenas se desvia de algumas pessoas seguindo para uma parte menos movimentada ou qualquer lugar que a deixe longe de Itachi.

Sakura não pode negar o quanto sente falta dele, não consegue evitar desejar tê-lo por perto outra vez, mas como ela pode confiar em alguém que mentiu para ela? Não deve fazer isso não é?

Nesse momento, não são mais sentimentos de tristeza ou dor que a impedem de pular nos braços do homem que ama, mas sua pura e simples covardia.

Sakura nunca se viu como alguém covarde, mas ela sente toda essa covardia nesse instante, sente o medo de ceder a ele mais uma vez e se machucar tanto ou mais do que aconteceu. Ela não quer arriscar sofrer daquele jeito de novo, mas sente tanta falta dele.

        Um ótimo trabalho, nada menos do que eu esperava de você.

Sakura sente um arrepio cálido correr seu corpo no momento em que a voz do moreno alcança seus ouvidos, e seu coração falha algumas batidas. Hesitante, Sakura se vira e o vê parado próximo a ela.

        Desculpe, prometi ser paciente mas não consegui não me aproximar de você.

A rosada permanece em silêncio apenas com as belas jades focadas sobre ele. Itachi foca seu olhar na bela mulher a sua frente, ele sente tanta falta dela que sequer poderia descrever. Ele quer tanto beija-la nesse instante que chega a ser sufocante

        As crianças parecem felizes com o que fez aqui.

Virando o corpo para uma direção diferente, o olhar dele se desvia do dela por um instante focando-se nas crianças ao longe que brincam felizes com os brinquedos com os quais não estão acostumadas.

—        Não fiz nada sozinha, muita gente ajudou. - ela diz por fim também voltando seu olhar para as crianças.

Com o canto dos olhos ele dá uma olhada rápida na bela mulher ao seu lado. Ele sentia falta de ouvir sua voz e isso é apenas uma das coisas que mais sente falta. Os olhos ônix finalmente se focam atentamente sobre ela quando ele se vira em sua direção.

        Nunca pensei que alguém pudesse fazer tanta falta.

Surpresa ela vota a focar sobre ele e sente mais algumas batidas falharem, do jeito que a coisa segue terá sérios problemas cardíacos.

        Desculpe por isso também, - ele continua - não quero te pressionar nem nada assim mas… Realmente sinto sua falta.

Os olhos ônix estão atentos às belas jades que logo são desviadas. Sakura não dá uma resposta ao moreno, mas mesmo que se negue a admitir concorda com o que ouviu. Ela também sente falta dele, sente falta de quão próximos eles eram, de como ele era bom em saber o que ela pensava antes mesmo que uma palavra fosse dita, sente saudade de rir com ele, de se aninhar em seu peito ao dormir. Sakura sente tanta falta dos seus beijos, dos seus toques, de como ele a fazia sentir-se inteira, completa. Mas mais do que qualquer outra coisa, ela sente saudade de ouvi-lo dizer que a ama, sente saudade do olhar que ele leva nessas profundas orbes negras quando diz isso. Ela sente falta do homem que amou cada pedaço do seu corpo, mas que amou sua personalidade, seu jeito de ser, ela sente falta do homem que a ensinou o que é amar e isso a corrói por dentro porque ela quer estar com ele mais uma vez, mais do que quis qualquer coisa em sua vida.

        Bom, eu preciso te deixar apreciar seu trabalho e também tenho o meu pra fazer então…

Observando-a uma última vez antes de se afastar, o moreno suspira se virando, mas assim que dá seu primeiro passo é impedido de continuar pois a sente segurar sua camisa.

O gesto o surpreende e o faz observa-la por cima do ombro vendo seu rosto abaixado.

—        Eu… eu ainda te amo Itachi.

Um baixo sussurro escapa dos finos lábios e o Uchiha sente seu coração parar por um segundo.

—        Eu… eu quero acreditar em você, - ela continua - quero confiar que vai fazer certo dessa vez, mas eu tenho medo.

Sakura aperta o tecido que tem em sua mão e ele sente isso, da mesma forma, Itachi consegue perceber a hesitação na voz embargada da bela mulher que não é capaz de lhe olhar nos olhos.

—        Sinto que se eu quebrar de novo, não vou conseguir me recuperar.

Itachi se vira segurando a mão que o impediu de seguir e se coloca à frente dela. Com um toque suave seu indicador se coloca abaixo do queixo dela erguendo-a e fazendo-a finalmente olha-lo nos olhos.

Itachi sentiu tanta saudade dessas belas jades e da imensidão de sentimentos que podem expressar. Esse provavelmente é o detalhe dela que ele mais ama. Sim, ela tem um belo corpo e um sorriso irresistível, mas foi esse olhar que o encantou e ele nunca mais pretende deixar que o brilho dele se perca.

—        Eu nunca mais cometerei um erro desses de novo.

Sakura mais uma vez pode ver a sinceridade através desses olhos sedutores e mesmo que tentasse não poderia não acreditar nele nesse instante.

—        Por favor, - ela sussurra para o vento - não quebre essa promessa.

Um pequeno sorriso é aberto pelo Uchiha, uma de suas mãos segura o rosto da rosada e tocando sua fronte à dela, ele aproxima seus rostos sentindo mais uma vez o doce aroma da flor de cerejeira. Sakura também pode sentir o agradável aroma que exala dele, seus olhos se fecham enquanto aprecia esse cheiro, o aroma dele. Tendo seus rostos tão próximos a respiração de ambos se entrelaça e o hálito cálido do moreno deixa seus lábios acariciando a pele dela quando ele sussurra.

—        Você realmente tem problemas com as minhas promessas, não é?

Os olhos jade se abrem e se focam nas orbes negras enquanto ela afasta um pouco seus rostos. Nesse momento ela gostaria de sentir apenas a imensa felicidade que apenas ele foi capaz de fazê-la sentir antes, mas ainda há um traço do medo de se decepcionar, de se machucar, de quebrar.

Uma vez mais o moreno consegue lê-la como a um livro aberto, esse provavelmente é um dom que ele tem ao qual simplesmente adora.

—        Eu prometo, nunca mais vou cometer uma idiotice dessas. Vou fazer o meu melhor e tentar tudo o que estiver ao meu alcance para te fazer feliz, para que não se machuque outra vez.

—        É, você foi um idiota.

—        Eu sei.

—        E um babaca.

—        Sim, também sei disso. Mas esse idiota babaca está arrependido por não ter sido corajoso o suficiente para tentar me aproximar de você antes de uma aposta estúpida. Consegue me perdoar?

Um pequeno sorriso se forma nos lábios finos da Haruno.

—        Não me lembro de ter visto uma cesta de chocolates.

O sorriso dele aumenta, envolvendo-a pela cintura ele a ergue do chão fazendo-a rir. E, com os braços ao redor pescoço dele Sakura se aproxima e o beija.

Itachi volta a descê-la e seus olhos a observam com o mesmo brilho que Sakura notou na primeira vez que ficaram juntos. Naquele momento a Haruno não tinha ideia do que aquele olhar significava, mas agora sabe que nunca vai esquecer seu significado.

—        Eu amo você Sakura, tudo em você. Te amo mais do que pensei ser possível, mais até que a mim mesmo e vou mostrar que estou sendo sincero, vou mostrar que não são apenas palavras.

Os olhos dela ainda se atentam às orbes negras, mas logo descem para os lábios dele aos quais acaricia.

 —       Sabia que você tem uma mania?

Itachi a observa sem entender, mas permanece em silêncio esperando-a continuar.

—        Quando mente seu tom de voz muda, é quase imperceptível, mas eu consigo notar.

Os olhos dela se erguem.

—        Algumas vezes você desvia o olhar, em outras os músculos do seu pescoço ficam tensos. - os dedos acariciam a curva do pescoço dele - Você na verdade fica tenso mais vezes que uma pessoa normal. Ah, e algumas vezes franze a testa.

Mais uma vez os olhos esverdeados se voltam aos dele e ela para com as carícias.

—        Mas não importa o que faça, sempre que mente seu tom de voz muda. Eu sabia que quando disse que confiava em mim na primeira vez que brigamos estava mentindo, talvez não pra mim, mas você não acreditava no que dizia. Por isso eu não conseguia falar com você naquele momento.

—        Me desculpe eu…

Sakura o impede de continuar ao tocar seus lábios.

—        É por isso que também sabia, mesmo que não o estivesse olhando nos olhos, que na madrugada do casamento quando se desculpou estava sendo sincero. Se tivesse me concentrado um pouco provavelmente saberia que estava sendo sincero desde o dia em que descobri sobre a aposta, mas estava muito abalada para perceber. Acho que foi por isso que não quis ouvir suas mensagens, por isso não queria te ver.

Os dedos delicados afastam alguns fios dos cabelos negros enquanto seu olhar permanece fixo nesse oceano embriagante no qual ela não se importa em se perder.

—        Você não consegue mentir pra mim, nem que tente muito. - um pequeno sorriso se forma nos lábios rosados - É por isso que sei que sua promessa foi sincera.

Mesmo que o mais atento dos funcionários ou visitantes dali tentasse não conseguiria entender o que deixou os lábios rosados naquele instante, apenas o primogênito Uchiha foi capaz de ouvir aquele sussurro que apenas reforçava a declaração presente nos olhos de íris esverdeadas.

—        E eu amo você Itachi, mais do que uma pessoa poderia amar outra. E é por isso que estou confiando em você. Cuide bem de mim.

Itachi toca o rosto de Sakura e acaricia seus lábios com o olhar atento nas belas íris jade.

—        Eu vou.



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