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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 134


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Capítulo 134 - Capítulo 35 - GAARA - Encontro


Assim que chega em casa Sakura deita na cama pensativa. Até aquela noite não havia percebido que Itachi havia se tornado um amigo tão importante para ela, mas agora sabe que o moreno é tão importante que a fez parar para pensar no que ele lhe confessou. Isso mostra que ela não quer machuca-lo e que quer ter uma resposta sincera quando o encontrar novamente.

Um longo suspiro deixa seus lábios e ela se ergue para se aprontar para dormir.

Quando volta para a cama ainda está pensativa, isso porque não foi apenas sobre o Uchiha que pensou, afinal ainda há Lee, sem contar que tem que esclarecer as coisas com Sasori. Ela solta outro longo suspiro.

Como disse a Ino algumas horas antes, não sente saudades do Lee como deveria se tivesse desenvolvido sentimentos pelo rapaz, mas a ideia de machuca-lo aperta seu peito. Sobre Sasori ela ainda está em dúvidas sobre a crise de ciúmes que Deidara disse se tratar, por isso deve deixar tudo em pratos limpos e por isso deve dar uma resposta a todos eles.

Um último suspiro dança pelo quarto e, cansada de tanto pensar, acaba por cai no sono.

 

O dia seguinte não é um dos melhores. Ela acorda com uma dor de cabeça infernal e só quer fugir de tudo. Nesse momento, observa atentamente a tela de seu celular.

*Oi Sakura, voltei finalmente. Aquele encontro pode ser hoje?* - Lee.

*Conseguiu descansar? Fiquei preocupado.* - Sasori.

Sakura afunda o rosto no travesseiro por um momento e depois volta a olhar para o celular.

—        Não posso dar um fora neles por mensagem, além disso prometi um segundo encontro ao Lee.

Seus olhos se fixam na janela de Gaara e a fazem lembrar da ligação. Com tudo o que passou na noite anterior, tinha se esquecido completamente que tinha um encontro com ele hoje.

Ela deixa o celular de lado por um momento e respira fundo. Esse encontro será o primeiro que ela irá ciente de que tem algum tipo de sentimento pelo ruivo e terá que descobrir se é apenas um sentimento de amizade ou se tem algo mais.

Depois de se recuperar de seu momento de reflexão, a rosada volta a pegar o celular e digita a resposta a eles.

*Desculpe Lee, tenho compromisso hoje, não podemos nos ver. Pode ser uma outra hora, queria conversar com você.* - Enviar para Lee.

*Estou melhor, mais descansada, digo. Tenho compromisso para hoje, mas preciso muito falar com você, pode ser quando eu estiver livre?* - Enviar para Sasori.

Com um suspiro ela espera pelas respostas .

*Bom, não têm problema, não podia saber que eu voltaria hoje.* - Lee.

*E sobre o que se trata?* - Sasori

*Obrigada, quando tiver livre eu te aviso.* - Enviar para Lee.

*Não dá pra falar sobre isso por mensagem, assim que tiver tempo livre eu falo.* - Enviar para Sasori.

Sakura suspira. Bom, acho que tenho que me arrumar para um encontro.

 

 

Sakura sai do banho e percebe algo que até o segundo anterior não tinha se dado conta, ela não perguntou o que tinha que vestir.

Com isso em mente, procura pelo celular e, assim que encontra o contato do ruivo, inicia a ligação colocando-a no viva voz e deixando o celular na cama.

*Sim.*

—        Ahn, oi.

A voz da Haruno sai acanhada ao relembrar a conclusão de sua conversa com as amigas na noite anterior.

*Isso é uma voz de desanimo?*

—        Não, não. - ela diz depressa - Pelo contrário.

*Então ligou para tentar extrair informações minhas.*

Sakura ri.

—        É quase isso, não me disse que tipo de roupa tenho que usar.

Ele se silencia por um tempo.

*Coloque roupas leves. Ah, leve roupa de banho também.*

—        Então vamos nadar.

*Podemos dizer isso.*

Sakura fica curiosa ao ouvir a resposta do ruivo, mas sabe que é inútil tentar extrair informações dele.

*É isso? Não vai perguntar mais nada?*

Ela se surpreende com a pergunta, mas sorri.

—   Sei que não vai me dar nenhuma informação útil então não há necessidade.

Ela ouve uma risada.

*Acho que tem razão. Te busco em uma hora.*

—   Estarei esperando.

 

Depois de se arrumar, ela organiza uma pequena mala, quase uma bolsa  com o básico de acordo com o que Gaara lhe disse. Apesar de ter se virado bem, isso não foi nada fácil considerando que não sabe onde irão. Quando tem sua mala pronta, a rosada segue para a sala a espera do ruivo.

Sakura está ansiosa por esse encontro, é sempre assim com Gaara, mesmo que não saiba como será sempre se surpreende e no fim do dia está com um sorriso no rosto relembrando os momentos que passou com o Sabaku. Ela sabe que dessa vez não será diferente.

Enquanto espera por sua carona, remexe no celular revezando entre suas redes sociais.

Sua distração não dura tanto pois o toque da campainha é ouvido e um belo sorriso se forma fazendo-a se erguer depressa. Levando a pequena mala consigo, segue para a porta, a qual é aberta sem demora, fazendo um belo ruivo surgir diante dos olhos da rosada.

—        Linda como sempre.

Sakura abre um pequeno sorriso.

—        Obrigada.

—   Pronta?

—   Sim.

Ele dá um passo atrás ao vê-la sair e estende a mão pedindo a mala.

—   Obrigada.

Assim que entrega a mala a Haruno tranca a porta. Os dois seguem para o carro dele e a casa logo fica para trás.

—   Nunca imaginei que fosse tão difícil escolher roupas.

—   Por que?

—   Porque não tinha ideia de onde íamos.

Ele ri.

—   É assim que as surpresas funcionam.

—   Eu gosto de surpresas, mas pelas que estou preparada.

—   Se você está preparada não é surpresa.

Ele está certo, ela sabe, mas ainda assim prefere estar sempre preparada.

—   Talvez, - ela diz - mas como eu disse, gosto de estar pronta para qualquer coisa.

—   Então acho que não lida bem com surpresas.

—   Parece contraditório, eu sei. Amo ser surpreendida, sinceramente, desde que eu não saiba o que está acontecendo, caso contrário fico ansiosa e aí surge esse meu lado meio paranoico.

Ele ri.

—   Você gosta de ter controle sobre tudo, não é?

—   Não sobre tudo, - ela diz sem graça - ninguém tem controle sobre tudo.

Ele ri um pouco mais.

—   Mas você tenta.

—   Não pode me julgar, você é advogado seu trabalho é estar preparado para tudo. Você tem que ter controle do seu caso para ganhá-lo.

—   Não estou te julgando, longe disso. Essa é uma característica de mulheres fortes, gosto de mulheres fortes.

Ouvi-lo surpreende a rosada e a faz desviar o olhar, focando nas árvores que passam rapidamente por seus olhos.

—   Acho que daria uma boa advogada.

A frase a surpreende, arrancando uma bela risada e fazendo seus olhos se voltarem ao ruivo.

—   Eu, definitivamente, não daria certo como advogada.

—   Por que pensa assim?

—   Vocês nunca podem ter certeza se poderão ajudar seus clientes, muitas vezes podem perder o caso e mesmo que percam se recuperam e seguem para outro. Eu nunca saberia fazer isso, não sou forte assim.

Um pequeno sorriso adorna os lábios do Sabaku.

—   Pois eu discordo. - os belos olhos jade o observam - Você é uma mulher de opinião forte, é determinada e se esforça o máximo que pode. Você realmente ama seu trabalho, isso é um requisito básico para qualquer profissão, claro, mas a forma como coloca os conhecimentos que obteve na faculdade de direito em prática, só prospera se se dedicar dessa forma, apenas se amar a profissão. Os melhores advogados, tem as mesmas características que você tem, é por isso que acredito que seria uma advogada e tanto.

Os lábios rosados se entreabrem levemente e ela pisca surpresa. O ruivo nota como suas palavras a deixaram.

—   Sei que nos conhecemos a pouco tempo, mas acho que te conheço o suficiente para poder pensar assim.

Os olhos jade encaminham-se a qualquer lugar longe dos olhos do ruivo e terminam focados na estrada a frente. Sakura não sabe o que dizer, não pensou que ele a conhecesse tão bem.

A curva de estrada a faz perceber que já estão perto do mar, de onde estão, ela pode ver a praia ao longe e isso afasta seus pensamentos da conversa recente.

Então ele ia mesmo me trazer para a praia.

Sakura faz um inventário mental de tudo o que trouxe, dois biquínis, saída de praia, protetor solar, hidratante, desodorante, chinelos e uma toalha. Três peças de roupas, entre elas um lindo vestido rodado e, por fim, mas não menos importante, seu carregador celular. Além claro, de maquiagem e documentos.

Ela está preparada, mesmo que esfrie afinal entre as peças de roupa tem um lindo xale.

O ruivo a observa e a vê perdida em seus próprios pensamentos, a expressão em seu rosto é linda e por isso ele sequer se incomoda com o silêncio que ronda o carro.

Até esse instante, Sakura acreditava que estavam indo para a praia, mas quando a areia e o mar surgem em seu campo de visão, percebe que o ruivo se direciona a um caminho diferente do que os levaria para lá.

Nesse instante, a praia corre em paralelo ao carro e ela pode ver, ainda que ao longe, as pessoas na areia e os carros parados a metros do mar.

Gaara se afasta um pouco mais do estacionamento da praia dando a certeza para Sakura de que não é esse o caminho que irão seguir e isso a deixa ainda mais curiosa.

O toque do celular da rosada a faz pegar sua bolsa para procurar pelo celular.

*Estamos adorando isso aqui, tudo é lindo e inesquecível. Vou levar várias lembrancinhas e quando chegar vou fazer um álbum de fotografias.*

A rosada abre um belo sorriso ao ler a mensagem da mãe e a responde sem demora.

*Fico feliz, aproveitem bastante.*

*Já estamos. E você aproveite esse domingo lindo para me dar netos.*

Sakura revira os olhos, mas não pode evitar pensar nessa possibilidade. Não em ter filhos, mas em ficar com o ruivo.

*Tchau mamãe.*

 Não há resposta, então ela volta a guardar o celular em sua bolsa.

Quando se afastam da tela do celular e se focam na estrada a sua frente, os belos olhos da Haruno se arregalam pela surpresa.

Gaara não demora a estacionar e o faz a alguns metros do mar, não há praia visível, apenas água. Água e vários, e vários iates atracados.

Os lábios da rosada se entreabrem, eles vão navegar.

Gaara percebe a expressão que a rosada leva e abre um pequeno sorriso.

—   Surpresa?

Os olhos verdes piscam e voltam a focar-se nele. Sakura ainda leva algum tempo para conseguir responder e o sorriso dele apenas aumenta.

—   É só isso que você faz. Me surpreender.

—   Que bom que ainda consigo. Vamos?

—   Ahn, sim.

Eles deixam o carro, Sakura leva sua bolsa enquanto Gaara carrega a pequena mala. Seus passos seguem e apenas o som do vento e dos pássaros os cercam, enquanto os olhos curiosos da Haruno correm entre as embarcações.

Os corredores da marina se prolongam como capilares de um vaso e seguem até onde suas vistas alcançam.

O olhar encantado da rosada impede que o sorriso deixe os lábios do ruivo.

—   É a primeira vez que vem a uma marina?

Sakura não é familiarizada com nomes, mas deduz se tratar do lugar então apenas ri.

—   É tão óbvio assim?

Ele deixa uma risada escapar.

—   Um pouco.

—   O mais próximo que cheguei de um desses foi assistindo televisão. Eles são muito bonitos.

—   Concordo.

Eles caminham pelo corredor primário, a admiração da rosada aumenta um pouco mais a cada segundo pela beleza dessas embarcações e ela nota que a maioria dos barcos atracados custariam o valor de sua casa, se não todos.

—   Então, você é um grande advogado, cozinha bem, acampa, é um paraquedista e agora descubro que também navega. Tem algo que não possa fazer?

—   Karaokê - ele diz em uma risada - Tenho sérios problemas com isso, não sou nem um pouco bom.

Ela ri.

—   Está aí uma coisa que eu gostaria de ver.

—   Por favor não, ou você fica surda ou não vai querer mais olhar pra mim.

Ela ri mais um pouco.

—   Não se preocupe, não ligo se não for bom.

Ele sorri pelo olhar carinhoso que ela leva e, percebendo onde se encontram, para de andar.

—   Chegamos.

Ao ver o iate a rosada se surpreende um pouco mais. Sakura não conhece muito sobre o assunto, mas é óbvio que essa é uma embarcação de luxo.

Gaara observa o iate a sua frente, vê-lo o faz sorrir, pois se lembra do tempo em que navegava nele e, ao olhar para a rosada e ver a expressão em seu rosto, seu sorriso aumenta um pouco mais.

Os lábios entreabertos da Haruno denunciam sua impressão ao ver a embarcação a sua frente. Não a toa, afinal, como disse, nunca pensou que o ruivo soubesse navegar, então um passeio em um iate era a última coisa que imaginava fazer hoje.

—        Você não tem enjoo em barcos, tem?

Ela o observa ainda boquiaberta e de olhos levemente arregalados. Ouvi-lo a faz piscar algumas vezes e recuperar sua voz.

—        Ahn, não, não.

—        Que bom.

Ele sobe no iate e estende a mão a ela. Não demora para que Sakura segure sua mão e suba a bordo.

—        Isso é, uau.

Ele ri.

—        Fico feliz por impressionar.

—        Aparentemente é um dom que você tem.

Ele sorri.

—        O que acha de conhecê-la um pouco?

—        Ela?

—        Sim, Yume. Minha mãe a nomeou.

Sakura sorri ao imaginar como a mãe dele gostava desse iate.

—        Então? Quer conhecê-la?

—        Quero.

Ele sorri.

—        Então vamos.

Ele segue e eles sobem para a popa deixando a plataforma para trás. A surpresa da rosada aumenta um pouco mais a cada segundo, mas isso já não é uma novidade já que é o que acontece desde que desceu do carro.

Há um espaço gourmet devidamente organizado e limpo, os estofados em tons que variam entre branco e bege tem um destaque em contraste com os tecidos e objetos azuis que se encontram à mesa.

Ela para de caminhar admirando um pouco esse pedaço da embarcação.

—        Deve ser incrível tomar café da manhã com o nascer do sol.

—        Ou um jantar a luz das estrelas.

Ele complementa e ela percebe que o toldo que recobre a área está aberto permitindo que o céu seja visto perfeitamente. Não há dúvidas que as estrelas poderiam servir muito bem de iluminação para um jantar.

—        Nossa.

É apenas o que ela consegue dizer.

—        Esse iate tem mais coisas do que realmente uso. - ele confessa - Mas preciso admitir que muitas das coisas aqui são do meu agrado.

—        Ele é lindo em uma escala que nem sei numerar.

—        Minha mãe o escolheu, ele a agradou.

—        Imagino o quanto.

—        Vem, vou mostrar a parte favorita dela.

Sakura o acompanha e, subindo mais dois andares, eles alcançam a parte externa. Sakura consegue notar que esse é o melhor lugar para observar o horizonte, ainda que parte dele seja fechado, a vista continua a ser muito bonita.

—        Ela gostava de ficar aqui porque todos ficávamos juntos, mesmo com meu pai no leme.

Sakura adentra um pouco mais da área se afastando da escada e deixa sua bolsa em cima de um dos estofados, admirando a extensão de azul que está a sua frente.

—        Essa vista é incrível.

—        Espere até estarmos em alto mar.

Ele sorri e, deixando a mala perto do estofado, se aproxima do controle, Sakura o acompanha. Ela percebe que não é tão simples como os filmes fazem parecer, há muitos controles aos quais sequer tem noção de suas funções. Ainda assim, o grande leme se assemelha com os que já viu pela televisão.

—        Parece complicado.

—        Talvez seja um pouco no começo.

Ela se aproxima e o vê ligar o motor enquanto remexe em algumas coisas, mas seu olhar se desvia ao ouvir alguns pássaros acima de sua cabeça.

É uma revoada de pássaros de penas claras e, mesmo longe, ela consegue aproveitar o belo cenário.

O sorriso no rosto de Gaara não pode ser escondido e, logo que a âncora já não se encontra presa, ele zarpa fazendo o olhar de belas jades se voltar para ele mais uma vez.

—        A quanto tempo você pilota?

—        Legalmente desde os dezoito.

—        E ilegalmente?

—        Desde os dezesseis, mas meu irmão me deixava pilotar apenas em mar aberto, sem riscos.

—        Todos eles sabem pilotar?

—        Não a Temari, ela nunca gostou disso, apenas aproveita a viagem.

—        Não posso negar que a brisa no rosto e essa paisagem são lindas, mas é estranho que ela não tenha tomado o controle da situação, já que estamos falando da Temari.

Ele ri.

—        Sim, essa com certeza é ela. Mas ela preferia assim porque podia ficar de olho em mim e no Kankuro, afinal muitas das vezes meu pai era o piloto. Depois que Kankuro começou a pilotar ela se contentava apenas em vê-lo e admirar a paisagem.

Os olhos dela correm a área ao seu redor e não há nada mais que água por quilômetros e quilômetros. No horizonte às suas costas ela ainda pode ver a costa, mas já está muito longe dela.

—        É realmente muito bom que não passe mal em barcos.

Ele ri fazendo-a voltar a focar nele.

—        O que faria se eu enjoasse?

—        Sempre tenho um plano B.

Ele pisca para ela deixando-a curiosa.

—        E qual era?

—        Não sei se devo contar, é uma ótima opção para um próximo.

Ela se surpreende um pouco com a resposta, mas a curiosidade a cerca.

—        Vamos, por favor, é cruel não contar.

Ela suplica fazendo-o rir.

—        Há uma caverna subaquática, fui lá algumas vezes é incrível.

Os olhos da rosada se arregalam um pouco.

Isso é um plano B?

—        Como consegue pensar nessas coisas?

—        São coisas que já fiz antes, coisas que gostei ou, como no caso do balão, coisas que ainda estavam na minha lista.

—        Sua lista deve ser incrível.

Ele sorri.

—        Foi assim que me senti quando comecei a fazer as coisas da lista da minha mãe, acho que por isso não parei mais.

—        Sim, eu entendo.

—        Se quiser vê-la um dia desses posso mostrar.

—        Eu gostaria. - ela diz sem hesitar - Talvez crie um lista para mim.

O sorriso dele aumenta um pouco.

—        Ficaria feliz em ajudá-la nisso.

—        Sim, vou precisar da opinião de um especialista.

Ele ri e ela observa o mar calmo a quilômetros sem fim.

—        Isso é lindo, não é? - ela diz.

—        Sim.

—        E tão calmo.

—        É ótimo para esquecer os problemas, para desestressar e fugir da correria da cidade grande.

—        Com certeza.

Gaara olha para a extensão azul a sua frente, com as águas a terem seu foco.

—        Fazia tempo que não saia assim. Com tantas coisas para resolver em Suna, quase não tinha tempo para riscar algo da lista ou refazer alguma coisa.

—        Quanto tempo?

—        Não sei, alguns meses. Ando tão sobrecarregado que não saberia dizer.

—        Acredite quando digo que de sobrecarga de trabalho eu entendo.

Os olhos do Sabaku focam-se na rosada.

—        Ainda sem férias?

—        Sim, mas vou seguir seu conselho e tirar férias assim que terminar meus projetos atuais.

Ele sorri.

—        Fico feliz em saber que ajudei de alguma forma. Se quiser alguma aventura para as férias estou disponível.

Um pequeno sorriso agradecido contorna os lábios finos.

—        Obrigada.

Gaara nota que já está em mar aberto e foca seu olhar na rosada uma vez mais.

—        Quer tentar?

Ouvi-lo a surpreende.

—        O que? Não, não.

Ele sorri e se afasta um pouco do painel de controle e do leme.

—        Estamos em alto mar, não pode ferir ninguém. - os olhos esverdeados se focam no ruivo hesitantes - É apenas o leme, vai só guiar o iate.

O sorriso dele mostra uma confiança contagiante e isso a impulsiona para frente se aproximando dele.

Sakura toca o leme ainda hesitante, mas logo sente as mãos calorosas do ruivo sob as suas, assim como o corpo tão próximo do seu. Ela consegue sentir o aroma cítrico que o envolve e não consegue evitar sentir o arrepio lhe correr o corpo.

—        Pense nisso como a direção de um carro, apenas o volante.

Sua respiração fica pesada de repente, e o hálito dele sob sua nuca apenas a desconcentra um pouco mais.

No entanto, unindo suas forças, Sakura foca sua atenção no leme em suas mãos e nas palavras do ruivo.

—        Não é tão difícil, bombordo é a esquerda.

Ele guia as mãos da rosada para que o leme seja rodado para a esquerda e para que a rosada o faça sozinha o ruivo afasta as mãos e apenas a observa.

—        Olhe para o horizonte enquanto gira o leme.

Sakura ergue o olhar.

—        Consegue perceber que estamos mudando nossa direção?

—        Sim.

—        Agora vire a estibordo.

Sakura para de girar o leme à esquerda e passa a girá-lo à direita. O Sabaku sorri ao perceber que ela entendeu seu comando.

—        Viu? Como o volante de um carro.

—        Talvez de um carro sem direção hidráulica.

Ele ri.

—        Sim, acho que tem razão.

Eles se silenciam e as mãos do ruivo voltam a tocar o leme endireitando o iate. Sakura ainda tem suas mãos sob a roda de madeira e seu olhar está fixo no horizonte enquanto sente a brisa acariciar-lhe a face e o balanço do mar a acalmar seu peito.

Gaara consegue sentir o aroma adocicado que a brisa lhe trás enquanto faz os cabelos róseos dançarem pelo ar. Ele está feliz, como a muito tempo não acontecia e a bela mulher a sua frente é a responsável por isso. Sua simples companhia é responsável por isso.

Ao notar que estão onde desejam, através das coordenadas, Gaara se afasta do leme, desliga o motor e ancora.

Sakura se vira em sua direção observando-o.

—        Vamos ficar aqui?

—        Nosso encontro só começa agora.

Seus lábios se entreabrem ao ouvi-lo. É claro que o encontro não se limitaria a um passeio no iate, ainda assim a frase do ruivo faz parecer que muito mais espera por ela, isso aumenta sua curiosidade.

—        E o que iremos fazer?

Ela ergue uma das sobrancelhas.

—        Venha, primeiro temos que nos trocar.

Pegando a mala dela, Gaara caminha para uma escada diferente da que os levou ali, é uma espiral. Há dois lances de escada que dividem os dois andares.

Ao passar pelo andar da proa, onde a suíte principal se encontra, Gaara continua a descer sendo seguido pela rosada.

—   Temos vários quartos então podemos deixar sua mala em um deles.

Ao chegar ao andar desejado, na área interna, um pouco mais de admiração a ronda. Há mais um grande espaço como o da área externa, uma sala e uma copa. Os móveis e a decoração dão um toque único ao lugar, é impecável. Além dos estofados em um tom claro de bege e todos os móveis de madeira serem de carvalho branco, as cores que compõem os objetos do lugar tem um belo contraste deixando tudo mais bonito, é realmente impressionante.

Tudo é tão lindo que parece se tratar de um sonho.

—   Foi ela que escolheu cada detalhe da decoração.

Gaara a afasta de suas observações fazendo-a olhar para ele.

—   Ela tinha muito bom gosto.

—   Sim, ela tinha.

O olhar nostálgico tem uma ponta de tristeza e a rosada percebe isso. Para amenizar o clima seus olhos focam-se atenciosamente no ruivo.

—   Então, - ela diz com um sorriso no rosto - onde me troco?

Ele a observa.

—   Claro. Por aqui.

Ela o segue e eles entram em um corredor onde há três portas, o Sabaku abre uma delas e Sakura percebe se tratar de um quarto.

O ruivo entra e coloca a mala na cama de casal. Em seguida, volta para a porta e se prepara para sair, mas para ao alcançar o vão.

—   Lembre-se, roupas de banho.

—   Tudo bem.

Gaara deixa o quarto e Sakura fecha a porta abrindo a mala logo depois. Observando-a, pega um dos biquínis que escolheu trazer. Se trata de um biquíni simples, com tom creme e algumas flores estampadas. É delicado e fofo, e de quebra fica muito bem em seu corpo.

Depois de vesti-lo, pega uma bata creme como saída de praia vestindo-a por cima e assim que coloca seu chinelo, deixa o quarto.

Ela segue para a sala e vê o ruivo em frente a uma pequena estante de livros. Em passos curtos, a rosada se põe ao lado dele.

Gaara leva em mãos um porta retrato onde uma bela mulher abraça um pequeno garoto de cabelos ruivos e olhos verdes. Os dois sorriem de uma maneira tão contagiante que a faz sorrir também.

 —  Ela era linda.

—   Sim, ela era.

Alguns segundos mais observando a fotografia e o ruivo guarda o porta retratos na estante mais uma vez.

—   Vamos descer?

—        Vamos.

Eles caminham para a popa, onde a área gourmet se encontra e logo descem para a plataforma.

O aroma que a brisa lhe trás é relaxante e a faz respirar fundo.

—        Já mergulhou antes? Digo, com tanque de oxigênio e tudo o mais.

—        Não.

—   Por medo, condição médica ou falta de oportunidade?

—   Falta de oportunidade.

Ele sorri.

—   Então, podemos continuar.

Ela o observa curiosa e o vê se aproximar de uma pequena sala, a primeira à esquerda, não demora para que o acompanhe.

Quando a sala é aberta os lábios da rosada se entreabrem, assim como seus olhos, por causa da surpresa.

Há vários e vários, tanques de oxigênio, máscaras, óculos, pé de pato, e roupas de mergulho, além de outras coisas que a rosada não sabe nomear.

—   Há roupas de vários tamanhos, uma delas certamente serve em você. - o rapaz volta seus olhos verdes para ela e sorri. - Então, o que me diz de um mergulho?

A surpresa da lugar a uma expressão contente, e seu sorriso é o detalhe mais belo dessa expressão.

—        Eu adoraria.

O sorriso dele aumenta.

—        Então vamos nos arrumar.

Sakura procura por uma roupa adequada pra seu corpo e quando a encontra tira a bata para vesti-la.

Gaara também se veste, mas quando a rosada tira a peça clara de roupa ele pode ver com perfeição cada parte desnuda de sua pele e isso apenas reforça sua opinião sobre a beleza da mulher.

Quando terminam o rapaz explica como os tanques funcionam e os leva para fora onde os veste em si mesmo e nela.

Os dois se sentam a beira da plataforma, Sakura está um pouco nervosa, nunca fez isso e é claro que se sente assim. Mas o toque que sente sob sua mão a faz olhar para ele e ver um pequeno sorriso, isso a acalma.

—        Quer ser a primeira? Ou prefere que seja eu?

Gaara percebeu o nervosismo, é compreensível, ela nunca fez isso antes, por isso fez a pergunta.

—   Você.

O rapaz não demora muito e logo deixa seu corpo deslizar para o mar. A imensidão em azul o cerca e não demora para que veja a bela rosada perto de si.

Sakura abre os olhos, até então fechados, e em um primeiro momento tem dificuldades em respirar pela boca, mas Gaara segura suas mãos e com os olhos focados nela a ajuda a se acalmar.

Quando finalmente consegue respirar adequadamente, presta atenção ao que acontece ao seu redor. Há água e apenas isso em todo lugar que ela olhe. A mão que segura a sua a puxa mais para o fundo e pegando impulso Sakura o segue.

A sensação de estar debaixo d'água é única e indescritível, mas ter a mão do ruivo e sua total atenção faz um forte sentimento preencher seu peito, se não tivesse com oxigênio certamente teria problemas para respirar.

Esse sentimento sempre está presente quando ele está perto, mas dessa vez é ainda mais intenso.

Focada em seus próprios pensamentos e nessa nova sensação, a Haruno não havia percebido que haviam chegado a um recife até que as cores vibrantes sejam impossíveis de serem ignoradas.

Os olhos esverdeados se arregalam pela surpresa e pela beleza que a cerca. Não há nada mais lindo do que o que alcança sua visão nesse instante. Não há dúvidas de que essa seja uma das coisas mais lindas a qual já viu, se não a mais, e poucas coisas se encaixam nesse quesito.

Tudo a sua volta parece simplesmente mágico. As cores que os cardumes têm são únicas, apesar de serem parecidas com as que ela está acostumada, nada se compara a esse momento. Os corais também tem um charme próprio e ela tem certeza que não se cansaria nunca de admirar tal paisagem.

Gaara a guia pelo lugar e tem um sorriso que apenas não é visível porque está preso pelo respirador. O rapaz pega uma câmera a que ela não havia percebido e começa uma sessão de fotos. Sakura está envolta por corais, está envolta por cardumes e inclusive algumas tartarugas se encontram no lugar. É definitivo, ela nunca viu nada mais lindo do que isso.

Gaara gosta de ver a rosada nadando entre os cardumes e tira algumas fotos que certamente ficarão lindas. Ele não sente isso a muito tempo, mas a felicidade em seu peito ao vê-la ali, a sua frente dançando com os peixes, com os fios róseos fluindo com as águas e um lindo cenário ao seu redor não pode ser negada.

A bela mulher a sua frente parece uma sereia e a forma como ela o encantou o faz pensar por um momento que talvez ela seja, talvez seja uma linda sereia que usou seus encantos para atraí-lo e ele se deixou atrair.

Esse é um fato, as sensações que o cercam quando está com ela são intensas e envolvem seu peito de uma forma que nunca sentiu antes, nada se equipara, nem mesmo seus sentimentos outrora esquecidos, os mesmos que destinou a Akemi.

Entre esses belos seres marinhos é que eles passam seus minutos e permanecem ali durante algum tempo.

Gaara vai na frente e nada pelo recife mostrando a ela algumas coisas as quais ainda não havia visto. Depois de incontáveis minutos, talvez horas, a rosada simplesmente não consegue definir, eles voltam a superfície e tiram o tanque de oxigênio, tirando parte das roupas também.

Sakura respira fundo e olha para o ruivo.

—        Nossa, isso foi demais.

Ele abre um grande sorriso.

—        Ainda bem que gostou.

—        Minha nossa, você não tem ideia.

Gaara leva os tanques e Sakura o acompanha, os dois tiram a roupa e voltam para a plataforma onde se sentam, com os pés na água, observando o horizonte.

—        Então, você trás todas para passear no seu iate?

Ele torce o nariz desviando o olhar dela.

—        Só as que quero impressionar.

Sakura o empurra com o peso do corpo fazendo-o rir.

—        Meus irmãos e eu amávamos isso aqui, - ele continua - vínhamos aqui com frequência, sempre amamos a paisagem subaquática.

—        Não é surpresa, é linda.

Ele sorri.

—        Depois que crescemos nos distanciamos um pouco, sempre temos trabalho e tarefas, além disso deixei Konoha a alguns anos isso dificultou  ainda mais voltar a esse lugar. Apesar de sentir falta disso, não venho aqui a vários anos.

—        Estou honrada por te acompanhar.

Ela sorri para o ruivo e recebe um sorriso em resposta.

Os pares de olhos verdes voltam a focam-se no horizonte onde o dia demonstra estar chegando ao fim.

Sakura mantém o olhar nesse ponto por algum tempo, no entanto, decide observar o ruivo ao seu lado e se surpreende ao perceber que ele já estava com o olhar focado sobre ela.

Isso a faz desviar o olhar com o rosto corado, gesto que arranca um sorriso de Gaara. Sem demora, Sakura sente os dedos do ruivo tocarem seu queixo e virarem seu rosto para que fiquem frente a frente.

O coração de Sakura está disparado, como nunca aconteceu antes, e o olhar carinhoso com o qual ele a observa aquece seu peito.

Gaara ergue o queixo dela aproximando-a um pouco mais de si e, devagar, toca seus lábios sob os dela. Se inicia com um toque puro, um selinho demorado, mas não demora para que seus lábios se abram e o ruivo peça passagem com a língua.

Sakura se deixa levar pelo momento, aproveitando a mansidão com a qual ele conduz o beijo. É algo único que ela nunca sentiu antes e o gosto, salgado pelo mar, apenas o intensifica. As mãos da rosada circundam o pescoço dele e devagar, o ruivo a deita ficando sobre ela.

Eles ainda estão se beijando quando certa quantidade de água os atinge. Não é surpresa a água continua a bater no casco por causa do movimento do barco. Isso os faz se afastar e Sakura ri.

—        Acho que não dá pra fazer nada aqui.

—        Sim, tem razão.

Eles voltam a se sentar e o ruivo se ergue estendendo uma mão a ela para ajudá-la.

A rosada aceita a gentileza e se ergue ficando a poucos centímetros do rapaz. Os dois pares de olhos verdes analisam um ao outro sem cessar e ele volta a se aproximar.

O beijo acontece mais uma vez. Sakura enlaça o pescoço dele com os braços e ele faz o mesmo com a cintura da rosada. O beijo se inicia calmo, exatamente como o anterior, mas não permanece dessa forma por muito mais.

O coração da rosada dispara nesse momento, não se trata apenas do beijo, mas de tudo o que conversou com as amigas, dos prováveis sentimentos por Gaara e também por tudo ao seu redor, estar aqui, estar com ele, a faz sentir-se a mulher mais sortuda do mundo.

Eles se afastam um pouco quando o ar se faz necessário e ela morde de leve o lábio inferior dele apreciando o gosto que acaba de sentir.

Quando suas bocas estão a distâncias seguras ele sorri.

—        Por que demoramos tanto?

Ela ri e se afasta mais para observa-lo.

—        Não importa mais, temos bastante tempo agora.

O sorriso dele aumenta e ele a ergue seguindo para a suíte principal e os beijos recomeçam.

Assim que entram na suíte, que é maior do que Sakura poderia imaginar, mesmo que seja bem menor do que um quarto comum, ele a deita na grande cama se colocando acima dela.

Gaara volta a beija-la e as mãos do ruivo começam uma dança lenta pelo corpo da rosada causando arrepios a ela. Uma das mãos se encaminham até o umbigo dela descendo devagar fazendo com que o arrepio seja seguido de uma onda de calor por todo o corpo delicado.

Os dedos de Gaara adentram a calcinha e alcançam a intimidade de Sakura. Com dois de seus dedos ele afasta os lábios e brinca com seu botão do prazer, acariciando a entrada que já está pulsante e quente, além de completamente encharcada. E ele a toca sem parar de beija-la um único segundo.

Quando sente as unhas da rosada às suas costas, o ruivo desce os beijos para o pescoço dela dando algumas chupadas e sem aviso prévio e introduz dois dedos no interior úmido da Haruno.

O gesto faz Sakura dobrar as costas e soltar um lindo gemido. As estocadas aumentam em velocidade e força, ele sabe exatamente onde tocar para fazê-la sentir todo o seu corpo descontrolado. Ajudando a descontrola-la mais um pouco, os lábios do ruivo alcançam o colo do seio direito e a mão livre aperta o seio esquerdo fazendo-a arfar.

Gaara ergue a parte superior do biquíni e leva seus lábios para um dos seios sugando-os mais intensamente do que fez antes com a pele clara. Sua mão esquerda brinca com o seio livre acariciando-o e apertando o bico, então ele muda de lado começando sua sucção agora no seio esquerdo, sem parar nenhum segundo de estocar os dedos no interior da rosada.

—        A-Ah… A-aa… A… A-ahhh.

Sakura sente seu corpo estremecer e ondas de choque constantes se repetem sem cessar por todo o seu corpo. Ela abre os olhos surpresa, enquanto um sexy grito de prazer lhe deixa os lábios sentindo correntes elétricas correrem por todo o seu corpo em uma velocidade e frequência onde ela normalmente acreditaria estar levando um choque, mas esse é diferente porque as correntes parecem levar prazer para cada célula existente nesse corpo.

Gaara percebe que ela teve um orgasmo e nota que está prestes a gozar, isso o faz aumentar a intensidade, estocando um terceiro dedo dentro dela. O que a faz soltar mais um gemido intenso ao mesmo tempo em que contrai os dedos de Gaara dentro de si.

Ao vê-la desfalecida sob o colchão, Gaara afasta os dedos fazendo com que a calcinha da rosada fique ensopada.

Sakura está arfante e não sabe definir se o que acaba de acontecer foi mesmo real, isso porque parece estar sonhando, a sensação e as correntes elétricas que ainda rondam seu corpo a fazem duvidar de que esse momento seja real. É muito bom para isso.

—        Puta merda… que dedos.

Seu sussurro sai entrecortado e ao ouvi-la, Gaara sorri observando-a nos olhos.

—        Você ainda não viu nada.

Ela sorri ainda arfante.

—        Então me mostra.

O sorriso do ruivo aumenta e ele volta a beija-la. Sakura leva suas mãos até a bunda dele e abaixa um pouco a sunga que ele veste sentindo um grande cacete tocando-lhe a pelve, não demora para que suas mãos alcancem o pau ao qual ela percebe já estar bastante estimulado.

Ela o masturba enquanto os beijos acontecem e sente sua calcinha ser abaixada devagar, com as pontas dos dedos dele acariciando-lhe a pele e lhe causando inúmeros arrepios. Ouvi-lo arfar apenas a estimula. Alguns gemidos são soltos, mas os beijos diminuem sua sonoridade.

Uma das mãos do ruivo se encaminha para uma gaveta ao lado da cama e tira de lá uma camisinha. Com os dentes, ele abre a embalagem e se equipa afastando as mãos da rosada do membro rijo.

Posicionando-se, ele abre os lábios acariciando o botão de prazer e pincela a ponta do pênis que já está com o pré-gozo fazendo-a puxar as pernas para perto do corpo, dobrando-as, abrindo mais sua intimidade para sentir mais dele.

Gaara não avança, ao contrário afasta o membro.

—        Faz algum tempo que não faço isso então…

—        Não tem problema, - ela diz de olhos fechados - a gente trabalha isso depois, só mete logo.

Uma risada do ruivo faz a rosada focar nele.

—        Você entendeu errado, não quis dizer que não sou bom nisso. Estou me desculpando antecipadamente, para o caso de me descontrolar.

Ouvi-lo surpreende a rosada, mas ela não tem tempo para isso pois ele enfia tudo de uma vez.

—        AAHHHhhh.

Ela o contrai e une as pernas um pouco mais, pela surpresa.

Filho da puta.

Sakura sente todo o seu interior quente e consegue senti-lo dentro de si com um fogo excitante. Um belo sorriso contorna os lábios do ruivo ele se aproxima para sussurrar-lhe ao ouvido.

—        Prepare-se Sakura.

Antes que ela consiga processar o conselho, sente estocadas violentas rasgando seu interior fazendo-a gritar. Ele mete com tanta força que a faz estremecer. E o movimento continua, cada vez mais rápido. Sakura não consegue questiona-lo, xinga-lo pela falta de delicadeza ou sequer falar. Nada além de gemidos escapam de seus lábios.

Ela quer implorar que lhe dê cada vez mais prazer, mas não consegue pensar em uma frase completa, ela apenas aproveita a situação e geme como nunca.

Os sons intensos que deixam os lábios avermelhados pelos beijos, são melodia para os ouvidos do ruivo e servem como um estímulo. Mas não apenas isso, a forma como Sakura o contrai dentro de si, o choque de suas intimidades enquanto ele vai cada vez mais fundo, o enlouquecem e é isso que o faz vira-la de costas deixando-a de quatro para ele.

A força das estocadas aumenta e Sakura nem sabia que isso era possível, é por essa razão que não consegue se manter sob os braços e apoia seu rosto no colchão macio.

Os gemidos se misturam ao som de seus sexos se chocando, cada vez mais rápido e em um grito delicioso, Sakura se derrama sob ele desfalecendo logo depois.

Gaara ainda não gozou, mas sai de dentro dela e se senta puxando-a para sentar-se sob ele. Ela ainda não se recuperou, mas seus quadris se movimentam involuntariamente quando ele entra nela mais uma vez.

—        Você é deliciosa sabia?

Sim, ela sabe, mas nesse instante não quer falar, nesse momento não consegue proferir nada além de gritos e gemidos.

Sentada sob ele, remexendo-se em seu colo, Sakura enlaça seus dedos nos cabelos avermelhados. Sua mão direita se encontra na nuca do ruivo e a outra se apoia no ombro dele enquanto sente as mãos fortes ao redor de seu quadril.

A rosada é a responsável pelos movimentos, mas ele a ajuda intensificando as estocadas um pouco mais.

Os olhos da Haruno estão fechados e ela apenas sente a respiração dele enlaçar a sua. O ruivo semicerra os olhos de lábios entreabertos preparado para sentir o gosto delicioso que o espera.

Gaara sente que não irá conseguir se conter muito, por isso a deita mais uma vez sob a cama e com suas mãos firmes coloca as lindas pernas ao redor de si estoca-a com força, fazendo-a arquear as costas ao senti-lo ainda mais intensamente e isso aumenta o tesão. Como é possível que ele aumente mais?

O ruivo não faz estocadas comuns em vai e vem, não, ele parece fazer um oito dentro dela e isso a leva a loucura fazendo-a aperta-lo mais e deixar marcas de suas unhas nas costas dele enquanto grita de prazer. Porque, nesse momento, não sente nada além disso.

Há suor dos dois lados, o aroma do sexo misturado ao cheiro dos dois cerca a cabine. Mesmo longe, o som da água batendo no casco pode ser ouvido e unido ao som de seus sexos se chocando parece um som único que apenas os estimula a continuar.

As mãos do ruivo seguram os quadris da rosada e ele aumenta sua velocidade fazendo um grito deixar os lábios finos enquanto Sakura o contrai dentro de si, não que faça isso voluntariamente, apenas acontece. Quando a sente se derramar sob o cacete duro que a penetra, Gaara não pode se controlar mais e a despeja sua porra que quase não pode ser contida pela camisinha.

Saindo de dentro dela ele amarra a camisinha jogando-a em qualquer canto, mas permanece deitado sob ela estando ambos ofegantes. O ruivo sente as unhas da rosada deslizarem sob suas costas e quando já estão com suas respirações controladas, a voz dele é ouvida.

—        Você é maravilhosa.

Ela para com as carícias.

—        Você fez todo o trabalho, não pude mostrar minhas habilidades.

Ele se ergue um pouco mantendo seu rosto a pouca distancia do dela focando seu olhar sobre os delicados traços com um grande sorriso.

—        Não se preocupe, poderá me mostrar suas habilidades. Ainda temos toda a noite pela frente.

Os belos olhos jade tem um brilho brincalhão quando uma de suas sobrancelhas é erguida.

—        Então você é do tipo insaciável?

—        Podemos dizer isso.

—        Então teremos um problema.

—        Por que?

Ela abre um lindo sorriso e o vira invertendo as posições.

—        Por que eu sou do mesmo tipo.

Um grande sorriso contorna os lábios do ruivo e os lábios deles se tocam mais uma vez enquanto são envolvidos novamente pela aura sensual.



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