1. Spirit Fanfics >
  2. O Encanto da Cerejeira >
  3. Capítulo 37 - GAARA - Fim de laços

História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 136


Escrita por:


Capítulo 136 - Capítulo 37 - GAARA - Fim de laços


Os dias que se passam são corridos, cansativos e pedem muito da rosada, e ainda estamos no meio da semana. Ainda assim, ela está bastante contente com sua atual situação. Gaara fala com ela todos os dias e a visitou nos últimos dois. Ela pode dizer que está em um relacionamento agora, apenas não sabe definir ainda se é namoro.

No trabalho, se dedicou totalmente a um dos seus últimos projetos, seus pensamentos se limitaram a esse projeto e por isso sequer teve tempo para pensar em Itachi, o que a faz se sentir mal, afinal o moreno merece uma resposta e não apenas ele, ela ainda não falou com Lee. Sasori também liga com bastante frequência, ele quer conversar sobre algo, mas quer que seja pessoalmente, e como o ruivo está em viagem isso não é possível por enquanto.

Com um suspiro afastando os pensamentos sobre os rapazes, a rosada chega a construtora e estaciona o carro na vaga de sempre. Sem demora, segue para o elevador e aperta o botão do último andar, quando passa pela porta vê Karin e se aproxima da ruiva.

—        Oi. - ela sorri e recebe um sorriso de volta.

—        Resolveu aparecer? Pensei que não viria hoje.

—        Consegui terminar, finalmente. - ela diz em um suspiro - A inauguração é amanhã.

—        E você vai?

—        Sem chance, tenho muito trabalho ainda.

Karin sorri.

—        Devia imaginar.

Sakura se encaminha até sua sala, mas a Uzumaki a chama.

—        Sakura.

A rosada se vira ao ouvi-la.

—        Sasuke estava procurando por você.

A arquiteta se surpreende, não pensou que o moreno perguntaria sobre ela, até porque trocaram seus números. Além disso, Luís também tem o número da rosada, se houve algum problema na obra eles deveriam ter ligado para ela.

—        Ele ainda está na sala dele se quiser.

—        Obrigada.

Sakura caminha até sua sala, guarda suas coisas e segue para a sala do Uchiha parando em frente a ela. A rosada se lembra do que Ino disse, o moreno causa nela uma atração sexual bastante intensa e, ainda que queira, não tem certeza de que isso mudará. Essa é a primeira vez que fala com Sasuke depois do que aconteceu com Gaara. Ela não tem dúvidas de que um sentimento arrebatador lhe ronda quando está com o ruivo, mesmo que antes isso lhe passasse despercebido agora parece ser impossível não notar e acredita fielmente estar sentindo algo parecido com a paixão que tantos falam. Apesar disso, não tem total certeza de que seu corpo não reagirá ao moreno.

Depois de respirar fundo ela dá três toques na porta.

—        Entre.

O som másculo da voz do moreno a faz estremecer, parte por medo de suas provocações, parte porque é um som bastante atraente. Tomando coragem Sakura abre a porta e vê que o engenheiro aparenta estar tão cansado quanto ela. Ele tem o cotovelo direito apoiado em sua mesa e massageia a área entre os olhos enquanto tem a outra mão sob o mouse do notebook.

Ela entra e ele sequer olha em sua direção, isso a irrita um pouco afinal detesta ser ignorada independente de quem seja.

—        Ahn, oi.

Sasuke se surpreende ao ouvir a doce voz e rapidamente olha para ela. Sakura fecha a porta atrás de si e se aproxima puxando a cadeira para se sentar.

—        Soube que queria falar comigo, algum problema na obra?

—        Ah, não, não teve problemas. Mas sim, eu queria fala com você.

Ela o observa e o silêncio perdura por alguns segundos.

—        Então.

—        Ah, claro.

Ele se ergue e se aproxima da maquete do vilarejo. Sakura se ergue acompanhando-o e se coloca ao seu lado.

—        Como sabe, há uma grande floresta ao redor do vilarejo e como estamos construindo um lugar para crianças, pensei em colocar um cercado no limite do vilarejo.

Sakura se surpreende com a ideia, ela sabia que Sasuke não era um amador, mas parece ter se esquecido desse detalhe.

—        Acredito que as colunas devam ter pelo menos um metro de profundidade, e devemos colocar mais travessas do que de costume, para que as crianças não consigam atravessá-la.

Ela o observa com um sorriso.

—        Fico me perguntando se você era uma criança travessa.

A mudança repentina de assunto surpreende o moreno, mas ele apenas abre um sorriso maroto para ela. Ao ver isso, Sakura se lembra de com quem está falando e sente certo arrependimento por ter dito o que disse.

—        Não sei se posso dizer que era uma criança travessa, mas garanto que sou bastante levado em algumas situações.

Sakura imagina ao que ele se refere, é claro que ele a está atiçando, mas completamente intacta, a rosada apenas aumenta seu sorriso.

—        Você tem mesmo cara de ser levado, mas lembre-se crianças levadas não ganham presente no natal.

—        A mamãe Noel que tenho em mente não se preocupa se sou levado, acho que ela talvez me procure exatamente por isso.

Isso a pega de surpresa e ela não sabe como reagir, a rosada entrou no jogo e se deixou levar agora teme que tenha feito uma besteira, por isso volta a focar na maquete. Sasuke percebe que a deixou desestabilizada, fazia tempo que não tinha uma vitória isso o anima.

—        Bom, - ela diz - acho que podemos cercar toda a área. Você pensava em cercas em qual estilo? Porque acho que podemos usar as tradicionais. Se bem que a quantidade de colunas seria maior.

—        Então, por que desapareceu assim?

Ele quer parecer desinteressado, mas realmente quer saber o motivo de sua ausência.

Sakura se surpreende pelo interesse do moreno, mas não vê problemas em respondê-lo.

—        Foquei meu tempo em um dos meus projetos, consegui finaliza-lo, agora faltam apenas uma casa e o vilarejo que está muito mais rápido do que eu imaginava.

—        Hum.

Ela morde o lábio inferior pensativa enquanto observa a maquete e as orbes negras não deixam esse sexy gesto passar sem ser notado.

—        Então?

—        Então? - ele pergunta confuso. - Então o que?

—        Como o que? Prefere as cercas em estilo mourão ou as tradicionais?

Ele se silencia por um momento pensativo e ela ri do moreno.

—        Minha nossa Sasuke, você está bem? Parece desligado.

Ele massageia os olhos.

—        Estou cansado, um dos projetos está me dando dor de cabeça.

—        Não é o nosso é?

—        Não, não, não se preocupe.

O telefone de Sasuke toca e Sakura o observa virando seu corpo para ele.

—        Conversamos mais sobre a cerca depois. - ela lhe sorri e se afasta. - Ah Sasuke.

O moreno foca no rosto dela.

—        Se precisar de ajuda com seus projetos, pode contar comigo.

Ele se surpreende.

—        Obrigado.

Sakura sai da sala deixando-o atender ao telefone.

Quando foi que ficou tão fácil conversar com ele?

Afastando o pensamento ela volta para sua sala para terminar seu trabalho com a papelada.

 

Quando está perto das seis e meia, a rosada pega suas coisas para deixar a empresa, mas antes que saia da sala ouve o toque do próprio telefone e o atende sem demora sem prestar atenção a quem seja.

—        Alô.

Ela diz e continua a pegar suas coisas.

*Oi Sakura.*

A rosada para e se endireita deixando a bolsa em cima da mesa.

—        Lee? Oi.

*Está livre hoje? Tem um restaurante ótimo que eu queria te levar.*

Ela hesita.

—        E… eu não sei. Meu dia foi bastante cheio hoje.

*Isso me parece mais um motivo para se distrair.*

Sakura se lembra que prometeu um segundo encontro a Lee, mas não acha que deva ir. Ainda assim, deve falar com ele sobre tudo e não gosta de quebrar promessas.

*Então?*

Ela o ouve.

—        Tudo bem.

*Te pego às oito, pode ser?*

—        Pode.

*Ótimo, até lá.*

Sakura desliga o telefone e suspira. Ouvir a animação na voz do rapaz a destrói. Como ter um encontro apenas para destruir o coração dele logo depois?

Não, eu não posso fazer isso.

Em um suspiro a rosada se decide, hoje ela apenas terá um encontro com Lee, ao menos mais uma vez, fará o moreno feliz.

Sakura arruma suas coisas e sai da sala, afinal precisa ir para casa se arrumar, pois terá um encontro em uma hora e meia.

 

Depois de se olhar no espelho por pelo menos dez minutos tentando convencer a mulher do reflexo que ela deve esse encontro a Lee, a rosada vai para a sala atender a porta e vê um grande sorriso no rosto do amigo.

—        Nossa, você está linda como sempre. Parece que faz uma eternidade que não nos vemos.

Ela abre um sorriso fraco.

—        Acho que faz.

—        Vamos?

—        Sim.

Eles seguem para o carro do rapaz depois que a rosada tranca a porta e ela respira fundo antes de entrar.

Assim que se senta abre um sorriso e observa o moreno.

—        Como foram as coisas?

Lee desvia o olhar focando na estrada.

—        Foram bem, bastante bem na verdade. Consegui resolver quase tudo o que foi proposto para resolver antes de sair de Konoha e estou bastante satisfeito com isso.

Sakura percebe que ele pega um caminho o qual ela está familiarizada.

—        Vamos ao Ella's?

O rapaz sorri.

—        Você já deve conhecer esse caminho de cor, não é?

—        Sim, mas pensei que fosse me levar em uma restaurante novo, disse que tinha um ótimo pra me mostrar.

—        Ele ainda é ótimo não?

—        Bom, sim.

—        Na verdade eu tinha outro em mente, mas disse que estava cansada então decidi que o Ella’s era a melhor opção, afinal é o seu favorito.

Sakura se cala por um momento. Ela sabe que Lee é seu amigo a anos e que a conhece bem, mas o fato nesse momento não é algo bom. A rosada se sente culpada por sair nesse jantar, ela tenta não pensar sobre isso, mas é inevitável. É como se mostrasse a ele o presente que mais desejava em anos, apenas para destruí-lo na sua frente.

—        Ei, você está me ouvindo?

—        O que? Ah, desculpe eu me distrai.

Ele se silencia por alguns segundos observando-a com o canto dos olhos.

—        Então, sobre o que estava falando?

—        Estava perguntando se voltou no orfanato recentemente.

—        Não, faz bastante tempo que não passo lá às coisas do casamento e do trabalho estão ocupando todo o meu tempo.

—        Ainda bem que consegui um tempo.

Ele abre um grande sorriso, mas ela apenas foca no borrão de paisagem ao seu lado.

—        Enfim, passei lá hoje. As crianças estão ansiosas falando sobre a nova casa e estão loucas para conhecer o lugar.

Ela abre um sorriso ao pensar nas crianças.

—        Imagino que estejam, eles sempre foram tão animados. Acho que por isso me apaixonei por eles assim que os vi pela primeira vez.

—        Sim, eu sei. Foi uma venda de biscoitos e tanto aquela.

—        Foi sim.

—        É sempre bom ter pessoas que os visitam, que os ajudam, você, a Karin, a Hinata, eles são muito gratos por serem lembrados.

Sakura pensa sobre o que Lee disse e sorri.

—        E você também.

—        Eles me acolheram, não teria como ser diferente.

—        Sim, tem razão.

O carro para no estacionamento do restaurante e eles descem seguindo para o estabelecimento sendo recebidos com profissionalismo. Todos ali conhecem os dois e sabem que vez ou outra comem juntos no lugar, talvez por isso não seja algo tão estranho, ainda que a rosada tenha um noivo agora.

Sakura não se lembra disso, ela sequer consegue pensar em alguma coisa além de eu devo esse jantar ao Lee.

—        E como anda o projeto?

—        Está bem, estamos indo mais rápido do que eu esperava, depois que termina-lo vou pegar algum tempo de férias e descansar de tudo um pouco.

O rapaz estranha a forma com a qual a rosada fala, isso porque sempre que pergunta sobre um projeto ela tenta expor a ele todos os detalhes do que está fazendo. Ele quase consegue imaginar todas as obras as quais ela participa, mas essa resposta foi vaga demais para isso.

O garçom chega e eles fazem os pedidos. Sakura tenta se dedicar mais ao rapaz e por isso decide falar mais durante o jantar.

—        Tive uma casa para fazer nos últimos dias, - ela diz quando o garçom se afasta - além do vilarejo das crianças e essa casa me deu um pouco de dor de cabeça.

—        Por que?

—        Imprevistos, de todos os tipos.

—        Mas como é você sei que conseguiu resolver tudo.

Ela sorri ao ouvi-lo.

—        É claro, ou não poderia me olhar no espelho pela manhã.

Ele ri.

—        Gosto do seu entusiasmo, é assim que alguém deve ser e dessa forma se superar a cada dia.

Ela ri da animação de Lee.

 —       Essa é a razão pela qual estamos aqui hoje não é? Porque insisti e me superei a cada dia para que aceitasse meu convite.

O sorriso é perdido do rosto da rosada, ela não esperava por isso e esse fato a recorda que irá dispensa-lo, depois dele se esforçar tanto ela continua a iludi-lo apenas para dispensa-lo mais tarde. Ela é uma hipócrita.

Os pedidos chegam e eles começam seu jantar. Lee percebeu que o sorriso dela murchou e que leva uma feição entristecida no rosto.

—        Sakura, você está bem?

Ela se surpreende com a pergunta e logo o observa.

—        O que? Claro, estou bem sim.

Ele não se convence.

—        Parece um tanto avoada hoje.

—        Desculpe, eu estava apenas pensando.

—        E pensava em que?

Ela hesita por um breve instante.

—        Não é nada importante, eu juro.

Apesar de estar bastante determinada em sua resposta, ela tem algo em sua expressão diferente do que ele normalmente está acostumado e ao notar esse fato, o rapaz se entristece.

—        Está nesse encontro apenas porque o prometeu, não é?

Ela o observa surpresa, mas não consegue respondê-lo.

—        Lee, eu...

—        Não, está tudo bem. - ele a interrompe - Acho que eu meio que esperava por isso.

—        Lee...

O rapaz abre um sorriso que quebra o coração da rosada, pois, mesmo que se esforce para dá-lo ela consegue perceber tristeza por trás.

—        Nós, - Sakura volta seu olhar para o prato - nós somos amigos a muitos anos, você sempre foi uma pessoa incrível com a qual sempre pude contar. Sabe coisas sobre mim que poucos sabem, como minha cor favorita, meu vinho predileto e porque insisto tanto em ajudar crianças.

—        Não precisa tentar me confortar Sakura acredite não funciona.

Ela se cala por um momento, quando saiu de casa não pensou que isso aconteceria. Estava ciente de que teria que falar com ele, mas não imaginou que o jantar a levaria a isso e não está nem um pouco preparada.

—        Realmente queria que isso desse certo.

Lee a observa e suspira.

—        Eu sei.

Sakura não sabe o que dizer, ela não tem ideia de como prosseguir, é a primeira vez que passa por isso. A Haruno já terminou com vários ficantes, mas nenhum deles era tão importante para ela quanto Lee.

—        Recebi uma proposta.

Os olhos esverdeados o observam, mas Lee mantém seu olhar nas mãos que tem sobre a mesa.

—        Vou deixar o país.

—        O que?

Ela se surpreende.

—        Eu não ia aceitar, mas acho que é o que devo fazer.

Sakura morde o lábio inferior com tanta força que sente o gosto de ferro.

—        Eu entendo, - a voz dela sai embargada, Lee percebe - odeio isso, mas entendo, não se pode querer que a ferida de alguém cicatrize se ficar esfregando no machucado.

Ele nota também que há lágrimas pelo rosto delicado da rosada, isso é tão difícil para ele quanto é para ela e Lee sabe.

—        Não se preocupe, talvez um dia voltemos a ser amigos.

Sakura se surpreende ao ouvi-lo e ergue o rosto para observar um sorriso imenso no rosto do amigo. Se ele tentou fazer com que isso ficasse mais fácil, apenas piorou a situação, já que as lágrimas se intensificam e com isso, o sorriso dele vacila.

—        Me espere até que a ferida tenha fechado, tudo bem?

Ele volta a sorrir e lhe toca a mão.

—        T-tá.

Ela afirma e abre um pequeno sorriso. Lee está despedaçado, mas consegue ser forte por ela, ele precisa, porque a ama demais para vê-la sofrer.

Eles terminam o jantar em silêncio enquanto as lágrimas ainda molham o rosto pálido da rosada. Quando terminam, deixam o restaurante seguindo para o carro, mas Sakura para de andar.

—        Lee.

Ele se vira para observa-la.

—        Acho que devo voltar de táxi.

Ele se surpreende, é compreensível depois do que aconteceu estar em um carro com ela não seria a coisa mais fácil do mundo, mas ainda assim foi ele quem a trouxe, seria errado deixá-la voltar de táxi.

—        Eu a trouxe, o mínimo que devo fazer é te levar de volta.

Ela balança a cabeça e sente mais lágrimas.

—        Você não me deve nada. - ela tenta sorrir - Fez tanto por mim que eu não poderia pedir isso. Sei que não quer demonstrar, mas você está sofrendo, seria cruel da minha parte pedir que me levasse.

Ele sorri pela forma como a rosada o entende então se aproxima e deposita um beijo na testa dela.

—        Eu te amo Sakura.

Isso a quebra por completo, e a faz unir as mãos apertando-as sob o peito.

—        Adeus.

Lee se afasta sem olhar para trás, se o fizesse poderia hesitar e causaria mais dor em ambos os lados.

Sakura tem dificuldades para respirar, mas pega a bolsa a procura do celular e chama por um táxi que não demora a aparecer.

 

Assim que chega em casa a rosada fecha a porta e fica com as costas na madeira por algum tempo, lágrimas lhe molham o rosto e seu peito dói, não é fácil respirar, não é fácil pensar, ela nunca imaginou que doeria tanto dispensar alguém.

O toque do seu telefone a faz remexer a bolsa seguindo para o sofá. Ela se senta e respira fundo antes de atender.

—        Alô

*Oi, eu…*

 O ruivo se cala, Sakura não entende o motivo, por um momento acredita que a ligação tenha caído.

—        Gaara?

*Você está bem? Sua voz está estranha.*

O coração da rosada se aperta e ela seca os olhos.

—        Desculpe, não é nada. O que foi? Por que ligou?

*Não, não era nada eu só queria te chamar pra sair no sábado.*

—        Tá, claro. No sábado então.

*Sakura tem certeza de que…*

—        Tenho, não se preocupe. Até amanhã.

*Sim.*

A rosada encerra a chamada deixando o celular ao seu lado e abraçando as pernas chora por causa do amigo, tanto por tê-lo magoado, quando por tê-lo perdido e permanece assim por algum tempo.

 

O toque da campainha a afasta de suas lágrimas e de sua dor, isso a faz secar os olhos e seguir para a porta a qual abre sem demora e vê um belo ruivo a sua frente com o olhar preocupado visível.

—        Sabia que alguma coisa não estava certa.

Sakura morde o lábio e sem ter muito controle do que faz se aproxima dele e o abraça. Não é um gesto que surpreende Gaara, ele consegue perceber o quão fragilizada ela está, por isso apenas a abraça com força.

Os dois permanecem dessa forma por poucos segundos, então ele a afasta secando suas lágrimas.

—        Vamos para o sofá.

Ela afirma em um aceno e ele fecha a porta, trancando-a, e a leva para o sofá onde a senta ao seu lado.

Os dedos do ruivo passam pelo delicado rosto tentando limpar as lágrimas, mas percebe que algumas delas secaram e isso o faz se perguntar a quanto tempo a rosada está chorando.

—        Quer falar sobre isso?

Ela o observa por algum tempo apenas sentindo o polegar dele a acariciar‑lhe o rosto. Sentada sobre as pernas virada na direção dele, Sakura desvia o olhar focando nas próprias mãos.

—        A algum tempo prometi a um amigo que daria uma chance a ele, por causa disso tivemos nosso primeiro encontro onde prometi um segundo. Ele precisou viajar e ficamos algum tempo sem nos vermos, foi nesse tempo que nos aproximamos e… - ela hesita - Eu pretendia dizer que não podia sentir o mesmo que ele sentia por mim, eu ia dizer isso a ele, mas hoje ele voltou de viagem e me convidou para o encontro que prometi. Hesitei no começo, mas no fim aceitei.

As lágrimas voltam a cair mas ela continua.

—        Eu não estava preparada para dispensa-lo, mas ele percebeu que só estava lá por ele, porque tinha feito uma promessa a ele. Isso me fez confessar que não podia correspondê-lo e essa foi a coisa mais difícil que já fiz na vida.

A voz dela fica embargada ao falar e mais lágrimas se formam, transbordando de maneira que não há sentido seca-las da forma como o ruivo estava fazendo até esse momento.

—        Também não estava sendo fácil para ele, é claro que não estava, mas ele me disse que vai embora e agora perdi meu amigo, eu o machuquei e…

Não há apenas lágrimas em seu rosto, há dor em sua voz, isso faz o ruivo puxa-la para perto abraçando-a.

—        A culpa não é sua, não conseguimos controlar o que sentimos e o que as pessoas sentem por nós. Ele fez o que era melhor para ele, sei que é difícil ver agora, mas foi a melhor coisa que ele poderia fazer.

—        Eu sei disso, - a voz dela é abafada porque está abraçada ao peito dele. - Mas dói tanto.

Ele a aperta ainda mais contra si.

—        Eu sei.

Eles permanecem dessa forma por tantos minutos que não saberiam dizer. Quando a rosada se afasta, vários minutos depois de suas lágrimas terem secado, ela o observa.

—        Obrigada.

—        Não tem o que agradecer.

—        Por que veio? Pensei que tivesse que estudar um caso hoje.

—        Consegui ver bastante coisa, posso terminar amanhã, você parecia precisar de mim.

Ela consegue abrir um sorriso fraco.

—        Obrigada.

Ele retribui o sorriso.

—        Acho que deve ir para a cama, precisa dormir, isso vai ajudar.

Ela afirma em um aceno.

—        Pode ficar comigo?

Ele volta a acariciar o rosto da rosada com um sorriso.

—        É claro.

Eles se levantam e seguem para o quarto. Sakura se deita e Gaara se deita ao seu lado, a rosada se aproxima e apoia a cabeça no peito dele, que acaricia os cabelos rosados. Com o carinho do ruivo sobre si, a Haruno cai no sono.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...