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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 137


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Capítulo 137 - Capítulo 38 - GAARA - Recuperada


Sakura sente o toque dos dedos dele ao redor dos seus lábios e abre os olhos vendo o ruivo sentado ao seu lado.

—        Não queria acorda-la, parecia tão pacífica em seu sono, mas seu alarme tocou, acho que tem que ir trabalhar também.

Ela se senta e o observa.

—        Obrigada por ter ficado e por me acordar.

—        Não precisa agradecer, parecia estar precisando de um amigo.

—        Eu estava. - ela abre um sorriso fraco.

—        Preciso ir agora, seu café está pronto, gostaria de ficar mas…

—        Tudo bem, obrigada.

Ele sorri e se aproxima para depositar um beijo na testa da rosada.

—        Nos vemos.

—        Tchau.

Gaara se ergue e deixa o quarto, Sakura o observa se afastar e unindo as pernas em um abraço solta um longo suspiro. Ela se sente mais tranquila agora, muito mais do que na noite anterior. Ainda dói ter machucado Lee, mas Gaara a ajudou muito.

Depois de mais um suspiro ela se ergue para se aprontar para o trabalho e toma o café da manhã preparado pelo ruivo. Não demora para que deixe sua casa e siga caminho para a empresa.

Assim que pisa seus pés no andar onde sua sala se localiza vê Karin que não demora a perceber o olhar da amiga. Ela apenas acena para a Uzumaki e segue para a própria sala, mas logo ouve os toques na porta.

—        Pode entrar.

Karin abre a porta e a observa com preocupação no rosto.

—        O que aconteceu?

A ruiva se aproxima e Sakura suspira.

—        Dispensei o Lee.

Karin se surpreende, mas logo lança um olhar carinhoso para a amiga.

—        Não deve ter sido fácil.

—        Ele vai embora então pode imaginar.

—        Sinto muito Sakura, ele era importante pra você, imagino o quão difícil está sendo.

—        Gaara foi em casa ontem.

Isso surpreende a Uzumaki.

—        Ele me consolou e ficou comigo.

—        Vocês transaram?

Sakura balança a cabeça.

—        Não, eu não estava com cabeça para isso.

—        Então ele foi apenas te consolar.

—        Sim.

Karin sorri para a amiga.

—        Acho que ao menos uma coisa boa veio disso, agora sabe que ele é um bom amigo.

—        Sim, acho que sim.

—        Bom, preciso trabalhar. Nos vemos no almoço.

—        Tudo bem, obrigada por se preocupar.

—        Você é minha amiga, não poderia ser diferente.

—        Ainda assim, obrigada.

—        De nada.

A Uzumaki abre um pequeno sorriso e logo deixa a sala. Sakura respira fundo focando no trabalho e se distraindo de Lee.

 

Durante o almoço, a rosada viu as amigas e lhes explicou tudo o que aconteceu na noite anterior. Elas a ajudaram e a fizeram rir um pouco, por isso se sente bem melhor agora, ainda está triste por Lee ir embora, mas já não sente vontade de chorar.

Pouco tempo depois de voltar do almoço, dois toques na porta chamam a atenção da rosada.

—        Entre.

Karin é quem aparece quando a porta é aberta.

—        Estou com o contrato que me pediu e pesquisei sobre a área, parece que estava certa, a área ao redor da casa da Izumi é protegida e mexer ali pode dar um processo daqueles.

Sakura suspira massageando as têmporas.

—        Isso deveria ser responsabilidade dos agentes imobiliários, não nossa.

—        É um preço a ser pago por ter um grande nome constantemente relacionado a proteção ambiental, temos que estar cientes de onde estamos trabalhando.

—        Tudo bem, obrigada, deixe os papéis comigo e depois de lê-los falo com os donos.

—        Tudo bem.

Karin estende os papéis e deixa a sala. Sakura segue fazendo seu trabalho, no entanto, vez ou outra Itachi lhe volta a mente, mas ao se lembrar das palavras dele Lee e Gaara também rondam seus pensamentos e ela sequer sabe dizer quantos suspiros escaparam de seus lábios hoje.

Quando finalmente consegue se focar no projeto a sua frente, lendo sobre os problemas da área protegida e massageando o ombro cansada, seu celular toca e ao ler a mensagem vê que se trata de Hinata.

*Saku, estávamos pensando em fazer o ensaio uma semana antes do casamento, domingo às dez, não marque nada. Você e Sasuke irão entrar juntos por serem quem são, então espero que as coisas com ele ainda estejam bem.*

*Não se preocupe Hina, ainda não nos matamos.*

*Isso é bom, sério mesmo, porque não quero que minha madrinha e o padrinho do meu noivo estejam se odiando no dia do meu casamento.*

*Não se preocupe não vai acontecer.*

*Que bom, espero que continue assim. Até.*

*Tchau.*

Sakura guarda o celular e suspira voltando a focar no trabalho. Pouco tempo depois, ouve três batidas na porta.

—        Entre.

A porta é aberta e Suigetsu entra.

—        Trouxe minhas análises sobre seu projeto, como me pediu. Mesmo que não estejamos juntos fico feliz que peça minha ajuda, é uma honra trabalhar com alguém tão popular aqui na construtora.

—        Não exagere.

O azulado sorri.

—        Não é exagero, mas enfim. Ao trabalho.

Eles conversam entre si sobre o projeto da casa. Sakura não pensou que teria tanta dor de cabeça ao aceitar esse projeto, mas fica feliz de ter pessoas para ajudá-la. Assim que ele deixa a sala, ela volta a focar no trabalho.

Ao fim do dia, pega suas coisas e deixa a sala. Karin não está em sua mesa, talvez esteja ocupada com Tobirama ou talvez já tenha ido embora, por isso a rosada apenas segue para o elevador.

No elevador, sua mente viaja um pouco com suas funções como madrinha e ela se deixa envolver com esse assunto pelo resto do caminho até a própria casa.

Assim que chega em casa Sakura segue para o banheiro onde toma um longo e relaxante banho. Em seguida, se troca e depois de comer algo para enganar a fome se joga no sofá assistindo qualquer coisa que passe na TV.

Apesar de ser distraída pelo noticiário, a rosada ouve o toque do seu telefone e procura pelo aparelho, atendendo-o sem demora.

—        Alô.

*Oi.* Ela ouve a voz de Gaara *Como está?*

—        Melhor, obrigada.

*Acabamos não falando sobre isso, pelo que aconteceu ontem, mas quero saber se ainda quer sair amanhã, um cinema ao ar livre, soube que vão fazer um desses.*

—        Claro, é uma ótima ideia. Sempre quis ir em um desses.

*Te pego as sete e meia então.*

—        Tudo bem, nos vemos amanhã.

*Até lá.*

—        Tchau.

Ela encerra a ligação e suspira, mas deixa escapar um sorriso. Eles estão mais próximos do que eram antes e isso a deixa feliz, muito feliz.

Voltando a focar na programação que a televisão lhe proporciona, a rosada fica assistindo por mais algum tempo, mas ao ver o relógio marcar 23:07h ela se ergue caminhando para o quarto. Assim que se deita um longo suspiro é solto por causa do cansaço do dia e sem demora ela pega no sono.

 

Sakura desperta com alguns raios de sol que passam pelas frestas da cortina iluminando o quarto. Não está tão disposta quando gostaria, mas se sente bem e por isso se ergue indo tomar seu café da manhã e saindo para correr logo depois para sentir o sopro da brisa tocar-lhe o rosto.

Depois de sua longa corrida, toma um banho e se joga no sofá tentando se distrair um pouco, mas não sente entusiasmo com a programação, isso porque todos os filmes do horário são romances, comédias românticas ou dramas com casais.

Ela desliga a televisão e decide visitar uma de suas amigas. Depois de trancar sua porta, a rosada se dirige para a garagem e não demora muito para deixar a casa.

Sakura segue para a casa mais próxima, a de Ino e não demora a se aproximar. Assim que avisa de sua presença espera pela loira que demora um pouco.

Depois de mais alguns toques Sakura observa a casa estranhando que Ino não tenha aparecido ainda, então pega o celular e abre a conversa com a Yamanaka.

*Ei, você ainda está dormindo? Estou na frente da sua casa.*

A mensagem é enviada e entregue, mas demora um pouco para ser vista. Sakura decide ligar para Ino, mas não o faz porque ela responde.

*Não estou em casa, desculpe.*

Sakura se surpreende, pois pensou que a amiga estava menos interessada do que o normal em sexo. Depois do beijo entre ela e Sai, Ino não ficou com mais ninguém, mas a rosada percebe que ela já superou aquilo.

*Conseguiu finalmente esquecer o beijo?*

*É, quase isso.*

Sakura arregala os olhos pela surpresa ao ver a mensagem.

*VOCÊ TRANSOU COM O SAI?*

*Não faça parecer que foi a pior coisa do mundo.*

*Não é, apenas me surpreendeu.*

*Imagina a mim.*

*Bom, vai aproveitar ele, até.*

*Tchau.*

Sakura guarda o celular em um suspiro. Ela fica contente que Ino finalmente admitiu estar a fim de Sai, apenas se irrita um pouco por ter vindo aqui em vão.

Já no carro envia mensagens para as amigas, porém todas têm seus próprios compromissos. Ao enviar uma mensagem a Temari, no entanto, Sakura se lembra de como Gaara tinha muitas informações sobre ela e por isso acrescenta algo na mensagem à amiga.

*Se tiver algum tempo eu gostaria de saber um pouco sobre Gaara.* - Sakura

Não demora muito para ter uma resposta da loira.

*Estou cheia de coisa agora, mas prometo te enviar um relatório completo do meu caçula assim que der.* - Temari

*Obrigada.* - Sakura

A rosada sorri, mas logo solta um longo suspiro ao pensar nas opções de companhia que tem para hoje. Tatsuo está ocupado demais com a os preparativos da academia para que consiga algum tempo para a rosada e, considerando que Lee, Sasori e Itachi não são as melhores companhias para ela nesse momento, como último recurso envia uma mensagem a Deidara.

*Ocupado?*

Ele não demora a responder.

*Sou um homem muito ocupado. Por quê?*

*Quero sair e ninguém está disponível.*

*Fico chocado por ser a última opção.*

*Desculpe.*

*Não se preocupe, não me importo muito com isso mesmo.*

*E?*

*Estou indo para uma partida de paintball com a galera, você poderia vir.*

*Itachi vai estar lá?*

*Sim.*

*Então é melhor não.*

Apesar de saber que o moreno não se importaria se ela aparecesse o mínimo que deve ter é consideração pelos sentimentos de Itachi, afinal ainda que seja uma ótima pessoa e tente não demonstrar, ele se machucou com o que a rosada tinha a dizer e por isso ela decide não ir com eles.

*Por que? O que aconteceu?*

*Ele se declarou.*

*Ah, então finalmente teve coragem.*

*Você sabia?*

*Sou o melhor amigo dele Saku, é claro que eu sabia.*

Sakura suspira.

*Boa partida.*

*Tem certeza que não quer vir?*

*Tenho.*

*Boa sorte.*

Sakura guarda o celular e segue com o carro decidindo dar uma volta pela cidade.

Apesar de estar sozinha, a rosada conheceu lugares que não conhecia por sua cidade natal. Sendo guiada por pesquisas no celular visitou um museu, dois parques, um espetáculo de dança na Praça Central de Konoha e explorou seu paladar em vários estabelecimentos. Mesmo estando um pouco solitária, foi uma boa tarde de distrações.

Quando o sol começa a se pôr ela volta para casa para um banho, afinal tem um encontro planejado com certo ruivo de olhos verdes. Antes de entrar no banho no entanto recebe uma mensagem de Temari acompanhada de anexos e percebe que a loira não estava brincando quando disse que enviaria um relatório ao qual Sakura não conseguiu ler por completo por causa do horário. Ainda assim como agradecimento a Haruno respondeu a amiga com uma mensagem.

*Obrigada, amo você. Pago uma bebida na próxima noitada.* - Sakura.

*Não que eu quisesse algo em troca quando enviei isso, mas ninguém nega uma bebida. Boa sorte com ele.* - Temari.

Sakura ri da amiga e agradece seguindo para o banho logo depois.

 

O banho que a rosada tem é relaxante, mas não tão longo e ao terminá-lo e abrir seu guarda-roupas, sendo essa uma das poucas vezes, sua roupa é escolhida rapidamente.

Quando o toque da campainha se faz ouvido, Sakura pega sua bolsa e segue para a porta. Assim que uma fresta se cria pode ver um pequeno sorriso no rosto do homem a sua frente.

—        Está linda como sempre.

Ela sorri agradecida.

—        Obrigada.

O rapaz se aproxima e toca seu rosto não demorando a selar seus lábios nos dela. Sakura sente o gosto do Sabaku e envolve o pescoço dele com as mãos enlaçando seus dedos nos fios avermelhados.

Não é um beijo longo, não tem todo o fogo que demonstram na cama, mas é um beijo bom. É um beijo de bom dia, ou boa tarde nesse caso, e ambos aproveitam dele pois parecem estar viciados no sabor um do outro.

Quando se afastam Gaara observa o delicado rosto a sua frente com um sorriso enquanto os olhos da rosada permanecem fechados. Ela deixa o aroma dele lhe invadir e com ele cada célula de seu corpo relaxa.

Como alguém pode ter tanto efeito sobre mim? O pensamento da rosada a faz abrir os olhos para focar no belo par de íris verdes a sua frente.

—        Pronta?

—        Sim.

Ele se afasta e ela não demora a trancar a porta seguindo ao lado do ruivo até o carro.

As casas passam rápido ao seu lado e a rosada foca sua atenção nele.

—   Acho que não agradeci direito por estar lá por mim na quinta.

O ruivo a observa com o canto dos olhos, mas o olhar da rosada permanece na estrada a frente.

—   Foi muito bom ter alguém comigo, não sei o quão pior teria ficado se não estivesse lá. Então obrigada por ter percebido que eu não estava bem e por ter ficado comigo a noite toda. Obrigada também pelo café da manhã estava muito bom.

Ele sorri com a última frase e percebe que ela terminou quando fica em silêncio.

—   Não tem porque agradecer, eu seria um idiota se não tivesse ido depois de perceber que algo estava errado.

—   Pensar assim é o que faz com que eu precise agradecer.

—   Não se preocupe, você é importante pra mim, não tinha como ser diferente.

O coração da rosada falha uma batida ou duas e ela desvia o rosto para a janela. O ruivo nota que suas palavras a fizeram desviar o olhar, apenas não sabe definir se isso é bom ou ruim. O clima fica um tanto estranho, mas não dura muito porque o rapaz estaciona perto do parque.

Os olhos da rosada brilham ao ver a área arborizada. Fazia tanto tempo que não vinha aqui que sequer se lembrava de como era. Ela não costuma visitar muitos parques, não que não goste, apenas não tem tempo, afinal quando não está trabalhando está com as amigas e suas amigas não curtem muito esse tipo de programa.

Hoje mesmo visitou dois parques no centro de Konoha, mas eles eram pequenos e ela não passou muito tempo ali. No entanto, a grande área verde a sua frente é diferente, porque vivia vindo aqui quando era criança, esse lugar lhe trás uma sensação de nostalgia e enche seu peito de um sentimento bom.

—   Isso ainda continua lindo.

O ruivo percebe o sorriso que adorna os lábios de sua acompanhante e isso o faz sorrir também.

—   Que bom que acertei de novo.

Ela ri ao olhar para ele.

—   Me responde sinceramente, você faz adivinhações?

Gaara ri e abre a porta do carro.

—   Não, não faço.

O ruivo deixa o carro e Sakura também o faz.

Abrindo a porta traseira, Gaara pega uma sacola com alguns pacotes de batatas, salgadinhos e chocolates. Além de levar uma toalha consigo.

—   Posso colocar a toalha na minha bolsa.

Sakura se prontifica e o ruivo sorri para ela entregando o tecido. Eles logo adentram o parque e caminham por entre o caminho de tijolos.

Sakura observa admirada os novos bancos e brinquedos para as crianças, os balanços nos quais adorava se balançar foram trocados, alguns escorregadores foram adicionados ao lugar, há também gazebos, muros de treliças e arbustos espalhados por todo o parque e ela não consegue acreditar na capacidade dele de impressiona-la a cada encontro.

—   Tem tanta coisa nova, mas ainda assim trás tantas lembranças.

—   Já esteve aqui?

—   Quando era criança, meus pais me traziam aqui. Sempre pareceu tão grande e verde, eu me sentia livre e feliz.

—   Sim, esse lugar parece mesmo despertar sensações assim.

Toda a área está repleta de pessoas de todas as idades e a rosada avista a parte do cinema ao ar livre. Ao ver a grande tela a surpresa ronda a Haruno, não apenas surpresa, mas também admiração.

—   Isso é incrível.

Os olhos de Sakura observam a tela com um brilho que encanta seu acompanhante.

—   É diferente, mas bastante agradável.

Ao olhar ao seu redor, ela percebe que está um pouco cheio, mas que ainda há alguns lugares disponíveis.

—   Ali.

Ela mostra o lugar que encontrou ao ruivo e eles seguem nessa direção. Passando entre toalhas de piquenique. Sakura pode ver casais em sua maioria, mas também há famílias completas, amigos e um ou outro sozinhos.

Eles chegam ao lugar que a agrada pois a tela fica bem visível dali.

—   É um bom lugar. - o ruivo diz - Pode me dar a toalha?

—   Ah, claro.

Sakura tira a toalha e recebe a sacola com guloseimas enquanto o ruivo estende o pano. Eles se sentam assim que o Sabaku termina e, abraçando as pernas, a rosada foca seu olhar admirado na grande tela a sua frente.

—        Não imaginei que a tela fosse tão grande.

—        Até que essa não é tanto.

Ela se vira observando-o.

—        Já foi a cinemas ao ar livre antes?

—        Algumas vezes.

Ele dá de ombros e Sakura estica as pernas voltando seu olhar para o ruivo.

—        Então, - ele retribui o olhar ao ouvi-la - que filme vamos assistir?

—        Não conheço seus gostos então me desculpe se não for seu gênero favorito.

Ela abre um belo sorriso a Gaara.

—        Mesmo que não goste do filme, aprecio a companhia.

Os olhos do ruivo se arregalam levemente, surpreso pelo comentário, e ele cora involuntariamente. Apesar do sol já ter se posto a lua brilhante acima de suas cabeças a deixa perceber esse detalhe e ela ri.

Gaara desvia o olhar sem graça, não é sempre que cora e poucas mulheres conseguiram fazer isso. O ruivo pigarreia e foca na grande tela a sua frente.

—        É Tempos Modernos, Charles Chaplin.

A rosada sorri.

—        Não deveria se preocupar quando se trata dele, - ela também foca na tela - nunca vi alguém que tenha assistido Chaplin e não tenha gostado.

—        Já assistiu?

Sakura ri.

—        Acho que umas quatro ou cinco vezes. Não me canso de nenhum deles.

Ele sorri.

—        Sorte a minha.

—        Às vezes acho que você tem algum relatório a meu respeito, não é possível.

Ele ri e dá de ombros.

—        Quem sabe?

Eles se silenciam ao ouvir um alto som musical e ver a tela ganhar vida.

 

Como dois cinéfilos que são, nada além de frases sobre o filme é solta e quando ele termina, sorrisos estão presentes em seus rostos.

—   Eu, definitivamente, não me canso de assistir isso.

—   Sou obrigado a concordar.

Eles se erguem e depois de recolher o lixo Gaara dobra o pano que logo é pego pela rosada e guardado na bolsa.

—   Quer andar um pouco? - ele diz.

—   Sim.

Seus passos os afastam das pessoas ainda sentadas e da grande tela enquanto o sereno da noite os envolve.

A noite está agradável, em uma temperatura amena e com o céu repleto de estrelas, sem contar que está bem iluminado pela lua cheia. Sakura caminha com as mãos em frente ao corpo observando o caminho ao qual seguem.

—   Obrigada por me tirar de casa hoje, precisava disso.

—   Claro, fico feliz por ajudar.

Ela sorri agradecida.

—   Então, - Gaara foca seu olhar sob ela vendo-a observá-lo - quando ia me contar que é um ótimo cantor?

Ele se surpreende.

—   Onde ouviu isso?

Ela sorri se lembrando de algo que o ruivo disse quando tiveram o primeiro encontro.

—   Tenho minhas fontes.

O ruivo se surpreende com a frase, mas logo sorri percebendo que Sakura ficou sabendo disso por Temari. Ele leva uma das mãos aos fios vermelhos remexendo-os um pouco sem graça com o assunto do momento.

—   Não sou tão bom.

—   Tenho um vídeo que discorda.

No mesmo instante o olhar dele se arregala pela surpresa e o Sabaku vira seu corpo em direção a rosada.

—   Como conseguiu esse vídeo?

Um olhar desesperado se mostra no rosto do caçula dos Sabaku e vê-lo dessa forma faz Sakura soltar uma bela risada que distrai o rapaz de cabelos de fogo por alguns segundos.

—   Precisava de informações considerando que sabe muito sobre mim.

—   É para isso que existem encontros.

Ela ri mais uma vez.

—   Certo, então me diga quando ia me contar.

—   Provavelmente nunca.

—   Por que? Vi o vídeo, você é muito bom.

—   Tem uma razão pela qual existem tão poucos vídeos de mim cantando.

—   E qual é?

—   Meus irmãos os usavam para me chantagear.

—   Minha nossa isso é sério?

—   Sim.

—   Mas ainda não entendo o porquê, gostei da sua voz.

—   O problema não é cantar, mas como fico quando canto.

Ela o observa sem parecer entendê-lo e o ruivo apenas suspira antes de se explicar.

—   Eu nunca coro, mas isso muda se alguém me ouvir cantando. Meu rosto fica da cor do meu cabelo de tanta vergonha que sinto.

Ela ri.

—   Não acredito.

—   É serio, sou péssimo nisso.

—   Mas você é um advogado, fala na frente das pessoas o tempo todo. Você convence um júri.

—   É diferente.

—   Então a música é seu ponto fraco.

—   Podemos dizer que sim.

—   Então não tem a possibilidade de eu te ouvir cantar pra mim algum dia?

O ruivo a observa e vê duas belas íris jade focadas sobre si. Isso o faz desviar o olhar e sua voz tem um tom baixo quando deixa seus lábios.

—   Talvez algum dia.

Um grande sorriso se abre no rosto da rosada e eles continuam a caminhada com conversas e risadas por algum tempo antes de voltarem para onde o carro está estacionado.

No caminho de volta, o assunto acaba sendo o filme o qual assistiram e inúmeros outros do mesmo gênero, assunto ao qual eles perceberam ser mais um que eles têm em comum.

A casa da rosada logo surge no campo de visão dos dois e o carro não demora a parar em frente a ela. Os olhos da rosada se voltam ao belo ruivo ao seu lado.

—   Foi uma noite incrível e o filme foi ótimo.

—   Fico feliz em agradar.

O sorriso dela aumenta um pouco e seus olhos permanecem focados nos dele.

—        Vai descer?

—        Desculpe, mas tenho um caso para estudar. Ele vai me ocupar o domingo inteiro.

—        Que pena.

—        Acredite em mim, ninguém lamenta mais do que eu.

Ela ri e ele deposita um beijo nos lábios dela. A rosada desce do carro com um sorriso no rosto e se afasta seguindo para a porta de casa.

Ao entrar, ela caminha para o quarto colocando algo mais confortável para dormir e pega o celular, onde vê uma ligação da madrinha, mas por estar tarde decide ligar no dia seguinte.

Então, ao ver que não há mais nenhuma mensagem ou ligação, coloca o aparelho na cabeceira e cai no sono sem demora.

 

Assim que desperta, Sakura faz um café da manhã renovador e liga para a madrinha, não demorando a ser atendida.

*Alô.*

—        Oi madrinha, me ligou ontem desculpe estava ocupada.

*Foi o que pareceu*.

Ela ouve um suspiro do outro lado da linha.

—        O que aconteceu?

*Ah, não foi nada, apenas queria companhia. Shizune me abandonou e Jirayia tinha compromisso, um jantar de negócios, em pleno sábado a noite.*

—        Desculpe eu também tinha compromisso.

*Sim, não se preocupe.*

—        Mas porque não foi ao jantar também?

*Ah, eu ia, mas eles só iam falar sobre coisas de contadores e eu não estava a fim disso.*

—        Então não foi culpa dele.

*Não, não foi. Ele até tentou me convencer a ir, mas não estava com vontade.*

—        E hoje está ocupada?

*Vamos a hípica, se quiser vir também está convidada.*

Sakura pensa um pouco sobre isso e decide aceitar o convite.

—        Encontro vocês lá.

*Nos vemos lá então. Tchau querida.*

—        Tchau madrinha.

A rosada desliga o celular e se troca seguindo para o local combinado sem demora.



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