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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 138


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Capítulo 138 - Capítulo 39 - GAARA - Mais laços rompidos


Sakura volta para casa cansada pelo dia que teve, mas extremamente contente por tê-lo passado com seus padrinhos. Recebeu ligações de Ino e de sua mãe, a matriarca enviou fotos do cruzeiro e conversou bastante com a filha, sem se esquecer, obviamente, de avisar que quer netos. A Yamanaka, que ligou no fim da tarde, explicou como acabou indo para a cama com Sai. Aparentemente eles se encontraram de forma totalmente casual na sexta quando a loira foi a um evento de trabalho e acabaram ficando.

Sakura acha que talvez a amiga esteja se apaixonando, é claro que a loira negaria até a morte, mas isso não impede que seja verdade. Pensando nisso, a rosada sorri com a recordação do sábado que teve. Foi muito bom estar com Gaara, era um encontro como qualquer outro mas parecia mais que isso, ela realmente se sente muito bem quando está com ele.

A Haruno se recorda ainda de como se sente quando está ao lado dele, sua atenção, entretanto é perdida ao ser afastada por seus pensamentos quando a campainha é tocada. Ela se levanta seguindo para a porta com um sorriso imaginando saber de quem se trata, mas ao abri-la vê um ruivo diferente do que esperava.

—        Oi, - ela diz - não me disse que tinha voltado. Pensei que viria só amanhã.

—        Voltei antes.

Ela se surpreende com o que ouve e se preocupa que algo tenha dado errado para ele.

—        Por que? Aconteceu alguma coisa?

—        Posso entrar.

—        Ahn, claro.

Sakura abre caminho para que ele entre e o ruivo não demora a fazê-lo seguindo para a sala, mantendo-se de pé. A rosada apenas se senta recostada no braço do sofá.

—        Queria falar comigo, sobre o que era?

Ela percebe que o tom de voz dele é frio, mas ignora esse fato, pois se lembra do motivo pelo qual queria falar com ele.

—        É. Ahn, eu...

—        Desculpe, mas tem algo me incomodando, eu quero falar primeiro.

Ela se surpreende com a interrupção.

—        Tudo bem, sobre o que é?

—        Por que não estava aqui na semana passada?

Ela se surpreende.

—        O que?

—        Vim aqui domingo e não te encontrei, onde estava?

—        Olha Sasori, sei que somos amigos mas não te devo explicação do que faço.

Isso surpreende o ruivo e o faz fechar os punhos.

—        Então dormiu fora?

—        Já disse que isso não…

—        Quem foi? Foi o Itachi? Ou talvez um daqueles caras que estavam babando por você na exposição, ou um dos que você beijou. São tantos que…

O ruivo para de falar ao sentir o tapa forte da Haruno em seu rosto.

—        Quem você pensa que é para falar comigo desse jeito?

Sasori toca os lábios ao sentir o gosto amargo na boca, foi um tapa e tanto.

—        Temos um combinado, - ela continua - sexo, apenas sexo, sem nenhuma cobrança sem você insinuando que sou uma puta que dorme com todo mundo. E mesmo que fosse, você não tem direitos sobre mim, eu faço da minha vida e da minha vagina o que eu quiser.

—        É, parece que está mesmo fazendo da sua vagina o que quer.

Sakura sente o sangue ferver e precisa se segurar para não voar em cima do ruivo.

—        Saia da minha casa.

—        Ainda não, ainda temos o que conversar.

—        E o que quer conversar? - A voz dela se altera - Quer falar sobre como aquela cena que fez com Itachi foi estúpida? Ou quer saber onde passei a última semana? Desde quando preciso te dar satisfações da minha vida? Desde quando você acha que tem algum direito sobre mim?

Ele a observa percebendo o quão furiosa ela está.

—        Não fui eu quem mudou, foi você.

—        Sim, acho que está certíssimo, porque agora me dei conta de que não dá mais. Vou deixar isso bem claro, não importa o que tínhamos, a partir de agora acabou. Nós não temos mais.

Isso surpreende o ruivo. Não que realmente devesse, no estado que ela está dizendo as coisas que disse, era algo óbvio. Mas ainda assim ele está surpreso.

—        Então está dizendo que não me quer mais na cama?

Ele se aproxima perigosamente, mas a rosada não mexe um único músculo.

—        Estou dizendo que não preciso mais de você na cama.

Isso enfurece o ruivo e o faz se aproximar mais da rosada prensando-a contra a parede.

O olhar e a raiva dela não vacilam, ela continua a olhar atentamente para ele.

—        Tem certeza disso?

—        Nunca estive tão certa em toda a minha vida. A última coisa da qual preciso agora é de alguém que acha que me conhece, a pior coisa que eu fiz foi ter aceitado ir com você para a cama.

Ele a observa percebendo a seriedade em suas palavras e em seu olhar.

—        A pior coisa? - ele sorri - Não consegui ouvir muito bem quão ruim foi, estava focado nos seus gemidos.

—        Pois é, e olha onde estamos agora. De que adianta ser bom de cama se é só um babaca?

O rosto dele fica sério.

—        Não devia me testar Sakura, posso fazer o que quiser com você aqui e mostrar o quão babaca posso ser, seus vizinhos nem escutariam.

—        Sou muito boa ao me defender, fique a vontade para tentar.

Sasori percebe que ela não está com medo, ela não demonstra isso, essa provavelmente é uma das coisas que mais a tornam atraente. A forma como gosta de brincar com o perigo.

—        Se eu sair por aquela porta nossa amizade já era.

—        Nossa amizade acabou no momento em que quebrou nosso contrato.

Ele ainda a observa, mas se afasta.

—        Então acho que não somos mais amigos.

O Akasuna deixa a sala batendo a porta com força. Sakura segue para o sofá e se senta pegando uma das almofadas de encosto e jogando-a longe.

—        Aaargh.

Depois de se acalmar, muito, muito pouco, Sakura tranca a porta e vai para a garagem onde encontra seu antigo saco de areia, não é fácil carrega-lo, mas ela o monta na garagem e desconta sua raiva ali durante algum tempo.

Quando o suor e a raiva deixaram seu corpo, ela segue para o banho se jogando na cama exausta logo depois e indo dormir.

 

Sakura tem o rosto afundado no travesseiro agora. Diferente de como aconteceu com Lee, nesse momento está apenas com raiva, muito provavelmente pela forma como o ruivo anda agindo e não apenas na noite anterior mas no dia do evento também. Talvez por isso não haja dor por perder um amigo, apenas raiva por se envolver com um babaca. Sakura ama Sasori, mas ele realmente a tirou do sério.

No começo, ela apenas queria que ele entendesse que não poderiam continuar transando se ele estivesse envolvido emocionalmente afinal não queria que o amigo se machucasse. Mas seu sangue ferveu depois da insinuação que ele fez, de novo.

Ela solta um longo suspiro e com o queixo sobre o travesseiro observa um ponto qualquer de sua cabeceira.

A Haruno já disse o que sentia a Lee, enfrentou Sasori e deixou claro que não poderiam ter um relacionamento, mas ainda falta alguém com quem a rosada não falou, ainda tem alguém esperando pela sua resposta. O grande problema é que Sakura não está disposta a perder mais um amigo.

Com um suspiro ela se ergue e se troca, afinal furiosa ou não, ainda tem que trabalhar.

 

Sakura não tem muito espaço em sua mente para pensar em nada além do trabalho, ao menos durante a manhã. Com os imprevistos que começaram a surgir na casa de Kotetsu e Izumi, ela sequer está com tempo para focar em outra coisa. Inclusive, pretende passar o resto do dia na obra, depois do almoço irá direto para lá.

Perto da hora do almoço, ela se levanta para sair e se prepara para pegar suas coisas, no entanto, ouve o toque de seu celular.

—   Alô.

*Senhorita, bom dia.*

—   Bom dia Luis, o que aconteceu?

*Nada que tenha que se preocupar. Na verdade preciso que o senhor Uchiha venha para a obra, quero mostrar como vai o andamento, mas não consigo falar com ele já que não atende o telefone.*

—   Entendo, não se preocupe falarei com ele.

*Muito obrigado mesmo senhorita.*

—   Disponha.

*Nos vemos.*

—   Até.

Sakura desliga o telefone e segue para a sala de Sasuke. É estranho que ele não tenha atendido o chefe de obras, ele é geralmente tão paranoico com o projeto que isso foi realmente uma surpresa.

Essa definição do moreno, não foi dada por ela já que os únicos contatos que teve com o moreno na obra nunca foram bons. Não, foram alguns homens que disseram isso, eles acham o engenheiro Uchiha um pouco focado demais no projeto.

Pessoalmente, Sakura acha isso uma qualidade, mesmo ao ouvir que ele raramente conversa com seus companheiros de obra e se dedica unicamente ao projeto. Ela não sabe o motivo dele agir assim, na construtora Senju todos são muito comunicativos e saber de alguém assim é no mínimo estranho. Mas nessas últimas semanas que passou com Sasuke percebeu esse é quem ele é então, ainda mais que antes, não acha que seja um defeito.

Sakura, deixa seus pensamentos de lado, parada em frente a porta e dá dois toques.

—        Entre.

Ela ouve e abre a porta recebendo o olhar do moreno sobre si.

Sasuke se surpreende ao vê-la, mas abre um sorriso para ela que corresponde o gesto.

—        Bom dia. - ele diz.

—        Ahn, bom dia. - ela se entra na sala - Luis quer mostrar o andamento da obra, pediu que fosse ainda hoje se pudesse. Tentou falar com você, mas não atendeu, por isso ligou para mim.

Sasuke tateia os bolsos e percebe que o celular não está consigo.

—        Devo ter deixado em casa.

Ao olhar o horário no relógio percebe ser onze e quarenta e oito, horário em que a rosada geralmente sai para almoçar. Ele se levanta arrumando as coisas na mesa.

—        Estava mesmo planejando ir depois do almoço. Estou saindo agora, - ele observa a rosada - Sakura ainda não conversamos sobre as cercas ao redor do vilarejo e talvez haja alguma coisa que queria acrescentar na obra, quer vir comigo?

Ela se surpreende com o convite.

—        Ir com você? Você quer dizer almoçar?

—        É. A não ser que tenha outros planos.

—        Não, não. Não tenho.

Sasuke se aproxima dela, mas mantém certa distância.

—        Depois podemos ir a obra, percebi que vai lá às vezes. Poderíamos continuar nossa conversa lá.

—        Sim, eu vou, gosto de ver como meus projetos estão ficando, mas infelizmente hoje não posso, tenho algumas coisas para finalizar.

—        Que pena.

Ela pensa um pouco, por alguns milésimos de segundo.

—        Mas aceito almoçar com você. Vou apenas pegar minha bolsa.

—        Certo, te esperarei no elevador.

—        Tudo bem.

Ela se afasta e o moreno suspira. De alguma forma ele sente que precisa avançar o máximo que conseguir. E almoçar com ela não é a pior coisa do mundo, claro que a última vez que almoçaram terminaram brigando, mas ele apreciou o momento que tiveram no restaurante aproveitando a refeição, e por isso apenas, já vale arriscar um almoço.

O moreno pega seu casaco e sai da sala seguindo para o elevador. Quando ela aparece, já com o casaco e a bolsa, ele não pode deixar de notar o quão bela a rosada está. Se bem que isso nunca foi um segredo, ela o tira do sério às vezes e gosta de contrariá-lo com frequência, mas ele não pode negar o quão bela ela é.

Karin os observa surpresa ao ver a amiga se aproximar de Sasuke. A aproximação não é tão surpreende na verdade, o moreno esperar por ela é que realmente surpreende, isso porque indica que estão indo almoçar fora. Mas mais que o fato deles saírem juntos, o olhar com o qual o moreno a observa chama a atenção da ruiva.

A Uzumaki logo pega o celular e manda uma mensagem para a rosada.

*Ele parece interessado demais, tenha cuidado.*

Depois do que Sakura passou com Itachi, Sasori e Lee, a Uzumaki se preocupa com mais um envolvimento da rosada, afinal ela parecia bastante perdida e um tanto assustada. A ruiva apenas não quer que a amiga se confunda mais, considerando como Sakura já está confusa quanto aos próprios sentimentos a última coisa da qual precisa agora é de um Uchiha para confundi-la, ainda mais se for alguém treinado na arte da conquista como Sasuke.

Karin suspira e, mesmo preocupada com a amiga, volta ao seu trabalho.



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