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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 141


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Capítulo 141 - Capítulo 42 - GAARA - Saudade


Sakura acorda com o toque do telefone mas não desperta realmente. Foi dormir tarde na noite anterior pensando em Itachi e na conversa que teve com ele.

Com um longo suspiro ela se levanta e depois de fazê-lo, vai tomar seu café da manhã e segue para a construtora. A noite passada não foi sua melhor, já que, apesar de ter conseguido pegar no sono, acordou várias vezes durante a noite. Isso a deixou bastante cansada e ela tem medo de não conseguir se dedicar totalmente ao seu trabalho.

Assim que chega à empresa cumprimenta Karin e vai para a própria sala onde se foca no trabalho.

O horário do almoço chega e ela caminha até a sala onde Sasuke fica antes de sair para almoçar. Não para vê-lo, pois sabe que ele não está aqui hoje, ficará o dia no vilarejo, mas essa ainda é a sala onde resolvem seu projeto, então as coisas referentes a ele ficam aqui. Essa não é apenas a sala de Uchiha Sasuke afinal, assim que guarda os papéis, deixa a sala sem demora e se aproxima da Uzumaki.

—        Vamos?

—        Vamos.

Karin pega sua bolsa e as duas seguem para o elevador.

—        Parece cansada, passou a noite com Gaara?

—        O que? - ela foca na ruiva - Ah, não, não. Ele está cheio de trabalho ultimamente.

Há um ar entristecido no rosto da rosada, a Uzumaki nota isso, mas volta a pergunta inicial, do motivo pelo qual ela está tão cansada. É provável que estejam relacionados.

—        Então?

—        Falei com Itachi ontem.

—        Deu uma resposta?

—        Sim.

—        E? - a Uzumaki a observa.

—        Ele foi mais compreensivo que os outros.

—        Mais compreensivo?

Ela não entende a rosada. O elevador se abre e elas caminham para fora do prédio.

—        Ele me consolou.

Karin se surpreende com o que ouve.

—        O que quer dizer com te consolou? Não foi dizer a ele que não queria nada?

—        Sim eu fui, mas aí lembrei do Lee e tudo desandou. Ele me abraçou e me consolou, eu me senti realmente amparada.

—        Isso não mostra que sente alguma coisa por ele?

—        Não, é mais como se fosse o Tatsuo ou o Dei, me senti como se eles estivessem me abraçando.

—        É bom saber que você tem um amigo assim.

—        Sim, é sim.

As meninas entram no restaurante e se aproximam da mesa das amigas.

—        Mas espera, o que quer dizer com mais compreensível do que os outros?

—        Oi piranhas. - Temari sorri.

—        Oi. - Sakura e Karin respondem ao se sentar.

—        Então?

Sentada ao seu lado, Karin a observa e a rosada ganha a atenção das amigas.

—        Então o que? - Ino pergunta.

—        Dei uma resposta para o Itachi ontem. - as meninas se surpreendem. - Ele foi bem compreensível.

—        Que nível de compreensão estamos falando? - Ino pergunta maliciosa.

—        Do nível melhor amigo.

A loira se silencia, o garçom se aproxima e elas fazem os pedidos, assim que ele se afasta as amigas voltam a focar a atenção na rosada.

—        Ele me consolou e me senti amparada, - ela continua - como se fosse o Dei ou o Tatsuo.

—        Isso é muito fofo. - Tenten diz.

—        Com certeza é sim.

Temari concorda.

—        Mas ele não foi o único com quem conversei. Sasori e eu brigamos no domingo.

—        Por quê?

O garçom trás os pedidos e elas começam seu almoço.

—        Então? - Tenten continua.

—        Basicamente, ele me disse que eu era uma puta só porque não quis ficar com ele.

—        Que filho da puta.

Três delas dizem em coro enquanto Hinata e Tenten apenas se surpreendem. Sakura suspira.

—        E assim perdi três amigos de uma única vez.

—        Dois. - Hinata diz - Não acho que perdeu o Itachi.

—        Talvez não, mas não posso ter certeza.

—        Apenas acredite nele, a reação que teve não é a de alguém que quer se afastar.

—        Acha que ele ainda pode investir? - Tenten diz.

—        Talvez. - Hinata dá de ombros.

—        Mas e o ruivo? O irmão da Temari.

—        Ele tem nome. - Temari diz.

—        Eu sei.

Sakura abre um sorriso fraco ao ouvir Ino.

—        Ele é demais, foi ele que me ajudou quando disse para o Lee que não podia correspondê-lo. Posso conversar com ele por horas que não me canso, ele é incrível.

Alguns sorrisos se formam na mesa.

—        Parece que temos alguém apaixonada aqui.

Sakura não se surpreende, a falta que o ruivo faz a ela não é normal, é claro que ele está ocupado, é claro que tem outras coisas para fazer, mas ela sente tantas saudades de conversar com ele, de vê-lo, que chega a doer. Então não tem duvidas sobre seus sentimentos, nunca pensou que fosse tão fácil identificar o que sentia até esse momento e agora ela está apaixonada.

—        Acho que sim.

 

O almoço seguiu animado depois da confissão e Sakura voltou com a Uzumaki para a empresa. Ao voltar para a sala, sua atenção é totalmente dedicada ao trabalho. E quando o dia termina ela segue para casa para um longo descanso.

Depois do jantar e do banho, Sakura se deita na cama, ainda que esteja cedo e pega o celular abrindo sua janela de conversas com Gaara. Ele respondeu a mensagem anterior, mas não foi exatamente o que esperava.

*Estava cheio de trabalho, desculpe não poder falar.*

Não há qualquer indicação de que eles possam começar uma conversa, não há convites para sair e nem parece que ele sente sua falta. Sakura balança a cabeça.

Não viaja Sakura, mal percebeu que está apaixonada e já está alucinando?

Ela suspira e responde o ruivo.

*Não se preocupe, eu entendo. Apenas sinto falta de falar com você.*

Ele não responde, apesar da mensagem ter sido enviada e de ele tê-la recebido.

A rosada passa algum tempo observando a tela do celular, mas logo se ocupa em suas redes sociais. Depois de quase quarenta minutos distraída no aparelho, volta a janela de conversas.

Gaara ainda não respondeu. A essa hora ele já não deve estar com ninguém então há apenas duas opções ou está dormindo ou está enfiado no trabalho, então a rosada apenas desliga a tela e se afunda no colchão. Há ainda uma terceira opção, mas Sakura não quer acreditar nela então apenas a ignora e não demora a pegar no sono.

 

O dia amanhece e a rosada vai para o trabalho na casa dos noivos. Como de costume tem um dia bastante cheio, mas diferente dos outros não é tão cansativo, é um dia bom. Não passa muito tempo em casa pois tem a aula de dança para ir, mas mesmo lá tem uma noite bastante divertida. Quando volta ao lar tem um longo banho e um agradável jantar, mas ao olhar para a tela do celular na janela de conversas com Gaara, percebe que o dia não seguirá sendo tão agradável assim.

*Desculpe mas estou cheio de trabalho ultimamente, não posso falar muito.*

A mensagem foi enviada quando a rosada estava no banho, ele passou o dia inteiro e apenas agora a respondeu.

*Não tem problema, apenas queria conversar. Está livre agora?*

*Não, sinto muito.*

Sakura observa a tela. Com isso já são três vezes que o ruivo não pode falar. Sakura entende que ele está muito ocupado, mas mesmo quando tem inúmeras coisas para fazer arruma tempo para conversar com os amigos, a não ser que esteja evitando a pessoa e ao perceber isso, finalmente admite que aquela terceira opção parece bastante plausível agora, ele não quer respondê-la, a esta evitando.

 

O dia da rosada é um dos piores que já teve, isso porque a casa dos noivos continua a pipocar problemas, instalações perigosas, encanamento defeituoso, Sakura gostaria de ter iniciado essa casa totalmente do zero, mas parte dela já estava construída então apenas fez seu trabalho e continuou a construção. Mas não foi apenas isso, antes fosse. Gaara nem sequer parece sentir-se incomodado com a distância e ela realmente não sabe o que fazer.

As amigas se surpreenderam quando a rosada contou o distanciamento que teve com o ruivo, Temari não se manifestou, provavelmente por se tratar do irmão, mas prometeu ficar atenta ao ruivo.

Agora a rosada apenas está na sua cama e reza para que esse dia chegue ao fim porque não tem como piorar.

As meninas a atormentaram para uma saideira, mas do jeito que seu dia vai, é arriscado demais. Nesse momento, apenas quer que ele chegue ao fim. Então, em um suspiro, se deixa levar pelo sono.

 

Os raios de luz que passam através da cortina iluminam o quarto despertando-a. Um longo suspiro escapa da rosada e ela abre os olhos espreguiçando-se.

Observando o próprio teto se lembra dos pensamentos do dia anterior. Sakura não se lembra de ter tido um dia tão difícil e exaustivo, em todos os sentidos. Mas afastando qualquer energia negativa que ainda possa rondá-la, se ergue com um suspiro.

Depois do café da manhã, Sakura segue para a construtora e cumprimenta seus colegas ao passar por eles. Não permanece muito tempo no prédio, pois apenas pega algumas últimas coisas que tem no escritório sobre a casa de Kotetsu e Izumi e se encaminha até o local da construção.

A rosada encontra apenas os responsáveis pela obra, os donos não estão ali é por isso que suas ordens são mais fáceis de ser dadas. Ela não gosta de trabalhar ao lado dos clientes porque as pessoas raramente entendem seu raciocínio imediatamente e precisa ficar se explicando. Talvez esse tenha sido o problema com Sasuke e sabendo disso ela poderia ter evitado, mas agora já é tarde.

O dia dela é todo nessa obra em especial, a qual acredita terminar antes do casamento de Naruto e Hinata ou assim espera, pois está pensando seriamente em pedir férias a Tobirama.

Faz tempo que ela não trabalha em um sábado, mas decidiu ir para a obra hoje. Os operários trabalham no sábado com ou sem sua presença então não mudou muito.

No fim do dia segue para casa onde toma um longo banho e, depois de uma refeição, cai na cama cansada.

O domingo também não é tão tranquilo quanto se espera porque passou boa parte dele na obra. Como no dia anterior acredita que tenha sido uma boa coisa já que conseguiu resolver todos os problemas que tinha.

Na noite de domingo deitada em sua cama se lembra do fim de semana que teve. Esse foi bastante diferente dos anteriores não foi nada animado, mas  não foi de todo ruim.

Seus olhos se atentam a tela do celular quando pega o aparelho e abre a janela de conversas com Gaara. Ele não voltou a respondê-la, também não ligou para ela ou a procurou. Isso entristece a rosada e a machuca.

Sakura apoia o celular no peito e observa o teto.

—        Olha só, você dispensou vários caras que estão apaixonados e agora não tem aquele pelo qual se apaixonou.

Um triste suspiro dança pelo cômodo e guardando o celular, a rosada se deixa envolver pelo sono.



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