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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 142


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Capítulo 142 - Capítulo 43 - GAARA - Bem vindos de volta


O casamento está mais perto do que nunca Sakura deveria estar a mil por causa da ansiedade, mas não está. O desinteresse do ruivo a afetou mais do que esperava e isso a irrita quase tanto quanto a entristece.

É por isso que decidiu que vai esquecer do ruivo um pouco e se dedicar a sua função de madrinha e como madrinha tem todo um casamento para ajudar a organizar. Mas antes disso, nesse momento, não é o casamento que importa e sim o chá de lingerie.

Sakura pega o celular e desbloqueia a tela abrindo o aplicativo de mensagens no grupo que criou.

“Chá de panelas - Surpresa pra Hina”

*Tudo bem garotas, é o seguinte. Quero vocês na minha casa às seis da tarde na sexta. Como tinha dito antes vou levar a Hina para lá às nove, mas preciso de uma mãozinha na casa. O Naruto já sabe que eles não podem sair na sexta e inventou alguma desculpa.*

*E o que vai dizer pra ela?* - Tenten.

*Invento algo na hora.* - Sakura

*Aqui estão a função de cada uma:
Porca e Temari - Pensem nas brincadeiras
Tenten - Compra as coisas para a decoração
Rika - Separa as músicas
Hanabi - Prepara as guloseimas
Eu e Karin - Compraremos os presentes* - Sakura

*DE FORMA ALGUMA!!!* - Porca

*O que é Porca?* - Sakura

*Você e Karin vão comprar os presentes? Não vai ter nada legal.* - Porca

*ESTÁ DIZENDO QUE EU TENHO MAU GOSTO SUA LOIRA AZEDA?* - Karin

*Ino está certa, vocês irão comprar coisas comportadas demais. Por que não fazemos assim, Ino e eu tambem levamos alguns presentes. Não teremos problemas com as brincadeiras, teremos bastante tempo para comprar algumas coisas.* - Temari

*Se preferirem assim, não vejo problema.* - Sakura

*É sério isso?* - Karin

*Nós vamos comprar coisas que ela realmente irá usar, coisas fofas que a Hina goste, o lado selvagem que apenas o Naruto conhece fica por conta da Porca e da Temari.* - Sakura

Karin não responde por algum tempo.

*Karin?* - Sakura

*Responde logo quatro olhos.* - Porca

*Ah, foda-se, pode ser.* - Karin

*Ótimo, vejo vocês em casa, não se esqueçam SEIS HORAS.* - Sakura

*Tá, tá Testuda, a gente sabe.* - Ino

Sakura guarda o celular e termina de tomar seu café da manhã. Assim que termina, vai para a garagem e segue para o trabalho.

 

Ao chegar na empresa, não permanece muito tempo e logo vai para a obra do vilarejo. Ela está bastante ansiosa por esse projeto, ainda mais porque está próximo do fim. Os homens que trabalham na obra são bastante eficientes, mas tem que admitir que Sasuke também é muito bom no que faz, ele sempre resolve os problemas que surgem sem muitas dificuldades e rapidamente, talvez tenha sido por isso que apenas mudou o hospital de lugar quando viu que perto do rio poderia haver problemas. Ela ainda não admite que ele tenha mexido em seu projeto, mas pelo menos agora o entende.

Referente a obra, todos estão se esforçando ao máximo, até mesmo os advogados cuidando da papelada que eles não cuidam e ela nunca imaginaria que esse projeto terminaria tão rápido.

Assim que chega ao rio a arquiteta estaciona o carro perto dos outros e desce caminhando pela obra, todos os que a veem a cumprimentam com um aceno, um sorriso, palavras ou ambos.

Parada em frente ao parquinho que desenhou, ela o observa. O lugar de recreação das crianças ainda não está pronto, considerando as prioridades é de se esperar que essa parte em especial demore um pouco para ficar pronta, mas mesmo assim Sakura já consegue visualizar seu desenho como se os traços ganhassem forma, ganhassem vida e se tornassem reais, aqui mesmo a sua frente.

As casas onde as crianças ficarão, as quais já deu uma olhada são grandes o suficiente para não haver superlotação. O projeto de cada casa tem uma cozinha, uma sala, cinco quartos, sendo que são quatro para as crianças e um para os supervisores, cada quarto tem capacidade para duas beliches e há vinte casas assim. Ou seja, caberão muitas crianças.

Além das casas há uma pequena construção onde as crianças receberão seus estudos, já que a escola mais próxima fica a muitos quilômetros. Além da biblioteca e, claro, do hospital. Ao olhar o lugar onde está Sakura se lembra do acampamento de verão que foi quando era menor, esse lugar a recorda de lá e ela sorri com a lembrança.

 

O dia chega ao fim e ela segue para casa. Viu Sasuke, mas não falou com ele afinal o moreno estava ocupado e ela própria também estava. Assim que chega e guarda o carro se arrasta para seu banheiro o mais rápido que consegue, pois precisa de um banho de banheira urgentemente.

Depois de encher a banheira e se despir se afunda na água quente.

—        Quando tudo isso acabar vou passar uma semana no SPA.

A ideia a recorda do que Gaara disse sobre férias e ela percebe que não tira férias a vários anos. Não, ela nunca tirou férias desde que entrou na construtora. Por quê? Ela se pergunta. Será que era melhor ter algo para fazer? Ou talvez fosse o medo de ficar entediada. Ela dá de ombros e se deixa relaxar na água agradável.

Assim que deixa a banheira se arrasta para a cama e cai exausta sem demorar a pegar no sono.

 

Sakura não ia à empresa hoje, mas resolveu que finalmente irá tirar férias e criou coragem para bater à porta de Tobirama. Não que esteja com medo do que o chefe possa dizer, afinal ela merece, mas tem medo de fazer falta e de sentir falta do que faz.

Afastando o pensamento a arquiteta dá três toques e espera pela permissão, quando esta é dada, ela entra. Tobirama a observa e para de fazer o que fazia a pouco focando sua atenção totalmente na rosada.

—        Sente-se. - assim ela o faz. - O que a trás aqui?

—        Vim pedir férias.

Ele se surpreende.

—        Não agora, claro, afinal tenho um projeto para entregar, mas gostaria de algum tempo para me afastar do trabalho, afinal dediquei tanto tempo a construtora que meio que estou precisando disso. Prometo não deixar nenhuma pendência referente aos meus trabalhos, tudo estará relatado e terminado se permitir que eu me ausente e estarei disponível para caso surja alguma coisa, só preciso descansar um pouco porque nesses últimos tempos estou bem sobrecarregada e pensei que seria bom deixar o trabalho por algum tempo.

Ele a observa em silêncio sem interrompê-la nenhuma vez.

—        Não era necessária toda essa explicação do motivo pelo qual quer férias, esse é um direito seu e considerando que nunca tirou férias desde que entrou aqui, não tenho nem porque questionar seu pedido. Como disse, está com um projeto em mãos, mas se não pegar mais nenhum outro, não vejo problema em que se ausente após o término deste.

Sakura se levanta agradecida.

—        Obrigada senhor.

—        Pedirei ao RH que arrume tudo.

—        Obrigada e com licença.

—        Toda.

Sakura deixa a sala do chefe caminhando até a sua onde pega alguns papéis do projeto e segue para o vilarejo.

 

Animada com a construção de um dos parques ela se coloca perto dos responsáveis pelos brinquedos e pela pequena obra. Os arbustos e árvores pelo lugar, longe o suficiente dos brinquedos, dão um toque mais natural ao lugar, exatamente como queria. Depois de supervisionar isso ela segue para a biblioteca que está ainda melhor do que desenhou.

Algumas voltas são dadas pelo lugar e, como de costume quando estão trabalhando, Sakura e Sasuke sequer se falam, pois ambos estão ocupados com seus respectivos trabalhos.

Quando está perto de anoitecer a rosada segue para casa preparando um lamén assim que chega, já que esse é um prato rápido, e se senta no sofá comendo e assistindo. Em pouco tempo ouve sua campainha.

Deixando o copo de lámen na mesa de centro, protegido por um porta copos logicamente, segue para a porta e se surpreende ao abri-la.

Uma mulher sorridente e animada agarra seu pescoço em um abraço forte antes que sequer possa pensar.

—        Mamãe? Quando voltou?

—        Ontem a noite.

A mãe da rosada entra e o pai dela abraça a filha.

—        Como esteve?

—        Bem.

Ele também entra e Sakura fecha a porta seguindo-os para o sofá.

—        Como foi o cruzeiro?

—        Maravilhoso. Foi o dinheiro mais bem gasto das nossas vidas.

—        Obrigada por considerar meus custos. - a rosada finge indignação.

—        Você foi um imprevisto querida, não tivemos escolha.

—        Mamãe.

A matriarca Haruno ri da filha.

—        Então, já está grávida?

Sakura a observa recordando das pílulas que tomou. Se sua mãe sonhar que está fazendo isso é arriscado tranca-la em casa depois de uma transa só para não correr riscos e ter netos. A rosada cruza os braços em frente ao peito.

—        Não sabe perguntar mais nada, não é?

—        Com tantos caras com quem você sai, é só furar a camisinha de um deles, não é tão difícil assim.

—        Mebuki, não se faz isso com nenhum homem.

—        Ah não tem problema, nossa filha recebe bem, ela consegue criar um filho sozinha, o pai nem precisa saber.

Sakura revira os olhos.

—        Mamãe, por favor, eu não vou furar nenhuma camisinha.

—        Devíamos ter tido mais filhos, com certeza um deles nos daria nossos netos.

—        E como estão as coisas no trabalho querida?

O pai da rosada a observa.

—        Estão bem, inclusive vou pegar férias depois do meu último projeto. Estava cheia de trabalho ultimamente um pouco sobrecarregada por tantos projetos, mas ficarei um tempo afastada.

—        Trabalho, trabalho, trabalho. Quando foi a última vez que transou com alguém?

Sakura se surpreende com a pergunta da mãe e, ainda que fizesse todo o esforço para evitar, sente seu rosto ruborizar.

O rosto de Mebuki se ilumina e um grande sorriso se forma nele, a mulher se aproxima da filha e segura as mãos da rosada.

—        Quando foi? Quem é? É bonito? É bom de cama? Tem um sêmen de qualidade?

—        Não sei se quero saber disso. - Kisashi murmura.

—        Não é ninguém.

—        Ninguém, sei. Minha filha não cora a toa.

—        Já disse que não é ninguém.

—        Pelo menos me responda se ele é bom de cama.

O rosto de Sakura fica ainda mais vermelho.

—        Eu não quero falar disso com você.

A mais velha se afasta e cerra os olhos.

—        Pensei que fossemos amigas.

—        Somos, mas antes somos mãe e filha, isso é constrangedor.

—        Por quê? Quer saber como é comigo e com seu pai também? Bom...

—        NÃO EU NÃO QUERO!!!

—        Ué, acha que só vocês transam? De onde pensa que veio? Da cegonha?

—        Mamãe, eu sei que você e o papai transam, mas não quero saber como isso acontece.

—        Ah, tanto faz. O que é isso? - ela foca no lámen em cima da mesa. - Você tem que se alimentar bem pros seus óvulos serem saudáveis.

A rosada revira os olhos mais uma vez e eles continuam conversando sobre como foi a viagem e o que os Haruno viram durante esse período de férias.

Quando seus pais resolvem ir embora ela segue para o quarto. Ao se sentar na cama, pega o celular e desbloqueia a tela abrindo a janela de conversa de Karin.

*O que acha de amanhã irmos comprar as coisas pra Hina?*

A Uzumaki não demora a responder.

*Pode ser, ainda tem alguma coisa para resolver na empresa?*

*Não, não que me lembre.*

*Então vai passar o dia na obra.*

*Sim.*

*O dia inteiro com certo moreno.*

*Minha nossa, porque vocês insistem que tenho algo com ele? Nós não temos nada. Além disso, nem nos falamos quando estamos trabalhando.*

*Não disse que vocês têm alguma coisa, apenas que ele quer muito alguma coisa.*

Sakura revira os olhos ao ler a mensagem.

*Independente do que ele queira, não vai rolar, mesmo que não esteja dando muito certo pra mim.*

A amiga demora um pouco a digitar uma resposta.

*Gaara ainda não respondeu?*

*Já não tenho certeza de que esteja apenas ocupado, parece que ele está me evitando.*

*Por que não vai visitá-lo? Cara a cara ele não pode fugir.*

Sakura pensa sobre isso por algum tempo e não responde à Uzumaki. A ruiva também não dá uma resposta por algum tempo, mas quando o toque é ouvido novamente a rosada observa a tela.

*Bom, precisamos dormir. Pense no que eu disse, boa noite.*

*Sim, obrigada pelo conselho. Boa noite.*

Sakura suspira e guarda o celular se deitando sob o colchão focando seu olhar sob o teto. A rosada não havia pensado nisso mas a ruiva está certa, a melhor maneira de colocar tudo em pratos limpos é falando com ele cara a cara.

Isso faz Sakura pegar o celular novamente e enviar uma mensagem a Temari.

*Pode me enviar o endereço do seu irmão?*

A rosada pensou que a amiga já estivesse dormindo, mas logo vê uma resposta sendo digitada.

*Ele ainda não te procurou?*

*Não.*

*Dou sim, ele provavelmente vai estar em casa amanhã a noite.*

*Obrigada.*

A loira envia o endereço e Sakura guarda o celular novamente, dessa vez, se ajeitando na cama para finalmente dormir.

 

O dia amanhece e ela desperta ainda mais cansada do que quando foi dormir, isso nem deveria ser possível. Depois de um café da manhã reforçado segue para o vilarejo.

Quando desce do carro, pega o celular para ver as horas e percebe uma mensagem de Karin.

*Nos vemos no shopping ás seis.*

*Ok*

Ela responde e volta a guardar o aparelho. O lugar ainda está um pouco vazio, mas para sua surpresa o moreno já está aqui.

Ele está em uma conversa com Luis, mas não demora muito e o mestre de obras logo se afasta. Aproveitando que o foco de Sasuke é unicamente na prancheta que leva em mãos ela se aproxima.

—        Madrugou?

Ele se surpreende e ergue o olhar para ela.

—        Digo o mesmo, nunca te vejo por aqui tão cedo.

—        Não tinha nada para fazer na empresa hoje, então vim direto.

—        Hum.

Sasuke a observa com desejo visível no olhar, mesmo que tente não consegue esconder. Sakura percebe o olhar com o qual é observada e cruza os braços em frente ao peito.

—        Fantasiando?

Os olhos negros voltam a focar-se nos esverdeados.

—        Na verdade estava pensando quem vem a uma obra vestida dessa forma.

Ela se surpreende.

—        Virou consultor de moda?

—        Longe de mim, estou bem sobrecarregado só com meu emprego.

Ela ri e alguns homens se aproximam.

—        Bom, vou deixá-lo trabalhar. Até mais Uchiha.

—        Até.

Ela se afasta e não consegue evitar pensar no que Karin disse na noite anterior. Entretanto, afasta os pensamentos para focar-se no trabalho. Ao seguir caminho passa por alguns homens da obra.

—        Senhorita Haruno.

—        Bom dia rapazes.

Ignorando o olhar desejoso com o qual alguns deles a analisam, é quase como se salivassem, Sakura vai cuidar do próprio trabalho.

 

Os funcionários da prefeitura chegam para asfaltar as ruas e Sakura os deixa cientes de onde o asfalto deve ser feito mostrando suas plantas para que entendam perfeitamente. Além disso, acompanha toda a trajetória deles.

Sasuke a observa de longe, ele gosta de ver como fica séria quando está trabalhando. A rosada é determinada e esforçada e por isso não acha que mereça ser esquecida nessa obra. Com isso em mente o sorriso que levava a poucos segundos se perde e não volta até o fim do dia.



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