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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 143


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Capítulo 143 - Capítulo 44 - GAARA - Tudo em pratos limpos I


Sigo para casa logo que a noite se aproxima. Vi Sasuke algumas vezes durante o dia e achei algo estranho sobre ele, não soube definir o que era, mas ele parecia estranho e isso me preocupou um pouco. Assim que me dou conta do meu pensamento e da minha preocupação o fato me faz rir.

—        Quem diria, Haruno Sakura preocupada com Uchiha Sasuke.

Balanço a cabeça afastando o pensamento e entro em casa. Enquanto cozinho um jantar rápido, relembro das coisas que comprei com Karin, tenho certeza que Hinata. Depois que termino, sigo para o banho.

A água quente que cai sob meus ombros parece uma micromassagem, é claro que eu preferiria mãos fortes, mas ainda assim, sinto meu corpo relaxar com esse banho.

Assim que saio do banheiro, me troco e pego minha bolsa olhando uma vez mais o endereço que Temari me enviou, em seguida entro no meu carro e sigo para a casa de Gaara.

Não sei o que esperar desse encontro, mas ele me assusta um pouco. Talvez seja porque saiba que se o vir pessoalmente e ainda assim souber que ele não quer continuar com o que temos isso machucará muito.

Não demora para que um grande condomínio apareça a minha frente. Assim que paro o carro, abaixo os vídeos observando o porteiro.

—        Vim ver Sabaku no Gaara, apartamento 307.

—        Claro.

O rapaz abre o portão e estranho o fato de ele sequer ter interfonado, isso me incomoda um pouco não me deixando evitar a pergunta.

—        Desculpe mas, não vai ligar para ele?

—        Ah, o senhor Sabaku está esperando visitas e disse não ser necessário interfonar.

Ouvi-lo me surpreende, mas não digo nada apenas continuo meu caminho e estaciono o carro.

Sigo para o elevador e vou até o terceiro andar, esperando que os andares correspondam ao número da centena. Felizmente, é assim que esse lugar funciona. Saio do elevador e sigo por um corredor que se bifurca em duas direções opostas, escolho um deles observando os números das portas. Paro assim que avisto o número 307 em dourado. Observo a porta hesitante.

O porteiro disse que Gaara estaria recebendo visitas, talvez eu só vá atrapalhar afinal ele deve estar ocupado com o trabalho. Mas por outro lado, já estou aqui e quero muito saber se ele realmente está me evitando.

Respiro fundo tomando coragem e toco a campainha. Não há nenhuma resposta por algum tempo, mas logo ouço a porta ser destrancada.

Me surpreendo com o que vejo, é uma mulher de cabelos castanhos que estão presos em um coque desajeitado, ela é bonita e vejo que veste apenas uma camisa masculina.

—        Ah, oi. - ela sorri pra mim - Quem é você?

—        Ahn desculpe acho que foi engano eu…

—        Sakura?

Sinto meu coração parar ao ouvir a voz dele e quando a mulher a minha frente se vira para trás, abre caminho para que eu o veja claramente.

Seus cabelos estão molhados e ele veste apenas uma calça como pijama. Meus lábios se entreabrem enquanto meu cérebro tenta processar o que estou vendo.

—        O que faz aqui?

—        Conhece ela? Pensei que fosse engano.

Ela volta a olhar para mim e ergue uma sobrancelha.

—        Sou Akemi, - ela sorri - noiva do Gaara.

Por um breve momento não me lembro como se respira, sinto poucas batidas no meu coração e elas são fortes. Sinto que meus olhos estão ficando marejados então apenas abro um sorriso fraco.

—        Entendi, me desculpem ter interrompido.

Me viro seguindo caminho pelo corredor voltando para o lugar de onde vim.

—        Sakura espera.

Apesar de ouvi-lo, não paro e continuo a me afastar deles. Nunca imaginei que isso me afetaria tanto, mas minha garganta se aperta cada vez mais tornando difícil a passagem de ar. Meu peito dói como nunca antes e as lágrimas já correm pelo meu rosto.

Assim que viro no corredor que leva ao elevador, paro de andar e encosto na parede para tentar respirar, mas não é uma tarefa fácil. Fecho meus olhos, não ajuda.

—        Sakura?

Ao abrir os olhos vejo um olhar preocupado de orbes enegrecidas focado sobre mim.

—        Ei, o que houve?

Itachi se aproxima e sem me importar com o que faço me aproximo dele também e o abraço. Preciso tanto de alguém comigo agora que chega a ser patético, mas não me importo, apenas quero poder me apoiar em alguém.

Talvez ele esteja surpreso, mas sinto seus braços me envolverem em um abraço e ele me aperta contra seu peito que é onde derramo minhas lágrimas.

—        Vamos sair daqui.

Me deixo ser levada e quando percebo onde estou noto ser um apartamento. Isso me surpreende.

—        Bem vinda a minha casa, desculpe a bagunça.

Itachi fecha a porta e me leva até o sofá, me sentando. Seco minhas lágrimas com o dorso das mãos e tento respirar melhor, não é muito efetivo.

Não o vejo claramente, mas percebo-o sentar-se ao meu lado, percebo-o virado em minha direção, além de senti-lo próximo e de sentir o sofá afundar.

As lágrimas não param de sair, tento parar de chorar, mas elas não podem ser controladas. Minha tentativa de respirar é dolorosa, isso porque o ar parece arranhar minha garganta. Isso dói de uma maneira que sequer posso explicar, nada nunca havia me machucado tanto antes, eu nunca tinha sentido nada parecido.

Sinto um abraço em meu ombro e sinto-o me puxar para perto, me apoio no peito dele e deixo as lágrimas caírem.

Como pude não ver? É claro que ele estava me evitando, ele estava noivo. Será que ele já estava noivo em Suna? Será que já estava noivo quando saímos juntos? Quando dormimos juntos?

Meu estômago embrulha e mais lágrimas caem, eu nem sabia que haviam tantas assim, como alguém pode chorar desse jeito? Como alguém pode ser tão patético?

Itachi ainda me abraça me fazendo saber, pela força com a qual me aconchega em seu peito, que está preocupado e que provavelmente quer falar. Mas ele não o faz, e permanece em silêncio durante tanto tempo que não saberia definir.

Quando percebo que minhas lágrimas secaram, respiro fundo e me afasto dele que se deixa afastar. Passo as mãos abaixo dos olhos para secar qualquer resíduo lacrimal que ainda esteja sob a minha pele e foco nele.

—        Me desculpe por isso.

—        Não há razão para se desculpar, somos amigos lembra?

—        Sim, acho que sim.

Minha voz sai embargada. Apesar de tudo o que aconteceu, ele ainda é meu amigo, ele ainda me acha importante e isso parece me afetar muito agora.

Sinto seu polegar pela minha bochecha secando um fio de lágrima que se formou.

—        Então, o que fazia aqui?

Hesito. Lembrar daquilo faz a dor ficar mais forte, não sei como pude ser tão ingênua. Não, não foi ingenuidade, foi ele. Ele me fez acreditar, a culpa é dele, e agora não há nada mais que dor reservado a mim.

—        Estava saindo com um cara, - digo por fim - achei que estivéssemos sérios, mas aparentemente ele tem noiva.

Vejo surpresa em seu olhar, mas não passo muito tempo focada em seu rosto, pois abaixo a cabeça para observar minhas mãos.

—        E ele mora nesse andar?

Afirmo em um aceno.

—        Qual o nome dele?

—        Gaara, Sabaku no Gaara.

As palavras saem chutadas, não pensei que seria tão difícil pronunciar o nome dele. Respiro fundo e me ergo.

—        Obrigada pelo que fez, mas acho melhor ir para casa.

Ele se levanta.

—        Veio de carro?

—        Sim.

—        Vou com você.

—        Não precisa Itachi, é sério.

—        Não foi um pedido.

Me surpreendo com o que ouço, mas principalmente com a seriedade em seu olhar.

—        Não vou conseguir ficar tranquilo sabendo que dirigiu nesse estado até sua casa.

Abro um sorriso fraco, mas agradecido.

—        Obrigada.

—        Vamos.

Caminhamos para fora do apartamento e seguimos para o elevador, vejo o olhar de Itachi direcionado ao apartamento de Gaara, mas não demora muito. Seguimos para o estacionamento em silêncio e ao chegar ao meu carro sinto-o tocar meu pulso.

—        Posso dirigir no seu lugar.

Observo-o por um momento mas não discuto, apenas entrego as chaves e entramos no carro deixando esse grande prédio para trás.

O silêncio perdura pelo caminho e apenas ouço a voz dele ao perguntar meu endereço ou quando envia um taxi. Ao chegarmos, ele estaciona na garagem e entra comigo na casa.

Parece que faz eras que vim aqui. Não, parece que tudo isso não passa de um sonho, um sonho ruim.

—        Agora que está entregue, me sinto mais tranquilo.

Percebo seu olhar ainda atento sobre mim.

—        Quer que eu fique? Não me importo em ficar, posso dispensar o taxi.

Balanço a cabeça em negação, ele já fez demais.

—        Obrigada mas prefiro estar sozinha.

—        Tem certeza?

O toque de uma buzina é ouvido e percebo ser o táxi que ele chamou.

—        Sim.

Itachi hesita por mais alguns segundos, mas finalmente se vira para ir embora, nesse momento seguro sua camisa fazendo-o se virar para mim. Me aproximo e o abraço.

—        Obrigada.

Sinto um aperto forte que me faz sentir segura, exatamente como acontece com Tatsuo e Deidara. Quando ele se afasta deposita um beijo em minha testa e abre um sorriso.

—        Como eu gostaria que esse sentimento fosse direcionado a mim.

Me silencio. Não há uma resposta a ser dada para ele e mesmo que houvesse, no atual estado no qual se encontra, minha mente não conseguiria pensar em uma.

—        Me desculpe eu só… - ele se cala e toca minha cabeça - Fique bem.

O acompanho até a porta, pois ouvimos o som da buzina outra vez, e ele se afasta entrando no táxi e se afastando da minha casa.

Volto a trancar a porta e sigo para meu quarto onde me deito abraçada a um travesseiro e ao lembrar deles, volto a sentir as lágrimas.



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