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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 151


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Capítulo 151 - Capítulo 51 - GAARA - Uma pulga atrás da orelha


Assim que entra na construtora Sakura se aproxima de Karin. Ela está exausta, mesmo que tenha conseguido dormir, sua mente está muito cansada por causa da recente discussão com Sasori e de todo o resto. Ela só queria que tudo isso tivesse fim.

—        Bom dia. - a rosada diz.

—        Não tão bom pra você ao que parece.

Sakura suspira, mesmo que tentasse esconder, sua total falta de disposição e ânimo a cercam e a amiga sempre foi atenta a detalhes assim.

—        Considerando tudo o que está acontecendo na minha vida atualmente eu nem sem dizer mais o que me afeta. - ela suspira - Preciso de alguns papéis, você consegue eles para mim?

A ruiva ainda a observa percebendo que a rosada não parece bem, mas não pressiona a amiga.

—        Claro, farei o que puder. Do que se trata?

Sakura explica o sobre o que precisa e segue para a própria sala.

 

O começo do dia não foi tão bom como de costume, mas depois do almoço, ela riu um pouco com as amigas e já se sente melhor. Tanto que pretende ir até a obra do vilarejo assim que resolver as coisas pendentes, quer ver como as coisas estão indo. É provável que chegue perto do fim do dia, mas não tem problema.

Ela se aproxima da mesa onde Karin se encontra.

—        Oi, conseguiu os papéis que pedi?

—        Não, eu realmente não tenho uma cópia deles, mas entreguei uma cópia ao Sasuke, ainda deve estar com ele.

—        Sabe se ele vem pra cá hoje?

—        Não, acho que não.

—        Tudo bem, obrigada.

Ao invés de ir para a própria sala, Sakura segue para a sala do moreno, mas, antes de remexer em suas coisas liga para ele. Chama algumas vezes e cai na caixa postal, ela desliga e tenta mais uma vez, quando o resultado é o mesmo volta a desligar e se senta na cadeira.

Ela hesita por alguns breves segundos. Ainda que Sasuke provavelmente não goste que mexa em suas coisas isso é urgente e como ele não atende o telefone sua única alternativa se tornou encontrar os papéis por conta própria.

Sakura abre a primeira gaveta à direita e pega alguns dos papéis, sem desorganiza-los ou tirar da ordem na qual se encontram, Sakura dá uma rápida olhada nos projetos, mas não encontra o que procura. Então os guarda em seu lugar e segue para a próxima gaveta. Sem encontrar nada novamente, abre a primeira gaveta a sua esquerda.

Os papéis estão um pouco mais misturados do que os últimos então precisa de uma atenção um pouco maior para saber se é o que procura, mas novamente não encontra a informação nos papéis soltos. Sendo assim, decide verificar os que estão no envelope.

A rosada abre o envelope e vê algumas folhas de ofício, onde percebe se tratar de um contrato de sociedade.

Ela não perde muito tempo lendo isso apenas passa as folhas para ter certeza que o que busca não está ali. Quando vai guardar o contrato porém, vê uma carta escrita a punho e a curiosidade a vence, fazendo-a ler o conteúdo da carta.

"Sasuke, quero que convença Tobirama a assinar esse contrato. Essa é a razão pela qual você está ai, pois além de ser um pretexto para mantê-lo em Konoha por mais tempo, sua função nessa empresa é ganhar a confiança dele e convencê-lo a assinar isso. Abrirei mão de cinco por cento da nossa empresa a fim de conseguir a colaboração dele. Espero que consiga, você sempre foi bom em fechar acordos difíceis, essa foi a razão pela qual te enviei para nossa filial no exterior."

—        Isso parece importante.

Esquecendo-se totalmente o que a levou até a sala ela volta a ler alguns pontos do contrato com mais atenção e se surpreende ao ver do que se trata. Sakura nem precisou de muito para entender que o contrato se resume em ações da construtora Uchiha sendo cedidas em troca do silêncio e aceitação em omitir a participação da construtora Senju na obra do vilarejo. Ou seja, todo o seu trabalho não será reconhecido.

A Haruno realmente não sabe o que pensar sobre isso. Ela não está furiosa, mas certamente está irritada, afinal trabalhou muito duro para criar aquele espaço, além de ter passado por muita coisa por causa desse projeto e merece ser reconhecida por ele, nem que seja apenas pelas crianças, merece tanto quanto qualquer Uchiha.

Sakura se ergue guardando os papéis novamente no envelope e abrindo a última gaveta a procura dos papéis aos quais buscava desde o começo, felizmente os encontra voltando para a própria sala em seguida.

Ela está com vontade de bater no primeiro que aparecer a sua frente, mas se controla, ela é uma adulta afinal. Uma adulta racional que consegue ter uma conversa civilizada sem precisar partir para a violência, e é uma dessas conversas que tem que ter com Sasuke. Mas até vê-lo na sua frente precisa aprender a manter a calma.

Acalme-se Sakura, eles certamente não vão aceitar isso, o senhor Tobirama nunca aceitaria algo assim. Não, ele não aceitaria, tenho certeza disso. E Sasuke provavelmente soube disso a pouco, a carta parecia explicar o motivo pelo qual ele estava na empresa então quando chegou não sabia. Não podia saber. Mas então, quando ele descobriu? Ele sabe disso a quanto tempo? Ele ofereceu a proposta? Mesmo que isso tirasse meu nome do projeto? Ele seria capaz disso?

As três batidas na porta a afastam de seus pensamentos.

—        Entre.

Karin entra com alguns papéis em mãos.

—        Preciso que veja algumas coisas.

—        Claro.

Sakura pega os papéis e a morena caminha para a porta.

—        Quando acabar me chame.

—        Karin.

A ruiva a observa.

—        Já acabou? Foi rápido.

A Uzumaki sorri, mas percebe que não é retribuída, então volta a se aproximar.

—        O que foi?

—        Sabe se o senhor Senju teve alguma conversa sobre contrato de sociedade com os Uchiha?

Karin pensa um pouco e recorda que Uchiha Madara esteve na empresa a alguns dias e eles assinaram um contrato de sociedade. A Uzumaki se lembra disso, pois como advogada foi chamada para acompanhá-lo. Não, Karin não é uma secretária qualquer, ela cuida de toda a parte legal da empresa e dos projetos e, apenas não tem a própria sala, pois não suporta espaços pequenos. Assim, como assistente de Tobirama e advogada da empresa, tem informações como essa disponíveis a mão.

—        Sim, foi assinado um contrato assim, mas como sabe?

A rosada fica sem fala sem acreditar que ele foi capaz.

—        Sakura?

—        Eu ouvi algo.

A ruiva estranha a atitude da amiga.

—        Está tudo bem? Você parece nervosa.

—        Sim está, - Sakura foca na papelada em suas mãos contendo sua raiva - obrigada pelos papéis vou vê-los agora.

—        Certo.

A ruiva volta a se afastar, mas para na porta.

—        Tem certeza que está tudo bem?

—        Tenho, pode ir.

Karin deixa a sala e Sakura fecha as mãos em punho, uma raiva quase incontrolável a alcança. Ela precisa vê-lo, precisa ser hoje, precisa tirar isso a limpo e talvez descontar sua raiva dando um tapa nele.

A rosada foca sua atenção nos papéis que recebeu, afinal precisa resolver isso antes de sair. Apesar de estar irritada, a tarefa não demora muito e quando termina, se ergue levando suas coisas consigo para deixar a empresa.

 

O caminho até a obra é mais curto que o normal, talvez por causa do baixo trânsito, talvez porque esteja com pressa.

Ela está irritada, irritada consigo mesma por ter pensado por um momento que ele era alguém decente, irritada porque por um breve instante o considerou um amigo, irritada por causa dos Uchiha que inventaram isso e também por Tobirama ter tomado uma decisão dessas sem falar com ela. Porra, ela merece saber de coisas assim, é o trabalho dela que vai ser menosprezado.

A arquiteta suspira tentando se acalmar, o que não é eficiente, e avista o grande terreno repleto de construções.

Desce do carro assim que estaciona e por um momento se perde de seu objetivo, pois admira o trabalho feito. Tudo está quase terminado, os prédios erguidos já estão finalizados em seu exterior e a escolha de cores deixa o ambiente mais agradável. As poucas coisas a serem terminadas são o hospital e a escola, os prédios maiores. Mas até eles, já estão em seu terço final de acabamento.

Sua tranquilidade durou um momento, mas terminou quando seus olhos se focaram em Sasuke. Ele conversa com Luis que ouve suas instruções com atenção. Seus passos logo a aproximam deles, mas mantém certa distância esperando que terminem sua conversa e eles não parecem vê-la até que ela acabe.

Luis é o primeiro a vê-la, pois está a sua frente.

—        Boa tarde senhorita.

Sasuke se vira surpreso por vê-la ali, afinal o dia está chegando ao fim, boa parte dos homens já estão se preparando para ir embora.

—        Boa tarde Luís.

—        Veio por alguma razão especial? É algo para fazermos?

—        Ah, não, não se preocupe. Estou aqui apenas para ver como as coisas estão indo e para falar com o senhor Uchiha.

Sasuke pensa por um momento não se lembrando de qualquer coisa que tenha para conversarem pelo menos não sobre a obra.

—        Claro, então com licença.

—        Toda.

—        Senhor Uchiha. - Sasuke olha para ele.

—        Até amanhã Luís.

Luis se afasta e o moreno mantém o olhar sobre ele por algum tempo, mas logo volta a focar na rosada que também tem o olhar fixo no chefe de obras.

—        O que tem pra falar comigo de tão importante que veio até a obra a essa hora?

O moreno a observa curioso, mas ao notar a expressão séria que Sakura leva no rosto, fica preocupado.

Ela está claramente se segurando para não dar um tapa nele, devia imaginar que a trégua não duraria para sempre.

—        Quando pretendia me contar que trabalhei todo esse tempo para nada?

Ela se controla para não gritar ao proferir as palavras.

—        O que?

Ele está confuso isso é evidente, mas apesar da surpresa Sakura não hesita e o fato apenas a irrita mais.

Como ele ousa ficar surpreso?

—        Tudo se resume a dinheiro não é mesmo? As pessoas não importam.

—        Sakura do que você está falando?

—        Do contrato da sua empresa com o senhor Senju, no qual meu trabalho será desvalorizado já que nem vão saber que trabalhei aqui.

Os olhos do moreno se arregalam surpresos por Sakura ter ciência sobre isso.

—        Sou só eu ou todos esses homens também serão ignorados? Fará um acordo com eles para que fiquem quietos?

—        Não é assim.

—        A não? E como é?

Sua voz se altera um pouco, ela não consegue evitar e o moreno percebe isso, assim como percebe alguns olhares em sua direção.

—        Vamos conversar em outro lugar.

Ele segura o braço de Sakura para levá-la para longe dali, mas ela puxa o braço.

—        Não toque em mim.

—        Por favor, vamos conversar em outro lugar.

A Haruno o observa ainda irritada, mas caminha até uma das construções a qual aparenta estar vazia. Ele a acompanha com um suspiro.

Ela não devia saber sobre isso, como descobriu? Será que foi meu pai? Será que ele falou com o senhor Senju? Do jeito que ele é não duvido que tenha feito.

O engenheiro solta mais um suspiro antes deles pararem. Sakura cruza os braços em frente ao peito e o observa, não escondendo sua irritação. Sasuke pretende contar a ela sobre tudo, porém precisa saber como ela descobriu sobre isso.

Primeiras coisas primeiro.

—        Como sabe sobre isso?

—        Fui na sua sala procurar um dos contratos que precisava e achei por acaso, mas essa não é a questão. Você iria me contar em algum momento ou eu ia descobrir quando inaugurássemos a obra?

O moreno solta um longo suspiro.

—        Você não saberia em momento nenhum.

Sakura abre a boca para protestar, brigar, discutir, mas está perplexa demais para dizer alguma coisa. Sasuke e ela não são amigos de longa data, mas não imaginou que fosse tão insignificante para o Uchiha.

Aparentemente já não há razão para estar aqui, é como imaginou no início, ele é apenas um egocêntrico mimado que faz tudo o que o pai quer. Por isso, ela dá um passo atrás sem conseguir esconder sua surpresa, mas antes que se afaste um centímetro a mais o moreno segura seu braço.

—        Não é tão simples quanto parece, eu não ia tirar seu direito de ter o reconhecimento na obra, não vou fazer isso.

—        Karin disse que já foi fechado um contrato de sociedade entre as empresas.

Ele se surpreende.

—        Não acredito que ele fez isso.

Sakura percebe que o moreno está tão surpreso quanto ela e se deixa relaxar um pouco.

—        O que quer dizer com isso?

Sasuke solta o braço dela.

—        Também não achei certo que nenhum de vocês fosse reconhecidos, afinal trabalhamos nisso em conjunto. Essa foi uma coisa importante que aprendi trabalhando na Construtora Senju, trabalho em equipe. Nunca fui bom nesse conceito, deve ter notado isso. Por isso, assim que recebi a carta fui falar com meu pai para tentar convencê-lo a desistir, mesmo que achasse que Tobirama nunca aceitaria isso.

—        Sim também pensei que ele nunca aceitaria algo assim.

—        Ainda acho que ele não aceitaria, minha família e a Senju não são solidárias uma com a outra, com exceção apenas de Hashirama e do meu tio Madara. Para ser sincero eles se odeiam, apenas fui trabalhar na Construtora Senju porque meu tio insistiu que deveríamos ter contato para tornar possível discutir nossas formas de seguir com o projeto. Fui escolhido para esse trabalho porque meu pai sabe que sempre consigo fechar um bom acordo, essa era a razão pela qual eu estava cuidando da filial no exterior. Ele ficou bem irritado quando eu disse que não iria ajudar nisso e foi a última vez que falei sobre essa sociedade.

Sakura o observa e silêncio ouvindo atentamente cada palavra.

—        Então está dizendo que não sabia que o contrato tinha sido assinado?

—        Sim.

Ela descruza os braços e os deixa ao lado do corpo.

—        Entendo que esteja furiosa comigo, - ele continua - mas eu realmente não ia seguir com isso.

—        Mas alguém seguiu.

—        Provavelmente meu pai. - ele suspira - No entanto, ainda acho que Tobirama não aceitaria algo assim, ele é orgulhoso demais tanto quanto meu pai.

—        Karin disse que um acordo de sociedade foi fechado recentemente entre as empresas Uchiha e Senju.

—        Não duvido que tenha sido feito, afinal meu tio Madara não gosta de nada fora dos papéis, é por isso que tenho minhas dúvidas, talvez esse contrato tenha sido entre eles e não o que você leu.

Isso é possível? Que seja apenas uma coincidência?

Sasuke a nota mais relaxada e abre um sorriso.

—        Já estou fora de suspeitas?

Ela o observa.

—        Bom, ainda está em observação.

O sorriso dele aumenta ao ver que a rosada está sem graça.

—        Aliás, o que estava fazendo mexendo nas minhas coisas?

Sakura desvia o olhar e acaricia o braço esquerdo.

—        Estava procurando alguns documentos sobre a obra, liguei para você, mas não me atendeu.

—        Queria pedir minha permissão?

O sorriso dele volta a se tornar visível e ela foca seu olhar no dele.

—        Não gosto de ninguém mexendo nas minhas coisas, por isso queria te deixar ciente do que estava fazendo. Além disso, não peço permissão, se eu quero eu pego.

—        Certo. - ele afirma em um aceno - Mas acho que mereço um pedido de desculpas por toda essa desconfiança.

Ele não está errado, culpei-o sem nem pensar.

—        Me desculpe. - ela diz após um suspiro.

—        Que pedido de desculpas miserável. Seja mais gentil.

Ela revira o olhar se recuperando do momento de fúria passado.

—        Não vai conseguir nada, entenda isso e pare de dizer que meu pedido é miserável.

Sasuke não consegue evitar a risada surpreendendo a rosada e dá de ombros.

—        Eu não tinha pensado em nada ainda, mas o que tem em mente?

Ela suspira.

—        E eu pensando que ficaria mais fácil lidar com você se soubesse que estou namorando.

O moreno abre um belo sorriso.

—        Ainda dá tempo de admitir que eu mexo com você.

Ela sorri.

—        Devia ter comprado o beijo enquanto podia. Como eu disse, - ela dá de ombros - já estou comprometida, então, por favor, tente se controlar.

Ele revira os olhos, mas mantém o sorriso.

—        Então, veio aqui só para brigar comigo?

Ela desvia o olhar ainda desconfortável pela desconfiança.

—        Em partes. - ele a observa - Faz algum tempo que não venho aqui, queria ver como está ficando, não pensei que seria uma obra rápida.

—        Não foi exatamente rápida, - ele diz colocando as mãos nos bolsos - mas considerando a dimensão de tudo, realmente foi mais rápido do que eu imaginava.

Há silêncio por alguns poucos segundos.

—        Já que está aqui, venha comigo.

Ela o observa desconfiada.

—        Não se preocupe, não vou fazer nada com você, - ele sorri - a não ser que queira é claro.

A rosada revira os olhos e o acompanha saindo do prédio onde se encontravam, eles se aproximam da área florestal que cerca o vilarejo e, mesmo de longe já pode ver a cerca entre a área urbana e a floresta.

—        Nossa, ficou muito bom.

—        Como conversamos antes, esse é o melhor tipo de cerca que poderíamos colocar. Ele cerca todo o vilarejo dividindo a floresta das construções e limita bem o lugar.

—        E eu pensando que ficaria mais fácil lidar com você se deixasse claro que não quero nada.

O moreno abre um belo sorriso.

—        Ora vamos Sakura, ainda dá tempo de admitir que mexo com você.

Ela sorri.

—        Devia ter comprado o beijo enquanto podia.

Ele revira os olhos, mas mantém o sorriso.

—        Então, veio aqui só para brigar comigo?

Ela desvia o olhar ainda desconfortável pela desconfiança.

—        Em partes. - ele a observa - Faz algum tempo que não venho aqui, queria ver como está ficando, não pensei que seria uma obra rápida.

—        Não foi exatamente rápida, - ele diz colocando as mãos nos bolsos - mas considerando a dimensão de tudo, realmente foi mais rápido do que eu imaginava.

Há silêncio por alguns poucos segundos.

—        Já que está aqui, venha comigo.

Ela o observa desconfiada.

—        Não se preocupe, não vou fazer nada com você, - ele sorri - a não ser que queira é claro.

A rosada revira os olhos e o acompanha saindo do prédio onde se encontravam, eles se aproximam da área florestal que cerca o vilarejo e, mesmo de longe já pode ver a cerca entre a área urbana e a floresta.

—        Nossa, ficou muito bom.

—        Como conversamos antes, esse é o melhor tipo de cerca que poderíamos colocar. Ele cerca todo o vilarejo dividindo a floresta das construções e limita bem o lugar.

Sakura se lembra do almoço e da conversa que tiveram, que foi bastante efetiva para a obra, mas não é apenas isso que ronda as lembranças da rosada, afinal ainda acham que eles estão noivos.

—        Você me criou um grande problema, aliás.

Ele a observa sem entender ao que ela se refere.

—        Do que está falando?

—        Da sua história para conseguir o vinho. Passei no Ella's e percebi que eles ainda acham que você é meu noivo.

O moreno não responde mantendo seu olhar sobre ela bastante surpreso, ele não se lembrava desse fato.

—        Terei problemas para desmentir isso, principalmente se quiser levar alguém.

A rosada se silencia recordando que não tem alguém para levar. Sasuke não gosta do que ouve, mas não a deixa perceber.

—        Pode leva-lo se quiser, diga que terminamos.

—        Não é tão simples. - ela olha em direção a floresta, desviando a atenção dele - Aquele é um restaurante familiar, levar alguém depois de alguns dias que terminou o noivado é estranho.

Se bem que agora realmente não precisa se preocupar com isso, se dar conta desse fato a entristece. O Uchiha percebe e se sente mal por ter sido responsável por isso.

—        Eles são importantes para você, não são?

O moreno a afasta de seus pensamentos.

—        São.

—        Me desculpe, te coloquei em um problema.

Ela percebe que ele está sendo sincero então apenas suspira.

—        Bom, não adianta chorar pelo leite derramado.

—        Quero te recompensar por isso.

Ela o observa.

—        Que tal um jantar?

Ela se surpreende pelo convite, mas ergue uma sobrancelha.

—        Por que quer jantar comigo?

—        Não acabei de dizer que é pra recompensar pelo mal entendido?

—        Não foi um mal entendido, você mentiu para conseguir o que queria.

Ele sorri.

—        É um detalhe.

Ela revira os olhos.

—        É só um jantar, não estou te pedindo em casamento.

Ela sorri.

—        Na verdade, você já fez isso, já somos noivos.

—        Você me entendeu.

Ela ri.

—        Vamos, acho que posso dizer que somos amigos agora. Além disso, você me deve por desconfiar de mim.

Ela suspira.

—        Bom, você está certo, que seja. Apenas não espere me levar para a cama depois.

O sorriso dele aumenta.

—        É claro que não, quem pensa que eu sou? Não irei ao jantar com essa intenção, a não ser que você peça é claro.

Ela revira os olhos.

—        Além disso, eu escolho o restaurante e você paga.

—        Não poderia ser diferente.

—        Agora vou embora, tchau.

—        Tchau.

Ela se afasta seguindo para o próprio carro e pega a estrada.

 

Já atrás do volante ela respira fundo. Foi bastante surpreendente ouvir o moreno dizer que não tem nada a ver com aquilo, e também descobrir que tudo isso pode ser apenas um mal entendido. Ainda assim se sente mal por ter desconfiado do Uchiha e não ter lhe dado nem o benefício da dúvida. Ainda que, considerando seu histórico, não foi uma surpresa que ela tenha duvidado dele. Além disso, ela se controlou bastante, em outros tempos teria batido nele antes de tirar a história a limpo. Parece que a trégua continua firme e forte afinal.



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