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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 158


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Capítulo 158 - Capítulo 58 - GAARA - Enfim


As frestas da cortina deixam alguns raios de luz passarem e iluminarem o quarto, ainda que pouco. A respiração calma do ruivo faria Sakura acreditar que ele ainda está dormindo, isso se ela não sentisse seus dedos acariciarem seu braço. Um sussurro fraco, porém, o faz parar.

—        A quanto tempo está acordado?

—        Não sei dizer, mas já faz algum tempo.

Há silêncio, nenhuma palavra, nenhum movimento brusco, nada, durante vários segundos. Quem volta a tomar a palavra é ele.

—        Tudo o que eu disse ontem é verdade.

—        Não teria ficado com você se não acreditasse que era.

O Sabaku se cala por um instante, mas não demora para que tome a palavra novamente.

—        Você disse que não sabia como eu me sentia, disse que nossos sentimentos não eram iguais, disse que apesar de não termos um relacionamento sério, acreditava que tínhamos alguma coisa. Também penso assim, também acredito que haja. Não posso falar por você, mas o que sinto é maior do que qualquer coisa que já senti antes. Você é muito importante para mim e quero ficar com você, quero manter o que temos, mas dessa vez em um relacionamento sério se for isso o que quiser. Isso é o que penso sobre nós.

Sakura não responde por algum tempo, apenas absorvendo o que acaba de ouvir então, quando tem uma resposta ergue o rosto e o observa.

—        Prometa que não irá me deixar sentir aquela dor de novo.

—        Eu nunca mais vou fazer nada que te machuque daquele jeito.

Os dedos dele correm sua pele e ao sentir seu toque os olhos da rosada se fecham.

—        Então eu aceito.

Ele sorri ao ouvir o sussurro deixar os lábios dela.

—        Acho que a partir de agora você tem um namorado.

Ela consegue abrir um sorriso fraco, mas ele percebe que ainda está hesitante, isso o faz se sentar, Sakura faz o mesmo.

—        O que preciso fazer para recuperar aquele sorriso com o qual estou acostumado?

Ela abaixa o olhar e puxa o lençol para cobrir o corpo.

—        Eu só preciso de um tempo.

Ele se cala e a observa. Gaara sabe que ela precisa de tempo, ele viu a forma como ela ficou e sabe que terá que se esforçar para recuperarem o relacionamento que tinham. Ainda assim está feliz porque ela o perdoou.

O ruivo toca o braço dela e a puxa para perto abraçando-a. Sakura sente o calor da pele dele contra a sua, sente o aroma dele, e acredita em cada palavra que ele disse, mas não dá para apagar a dor que sentiu assim de repente.

Depois de algum tempo assim, com Gaara acariciando a pele da rosada ela ouve um tom, pouco mais alto que murmúrio, vindo dele.

—        Quem era aquele que estava dançando com você?

Ela se surpreende com a pergunta e se afasta dele observando-o confusa.

—        Quem? O Sasuke?

—        Não, não o Uchiha, o outro de cabelo preto e comprido.

—        O Itachi, ele é irmão do Sasuke, por quê?

—        E vocês são amigos?

Sakura está ainda mais confusa e não esconde isso ao observá-lo sem saber o motivo da pergunta.

—        Sim.

O tom de voz da rosada sai hesitante enquanto ela ainda tenta entender onde o ruivo quer chegar com essa conversa, mas o olhar do Sabaku não foca nela, ele não quer manter o olhar sobre ela agora e por isso foca em algum ponto da parede.

—        Foi ele quem te consolou?

—        O que?

—        Foi ele, não foi?

Ela ainda não entende a razão pelo interesse do ruivo nisso.

—        Sim, por que quer saber?

—        Não sei se me sinto aliviado por ter tido alguém por você ou se me preocupo.

—        Do que é que você está falando?

—        Ele me bateu.

—        O que?

Ela se surpreende com o que ouve.

—        Foi algum tempo depois que foi até o meu apartamento. Já nos vimos antes, ele é meu vizinho de andar, mas não nos falamos muito desde que nos encontramos pela primeira vez, apenas algumas trocas de cumprimentos, só por educação, então me surpreendi quando ele apareceu na minha porta e ainda mais quando ganhei um soco.

Desviando o olhar que pairava sobre o ruivo, Sakura se lembra do evento do Instituto Senju, de como o moreno a defendeu naquela ocasião, e pensar que mais uma vez ele a defendeu a faz sorrir.

—        Você deveria sorrir ao ouvir que seu namorado levou um soco?

Ela volta seu olhar ao ruivo e não consegue evitar uma risada.

—        Vamos combinar que você mereceu.

Ele a puxa para perto de novo e eles ficam frente a frente, ela ainda tem um belo sorriso no rosto e isso quase o alegra. Quase, porque a razão do sorriso foi o moreno tê-la defendido e ele não gosta disso.

—        Ele é só um amigo não é?

Ela ergue a sobrancelha com um sorriso.

—        O que é isso? Ciúmes?

—        Não, eu sei o que sente por mim.

Ela ri.

—        Parece bastante confiante.

Ele sorri.

—        Bom, eu confio em você.

O olhar dela mostra o carinho e seu sorriso esbanja doçura.

—        Eu nunca senti isso antes. Pode ser tão forte, em qualquer situação, que chega a ser assustador. Ou é uma dor profunda ou uma felicidade intensa.

—        Acredite em mim quando digo que eu entendo.

Sakura toca o rosto do ruivo acariciando seu queixo e foca o olhar sob os lábios dele.

—        O que aconteceu entre você e ela?

Gaara se mantém em silêncio por algum tempo e ela para de acariciar-lhe a pele, os olhos dela também mudam o foco, olhando-o atentamente nos olhos.

—        A quatro anos eu ainda morava em Konoha, voltei para cá depois que terminei os estudos em Suna, o grande problema é que meu pai havia criado uma filial naquela cidade tivemos problemas por lá e ele queria que eu assumisse o escritório. Eu estava noivo e nem pensava em desistir do que estava construindo aqui. Meu pai convenceu Akemi a me persuadir a ir em troca de ajudar o irmão dela que tinha sido preso. Ela fez todo o possível para que eu assumisse a filial de Suna, mas eu realmente não queria abandonar minha casa, então ela encontrou uma maneira de me convencer, terminou nosso noivado. Terminar comigo não foi o bastante para me fazer ir embora então ela frequentava os mesmos lugares que eu, muitas vezes acompanhada então em certo momento decidi atender ao pedido do meu pai e me mudei para Suna. Percebi que fiz exatamente o que disse a ele que não faria, abandonei minha família e meus amigos, quando Naruto me convidou para o casamento, vi que estava na hora de voltar.

Ela escuta tudo em silêncio, mas assim que ele se cala a voz da rosada pode ser ouvida.

—        Você era advogado, por que ela não pediu sua ajuda?

—        Por que se falasse comigo sobre o que estava acontecendo, meu pai forneceria o melhor advogado no caso contra o irmão dela, minha irmã. Temari nunca perdeu um caso, então Akemi ficou com medo, o que a fez ficar calada e me dar uma razão para querer deixar Konoha.

Sakura pensa no que acaba de ouvir, seu olhar continua sobre ele.

—        E por que ela voltou?

—        O irmão dela morreu, ao perceber que já não havia motivos para esconder o que tinha acontecido, me procurou para que eu soubesse o motivo que a levou a fazer o que fez. Ela só queria esclarecer as coisas.

Sakura balança a cabeça negativamente desviando o olhar do ruivo.

—        Ela queria te reconquistar de novo.

Ela consegue ver um sorriso no rosto dele.

—        Se era isso o que ela queria, chegou tarde.

Sakura volta a erguer o olhar e observa as íris esverdeadas do ruivo.

A rosada se ergue um pouco sentando-se no colo de Gaara e enlaça seus dedos no cabelo avermelhado, na altura da nuca dele, uma mão a cada lado. Ela se aproxima e o beija num movimento calmo e demorado. Não há nada mais com o que eles se importem no momento. Nesse curto instante de degustação, apenas o gosto em seus lábios é relevante.

A medida que o beijo se torna menos calmo, que suas línguas passam a querer dominar o território, uma das mãos do ruivo vai até a cintura dela enquanto a outra toca as belas pernas unidas.

Gaara acaricia as pernas com a ponta dos dedos e isso causa arrepios na rosada que o puxa mais para perto para intensificar o beijo ainda mais. Sem pressa, a mão do ruivo se encaminha para o interior das pernas se colocando entre elas. Por reflexo, as pernas da rosada se abrem e ela arfa ao sentir os dedos dele a tocarem.

Gaara a deita na cama e acaricia a intimidade da rosada, seus beijos descem para o pescoço depositando carícias com a língua e deixando marcas pela pele. Com uma das mãos ocupadas, ele dá atenção apenas a um dos seios apertando o bico e causando arrepios. As mãos do ruivo fazem seu trabalho sabendo exatamente quais movimentos deve realizar para arrancar gemidos dela.

Uma das mãos corre pelo corpo da rosada e seus lábios descem deixando um trilho de vergões e calor por onde passam. Quando alcançam um dos seios, ele mordisca o bico ao mesmo instante em que a penetra com dois dedos. Isso a faz arquear as costas e gemer.

O ruivo suga a ponta do seio direito e aperta o esquerdo causando arrepios, e o faz penetrando-a com uma velocidade cada vez maior. As unhas de Sakura arranham a pele das costas dele e joga a cabeça para trás quando ele encontra seu ponto G.

—        Ahhhhh.

O corpo dela está quente, ela sente o prazer correr por ele, Gaara sabe exatamente onde toca-la para que seus sentidos aflorem. É por isso que ela quer mais e quer agora.

        Ga… Mmmmm.

Sakura morde o lábio ao senti-lo remexer seu interior, ela sentia tanta saudade de como essas mãos sabem onde tocá-la, de como adora as marcas que os lábios dele deixam, de como estremece com seu toque.  Os beijos, os toques, a forma como ele remexe em seu interior a fazem perder a cabeça, ela está prestes a se deixar vir, ela está prestes a se entregar a essa sensação e o faz com um delicioso gemido.

Enquanto sente o orgasmo rodar todo o seu corpo ela o puxa para um beijo que é retribuído sem demora, com desejo e volúpia. As unhas da rosada fazem arrepios correrem o corpo do ruivo quando passam por sua pele alcançando seu abdômen e logo, arrepios não são a única coisa que o Sabaku sente e por isso também deixa um gemido escapar ao sentir as macias mãos a acariciá-lo.

Os beijos de Gaara descem mais uma vez para o pescoço da rosada, mas logo sobem até o pé do ouvido dela fazendo o arrepio correr ao sentir o hálito cálido acariciar-lhe a pele.

        Consegue ver o quanto eu estou ansioso por você?

—        Então pra quê ficar na ansiedade?

O sussurro rouco da rosada o faz sorrir, sem demora ele se posiciona e sem aviso prévio a penetra de uma única vez rasgando-a por inteiro e fazendo-a arquear as costas ao senti-lo.

—        Aaaahhhh.

A uma velocidade cada vez maior, de forma cada vez mais intensa Gaara a penetra enquanto suas mãos seguram com firmeza a cintura delicada da mulher abaixo de si sentindo o calor aumentar a cada estocada. Os gemidos que escapam da rosada, seu rosto desenhado de luxuria, o aroma delicioso que ronda o quarto, o som de seus sexos se chocando, cada vez mais forte, cada vez mais rápido, tudo isso apenas estimula a excitação do Sabaku.

—        Você é... tão deliciosa e... apertada Sakura. - ele diz entre estocadas.

O ruivo desacelera aproveitando os beijos e recomeça com fortes estocadas, repetindo esse ciclo de novo e de novo fazendo os olhos da rosada se revirarem. Sakura não consegue manter-se forte, não consegue se controlar e por isso, com um grito intenso de prazer se deixa derramar sobre o ele sentindo seu corpo afundar em prazer e estremecer.

Sentindo-a apertá-lo com força, sentindo todos os tremores e contrações, o ruivo não consegue se conter muito mais e em uma forte estocada despeja tudo o que tem no interior dessa bela e sedutora mulher. Sakura sente ainda mais arrepios de prazer ao senti-lo tão profundo, pulsante, tocando seu útero enquanto esbanja seu gozo dentro dela.

Seus corpos se encontram suados, ambos estão arfantes, mas não podem negar o quão satisfeitos se encontram. Gaara sai do interior da rosada e a observa com seu par de olhos esverdeados e um sorriso no rosto.

—        Acho que encontrei um novo vício.

Sakura ri ao ouvi-lo e ergue a mão para tocar o rosto do ruivo. Nesse instante, seu peito se enche de felicidade de uma maneira como nunca presenciou e tudo porque ele está ao seu lado. A Haruno não pode negar que esse homem que a observa com tanto carinho é a razão desse sentimento e espera que ele continue e lhe fazer sentir assim, que continue a fazer com que se sinta amada.

Gaara inspira profundamente e ainda com um sorriso toca o rosto da rosada mantendo seu olhar sobre os lábios delicados.

—        Eu já disse que seu cheiro é muito bom?

—        Não me lembro bem.

Ela diz com um grande sorriso nos lábios o fazendo aumentar o sorriso também. Gaara a observa em silêncio por alguns segundos apenas admirando a sedutora e encantadora mulher a sua frente e, com o polegar, acaricia os lábios dela com o olhar atento sobre eles.

—        O que acha de um café da manhã?

Sakura afirma em um aceno e com um sorriso os dois se erguem para vestir algo e seguir para a cozinha para um agradável café da manhã.

 

O dia segue tranquilamente, depois do café da manhã cheio de palavras carinhosas e risadas, Sakura e Gaara saíram para passar o dia juntos, como sempre Gaara não decepciona ao escolher os destinos, mesmo que não tenha sido premeditado. O casal fez um passeio pela cidade começando a tarde em um dos melhores restaurantes de Konoha, visitaram o Museu de Artes de Konoha, seguindo então para uma caminhada pelo Parque Otsutsuki, além de passarem por uma bela confeitaria. Ao fim do dia, observando as estrelas eles trocaram carinhos e beijos que os levaram para a casa da rosada outra vez dando a eles mais uma intensa e agradável noite.

 

A segunda se manifesta com um belo dia de sol. Gaara se ofereceu para dar carona a rosada a qual não demorou a aceitar, afinal seu mecânico ainda vai fazer a revisão a qual pediu, ainda que já saiba que, dessa vez, o problema foi a bateria, ela não quer se arriscar a ser deixada na mão mais uma vez.

Agora, ela adentra a casa de Kotetsu e Izumi e cumprimenta os poucos trabalhadores que ainda se encontram aí ao passar por eles. Mesmo que a última coisa que queira nesse momento seja ver a cara da morena para tirar sua alegria, ela precisa saber como estão as coisas na obra.

A Haruno não confirmou ou negou um relacionamento com Sasuke e nem pretende fazê-lo, isso porque não gostou do que ouviu sobre a morena e da morena. As palavras trocadas entre elas, assim como a impressão que deixou na rosada fez de Izumi alguém desagradável a quem Sakura quer manter distância.

A rosada gostaria de não encontrá-la hoje, mas aparentemente os toques finais a estimularam a visitar o lugar com mais frequência, ainda que não troquem muitas palavras.

Felizmente ao conversar com o responsável de obras descobre que a dona da casa não se encontra e, sinceramente espera não vê-la na casa quase finalizada. Sim, a obra está encaminhada para ser entregue, mas isso não significa que a rosada não tenha coisas para lhe encherem a mente. Isso porque, Sakura tem muita coisa com a qual se ocupar, essa obra toda foi cheia de imprevistos e problemas. Parece que assim como a dona, a casa gosta de dar trabalho a ela.

Quando o relógio marca quatro e quarenta da tarde, ela respira fundo observando seu trabalho. É incrível como conseguiu resolver todos os problemas que lhe foram impostos, tanto nesse dia quanto nos anteriores.

—        Sakura, quer fazer a revisão agora?

A rosada se vira e observa Kei, o engenheiro que a salvou. Depois de vários vazamentos ela precisava de ajuda e seu antigo colega de trabalho foi muito útil.

—        Claro, claro. Por favor, quero entregar esse projeto o mais rápido que conseguir.

—        Problemas com os proprietários?

—        Como adivinhou?

—        É o seu olhar.

—        Está tão óbvio?

—        Sim. Acredite quando digo que entendo, lidar com clientes é complicado, por isso prefiro meu pessoal.

Ela ri.

—        Vamos finalizar essa obra e entregá-la então?

—        Só se for agora.

Eles voltam a andar pela casa finalizada e Sakura se despede de Kei. Ela geralmente consegue lidar com construções como essas sem a ajuda de um engenheiro, ainda assim, tantos problemas em um único terreno a fizeram precisar ser socorrida.

Sakura agradece por ter bons colegas e por isso o gasto não é tão superior ao que inicialmente foi acordado.

Ainda que preferisse ir até a oficina buscar seu carro, que ainda está em revisão, o caminho que o táxi da rosada pega é direto para casa. Ela até cogitou fazer uma visita a Gaara, mas decidiu apenas ir para casa e assim que chega se joga no sofá cansada, foi um dia cheio, seus olhos não demoram a se fecharem e sem que perceba cai no sono.

É desperta, porém com o toque do telefone o que a faz se erguer e pegar a bolsa na mesa de centro a procura do celular atendendo-o em seguida, com um sorriso simples no rosto ao ver de quem se trata.

—        Oi.

*Oi.*

Ela ouve a voz do ruivo do outro lado da linha.

*Como foi seu dia?*

—        Cheio de imprevistos e bem cansativo, mas está melhor agora.

*Fico feliz em ouvir isso.*

—        E o seu dia?

*Com exceção da manhã que tivemos o resto foi um desastre. Gostaria de estar com você inclusive.*

—        E não pode?

*Não.*

Ela ouve um suspiro.

*Gostaria muito de estar com você, mas estou atolado em trabalho.*

—        É uma pena, conheço uma boa massagem.

*Por favor não me tente, eu realmente preciso terminar esse trabalho.*

Ela ri.

—        Desculpe, vou tentar me controlar.

*O que está fazendo agora?*

—        Deitada no sofá estava quase pegando no sono.

*Atrapalho?*

—        Não, na verdade.

*Então, esperava pela minha ligação.*

—        Não pela ligação.

Ela ouve uma risada.

*Você esperava por mim.*

—        Talvez.

*Sinto muito não poder realizar seu desejo. É muito triste pra mim saber que não posso te satisfazer.*

—        Não, não se preocupe, acho que consigo me satisfazer sozinha por enquanto.

*Lá vem você me tentando de novo.*

Ela ri mais uma vez e um pequeno silêncio se forma.

—        Acho que tenho que te deixar trabalhar não é?

Outro suspiro é ouvido pela rosada.

*Infelizmente.*

—        Está tudo bem, você me recompensa amanhã.

*Pode esperar por isso.*

Ela sorri.

—        Tchau Gaara.

*Tchau.*

Sakura desliga o telefone com um sorriso no rosto e, desperta, se ergue para um banho.

 

O dia não começou muito bem, Sakura estava tão cansada que perdeu a hora e nesse momento, perto das dez, segue para o vilarejo. Ela não bate ponto, ainda assim não é irresponsável e sabe que deve chegar cedo nas obras as quais cuida.

A arquiteta passa o dia pela obra revisando os prédios e os acabamentos em todo lugar. Sakura não poderia estar mais satisfeita com o trabalho que fizeram.

A rosada conversa com um dos responsáveis pelo acabamento da escola nesse instante e ao longe vê Sasuke se aproximar.

—        É isso senhorita.

O rapaz sorri ao terminar seu relatório.

—        Tudo bem, - ela sorri de volta - obrigada.

O rapaz se afasta e ainda com um sorriso, o olhar esverdeado se volta para um moreno que se aproxima.

—        Boa tarde Sasuke.

—        Boa tarde.

A expressão séria do moreno indica à rosada que algo não o agrada, mas talvez seja apenas nervosismo de estreia. Ou nesse caso de inauguração. Todo mundo tem isso, talvez até mesmo Uchiha Sasuke tenha.

—        Como as coisas estão indo?

—        Bem. Estamos a poucos dias da inauguração, não teremos nenhum problema ou imprevisto para a data prevista.

—        Isso é bom.

O sorriso dela aumenta um pouco, mas o moreno continua com o rosto sério.

—        Se tudo está bem, por que esse rosto sério? Parece até que não está contente que estamos terminando. O que foi, já está sentindo saudades?

Há algum momento de hesitação, mas as orbes negras se voltam atentamente para as belas jades da rosada.

—        Precisamos conversar, mas eu gostaria que não fosse aqui.

Ouvi-lo a surpreende, mas seu sorriso não vacila, principalmente porque o moreno leva no rosto uma seriedade a qual ela não está acostumada.

—        Está tentando me levar para outro “almoço”? Se for isso eu já...

—        Por favor, é importante.

O sorriso da rosada se desfaz dessa vez. Não parece ser algo bobo e mesmo que ele não dissesse que é importante sua expressão demonstra isso. Essa é a razão pela qual Sakura começa a olhar a situação de forma mais atenta.

—        Tudo bem, - ela diz - ainda estou sem meu carro então, por hoje, aceito uma carona.

—        Certo.

—        Bom, ainda temos coisas a resolver, então nos vemos mais tarde.

—        Até.

—        Até.

Sakura o observa se afastar. A seriedade a qual o moreno demonstrou, não lhe é familiar, já que não se lembra de tê-lo visto com essa expressão antes. No entanto, não tem pistas para que consiga imaginar, por isso volta ao trabalho.

 

Sakura não volta a ver Sasuke, mas recebeu uma mensagem do moreno pedindo que o esperasse no estacionamento. Essa é a razão pela qual a rosada está agora ao lado do carro do Uchiha a espera dele.

Sakura recebeu uma ligação do mecânico que lhe dizia que já poderia buscar o carro, mas ela não chegaria antes que o lugar fechasse então deixará isso para o dia seguinte. Nesse caso, a carona de Sasuke será um quebra galhos, ainda assim, a razão pela qual ele quer falar com ela a preocupa um pouco, principalmente pela expressão séria que levava no rosto.

Ao vê-lo ao longe, percebe que não parece muito bem, talvez seja a ausência do sorriso costumeiro, ou a expressão cansada em seu rosto, ela não sabe dizer exatamente o que indica isso apenas sabe que o moreno não está em seu melhor dia.

—        Então, vim pela carona.

Ela abre um sorriso tentando anima-lo, mas não tem uma resposta.

—        Qual é o problema?

—        Acho melhor te dar a carona primeiro.

Ele abre um sorriso fraco, mas ela não gosta do que ouve. Isso porque a resposta indica que não gostará do que o moreno tem a dizer.

—        O que você fez?

Sasuke desliga o alarme.

—        Vamos.

Ela o observa por alguns segundos, mas entra no carro assim como ele e não demoram a deixar o vilarejo para trás.

—        Tenho a impressão de que não vou gostar do que vai dizer.

Ele não responde.

—        Pode pelo menos falar comigo ou vamos ficar a viagem toda em silêncio?

—        Sobre o que quer falar?

Os olhos esverdeados focam-se no Uchiha e a rosada não esconde sua surpresa, afinal não costuma ouvir essa pergunta.

As conversas simplesmente fluem, mesmo com Sasuke, e ouvir isso do moreno mostra que ele não tem nada em mente no momento, ou seja, está pensando no que vai dizer a ela. O que torna o assunto ainda mais sério.

—        Certo. - ela desvia o olhar pensativa e uma dúvida lhe alcança - Vai embora depois que acabar os projetos que tem aqui?

—        A ideia é ficar em Konoha.

—        Como assim?

Os olhos esverdeados se voltam para o moreno.

—        Não sei se é o que eu quero, mas acho que é. Voltar pra minha terra natal de vez e ficar mais perto dos meus amigos e da família. Talvez isso seja bom.

—        O que te prende lá?

—        Nada.

—        Então não é uma decisão tão complicada assim.

Ele sorri.

—        Sim, tem razão.

—        Além disso, as pessoas irão gostar se ficar.

Sasuke consegue abrir um sorriso travesso ao olhar para ela com o canto dos olhos.

—        Está dizendo que você vai gostar?

Sakura desvia o olhar irritada.

—        Não foi o que eu disse, me referia a sua mãe e a Naruto.

O moreno volta a olhar para a estrada.

Ainda que tenha dito isso, Sasuke se tornou um amigo para a rosada e por isso ela sentiria a falta dele. Isso a faz se lembrar de Lee e o rosto da Haruno fica um pouco cabisbaixo.

—        Mas acho que também sentiria sua falta.

O moreno se surpreende, mas logo abre um belo sorriso e a rosada percebe.

—        Não leve isso para um lado que não existe. - ela diz rapidamente - Apenas podemos dizer que agora eu te considero um amigo, então não quero ver meus amigos irem embora.

—        É bom saber que finalmente me considera um amigo.

—        É, é.

Ele ainda tem o sorriso no rosto, mas relembrar o motivo pelo qual está dando essa carona à rosada faz o sorriso desaparecer com a mesma facilidade com a qual surgiu.

—        O acabamento da escola ficou pronto antes do que eu esperava. - ele diz.

—        Sim, ficou.

Sakura percebe que a expressão séria voltou ao rosto moreno. E por isso, tenta não mudar de assunto afinal percebeu que ele não quer falar sobre o que quer que seja. Pelo menos não ainda. Sendo assim, eles seguem apenas discutindo sobre coisas banais que apenas arquitetos e engenheiros entendem e assim, eles se entendem.



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