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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 161


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Capítulo 161 - Epílogo - GAARA


Fanfic / Fanfiction O Encanto da Cerejeira - Capítulo 161 - Epílogo - GAARA

Doze anos depois

—        Shinki, você vai se atrasar.

—        Já estou indo.

Sakura termina de preparar o obento do garoto e o fecha se dirigindo para a sala. Não demora para que veja um belo rapaz de cabelos castanhos e espetados se aproximar.

—        Aqui está seu almoço.

—        Obrigado mãe.

Ele pega o obento das mãos da mãe e se afasta em direção a porta.

—        Ei, ei, não está esquecendo de nada?

O rapaz volta a se aproximar da rosada que deposita um beijo em sua testa e sorri ao observa-lo.

—        Amo você.

—        Também te amo.

Ele caminha para a porta.

—        Tchau mãe, tchau pai.

—        Boa aula.

Sakura se vira ao ouvir a voz de Gaara e o vê se aproximar. O ruivo se aproxima da rosada, colocando-se atrás dela envolvendo sua cintura em um abraço.

—        Depois de tudo o que ele passou pensei que seria mais introvertido.

Ela apoia as mãos nas dele ao ouvi-lo, observando a porta.

—        Talvez se tivesse sido criado apenas com você, mas comigo e com meus pais isso é impossível.

Ele ri.

—        Sim, você tem razão.

Com seus olhos fixos na porta, eles se recordam do dia em que conheceram o menino.

 

Suna, há oito anos

—        Não, já disse que não sou assim.

Sakura para de rir ao ver um pequeno vulto correr para perto dos arbustos. Isso a faz parar de andar chamando a atenção de Gaara.

—        O que foi?

—        Acho que é uma criança.

Sakura se aproxima dos arbustos e ouve o barulho das folhas se remexendo, também pode ver que alguém está escondido ali.

Quando finalmente consegue vê-lo sente seu peito apertado. O menino a observa com um olhar raivoso e tem uma faca em uma nas mãos.

Gaara toca o ombro dela, também mantendo seu olhar no garoto.

—        Oi, - a rosada sorri - qual o seu nome?

O garoto se ergue e aponta a faca para eles. Ele está trêmulo e não consegue segurar o objeto com firmeza.

—        Estamos indo almoçar, quer vir com a gente?

O menino se surpreende com o convite do ruivo e sente seu estômago roncar. Sakura ri ao ouvir isso.

—        Acho que essa é a nossa resposta.

Aos poucos a mão que segura a faca é abaixada e Gaara se ajoelha em frente a ele.

—        Te levaremos para almoçar, mas preciso que me dê essa faca.

O garoto dá um passo para trás e volta a estender a faca.

—        Não se preocupe, - Sakura sorri - é apenas para que você não se machuque.

Os olhos de um verde mais escuro que os dos adultos focam-se nas jades da rosada. E hesitante, a mão do menino começa a baixar.

Ainda ajoelhado, Gaara estende a mão e o menino a observa colocando a faca ali logo depois. Sakura se ajoelha ao lado do ruivo mantendo o olhar sobre o garoto com um sorriso singelo no rosto.

—        Eu sou a Sakura e ele é o Gaara, qual é o seu nome?

—        Shinki.

—        É um nome muito bonito. - ela se ergue e estende a mão para ele. - Vamos almoçar.

Shinki observa a palma da mão da rosada e hesitante a segura sendo guiado pelo caminho.

Enquanto andam, Sakura conversa com Shinki, falando sobre sua vida, que eles moram em outra cidade, que estão em viagem e que esse é um lugar especial para Gaara.

O menino presta atenção em tudo o que ela diz e eles não demoram a chegar ao restaurante.

 

Enquanto o garoto come, Sakura sente seu peito apertado, isso porque ele devora a comida como se não se alimentasse a dias, e pelo estado no qual se encontra, com as roupas desgastadas que veste, é provável que isso seja verdade.

Gaara entrelaça seus dedos nos da rosada e ela foca o olhar no dele.

—        Não quero deixá-lo na rua de novo. - ela sussurra.

O olhar do ruivo volta a focar na criança a sua frente.

—        Sim, eu te entendo.

Os olhos fundos de Shinki se voltam para eles e o menino percebe que não estão comendo, que sequer pediram algo para comer.

—        Eu vou ter que pagar?

—        O que? - Sakura o observa confusa.

—        Eu vou ter que pagar não é? O que vão me fazer vender? O que vou ter que fazer?

O coração dela se aperta ainda mais.

—        Não vamos te obrigar a fazer nada. - Gaara diz - Esse almoço é um presente.

O garoto se surpreende, ele nunca teve presentes antes, apenas cortes e cicatrizes.

—        Podemos levá-lo ao parque de diversões depois daqui. - Sakura diz - Vai gostar muito.

O pequeno se surpreende ao ouvi-la, mas apenas abaixa a cabeça.

—        Quando vão embora? Ninguém me quer, vocês também vão ser assim.

Eles se entreolham. Ao voltar seus olhos para o garoto, Gaara não demora a dizer seus pensamentos.

—        Se quiser posso fazer algumas ligações, - ele a observa e é retribuído - conheço advogados que trabalham com isso, se for o que quer podemos fazer isso.

Um belo sorriso se forma no rosto da rosada e ela deposita um beijo no ruivo. Em seguida, foca o olhar no menino a sua frente com um sorriso.

—        O que me diz de morar com a gente?

Os olhos do garoto se arregalam e ele para de mastigar a comida. Não há mais palavras ditas por algum tempo, apenas trocas de olhares.

—        Precisamos de uma resposta. - Gaara diz e ganha a atenção do pequeno.

O ruivo se compadeceu do garoto no momento em que o viu. Ele não é muito familiarizado com crianças, a mais próxima dele é Shikadai, ele o ama e sabe como lidar com o sobrinho, mas esse garoto não é como o filho de sua irmã.

Apesar de parecer não ter mais de quatro anos, Gaara pode ver que sabe se defender, ele precisa, por causa da maneira que vive. É por isso que não hesitou em sugerir uma adoção à Sakura.

Criar uma criança não é fácil, ainda mais uma com tantas cicatrizes, mas eles já conversaram sobre ter filhos, inclusive estavam pensando nisso a poucos dias.

Apesar de ser algo que deva ser muito bem pensado, uma coisa é certa, ele quer cuidar de Shinki e sabe que Sakura defende a mesma ideia.

—        O que diz Shinki? Você quer morar com a gente?

—        Eu não conheço vocês.

O sorriso de Sakura vacila. É claro que ele diria algo assim, o garoto não pode confiar em ninguém, ela sequer pode imaginar o que esse menino faz para sobreviver, por que de repente ele acreditaria nela?

—        Onde você mora Shinki?

Gaara tem a atenção do menino mais uma vez.

—        Por que quer saber?

—        Tem pessoas mais velhas morando com você?

Sakura percebe que o rosto do menino ganha uma expressão assustada e ele desvia o olhar. Isso a faz se erguer e colocar-se ao lado dele.

O gesto assusta Shinki fazendo-o se afastar e Sakura percebe como sua aproximação o deixou. Por um momento ela hesita, mas ao ver a expressão assustada que o pequeno leva, volta a se aproximar e o abraça.

Os olhos do garoto se arregalam pelo gesto, mas aos poucos seu corpo relaxa e seus pequenos braços envolvem a cintura da desconhecida a sua frente.

Shinki nunca recebeu um abraço desses, ele nunca recebeu abraço algum. Não sabia que era tão bom.

Senti-lo retribuir o abraço faz Sakura aperta-lo mais contra si.

—        Nós não queremos nada de você Shinki, - Gaara diz - apenas te tirar da rua.

—        Se você aceitar, - Sakura sussurra - prometo nunca mais te deixar sozinho.

Ela o sente balançar a cabeça em uma afirmação e isso a faz sorrir. Ela não sabe como é que uma mulher se sente quando vê seu filho pela primeira vez, mas acredita que seja parecido com o que sente nesse momento.

 

Atualmente

Não foi um processo fácil, afinal ele não sabia sobre seus pais ou qualquer coisa relacionada a eles. Shinki tinha uma casa, se é que aquilo pode ser chamado assim.

Era uma cabana abandonada onde moravam algumas crianças, todas foram para a casa de menores e Sakura se encarregou de encaminhá-las para o vilarejo, conhecido atualmente como Orfanato Naka. Eles as visitam sempre que Shinki quer vê-los e muitos deles foram adotados.

Shinki já falou que alguns adultos os visitava para trazer comida, esses adultos os obrigavam a vender coisas, roubar, fazer entregas.

O garoto disse que já fez entregas de várias substâncias que, pelo que descreveu a Sakura, a fez acreditar serem drogas. Ele ainda era muito novo para entender do que se tratava, mas sabia que para ter uma refeição deveria obedecê-los. Essa é a razão pela qual a gentileza deles gerou desconfiança no menino.

Dói pensar que seu filho já passou por coisas assim e dói ainda mais, saber que ainda há crianças que passam por isso.

Os adultos responsáveis foram presos em uma cilada armada pela polícia, mas ela sabe que haviam mais deles e se irrita por que ainda estão livres. Felizmente, ela conseguiu tirar Shinki e as crianças de lá.

Não foi um processo fácil, mas apesar disso, foi mais rápido do que imaginava. Com audiências e visitas de agentes sociais, longos oito meses de luta, mas ela conseguiu, eles conseguiram e ela não se arrepende nem por um momento.

—        Ele cresce tão rápido.

—        Logo, logo estará na faculdade.

—        Não diga isso. Ainda faltam cinco anos pra escola terminar, me deixe aproveitar.

Ele ri.

—        Você se tornou uma bela de uma mãe coruja.

—        Não é isso, é apenas difícil imagina-lo longe.

—        Os passarinhos deixam os ninhos mamãe.

—        Eu sei.

Sakura suspira.

—        Talvez esteja na hora de termos mais um.

Sakura sente um arrepio correr seu corpo assim que os lábios do ruivo tocam a pele de seu pescoço.

—        Ainda temos algum tempo antes de irmos para o trabalho, podemos treinar um pouco.

A mão dele adentra a blusa da rosada causando mais arrepios enquanto os beijos continuam.

—        Decidimos ter um só, por que a mudança de planos?

—        Eu só quero um motivo para poder te amar um pouco.

Ela ri e se vira enlaçando os braços no pescoço do ruivo.

—        Vou adorar dizer para o nosso filho que ele foi só uma desculpa para entreter o papai.

Ele sorri e a observa.

—        Não uma desculpa, mas um bônus.

Ela solta mais uma risada e o observa atenciosamente.

—        Então, acho que temos que praticar um pouco.

Um grande sorriso se forma no rosto do ruivo.

—        Não se esqueça que essa ideia foi minha.

—        É melhor eu recompensa-lo então.

—        É, eu gosto disso.

Ela sorri e se aproxima beijando-o. Sakura está feliz, tem o emprego dos sonhos, um filho incrível e está com o homem que ama. Não há nada mais que possa querer, mas a ideia dele a deixou desejosa de mais um filho, ela gostaria de dar um irmão a Shinki, gostaria de ter mais um pequeno para amar.

Quando o beijo tem fim eles se observam por alguns segundos. As mãos do ruivo descem pela cintura da rosada alcançando suas pernas e as erguendo para apoia-las em seu quadril. Sakura o envolve com as pernas abrindo um belo sorriso para o marido e assim, eles seguem para o quarto para aproveitarem um do outro, uma vez mais.


Notas Finais


Oi, eu sou a Liah, vamos conversar?
Olá pessoas, esse foi o fim, espero que tenham gostado e agradeço a todos os que acompanharam até aqui. Foi uma longa jornada da nossa rosada, mas ela finalmente encontrou o amor. Espero que tenham gostado dessa maneira, que eu ainda não vi usarem aqui nas fics, tomara que não tenha ficado muito confuso e que tenham conseguido acompanhar a historia com o rapaz que escolheram. Só lembrando que essa é a única fanfic que será nesse estilo, se houverem próximas fanfics elas serão focadas em um único casal.
Por que eu fiz isso?
Bom, essa história estava determinada desde o instante que comecei, era pra ser SasuSaku até o fim, mas aí um certo personagem me encantou e eu decidi que talvez desse certo se fosse como os otome games. Para ser sincera, não tenho ideia se vocês gostaram, talvez tenha sido apenas uma maluquice minha que não agradou a alguns, ou talvez todos tenham gostado e fico feliz se for assim.
Ao longo da história, torci para um único casal, mas aí o Sasuke se tornou um fofo, também teve o Sasori com aquele ciúmes doentio, mas que apenas queria proteger o amor que sentia pela rosada, ainda teve o Lee, que mesmo que não tenha tido uma história eu cogitei escrevê-la porque eu amei aquele encontro deles e a forma como ele se porta com ela. Resumindo, meu shipp principal se manteve o mesmo, mas houve algumas turbulências no caminho.

Mas enfim, qual história vocês escolheram? Por favor falem comigo, estou curiosa. 🤭 Amei escrever essa fic, até a próxima. ❤️
Tchau pessoas...


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