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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 39


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Capítulo 39 - Capítulo 36 - SASUKE - Pensamentos rosados


A noite passa lenta e atormentadora, Sasuke não consegue tirar a rosada da cabeça, foi assim o dia inteiro. Toda a noite que tiveram se repete em sua mente e ele se lembra de todas as sensações. Mas o mais fixo em sua mente foi aquele último beijo, que gosto bom, ele quer senti-lo mais vezes.

A luz do dia mostra a ele que mais um dia começou e que não conseguiu dormir nada. Apesar disso, o moreno se levanta bem disposto indo para o banho e após se preparar para mais um dia de trabalho, ele deixa o hotel pegando o baixo trânsito da manhã.

Ao chegar no estacionamento da construtora vê poucos rostos, ainda é cedo não o surpreende ver poucas pessoas. Ignorando isso, alcança o elevador e não demora a ver o andar onde desce.

Karin ainda não está em seu lugar de costume e apenas uma das secretárias se encontra na recepção do andar. Com um aceno ele a cumprimenta e segue para a sua sala.

A maquete do projeto do vilarejo está na mesa perto da janela, ele para a sua frente observando-a. Já não há tanta participação dela nesse projeto, de certa forma, sua parte está terminada. Mas ela continua a visitar a obra e ele gosta de vê-la lá.

Sasuke se senta revisando os projetos que recebeu da construtora Uchiha. Ele ainda não vê sentido em trabalhar com projetos da empresa do pai, nesse lugar, mas já aceita melhor sua estadia aqui.

Depois de algum tempo, revisando tudo e com os pensamentos perdidos em seu trabalho, ouve três toques na porta.

—        Entre.

A porta é aberta e por um segundo ele deseja que seja Sakura, quando a ruiva aparece porém, ele afasta o desejo para longe.

—        Bom dia. - ela diz.

—        Bom dia.

—        Aqui estão os documentos do vilarejo e a Construtora Uchiha enviou esse envelope.

Karin entrega alguns papéis e um grande envelope com o logo Uchiha no canto inferior direito.

—        Com licença.

A ruiva deixa a sala e Sasuke abre o envelope, até então lacrado, ao ler o conteúdo dos papeis se surpreende.

É um contrato de sociedade, nele a Construtora Uchiha oferece cinco por cento das ações para Tobirama. As cláusulas informam que para isso, o Senju deve abdicar dos direitos do projeto do vilarejo, dessa forma apenas o nome Uchiha será creditado a obra.

Isso seria uma grande jogada de marketing considerando que seu pai quer que Madara se candidate a prefeitura na próxima eleição. Colocar o nome dos Senju em um projeto desses, apenas ajudaria na reeleição de Hashirama. Ainda assim ele sabe que Tobirama nunca aceitaria algo assim.

A última folha não faz parte do contrato, é uma carta escrita a punho que tem a letra de seu pai.

"Sasuke, quero que convença Tobirama a assinar esse contrato. Essa é a razão pela qual você está ai, pois além de ser um pretexto para mantê-lo em Konoha por mais tempo, sua função nessa empresa é ganhar a confiança dele e convencê-lo a assinar isso. Abrirei mão de cinco por cento da nossa empresa a fim de conseguir a colaboração dele. Espero que consiga, você sempre foi bom em fechar acordos difíceis, essa foi a razão pela qual te enviei para nossa filial no exterior."

E fim, é assim que termina a carta. A presença do moreno naquela empresa era apenas para que o pai conseguisse realizar uma jogada política.

Considerando que nada vazou sobre a construção do vilarejo, a imprensa vai explodir com a noticia de que uma grande empresa como a sua foi responsável por tal projeto, assim com a candidatura de seu tio os eleitores irão pender a seu favor. Mas aceitar isso significaria que não haverá menção a nenhuma ligação Senju com o projeto, o que inclui Sakura.

Dois toques são dados na porta e ele guarda o contrato e a carta novamente no envelope.

—        Entre.

Ele guarda o envelope em uma gaveta.

—        Ola mi amigo.

—        O que quer?

Suigetsu entra.

—        É assim que se recebe um velho amigo?

—        O que você quer Suigetsu, não estou com tempo para seus jogos.

—        Eu hein. Vim trazer o que me pediu.

Sasuke não gosta de pedir ajuda, mas sabe que sempre pode contar com os amigos. Mesmo que esses sejam completos idiotas - lê-se Naruto e Suigetsu - sabe que estarão lá para ajudá-lo.

Na Construtora Senju, esse sentimento de querer ajudar o outro é ainda maior, então ele sabia que Suigetsu o ajudaria com alguns documentos do vilarejo.

Eles conversam por algum tempo, mas o azulado logo deixa sua sala e Sasuke trabalha até as sete da noite.

Quando deixa sua sala, percebe que Karin não está em seu lugar costumeiro, então se aproxima de uma das secretárias que logo ergue o olhar para ele com um sorriso simpático.

—        No que posso ajudar, senhor Uchiha?

—        A senhorita Haruno apareceu na empresa hoje?

—        Não senhor. Ela provavelmente está acompanhando um de seus projetos, ela é bastante dedicada quando se trata deles.

—        Claro, entendo. Obrigado.

—        De nada.

O moreno se afasta pensativo, mas não dá muita importância ao fato dela não ter aparecido na empresa, afinal eles têm os ensaios da dança hoje, então a verá quando chegar lá. Triste engano.

 

Já é quarta feira, Sakura ainda não foi à empresa essa semana e sequer apareceu no ensaio de segunda, como agora os ensaios acontecem apenas nesse dia da semana, as chances de encontrá-la em uma das aulas de dança caem para zero. Ele está incomodado com isso, nenhuma mensagem, ligação, telegrama, pombo correio, sinal de fumaça, nada. Ela sequer se deu ao trabalho de lhe mandar um oi e é claro que ele não o faria porque é muito orgulhoso para isso.

Será que ela não gostou da nossa noite? Ele pensa. Não, não isso é impossível.

Sasuke se aproxima da mesa de Karin, que fica separada a das secretárias.

—        Ei Karin, onde está a Sakura?

A ruiva ergue o olhar e o observa.

—        Sakura não vem hoje.

—        Ela está doente? Está tudo bem?

Karin sorri.

—        Cuidado Sasuke, até parece preocupado.

Seu rosto fica sério.

—        Tenho pendências a resolver com ela, apenas isso.

—        Claro, claro.

Ela volta seu olhar aos papeis em sua mão.

—        Ela está resolvendo os últimos projetos que tem, diretamente nas obras, acredito que não virá para a empresa hoje, mas talvez amanhã apareça por aqui.

Ele se afasta.

—        De nada Sasuke.

Ela ergue a voz um pouco para que ele a ouça, mas o moreno a ignora totalmente e volta para a própria sala. Assim que se senta observa o notebook a sua frente.

Eu que sou engenheiro, não passo tanto tempo fora da empresa. Ela claramente está me evitando. Droga!

Ele dá um soco na mesa e suspira.

—        Acalme-se Sasuke, ela é apenas mais uma, apenas mais uma.

Ele balança cabeça e volta ao trabalho conseguindo se concentrar nisso.

 

Sakura dirige para a empresa cansada. Nesses últimos três dias, se dedicou totalmente um de seus três projetos e felizmente o entregou, agora restam apenas a casa de Kotetsu e o vilarejo.

Durante a loucura que esses dias foram ela sequer falou com Sasuke, mas isso tem uma explicação. Sakura ainda estava meio abalada com tudo o que havia acontecido no domingo e um pouco confusa por aquela sensação esquisita que teve com o beijo do moreno naquela manhã, mas agora já está melhor.

Aquilo foi coisa de momento e ela precisa falar com ele, ou orgulhoso como é vai começar a pensar que não gostou da noite que tiveram. Ela ri com o pensamento e estaciona o carro na vaga de sempre. Sem demora, segue para o elevador e aperta o botão do último andar, quando passa pela porta vê Karin e se aproxima da ruiva.

—        Oi. - ela sorri e recebe um sorriso de volta.

—        Resolveu aparecer? Pensei que não viria hoje.

—        Finalmente acabou, a inauguração é amanhã.

—        E você vai?

—        Tá brincando? Tenho muito trabalho ainda.

Karin ri.

—        Devia imaginar.

Sakura se encaminha até sua sala, mas a Uzumaki a chama.

—        Sakura.

A rosada se vira ao ouvi-la.

—        Sasuke estava procurando por você.

Sakura se surpreende, não pensou que ele perguntaria sobre ela, até porque ele tem o número da rosada. Sakura se lembra que também tem o número dele e admite que não devia ter ficado em silêncio.

—        Ele ainda está na sala dele se quiser.

—        Obrigada.

Sakura caminha até sua sala, guarda suas coisas e vai até a sala do Uchiha dando três toques na porta.

—        Entre.

Apenas o som de sua voz já faz o corpo de Sakura se arrepiar e alguns flashes da madrugada de domingo lhe voltam a mente. Tomando coragem ela abre a porta e vê que Sasuke aparenta estar tão cansado quanto ela. Ele tem o cotovelo direito apoiado em sua mesa e massageia a área entre os olhos enquanto tem a outra mão sob o mouse do notebook.

Ela entra e ele sequer olha em sua direção, isso a incomoda um pouco.

—        Ahn, oi.

Sasuke se surpreende ao ouvir sua voz e rapidamente olha para ela. Sakura fecha a porta atrás de si e se aproxima segurando as mãos em frente ao corpo.

—        Me desculpe por sumir assim, eu meio que desapareci e nem falei com você.

—        Meio que desapareceu?

Ele ergue uma das sobrancelhas, mantendo a feição séria, mas sinceramente, ouvir o doce tom de voz da Haruno, lhe recordou seus gemidos que tanto o excitaram e ele tem que se manter firme para não fraquejar e admirar cada detalhe do corpo a sua frente, felizmente consegue manter seus olhos sobre os dela.

—        Tudo bem, eu desapareci.

Ela se senta a frente dele envergonhada por não ter dado sinal de vida.

—        Conhecendo-o como o conheço deve ter pensado que não gostei da noite.

Sasuke se surpreende ao ouvi-la, sou tão previsível assim? A surpresa no rosto dele a faz rir e ao ouvi-la um rosto sério surge.

—        Desculpe, sério.

Sakura tenta se controlar contendo a risada.

—        E por que desapareceu assim?

Ele quer parecer desinteressado, mas realmente quer saber o motivo de sua ausência.

—        Foquei meu tempo em um dos meus últimos projetos, agora faltam apenas uma casa e o vilarejo que está muito mais rápido do que eu imaginava.

—        Hum.

Ela morde o lábio inferior e as orbes negras não deixam esse sexy gesto passar sem ser notado.

—        Então?

—        Então? - ele pergunta confuso. - Então o que?

—        Como o que? Minhas desculpas, não disse se aceitou.

Sasuke se silencia por um momento e se lembra de tudo o que passou na mão da rosada até esse momento. Ela consegue ouvi-lo estalar a língua.

—        Como é mesmo?

O Uchiha abre um sorriso ao qual Sakura acha extremamente sexy na mesma medida em que é irritante.

—        Podemos começar com algo simples.

Ela evita uma risada.

—        Eu deveria imaginar o quanto é vingativo.

—        Ainda não viu nada.

O telefone de Sasuke toca e Sakura se levanta.

—        Nos falamos depois.

Ela lhe sorri e se afasta deixando a sala e fechando a porta.

Quando foi que ficou tão fácil conversar com ele?

Afastando o pensamento ela volta para sua sala para terminar seu trabalho com a papelada.

 

Dentro da sala o Uchiha atende o telefone assim que a porta é fechada.

—        Alô.

*Oye Teme.*

Maldito Dobe, pior hora para me ligar.

—        O que quer maldição?

*Como sempre um amor de pessoa.*

—        Fala logo animal.

*Tá bom, tá bom, sem mal humor ‘ttebayo. Estou ligando para dizer que o ensaio de amanhã foi cancelado.*

—        Por que?

*Surgiu um compromisso para a Hina e não dá pra adiar. Considerando que na segunda não pudemos ensaiar todos juntos, inclusive por isso um ensaio foi marcado pra quinta, sua mãe achou melhor cancelar.*

—        Hum.

*Eu te interrompi?*

—        Você sempre me interrompe.

*Sempre demonstrando amor pelo próximo. Podia me tratar com um pouco mais de carinho considerando que é meu padrinho.*

—        Não enche Dobe, agora me dê licença que preciso trabalhar.

Sasuke desliga o telefone irritado e volta ao trabalho.

 

Quando termina seus deveres se ergue para deixar a empresa, mas antes de seguir para o elevador para em frente a sala de Sakura e dá dois toques que não são respondidos.

—        A senhorita Haruno não está senhor Uchiha, acredito que já tenha ido embora.

Uma das secretárias o observa.

—        Obrigado.

Ele se afasta seguindo para o elevador.

Primeiro me pede desculpas depois sequer se despede de mim? Onde já se viu?

Ele cerra o punho irritado e segue para o seu carro assim que a porta do elevador é aberta.

O caminho até o hotel é um tormento, porque ele está zangado por causa da ausência da rosada, mas ao mesmo tempo recordações do fim de semana lhe invadem os pensamentos.

Ele tenta afastar as sensações que os flashes lhe trazem, mas não consegue e isso o irrita ainda mais. Quando finalmente chega ao seu apartamento se prepara para fazer algo que o afasta de qualquer pensamento, suas esculturas. Assim, depois de um jantar rápido, se aproxima da peça de gesso que já mostra Naruto e Hinata.

Falta pouco para terminar essa escultura em especial e com isso seu presente está quase pronto.

Ele olha por cima do gesso e foca seu olhar na peça escondida entre as outras. A primeira que esculpiu quando essas peças chegaram, ela está incompleta. Desde aquele dia ele não conseguiu termina-la, mesmo que tenha tentado, qualquer coisa que fazia parecia deixa-la ainda mais incompleta, era como se tivesse uma musa que o inspirasse a esculpir aquela peça em especial, mas seus olhos estivessem embaçados demais para conseguir vê-la realmente.

Ele suspira e volta a focar na peça atual que tem poucos pontos para ser terminada.

Depois de algum tempo, já próximo das onze da noite, três toques são ouvidos por ele que para de focar sua atenção na escultura a sua frente. O som do toque o surpreende e por um momento acredita que tenha sido sua imaginação, quem seria a essa hora da noite? O pensamento é o que o faz ignorar o som, mas ele volta a se repetir. Por isso o moreno se ergue, guarda a lima e se aproxima da porta para ver se realmente há alguém ali.

No momento em que a porta é aberta, a surpresa fica evidente no rosto do Uchiha, não apenas pelo horário da visita, mas principalmente pela pessoa que o está visitando. Ela mostra o vinho.

—        Minha bandeira branca.



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