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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 41


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Capítulo 41 - Capítulo 38 - SASUKE - Droga tóxica I - Inteiramente ela



Isso foi inesquecível
Eu quero fazer isso novamente
Você está louco como um animal
E eu não quero que isso acabe
Me diga todos os seus sonhos e fantasias mais obscuras

 

Sakura on

Sinto o sobe e desce de seu peito ao acordar. Ainda não acredito que dormi na casa de um cara e pior, no meio da semana. Agora terei que ir para casa para me trocar, afinal não tem como ir direto para o trabalho. Mas, por alguma razão isso não me incomoda, o que pra ser sincera, me é estranho.

Foi uma noite incrível, tal como a última, não. Ainda melhor que a última, esse homem me faz sentir os melhores prazeres da vida aos quais pensei já ter presenciado, mas percebo agora que estava incrivelmente equivocada. Nunca me senti tão viva antes.

O que mais me surpreendeu porém, foi ele ter me pedido para ficar. Aquele sorriso, aquele tom de voz, aqueles olhos sedutores, esse homem é um pecado ambulante e não me canso de pecar.

—        Já acordada?

Ouço sua voz rouca e sexy e um arrepio percorre meu corpo.

—        Ahn, sim. Bom dia.

—        Bom dia.

Ficamos em silêncio por alguns poucos segundos e sinto seu peito subir devagar e descer de uma vez quando respira fundo.

Com essa deixa me sento e de costas para ele me espreguiço. Sinto seu olhar sobre mim, mas não olho para trás para confirmar, apenas me ergo recolhendo minhas roupas e vestindo-as.

—        Sem nem um banho?

Olho para ele por cima do ombro e o vejo sentado com os olhos cravados nas minhas costas desnudas. Desvio o olhar evitando assim, que ele me veja corada. Eu simplesmente odeio isso em mim.

—        Preciso ir para casa.

Coloco meu sutiã e sinto meu celular no bolso da calça. Caminho até o lado onde ele está, pois é lá que minha blusa se encontra, mas assim que coloco a blusa sinto-o me puxar e acabo sentada em seu colo. Vejo um sorriso malicioso em seu rosto.

—        Acho que está desculpada senhorita Haruno.

Ouvi-lo me recorda algumas coisas e sorrio para ele. Aproximo meus lábios dos seus observando-os e toco sua nuca com uma das mãos, deixando a outra apoiada em seu ombro.

—        Acho que o gosto que deixei será difícil de esquecer.

—        Se refere ao vinho imagino.

Ele sorri e esse sorriso me irrita, principalmente pelo fato de que apenas me atrai mais para ele. Me afasto um pouco olhando-o nos olhos sem nenhuma expressão identificável, ou pelo menos é o que tento fazer.

—        Se pensa assim, acho que não foi algo tão inesquecível. Talvez seja preferível esquecer sobre isso.

O sorriso dele se alarga e são suas mãos em minha cintura que voltam a nos aproximar.

—        Pelo contrário, deve me lembrá-lo para que eu não me esqueça.

Quebrando a distância entre nós, nossos lábios se tocam. Não sei exatamente quem é o responsável por isso, mas não me importa, apenas esse beijo é relevante agora.

Sua língua, que se provou extremamente habilidosa, tenta dominar a minha, mas somos dois lutadores e não cedo em nada. O beijo se intensifica e logo sinto minhas costas sobre o colchão e seu corpo másculo sob o meu.

Quando finalmente nos afastamos, porque infelizmente o ar se faz necessário, ele prende meu lábio inferior entre os dentes e se afasta por fim.

—        É uma pena termos que ir trabalhar, acho que ainda não consegui satisfazê-la o suficiente.

—        Não seja convencido e admita o óbvio, você não se cansa de mim.

Ele ri.

—        Acho que tem razão, não me canso de comer essa linda bocetinha.

A mão de Sasuke segue para debaixo da minha blusa, me causando arrepios, mas o afasto.

—        Preciso mesmo ir.

Ele sorri e sai de cima de mim.

—        Minhas portas estão abertas para quando quiser.

Me ergo e lhe lanço um sorriso.

—        Vou lembrar.

Deixo seu quarto e logo seu apartamento, seguindo para o subsolo onde meu carro está.

 

O caminho até a minha casa é silencioso, pois decido não ligar o rádio, e extremamente pensativo.

A noite passada está fixa em minha mente, cada toque cada beijo. Sinto um arrepio e percorrer meu corpo. Essa é uma sensação estranha, nunca me senti assim antes, o sexo dele é bom, com certeza, mas não é apenas isso, tem algo a mais apenas não sei definir o que.

Estaciono meu carro e entro pronta para um banho rápido, afinal não posso demorar muito. Ainda não acredito que dormi na casa dele.

Balanço a cabeça afastando o pensamento e sem demora vou para o banho. Assim que deixo meu banheiro, escolho uma muda e saio de casa, deixarei pra tomar café no caminho.

Já dentro do carro ouço meu celular tocar e, como está conectado ao carro, atendo-o.

—        Alô.

*Te acordei?*

Ouço a voz de Itachi.

—        Ahn, não, não se preocupe, estou indo para o trabalho.

*Quero falar com você, é um assunto sério, posso te encontrar hoje?*

Estranho a seriedade em sua voz.

—        Tudo bem, do que se trata?

*É melhor se nos falarmos pessoalmente. Tem compromisso no almoço?*

—        Não.

*Ótimo, pode me encontrar no Ambrosia, ao meio dia?*

—        Claro, nos vemos lá.

*Até.*

Ele desliga e estranho seu convite. Não pelo convite em si, me lembro perfeitamente que ele já me chamou antes para sair, mas pela forma como suas palavras expressavam seriedade, como seu tom foi diferente do qual estou acostumada.

Minha reflexão não dura tanto, pois logo chego ao trabalho onde fico ocupada demais para pensar nisso.

O horário do meu almoço chega e passo na sala onde Sasuke fica antes de sair para almoçar. Não para vê-lo, sei que ele não está aqui hoje, ficará o dia no vilarejo, mas essa ainda é a sala onde resolvemos nosso projeto, então as coisas referentes a ele ficam aqui. Essa não é apenas a sala de Uchiha Sasuke afinal, assim que guardo os papéis, deixo a sala sem demora.

Depois de explicar a Karin que não irei almoçar com ela e ouvir algumas indiretas, não tão indiretas assim, sobre estar saindo com Sasuke e continuar a encantar outros rapazes, sigo para o térreo.

O Ambrosia é um restaurante bem simples e próximo da construtora, me reuni com Deidara e seus amigos nesse lugar algumas vezes, é ótimo para ter uma boa conversa e um bom almoço.

Avisto-o e logo me aproximo.

—        Oi.

Digo me sentando e ele abre um sorriso.

—        Linda como sempre.

Sinto meu rosto corar e abro um sorriso sem graça. O garçom se aproxima e faço meu pedido. Assim que ele se afasta observo Itachi e vejo suas belas íris negras focadas em mim, isso me desconserta um pouco e não consigo manter meu olhar sobre o dele.

—        E-então, você queria falar comigo, sobre o que era?

—        Sem pressa. - olho para ele de relance e vejo um sorriso - Não avisei antes porque ainda estava incerto, mas meu chefe gostou da ideia do evento e dele em si, por isso se comprometeu pela sua divulgação pelos próximos anos.

Arregalo meus olhos surpresa e não consigo evitar a felicidade em meu rosto.

—        Está falando sério?

—        Já disse que nunca brincaria com você.

Ele sorri e não consigo evitar um grande sorriso também. O garçom chega com nossos pedidos e volta a se afastar.

—        Acho que isso se deveu principalmente pelo bom atendimento que ele teve. - ouço-o e foco meu olhar em seu rosto - Além disso, o evento foi muito comentado na editora, tanto que ele mesmo foi vê-lo.

—        Ele foi ao evento?

Pergunto surpresa.

—        Foi, não apenas ele, mas vários funcionários da Suzano'o Mídia. Meu tio gostou muito de tudo.

Me surpreendo me lembrando que o dono da Suzano'o Mídia é Uchiha Madara, sendo assim, o responsável pela obra do vilarejo realmente foi no evento.

—        Acho até que ele vai doar alguma coisa.

—        Fico feliz em ouvir isso. Faz todo nosso esforço valer a pena.

Observo meu prato com um sorriso e me recordo de não tê-lo visto no sábado.

—        Não te vi na exposição.

—        Nem me lembre. - ele suspira - Por alguma razão minha mãe me segurou na casa dela por tanto tempo que quando cheguei lá, metade das pessoas já tinham ido embora.

—        Nossa. - digo surpresa - Bom, pelo menos conseguiu ver a exposição.

—        Sim, ficou muito boa, eles são muito bons.

—        Concordo.

Sorrio ao me lembrar das pinturas de Deidara e das esculturas de Sasori, mas meu sorriso logo é perdido ao me lembrar do ruivo.

—        Sou apaixonado pela forma como a câmera consegue detectar detalhes que muitas vezes nos passam despercebidos, - ele me afasta dos meus pensamentos - mas não posso negar que a pintura como forma de arte é também uma bela forma de retratar algo, seja um sentimento, um rosto ou simplesmente uma ideia. As esculturas de Sasori também são muito boas e não a toa eles conseguiram o que desejavam, Deidara me contou sobre as propostas que receberam e que tudo foi um sucesso.

—        Isso é tão bom não é? Ver que nossos amigos conseguiram o que queriam.

Percebo seu olhar sobre mim e, mais uma vez, não é o que estou acostumada.

—        Sim, é muito bom.

Terminamos nosso almoço e ele pede a conta, não consigo olha-lo nos olhos enquanto esperamos, pois sinto que há algo diferente.

Assim que vejo o garçom se aproximar pego minha bolsa tirando a carteira.

—        De forma alguma, eu te chamei, eu pago.

Hesito e me recordo de Sasuke, o pensamento me leva até o moreno e toda a beleza que ele exala, isso me remete às noites que tivemos e balanço a cabeça afastando os pensamentos.

Nos levantamos e deixamos o lugar assim que o garçom agradece pela preferência.

—        Ainda tem algum tempo?

Ouço-o assim que deixamos o restaurante e pego meu celular na bolsa para olhar as horas.

—        Sim, ainda tenho algum.

—        Quer andar um pouco? Não é longe.

—        Ahn, tudo bem.

Acompanho-o.

 

Seguimos para a praça e andamos um pouco por ela. Rio de algumas coisas que ele diz o que me afasta dos pensamentos sobre Sasuke e do olhar com o qual ele me observava a pouco. Como sempre, me sinto muito bem ao seu lado.

Ele para em frente a uma grande árvore de cerejeira. Ela está sem as belas flores, mas ainda assim é uma bela árvore.

—        Sakura.

—        Sim.

Olho na sua direção e me surpreendo com a proximidade de nossos corpos. Ele está a poucos centímetros de mim e seus olhos estão focados nos meus, ao perceber o olhar que leva, exatamente o mesmo de antes, meu coração dispara.

—        Eu estou apaixonado por você.

Arregalo meus olhos surpresa com a confissão. Isso é, definitivamente, a última coisa pela qual eu esperava.

—        O… o que?

—        Estou apaixonado por você. - ele repete.

—        Mas… Por que?

Ele sorri.

—        Digo que estou apaixonado e a primeira pergunta que você me faz é por que?

—        V-você nunca se interessou por mim, sempre fomos amigos e… E você é você, quer dizer, eu te conheço sei que não é de se apaixonar.

—        Nossa essa doeu.

Ele aperta a camisa na altura do coração e foca em um lugar longe do meu rosto.

—        Desculpe eu só… Você me pegou de surpresa.

Ele suspira e mantém o olhar longe de mim.

—        Já reparou que é a única mulher que conheço, com a qual eu ainda não dormi? Com exceção das namoradas dos meus amigos, claro.

Volto a me surpreender com a nova pergunta.

—        Não sou a única, também tem a Ino.

—        Não somos amigos, e ela é irmã do meu melhor amigo, zona proibida. Além disso, sabe como funciono, você mesma disse que me conhece, só me aproximo de quem quero ficar e, de todas as mulheres que me aproximei você foi a única com quem não fiquei.

Ele tem razão, Ino e ele nunca foram próximos, eles trocam algumas palavras, mas nada além.

—        Nunca quis saber o por quê?

Itachi finalmente olha para mim com uma das sobrancelhas arqueadas.

—        Bom, acho que eu não era seu tipo, você sempre foi galanteador, se quisesse algo…

—        Errado. - ele me interrompe e foco nele. - Você parecia boa demais pra mim.

Não sei o que responder, ele definitivamente me deixou sem chão com o que disse.

—        É impossível não notar o quão bonita você é, - ele continua - ou na facilidade que tem para encantar as pessoas, talvez seja seu jeito natural de atrair as pessoas para perto de si. A questão é que nunca consegui vê-la como um caso de uma noite, e como meus casos só duravam uma noite não servíamos um para o outro.

Há silêncio, penso em cada palavra dita por ele e noto algo.

—        Você disse parecia, no passado, por que?

—        Aquele beijo me fez pensar, você deve ser maravilhosa na cama.

Uma eu, em um dia normal, provavelmente reagiria dando um tapa nele, é assim que sou, mas estou perplexa pelo fato de que ele se lembra do beijo.

Foi um beijo bom e agradável, ele tem pegada e, apesar de ter sido eu a começá-lo, ele se entregou me concedendo um dos melhores beijos que já dei na minha vida, mas não penso nele a dias.

—        Mas não foi só isso que pensei. - ele me afasta dos meus pensamentos - Se lembra de quando nos conhecemos?

—        N-na festa da faculdade.

—        Não, foi antes disso.

Observo-o confusa.

—        Não, me lembro perfeitamente, foi quando Deidara nos apresentou.

—        Não disse quando fomos apresentados, me refiro a primeira vez que nos vimos.

Penso um pouco, mas não tenho ideia do que ele fala.

—        Era uma festa beneficente pra arrecadar fundos para o Instituto Senju, você estava cuidando do algodão doce e toda a vez que entregava um daqueles doces abria um sorriso inesquecível. Sempre fui fã de doces e de mulheres não perderia uma chance de me aproximar, mas no momento em que me entregou o algodão doce alguém te chamou e você se afastou, assim não tivemos a oportunidade de conversar.

Me lembro da festa, mas por mais esforço que faça não consigo lembrar dele, mesmo tentando muito não conseguiria me lembrar de todos os rostos que vi aquele dia.

—        Você me atraiu desde aquele momento, mas como disse, sempre fui um cara de uma noite, depois fomos apresentados, acabamos meio que virando amigos e eu gostava da sua companhia, sendo assim, percebi que você não era para mim, por isso nunca investi.

—        O que mudou?

—        Nada mudou na verdade, você já havia me encantado muito antes daquele beijo, aquilo apenas me fez perceber.

Ainda o observo sem saber como reagir, a surpresa está evidente em meu rosto e Itachi sorri ao ver o estado no qual me encontro.

—        Não precisa responder agora. Espero o tempo que for necessário.

Itachi toca meu queixo segurando-o e se aproxima, meu coração acelera com a aproximação. Os lábios dele tocam minha testa levemente e sem pressa, quando ele afasta seus lábios da minha pele, me observa durante alguns poucos segundos e se afasta deixando-me atônita.

Levo algum tempo para me recuperar e quando o faço volto para a construtora que não está tão longe completamente atordoada.

Me sinto aérea e acho que ouvi Karin falar comigo ao passar por ela, mas não parei, ainda estou em choque. Nunca imaginei ver Itachi se declarar, ainda menos para mim.

Me sento na cadeira e respiro fundo. Dois toques na porta me despertam do meu transe.

—        Entre.

—        Estou com o contrato que me pediu e - Karin me observa - Aconteceu alguma coisa?

—        Itachi se declarou.

Foco meu olhar nela e a vejo tão surpresa quanto eu.

—        O Itachi? Uchiha Itachi? O homem mais mulherengo que eu conheço?

—        Sim, ele.

—        Nossa.

—        É.

—        E o que respondeu?

—        O que acha? Não disse nada, eu estava muito surpresa para conseguir pensar em uma resposta.

—        E?

—        E o que?

—        Você gosta dele?

—        Gosto. Quer dizer, é claro que gosto, mas não assim. Ele é lindo, sexy, me atrai, não vou mentir, mas eu realmente não sinto nada desse tipo por ele e depois do Gaara, não acho certo começar algo sem esse sentimento.

—        Sim, tem razão.

Suspiro.

—        Então você tem sua resposta.

—        Por que eles resolveram que estão apaixonados por mim? Perdi meus amigos por causa disso.

—        Mulheres normais estariam comemorando essa sorte.

—        Isso não é sorte. Magoei meus amigos e perdi dois deles, agora estou prestes a fazer isso de novo.

—        Desculpe.

—        Queria que isso nunca tivesse acontecido.

Solto um longo suspiro, uma vez mais.

—        Enfim - ela se levanta - vamos focar no trabalho para te afastar dos pensamentos.

—        Sim, é o melhor.

Karin me entrega o contrato que pedi a ela anteriormente e deixa a sala. Sigo fazendo meu trabalho, mas vez ou outra Itachi me volta a mente, mas não apenas ele, Sasori, Lee e Gaara também rondam meus pensamentos. Nem mesmo sei quantos suspiros dei hoje.

 

Focada no projeto a minha frente, massageio meu ombro cansada. Meu celular toca e ao ler a mensagem vejo que se trata de Hinata.

*Saku, estávamos pensando em fazer o ensaio uma semana antes do casamento, domingo às dez, não marque nada. Você e Sasuke irão entrar juntos por serem quem são, então espero que as coisas com ele ainda estejam bem.*

*Não se preocupe Hina, ainda não nos matamos.*

*Karin disse que o deixou na seca por vários dias, coitado do amiguinho dele Saku.*

*HINATA*

*Haha, calma, calma, estou brincando. Ou não. Enfim, nos vemos.*

Guardo o celular e suspiro. Não entendo bem por qual motivo isso acontece, talvez seja por causa da conversa recente e porque a menos de vinte e quatro horas seus lábios tocaram minha pele, mas Sasuke alcança meus pensamentos e um arrepio corre meu corpo ao me lembrar das sensações que me causou.

Meu foco se perde total e imediatamente, e apenas nossa noite de luxúria ronda meus pensamentos. Minha respiração fica pesada, remexo minhas pernas aproximando-as e o atrito entre elas me faz arfar. Não é comum para mim perder o controle, mas aquelas lembranças me impedem de coibir que essa sensação se espalhe e com isso a necessidade de me proporcionar prazer, ainda que mínimo, surge.

Arfo e desço minha mão pelo meu abdômen e, entrando na calça, ainda com as pernas roçando uma na outra, toco essa área de prazer.

Não posso fazer isso aqui, eu sei, se alguém entrar e me pegar, além de ser algo constrangedor pode me causar sérios problemas, mas isso não parece importar, pelo contrário, o fato apenas me excita mais e é a imagem daquele moreno, que me fez ter os melhores orgasmos da minha vida, que ronda minha fantasia.

Ouço três batidas na porta e isso me desperta. Meus dedos estão ensopados, mas os tiro rapidamente e passo-os na calça limpando-os ali.

Ouço mais dois toques.

—        Entre.

Vejo a porta ser aberta e Suigetsu entrar.

—        Trouxe minhas análises sobre seu projeto, como me pediu. Mesmo que não estejamos juntos eu...

Ele para de falar e me observa atentamente.

—        O que foi?

—        Você está bem?

—        Ahn, sim, por que?

—        Você está vermelha.

—        Ah, não, não é nada. - digo rapidamente.

—        Claro.

Ele ainda me olha um pouco desconfiado, mas esquece isso por algum tempo e foca no trabalho. O fato me distrai um pouco da minha calcinha molhada, mas isso ainda é incômodo.

Assim que ele deixa a sala, penso ter perdido a excitação, mas mais imagens da noite anterior voltam a mim, involuntariamente, e por isso percebo que não terei tranquilidade enquanto não me aliviar. Não posso fazer isso aqui, por essa razão vou encerrar meu turno hoje.

Pego minhas coisas e saio da sala, Karin está entretida com o próprio trabalho e por isso apenas sigo para o elevador.

Sozinha aqui, sinto uma tentação enorme de me tocar, mas me controlo. Parece que quanto mais tempo demoro para me aliviar, mais o calor do meu corpo e a umidade entre as minhas pernas aumentam.

Assim que saio do elevador vou até meu carro e entro. Não ligo-o, apenas respiro fundo. Estou sozinha, ou seja, posso me tocar. O problema é que quando me masturbo não sou a pessoa mais racional e apenas relaxo depois de gozar. Se estiver alcançando o ápice do prazer e alguém aparecer, não sei se conseguirei parar.

Depois de respirar fundo giro a ignição e deixo o prédio.

 

Nunca fiquei excitada no trabalho, ainda menos dentro do carro, mas a proximidade das minhas pernas e o movimento da estrada está me enlouquecendo. Realmente não sei como impedir isso, nem mesmo tentando pensar em coisas broxantes os momentos de luxúria da noite passada me abandonam.

Assim que estaciono e me percebo dentro da garagem, não perco mais tempo e abaixo minha calça tocando minha intimidade que está encharcada.

Me lembro dos dedos dele, como eram ágeis, habilidosos e da maneira como me fodiam deliciosamente fazendo-me alcançar pontos de prazer que jamais pensei serem possíveis.

A voz dele, o cheiro dele, os dedos dele. Parece que tudo isso me cerca nesse momento, parece que eu o sinto e minha frequência respiratória aumenta conforme me aproximo do clímax.

Meus dedos não param e meus gemidos tomam conta do lugar. De repente, sinto-me estremecer com uma onda deliciosa percorrendo meu corpo e, assim que o líquido do meu gozo banha meus dedos, desfaleço no banco do carro.

—        Minha nossa, o que aquele maldito Uchiha fez comigo?

Resmungo ofegante. Essa foi a melhor masturbação que já fiz, nenhuma outra me deu tanto prazer, mas ainda assim me sinto incompleta, como se algo faltasse e esse algo tem nome e sobrenome.

Depois de recuperar minhas forças, saio do carro e sigo para dentro de casa. Tiro as roupas pelo caminho e não demoro a chegar ao banheiro onde tenho mais uma rodada de uma deliciosa fantasia.

Quando termino meu banho me troco e depois de comer algo para enganar a fome, me jogo no sofá assistindo qualquer coisa que passe na TV.

Os noticiários me distraem um pouco, assim como a programação, mas ao ver o relógio marcar 23:07h me ergo caminhando para o quarto. Assim que me deito solto um longo suspiro e observo o teto.

Meu dia hoje não foi nada parecido com os outros, isso nunca me aconteceu e para ser sincera, ao mesmo tempo que o fato é excitante, também é assustador. Tudo é muito estranho e novo, nunca fiquei tão extasiada por uma fantasia e fissurada em uma pessoa como está acontecendo com Sasuke, isso me assusta pra caramba.

Solto mais um suspiro e mordo meu lábio inferior assim que percebo aqueles beijos ardentes rondarem minha mente novamente. Não adianta o quanto eu tente, ele volta pra me atormentar. E o fato que meu corpo, ainda pior que antes, não quer mais me obedecer, apenas me mostra que eu preciso dele, preciso dele para me saciar uma vez mais. É a última coisa que queria agora, mas acho que estou viciada nele.


Com o gosto dos seus lábios, eu viajo
Você é tóxico, estou perdendo os sentidos
Com o gosto do seu veneno, estou no paraíso
Estou viciada em você
Você não sabe que é tóxico?
E eu adoro o que você faz
Você não sabe que é tóxico?



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