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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 45


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Capítulo 45 - Capítulo 41 - SASUKE - Agradável companhia


O dia parece bom, e uma coisa rara aconteceu, Uchiha Sasuke acordou de bom humor. O moreno desperta rapidamente, antes mesmo que seu despertador o acorde.

Depois de um bom café da manhã, Sasuke segue para a empresa, não que tenha muitas pendências lá, mas ainda tem algumas coisas para resolver que podem ser feitas no prédio. Sim, que podem ser feitas, já que não exigem a permanência dele naquele lugar especificamente, ele poderia fazer isso na obra, mas decidiu ir para a construtora.

Chegando em seu local de trabalho, segue para o elevador que está repleto de pessoas, ainda que não sejam as que ele conhece e ele deseja bom dia a elas.

Isso é bem estranho até mesmo para ele, pois geralmente acorda normal, sem nenhuma vontade de sorrir como um bobo. Porém hoje parece que isso não pode ser evitado.

Sasuke segue para a própria sala e começa sua jornada de trabalho, a qual se torna mais produtiva do que de costume e isso o faz perceber que já pode voltar a obra depois do almoço.

O tempo corre sem que ele perceba e com isso o horário do almoço se aproxima. Quando termina com a papelada respira fundo e fecha seu notebook se preparando para sair. Como que se entendesse sua deixa, três toques são dados na porta.

—        Entre.

Ele ergue o olhar e foca na porta.

Assim que a face delicada de Sakura surge em seu campo de visão, o rosto do Uchiha se ilumina e vê-lo sorrir também a faz abrir um sorriso tímido.

—        Bom dia. - ele responde.

—        Luis quer mostrar o andamento da obra, pediu que fosse ainda hoje se pudesse. Tentou falar com você, mas não atendeu e por isso ligou para mim.

Sasuke tateia os bolsos e percebe que o celular não está consigo.

—        Devo ter deixado em casa.

Ao olhar o horário no relógio percebe ser onze e quarenta e oito, horário em que a rosada geralmente sai para almoçar. Por isso se ergue terminando de arrumar suas coisas.

—        Estava mesmo planejando ir depois do almoço. Estou saindo agora, quer vir comigo?

Ela se surpreende com o convite.

—        Almoçar?

—        É. A não ser que tenha outros planos.

—        Não, não. Não tenho.

Sasuke se aproxima dela.

—        Depois podemos ir a obra, percebi que vai lá as vezes.

—        Sim, eu vou, gosto de ver como meus projetos estão ficando, mas infelizmente hoje não posso, tenho alguns projetos para finalizar.

—        Que pena.

—        Mas aceito almoçar com você.

Sasuke observa os lábios de Sakura, eles parecem tão apetitosos que ele não consegue se conter e a beija.

Um beijo deliciosamente excitante é dado e o desejo os envolve. Sasuke a puxa contra seu corpo tocando-lhe na nuca e na cintura, Sakura fixa suas mãos em seu pescoço fazendo seus dedos finos emaranharem-se nos fios negros aproximando-o tentando evitar que se afaste.

Era disso que ela precisava, esse desejo carnal, com isso sabe que poderá repetir mais vezes, e ela quer repetir mais e mais, necessita dos seus toques, quer que ele a faça sentir-se mulher novamente quer que a faça gemer e gritar de prazer. Mas o telefone tocando lá fora a desperta fazendo-a lembrar de onde está, o que a faz levar as mãos no peito dele apoiando-as ali e o afasta. Ele a observa confuso.

—        Uhm desculpe, - ele a solta - pensei que depois de sábado...

—        Não, não é isso.

—        Então?

—        Esse não é o lugar.

—        Claro, - ele diz se dando conta de onde se encontram - onde eu estava com a cabeça?

Um sorriso malicioso é dado pela rosada.

—        Talvez na cor da minha lingerie.

Ele sorri ao ouvi-la.

—        Então um almoço?

—        Sim, vou apenas pegar minha bolsa.

Sakura deixa a sala e um sorriso se forma no rosto de Sasuke, ele não sabe como ela fez isso, mas essa mulher o enfeitiçou, depois de provar do sabor de seus lábios uma vez quer repetir sem parar.

O moreno pega seu casaco e também deixa a sala esperando-a próximo a recepção. Quando ela surge em seu campo de visão, já com o casaco e a bolsa, ele nota o quão linda está. Se bem que isso nunca foi um segredo, ela o tira do sério às vezes e gosta de contrariá-lo com frequência, mas ele não pode negar o quão bela ela é.

Karin os observa com um sorriso cúmplice, mas Sakura não repara. Eles seguem para o elevador e Sasuke aperta o botão do subsolo, para onde segue sem parar, a rosada nota isso.

—        Se vamos comer perto não precisamos do carro, conheço um lugar muito bom por aqui.

—        Na verdade estava pensando em ir ao Ella’s.

O restaurante em questão é o mesmo ao qual Sakura o levou, o único que serve os vinhos preferidos dela, onde o moreno conseguiu sua bandeira branca.

Sakura se surpreende ao ouvi-lo.

—        Bom, então irei com meu carro.

—        Não é necessário.

Ela o observa confusa, pois está ciente de que disse não poder ir ao vilarejo hoje.

—        Não se preocupe, eu a deixo na empresa antes de ir ao vilarejo.

—        Ah.

Seus lábios se entreabrem pela surpresa e a porta se abre fazendo Sasuke sair. Ela o acompanha.

—        Tem certeza? É um longo caminho.

—        Lá vem você com sua teimosia de novo. É definitivo, você não sabe aceitar gentileza. É geral ou é só comigo?

Ela se surpreende com as palavras, recordando da primeira vez em que aceitou um favor, quando foram para casa juntos no dia do noivado de Naruto e Hinata, ela rejeitou a ideia de primeira, mas acabou cedendo.

O mesmo aconteceu quando ele resolveu pagar a conta, ou até quando se surpreendeu ao vê-lo abrir mão do sorvete. Ela ri ao se lembrar dessas coisas. É, talvez eu seja um pouco teimosa.

Eles param em frente ao carro de Sasuke e ele a observa.

—        Então? Não sabe mesmo aceitar gentileza?

—        Não se trata disso.

Ela se defende ainda que tenha admitido sua teimosia.

—        Apenas não gosto de depender de ninguém. Mas… - ela hesita - aceito sua gentileza.

Ele sorri e eles entram no carro que logo deixa o prédio.

—        Aliás, - ela o observa - para quem era o sorvete?

Sasuke olha para a rosada com o canto dos olhos.

—        Por que quer saber? Ciúmes?

Ela desvia o olhar focando na paisagem que passa borrada do lado de fora.

—        Curiosidade.

Ele sorri.

—        Era para a minha mãe.

Ela se surpreende.

—        Nunca te imaginei comprando sorvete para a própria mãe.

No rosto do moreno, um sorriso malicioso se abre.

—        Então já me imaginou?

Ela se surpreende com a pergunta e se lembra que com ele tudo pode ter dois sentidos.

—        Não tanto quanto você fez comigo.

Ela se recupera lhe abrindo um lindo sorriso.

—        Está bem enganada se acha que já fantasiei com você.

—        Então pode deduzir que comigo foi ainda menos.

—        Por que será que não consigo acreditar no que você diz?

—        Talvez porque seja alguém extremamente narcisista e convencido.

—        Não sou narcisista, nem convencido. Apenas conheço minhas qualidades e confio no meu taco, - o sorriso se alarga - você sabe que ele é muito bom.

Sakura revira os olhos e foca na paisagem, mas ela o faz para evitar olhar na área proibida. A pior coisa a se fazer quando um homem se gaba de seus dotes, é olhar exatamente naquela direção. Eles seguem em silêncio, com sorrisos simples nos lábios.

O moreno percebe que ela desviou o olhar para evitar encara-lo e, apesar de estar surpresa com isso, Sakura se sente feliz por ele a ter convidado para o almoço.

Sasuke desce do carro ao estacionar e Sakura também o faz. Logo estão caminhando para a entrada do restaurante. Assim que os vê a recepcionista lhes abre um grande sorriso.

—        Mesa pra dois. - o moreno diz

—        Um segundo.

A jovem os leva a uma mesa na qual ambos tem plena visão do quadro ao qual Sakura admirou na última vez em que estiveram ali.

O lugar em questão é de longe, o preferido da rosada, pois pode admirar a arte que tanto gosta. Ela observa o ambiente a sua volta e repara algumas coisas diferentes.

—        Faz um tempo que não venho aqui, a última vez foi com você e parece que foi a uma eternidade atrás.

—        Sim.

Um garçom logo se aproxima para lhes anotar os pedidos e assim que o fazem o rapaz olha para Sakura.

—        Qual vinho desejam?

—        Marine 1923. - Sakura diz e o rapaz se afasta.

—        Pedido diferente?

—        Não é apenas o La belle que é bom.

Ela dá de ombros.

—        Eles parecem gostar bastante de você.

—        Acho que venho aqui a tanto tempo que já me consideram da família.

Os olhos da rosada focam novamente no quadro da parede. Sasuke percebe isso.

—        Parece gostar bastante de arte.

—        Sou apaixonada. Qualquer tipo de arte para mim é extraordinária, não a toa meus amigos são artistas. - os olhos esverdeados se voltam para o moreno - Você também é muito bom, apenas não fique convencido.

—        Já disse que não sou convencido, - ele desvia o olhar emburrado e Sakura ri. - Mas, obrigado.

—        Me disseram que faz tempo que não compra gesso para suas esculturas, faz muito que parou de esculpir?

—        Fiquei algum tempo sem fazer isso, tinha uma agenda corrida com uma empresa para administrar então meu tempo era bem limitado.

—        Isso não era cansativo? Quer dizer, você só tinha tempo para o trabalho. Eu o entendo, o trabalho distrai nossa mente e é uma das melhores coisas que faço, mas até eu que me sobrecarrego algumas vezes pelo trabalho arrumo um tempo para sair, fazer o que gosto.

—        Não era divertido. - ele admite - Conseguia encontrar algum tempo para as minhas necessidades. - Ele sorri e ela revira os olhos, mas o rosto do moreno volta a sua feição distante - Mas não havia nada que me prendesse lá, nada que fosse realmente do meu gosto.

—        E está procurando por alguma coisa assim?

—        Não. Mas confesso que me divirto muito mais agora.

A gerente do restaurante se aproxima trazendo os pedidos e Sakura se surpreende ao vê-la, já que ela raramente fala com os clientes. A mulher coloca os pratos na mesa e sorri para Sasuke que, ao vê-la, se recorda do vinho.

—        Então conseguiu com que ela te perdoasse.

Sakura apoia os cotovelos na mesa e o queixo nas mãos curiosa com o comentário. Ela se lembra do vinho e sabe que esse é o único lugar onde o encontraria.

—        Ele contou que tínhamos brigado?

Sasuke engole em seco, não imagina como Sakura irá reagir a isso.

—        Me desculpe, imaginei que deduzisse que foi aqui que ele conseguiu o vinho.

—        Sim, apenas não sabia como, afinal não acho que cederiam uma garrafa facilmente.

—        Não, a senhorita está certa, mas ao saber que ele tentou se reconciliar com a noiva e que esta era a senhorita decidi ajudá-lo, afinal sempre esteve tão disposta a nos ajudar, queríamos poder retribuir o favor.

Sakura se surpreende ao ouvi-la e abre um grande sorriso olhando para Sasuke.

—        Foi realmente uma boa ideia querido.

—        É.

Ele diz somente.

—        Bom, com licença tenham um bom almoço.

Eles a observam se afastar.

—        Vai, pode rir, foi a única coisa que consegui pensar na hora.

Ela ri.

—        Serio? Dava pra ser um pouco mais criativo. Poderia dizer que vivo em suas fantasias e que estava tentando me conquistar.

O tom debochado está visível na voz de Sakura e Sasuke se irrita.

Agora ela vai me atormentar com isso.

—        Essa seria uma mentira ainda pior.

Ela volta a rir, principalmente porque o sorriso do moreno não volta a aparecer quando ele fala e eles almoçam em silêncio.

 

Ao fim do almoço, como prometeu, Sasuke a leva para a construtora. Quando estaciona ela logo abre a porta e deixa o carro, mas se abaixa um pouco e sorri para ele.

—        Obrigada pelo almoço.

—        Disponha.

Sakura se endireita e se afasta um pouco dando alguns passos atrás, mas ainda consegue vê-lo assim como ele a ela.

—        Ah, é preta, alias.

Ele a observa sem entender ao que se refere.

—        O que?

O sorriso ainda está no rosto da rosada.

—        A lingerie.

Ela se vira e se afasta, mas por cima do ombro balança a mão uma vez no ar em um aceno e segue para a construtora.

Sasuke balança a cabeça com um sorriso afastando a imagem dela apenas de lingerie preta a sua frente.

—        Essa rosada ainda me mata.

Ele segue de volta ao trabalho.



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