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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 55


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Capítulo 55 - Capítulo 51 - SASUKE - O Jantar


Quando o horário de deixar o apartamento se aproxima, ele se veste e não demora a sair de casa. O caminho até a casa da rosada parece maior do que ele se lembrava, talvez porque está bem entusiasmado com esse jantar e principalmente com a sobremesa.

Ao parar o carro em frente a bela construção não consegue deixar de admirar o trabalho dela. É extremamente raro Uchiha Sasuke elogiar alguém profissionalmente, mas tem que abrir uma exceção para a rosada, afinal não é a primeira vez que ela o surpreende com seu trabalho. Se bem que, considerando todas as vezes em que ela lhe fez agir de forma contraria ao que geralmente faz, Sasuke pode dizer que ela é sua exceção.

Ele desce do carro ligando o alarme e toca a campainha. Não demora para que a porta seja destrancada e aberta fazendo-o ficar boquiaberto com a bela mulher a sua frente. Sakura não está vestida para matar, mas com certeza conseguiria.

O belo vestido que traja, cobre seu corpo até a altura dos joelhos e desenha todas as suas curvas, o cabelo está jogado para a esquerda de modo com que os fios não lhe caiam sobre o rosto, dando a ela visibilidade total e deixando os belos olhos verdes e brilhantes tirarem o fôlego do moreno.

—        Boa noite. - ela sorri com os lábios contornados em um tom claro de rosa.

—        Boa noite.

—        Entre.

Ela se afasta abrindo caminho e Sasuke entra na casa. Ele ainda está um pouco aturdido, não há o fogo costumeiro que sente quando eles ficam, não há todo aquele desejo carnal de estar entre as belas pernas da rosada, não há tesão palpável no ar, não há nada disso. Nesse momento, referente a Sakura, há apenas admiração, pura, sincera, arrebatadora, diferente de qualquer coisa que já sentiu por outra mulher, ou mesmo pela própria rosada.

—        Não sabia exatamente do que gostava, então espero surpreende-lo.

Ela toma a frente guiando-o para a mesa de jantar milimetricamente organizada. O efeito de luz no lugar torna o ambiente tranquilo e pacífico.

—        Sente-se.

Sasuke o faz e Sakura se afasta trazendo a última peça para completar a mesa. Um vasilhame que exala um aroma agradável ao paladar do moreno.

—        Com esse aroma já me surpreendeu.

Ela abre um sorriso acanhado e deixa o objeto na mesa se sentando em seguida.

Sasuke observa o vinho e o pega para servi-los, mas antes analisa as informações sobre a bebida.

—        Como conseguiu?

O moreno a observa assim que lê La belle no rótulo. Sakura abre um belo sorriso e com os cotovelos à mesa, apoia o queixo nas mãos.

—        Não consegue adivinhar? Minha história foi mais simples que a sua.

—        Não sou bom com adivinhações.

Ele os serve e volta a guardar a garrafa entre os pedaços de gelo.

—        Vamos, você tem que ser mais espontâneo. Prometo uma recompensa se acertar.

Ela não tem o olhar malicioso que geralmente traz quando o provoca, então Sasuke deduz que essa surpresa não seja algo indecente.

—        Certo, acho que posso tentar.

Ela volta a sorrir contente com a resposta e eles se servem.

—        Posso ter algumas dicas?

Sakura pensa um pouco e se lembra de ter dito algo assim antes, por isso tem a ideia de pegar o jogo de um amigo emprestado.

—        Pode, mas a cada dica quero algo em troca.

—        Como por exemplo?

—        Tem que me falar sobre você.

Sasuke abre um belo sorriso.

—        Está tão interessada assim em mim?

Ela dá de ombros.

—        O conhecimento e a informação são os recursos estratégicos para o desenvolvimento de qualquer país. Os portadores desses recursos são as pessoas.

—        Filósofo?

—        Quase, escritor, Peter Drucker.

—        Então, o que quer saber?

—        Deixe-me ver, como foi sua infância?

—        Não posso te dar tanta informação por algo que nem sei o que é.

Sakura ri.

—        Prometo que vai gostar.

—        Isso não me convence.

—        É uma pena, terei que me desfazer da sobremesa.

Ela solta um longo suspiro. O moreno a observa curioso.

—        Pensei que tinha me prometido uma sobremesa.

Ela o observa entendendo sobre o que ele está falando.

—        Ah, não, não, não essa sobremesa. Uma comum, diferente, mas ainda assim a sobremesa em todo o sentido da palavra.

Ele fica um pouco confuso.

—        Então está me dizendo que terei duas sobremesas?

—        Basicamente. Mas apenas se participar desse pequeno jogo.

Ele pensa um pouco sobre o assunto.

—        Tudo bem, mas por que você tem que escolher sobre o que eu falo?

—        Foi você quem pediu um exemplo.

—        Tem razão. Certo, só pra confirmar então, se eu vencer ganho a sobremesa.

Ele afirma, mas tem um olhar um pouco incerto.

—        Isso.

—        E o que acontece se eu perder?

Sakura pensa um pouco sobre isso.

—        Bom, simples lógica, se sua recompensa ao vencer é a sobremesa.

—        Se eu perder não ganho nada.

—        Exato. Viu você consegue ser um pouco inteligente.

Ele revira os olhos.

—        Não pode dizer que não tenho inteligência.

—        Você me desafiou a me controlar, isso não foi nada inteligente.

—        Não se trata de inteligência e sim de ignorância.

—        Sim, - ela ri - talvez esteja certo.

Sasuke solta um longo suspiro enquanto remexe seu jantar.

—        Nasci e cresci em Konoha, meus pais me deram uma infância feliz, mais minha mãe que meu pai na verdade, apesar disso, não tenho o que reclamar da minha infância.

Ele se cala observando-a.

—        O que? Só isso?

—        Uma dica por uma informação, foi o combinado.

Sakura abre a boca pra protestar, mas não tem argumentos então se cala.

—        Tá. - ela diz emburrada fazendo o moreno sorrir - Muitos desejam por isso, pelo menos eu desejo muito.

Ele a observa pensativo.

—        O que acontece se eu fizer um chute agora?

—        Se você errar tem que me contar algo que eu perguntar.

Ele pensa um pouco sobre isso. Filhos não se encaixariam, afinal não há razão para beber vinho se ela estivesse grávida, eles não dariam uma garrafa de vinho por isso, apesar de essa ser uma bela desculpa. Não, não é isso, ele pensa. Carro, casa? Não, ela já tem isso. Sasuke solta um longo suspiro.

—        Tudo bem, estudei na ANBU e fui um dos melhores alunos de lá.

Ela se surpreende a ANBU é a escola mais bem reconhecida de Konoha, apenas os melhores dos melhores estudam lá, não é uma escola particular, mas a prova de admissão não é a coisa mais simples de ser feita, apesar de Sakura confiar muito em seu intelecto, ela sequer cogitou tentar nessa instituição de ensino.

—        Pensei que fosse tentar um chute.

—        Preciso de mais informações para arriscar um chute. Aprendi minha lição.

—        Como assim? - ela pergunta confusa.

—        Não vou deixar você me perguntar nada a não ser que eu tenha plena certeza do que estou falando.

—        Nossa, como você é um estraga prazeres.

Ele sorri.

—        Acho que está na hora da minha dica.

—        É, é. - ela pensa um pouco - Tive problemas na última vez que tentei conseguir isso.

A dica não o ajudou em nada, não é algo que faça com que um lampejo o ilumine e o faça descobrir do que se trata. Ele pensa um pouco sobre o que falar, é estanho, as pessoas fazem isso sempre em encontros, mas o moreno não é de encontros então não sabe falar muito sobre si mesmo. Entretanto, ele se esforça para conseguir pensar em coisas sobre si para dizer a ela.

—        Decidi fazer engenharia pouco antes de terminar o ensino médio, mas acho que já era uma coisa que estava escolhida desde antes disso.

Sakura se lembra que foi por causa do pai dele que o moreno deixou Konoha, e muito provavelmente foi por ele que Sasuke escolheu a atual profissão, porém ela se lembra que Itachi não faz parte do império Uchiha, então significa que Sasuke teve escolha, que ele escolheu ser um engenheiro. Com o pensamento lhe rondando a mente ela se sente mal por ter dito que ele fez apenas o que o pai queria quando se mudou.

Ela percebe que ele disse algo sobre ele o que tira sua chance de um palpite e ele não deu nenhum único ainda.

—        Vamos, não quer dar nenhum chute?

—        Ainda não.

Ela suspira.

—        Assim perde toda a graça.

Ele abre um belo sorriso.

—        Está tão interessada assim em mim?

—        Não se trata disso.

Ela diz irritada e o sorriso dele aumenta.

—        Minha vez então. - ela pensa um pouco - Tem a ver com o trabalho.

Sasuke pensa um pouco, mas decide não arriscar. Ele não tem muitas ideias para falar sobre si então se lembra de algo.

—        Minha mãe criou a escola de dança por minha causa. Sua vez.

Sakura o observa surpresa.

—        Por sua causa? Seja mais específico você não está falando nada.

—        Tá brincando? Acabei de dizer que minha mãe criou uma escola de dança por minha causa e eu nem gosto de dança.

—        É, mas ela deve ter tido um motivo.

—        Sim, ela teve.

—        Que foi?

Ele sorri.

—        Use sua pergunta se eu errar.

—        O q... Você só pode estar brincando. Quero respostas melhores, sequer está me falando sobre você.

—        Não tenho muito o que dizer sobre mim, o essencial você já sabe.

—        Como o quê, por exemplo?

—        Que sou um bom partido, bonito, sexy e agora pode adicionar bom de cama.

Ela revira os olhos.

—        Esqueceu do convencido.

Ele ri.

—        Agora minha dica.

—        Tá. - ela diz irritada o que faz o sorriso o moreno aumentar - Apenas uma pessoa com um cargo maior pode dar isso.

Sasuke associa suas informações e tem um palpite que se encaixa nas dicas dadas, apenas não sabe como ela ganharia uma garrafa de vinho por isso.

—        Férias?

Ela faz uma recapitulação das dicas que deu e percebe que férias se encaixam perfeitamente nelas.

—        Bom chute.

—        Mas não é. - ele diz entendendo.

—        Não, não é.

Sasuke suspira e Sakura não demora a fazer sua pergunta.

—        O que aconteceu entre você e Izumi?

Sasuke se surpreende com a pergunta, ele não fazia ideia do que a rosada iria lhe perguntar, mas nunca imaginou que seria isso.

—        Por que quer saber isso?

—        Para ser sincera isso está me incomodando a algum tempo. - o moreno entreabre os lábios surpreso - Não é por ciúmes como deve estar pensando, - ela diz rapidamente - mas ela veio falar comigo sobre você então isso me deixou um pouco curiosa.

—        O que exatamente ela disse?

—        Não foi nada com o que eu não soubesse lidar. Mas então, responda minha pergunta.

Sasuke solta um longo suspiro antes de voltar a falar.

—        Éramos amigos no ensino médio, pelo menos era o que eu pensava. Comecei a gostar dela e descobri que ela estava me usando para se aproximar de Itachi.

Sakura se surpreende com o que ouve e se lembra que deu um beijo no Uchiha mais velho para provocar Sasuke no dia do jogo no bar do Zetsu. Sabendo disso agora imagina o quão puto ele deve ter ficado, talvez tenha sido essa raiva que o fez provocá-la mais depois daquele dia.

Talvez a raiva de Itachi o tenha feito investir em mim. Sakura afasta o pensamento, a última coisa que precisa agora é pensar isso.

—        Paramos de nos falar depois que descobri por que ela estava tão próxima de mim e não a vi até aquele dia na Construtora Senju.

—        E você a perdoou?

O moreno se surpreende com a pergunta.

—        Não a odeio se é o que está perguntando, mas ela também não é a minha pessoa favorita.

Sakura morde o lábio inferior, ela quer perguntar sobre o número de Izumi que ele pediu, mas não sabe se deve.

—        Então, - ele a afasta dos pensamentos - vamos voltar ao nosso jogo.

—        Certo. - ela foca a atenção no prato já vazio a sua frente - Ahn, por sua causa não consegui isso.

Ele pensa um pouco e, dessa vez, tem certeza da resposta que deve dar.

—        Uma promoção?

Ela se surpreende com a resposta, deveria ter pensado melhor na dica. Agora o jogo de perguntas e respostas chegou ao fim.

—        Nossa, isso foi rápido.

Ela diz decepcionada.

—        Então foi isso mesmo? - ela afirma em um aceno - Disse que eu tinha ganhado uma promoção? Ou foi você que foi promovida?

—        Estamos comemorando sua promoção hoje, apesar de acreditar que não tem como um presidente ser promovido.

Ela diz pensativa.

—        Como a convenceu por algo tão simples?

Ela volta a focar no moreno.

—        Foi uma conversa comum até, disse que queria que o restaurante fizesse entregas. Por causa de uma comemoração da sua promoção que eu estava planejando, disse que queria fazer em casa mas ainda assim queria ter a comida deles, por isso levá-lo lá não estava dentro dos planos, sendo assim um delivery seria bem útil. Ela me deu o vinho antes de eu ir embora, não é a comida, mas é algo tão bom quanto.

Ele a observa chocado com o que acaba de descobrir.

—        Você manipulou a gerente do restaurante?

—        Não foi manipulação, eu fui sincera, realmente queria que eles tivessem um delivery, a comida deles é demais.

—        Ainda assim, a manipulou.

—        Não manipulei. - ela diz com convicção - Não a coagi a me dar nada e sequer pedi pelo vinho como você fez.

Ele se surpreende com a menção.

—        Na verdade, - ela continua - esse foi um agradecimento deles por eu ter conseguido clientes. Sempre gostei daquele lugar e o recomendei muito, muitas vezes recebo alguns descontos e agradecimentos deles, nego boa parte deles, mas dessa vez decidi aceitar, afinal aprendi que nunca se rejeita um vinho.

—        Sabia que ela daria o vinho?

—        É claro que não, se eu soubesse aí sim seria manipulação. Disse aquilo para que cogitasse a ideia de fazer entregas, não imaginava que ganharia um vinho. Além disso, queria poder dizer a você que havia uma desculpa mais simples, consegui uma garrafa de vinho e nem precisei me esforçar muito.

—        Mentiu para conseguir uma garrafa de vinho.

—        Não, eu menti para inspira-los a fazer entregas, isso seria incrível. Além disso, não pode falar de mim já que mentiu sobre sermos noivos.

Ele se lembra desse fato e solta um longo suspiro.

—        Tem razão.

—        Bom, - ela se ergue - já que você acertou tenho que cumprir com a minha parte do acordo.

Sakura se afasta e o moreno a observa admirado. Em nenhum momento de sua vida esteve tão admirado pela beleza de alguém, a rosada está deslumbrante e suas curvas apenas intensificam essa beleza.

A Haruno volta com uma travessa de vidro em mãos repleta de algo que o moreno não sabe identificar, apesar disso, assim que o aroma alcança seus sentidos sabe que o gosto deve estar incrível.

Sakura coloca a travessa na mesa e corta um pedaço para ele, entregando-o em seguida. Sasuke não demora a colocar um pedaço na boca e tem certeza de que nunca havia comido algo tão bom, isso não se compara a nenhum dos pratos que sua cozinheira preparava e eles eram muito bons.

—        Então?

—        Você vai ficar muito convencida se eu for sincero.

Sakura ri e pega um pedaço para si.

—        Essa é uma das minhas melhores habilidades.

—        Posso ver, nunca comi nada assim.

—        Também nunca preparei uma torta de tomate, mas sempre fui boa na cozinha então tentei.

Sasuke se surpreende.

—        Essa foi sua primeira tentativa?

Sakura percebe o olhar que ele leva e isso a faz corar e ficar sem graça.

—        S-sim.

—        Nossa. Acho que talvez eu queira jogar mais vezes para ganhar prêmios assim.

Ela sorri.

—        Vou pensar se cozinho algo diferente para o próximo jogo.

Sasuke a observa e sorri enquanto degusta da deliciosa torta de tomate que a rosada fez. Não há malícia no ar, não parece que eles estão esperando por algo mais, não dessa vez. Eles se sentem bem na presença um do outro, apenas isso, sem segundas intenções.

Depois de mais alguma conversa a toa, Sakura se ergue tirando a mesa, Sasuke a ajuda e os dois seguem para a cozinha. Eles limpam as coisas em um silêncio agradável por algum tempo.

—        Falei muito de mim hoje, - ele fala depois de algum tempo - que tal me falar um pouco sobre você?

Ela o observa mordendo o lábio inferior, mas volta a olhar para a louça continuando a lava-la.

—        Também nasci e cresci em Konoha, tive uma infância tranquila, estudei em escolas públicas até o ensino médio onde consegui uma bolsa em uma escola particular. Minha madrinha queria pagar uma escola particular desde o começo, mas meus pais não aceitaram.

—        Quem é sua madrinha?

—        Senju Tsunade.

Sasuke se surpreende.

—        Então a caçula dos Senju é sua madrinha?

—        Sim, essa é a principal razão pela qual eu ajudo no evento do Instituto Senju. Ela conseguiu um estágio na construtora e permaneci lá depois que terminei a faculdade.

—        Como conheceu Naruto?

Sakura começa a guardar a louça.

—        Eu tinha que contribuir para a faculdade então tinha que trabalhar, conheci Naruto no trabalho e em uma das saideiras o apresentei a Hinata.

—        Trabalhou com o Teme?

Ele pergunta surpreso.

—        Sim, nas empresas Uzumaki, eu era apenas uma secretária na época. Deixei meu trabalho quando consegui um estágio na minha área de atuação, Naruto chegou a me oferecer um emprego, mas eu já estava fixa na Construtora Senju então recusei.

Sasuke entende nunca ter encontrado Sakura no trabalho, afinal ele raramente ia para as empresas Uzumaki, mas se surpreende por nunca tê-la encontrado nas saideiras que Naruto o chamava.

—        É estranho nunca termos nos visto, - ele diz - eu sempre saia com o Dobe.

—        Mas eu não, não era sempre que saia com Naruto. Apenas algumas vezes, fiquei amiga da Karin e às vezes ela me levava junto então nos encontrávamos. Era estanho sair com meu chefe então no começo eu recusava.

Sasuke se lembra que um tempo antes de deixar o país suas saideiras diminuíram, assim ele saia menos com o loiro, isso pode explicar porque nunca se conheceram.

Sakura termina de guardar o último prato, tira o avental e, de costas para a pia, se apoia nela observando o moreno.

—        Acho que isso paga por ter duvidado de você.

Sasuke sorri para a rosada e se aproxima um pouco.

—        Ainda não.

O moreno a puxa para perto fazendo-a perder o ar. Por alguns poucos segundos eles observam atentamente cada traço um do outro. Os detalhes delicados no rosto da rosada deixam quase impossível imaginar como essa mulher é selvagem na cama, o olhar carinhoso do moreno, faz com que seja quase impensável que seu interesse seja apenas carnal.

Sakura entrelaça os dedos nos fios negros que se encontram próximos a nuca e eles se aproximam aos poucos fazendo seus lábios se tocarem. Diferente dos beijos de antes, seus movimentos são calmos e deliciosamente excitantes, mas de uma maneira nova, a qual nunca sentiram antes.

Suas línguas dançam tentando tomar o controle ao qual nenhum dos dois cede, o aperto do moreno nas costas dela aumenta e ele leva a mão esquerda até a nuca da rosada para intensificar o beijo. Esse beijo, no entanto, não se torna mais fogoso e selvagem, não, ainda é um beijo paciente em que eles parecem degustar do gosto um do outro tal como se faz com o vinho.

Quando se afastam, Sakura prende o lábio inferior dele entre os dentes e o solta devagar, isso os faz lembrar do beijo que deram em sua primeira despedida e eles se lembram que já tiveram um beijo parecido.

—        Eu não me lembro como é seu quarto, gostaria de me fazer lembrar?

A rosada sorri.

—        Que memória fraca essa sua.

Ele dá de ombros.

—        Eu tinha dito que precisaria me lembrar com frequência não foi?

Sakura revira os olhos ainda com o sorriso no rosto.

—        Então acho que não tenho outra alternativa a não ser relembrá-lo.

O sorriso do moreno se intensifica, Sakura o puxa pela nuca e, dando alguns passos para trás, o leva para o quarto.

 

Sakura o observa admirada, a respiração dele é calma e sincronizada. Ele é lindo, sexy e como pôde presenciar durante o jantar uma companhia bem agradável. Ela adorou tê-lo ao seu lado sem que fosse uma rodada de sexo, e isso apenas reforça que deve contar a ele o quão confusa está, para que talvez consiga encontrar alguma luz no fim do túnel.

Apesar de estar quase certa de que ele não ligue para essas sensações que a cercam, talvez, um talvez apenas, ele a entenda e a ajude a se entender. E o talvez continua, pois pode haver uma chance, mínima que seja, dele ser a pessoa pela qual ela estava procurando.

Sakura afasta o pensamento, pois as chances são mínimas considerando a fama do moreno, a fama a qual ouviu de Karin.

A pessoa da qual a ruiva falou a ela e as amigas parece tão distante do moreno ao seu lado. Apesar de saber que ele é mulherengo e narcisista ainda não presenciou isso e nem quer, por isso as palavras que ouviu da Uzumaki não parecem se referir a ele.

Não se iluda Sakura, ele deixou claro como é, não sejamos ingênuas. Mesmo que o Uchiha tenha mudado um pouco ela tem que ter os pés no chão nesse momento, afinal por mais que seu desejo seja que o moreno lhe dê uma resposta positiva, ou até que ele diga que a entende, tem que estar preparada para caso isso não aconteça.

Seus dedos finos acariciam o rosto do moreno e com um longo suspiro ela tenta se desligar um pouco de suas preocupações fechando os olhos e deixando-se embalar pelo sono.



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