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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 56


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Capítulo 56 - Capítulo 52 - SASUKE - A confissão


Sasuke desperta respirando fundo e abre os olhos observando um teto que não é seu. Ao olhar para o lado observa a feição pacifica e bela que a rosada leva. Como sempre, ela foi espetacular na noite passada e ele se percebe viciado nisso. Faz tanto tempo que ficaram que ele já estava ficando atormentado, felizmente ela foi procurá-lo para falar com ele sobre aquele contrato, porque não iria demorar muito para que fosse atrás dela.

Essa história sobre a sociedade está bastante estranha, afinal ele tem quase completa certeza de que Tobirama nunca aceitaria um acordo desses com os Uchiha, ele é extremamente desconfiado e orgulhoso para aceitar algo tão facilmente. Sasuke tem que verificar isso.

Voltando a focar sua atenção na rosada ele deixa suas observações sobre o trabalho para trás. O lençol não cobre as costas dela, deixando toda a pele até o quadril desnuda. Em um primeiro momento ele apenas a observa admirado, mas depois de alguns segundos apreciando sua beleza percebe reconhecer esses traços.

Ao pensar um pouco sobre isso, o moreno se lembra exatamente de onde os conhece, ou melhor, percebe de onde são os traços da escultura que está fazendo e seus olhos se arregalam com a descoberta.

Aquela mulher é a Sakura, como não percebi antes?

A pergunta que o atormenta, não é nem tanto o fato de que não percebeu antes e sim o motivo pelo qual esculpiu o corpo da rosada, mas ele não tem tempo para pensar em uma resposta, pois Sakura interrompe seus pensamentos ao respirar fundo e abrir os olhos focando-os nele.

—        Bom dia.

—        Ahn, sim.

Sakura estranha a feição que ele leva no rosto, parece que o moreno descobriu algo surpreendente e isso a deixa um pouco curiosa, no entanto tem coisas mais importantes com as quais se preocupar, como por exemplo, dizer a Sasuke que eles não podem mais continuar da forma que estão.

—        Sasuke eu queria falar sobre algo com você.

Sakura, que até então estava deitada de bruços, se senta levando o lençol consigo. O moreno acompanha o movimento e se senta também.

—        O que foi?

Ela não sabe como começar, estava determinada a contar, mas até então não parecia tão difícil. A rosada não foca as belas jades nele, já é difícil demais sem olhar em sua direção.

—        Sei que é como eu, acredite em mim eu te entendo, diversões de uma noite e nada mais.

Sakura se silencia e puxa as pernas para abraça-las, mas Sasuke apenas a observa prestando atenção em cada palavra dita.

—        Mas não está mais sendo assim, não estou mais indiferente em reação a isso, não é mais como se não importasse. Me distraio facilmente pensando em você e isso está me deixando maluca.

Sasuke se surpreende com o que ouve.

Ela está se confessando?

—        Não estou dizendo que estou apaixonada, - ela o observa de relance dizendo rapidamente, mas volta a desviar o olhar - não é isso, mas... Para ser sincera não sei bem o que é que sinto por você agora, apenas sei que já não é algo carnal.

Ela se silencia e não sabe o que esperar do moreno, isso foi tão repentino que não se surpreenderia se ele se levantasse e fosse embora nesse instante, sabe como uma revelação dessas é surpreendente, se lembra bem como se sentiu ao ouvir Itachi. Mas apesar do moreno ter todo direito de ir embora, ele não o faz.

Sasuke está estático, não sabe o que dizer ou o que pensar, apenas a observa surpreso. Durante sua vida já recebeu inúmeras declarações, principalmente durante a época em que estudava, mas não apenas naquele tempo, depois disso também houveram algumas confissões. No entanto, nenhuma delas foi tão repentina e surpreendente quanto essa e não apenas isso, ouvi-la faz com que algo que pensou estar morto a tempos desperte novamente.

Isso não é paixão, ele sabe, mas também não se trata de algo carnal. Sasuke consegue entender exatamente como Sakura se sente, porque também está da mesma forma.

O silêncio perdura por muito tempo e Sakura nota que ele não vai dizer nada, porém, apesar de querer dar um fim a esse silêncio, não sabe como fazê-lo. Uma coisa no entanto é certa, ela quer saber o que ele pensa nesse instante.

—        Esse é o momento em que você diz alguma coisa.

Um sussurro baixo deixa os lábios da rosada, mas ela não olha para ele, não tem coragem.

—        Por que me disse isso?

Sakura se sente como se um balde de água fria fosse jogado sobre si.

—        Nunca me apaixonei antes, - sua voz sai baixa - então não tenho ideia de como é que alguém se sente quando acontece, mas precisava deixar claro como as coisas são para que decidisse de uma vez se continuamos com isso ou não.

O moreno se surpreende, ele não quer que isso acabe, tanto pela forma maravilhosa como Sakura é na cama, quanto pela pessoa que ela é. Por incrível que possa parecer o moreno gosta da presença dela, o jantar da noite passada foi uma prova, a tempos ele não tem uma noite agradável dessas e nas últimas semanas, os momentos agradáveis que teve foram todos ao lado dela. Mesmo aquele almoço que tiveram pouco antes de brigarem pela primeira vez depois de se conhecerem. Ele não quer que isso acabe.

—        Você disse que não está apaixonada, então por que parar?

Sakura o observa surpresa. Ele não quer parar, isso está obvio, mas a rosada também consegue perceber que o moreno não quer que ela esteja apaixonada. Isso é um problema.

—        Sasuke não sei se continuar com isso é o melhor. Quando vejo Hinata acho muito bonito o sentimento que ela tem por Naruto, mas não sou idiota, sei que nem sempre é daquele jeito.

Ela relembra de Tatsuo e das vezes as quais se apaixonou. Vê-lo daquela forma foi a pior coisa que já viu e não quer passar por aquilo. Ele entende o que ela quer dizer.

—        Você tem medo de se apaixonar.

—        Não pode me culpar, nunca presenciei esse sentimento.

—        Não precisa ser uma pessoa que nunca sentiu para ter medo.

Sasuke murmura sem pensar muito e isso a faz lembrar-se de Izumi. Ele respira fundo antes de voltar a falar e tem sobre si o olhar da Haruno.

—        Eu te entendo, não fique convencida, mas também penso em você às vezes.

Ele se lembra da escultura.

Mais do que gostaria.

—        Acho que possa ser algo, mas também não sei definir o que.

—        Então o que faremos?

—        Continuaremos, só assim poderemos saber se vai progredir ou voltar ao que estamos acostumados.

Sim, ele tem razão.

—        Então, - ela murmura - como definiremos o que temos agora?

Ele pensa um pouco, não está inteiramente confiante em deixar isso como algumas ficadas ou uma amizade com benefícios, apesar de ser dessa forma que estavam tomando até pouco tempo, isso porque detesta a ideia de outro tocando-a e é assim que amizades coloridas e ficadas funcionam. Mas também não está certo em dizer que é um namoro.

—        Quer saber, - ela diz interrompendo a analise do moreno - você está certo, não precisamos definir nada por enquanto.

Ela se sente bem mais aliviada deixando tudo as claras e também feliz porque ele se sente da mesma maneira. Recuperada ela abre um belo sorriso para ele.

—        O que quer para o café da manhã?

Sasuke gosta da forma como o humor dela muda de forma constante e fácil, de selvagem a tímida, de confusa a animada, de acanhada a maliciosa. Também há alguns defeitos nessa personalidade, mas é esse jeito que a deixa mais interessante.

—        Então?

Ela ergue uma das sobrancelhas e se remexe virando o corpo um pouco para ele, o gesto faz com que parte do lençol caia mostrando um pouco do seio direito.

Em um suspiro o Uchiha fecha os olhos, ciente de que autocontrole é a última coisa a qual vai conseguir nesse momento. E em um movimento rápido ele se põe sobre a rosada surpreendendo-a.

—        Não era bem isso que eu estava em mente.

—        Não gosta da ideia?

—        Quem disse isso?

Um sorriso se forma no rosto do moreno e ele se aproxima para beija-la. Os lábios dele passam da boca da rosada para seu pescoço e sua mão esquerda corre a pele alcançando o botão de prazer que ao ser tocado arranca gemidos.

Aumentando o atrito Sakura remexe as pernas pressionando a mão do moreno entre elas e isso apenas torna tudo mais prazeroso.

Sasuke a acaricia, enquanto a língua roça a pele do pescoço e beijos são dados. Ele afasta os lábios com o indicador e o polegar e a penetra com dois dedos tocando-lhe o interior e pressionando seu tão amado ponto G. Sakura geme ao sentir o toque desses dedos e morde os lábios sentindo o prazer aflorar.

A mão livre do moreno envolve um dos seios fazendo-a gemer alto, pois ele coloca certa pressão nos mamilos que fazem uma série se arrepios, originados daquele ponto, lhe correrem o corpo.

Entre beijos, ele suga a pele deixando chupadas as quais certamente poderão ser vistas devido a clara pele da rosada. Seus dedos ainda se movimentam umedecidos pelo prazer dela. Seus lábios param no pescoço, perto da nuca e ao sugar com força a região, Sakura sente uma onda de prazer inunda-la. Seus olhos se arregalam ao sentir o toque do polegar em seu ponto de prazer ao mesmo tempo e solta um intenso gemido.

Sasuke sabe exatamente onde toca-la, parece que o moreno tem um mapa de todos os pontos erógenos que a rosada tem e por isso não demora para que a rosada sinta o clímax se aproximar.

O momento do ápice chega quando ele retira os dedos do interior dela apenas para penetra-la de uma vez com três deles fazendo-a gritar e contorcer as costas, gesto esse que apenas intensifica as sensações. Como de costume, ele sabe exatamente o que faz e Sakura solta um delicioso gemido ao sentir-se derramar sobre ele.

Ela deixa seu corpo cair sobre a cama desfalecido e os gemidos ouvidos parecem ter sido um ponto de ignição para o membro potente do moreno que já está duro. Sakura o toca sentindo-o pronto e suspira apenas por imaginar esse membro mais uma vez dentro de si, porém, antes que comece a dar a devida atenção a ele, seu celular toca avisando-a do alarme e isso a faz se perguntar a quanto tempo está acordada.

Ela abre um sorriso debochado e afasta a mão do membro do moreno que imediatamente se queixa.

—        Ei.

—        Sinto muito, mas essa é nossa deixa.

Tocando o peitoral definido do Uchiha ela o afasta um pouco.

—        Isso não é justo. - ele esse queixa e ela ri.

Sakura aproxima os lábios da orelha direita dele e volta a tocar o membro ereto acariciando-o.

—        O banheiro fica logo ali, que tal uma ducha antes do café?

O sorriso do moreno se intensifica.

—        Você gosta de me provocar.

Sakura ri do comentário, mas para ao senti-lo tocá-la em sua região íntima. Ela não consegue impedir um gemido, principalmente quando seus dedos a penetram.

—        Mmmm... Essa é a melhor parte de te provocar. - ela solta um sussurro rouco unido a outros gemidos.

—        Parece que você nunca aprende a lição.

—        Então me castiga com seu cassete.

—        As ordens.

Sasuke a penetra fazendo-a gritar e arranhar-lhe as costas, as estocadas são rápidas e famintas. Ele parece tão necessitado que já não consegue controlar. Sasuke a vira de uma vez deixando-a de quatro e possibilitando apreciar a bela bunda da rosada, com as mãos no quadril dela, intensifica ainda mais as estocadas o que Sakura não achou que fosse possível, isso a impede de manter-se nessa posição e ela logo apoia o rosto no colchão sentindo a ferocidade com a qual o moreno a penetra. Ela não devia provocá-lo, pois é assim que ele se torna quando o faz, no entanto, essa é a principal razão pela qual o provoca, porque o prazer que está sentindo agora, não tem comparação.

—        Sa... Sasukeee...

O moreno não consegue falar, o êxtase desse momento o impede. Ele nunca sentiu tanto tesão, não com outra pessoa além dela e isso aumenta a cada vez, devia ser impossível. Ele sente seu gozo se aproximar e quer sentir o gozo dela lambuza-lo uma vez mais, porém sabe que se isso acontecer não vai conseguir se controlar.

—        Espera… - ele urra -  Ainda não...

—        Eu já... ahhh. Não dá...

Ele sente o momento e sai do interior apertado poucos milésimos de segundo antes de gozar. Sakura também não consegue mais se segurar e derrama todo o seu mel sobre a cama a qual cai desfalecida. Sasuke cai exausto ao lado dela.

—        Isso não vai dar certo. - ela diz com dificuldade.

—        O que?

Ele a observa.

—        Se formos tomar banho juntos, não vamos trabalhar hoje.

Ele ri.

—        Você é a única descontrolada aqui.

Sakura se apoia sob o peito dele e o observa.

—        Não me provoque Uchiha.

—        Eu gosto de brincar com fogo.

O celular volta a tocar, mas dessa vez o toque é diferente. Na verdade o alarme não havia parado de tocar mas eles sequer deram atenção a isso, agora porém o toque é outro, é o toque de uma chamada.

Sakura se afasta para atender e vê que se trata de sua mãe.

—        Sim.

*Olá querida, como está?*

Sakura se lembra que a última vez que viu sua mãe não teve seu melhor dia.

—        Bem. Estou bem.

Sakura se senta e tenta impedir que sua mãe a ouça tampando o telefone.

*Tem certeza? Não parecia tão bem na segunda.*

—        Pode ir tomar banho, eu preparo o café.

—        Diga a suas amigas que não se liga a essa hora para alguém. Estávamos prestes a fazer algo importante.

Sakura não consegue evitar uma risada.

—        Foi um sinal para não nos atrasarmos.

—        É, é, pode ser.

Ele se afasta em direção ao banheiro e Sakura foca sua atenção na ligação que ficou muda. A princípio a rosada pensa que a ligação caiu, mas não foi bem isso que aconteceu.

—        Mãe?

*PUTA QUE PARIU VOCÊ ESTAVA TRANSANDO?*

Sakura afasta o celular do ouvido para não ficar surda, sua tentativa de não deixar sua mãe ouvi-la foi inútil.

*Minha nossa, me desculpe, pode ir acompanhá-lo no banho e aproveita e deixa ele gozar dentro.*

—        MAMÃE!!

*Tchau Sakura.*

Mebuki desliga o telefone e Sakura sorri. Ela está mesmo tentada a entrar no chuveiro, mas se fizer isso com certeza vai se atrasar então, prefere esperar que ele tome banho primeiro. Sendo assim, se ergue para vestir algo.

Depois de colocar uma calcinha avista a camisa dele e morde o lábio inferior. Caminhando até a camisa, Sakura a pega e a veste puxando o tecido para perto do nariz para sentir o aroma dele, que é uma mistura de sândalo com algo ao qual não consegue identificar. Mas uma coisa é certa, é um aroma único e ela gosta desse cheiro.

A Haruno deixa seu quarto com um sorriso no rosto e vai preparar o café da manhã.

Depois de terminar de fritar algumas fatias de bacon e ovos, procura pelo pote de geleia que preparou no dia anterior. Ela sabia bem que Sasuke poderia não estar ali hoje, por causa das coisas que pretendia dizer, mas aquela minúscula chance de tê-lo ao seu lado tomando café consigo, a fez preparar a geleia.

Ainda há a torta do dia anterior, então ela também a coloca sobre a mesa. Além de pegar a fruteira e colocar alguns tomates que comprou. Sabe que para Sasuke elas serão como uma maçã no café da manhã e isso a faz rir.

Quando termina observa a mesa satisfeita e vai para o quarto tomar seu banho, mas se surpreende com o que vê. Sasuke observa um retrato antigo, que ela deixa no criado mudo, ele tem os olhos fixos na fotografia e um sorriso no rosto.

Sakura acha o sorriso lindo, mas se sente um pouco envergonhada ao vê-lo observar uma versão antiga sua.

—        O café está pronto.

Ele se surpreende ao ouvi-la e volta a guardar o retrato.

—        Você sempre foi espontânea assim?

Ela sorri sem graça.

—        Acho que sim, não sei bem.

Ele foca o olhar sobre o corpo da rosada.

—        Acho que essa camisa é minha.

—        Ela fica melhor em mim, não?

Ela inclina o corpo um pouco, virando 120° para que ele observe parte de suas costas. Sasuke balança a cabeça negativamente com um grande sorriso no rosto.

—        É assim que quer que cheguemos na hora?

Sakura ri, ela não consegue evitar.

—        Vou tomar banho.

—        Então o que me diz de me entregar minha camisa?

Ela torce os lábios para o lado e demonstra um olhar pensativo.

—        Não, gosto de você do jeito que está.

Ele revira os olhos com um sorriso e Sakura segue para o banheiro.

O moreno balança a cabeça novamente e segue para a sala de jantar. Antes mesmo de se aproximar do cômodo, o aroma do café da manhã o atinge e ele precisa admitir que é muito bom. Não há dúvidas de que Sakura é uma ótima cozinheira.

Ele percebe que a fruteira à mesa tem inúmeros tomates ao lado de outras frutas, porém em maior quantidade isso o faz sorrir, já que não se lembra de ter visto isso na última vez que tomou café aqui.

Assim que se senta, serve um pouco de café preto para si. Ao beber o líquido escuro, seus olhos que tem o mesmo tom, observam o lugar a sua volta, não é nenhuma surpresa que seja uma construção e tanto, Sakura é realmente boa no que faz, ele sabe do que está falando por causa do vilarejo.

O lugar está melhor do que ele poderia imaginar, além disso, a obra está quase finalizada. Ao pensar nisso ele sente um pouco de angústia, pois recorda que esse é o único projeto que tem com a rosada.

—        Pensei que já estaria tomando o café da manhã.

Ele se vira para olhar na direção da bela voz e fica paralisado por alguns segundos, pois ela está deslumbrante na roupa que veste.

Sakura sempre se vestiu dessa forma, elegante e sofisticada, porém o moreno nunca parou realmente para admira-la como o fez nesse instante.

A Haruno se senta na ponta da mesa a esquerda de Sasuke e remexe nas coisas. Quando percebe o moreno ainda parado olha para ela abre um sorriso tímido.

—        Não vai comer?

Ele desperta e volta sua atenção a mesa a sua frente.

—        Vou.

Sakura enche o copo com suco e deixa a torrada repleta de geleia. Sasuke não demora a se alimentar também, pegando a torta de tomates que tanto o agradou na noite anterior.

Eles tomam o café da manhã, não demorando muito. Há algumas conversas e risadas nesse breve momento de descontração, que agrada aos dois.

Sasuke é o primeiro a sair, afinal precisa trocar de roupas, mas não antes de pegar um tomate e, como Sakura imaginou, comê-lo como uma fruta qualquer.

A rosada está contente, mas não gosta muito do fato de que eles não vão se encontrar pelo resto do dia e talvez da semana, pois ela está para terminar a casa de Izumi. Então, depois de se arrumar, Sakura segue para a construção do casal onde passa o dia coordenando os últimos detalhes para entregar a casa.

Ao entrar na estufa que montou ela observa o lugar apreciando o ar fresco. É um bom lugar para se afastar de tudo, se tivesse alguma familiaridade com plantas poderia ter colocado uma dessas na própria casa.

—        Você é ainda melhor do que eu imaginava.

Sakura se vira e vê Kotetsu se aproximar.

—        Oi.

—        Oi.

Ele sorri.

—        O que o trás aqui?

—        Minha noiva queria que eu visse como as coisas andam indo, ela achou melhor não vir, não entendi bem o motivo.

Sakura entende e também sabe o motivo pelo qual ela não contou exatamente o que a levou a não voltar a obra, afinal não tem como dizer ao noivo que teria feito um inquérito policial sobre o relacionamento de um ex se pudesse.

—        E o que achou? - ela pergunta.

—        Melhor do que eu imaginava. Fiz bem em ouvir a Tenten, você é a melhor na área.

—        Obrigada.

Ela sorri agradecida pelo elogio. A rosada nunca sabe como se portar diante de elogios.

—        Então, tem previsão de entrega?

—        Sim, só estamos terminando de rever alguns detalhes, entrarei em contato com a sua decoradora assim que terminar, disse que tinha uma não foi?

—        Ah, sim. A decoradora é a Izumi.

Sakura se surpreende.

—        Então eu ligo pra ela.

—        Tudo bem. Bom, deixa eu ir embora para te deixar trabalhar, tchau.

Ele ergue a mão em um aceno enquanto se afasta.

—        Tchau.

Que ótimo a Izumi é a decoradora. Ela pensa. Bom, pelo menos já não estarei cuidando disso quando ela tiver que fazer seu trabalho.

Sakura balança a cabeça afastando o pensamento e foca no trabalho.

 

Ao fim do dia a rosada segue para casa e depois de um longo banho cai exausta na cama. Antes de pegar no sono, porém se lembra do moreno e da noite passada e isso a faz sorrir. O moreno parece cada vez menos irritante do que ela se lembrava, quer dizer, ele ainda a irrita, mas não como o fazia antes, agora ela se irrita de uma forma diferente. Isso sequer faz sentido? Ela não tem a mínima ideia, mas ainda assim sabe exatamente ao que se refere. Com esse sorriso no rosto, pela compreensão do moreno e a lembrança da noite agradável que teve, ela cai no sono.

 

Assim que o alarme a desperta Sakura murmura algo que nem ela mesma entende, mas que tem um significado bem claro. Eu quero dormir. Como seu despertador a impede de continuar em seu sono, ela se ergue e vai para o banho seguindo para a cozinha onde toma um café rápido e a estrada para a construção da casa logo aparece a sua frente.

Como nos dias anteriores, ela termina as últimas coisas. A rosada não vê a hora de terminar essa casa, assim como a obra do vilarejo, isso porque anseia por férias. A casa de Kotetsu e Izumi não demorará muito para estar finalizada e segundo James, o homem responsável pelo acabamento no projeto do vilarejo, a inauguração do novo lugar para o orfanato também não.

O dia segue cansativo e corrido como o anterior, isso porque um vazamento na área da estufa a fez suar um pouco. Felizmente os danos não foram grandes, mas resolver o problema não será tão simples, essa é a razão pela qual a rosada sai da obra perto das sete da noite seguindo exausta para casa onde quer apenas dormir.

Depois de um banho rápido Sakura se joga na cama e tem o cochilo mais satisfatório da semana, ele, porém, é interrompido quando o celular toca. Sakura está cansada e exausta pelo dia que teve então apenas desliga o celular sem atendê-lo. Ela volta ao seu sono e nunca se sentiu tão relaxada.



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