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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 61


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Capítulo 61 - Capítulo 57 - SASUKE - A descoberta


—        Nossa.

Ela diz surpresa com o que vê.

Sasuke a levou para o topo de uma montanha, o lugar tem a vista completa do centro de Konoha, não se pode ver tudo, obviamente, mas boa parte da cidade é visualizada e por causa da intensa luz da lua até mesmo o rio Naka é visto ao longe, apesar de eles terem que focar o olhar para conseguir vê-lo.

—        Como conhecia esse lugar?

—        Meu irmão e meu primo me traziam aqui quando eu era menor.

—        É incrível, até as estrelas parecem mais próximas.

É inegável que essa seja provavelmente a melhor vista a qual ela já presenciou e se o lugar já é assim normalmente, imagina em uma chuva de meteoros ou durante o hanabi.

Sakura está maravilhada com o cenário, Sasuke está maravilhado com a rosada, os olhos esverdeados parecem ter um brilho maior com o reflexo da luz da noite a toca-los e isso é tão lindo quanto o cenário ao qual ela observa atentamente, talvez até mais.

Ela desce um pouco o olhar focando na área da floresta.

—        Aquilo é uma trilha?

—        Sim, - ele diz - podemos vir até aqui de carro, mas a maior parte das pessoas sobe pelas trilhas, é o que eu geralmente faço.

—        Vem aqui com frequência?

Ela foca nele, mas o olhar do moreno volta para a cidade iluminada a sua frente.

—        Eu vinha com certa frequência até, mas depois que voltei é a primeira vez que subo o monte.

—        Vocês vinham para cá apenas admirar a vista?

—        Na verdade era mais pela escalada, mas ao chegar aqui fazíamos uma espécie de piquenique. Não vínhamos sozinhos, eles geralmente traziam amigos, depois de uns anos passei a vir sozinho.

—        Por quê?

Ele se surpreende com a pergunta e se silencia por algum momento. Sakura percebe que esse não é um assunto que o agrade e que ele não parece querer falar sobre isso.

—        Bom, - ela diz focando na paisagem - não posso negar que é uma vista e tanto. Fico me perguntando pra quantas mulheres já mostrou esse lugar.

Ele sorri.

—        Ah, muitas. Elas gostam principalmente dos mosquitos e do cheiro agradável de mato.

Sakura ri.

—        Não é um cheiro ruim.

Eles se apoiam na grade de proteção que impede uma queda morro abaixo, e se silenciam por algum tempo.

—        Vi você conversar com o Sabaku, vocês pareciam próximos.

—        O que é isso, ciúmes?

—        Não sou tão inseguro assim.

Ela ri.

—        Gaara é um amigo agora, eu acho.

—        Então, por que terminaram?

Ela não foca no moreno ao falar.

—        Não estávamos juntos de verdade, quer dizer estávamos saindo, mas não era nada sério. Pelo menos com ele não está tão difícil.

—        O que é tão difícil?

Sakura percebe que falou demais, não quer ficar se lembrando deles, vai se sentir mal se fizer isso e essa noite não é uma que deva ser assim.

—        Não importa.

Ela se vira e o observa.

—        Acho que já confio em você.

Ele ergue a sobrancelha sem entender.

—        Quero ver como está ficando sua escultura.

Ele se surpreende, mas logo abre um grande sorriso.

—        Quer uma exposição particular?

—        Uma exposição de uma obra só, essa é nova.

—        Bom, talvez tenha mais coisas que você possa ver.

—        Não sei porquê, mas tenho a impressão de que uma dessas coisas é seu quarto.

—        Por que não?

Ele dá de ombros e ela revira os olhos.

—        Então, o que me diz?

—        É, acho que quero uma exposição particular.

—        Então vamos, tenho muita coisa para mostrar.

Eles entram no carro e deixam a montanha conversando um pouco mais durante o caminho, a conversa deles não é nada sobre a vida pessoal, nenhuma história, nada sobre trabalho e nenhum segredo profundo. Eles falam de coisas tolas, corriqueiras como melhores músicas, filmes e a melhor série já feita.

Esse último os faz discutir por algum tempo e nenhum dos dois quer ceder. E, apesar de ser uma discussão, eles estão se divertindo.

Assim que chegam ao prédio Sakura desce do carro e o moreno faz o mesmo. O lugar está repleto de carros, mas completamente deserto.

—        Nunca que Lost é melhor que Breaking Bad e The Big Bang Theory nunca vai superar Friends.

Ela diz indignada com tal comparação.

—        Não estou dizendo que é melhor, - eles entram no elevador - apenas que foi uma ótima série até o fim.

—        Aquele final foi uma droga, sinceramente. Eu esperava por algo mais original.

—        Você nem esperava por aquilo.

Ela abre a boca para protestar mas ele está certo.

—        Touché.

Sasuke sorri e o elevador é aberto.

—        Agora sobre Breaking Bad, precisa assistir de novo, você com certeza assistiu errado.

Ele destranca a porta e abre para que ela passe.

Sakura entra no lugar e vê que, ainda que as luzes não estejam acesas o lugar está bem iluminado por causa da luz da lua que atravessa as grandes janelas de vidro.

—        Por que não usa cortinas?

Ela se vira e o vê acender as luzes.

—        Gosto da luz natural.

Sakura se aproxima de onde a escultura está e se surpreende pois ela já tem uma bela forma. A rosada reconhece que está incrível e muito bem feito, mas algo a incomoda.

—        Então, já descobriu quem é?

Sasuke se surpreende com a pergunta, mas tenta não demonstrar.

—        Por que insiste com isso? Seus amigos desenham apenas o que eles conhecem?

Ela se lembra de Deidara e Sasori, eles não têm uma musa que os inspire. E, apesar do pensamento com o ruivo ainda a deixar desconfortável, é o tom de voz do Uchiha que a incomoda.

—        Tem razão, - ela volta a focar a sua frente desviando o olhar dele - não falarei mais sobre isso.

Sasuke percebe que foi rude ao soltar as palavras, mas ele se lembrou que o corpo esculpido tem sim alguém como inspiração. Isso o fez agir por impulso.

—        Me desculpe.

—        Não tem problema, eu não deveria ficar falando isso.

Ela ainda não foca nele e tem as mãos unidas em frente ao corpo.

Sasuke se lembra de algo e se afasta. Sakura percebe que o moreno deixou o lugar e solta um longo suspiro. Não que ela esteja chateada pelo tom de voz que ele usou, apesar de estar um pouco, mas parece que Sasuke tem alguém em mente e a resposta que deu apenas confirma isso. Esse é o ponto que a incomoda.

—        Bom, - ela se vira e o vê com uma garrafa de vinho e duas taças nas mãos - Como combinamos, aqui está a minha bandeira branca.

Ele estende as taças.

—        Não é um La belle, mas também é muito bom. Aceita?

Sakura pega as taças com certa hesitação e surpresa, e o moreno as enche colocando a garrafa na mesa de centro logo em seguida.

—        Você vive tendo que renovar essa bandeira branca.

—        Da última vez foi você que fez isso.

—        Uma vez, quantas vezes foi você?

—        Como posso me redimir?

Ele a observa atentamente com o olhar sério no rosto e isso faz o coração da rosada pular feito louco no peito. E ela hesita por vários segundos.

—        Pense um pouco.

Ela diz por fim dando graças por não ter gaguejado.

Sasuke se aproxima e toca a nuca da rosada fazendo-a se arrepiar por inteiro.

—        Você sempre resolve tudo na cama?

A voz sai sussurrada e os olhos esverdeados já se encontram fechados. Ele sorri ao ouvi-la.

—        Apenas quando é com você.

Os lábios deles se tocam e, ao contrário do que ela pensou, é um beijo calmo. Sasuke pede passagem a qual ela concede e, com isso, eles aprofundam o beijo.

Sasuke a une mais para sentir mais dela, Sakura toca o pescoço dele e aproveita o beijo. Dentro do seu peito, uma explosão de sentimentos fervilha e ela não quer que pare, ela quer que ele a faça se sentir assim, não apenas agora, mas a todo o instante.

Quando eles se afastam Sakura pisca algumas vezes apenas para ter certeza de que está mesmo acordada. As orbes negras focam nela.

Sasuke não diz nada apenas pega a taça da mão dela e, junto com a sua, as deixa na mesa de centro se colocando a frente dela mais uma vez.

—        Vou precisar das duas mãos para fazer o que pretendo.

Ele volta a se aproximar beijando-a novamente, não dando a ela tempo de dizer nada e, ainda entre beijos, a leva para seu quarto.

Suas línguas dançam entre si em uma sincronia tão boa quanto a deles na pista de dança algumas horas atrás. As mãos do Uchiha não ficam paradas e logo o ziper do vestido é abaixado. Sakura também trabalha em despi-lo. A rosada fica seminua e os beijos não param.

Sasuke a deita na cama devagar e se coloca acima dela, arrancando os sapatos com os pés. Sem pressa, ele corre seus dedos pela cintura da rosada até alcançar a calcinha a qual tira devagar e quando o faz toca a perna dela beijando a pele e subindo aos poucos. Ele não para quando alcança as coxas como Sakura pensou que faria, pelo contrário, continua a subir até ter seu rosto na altura do dela.

Sasuke toca seus lábios em um beijo simples, calmo fazendo com que o aroma dela fique marcado nele, fazendo com que seu gosto permaneça fixo em sua boca.

Sakura desabotoa a camisa clara do moreno e com a ajuda dele a tira, deixando todo o abdômen visível. As delicadas mãos descem para a calça que logo já não tem contato com a pele do moreno.

Os beijos não param em nenhum segundo e por serem calmos, o ar não é um fator que os impede de continuar a desfrutar do gosto um só outro.

As mãos de Sasuke moldam o corpo dela sem pressa, apreciando cada curva, como se estivesse guardando cada detalhe desse belo corpo em sua memória.

Seus lábios descem de forma lenta deixando rastros de calor por onde passam, mas não há o fogo selvagem, não, está tudo calmo, isso é mais como uma chama a crepitar, aquecendo e dando tranquilidade.

A boca do moreno e sua língua alcançam o halo do seio direito e dão a devida atenção a ele. Os movimentos de sucção fazem arrepios correrem o corpo da rosada que deixa escapar por entre seus lábios os suspiros e gemidos que tanto o encantam. Ao mesmo tempo, o ar ao redor deles se torna característico, esse é um perfume único, é o aroma onde se encontra a cerejeira e o sândalo, uma mistura entre doce e amadeirado que tem certos toques diferenciados tornando esse um perfume único, um perfume que está presente apenas com eles.

As mãos de Sasuke alcançam as coxas da rosada e as abre um pouco, seus lábios deixam o seio direito e descem pelo abdômen tocando cada detalhe da pele clara, quando alcançam o botão de prazer da rosada ele o beija sugando a área de forma devagar porém intensa, forte, fazendo os gemidos aumentarem e a coluna da rosada se contorcer sob a cama. Sakura sente todo o êxtase e o gozo se aproximarem, de forma mais intensa a cada segundo que passa e isso aumenta quando ele a penetra lambendo todo o seu interior.

Arfante, Sakura geme e enlaçando seus dedos nos fios enegrecidos, o puxa para mais perto, ela o quer cada vez mais dentro dela. E, sentindo sua língua, apreciando os beijos que a excitam, sem conseguir se controlar ela aperta as pernas e solta um delicioso grito ao despejar todo o seu mel na boca do moreno.

Ela desfalece com inúmeras correntes elétricas rondando seu corpo e ele sobe posicionando-se sem deixar de beija-la um único minuto.

Sasuke não a provoca, ele apenas quer senti-la, inteiramente para ele, de corpo e alma, e com apenas esse desejo a lhe rondar ele une seu corpo ao dela.

As estocadas começam lentas, mas logo se tornam cada vez mais intensas e fortes. Os gemidos de ambos são abafados pelos beijos, que se repetem de novo e de novo e os arrepios correm por seus corpos suados e excitados assim como as mãos do Uchiha correm o corpo atraente.

O aroma que ela exala é excitante, afrodisíaco e apenas o enfeitiça mais. Para o Uchiha nesse momento nada importa, apenas o gosto desses lábios e a forma como ela o aperta dentro de si.

Sakura o sente profundo, inteiro, intenso, suas carícias fazem-na sentir cada vez mais arrepios e isso a faz querer cada vez mais, ela anseia por ele de todas as formas possíveis e imagináveis. Suas unhas deixam marcas pelas costas do moreno e o som do sexo e da cama a bater na parede apenas a excita mais, ela deseja senti-lo por completo, precisa senti‑lo banhar seu interior e fazê-la estremecer uma vez mais.

A voz sedutora que ronda o quarto em seus gemidos escapa dela em uma frase entrecortada no instante em que sente que o ápice do desejo já foi alcançado.

—        Sa… suke… Eu... quero sentir tudo...

A frase não precisa ser explicada, ele entende perfeitamente ao que ela se refere pois também anseia pelo mesmo, ele quer sentir novamente todo o delicioso mel recobrir seu membro.

Ele não quer pensar, por isso se deixa levar pelo momento e quando já não consegue se segurar inunda o interior da rosada com sua porra. Sakura solta um grito excitante ao deixar-se derramar sobre ele ao mesmo tempo, arranhando suas unhas contra a pele das costas másculas, e ainda sentindo os efeitos prazerosos de seus gozos, ambos arfam cansados.

Sasuke deixa o interior da rosada, fazendo a mistura entre seus gozos preencher os lençóis, e se deita ao seu lado. Ele a puxa para perto deixando-a sob seu peito até que os ares se acalmem.

Sakura sente algo que nunca sentiu antes, ela não sabe explicar, mas em nenhuma noite de transa, sentiu-se tão feliz e completa como nessa. E pela primeira vez na vida, acredita que talvez tenha encontrado o que tantos procuram, o que Naruto e Hinata encontraram.

—        Podíamos ter feito sem camisinha hoje?

Depois de muito tempo, a voz cansada do moreno alcança a rosada.

—        Não se preocupe, amanhã eu tomo a pílula.

Os dedos dela acariciam o abdômen do moreno causando arrepios, mas não passa disso. Em certo momento, a ponta dos finos dedos param com as carícias e Sasuke deduz que ela pegou no sono.

O moreno observa o teto, com alguns pensamentos rondando-lhe a mente. Ele nunca transou com alguém dessa forma, geralmente é algo selvagem, carnal, até mesmo com Sakura foi assim, mas esses toques, esses beijos, essa transa, tudo foi diferente e, pela primeira vez em muito tempo, ele se sente feliz ao estar com alguém. Sasuke fecha os olhos deixando esse sentimento tomar conta do seu peito.

Ambos descansam um ao lado do outro, pele na pele, um momento em que apenas esse contato importa. Até essa noite, as transas eram unicamente isso, apenas sexo, nada mais. Mas não dessa vez, dessa vez parecia haver algo a mais, ela conseguiu sentir isso, ele conseguiu sentir isso. Por uma noite, uma incrível e maravilhosa noite, Sasuke acha que talvez sua mãe possa estar certa. Por uma noite, Sakura acredita que talvez encontre o mesmo que Hinata encontrou com Naruto. E assim, com o calor dos seus corpos e uma sensação boa, o moreno e a rosada caem no sono.

 

A manhã de domingo chega devagar, quase que se arrastando, e desperta Sasuke que sente um peso em seu peito. Ele se recorda da noite passada que foi diferente de todas as outras, com ela sempre é diferente, mas dessa vez foi único. Todo o sentimento trocado naqueles beijos, naquelas carícias, foi diferente de tudo o que já havia sentido, até mesmo com ela, é por isso que ele decide que deve prestar atenção ao que sente para se entender um pouco mais.

Ao olhar para o peso em seu peito, inconsciente e inevitavelmente, um grande sorriso ilumina seu rosto. Ele estranha o gesto mas não se importa, tê-la tão perto o deixa feliz e ele quer que isso dure. Quer que permaneçam dessa forma, por muito, muito tempo.

O pensamento faz um lampejo atingi-lo e o sorriso se desfaz.

—        Maldição.

Sakura se remexe em seu peito, isso somado a verdade que encontrou, faz seu coração disparar. Já não tem como duvidar, ele sabe que já não adianta negar, a verdade está escancarada a sua frente e mesmo que quisesse não poderia refutá-la. O mais assustador de tudo é que ele não quer contestar.

Belos olhos esverdeados se abrem e o observam, ela pisca algumas vezes se acostumando a luz, já que tem o costume de acordar em um ambiente mais escuro.

—        Bom dia.

—        Ahn, sim.

Ela nota que, mais uma vez, ele parece ter descoberto algo surpreendente e, mais uma vez, fica curiosa por qual foi sua descoberta.

—        O que foi?

Ele a observa em silêncio por algum tempo e ela espera por uma resposta que não chega.

—        Terra chamando Sasuke, Terra chamando Sasuke.

Sakura balança a mão esquerda em frente ao rosto do moreno que, parecendo despertar de um sonho, foca o olhar sobre ela.

—        Ahn?

Ela ri da reação do Uchiha.

—        Qual foi sua grande descoberta?

—        O que?

—        Parece ter descoberto algo surpreendente, o que foi?

—        Quer namorar comigo?

O sorriso da rosada se desfaz e há apenas surpresa em seu rosto.

—        V-você está falando sério?

—        Mais sério impossível.

Sakura ainda tem dificuldades para processar o que acaba de ouvir. Ao ver a reação da rosada Sasuke fica sem graça.

—        Se não quiser tudo bem, eu…

—        Eu quero.

Ele se surpreende pela resposta positiva. É claro que era isso que ele queria, mas a reação da rosada o deixou receoso.

—        Eu quero ser sua namorada.

Ela reforça a resposta e o moreno não consegue evitar um sorriso. Em um movimento rápido ele a deixa de costas para o colchão e a observa atentamente.

—        Essa é a parte que eu mais vou gostar.

Ela ri.

—        Tenho que concordar.

Ele sorri e se aproxima beijando-a. Os braços dela envolvem-no pelo pescoço e suas pernas se entrelaçam entre si sem que se aticem, sendo assim evitando o roçar de seus sexos. Eles querem aproveitar esse momento, ela precisa aproveitar esse momento, por isso apenas admira o belo moreno a sua frente quando ele se afasta.

Sakura sabe agora que está completamente apaixonada por ele e isso a faz lembrar-se da mãe, pois a matriarca Haruno uma vez disse que a rosada saberia quando acontecesse.

—        Nossas mães vão enlouquecer ao saberem que estamos namorando.

—        Nem me fala.

As orbes negras focam nos lábios delicados a sua frente.

—        É muito piegas dizer que você é muito apetitosa pela manhã?

Ela abre um belo sorriso.

—        Não, eu adoraria ouvir isso.

Ele sorri e a beija, ela envolve os dedos nos fios negros e o puxa para mais perto intensificando o gesto. Quando eles se afastam, arfantes, ele foca os olhos nos dela.

—        O que me diz de um banho?

—        Sabe, estava mesmo pensando em me exercitar, sou bem flexível, mas acho que preciso praticar, o que me diz de me ajudar?

Ela não esconde a malícia no olhar fazendo o moreno abrir um grande sorriso.

—        Na verdade sou um ótimo treinador, não se preocupe está em boas mãos.

Ele a ergue entre beijos e eles seguem para o banheiro.

 

Sakura deixa o chuveiro com um grande sorriso no rosto e segue para quarto, onde veste seu vestido. Ela pretendia ficar com o moreno pelo menos por algum tempo mais, mas a mensagem que Sasuke recebeu diz que ele estará ocupado pelo resto do dia.

Uma pena, realmente, ela é afastada de seu pensamento ao ouvir o toque do celular, que não é o seu. A rosada não demora a pegar o aparelho e vê que é uma ligação.

—        Sasuke, seu celular está tocando. - ela grita.

—        Atende pra mim. - ela o ouve do banheiro.

Ela observa o aparelho e arrasta o circulo verde com desenho de telefone, mas antes que diga qualquer coisa ouve a voz de Suigetsu.

—        Seu arrombado, não é que você conseguiu? Puta que pariu, por sua causa perdi cento e quarenta reais por causa dessa aposta. Que droga hein. Ela te odiava, como a convenceu a ficar com você?

—        Do que está falando?

Sakura pergunta na primeira oportunidade e Suigetsu fica em silêncio ao ouvir sua voz.

—        O que quis dizer com isso? - ela continua.

—        Preciso ir agora, depois nos falamos Sakura.

—        Suigetsu.

Ela diz, mas já é tarde demais, ele já desligou.

Sakura observa o celular pensando na reação do azulado. Pelo tom de voz dele e suas palavras, ela te odiava, a rosada percebe que provavelmente essa aposta tem a ver com ela.

Sasuke aparece com a toalha ao redor da cintura, penteando os fios para trás com a mão.

—        Quem era?

—        Que história é essa de aposta?

Ele se surpreende.

—        Como ficou sabendo disso?

Ela o observa atentamente.

—        A aposta era para dormir comigo?

O Uchiha não responde por algum tempo, ele não sabe o que dizer, e Sakura entende isso como um sim.

Com um movimento rápido, ela pega sua bolsa e seus saltos. Sasuke se aproxima.

—        Sakura. - ele toca-lhe o braço que rapidamente é puxado.

—        Não me toque. Não acredito que fui tão estúpida.

—        Eu posso explicar.

—        Não quero uma explicação, eu não quero mais nada de você.

Sakura se afasta, mas Sasuke a segue.

—        Eu fiz a aposta, mas foi um erro, fui um idiota. - ela não para de andar - Você pode parar um pouco e me escutar?

Sakura chega à porta e a abre.

—        Espero que tenha aproveitado a noite Uchiha, - ela o observa - porque foi a última vez que isso aconteceu.

Ela o deixa se afastando a passos largos.

—        Sakura espera.

Sasuke a segue mas, aproveitando que o elevador está fechando, a Haruno corre e entra deixando o Uchiha para trás. Uma última troca de olhares é dada ao ver as portas se fecharem, Sasuke percebe lágrimas nos olhos esverdeados da rosada, mas não consegue alcança-la.

As lágrimas caem por seu rosto e ela se odeia por ter sido tão estúpida e ter se deixado apaixonar. A única vez que finalmente sentiu algo por alguém termina assim, talvez ela não tenha sido feita para amar afinal.

A recepção logo aparece a sua frente e ela deixa o hotel a procura de um taxi, felizmente dessa vez não demora a aparecer. A rosada dá o endereço ao motorista e seca as lágrimas que caem por seu rosto, o homem a observa preocupado, mas não faz nenhuma pergunta e ela agradece por isso.

O toque de seu celular é ouvido e ela vê o nome da Porca no visor, não demora a atender.

—        Oi Testuda eu...

—        Ino - a voz de Sakura falha - era só uma aposta.

—        O que? - a Yamanaka pergunta confusa.

—        Eu... Nunca fui... nada de verdade para ele. - ela diz entre soluços.

—        Onde você está?

—        Indo para casa.

—        Estou indo para lá.

Ino desliga o celular e Sakura observa o caminho com a vista embaçada, quando o taxi para em frente a sua casa ela o paga e desce do carro.

Ao entrar e observar sua casa sente-a tão vazia quanto seu peito nesse momento, ela se senta no chão mesmo e aperta as pernas contra o peito desabando em lágrimas. Depois de algum tempo assim, ouve alguns toques em sua porta o que a faz se erguer e abri-la vendo a amiga assim que a fresta é criada.

A loira percebe fios de lágrimas pelo rosto claro da rosada, assim como seus olhos marejados.

—        Se ele só queria sexo por que me deixou me apaixonar?

As lágrimas correm por seu rosto, ela não consegue evitar. Ino se aproxima e a abraça, as pernas de Sakura bambeiam e elas se sentam em frente a porta abraçadas enquanto a loira consola a amiga.

—        Vou arrancar o pau daquele Uchiha filho da puta.



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