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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 66


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Capítulo 66 - Capítulo 31 - SASORI - Nada mais que curiosidade


No momento em que soube que iria expor sua arte, Sasori não pensou que se estressaria tanto. Principalmente com seu parceiro de exposição, claro era de se esperar que Deidara o tirasse do sério, afinal essa é a única coisa que o loiro sabe fazer. Mas não imaginou que chegaria ao ponto do Yamanaka faltar a uma reunião.

Nesse momento, o ruivo segue para a casa do loiro realmente puto pelo que aconteceu. Duas batidas são dadas na porta, depois mais duas e ele repete o gesto algumas vezes, porém ninguém aparece.

Sasori disca o número de Deidara uma vez mais e ouve o toque dentro da casa.

—        Filho da puta.

As batidas se tornam um pouco mais violentas, Sasori sente uma vontade incontrolável de socar a cara do loiro nesse momento.

—        Ei, ei. Sem derrubar minha porta.

O Akasuna se vira e vê o loiro com uma sacola em mãos.

—        Onde você estava seu irresponsável?

O ruivo avança contra Deidara, mas o loiro se afasta.

—        Eu estou doente seu insensível, mandei mensagem pra Lili ontem avisando.

Sasori para de avançar ainda segurando um soco.

—        Não vou nem te convidar pra entrar, é arriscado tentar me matar.

O loiro passa por ele abrindo a porta para entrar, mas se vira para o Akasuna.

—        Não é porque você acha que me conhece que isso seja verdade. Estarei lá amanhã.

Deidara fecha a porta e Sasori respira devagar tentando controlar a raiva. Quando consegue fazê-lo volta ao estacionamento seguindo para casa.

 

Com um suspiro, ele volta a se dedicar a sua arte se esquecendo por completo do irresponsável que é seu parceiro de exposição.

Durante seu momento mais calmo, Sasori se lembra de Sakura e de sua última conversa. É muito bom que eles tenham se entendido e que tenha conseguido se desculpar, mas ainda assim, pode perceber que a rosada não foi totalmente sincera ao dizer que o perdoava.

O Akasuna imagina o quanto a rosada deve ter ficado magoada com o que ouviu dele, é compreensível, Sasori foi muito insensível naquele momento e disse coisas que a machucaram, ele se odeia por ter feito isso, mas já não pode voltar atrás.

Naquele momento não conseguiu ver nada além da raiva e se tivesse conseguido se controlar um pouco não teria magoado a pessoa que ama. Sim, ele ama Sakura com todas as suas forças, talvez por isso seja tão difícil imagina-la ao lado de outro. Ele é tão possessivo que às vezes nem mesmo se aguenta, e sabe que se é assim consigo mesmo, nem imagina como deve ser com resto das pessoas, ou melhor, com Sakura.

Com todos esses pensamentos ele não consegue focar na sua arte e tenta um banho, mas isso também não resolve seu problema. Não adianta, nada do que faça vai resolver, apenas uma coisa pode ajudar, falar com Sakura e receber seu perdão, dessa vez de verdade. Por isso decide que vai falar com ela.

O ruivo pega o celular e procura pela janela de conversas com a rosada observando-a por algum tempo.

*Oi, como está? Ainda sobrecarregada?*

Não há resposta imediata, e depois de algum tempo percebendo que não terá resposta o Akasuna solta um longo suspiro se forçando a focar na sua arte.

 

Sakura está totalmente dedicada a explicar o que planeja para a casa dessa nova cliente, mas ainda está receosa. Foi impossível não notar que Kamikuzi Izumi, a noiva de Kotetsu, conhece Sasuke.

Eles não trocaram palavras entre si, isso porque a rosada a levou para a própria sala, mas Sakura sabe que eles tem alguma coisa. Principalmente porque a morena parece perturbada, muito provavelmente pelo seu encontro com o Uchiha. Sakura fica um pouco curiosa em relação a isso.

Depois de conversarem por algum tempo, Sakura decide visitar a obra. Assim que chega ao terreno onde seu futuro projeto acontecerá os pensamentos começam a brotar, uma nova ideia após a outra e ela sorri contente pois já tem uma noção do que esse projeto reserva a ela.

No fim do dia, com milhares de ideias no papel, a arquiteta volta para a própria casa, afinal hoje tem ensaio.

 

Depois de vestir algo mais confortável, a rosada dirige até a escola e desce do carro assim que estaciona, seguindo para o prédio.

—        Boa noite.

A rosada se surpreende ao ouvi-lo. Ela tenta não demonstrar, mas não sabe se funciona.

—        Boa noite.

Ela segue para a entrada da escola e ele a acompanha.

—        Pensei que ia descansar um pouco hoje, seu atraso me ajudou bastante na segunda.

Os olhos esverdeados focam no moreno que tem um belo sorriso no rosto.

—        Está tão desesperado para evitar nossa dança que estava querendo que eu me atrasasse de novo? Qual o problema tem medo de não se controlar?

Sasuke se surpreende, ela nota. No entanto, essa não é uma coisa espantosa, afinal fazia algum tempo que Sakura lhe deu uma boa resposta sem estremecer ao ouvi-lo. Ele definitivamente não esperava por isso, o que é comprovado pelos segundos que ele fica sem fala, mas claro que isso não dura muito e ele abre um grande sorriso ao focar nela.

—        Ainda não me viu fora de controle Haruno.

Sakura chama pelo elevador e agradece por isso, afinal pode desviar o olhar do moreno sem parecer que queria fugir. Ela ainda está um pouco abalada pelo que ele causou, mas já está bem recuperada, muito provavelmente por causa do almoço com Gaara.

Aquilo a fez perceber que o Uchiha não pode desestabiliza-la se ela não quiser e é isso que ela provar a ele.

O elevador se abre e eles entram, a conversa entre os dois não acontece no entanto, já que não são os únicos dentro dele. Uma das funcionárias que os acompanha observa o moreno com o canto dos olhos e a outra nem sequer disfarça.

Sakura repara nas duas e pessoalmente acha isso, um tanto deselegante, principalmente se tratando do filho da chefe delas. Mas não se surpreende, afinal não é nenhum segredo o quanto o engenheiro é atraente.

Assim que o elevador se abre elas saem, mas os dois permanecem dentro dele, pois ainda não estão no andar desejado. As portas se fecham e o Uchiha abre um belo sorriso para Sakura.

—        Não parece muito contente, com ciúmes Haruno?

Ela sorri para ele.

—        Continue sonhando.

O sorriso do moreno aumenta e as portas se abrem.

Ambos seguem para a sala que já está com os dançarinos a postos, apenas Kushina e Minato não estão presentes.

Mikoto os vê e sorri.

—        Boa noite Sakura.

—        Boa noite Mikoto.

A rosada abre um grande sorriso ao falar com a senhora Uchiha e a matriarca da família observa o filho atentamente.

—        Então, vocês estão saindo?

—        Ah, não, não. - Sakura diz rapidamente.

—        Minha nossa Sasuke, você já deveria tê-la chamado para sair.

Sakura não consegue evitar a risada.

—        Por favor mãe.

Ele revira os olhos.

—        Não se atreva a revirar os olhos para mim.

—        Chegamos, desculpem o atraso.

Kushina entra na sala alertando a todos de sua chegada e Mikoto logo começa a aula.

A morena percebe que esses ensaios estão sendo bem frutíferos e produtivos, e isso a deixa contente consigo mesma e com seus alunos. No entanto, o fato de que Sasuke e Sakura parecem dividir alguma coisa a alegra mais.

O moreno conduz a rosada enquanto a música toca suave pelo cômodo. A dança parece mais leve agora, eles sequer precisam pensar nos passos pois seus corpos agem sozinhos, sabendo exatamente o que fazer.

Tendo Sasuke tão próximo a rosada não consegue evitar inalar seu aroma e por isso, foca sua mente em qualquer outra coisa. Com isso, se recorda de algumas horas atrás, do encontro que teve com a futura senhora Hagane. Izumi parecia bem perturbada quando discutiam sobre a nova casa do casal e se lembrar do olhar que eles trocaram deixa-a curiosa.

—        Conhece Izumi?

O corpo do moreno fica tenso de repente e a dança não parece mais tão fácil, não é mais tão leve. Sakura percebe e por um breve momento se arrepende de ter tocado no assunto, isso não parece ser algo que o moreno goste de falar sobre e, ainda que não sejam amigos, se sente mal por fazê-lo pensar nisso.

—        Me desculpe.

Sasuke permanece em um silêncio que se perpetua por algum tempo. Mikoto dá suas instruções, eles seguem atentamente a tudo o que sua professora diz. A aula é proveitosa a todos e a professora decide dar uma última revisada antes que se despeçam e encerrem a aula do dia.

Sakura ainda se sente desconfortável por ter se intrometido na vida dele afinal nenhuma outra palavra foi trocada desde que a rosada citou Izumi. Talvez tenha sido um erro falar sobre ela.

Com o último ensaio do dia, eles estão novamente com os corpos unidos e próximos o bastante para que o doce aroma da cerejeira alcance o moreno. Ele gosta desse cheiro, apesar de doce, e isso o faz relaxar um pouco.

Como antes, seus corpos voltam a se moverem sozinhos e a dança volta a normalidade. Sendo assim, Sasuke decide responder a rosada.

—        Ela é uma antiga conhecida.

Sakura se surpreende ao ouvir a voz do moreno e fixa seu olhar no dele que tem o foco longe do rosto dela.

—        A conheci a muito tempo e ela se tornou minha amiga, mas esse não era bem seu objetivo então nossa amizade não durou muito.

—        Ela gostava de você ou você gostava dela?

Apesar de imaginar a resposta, por causa da reação do moreno e da atitude de Izumi mais cedo, Sakura não tem certeza se está certa. Mas, pensar nisso a faz se lembrar que o Uchiha havia dito ter se apaixonado por uma amiga no jogo do eu nunca.

Sasuke se surpreende com a conclusão a qual a rosada chegou. Claro que, considerando sua reação era de se esperar que ela imaginasse isso, ainda assim está surpreso. Apesar disso, ele foca as orbes negras na Haruno e abre um grande sorriso.

—        Por que está tão interessada?

Sakura se surpreende e por um momento não sabe o que responder. Esse interesse súbito é suspeito e apenas dá a ele mais motivos para provoca-la, mas ela não pensou nisso antes, agora já é tarde para voltar atrás. Por isso, se recusa a recuar. As bela jades esverdeadas permanecem atentas ao sedutor olhar a sua frente.

—        Nada mais que curiosidade.

O sorriso dele aumenta pelo fato de que ela não desviou o olhar e as palmas vindas de Mikoto para chamar a atenção chegam aos seus ouvidos.

Eles se afastam e a observam.

—        Nossas aulas já não são tão necessárias quanto antes, é claro que tudo se deve a prática e por isso vocês melhoraram. Como o casamento acontecerá em um mês, acredito que não seja necessário muito mais. Nas próximas semanas vocês virão apenas na segunda, isso manterá o hábito e não exigirá muito de vocês. Porém, se o desempenho de vocês diminuir voltamos as três aulas semanais. Veremos como as coisas seguem. É isso, estão dispensados.

Sakura solta um longo suspiro e Sasuke a obseva com o sorriso malicioso no rosto.

—        O que eu ganho se responder?

Um belo sorriso surge nos lábios finos correspondendo ao Uchiha.

—        Está tão necessitado assim?

Ela se recuperou mais rápido do que pensei que faria.

Sakura dá um passo atrás ainda com o sorriso no rosto.

—        Deveria ter pago aquele beijo pelo menos conseguiria o que tanto deseja.

Sim, bem recuperada.

O moreno a segue e eles se aproximam do elevador, mas Sakura vê que a porta está cheia de pessoas na espera e decide ir pelas escadas.

—        Até mais Uchiha.

Balançando a mão em aceno para Hinata que está no meio do povo, ela se despede da amiga e recebe um aceno em resposta tanto da morena quanto de Naruto, em seguida se direciona as escadas.

—        Já disse que quando nos beijarmos você irá pedir.

Ela olha por cima dos ombros surpresa ao ouvir a voz do moreno as suas costas.

—        Então espere sentado, isso não vai acontecer.

—        Nunca ouviu a expressão, não cuspa para cima ou pode cair no seu rosto?

—        É uma expressão nojenta, mas sim já ouvi. Porém minha afirmação permanece, isso porque quando quero alguma coisa não peço.

O sorriso de Sasuke aumenta e eles deixam o prédio.

—        Então parece que vou ter que te ensinar a fazê-lo.

Um arrepio corre o corpo da rosada, Sasuke sabe realmente atiçar alguém, mas ela esperava por isso quando o provocou e não pretende ceder.

Sakura para ao lado do próprio carro e observa o Uchiha sem demonstrar que seu comentário a afetou, o que funciona muito bem. Sua determinação em não deixá-lo sair triunfante, como aconteceu no evento beneficente, o impede de notar que, ainda que mínimo, ela foi afetada.

—        Boa noite Uchiha.

Sakura abre o carro e olha rapidamente para o moreno.

—        Bons sonhos Sakura.

Outro arrepio corre a rosada ao ver o sorriso malicioso de Sasuke e ela não demora a entrar no carro soltando um longo suspiro, pouco antes de deixar o estacionamento.

 

Já em casa Sakura não vê Tatsuo então segue para seu quarto e se joga na cama tirando os sapatos com os pés.

Por um momento ela observa o teto, mas ao ouvir o toque do celular pega sua bolsa revirando-a até encontrar o aparelho, ao qual não demora a desbloquear. É uma mensagem de Hinata.

*Quero minha madrinha na sexta pra vermos a decoração, você pode?*

*Claro, tentarei deixar tudo arrumado amanhã, então sexta saio mais cedo.*

*Que bom, me encontra às quatro na confeitaria?*

*Certo.*

*Era pra eu ter falado com você antes, ainda bem que pode ir.*

*Tentaria mesmo que tivesse compromisso, afinal sou a madrinha, não é? Mas, nos vimos a pouco, porque não me disse na aula?*

*Bom, sua conversa com Sasuke parecia bem interessante.*

Sakura se surpreende com a mensagem.

*Do que está falando? Poderia ter nos interrompido, era apenas uma conversa casual, nada mais.*

*Quem disse o contrário? Só não quis atrapalhar, mas parece que essa defesa toda tem um motivo.*

*Pare com rodeios Hina, vá direto ao ponto.*

*É simples, você se recusa a admitir que não o detesta mais, e por isso sempre que percebe esse fato tenta encobri-lo.*

Sakura se surpreende mais uma vez, mas escreve às pressas.

*Isso não é verdade.*

*Isso é o que eu acho, se é verdade ou não, é outra história. Preciso ir Saku, boa noite.*

*Boa noite.*

Ao sair da janela de conversas com a Hyuuga, Sakura percebe uma mensagem de Sasori.

*Oi, como está? Ainda sobrecarregada?*

A mensagem foi enviada a várias horas e ela se surpreende por não ter notado antes. Mas logo começa a digitar uma resposta.

*Oi, desculpa meu dia foi cheio hoje, peguei meu celular agora.*

Ela espera por uma resposta e poucos segundos depois, vê a palavra digitando… ao lado da foto do ruivo.

*Não se preocupe, imaginei que estivesse tendo um dia cheio. Também não tive meu melhor dia.*

*O que houve?*

*O de sempre. O irresponsável do Deidara, mas não quero falar dele. Como vão as coisas no seu projeto, está sendo tão gratificante quanto pensou que seria?*

Sakura sorri ao pensar no vilarejo.

*Sim, estou ansiosa para ver como as crianças reagirão ao ver. Ainda estamos na metade do caminho, mas sei que vai ficar incrível.*

*Qualquer coisa que você faça é incrível.*

Sakura sorri ao ler a mensagem.

*Deve estar cansada, boa noite.*

*Boa noite e boa sorte com o Dei.*

*Não, eu não preciso de sorte e sim de paciência.*

Ela ri.

*Desejo paciência então. Boa noite.*

*Até.*

Sakura suspira e observa o teto com o celular pousado no peito. Depois de um suspiro, afastando as mensagens da mente, guarda o celular e se prepara para dormir.

 

Despertando com o toque do alarme ela não demora a ir para o banho. Assim que deixa o quarto prepara seu café da manhã e, ao ver Tatsuo se aproximar, também prepara o dele.

O rapaz se senta na banqueta e a observa.

—        Bom dia. - ele sorri.

—        Bom dia.

—        E então, como vão as coisas com seus pretendentes?

—        Não tenho pretendentes.

—        Na verdade tem sim, e não são poucos.

—        Eu não tenho pretendentes. - ela diz em tom mais firme.

—        Tá bem, tá bem. Não está mais aqui quem falou.

Ele ergue as mãos em gesto de rendição e ela coloca as fatias de bacon nos pratos estendendo-o a ele.

—        Como estão indo as coisas?

—        Melhores do que esperado para ser sincero. Tudo já está encaminhado e vou me mudar essa semana.

Sakura se surpreende ao ouvi-lo. Ainda que estivesse bem acostumada a viver sozinha, ter um colega de quarto é bom e estar com o rapaz nesses últimos dias a fez muito bem.

—        Saky, vou embora nesse sábado.

—        Mas… mas já? Tão rápido? Você mal ficou aqui.

—        Fiquei mais tempo do que deveria, além disso, tenho minha própria casa agora, devia estar feliz por mim.

—        Eu estou, apenas… - ela abaixa a cabeça entristecida - Apenas vou sentir sua falta.

Tatsuo sorri e se ergue se aproximando da rosada.

—        Não é como se eu estivesse mudando de país.

—        Considerando que nunca vem visitar os amigos é exatamente como se estivesse.

—        Ora vamos, me dê um desconto, eu vivia ocupado. Além disso, tambem não pode dizer nada disso pra mim porque você também não ia me ver.

Ela suspira.

—        Tem razão.

—        É claro que tenho.

Ela revira os olhos.

—        Não seja convencido.

Ele ri e bagunça o cabelo dela.

—        Sabe que é verdade.

Ela afasta a mão dele da cabeça irritada.

—        Pare com isso.

O sorriso dele fica maior.

—        Estarei sempre a postos para maratonar, ou se quiser desabafar.

Ela sorri agradecida.

—        Além disso, com tantos pretendentes deve querer seu próprio espaço.

Ela bate nele fazendo-o rir e Tatsuo pega uma fatia de bacon comendo-a.

—        Vamos tomar nosso café, você precisa trabalhar.

—        Sim.

 

Sakura observa as plantas em suas mãos e suspira se lembrando do seu café da manhã. Ela está feliz por Tatsuo, apenas vai sentir falta dele. Depois de mais um suspiro, volta a focar em seu trabalho, colocando os papéis de volta na mesa.

Logo Suigetsu chegará para que ponham a ideia em prática. Esse novo hotel já está quase no fim e depois dele, apenas a casa de Kotetsu e o vilarejo estarão na sua lista de trabalhos por um tempo.

O dia segue com certa quantidade de trabalho e quando o horário do almoço se mostra, ela deixa sua sala se aproximando de Karin, mas a ruiva está com Suigetsu então apenas acena para eles e segue para o elevador.

Algumas pessoas também entram e o elevador começa a descer seguindo para o térreo. Passando pela porta assim que esta é aberta, Sakura deixa o prédio seguindo par o lugar onde sempre almoça com as amigas.

Ao entrar no restaurante Sakura avista a mesa delas, onde estão sentadas apenas Temari e Ino. Ela se senta erguendo a mão avisando o garçom.

—        Onde estão as outras? - a rosada pergunta.

—        Não viu no grupo? - Ino suspira ao falar - Hina está sobrecarregada e as traíras estão com os namorados.

—        Não diga isso Porca.

—        É inveja. - Temari diz. - Ela queria estar em um almoço com alguém agora.

—        Não é inveja, apenas acho que com tantos momentos para eles ficarem por que escolher um nosso?

—        Ei Porquinha, você é muito ciumenta.

—        Sou mesmo, algum problema com isso?

As meninas riem da cara emburrada que Ino faz e o garçom chega atendendo à Sakura. Quando ele se afasta Sakura apoia os cotovelos na mesa e une as mãos apoiando o queixo nelas.

—        Então Porca, como vão as coisas com o Sai?

—        Coisas com o Sai? - Temari pergunta surpresa - Que coisas?

—        Não é nada demais. - Ino desvia o olhar - eu só estava assustada.

Temari ergue uma sobrancelha.

—        Assustada com o que? Acha que está apaixonada?

—        O que? É claro que não! Eu nem conheço ele, ninguém se apaixona assim. Não seja ridícula.

—        Admita Ino, assim dói menos.

—        Eu não…

—        Também acho que estou.

Temari diz em um suspiro e as meninas se surpreendem. No mesmo instante o garçom chega com o pedido da Haruno e elas só voltam a falar depois que ele se afasta.

—        Como assim? - Sakura pergunta.

—        Saí com Shikamaru depois do jantar de noivado. Os dois primeiros jantares eram apenas negócios, depois o encontrei por acaso e começamos a conversar. Conversa vai conversa vem, acabamos marcando mais um encontro, dessa vez sem compromisso com o trabalho, apenas nós.

Temari suspira.

—        E? - Ino pergunta.

—        E nós ficamos.

As meninas se surpreendem. Assim como acontece com Ino e Sakura, a loira também nunca teve um relacionamento sério e nem sequer sabe como é isso.

—        Você acha mesmo que está apaixonada?

—        Eu não sei, nunca me apaixonei antes, mas também nunca senti isso por ninguém.

—        E vai falar pra ele? - Sakura pergunta.

—        Não sei.

—        Boa sorte com isso.

Sakura sorri para a amiga e toca sua mão, a loira corresponde seu sorriso e Ino suspira.

—        Apenas eu vou continuar solteira pelo visto.

—        Não se procurar o Sai.

—        Já disse que é só fogo caralho, para de me encher com isso.

Sakura e Temari riem e as garotas terminam seu almoço.

A rosada volta para o prédio onde trabalha e tem um bom dia ali. No caminho para casa recebeu uma ligação de Gaara e isso a fez bem.

 

Depois do longo dia de trabalho, tudo o que Sakura quer é um banho. Deixando a garagem a rosada procura por Tatsuo, mas não encontra o amigo na casa e, por se encontrar sozinha, segue para o banheiro e liga a torneira preparando um banho.

Antes que a banheira se encha o toque do celular avisando que tem novas mensagens lhe chama a atenção. Ela logo pega o aparelho e desbloqueia a tela. É uma mensagem de Sasori.

*Como está indo?*

*Bem, tive um dia cansativo hoje.*

Sakura volta para o banheiro e desliga a torneira se recostando na pia enquanto observa o celular quando a nova mensagem chega.

*Então sem chances de eu ir aí hoje?*

Sakura morde o lábio inferior. Ela gostaria que o ruivo fosse vê-la, mas realmente está exausta pelo dia que teve.

*Não, sinto muito.*

*Não tem problema. Quer que eu te leve pra exposição? Podemos ir juntos.*

*Agradeço, mas não. Você tem que se concentrar apenas na sua arte.*

Ele demora para responder então Sakura tira sua roupa.

*Vou tomar banho agora, nos falamos depois.*

Antes que bloqueie a tela, a rosada vê uma resposta e sorri.

*Bom banho.*

Sakura não demora a entrar na banheira quente sentindo todos os seus músculos relaxarem. Ela deixou o celular sobre uma prateleira perto de onde está, mas o ignora por algum tempo, apenas aproveitando o delicioso banho.

Depois de alguns minutos, ensaboando sua pele, ela ouve o toque do celular uma vez mais. Suas mão procuram pela toalha para que sejam secas e ela ergue uma delas pegando o celular e desbloqueando a tela curiosa para ver o que Sasori disse. No entanto, se surpreende ao ver que não é o ruivo.

*Como foi a aula?*

*Bem produtiva, sua mãe é ótima nisso.*

*Sim, ela sempre foi muito boa com as aulas.*

*E você?*

*Ah não, não sou um bom professor *

Sakura ri.

*Estou falando de dançar.*

*Isso também não é comigo, digamos que não é meu hobbie favorito. Ela me forçava a aprender sou traumatizado por isso. Apenas não conte a ela.*

Sakura ri uma vez mais.

*Não consigo visualizar você sendo obrigado a alguma coisa.*

*Ah, a dona Mikoto consegue, ela é uma profissional nisso. Ainda mais depois que ela resolveu que seus filhos tinham que ser tão bons quanto ela. Ela é um poço neurótica as vezes.*

Ela ri da mensagem.

*Minha nossa, vocês exageram demais.*

*Vocês?*

*Sasuke também fala que é traumatizado com aquele lugar.*

Sakura não vê uma resposta imediata como as outras, mas permanece observando a tela. Depois de algum tempo o vê digitar.

*Apenas mais uma prova de que ela é rigorosa demais quando o assunto é dança.*

*E não está errada, afinal é isso que ela ama não é?*

*Sim, está certa. Como sempre.*

Sakura sorri ao ler a mensagem e deixa o celular de lado um pouco mais aproveitando seu banho. Depois de algum tempo, se ergue e vai para o quarto se trocar logo depois de se secar.

Depois do jantar assiste algum filme que encontrou. Tatsuo chega no meio do longa, a cumprimenta e cansado segue para o quarto de hóspedes. Ela não demora muito para ir dormir também. Até o momento em que deitou a cabeça no travesseiro, não ouviu o toque do celular outra vez.

Com a cabeça apoiada sob o travesseiro Sasori vem a sua mente, assim como o que passou com ele nos últimos dias. Mesmo que o tenha perdoado, não consegue esquecer o que o ruivo disse, principalmente porque aquilo parecia ser algo que ele realmente pensava sobre ela. Houve raiva em algum momento, mas a dor no peito foi maior, saber que alguém que você ama tanto pensa coisas de você que sequer se assemelham a verdade é doloroso.

Um longo suspiro lhe escapa. Ficar sem falar com ele foi bastante ruim também, ela nunca havia ficado tanto tempo sem conversar com o ruivo e realmente sentiu falta disso, mas ainda está magoada e isso não vai mudar tão facilmente.

Em mais um suspiro ela afunda o rosto no travesseiro e acaba por cair no sono.

 

Sakura acorda atrasada e sequer toma café da manhã indo direto para a empresa, sem paradas para comprar nada. Assim que chega, cumprimenta seus colegas de trabalho e nota que o cliente do hotel ainda não chegou, para seu alivio e com isso, consegue se organizar.

Quando sua reunião acaba, sai da sala se aproximando da mesa de Karin, mas vê algo que a surpreende. Izumi está sentada em uma das poltronas da recepção do andar.

—        O que ela faz aqui? - Sakura se dirige a ruiva - Não me lembro de nenhuma reunião com ela.

—        Ah, ela não veio te ver.

Sakura observa Karin.

—        Não?

—        Não. Está aqui pelo Sasuke.

Sakura se surpreende ainda mais com a afirmação da ruiva.

—        O que eles são? Você sabe?

—        Sei apenas que eram amigos, ela, Sasuke e Itachi, depois de um tempo parei de vê-la. Na verdade foi bem perto do tempo em que ele começou a ficar com várias garotas.

Sakura foca o olhar na morena e a vê se erguer assim que a porta do elevador é aberta e um belo moreno passa por ela.

Sasuke se surpreende ao ver Izumi, mas imagina que se trata do projeto que Sakura está cuidando então apenas a ignora seguindo para a própria sala. Izumi, no entanto, se aproxima dele e segura sua camisa. O fato surpreende o moreno que olha para trás focando os olhos negros sobre ela.

—        O que quer?

—        Falar com você.

—        Sinto muito, estou ocupado.

Ele volta a se virar, mas para ao ouvi-la.

—        Sasuke, por favor.

O moreno a observa por cima do ombro encarando-a friamente.

—        Não tenho tempo para perder com você Izumi, então proponho que vá resolver seus assuntos com a Sakura.

—        Não vim aqui pra resolver nada com ela, estou aqui porque realmente quero falar com você.

—        Não temos o que conversar.

—        Sei que você provavelmente me odeia nesse momento, mas...

—        Eu não te odeio Izumi.

A morena se surpreende.

—        Nesse momento, como você disse, não sinto nada por você.

Ela se surpreende com o moreno.

—        Sua resposta apenas me mostra o quanto está zangado comigo é por isso que...

—        Me desculpem interromper.

Sakura se aproxima com algumas coisas em mãos e abre um belo sorriso.

—        Oi Izumi, é realmente surpreendente te ver aqui. Enfim, - ela balança a cabeça como se afastasse o pensamento - preciso falar com ele agora, sinto muito.

—        Nós estamos conversando agora você poderia...

—        Sinto muito é urgente.

Sakura sorri novamente e Izumi nota que não é bem vinda no lugar, por isso, não demora a se distanciar. Ambos a observam e quando a perdem de vista Sasuke olha para a rosada.

—        Então, o que era tão urgente?

Ela abre um pequeno sorriso.

—        De nada.

—        O que?

Ele se surpreende.

—        Parecia precisar de ajuda e eu ajudei, apenas não se acostume. Até.

Ela se afasta seguindo para a própria sala.

 

As horas se passam e quando percebe seu horário se aproximar, Sakura se prepara para encerrar o expediente. Ela desliga seu notebook, organiza suas plantas e pega sua bolsa deixando a sala.

—        Sakura.

Surpresa ao ouvir a voz de Sasuke chamando por ela, a Haruno se vira observando-o e vendo-o se aproximar.

—        Sim, algum problema com a obra?

—        Não, não. Não é referente ao trabalho.

—        Então?

—        Tenho esses ingressos para o jogo de baseball de Konoha, vai ser amanhã às oito. - ele mostra os papéis - É minha forma de agradecer pela ajuda.

Sakura se surpreende, pois o moreno parece sem graça pela primeira vez desde que o conheceu. Isso a deixa um pouco sem graça também.

—        Olha Sasuke eu agradeço, mesmo, mas não deve se preocupar com isso.

Ele deve ter ficado bem agradecido por ter afastado Izumi dele. O pensamento apenas faz a curiosidade da rosada aumentar. Porque está tão agradecido?

—        Tem certeza?

Ele pergunta confuso, mas parece um tanto decepcionado.

—        Tenho. Fiz o que fiz para te ajudar, não quero nada em troca, mesmo que sejam ingressos da Raiz. - ela diz em um suspiro, demonstrando que apreciou o agradecimento - Além disso, eu tenho compromisso amanhã, então realmente agradeço, mas não vai dar.

Ele sorri.

—        Você desperdiçou uma grande chance, não é sempre que eu agradeço pessoalmente.

Ela revira os olhos com um sorriso.

—        A forma como você muda de humor é chocante.

Ele ri.

—        Você não é muito diferente.

—        Bom, tenho compromisso então se me der licença.

—        Toda.

A Haruno se afasta com um sorriso no rosto.

Ao menos ele sabe agradecer.



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