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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 68


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Capítulo 68 - Capítulo 33 - SASORI - Rivalidade


Um pouco distante dali, um par de olhos os encara incomodado. Sasori quer separa-los de qualquer jeito, mas a conversa que está é muito importante para seu futuro e por isso ainda não foi.

Quando a conversa finalmente termina, ele se direciona para onde eles estão. Sasori se aproxima colocando-se entre eles, tocando a cintura de Sakura o que a faz virar um pouco o corpo deixando-os frente a frente.

O ruivo aproxima seu rosto do pescoço dela o inspirando profundamente a fim de sentir seu cheiro e talvez conseguir lhe causar um arrepio, que para sua tranquilidade percorre o corpo da rosada.

—        Ahn. - ela o observa surpresa. - O que aconteceu?

Sasori se afasta, pondo-se ao lado dela e enlaça sua cintura aproximando-a de seu corpo enquanto Sakura ainda o observa surpresa pelo gesto. Não que não tenha gostado, muito pelo contrário, os arrepios que correram seu corpo foram agradáveis para dizer o mínimo e faz parecer que não sente algo assim a eras. A surpresa é mais pelo modo como o ruivo se aproximou, pois não foi um dos mais comuns.

—        Você está bem? - ela pergunta.

—        Por que não estaria?

—        Olá Sasori.

O ruivo o observa sorrir.

—        Oi Itachi.

—        Belo trabalho o seu, não sabia que podia ser tão bom quanto o Deidara.

Sakura o observa surpresa e prevendo uma briga, Sasori detesta que comparem seu trabalho com o de Deidara. E um silêncio assustador toma conta do lugar enquanto o ruivo e o moreno se observam.

—        Como a exposição está indo?

Sakura não gosta dessas trocas de farpas, mas tenta amenizar a aura escurecida que tomou conta do lugar.

—        Bem, foi por isso que vim te chamar.

—        Me chamar?

A rosada o observa sem entender ao que ele se refere.

—        Sim. Vamos, preciso te mostrar algo.

—        Mas...

—        Itachi.

Sasori envia um cumprimento ao moreno com um aceno e a afasta dele, mas antes que a leve para longe Itachi toca o ombro do ruivo fazendo-o olhar para o Uchiha.

—        Acho que ela consegue andar sozinha. Além disso, estávamos conversando.

—        Isso não é da sua conta Itachi.

—        Você se engana ao pensar assim.

Sakura consegue sentir as farpas e as faíscas em seus olhos mais uma vez, por isso resolve não se envolver.

—        Tudo bem, - Sakura diz se afastando de Sasori. - se vão continuar se estranhando fiquem a vontade.

Sasori a observa enquanto se afasta dos dois dando dois passos atrás.

—        Onde você vai?

—        Ficar com o Deidara.

Sakura sorri antes de se virar afastando-se de vez e deixando-os surpresos.

—        E não me sigam.

Sua voz os alcança ainda que já esteja a certa distância. Ao se aproximar de Deidara ela envolve seus braços no braço do amigo sorrindo para a mulher com quem ele fala e acaba de perceber que interrompeu algo.

—        Ahn oi.

O loiro a observa surpreso.

—        Já entendi.

A moça com quem ele falava se afasta.

—        Então, eu estava quase conseguindo com que ela dormisse comigo hoje.

—        Desculpe, estou tentando fugir. O nível de testosterona está alto lá atrás.

Deidara olha a sua volta e vê Itachi e Sasori o observarem. O olhar que Sasori leva no rosto é no mínimo assustador.

—        Você quer minha morte, não é?

—        Por que?

—        Eles estão me olhando como se eu fosse um animal e eles os caçadores.

—        Não exagera.

Ela olha na direção deles e percebe que ambos já se distanciaram, mas ainda os observam.

—        Ele finalmente deixou o ciúme falar mais alto?

—        Do que está falando?

Os olhos dela parecem confusos e ao perceber isso o loiro explica mais detalhadamente.

—        Às vezes você consegue ser bem ingênua. Sasori estava com ciúmes de você Saky, aparentemente com o Itachi.

Sakura hesita por um instante, o que o amigo diz não faz sentido, não tem como Sasori sentir esse tipo de ciúmes que Deidara está insinuando, ela sabe que ele é ciumento, mas não no nível romântico.

—        Não, - ela reforça - ele não tem motivos para ter ciúmes, nós... nós não temos nada. O que disse não faz sentido.

Um curto suspiro escapa do loiro e ele ergue uma sobrancelha.

—        Tem total certeza disso?

Sakura hesita mais uma vez.

—        C-claro.

O Yamanaka ainda a observa com aquele olhar de quem acredita estar certo e isso a incomoda.

—        Tá bem então, - ela cruza os braços em frente ao corpo observando-o - me explique por que ele sentiria ciúmes de mim se não temos nada?

—        Vocês já ficaram mais de uma vez, não deveria ser surpresa.

Ela pensa um pouco sobre isso. Realmente estão tendo um tipo de relacionamento, mas é algo carnal, ou ao menos é o que deveria ser.

—        Somos amigos com benefícios, - ela diz por fim - sexo casual, sem cobranças, sem paranoias, sem ciúmes.

—        Bom, acho que amigos e sexo nem sempre combinam. Ele acabou esquecendo o lance carnal e pela proximidade de vocês acho que isso era inevitável.

Sakura volta seu olhar para Sasori ainda em dúvidas sobre o que ouviu. Ela sabe que o ruivo sente bastante ciúmes dos amigos, a mesma já presenciou muita coisa, mas nada como o que ele fez hoje. O Akasuna tentou afasta-la de Itachi apenas por que eles conversavam, isso não é normal.

A Haruno precisa admitir que a forma como Deidara observa a situação faz bastante sentido, mesmo que esse fato não tivesse lhe ocorrido antes. Mas ela ainda tem dificuldades para acreditar que isso realmente seja verdade. Por isso, seus olhos claros se voltam ao loiro.

—        Tem certeza que era esse tipo de ciúmes? Quer dizer, ele sente ciúmes dos amigos e..

—        Não. - ele a interrompe - Ele sente ciúmes da Sakura mulher, não da Sakura amiga. E sim, tenho certeza. Além disso, toda vez que você beija alguém parece que enfeitiça o cara, o que você tem?

—        Não se faz uma pergunta dessas, - ela diz emburrada - eu não tenho nada.

—        Tem sim, desde a época da escola, como aquele garoto o Idate, e agora tem o Sasori e o Itachi.

Ela se surpreende e o observa.

—        Por que o Itachi?

Deidara coça a cabeça sem graça, não devia ter mencionado o amigo.

—        Bom, é... Ele...

Sakura se solta dele colocando-se a sua frente encarando-o.

—        O que foi?

Deidara suspira.

—        Você deve ter notado a aproximação repentina dele.

—        Sim, notei.

—        Isso começou depois do beijo que vocês deram.

Sakura se lembra do beijo dado em Itachi no dia em que foram ao Black Souls.

—        Como disse, você os enfeitiça.

—        Espera, - ela ainda está tentando entender - então ele está interessado em mim?

—        Não vamos falar sobre isso, é minha exposição vamos focar na minha arte.

Ele dá um passo se afastando dela, mas a rosada volta a se colocar a sua frente.

—        Só sairemos daqui quando me responder.

Ele suspira sabendo que é inútil discutir com ela.

—        Ele me pediu conselhos pra te impressionar.

Ela se surpreende novamente.

—        E por que fazer isso? Quer dizer, por que agora?

Sakura não entende. Será que essa aproximação que teve com o moreno foi apenas uma forma de levá-la para a cama? Não que isso seja algo ruim, ela imagina que ele deve ser muito bom no que faz, mas se for como ela pensa, então eles não se tornaram amigos mesmo. Se suas suspeitas forem verdade, ela era apenas mais uma para a lista e isso a entristece afinal realmente estava começando a considerar o moreno como amigo.

—        Não sei Saku, sinceramente. Nunca o vi se esforçar tanto por mulher nenhuma, não parece ser algo comum, mas não sei porque de repente ele se interessou. É como eu disse, minha única explicação é que seu beijo foi o gatilho.

Ela o observa com o olhar pensativo.

—        Acho que vou ter que tirar isso a limpo não é?

—        Sim, acho que sim.

—        Então, lá vou eu. - ela sorri para o loiro - Obrigada pela ajuda, aproveite sua exposição.

Sakura se afasta enquanto ele a observa por algum tempo, mas depois de um suspiro volta a se envolver em rodas de pessoas para conversar sobre a exposição e saber o que estão achando.

Sakura caminha em direção a Itachi que já não a observa, ao invés disso está em frente a um quadro de Deidara, que por sinal é seu quadro favorito.

—        Oi de novo.

Surpreso por um breve instante os olhos negros se voltam a ela e ao focarem-se sob os belos olhos verdes, o moreno abre um pequeno sorriso.

—        Oi.

Itachi lhe lança um sorriso fraco.

—        É um belo quadro, não é?

Ela diz focando na pintura.

—        Sim, é o meu favorito.

A rosada se surpreende ao ouvi-lo.

—        Por que?

—        Ele me lembra um recomeço.

Ela o observa sem entender.

—        Deidara e eu éramos colegas de quarto, mas mal nos falávamos. A primeira vez que conversamos realmente sobre alguma coisa foi sobre esse quadro, o desabrochar das flores de cerejeira sempre foi minha época preferida do ano, era quando nos reuníamos perto do rio Naka para apreciar esse momento. Conversamos sobre o quadro durante algum tempo e, antes que nos déssemos conta, estávamos falando sobre várias outras bobagens.

Sakura não olha para ele e tem o tom de voz baixo ao falar.

—        Fiquei sabendo que pediu informações minhas para o Deidara, que estava interessado em mim. Isso meio que me deixa em dúvida porque acho que sabe que esse é meu quadro favorito.

Itachi a observa e vê que os olhos esverdeados ainda se mantém sobre o quadro então também volta a olhar para ele.

—        Meu pai sempre foi um homem ocupado e, apesar de dar atenção a família, ele nunca foi alguém realmente carinhoso, ele pelo menos nunca demonstrou isso então quando decidi que não iria fazer parte da empresa dele ele não aceitou muito bem. Fui deserdado e expulso da minha própria casa, eu não tinha ideia do que fazer.

Ele permanece em silêncio por alguns segundos e ela também não diz nada.

—        Eu estava próximo ao rio Naka, e uma grande e linda cerejeira começou a desabrochar, ali, na minha frente, foi a coisa mais linda que já vi na vida, ainda mais que a hora dourada. Nessa hora Shisui chegou me procurando e conversamos por algum tempo, meu tio me ofereceu um emprego para que eu conseguisse me sustentar e descobrir o que eu queria, aquele foi meu recomeço. Esse foi o primeiro quadro do Deidara, ele o fez para uma amiga de infância, que suponho ser você, foi essa pintura que o fez se interessar por arte, isso foi, de certa forma, um recomeço para ele também é por isso que esse quadro é o meu favorito, além de ter me dado um grande amigo, me lembra do meu recomeço.

Sakura o observa extremamente surpresa, mais uma vez ele mostra um lado diferente da versão engraçada e pegadora a qual ela conhece, esse Itachi que está ao seu lado, não a lembra em nada o que está acostumada.

Ela vira seu corpo ficando de frente para ele, mas Itachi permanece com o corpo em direção ao quadro.

—        Por que está interessado em mim?

Não há uma resposta durante os próximos cinco segundos e com um pequeno sorriso de canto, mantendo seu olhar longe dela, ele responde a pergunta feita.

—        Você beija muito bem.

Ele sorri de canto sem olhar para ela surpreendendo-a. Não pelo que ele pensa sobre o beijo, mas sim porque não imaginou que ele ainda se lembrava disso. Entretanto, a rosada recorda das palavras de Deidara.

Isso começou depois do beijo que vocês deram.

—        Sakura.

—        Sim.

Focada atentamente no moreno a sua frente Sakura se surpreende quando ele se vira para ela dando um passo em sua direção mantendo seus corpos a poucos centímetros. As orbes negras estão focadas no rosto delicado e ao perceber o olhar que ele leva, o coração dela dispara.

—        Eu estou apaixonado por você.

Sakura arregala os olhos surpresa com a confissão. Isso é, definitivamente, a última coisa pela qual esperava.

—        O… o que?

—        Estou apaixonado por você. - ele repete.

—        Mas… Por que?

Ele sorri.

—        Digo que estou apaixonado e a primeira pergunta que você me faz é por que?

—        V-você nunca se interessou por mim, mesmo sendo próximos e… E você é você, quer dizer, eu te conheço sei que não é de se apaixonar.

—        Nossa essa doeu.

Ele dá um passo atrás e foca em um lugar longe dos olhos jade.

—        Desculpe eu só… Você me pegou de surpresa.

Ele suspira e mantém o olhar longe dela.

—        Já reparou que além de minha única amiga, é a única mulher próxima a mim com a qual ainda não dormi? Com exceção das namoradas dos meus amigos, claro.

A rosada volta a se surpreender com a nova pergunta.

—        Não sou a única, também tem a Ino.

—        Não somos amigos, e ela é irmã do meu melhor amigo, zona proibida. Além disso, sabe como eu funciono, você mesma disse que me conhece, só me aproximo de quem quero ficar e, de todas as mulheres que me aproximei você foi a única com quem não fiquei.

Ele tem razão, Ino e ele nunca foram próximos, eles trocam algumas palavras, mas nada além. E não pode negar que também está certo sobre as mulheres, realmente todas as mulheres com quem o moreno se relaciona acabam indo pra cama com ele, mais cedo ou mais tarde. Isso inclui até mesmo a Kuro. Sim, todas as mulheres de quem Itachi se aproxima terminam em uma noite de transa e na maioria das vezes, isso acontece bem rápido.

—        Nunca quis saber o por quê?

Itachi finalmente olha para ela com uma das sobrancelhas arqueadas.

—        Bom, acho que eu não era seu tipo, você sempre foi galanteador, se quisesse algo…

—        Errado. - ele a interrompe fazendo-a focar nele. - Você parecia boa demais pra mim.

Mais uma vez a rosada fica sem saber o que responder. Ele, definitivamente, a deixou sem chão com o que disse.

—        É impossível não notar o quão bonita você é, - ele continua - ou na facilidade que tem para encantar as pessoas, talvez seja seu jeito natural de atrair as pessoas para perto de si. A questão é que nunca consegui vê-la como um caso de uma noite, e como meus casos só duravam uma noite não servíamos um para o outro.

Há silêncio, Sakura pensa em cada palavra dita por ele e nota algo.

—        Você disse parecia, no passado, por que?

—        Aquele beijo me fez pensar, você deve ser maravilhosa na cama.

Ela normalmente reagiria dando um tapa nele. É assim que a rosada é. Mas nesse instante está surpresa novamente pela menção do beijo.

Foi um beijo bom e agradável, ele tem pegada e, apesar dela tê-lo iniciado, ele se entregou concedendo um dos melhores beijos que a rosada já deu na vida, mas ela não pensa nesse beijo a dias.

Ele realmente guardou essa lembrança, ela pensa, isso é evidente agora.

—        Mas não foi só isso que pensei, - ele a afasta dos seus pensamentos - você lembra de quando nos conhecemos?

—        N-na festa da faculdade.

—        Não, foi antes disso.

Sakura o observa confusa.

—        Não, eu me lembro perfeitamente, foi quando Deidara nos apresentou.

—        Não disse quando fomos apresentados, me refiro a primeira vez que nos vimos.

Mesmo pensando sobre isso, ela não tem ideia do que ele fala.

—        Era uma festa beneficente pra arrecadar fundos para o Instituto Senju, você estava cuidando do algodão doce e toda a vez que entregava um daqueles doces abria um sorriso inesquecível. Sempre fui fã de doces e de mulheres não perderia uma chance de me aproximar, mas no momento em que me entregou o algodão doce alguém te chamou e você se afastou, assim não tivemos a oportunidade de conversar.

Sakura se lembra da festa, mas por mais esforço que faça não consegue lembrar dele, mesmo tentando muito não conseguiria se lembrar de todos os rostos que viu aquele dia.

—        Você me atraiu desde aquele momento, mas como disse, sempre fui um cara de uma noite, depois fomos apresentados, acabamos meio que virando amigos e eu gostava da sua companhia, sendo assim, percebi que você não era para mim, por isso nunca investi.

—        O que mudou?

—        Nada mudou na verdade, você já havia me encantado muito antes daquele beijo, aquilo apenas me fez perceber.

Ela ainda o observa sem saber como reagir, a surpresa ainda está evidente em seu rosto e Itachi sorri ao ver o estado no qual ela se encontra.

—        Não precisa responder agora. Espero o tempo que for necessário.

Itachi toca seu queixo segurando-o e se aproxima fazendo o coração dela acelerar com a aproximação. Os lábios dele lhe tocam a testa levemente e sem pressa, ao se afastar seus olhos a observam durante alguns poucos segundos e ele se afasta deixando-a atônita.



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