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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 71


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Capítulo 71 - Capítulo 36 - SASORI - Mais que prazer


O toque dos delicados lábios rosados sobre os seus surpreende o ruivo. Ele não esperava por isso, ainda mais pelas coisas as quais discutiam a pouco, mas não se importa com o motivo. Ela o beijou e ele não pretende desperdiçar a oportunidade de fazê-la sua uma vez mais.

Em resposta a atitude da rosada, Sasori a pressiona contra a parede beijando-a com desejo, com ânsia, como se o mundo estivesse prestes a acabar.

Sakura retribui o beijo da mesma forma, pois o resto não importa, nada mais importa, apenas esse momento, apenas ele.

Seus lábios se abrem e suas línguas dançam dentro de suas bocas fazendo-os aproveitar o gosto um do outro. Mas os lábios do ruivo não permanecem muito tempo ali, pois a rosada sente chupadas deliciosamente excitantes por seu pescoço, o tesão aumenta quando sente uma das mãos dele acariciar-lhe o seio direito enquanto a outra está entre suas pernas.

Ainda que ele não a estivesse tocando, ainda que apenas os beijos estivessem presentes, Sakura sabe que estaria tão inundada quanto está agora. Arrepios cálidos lhe percorrem o corpo ao sentir os toques dele, mas ela não quer ser a única a aproveitar a noite, por isso corre sua mão até a calça de Sasori colocando-a em seu interior e acariciando o membro volumoso do ruivo.

Não é surpresa que o volume esteja presente, ela sabe bem que faz o tipo dele. As mãos dele se afastam dos lugares onde antes se encontravam, pois agora desabotoam a calça dela, abaixando-a e lhe tiram a blusa que veste.

Os lábios dele descem e, apoiando-a na parede, ele a ergue e causa arrepios ao beijar um dos seios e dedicar atenção a região logo depois de tirar-lhe o sutiã. O ruivo ergue as pernas dela para que lhe circundem a cintura e acaricia o seio livre sabendo exatamente onde tocar.

Sakura arfa, as sucções unidas as carícias e a sua intimidade roçando no membro dele são extasiantes. Ela não se lembra de sentir nada assim antes.

As sucções param, mas não as carícias ele brinca com seus seios fazendo várias sensações correrem o corpo quente. O ruivo a beija novamente com tanto desejo que faz sua intimidade ficar ainda mais úmida.

Os beijos voltam ao pescoço e ela envolve os ombros dele aproximando-o mais, seus olhos estão fechados enquanto sente cada pedaço do corpo dele tocando o seu. Ao sentir os beijos do ruivo Sakura sente cada vez mais arrepios percorrerem-na, ele nunca a beijou com tanta paixão e ela deseja mais disso.

Uma das mãos dele é afastada de seus seios, mas ela sabe exatamente para onde vai, consegue sentir quando ele tira o membro da calça e isso a faz abrir as pernas preparada para senti-lo.

A estocada vem sem aviso e de uma única vez fazendo-a soltar um grito e apertá-lo ainda mais, tanto apertar seus braços ao redor dele, quando seu interior ao redor do membro.

—        Senti tanta falta de você. - ele murmura entre as estocadas. - Senti tanto falta de como você me suga.

Sakura não fala, apenas geme, geme como nunca ao senti-lo cada vez mais intenso, cada vez mais forte, mais rápido. Sequer pensou que sentisse tanta saudade dele, que ansiava por tê-lo entre suas pernas de novo, mas é assim, e ela aproveita desse momento como jamais o fez.

—        Ahhn Sasori… mais forte… ma…

Ela não diz mais nada, pois um intenso gemido toma o lugar das palavras. Isso acontece quando o ruivo encaixa suas mãos sobre a bela bunda da rosada e as corre sob a pele macia erguendo suas pernas fazendo-a sentir cada centímetro do membro duro que a penetra com uma frequência alucinante.

Sakura consegue ouvir o som que fazem ao se chocarem, rápido e alto, mas o aroma que ronda o lugar é ainda melhor e, além de delicioso, é afrodisíaco.

Apoiada no ombro dele, ela também movimenta seu corpo sentindo ainda mais prazer, coisa que já acreditava ser impossível. Mas não é apenas isso que faz o frenesi rondar-lhe o corpo, pois os gemidos do ruivo a fazem intensificar a cavalgada.

Sentir o roçar dos seios da rosada sob seu peito e, através dos gemidos, ouvir o quão satisfeita ela está, apenas excita mais o Akasuna. Sentir que seu gozo está próximo o faz intensificar as estocadas fazendo-a gemer mais alto.

Sakura sente que alcançou o clímax e sentindo todo seu corpo em chamas não para seus movimentos.

—        Sasori eu vou gozar eu vou… Aahhhn… eu vou…

—        Será que você aguenta tudo?

Ele sussurra desequilibrando a rosada que imediatamente sente seu interior se preencher dele quando em uma última estocada ele enfia tudo dentro dela. Isso a faz soltar um grito deixando-se derramar sobre esse membro que lhe proporcionou tanto prazer. Não há como ou por que negar, de todas as vezes que ficaram, essa foi, sem sombra de dúvidas, a melhor.

A sensação da porra dele contra seu útero é única. Ao perceber todas essas sensações, ela entende que provavelmente foi a melhor por que ninguém havia gozado dentro antes e não pode negar que essa é uma coisa a qual quer que se repita, de novo e de novo.

O corpo dela estremece em correntes elétricas prazerosas enquanto o sente ainda pulsante dentro de si. Ambos estão arfantes e a cabeça dele está apoiada sobre o ombro dela enquanto recuperam o fôlego.

Quando já está um pouco recuperada deixa um sussurro correr por seus lábios.

—        Devia ter falado antes.

Sasori ergue o rosto para observa-la e vê que os olhos verdes o observam atentamente.

—        Não ter falado nada quase nos fez nos afastar.

Ele solta um suspiro.

—        Fui um covarde, sinto muito.

—        Não importa mais, - ela brinca com o cabelo avermelhado - agora que estamos juntos isso já não tem importância. Mas acho que tem que me pagar por tudo isso que me fez passar.

Ele não entende ao que ela se refere, mas a vê abrir um belo sorriso maliciosamente excitante.

—        Eu quero mais.

O ruivo abre um sorriso sacana conhecendo-a como conhece deveria ter imaginado.

—        Seu desejo é uma ordem.

O sorriso dela aumenta e com as mãos firmes sob as lindas pernas a leva para o quarto sem parar de beija-la um único segundo sequer.

Quando já estão no cômodo ele a senta na cama e ainda trocando beijos, tira a própria calça. Sakura não demora a tirar a camisa que ele veste, desabotoando sem pressa e passando suas unhas pela pele clara fazendo arrepios correrem o corpo do ruivo.

Quando o peito dele se torna visível e já não há mais calça eles afastam seus lábios, pois o ruivo tem mais uma peça de roupa para tirar da rosada.

Acariciando a pele enquanto corre as mãos pela coxa de Sakura, Sasori consegue arrancar um gemido baixo quando seus lábios tocam a pequena área abaixo do umbigo.

Ele tira toda a calça da rosada jogando-a em qualquer canto do cômodo e volta a tocar a pele dela. Necessitada pelo toque de sua língua a rosada abre as pernas proporcionando uma bela vista para ele. Um sorriso sacana adorna os lábios do Akasuna enquanto seus dedos, tocando a pele delicada, se aproximam da intimidade dela.

—        Veja só, nem parece que estava dizendo que não me queria na sua cama.

Ouvi-lo faz Sakura abrir os olhos que até então estavam fechados, seus lábios entreabertos se fecham e ela foca seu olhar sobre ele. Em resposta ao que ouviu, Sakura fecha as pernas e se afasta dele indo para o meio da cama.

—        Então acha que vai ser fácil assim? - ela ergue uma sobrancelha - Acha que vai tentar usar minhas palavras contra mim e ainda ter o que quer?

Sasori engatinha sobre o colchão se aproximando dela.

—        Estou contando com isso.

Ela sorri quando ele já está a sua frente e inverte suas posições deitando-o com as costas sob o colchão.

—        Vai se arrepender pelo que disse, - ela segura as mãos dele acima da cabeça - tenho que mostrar que não pertenço a ninguém.

—        Seus gemidos discordam de você.

Ela se afasta um pouco aproximando sua bunda do membro rijo de Sasori e remexe ali.

—        Está dizendo que é meu dono? Apenas por que sabe como fazer?

Ele fecha os olhos, pois a área que ela remexe a bunda é sensível.

—        Sua boceta sabe a quem pertence. - ele diz em um murmúrio ainda de olhos fechados.

Sakura para de se remexer e o observa com os olhos semicerrados.

—        Não preciso de ninguém para me satisfazer, consigo fazer isso muito bem sozinha.

Ele ri e foca seus olhos vermelho-acastanhados.

—        Pode até ser, mas você adora quando eu faço esse trabalho. E não tente negar, você precisa de mim, sempre foi a mais necessitada de nós dois.

Ela ergue uma sobrancelha.

—        Você está muito convencido pro meu gosto. Acho que terei que te ensinar uma lição.

—        Tente o que quiser, não vai contrariar nada do que eu tenha dito.

Ela abre um sorriso maliciosamente excitante.

—        Não preciso te contrariar. - ele ainda a observa - Tem razão, é realmente muito bom quando faz esse trabalho e você é muito bom nisso, mas há algo que não concordo.

Sakura se afasta um pouco pegando um dos travesseiros e tira a fronha que o cobre, faz o mesmo com o outro e, unindo o tecido, amarra os pulsos do ruivo.

—        O que pretende?

—        Vou provar que precisa mais de mim do que eu de você.

Ele não entende, mas não gosta do rumo que as coisas estão tomando.

Com as mãos do ruivo unidas e bem presas pela fronha, Sakura amarra a ponta do tecido na cabeceira de sua cama. Em seguida, se afasta focando sua atenção nele e o olhar com o qual a rosada o observa o faz se arrepender de ter dito isso.

Com um brilho excitante no olhar e um pequeno sorriso desenhado em seus lábios, a Haruno se aproxima de Sasori e acaricia o rosto do ruivo.

—        Vamos ver quem pede primeiro.

A rosada toca os lábios dele em um selinho que logo é aprofundado. Sasori aproveita o beijo e logo sente arrepios lhe correrem o corpo, arrepios causados pelo contato das unhas a lhe arranharem o abdômen.

Sakura causa mais alguns arrepios enquanto seus lábios beijam o pescoço do rapaz e, se afastando um pouco dele, o observa com um sorriso.

—        Como será que você está agora?

Arrastando seu corpo um pouco mais abaixo, Sakura sente sua intimidade roçar no grande volume da cueca boxe. Um gemido deixa seus lábios e ela se remexe fazendo o ruivo fechar os olhos com força.

Ele tenta puxar o tecido que prende suas mãos para tomar o controle da situação, mas não pode ela fez um nó e tanto.

—        Por que você não me solta Sakura? Assim posso mostrar do que realmente sou capaz.

A Haruno apoia as mãos no peito do ruivo e se ergue um pouco abrindo um sorriso ainda maior ao observa-lo.

—        Por que eu faria isso?

Sakura leva as mãos às costas e baixa o tecido escuro expondo o membro rijo. A rosada não se vira para vê-lo, mas isso não é realmente necessário, afinal sabe qual é sua situação.

—        Consigo me satisfazer sozinha porque minha imaginação é muito fértil.

Ela sorri e volta a se sentar roçando sua bunda no pênis ereto. Ela se arrepia ao senti-lo, mas também arranca um arrepio do ruivo.

—        Tudo o que preciso fazer é deixar essa imaginação fluir solta.

Sakura se ergue um pouco e volta a se sentar sentindo o roçar desse membro duro em sua intimidade ensopada, com as mãos apoiadas no peito dele, pega impulso intensificando o vai e vem se esfregando sob ele e com força o arranha soltando um gemido.

—        Vamos Sakura, - a voz dele sai sofrida e isso a faz sorrir. - eu sei que quer que eu tome o controle.

—        Não, eu gosto de ter o controle.

Sasori tenta puxar o tecido mas ter Sakura o excitando ao se remexer o desconcentra. Por isso, o ruivo se afasta se sentando perto da cabeceira para tentar se soltar.

Sakura percebe suas intenções por isso se aproxima e envolve seu pescoço com as mãos sentando-se de frente para ele com as pernas abertas.

—        Consegue sentir? - ela sussurra com a voz extremamente sensual - Consegue sentir como ela pulsa? Ela está com fome, garanto que meus dedos podem muito bem satisfazê-la, só que você pode mudar isso com simples palavras.

Ela continua a se remexer e solta alguns gemidos, mas nenhuma palavra é dita pelo ruivo.

—        Nada de Akasuna pro jantar então.

Sakura desce uma de suas mãos pelo peito de Sasori e alcança sua intimidade ensopada penetrando-a com dois dedos e soltando um gemido baixo.

—        Aaahhn… Mmm… Isso é muito bom…

Sasori se remexe, ele mesmo quer fodê-la de todas as formas possíveis e tê‑la tão próxima sem poder fazer nada é torturante.

—        Tão boomm…

—        Vamos Sakura…

—        Pede por mim… - ela sussurra enquanto se toca - É só pedir… A‑ahhh…

Sakura intensifica as estocadas e se remexe no colo dele, não demora para que o calor preencha se corpo. Estar sentada sobre ele, sentindo seu cheiro e seu calor, quase é tão bom quanto senti-lo dentro de si. Essa é a boa mágica da imaginação.

—        Tudo bem, você venceu. Eu preciso de você, agora me solta.

Uma risada deliciosa escapa da rosada e ela tira os dedos de seu interior segurando o pênis duro do ruivo.

—        Ainda não.

Sakura senta de uma vez e o sente rasga-la tocando-lhe todo o interior, por isso um excitante grito deixa seus lábios e abraçando-o mais uma vez recomeça seus movimentos tomando total controle da situação.

—        Consegue me sentir agora? Você está me rasgando, tão duro… aaaahhh...

Sakura intensifica a velocidade do rebolado e do sobe e desce sob seu objeto de prazer.

—        A-ahh… isso é tão booomm…

—        Ss... Sakura…

Por estar sentado, ele consegue tocar sua cintura e com isso tenta aumentar os movimentos, mas a rosada percebe isso e o empurra para a cama deitando-o de novo. Ela não para de pular, quicando ora rápido, ora devagar fazendo-o delirar de tesão.

Ele tenta forçar as mãos para voltar ao controle, porque detesta não ter o controle, mas a rosada não parece disposta a ceder tão fácil. Por isso intensifica a cavalgada não se limitando a subir e descer sobre o ruivo, afinal ela sempre foi boa ao rebolar, isso o enlouquece e não dando a ele tempo de se soltar.

—        Puta que pariu você é tão gostosa.

Ele se deixa ser controlado ao admitir que ela sabe o que faz e ouvi-lo faz a rosada sorrir. Deitada sobre ele esfregando seus seios sob a pele do ruivo e rebolando com ele em seu interior, ela sussurra no ouvido do Akasuna.

—        Você consegue sentir não consegue? A-ahh... Aaahhh… Você sente Sasori? Sente como eu sugo seu pau como isso é bom... Mmm… caralho isso é muito bom…

Ela volta a se sentar e com as mãos apoiadas no peito dele intensifica os movimentos ao sentir o clímax. E em um grito de prazer Sakura sente todo seu corpo estremecer e ondas de êxtase rondar cada músculo. Ela o contrai, o aperta em seu interior pouco antes de despejar tudo o que tem sobre ele uma vez mais.

Sasori ainda não gozou então, com força, liberta suas mãos e, em um movimento rápido, a coloca na cama de quatro para ele penetrando-a de uma vez, sentindo que está mais excitado do que o normal e não consegue se controlar.

O grito que ela dá ao senti-lo novamente dentro de si, sem sequer deixá-la descansar, apenas intensifica esse desejo. As estocadas ficam mais fortes e Sakura não consegue manter-se apoiada sobre os braços então se deixa cair sobre o colchão empinada para ele sentindo-o preenchê-la cada vez mais forte aquecendo seu corpo e sua intimidade fazendo-a sentir mais um orgasmo se aproximar.

O som de suas intimidades se chocando, da cama batendo com força na parede e dos gemidos interrompidos de ambos tornam tudo ainda mais alucinante.

O clímax ronda os dois e, em um grito unificado eles se derramam um sobre o outro fazendo a porra inundá-la e o mel lambuzá-lo, fazendo escorrer o gozo sobre o lençol, banhando a cama.

Sasori sai do interior da rosada e se deita sobre ela beijando-a com desejo, com força aperta um de seus seios fazendo um gemido escapar entre os beijos e com a mão livre a penetra com três dedos.

Sakura arqueia as costas ao sentir a força com a qual ele a toca, intenso e selvagem como apenas ele é capaz, mas ao mesmo tempo excitante e prazeroso.

—        Vai se arrepender por ter me provocado.

Sasori separa seus dedos dentro dela abrindo-a e fazendo-a gritar. Sakura sente mais tesão ao senti-lo tão intenso, tão fogoso, e não quer que isso acabe.

Os beijos descem pelo pescoço de Sakura e ele abocanha o seio livre deixando marcas por onde passa e fazendo-a arquear as costas mais uma vez ao sentir seu corpo se aquecer e estremecer enquanto sente-se contrair sob os dedos do ruivo.

—        AHHHHHH…

Sakura desfalece sobre o colchão, com suor por cada pedaço de pele e uma sensação única a lhe rondar o corpo.

Ela está exausta, mas os lábios do ruivo não param de descer, sugando a pele e deixando uma trilha de calor por onde passam.

—        Sasori, por favor eu não…

Ele a abocanha sugando-a com vontade e desejo e fazendo-a gemer ainda mais alto. Os dedos da rosada se emaranham aos fios ruivos e ela o puxa para mais perto ao sentir as habilidades dele.

Sua língua adentra o interior lambendo-a, seu polegar pressiona seu botão de prazer fazendo-a se contorcer e suas chupadas são algo de outro mundo.

Sakura não tem mais forças para continuar, por isso sente, uma vez mais nessa noite, derramar-se soltando um excitante grito de prazer ao sentir o orgasmo enquanto goza, dessa vez, sob a boca de Sasori.

Ela o sente lamber cada gota e inalar a região como se fosse a mais perfumada rosa que encontrou. Em seguida se aproxima dela, por cima e a observa ofegante e exausta.

—        Você consegue se satisfazer assim?

Ela não consegue falar, não consegue pensar, apenas tenta recuperar a respiração que lhe foi tomada enquanto ainda sente os efeitos de seus orgasmos.

—        Eu disse... que não estava... pronta.

Sua voz sai entrecortada por que ainda está ofegante, mas ele apenas lambe os lábios enquanto a observa.

—        Acho que sua boceta discorda. Seu corpo reage a mim e você não pode negar.

Para confirmar sua afirmação, o ruivo corre a ponta dos dedos pelo abdômen da rosada arrancando arrepios. Sakura segura sua mão afastando o toque.

—        Isso não vem... ao caso.

Ele ri.

—        Considere uma vingança por me amarrar.

—        Você mereceu.

O sorriso ainda está em seu rosto e ele a beija, um toque apenas e isso a faz enlaçar seus dedos nos fios ruivos ao tocar a nuca do rapaz.

O beijo não é aprofundado e quando ele se afasta observa cada traço do seu rosto.

—        Eu realmente preciso de você.

Sakura se surpreende, mas logo sorri e se aproxima para beija-lo mais uma vez. Quando se afastam, Sasori se deita ao seu lado puxando-a para perto deitando-a sob seu peito. E eles permanecem assim, em silêncio deixando seus corpos se acalmarem.

O ruivo acaricia os cabelos rosados enquanto Sakura sente o sobe e desce do peito ao qual tem a cabeça apoiada, a respiração dele está mais calma, não muito diferente da dela.

—        Então o que somos agora?

Ele continua a acariciar os cabelos dela observando o teto.

—        O que quiser que sejamos.

Ela ergue o rosto apoiando os braços no peito dele e, com o queixo sob eles o observa. Ele também foca o olhar sobre ela.

—        Então quero que seja meu namorado.

Ele sorri.

—        Como eu disse, seu desejo é uma ordem.

Ao ouvi-lo um lindo sorriso toma o rosto da rosada e ela se aproxima dele beijando-o. É um toque calmo e rápido e ela logo volta a posição anterior mantendo os olhos sobre ele.

—        Como foi a exposição? Vocês conseguiram alguma boa proposta?

—        Muitas boas propostas na verdade. - ele volta a observar o teto - Inclusive uma delas é para expor em uma festa da alta sociedade.

—        Isso é bom.

—        Houveram algumas propostas para expormos fora do país também em galerias conhecidas e famosas.

O sorriso dela já não está em seu rosto que agora tem um ar entristecido.

—        E estão pensando em aceitar?

Ele foca o olhar sobre ela ao perceber o tom de sua voz e vê uma feição triste no rosto da rosada

—        Ninguém vai me afastar de você, não agora.

Ela abre um sorriso fraco.

—        Eu seria terrível se te impedisse de seguir seu sonho.

Ele toca o rosto dela acariciando seus lábios.

—        Você é meu sonho.

Ouvir isso surpreende a rosada fazendo seus olhos se arregalarem e seus lábios se entreabrirem.

—        Não tem ideia do quanto desejei por isso, quantos anos anseio por tê-la inteiramente para mim.

Ainda surpresa ela se senta fazendo-o sentar-se também, eles ficam frente a frente.

—        O que quer dizer com isso? O que quer dizer com anos?

O ruivo solta um longo suspiro e em seguida volta a focar nela.

—        Quando disse que estava apaixonado não quis dizer que isso aconteceu durante nosso tempo juntos, é de muito antes disso.

—        Então você quebrou nosso contrato antes mesmo de termos feito ele?

Ele dá de ombros.

—        Podemos dizer isso.

—        Por que? Você nem levou nosso acordo a sério?

—        O que teria me dito se eu tivesse contado que estava apaixonado por você a dois anos atrás?

Ela se silencia. É claro que se ele tivesse deixado seus sentimentos claros ela nunca concordaria em dormir com ele, não sabendo que estaria alimentando um sentimento que não poderia retribuir. Claro que agora sabe que é capaz de se apaixonar por ele, de ama-lo, mas não seria o mesmo quando começaram a transar.

—        Esse era um plano a longo prazo.

Ela se surpreende.

—        Estava tentando me conquistar?

Ele sorri.

—        Tento isso desde o dia em que nos conhecemos.

O ruivo estende a mão tocando o rosto da rosada e aproximando-se dela deixa seus rostos muito próximos, mas não a beija.

—        Acha que consegue me amar?

A rosada envolve seus dedos nos fios avermelhados, tocando com ambas as mãos a nuca dele. Seus olhos observam as íris castanho‑avermelhadas e ela entreabre os lábios por alguns segundos antes de responder em um sussurro.

—        Acho que isso já está acontecendo.

Ele quebra a distância entre seus lábios beijando-a com desejo, mas também há algo novo, Sakura consegue sentir, através desse beijo ele está demonstrando todo o sentimento que escondeu durante todos esses anos. E ela quer sentir mais disso, quer sentir mais dele.

Ele a deita sobre o colchão tocando a pele nua que agora pertence a ele, ela é dele, agora de corpo e alma.

 

Sakura desperta mas mantém os olhos fechados. Ela sente a respiração calma do homem ao seu lado e isso a faz abrir um grande sorriso.

Não pensou que estaria tão feliz em discutir com Sasori, nunca pensou que ficaria tão radiante por descobrir que ele estava com ciúmes. Mas ainda assim, aqui está ela, com um sorriso bobo no rosto ao acordar ao lado do ruivo.

Ao pensar nisso percebe que essa é a primeira vez que ele fica até ela acordar e seu peito se enche de um sentimento bom ao notar isso.

Não demora para que a realidade a chame, pois o celular toca, fazendo-a abrir os olhos. Apoiada sobre ele, estende sua mão e desliga o alarme.

—        Bom dia.

A rosada ergue o olhar ao ouvi-lo e abre um lindo sorriso.

—        Bom dia, desculpe pelo despertador.

—        Não me importo com ele.

Ele sorri para ela e em um movimento rápido inverte suas posições prendendo os braços finos.

—        Ei.

Os olhos do ruivo a observam com tanto carinho que ela não consegue evitar um sorriso.

—        Eu já disse que não tem como se controlar com você na cama?

O sorriso dela aumenta.

—        Acho que uma ou duas vezes.

Depois de algum tempo apreciando o belo rosto a sua frente, ele se aproxima beijando-a. Não é nada do que ela está acostumada, não é fogoso e intenso, apenas calmo e carinhoso.

Quando ele se afasta a observa.

—        Acho que nunca tomou meu café da manhã.

Ele deposita um beijo nos lábios dela e se afasta erguendo-se.

—        É melhor eu ir para a cozinha ou não vou te deixar trabalhar hoje.

Ela ri e o vê se afastar. Depois de um banho rápido a Haruno se troca e penteia os cabelos. A mulher a sua frente tem um grande sorriso no rosto e parece feliz, Sakura não se lembra de se sentir assim antes.

Quando termina de pentear os cabelos, ainda com o sorriso no rosto, percebe o toque do seu celular e vendo-o na cabeceira da cama, estende a mão e pega o aparelho. Ao focar seus olhos na tela vê inúmeras ligações de Ino, além das mensagens as quais não olha, a última não foi da loira e sim de Luís avisando-a de algo referente a obra, mas ciente de que tem que respondê-la, disca o número dela.

Com um suspiro, preparando-se psicologicamente para o que a Yamanaka tem a dizer, ela inicia a chamada ligando para a amiga. Chama algumas vezes e um grito é ouvido assim que a loira atende ao telefone.

*SUA FILHA DA PUTA, FIQUEI HORAS TENTANDO FALAR COM VOCÊ ONTEM E VOCÊ ME IGNORA DESSE JEITO? PERDEU O JUIZO FOI? COMO ME DEIXA SEM NOTICIAS DESSE JEITO?*

—        Como se estivesse preocupada com a minha saúde.

Ela diz revirando os olhos. O tom da voz da loira é mais brando quando ela volta a falar.

*Parece bem para quem tem vários pretendentes e confissões para rejeitar.*

Sakura se silencia relembrando o dia anterior.

—        Não tenho confissões, não mais.

*Falou com eles? Já?*

—        Sim e não.

O rosto da rosada se entristece e a loira consegue perceber pelo tom de voz.

—        Lee vai embora. Conversamos ontem e ele decidiu que é melhor se afastar de mim.

*Sinto muito Testuda, sei o quanto ele é importante pra você.*

—        Mas sabe, acho que isso é o melhor, ele precisa desse tempo seria egoísmo pedir que ficasse considerando que não posso dar a única coisa que o prenderia aqui.

Ino se silencia por poucos segundos e rapidamente pensa em algo para mudar de assunto.

*Mas o que te fez acordar com o bom humor que estava quando me ligou? E além disso, por que não me atendeu?*

—        Bom, eu estava ocupada.

*Ocupada? ESPERA, OCUPADA, OCUPADA?*

Sakura ri da reação de Ino e do tom de voz aumentado.

—        Ocupada, ocupada.

*E com quem foi?*

A rosada abre um sorriso ao se lembrar da noite anterior.

—        Sasori, vocês estavam certas, a gente sente quando acontece.

*O que? Está mesmo apaixonada pelo Sasori?*

Sakura abre um grande sorriso.

—        Ainda não sei se é paixão, mas com certeza é algo bem perto.

*E pela animação parece que teve uma boa noite.*

—        Você não tem ideia.

A Yamanaka solta gritinhos animados.

*Nunca perguntei isso antes, mas mesmo que tenha perguntado você nunca me respondeu então, agora que ele não é mais apenas um amigo colorido, como ele é?*

Sakura gostaria de revirar os olhos ao ouvir a amiga, mas está feliz demais para isso, então decide responder de uma vez.

—        O melhor.

Apenas isso é o suficiente para fazer a loira entender. Todos os caras com quem Sakura já se relacionou eram espetaculares e descreveu à Ino a sensação que eles lhe causaram todas as vezes. Então ao dizer essa curta frase, foi como se tivesse descrito toda a noite para a Yamanaka, como se tivesse deixado claro que essa foi a melhor transa de sua vida, que teve os melhores orgasmos de sua vida, que essa foi a melhor noite de sua vida.

*E pensar que ele estava aí desde sempre.*

—        Ainda não sei como não percebi antes.

*Tudo em seu tempo Testuda, tudo em seu tempo. Mas vem cá, você falou com o Lee, mas e os outros?*

—        Também conversei com Gaara, ele aceitou sem brigas e não parece ter ficado com raiva de mim, apenas triste. Não que isso me faça sentir melhor, mas acho que talvez consigamos ser amigos.

*Isso é bom.*

—        Sim, é sim.

*Já falou com Itachi?*

—        Não, ainda preciso dar uma resposta a ele. Itachi foi bastante corajoso ao se confessar, merece uma resposta a altura, mesmo que não seja favorável a ele.

*E o Sasuke?*

—        O que tem ele?

*Pode acreditar estar apaixonada pelo Sasori, mas o Uchiha ainda mexe com você e ele não parece que vai perder a determinação do dia para a noite.*

Ino está certa, mesmo que Sakura não nutra sentimentos por Sasuke, não pode negar que seu corpo reage ao dele inconscientemente. Talvez agora estando ciente dos sentimentos por Sasori, consiga ignora-lo, ao menos espera que consiga.

—        Agora tenho que ir Porca, tenho um café da manhã para tomar.

Ino percebe o sorriso na voz da rosada.

*Aproveita.*

Sakura desliga e segue para a cozinha.

Assim que alcança sua sala sente o agradável aroma dançar sob suas narinas e um grande sorriso lhe adorna os lábios.

—        Por que mesmo eu nunca tomei seu café da manhã?

Ela o observa e sorri ao colocar as fitas de bacon no prato.

—        Ainda não sabia o que estava perdendo.

Sakura se senta na mesa de jantar que já está quase toda servida enquanto o ruivo se aproxima com o prato de bacon.

—        Por que nunca ficou depois do amanhecer?

Sasori se senta ao seu lado e enche uma xícara com café.

—        Se tivesse ficado talvez não conseguisse manter a imagem de que era apenas uma amizade colorida.

Sakura se surpreende e baixa o olhar.

—        Desculpe demorar tanto.

Dessa vez é o rapaz quem se surpreende.

—        Não importa, - Sakura ergue o olhar e vê um sorriso - não mais.

—        Tem razão.

O sorriso volta ao rosto da rosada e eles começam o seu café da manhã.



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