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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 74


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Capítulo 74 - Capítulo 39 - SASORI - Agradável companhia


Sakura acorda com um longo suspiro ao ouvir o toque do despertador, o fim de semana foi maçante, mas teve momentos muito bons, como o presente de Sasori e a visita à casa da madrinha, mas agora está na hora de voltar a realidade.

Quando o toque do alarme recomeça a afasta de seus pensamentos fazendo‑a se levantar o desligando e se aprontar para o trabalho, saindo de casa logo em seguida.

Sakura não tem muito espaço para pensar em nada além do trabalho, ao menos durante a manhã. Com os imprevistos que começaram a surgir na casa de Kotetsu e Izumi, ela sequer está com tempo para focar em outra coisa. Inclusive, pretende passar o resto do dia na obra, depois do almoço irá direto para lá.

Perto da hora do almoço, ela se levanta para sair e se prepara para pegar suas coisas, no entanto, ouve o toque de seu celular.

—   Alô.

*Senhorita, bom dia.*

—   Bom dia Luis, o que aconteceu?

*Nada que tenha que se preocupar. Na verdade preciso que o senhor Uchiha venha para a obra, quero mostrar como vai o andamento, mas não consigo falar com ele já que não atende o telefone.*

—   Entendo, não se preocupe falarei com ele.

*Muito obrigado mesmo senhorita.*

—   Disponha.

*Nos vemos.*

—   Até.

Sakura desliga o telefone e segue para a sala de Sasuke. É estranho que ele não tenha atendido o chefe de obras, ele é geralmente tão paranoico com o projeto que isso foi realmente uma surpresa.

Ela não acha isso do moreno pelo contato que teve com ele na obra, esses poucos contatos nunca foram bons. Não, foram alguns homens que disseram isso, eles acham o engenheiro Uchiha um pouco focado demais no projeto. Na verdade, Sakura acha que isso é uma qualidade, mesmo ao ouvir que ele raramente conversa com seus companheiros de obra e se dedica unicamente ao projeto. Ela não sabe o motivo dele ser dessa forma, na construtora Senju todos são muito comunicativos e saber de alguém assim é no mínimo estranho. Mas nessas últimas semanas que passou com o engenheiro percebeu esse é quem ele é então, ainda mais que antes, não acha que seja um defeito.

Sakura, deixa seus pensamentos de lado, parada em frente a porta e dá dois toques.

—        Entre.

Ela ouve e abre a porta recebendo o olhar do moreno sobre si.

Sasuke se surpreende ao vê-la, mas abre um sorriso para ela que corresponde o gesto.

—        Bom dia. - ele diz.

—        Ahn, bom dia. - ela se entra na sala - Luis quer mostrar o andamento da obra, pediu que fosse ainda hoje se pudesse. Tentou falar com você, mas não atendeu, por isso ligou para mim.

Sasuke tateia os bolsos e percebe que o celular não esta consigo.

—        Devo ter deixado em casa.

Ao olhar o horário no relógio percebe ser onze e quarenta e oito, horário em que a rosada geralmente sai para almoçar. Ele se levanta arrumando as coisas na mesa.

—        Estava mesmo planejando ir depois do almoço, estou saindo agora. - ele observa a rosada - Sakura ainda não conversamos sobre as cercas ao redor do vilarejo e talvez haja alguma coisa que queria acrescentar na obra, quer vir comigo?

Ela se surpreende com o convite.

—        Ir com você? Quer dizer almoçar?

—        É. A não ser que tenha outros planos.

—        Não, não. Não tenho.

Sasuke se aproxima dela, mas mantém certa distância.

—        Depois podemos ir a obra, percebi que vai lá as vezes. Poderíamos continuar nossa conversa lá.

—        Sim, eu vou, gosto de ver como meus projetos estão ficando, mas infelizmente hoje não posso, tenho algumas coisas para finalizar.

—        Que pena.

—        Mas aceito almoçar com você. Vou apenas pegar minha bolsa.

—        Certo, te esperarei no elevador.

—        Tudo bem.

Ela se afasta e o moreno suspira. De alguma forma ele sente que precisa avançar o máximo que conseguir e almoçar com ela não é a pior coisa do mundo. Claro que a última vez que almoçaram terminaram brigando, mas ele apreciou o momento que estiveram no restaurante aproveitando a refeição e por isso apenas, já vale arriscar um almoço.

O moreno pega seu casaco e sai da sala seguindo para o elevador. Quando ela aparece, já com o casaco e a bolsa e ao vê-la não pode deixar de notar o quão bela a rosada está. Se bem que isso nunca foi um segredo, ela o tira do sério às vezes e gosta de contrariá-lo com frequência, mas ele não pode negar o quão bela ela é.

Karin os observa surpresa ao ver a amiga se aproximar de Sasuke. A aproximação não é tão surpreende na verdade, o moreno esperar por ela é que é, isso porque indica que estão indo almoçar fora. Mas mais que o fato deles saírem juntos, o olhar com o qual o moreno a observa é que chama a atenção da ruiva.

A Uzumaki logo pega o celular e manda uma mensagem para a rosada.

*Ele parece interessado demais, tenha cuidado.*

Depois do que Sakura passou com Itachi, Gaara e Lee, a Uzumaki se preocupa com mais um envolvimento da rosada, afinal ela parecia bastante perdida e um tanto assustada. A ruiva apenas não quer que a amiga se confunda mais, e os observa entrar no elevador enquanto espera por uma resposta.

Assim que entram, Sakura vê o moreno apertar o botão do subsolo, para onde segue sem parar.

—        Se vamos comer perto não precisamos do carro, conheço um lugar muito bom por aqui.

—        Na verdade eu estava pensando em ir ao Ella’s.

O restaurante em questão é o mesmo ao qual Sakura o levou, o único que serve os vinhos preferidos dela, onde o moreno conseguiu sua bandeira branca.

Sakura se surpreende ao ouvi-lo.

—        Bom, então irei com meu carro.

—        Não é necessário.

Ela o observa confusa, pois está ciente de que disse não poder ir ao vilarejo hoje.

—        Não se preocupe, eu a deixo na empresa antes de ir ao vilarejo.

—        Ah.

Seus lábios se entreabrem pela surpresa e a porta se abre fazendo Sasuke sair. Ela o acompanha.

—        Tem certeza? É um longo caminho. Posso simplesmente...

—        Lá vem você com sua teimosia de novo. - ele a interrompe - É definitivo, você não sabe aceitar gentileza. É geral ou é só comigo?

Ela se surpreende com as palavras, recordando da primeira vez em que aceitou um favor, quando foram para casa juntos no dia do noivado de Naruto e Hinata, ela rejeitou a ideia de primeira, mas acabou cedendo.

O mesmo aconteceu quando ele resolveu pagar a conta, ou até quando se surpreendeu ao vê-lo abrir mão do sorvete. Ela sorri ao se lembrar dessas coisas. É, talvez eu seja um pouco teimosa.

Eles param em frente ao carro de Sasuke e ele a observa.

—        Então? Não sabe mesmo aceitar gentileza?

—        Não se trata disso.

Ela se defende ainda que tenha admitido sua teimosia.

—        Apenas não gosto de depender de ninguém. Entretanto, - ela observa o carro - acho que posso abrir uma exceção, aceito sua gentileza.

Ele sorri e eles entram no carro que logo deixa o prédio.

—        Aliás, - ela o observa - para quem era o sorvete?

Sasuke olha para a rosada com o canto dos olhos.

—        Por que quer saber? Ciúmes?

Ela revira os olhos.

—        Curiosidade.

Ele sorri.

—        Era para a minha mãe.

Ela se surpreende e foca o olhar sobre ele.

—        Nunca te imaginei comprando sorvete para a própria mãe.

No rosto do moreno, um sorriso malicioso se abre.

—        Então já me imaginou?

Ela se surpreende com a pergunta e se lembra que com ele, tudo pode ter dois sentidos.

—        Não tanto quanto você fez comigo.

Ela se recupera lhe abrindo um lindo sorriso.

—        Está bem enganada se acha que já fantasiei com você.

—        Então pode deduzir que comigo foi ainda menos.

—        Por que será que não consigo acreditar no que você diz?

—        Talvez porque seja alguém extremamente narcisista e convencido.

—        Não sou narcisista, nem convencido. Apenas conheço minhas qualidades e confio no meu taco, - o sorriso se alarga - é apenas uma pena que não saiba o quanto é bom.

Sakura revira os olhos e foca na paisagem, mas ela o faz para evitar olhar na área proibida. A pior coisa a se fazer quando um homem se gaba de seus dotes, é olhar exatamente naquela direção. O moreno percebe que ela desviou o olhar para evitar encara-lo e isso o faz sorrir.

Sasuke desce do carro ao estacionar e Sakura também o faz, logo eles estão caminhando para a entrada do restaurante. Assim que os vê a recepcionista lhes abre um grande sorriso.

—        Mesa pra dois. - o moreno diz.

—        Um segundo.

A jovem os leva a uma mesa na qual ambos tem plena visão do quadro ao qual Sakura admirou na última vez em que estiveram ali.

O lugar em questão é de longe, o preferido da rosada, pois pode admirar a arte que tanto gosta. Ela observa o ambiente a sua volta e repara algumas coisas diferentes.

—        Faz um tempo que não venho aqui, a última vez foi com você e parece que foi a uma eternidade atrás.

—        Sim.

Um garçom logo se aproxima para lhes anotar os pedidos, Sakura fica em dúvida por um instante entre nhoque e risoto, mas acaba por escolher a segunda opção. O moreno opta por polpettone, mas a rosada se atenta ao ouvi-lo pedir bastante molho de tomate. Isso a deixa um tanto quanto curiosa.

—        Qual vinho desejam?

Ela é afastada de sua análise ao ouvir o rapaz.

—        Marine 1923. - Sakura diz e o garçom se afasta.

—        Pedido diferente?

—        Não é apenas o La belle que é bom.

Ela dá de ombros.

—        Eles parecem gostar bastante de você.

—        Acho que venho aqui a tanto tempo que já me consideram da família.

Os olhos da rosada focam novamente no quadro da parede. Sasuke percebe isso.

—        Parece gostar bastante de arte.

—        Sou apaixonada. Qualquer tipo de arte para mim é extraordinária, não a toa meus amigos são artistas. - os olhos esverdeados se voltam para o moreno - Suas esculturas estarão abertas ao público?

Sasuke se surpreende ao notar que ela se lembra que o moreno esculpe. Sakura ficou um tanto quanto ansiosa por causa do que o entregador lhe disse, por amar arte não gosta de desperdiçar nenhuma oportunidade de aprecia-la.

—        Estou trabalhando nelas, - ele abre um belo sorriso - está convidada para conhecer meus dotes, todos eles aliás.

Sakura revira os olhos mas não consegue evitar um sorriso.

—        Me disseram que faz tempo que não compra gesso para suas esculturas, faz muito que parou de esculpir?

Ele se silencia um pouco antes de respondê-la.

—        Fiquei algum tempo sem fazer isso, tinha uma agenda corrida com uma empresa para administrar então meu tempo era bem limitado.

—        Isso não era cansativo? Quer dizer, você só tinha tempo para o trabalho. Eu o entendo, o trabalho distrai nossa mente e é uma das melhores coisas que faço, mas até eu que me sobrecarrego algumass vezes pelo trabalho arrumo um tempo para sair, fazer o que gosto.

—        Não era divertido. - ele admite - Conseguia encontrar algum tempo para as minhas necessidades.

Ele sorri e ela revira os olhos mais uma vez, mas o rosto do moreno volta a sua feição distante.

—        Mas não havia nada que me prendesse lá, nada que fosse realmente do meu gosto.

—        E está procurando por alguma coisa assim?

—        Não. Mas confesso que me divirto muito mais agora.

A gerente do restaurante se aproxima trazendo os pedidos. Sakura se surpreende ao vê-la, já que ela raramente fala com os clientes.

A mulher coloca os pratos na mesa e sorri para Sasuke que, ao vê-la, se recorda do vinho.

—        Então conseguiu com que ela te perdoasse.

Sakura apoia os cotovelos na mesa e o queixo nas mãos curiosa com o comentário. Ela se lembra do vinho e sabe que esse é o único lugar onde o encontraria.

—        Ele contou que tínhamos brigado?

Sasuke engole em seco, não imagina como Sakura irá reagir a isso.

—        Me desculpe, imaginei que deduzisse que foi aqui que ele conseguiu o vinho.

—        Sim, apenas não sabia como, afinal não acho que cederiam uma garrafa facilmente.

—        Não, a senhorita está certa, mas ao saber que ele tentou se reconciliar com a noiva e que esta era a senhorita decidi ajudá-lo, afinal sempre esteve tão disposta a nos ajudar, queríamos poder retribuir o favor.

Sakura se surpreende ao ouvi-la isso definitivamente é algo que não imaginaria sair dos lábios do moreno.

—        Então foi assim que ele conseguiu?

O olhar da rosada se encaminha para o moreno que baixa o olhar.

—        Sim, resolvemos dar uma ajuda. Espero que tenham gostado do vinho.

—        Não se preocupe, qualquer coisa de vocês me agrada.

A rosada abre um pequeno sorriso que é retribuído.

—        Bom, com licença tenham um bom almoço.

Eles a observam se afastar.

—        Vai, pode rir, foi a única coisa que consegui pensar na hora.

Ela ri.

—        Sério? Dava pra ser um pouco mais criativo. Poderia dizer que eu vivo em suas fantasias e que estava tentando me conquistar.

O tom debochado está visível na voz de Sakura e Sasuke se irrita.

Agora ela vai me atormentar com isso.

—        Essa seria uma mentira ainda pior.

Ela volta a rir, principalmente porque o sorriso do moreno não volta a aparecer quando ele fala.

—        Tudo bem, deixando as mentiras de lado. Vamos falar sobre a obra.

—        Sim.

Eles almoçam e discutem algumas coisas referentes ao trabalho. Quando terminam, Sasuke a leva para a construtora exatamente como disse antes. Assim que estaciona ela logo abre a porta e deixa o carro, mas se abaixa um pouco e sorri para ele.

—        Obrigada pelo almoço e por me fazer rir.

—        Claro, claro.

Ela se endireita e se afasta um pouco de costas, mas ainda consegue vê-lo assim como ele a ela.

—        Tente não fantasiar com nosso casamento a noite.

Ela sorri e ele revira os olhos.

—        Vai me atormentar com isso não vai?

A rosada ri ao ouvi-lo e ele precisa admitir que é uma bela risada.

—        É claro, você ainda pergunta?

Sakura se afasta, mas por cima do ombro balança a mão uma vez no ar em um aceno e segue para a construtora.

Sasuke balança a cabeça com um sorriso, apesar de estar tentando transar com ela apenas, tem que admitir que a companhia da rosada o agrada e o faz bastante. Com o pensamento ele se afasta do prédio seguindo para a obra.



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