1. Spirit Fanfics >
  2. O Encanto da Cerejeira >
  3. Capítulo 40 - SASORI - Ele não é tão ruim assim

História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 75


Escrita por:


Capítulo 75 - Capítulo 40 - SASORI - Ele não é tão ruim assim


O resto do dia de Sakura foi bem mais tranquilo do que esperava e, assim que sua jornada de trabalho termina segue para casa.

Apesar de um pouco cansada, ela não demora muito para sair novamente, seguindo para a aula de hoje. Está, particularmente, excitada com essa aula, ainda que não saiba bem o motivo disso. É estranho estar assim, até porque, a poucos dias atrás ela apenas queria que Hinata desistisse de ter companhia na dança, mas nesse momento quer muito participar. Vai entender.

O caminho até a escola de Mikoto não é longo, já que nesse horário o trânsito é baixo. E assim que chega ao estacionamento avista um belo moreno sair do carro.

Ela sorri ao vê-lo, por se lembrar de como ficou irritado no restaurante com sua provocação pela mentira. Ela gosta de provocá-lo, principalmente pela feição que ele leva quando isso acontece e pensando sobre a pergunta que Itachi lhe fez algum tempo atrás, ela tem uma resposta. Talvez agora já considere Sasuke como um amigo, mas claro que é apenas um talvez.

Sakura estaciona e acelera o passo um pouco para alcança-lo. Ele ainda não havia notado sua presença então se surpreende quando a voz sexy alcança seus ouvidos.

—        Boa noite senhor Uchiha.

Sasuke vira para ela e a vê com um sorriso no rosto. Observar a bela expressão com um irresistível sorriso o surpreende, pois ela causa um arrepio no moreno e ele não se lembra da última mulher que conseguiu fazer isso ou se alguma conseguiu fazê-lo.

—        Boa noite.

Ele responde se recuperando e eles continuam a seguir para o prédio. A rosada deixa um pequeno suspiro escapar.

—        Não vejo a hora de apresentar isso.

Ele a observa com uma das sobrancelhas erguidas.

—        É tão ruim assim dançar comigo?

—        Nunca pensei que fosse tão inseguro.

Ela sorri ao falar enquanto entram no prédio e seguem para o elevador. Apesar da rosada sorrir o moreno tem uma feição séria no rosto e foca no caminho a sua frente.

—        Não sou inseguro, - ele diz emburrado - sei exatamente do que sou capaz.

—        Não duvido que acredite nisso, mas será mesmo?

Ela sorri e leva o indicador aos lábios pensativa.

—        Fique a vontade para provar se estou certo.

Ele toma a fala se recuperando e lançando um sorriso malicioso a ela que apenas revira os olhos.

—        Sei do que sou capaz - ele continua - não apenas por confiar em mim, mas também porque tive uma boa professora.

—        Concordo.

Isso faz Sasuke rir e as portas do elevador se abrem.

—        Como andam as coisas na obra?

Ela o observa após selecionar o andar que desejam.

—   Melhor do que eu esperava, não demorará muito para que entreguemos o projeto.

—   Tenho que arrumar um tempo para ir lá, já faz alguns dias que não vou.

—   Será bem vinda.

—   É claro que serei, - ela diz com um sorriso - é minha obra.

Ele sorri ao ouvi-la e o elevador se abre.

Sakura é a primeira a sair e isso permite ao moreno notar o quão bela a rosada é de costas, seu quadril e sua bela bunda fazem o moreno se perder um pouco ao imagina-la de quatro para ele.

Sasuke afasta o pensamento, colocando coisas broxantes na mente para não ficar duro nesse instante. Ele se surpreende por uma mulher deixá-lo dessa forma, principalmente porque até então, era ele quem a provocava. Quando consegue afastar o pensamento vai para a sala de ensaio seguindo-a.

Assim que entram na sala Sakura consegue sentir o olhar de Mikoto sobre si e, diferente de todas as vezes com as quais a morena a olhou, a Haruno percebe um olhar sério e cauteloso.

—        Quero que me mostrem tudo o que aprenderam até agora, vamos ver se vocês já se esqueceram como é.

Mikoto espera que todos estejam em seus lugares, com seus respectivos pares, e quando isso acontece coloca a música.

—        E não é que consegui te transformar em um pé de valsa?

Sakura sorri ao observar o moreno.

—        Você não conhece a palavra modéstia não é?

—        Apenas quando me convém.

Ele sorri.

—        Já notei isso.

—        O que quer dizer?

Ela ergue uma sobrancelha.

—        Você gosta de deixar claro o quanto é boa, em todos os sentidos da palavra. Ainda que eu tenha certas dúvidas sobre isso.

O sorriso da rosada aumenta.

—        E você está louco para descobrir.

—        Você sonha um pouco demais sabia?

—        Sinceramente Sasuke, - ela solta uma risada baixa - você era melhor escondendo o que pensava.

—        Do que está falando?

—        Não sou cega, sei que te interesso.

—        Essa é uma coisa que dividimos então.

Ela pensa um pouco sobre isso. Não pode negar que ele a atrai, mas ver isso agora não a deixa tão excitada com a ideia quanto fazia antes. Talvez porque agora tem alguém que a satisfaça em todos os sentidos.

Alguém limpa a garganta e quando eles focam na direção do som veem Naruto com um sorriso no rosto.

—        Já acabamos a revisão.

Mikoto, a dona da distração dos dois, os observa ao falar.

—        Vamos mais uma vez, tem algumas coisas que vocês fizeram errado.

Mikoto segue com sua aula e eles conversam entre si, se perdendo algumas vezes nos passos e se distraindo com bastante facilidade. A conversa flui tão naturalmente que eles não acreditariam ser possível algumas semanas atrás.

Mikoto nota isso e, nessa aula mais que as outras, pega no pé deles. Quando a aula termina Sakura e Sasuke se afastam pela primeira vez na noite e observam a senhora Uchiha.

—        Kushina e Minato não poderão vir segunda feira, Hisashi também terá compromisso nesse dia, se importam de vir ensaiar nessa quinta?

—        Por mim tudo bem. - Sakura diz.

—        Pra mim também. - Hanabi concorda.

—        Sasuke?

—        Pode ser.

O moreno dá de ombros e Hinata e Naruto concordam também. Com isso Mikoto dispensa sua pequena turma.

Assim que a turma é dispensada a rosada segue para falar com Hinata que acena para ela, mas antes de se afastar do moreno ela lhe lança um belo sorriso.

—        Até mais Sasuke.

Ele sorri de volta.

—        Bons sonhos.

Sakura se aproxima de Hinata que a observa com o olhar preocupado. Isso faz a expressão da morena ficar diferente da qual a rosada está acostumada, por isso Sakura a nota de imediato.

—        O que foi?

—        Não é nada.

—        Você não é boa com mentiras.

A morena abre um sorriso fraco.

—        Não sou muito, não é?

—        O que foi?

—        Não quero parecer que estou te julgando, e juro que não estou, mas você não está com o Sasori?

Sakura se surpreende e abre um grande sorriso ao pensar no ruivo.

—        Sim, eu estou. Por quê?

A morena percebe um brilho que nunca viu presente nos olhos da rosada.

—        Ele ainda quer alguma coisa com você.

—        Não se preocupe, sei me virar com ele.

—        Não duvido que acredite nisso, mas lembre-se que ele já mexia com você.

—        Hina, - Sakura a observa com um pequeno sorriso - Sasuke está menos irritante do que antes, estamos desenvolvendo um relacionamento saudável e sem brigas o que é ótimo já que trabalhamos juntos, mas isso não quer dizer que vou pra cama com ele.

Hinata solta um suspiro.

—        É claro, desculpe.

—        Não foi nada. Então, o que queria comigo?

—        Ah é, queria uma ideia para as lembranças dos convidados.

—        Eu estava mesmo vendo isso.

Sakura procura pela bolsa e pega o celular. Elas conversam por algum tempo e a Haruno segue para casa.

 

Ao chegar, Sakura vai para o banho e, assim que termina vai para a cozinha preparar alguma coisa para comer e pensando do ruivo e em seus gostos, decide fazer salmão.

Quando abre a geladeira para pegar as coisas, percebe o pote de geleia de tomate. Sasori detesta isso, mas ela se lembra de alguém que, aparentemente, é fanático por tomates e acaba sorrindo ao pensar nele.

—        Talvez eu leve um pouco de geleia para ele.

Ela pega o que pretendia na geladeira e começa a preparar seu jantar. Assim que termina, segue para a sala, sentando para assistir um pouco. Mas pouco tempo depois, o toque da campainha a faz colocar o prato na mesa de centro e se erguer indo depressa para a porta.

Assim que a abre vê um belo sorriso no rosto de Sasori que é correspondido. Sakura não demora a pular no pescoço dele em um abraço e o ouve rir.

O aroma que ele exala é único e ela não via a hora de senti-lo mais uma vez. Seus braços o apertam forte e não demora para que o sinta abraça-la também.

—        Parece que alguém estava com saudades.

Ela se afasta e o observa vendo que ainda tem um sorriso no rosto.

—        Você não tem ideia.

A rosada o puxa para um beijo que não demora a ser retribuído e depois de um longo tempo saboreando o gosto um do outro Sasori se afasta, sorrindo e lambe os lábios.

—        Está com um gosto diferente, talvez salmão?

Ela ri.

—        Estava jantando.

Sakura se afasta um pouco dele, mas mantém seu olhar fixo no ruivo.

—        Quer comer também?

—        Claro, - ele abre um belo sorriso - estou faminto.

O olhar malicioso que ele leva a surpreende e a faz perceber, apenas agora, o duplo sentido na frase. Isso a faz rir.

—        Estou falando do jantar.

—        Sim, também estou com fome disso.

Ela ri mais uma vez e se afasta seguindo para a sala.

Eles já jantaram juntos inúmeras vezes, o ruivo sabe onde está cada objeto dessa casa, é por isso que Sasori segue para a copa para preparar seu prato, sem que a Haruno precise acompanhá-lo. O ruivo já é de casa.

Sakura volta sua atenção a televisão enquanto espera pelo Akasuna e logo o vê se aproximar, por isso pausa a série a qual assiste e volta sua atenção toda a ele.

—        Então, como foi lá?

—        O ar é mais rarefeito, é mais difícil respirar por lá. Também é mais frio e não apenas o lugar, as pessoas também parecem não se importar com socialização.

Ela sorri.

—        Então se sentiu em casa.

Ele ri.

—        Podemos dizer que foi quase isso.

Dessa vez a rosada é quem ri.

—        Mas não podia dizer que estava em casa realmente.

Ela o observa e o vê focar em seu prato.

—        Por quê?

—        Não tem nem ideia?

Ele pergunta erguendo o olhar para que se foque nas belas jades pertencentes à Haruno.

Sakura pensa um pouco. Sasori viveu a maior parte de sua vida em Konoha, esteve sempre nessa cidade grande e movimentada, com pessoas simpáticas, comunicativas e talvez seja a isso que se refere. Sasori está acostumado com toda essa algazarra que é a cidade onde terminou seu crescimento.

—        Talvez tenha sentido falta de toda essa loucura que é Konoha.

Ela diz pensativa sem olhar para o ruivo.

—        Somos bastante barulhentos.

Ele ri ao ouvi-la

—        Sim, isso não posso negar.

—        Acho que em um lugar tão tranquilo você sentiria falta das brigas que tem com o Dei.

Ela ri.

—        Não suporto aquele cara, mas acho que têm razão, faltariam pessoas com quem discutir.

Ela sorri.

—        Mas não foi por isso que não me senti em casa.

Sakura coloca o prato já vazio sob a mesa de centro e sentada sob as pernas, virada em direção ao ruivo, o observa.

—        Então por que foi?

—        Você.

Os lábios finos e delicados se entreabrem surpresos com a informação repentina. Sakura sequer se colocou na equação, por isso essa possibilidade nunca lhe alcançaria os pensamentos.

—        Tem razão, essa cidade é uma loucura, muita agitação e inúmeras coisas para se fazer. Mas não posso negar o quão hospitaleira e divertida ela é. Muito diferente de Suna ou Kumo. Essa cidade é única e tem seu charme, exatamente como você.

Sakura não consegue evitar corar com o elogio. O ruivo raramente a elogia dessa forma. Claro que sempre elogia sua aparência, lhe diz palavras de inspiração para o trabalho, mas raramente fala da Sakura interior, de sua personalidade e ela não sabe lidar muito bem com isso.

—        Talvez eu sentisse falta de toda essa loucura, mas nem sequer posso imaginar estar em qualquer lugar sem você.

Os lábios rosados se entreabrem um pouco mais e o ruivo deixa o próprio prato na mesa de centro se aproximando e lhe toca os lábios com o polegar.

—        Foi por isso que rejeitei a proposta.

Os olhos verdes se arregalam e ela finalmente recupera a fala.

—        Não, você não pode desistir da sua arte por minha causa.

—        Eu desistiria de qualquer coisa por você.

—        Não, isso não está certo. Eu não aceito.

—        Já quer se desfazer de mim?

—        O que? Claro que não.

Ela toca o rosto do ruivo com ambas as mãos e foca suas belas íris esverdeadas nos olhos do ruivo.

—        Mas não é certo que você desista do seu sonho, pelo qual trabalhou tanto por minha causa.

Um pequeno sorriso se forma nos lábios do Akasuna.

—        Eu já não disse antes? Você é o meu sonho.

Sakura não o responde. Ela se sente comovida, emocionada e extremamente feliz com o que ouve de Sasori, mas não quer ser um peso que o impede de seguir seus sonhos, seus desejos. Ela se odiaria se fosse um peso para ele.

—        Não quero que desista de nada por mim. Por que, mesmo que isso não importe agora, um dia vai e não quero ser um peso, não quero ser a responsável por ter desistido da sua arte.

Sasori tem certeza se seus sentimentos, assim como do fato que nunca a veria dessa forma. Mas percebe que ela não se sente bem com o que acaba de afirmar, ainda que imaginasse que qualquer mulher se derreteria em seus braços depois de ouvi-lo dizer algo assim.

Nesse instante, a realidade lhe atinge como um raio. Sakura não é qualquer mulher e ela se importa mais com os outros do que consigo própria. Ela nunca aceitaria algo assim, foi tolice pensar o contrário. Esse fato a rondar-lhe a mente o faz suspirar.

—        Tenho outras propostas. - ele volta a falar - Essa realmente foi muito boa, mas não a única. Garanto a você que não desistirei da minha arte.

Sakura o observa tentando ver através dele, para saber se isso é apenas uma mentira para tranquiliza-la, mas não consegue ver nada. Ainda assim, há dúvidas.

—        Tem certeza?

—        Toda. Aquela era uma proposta de trabalho em uma galeria em Kumo, existem milhares de outras galerias, inclusive uma em Konoha que me agrada. Não se preocupe, não vou desistir da minha arte.

Ele abre um sorriso e somente nesse instante, o coração dela se tranquiliza. Isso a faz abrir um sorriso também, mas um rosto sério logo volta ao seu rosto.

—        Apenas prometa dar duro pelo seu sonho, por favor.

O sorriso dele aumenta.

—        Prometo senhorita Haruno.

Sakura volta a sorrir e ainda tocando o rosto do ruivo foca seu olhar no dele e se aproxima tocando seus lábios.

Não é um beijo longo, também não é algo ao qual eles estão acostumados. Não é um beijo carnal, apenas um toque.

As mãos do ruivo logo se posicionam, uma na nuca e outra na cintura. Ele a aproxima e seus lábios se entreabrem fazendo com que o beijo seja aprofundado.

O controle é disputado e nenhum dos dois parece interessado em perder, por isso o beijo dura algum tempo. O Akasuna aproveita cada segundo sentindo o gosto que tanto o fascina, assim como a rosada desfruta desse sabor ao qual tanto desejava.

Apesar disso, o beijo é a única coisa que acontece, sem mãos bobas ou agitação, e quando ele se encerra pela falta de ar, eles permanecem com os rostos próximos por algum tempo.

Quando se afasta, Sakura toca o rosto do ruivo observando-o carinhosamente e tem seu olhar retribuído.

—        Senti sua falta.

Sua voz não é mais alta do que um sussurro e faz um pequeno sorriso brotar nos lábios do ruivo.

—        É bom ouvir isso, infla o ego.

Ela ri e volta a aproximar seus lábios dos dele tocando-lhes delicadamente.

Apesar de afastar seus lábios, os rostos dos dois continuam em contato e Sakura mantém os olhos fechados respirando fundo, inalando assim, uma vez mais, esse aroma ao qual sempre gostou.

—        Queria que ficasse, mas tive um dia e tanto, preciso dormir.

O sorriso do Akasuna aumenta.

—        Sou tão irresistível assim?

Ela ri.

—        Não dê uma de convencido.

A risada dele também é ouvida.

—        Quero ficar também, já fiquei muito tempo longe. Acho que pode ser um bom treino.

Ela abre os olhos e afastando-se os ergue focando nele.

—        Treino?

—        Temos que aprender a nos controlar, não é?

Em um primeiro momento ela se surpreende ao ouvi-lo, mas logo abre um pequeno sorriso.

—        Acha que consegue?

—        Vai ser difícil, - ele admite - lembra o que falei sobre não poder me controlar com você na cama? Está valendo.

Ela ri.

—        Mas faço um esforço.

Os lábios da rosada se entreabrem em um bocejo e ela leva uma das mãos em frente a boca para tapa-la. Um sorriso carinhoso adorna os lábios do ruivo e ele a observa.

—        Vai pra cama, eu tranco tudo.

Ela sorri agradecida e sente os lábios dele sobre os dela uma vez mais antes que ele se erga levando consigo os pratos. Sakura o observa se afastar ainda com o sorriso, mas sente seus olhos pesarem então se ergue caminhando para o quarto.

Depois de realizar sua higiene, ela segue para a cama se cobrindo e deitando sobre o travesseiro ao sentir seu corpo pesado, não há dúvidas de que dormirá logo.

Não demora para que o colchão afunde e para que sinta a aproximação do ruivo. Apesar de manter-se com os olhos fechados, ao perceber que ele se deitou ela se aproxima e deita em seu peito.

Sasori coloca um braço abaixo da cabeça dela e acaricia sua pele.

—        Também senti sua falta.

Ela sorri, é um sorriso fraco e cansado.

—        Tem razão, faz bem pro ego.

Ouvi-la faz uma risada escapar do ruivo que logo deposita um beijo sob os fios rosados.

—        Boa noite.

Sakura o abraça se aconchegando em seu peito, cansada pelo dia que teve. E envolta nesse calor humano, acaba por cair no sono.

 

O toque do celular incomoda os ouvidos da Haruno e abrir os olhos não é uma tarefa fácil. Quando finalmente o faz, percebe que certo ruivo não se encontra na cama.

Sasori não fica até amanhecer, mas isso acontecia apenas quando estavam transando, sem nada sério. Então não há razão para que ele tenha ido embora.

Essa dúvida a faz se erguer e procurá-lo, primeiro no banheiro e depois, ao deixar o quarto, caminhando para a sala.

—        Bom dia.

Ela foca seu olhar na mesa de jantar e a vê cheia o que a surpreende.

—        Ahn, bom dia.

A rosada se aproxima da mesa e quando está perto sente o ruivo puxa-la pela cintura envolvendo sua nuca e lhe dando um beijo ao qual ela não resiste, pelo contrário, envolve o pescoço dele em um abraço e o aproxima um pouco mais aprofundando-o.

A troca de sabores lhes é deliciosamente apreciada e apenas quando o ar se faz estritamente necessário, é que eles se afastam. Assim, um belo sorriso adorna os lábios rosados e o ruivo também sorri da mesma forma.

—        Como consegui ficar tanto tempo longe.

Ela ri e abraça o pescoço do ruivo focando seu olhar sobre ele.

—        Desculpe não estar a disposição ontem.

Um grande sorriso aparece no rosto de Sasori.

—        Você vai ter outras oportunidades de me compensar.

Ela ri mais uma vez.

—        Eu adoraria.

—        Eu sei que sim. - ela sorri para ele - Aliás o que me diz de sairmos hoje?

Sakura solta um suspiro e ainda com os braços ao redor do pescoço do ruivo em um abraço, o observa.

—        Sinto muito, não sei se posso. Estou cheia de trabalho, está uma loucura nesses últimos dias.

O ruivo se recorda que ela trabalha com Sasuke.

—        Ainda está tendo problemas com o Uchiha?

—        Ah, não, não. Sasuke meio que se tornou um amigo agora.

Ele ergue a sobrancelha e se lembra que o Uchiha também estava no evento do hospital. Por isso seu rosto se fecha um pouco. Sakura percebe.

—        O que foi?

—        Nada.

Uma de suas sobrancelhas é erguida mostrando que não acredita no que ouviu.

—        Aham, sei. Essa sua expressão fechada não quer dizer nada.

Ela solta a frase de forma sarcástica.

—        Não quer.

—        Vou ter que adivinhar ou prefere que eu fique brava com você?

Ao perceber o olhar da rosada o Akasuna suspira.

—        Só não gosto do Uchiha. Não gosto de nenhum deles.

Sakura se surpreende desviando o olhar, mas se lembra de como ele agiu com Itachi.

—        Sasuke foi difícil de lidar no começo, mas agora somos bons trabalhando juntos. - o ruivo torce o nariz ao ouvi-la, mas Sakura continua - Ele é legal, inconveniente às vezes, mas é legal. Além disso, - ela volta a erguer o olhar para Sasori - ele é meu par na dança dos padrinhos.

Isso surpreende o ruivo. Eles passaram tanto tempo longe um do outro, tanto tempo deixando-se afastar que não tinham uma conversa sobre como havia sido seus dias ou o que estava acontecendo em suas vidas. Melhorou depois que eles começaram a namorar, mas todo aquele tempo está em branco, então coisas assim foram perdidas.

—        E você não pode mudar?

—        É a dança dos padrinhos Sasori, não dá pra mudar.

—        Não gosto disso.

—        Sim, eu sei. Mas não tem com o que se preocupar, é apenas uma dança. Sem contar que você é meu namorado, é você que eu quero.

Ele deveria sorrir ao ouvi-la, mas ainda está irritado porque as mãos podres do Uchiha a tocarão. Sakura percebe que não conseguiu aliviar em nada a irritação do ruivo, então apenas suspira.

—        Você confia em mim?

—        Confio.

—        Então vai esquecer isso.

Ele ainda a observa em silêncio.

—        Aliás, vou perguntar para a Hina se posso levar você. - ela sorri - O que acha?

—        Sim, sim. Pode ser.

Ele desvia o olhar e ela não gosta do que ouve.

—        Isso não me pareceu sincero. - sua voz sai irritadiça e o faz focar nela mais uma vez.

—        Tudo bem, - ele suspira - eu quero ir no casamento com você.

Ele consegue abrir um pequeno sorriso.

—        Assim deixarei bem claro para todos que estiverem lá que você já tem dono.

—        Ah, ah, ah.

Ela ergue uma mão balançando o indicador. E o ruivo revira os olhos.

—        Deixarei claro que já tem um namorado que a satisfaça.

Ela sorri e volta a abraça-lo com os dois braços.

—        Bem melhor.

Sakura se aproxima e beija o ruivo em um beijo calmo e demorado. Em seguida se afasta dele.

—        Vamos tomar café, afinal preciso trabalhar.

—        Infelizmente.

Ele suspira e ela ri se afastando do ruivo para fazerem sua refeição.

 

O resto da semana que se segue é insana. Toda a sua atenção é dedicada a casa pela qual está responsável. Ela ficou muito pouco na empresa e ainda menos no vilarejo, mas a aula de quinta foi bastante agradável. Sakura nunca pensou que diria algo parecido, mas o moreno até que é uma boa companhia.

Ela suspira cansada se jogando na cama em plena sexta feira.

As meninas a atormentaram para uma saideira, mas ela não está muito a fim de sair hoje. Esteve tão ocupada que sequer conseguiu falar com Sasori, também não o viu nos últimos dias e sente falta dele.

Suas conversas são comuns, algumas provocações e conversas sobre o dia que tiveram, onde a rosada deixa claro seu cansaço. Não queria, ela na verdade gostaria muito de ficar com ele de novo, mas não pode negar o cansaço, essa semana foi mais puxada que as anteriores por causa de imprevistos e indecisões, felizmente isso tudo já está chegando ao fim.

Com um suspiro, o sono chega e pensando no ruivo a rosada leva algum tempo para conseguir dormir.

 

Os raios de luz que passam através da cortina iluminam o quarto despertando-a. Um longo suspiro escapa da rosada e ela abre os olhos espreguiçando-se.

Seus olhos se focam sob o próprio teto e ela se lembra dos pensamentos da noite anterior. Esteve cansada durante toda a semana e quer ver o ruivo de novo, mas mais um problema na obra a faz ter que dedicar este dia ao trabalho.

Depois do café da manhã, Sakura segue para a construtora e cumprimenta seus colegas ao passar por eles. Pega algumas últimas coisas que tem no escritório sobre a casa de Kotetsu e Izumi antes de deixar o prédio e ir até o local da construção.

A rosada encontra apenas os responsáveis pela obra, os donos não estão ali é por isso que suas ordens são mais fáceis de ser dadas. Ela não gosta de trabalhar ao lado dos clientes porque as pessoas raramente entendem seu raciocínio imediatamente e ela precisa ficar se explicando. Talvez esse tenha sido o problema com Sasuke e sabendo disso ela poderia ter evitado, mas agora já é tarde.

O dia dela é todo nessa obra em especial, a qual ela acredita terminar antes do casamento de Naruto e Hinata ou assim espera, pois está pensando seriamente em pedir férias a Tobirama.

Faz tempo que não trabalha em um sábado, mas decidiu ir para a obra hoje. Os operários trabalham no sábado com ou sem sua presença então não mudou muito.

No fim do dia ela segue para casa onde toma um longo banho e, depois de uma refeição, cai na cama cansada.

O domingo também não é tão tranquilo quanto se espera porque ela passou boa parte dele na obra. Como no dia anterior acredita que tenha sido uma boa coisa já que conseguiu resolver todos os problemas que tinha.

Na noite de domingo deitada em sua cama se lembra do fim de semana que teve. Esse foi bastante diferente dos anteriores não foi nada animado e, mesmo não sendo de todo ruim, não teve tempo para passar com Sasori.

—        Preciso me dedicar mais ao meu namoro.

Ela diz para si mesma e com um suspiro cai no sono.

 

O casamento está mais perto do que nunca e ela está extremamente ansiosa por isso. Mas nesse momento não é o casamento que importa e sim o chá de lingerie ela pega o celular e desbloqueia a tela abrindo o aplicativo de mensagens no grupo que criou.

“Chá de panelas - Surpresa pra Hina”

*Tudo bem garotas, é o seguinte. Quero vocês na minha casa as seis da tarde na sexta, como eu tinha dito antes vou levar a Hina para lá ás nove, mas preciso de uma mãozinha na casa. O Naruto já sabe que eles não podem sair na sexta e inventou alguma desculpa.*

*E o que vai dizer pra ela?* - Tenten.

*Invento algo na hora.* - Sakura

*Aqui estão a função de cada uma:
Porca e Temari - Pensem nas brincadeiras
Tenten - Compra as coisas para a decoração
Rika - Separa as músicas
Hanabi - Prepara as guloseimas
Eu e Karin - Compraremos os presentes* - Sakura

*DE FORMA ALGUMA!!!* - Porca

*O que é Porca?* - Sakura

*Você e Karin vão comprar os presentes? Não vai ter nada legal.* - Porca

*ESTÁ DIZENDO QUE EU TENHO MAU GOSTO SUA LOIRA AZEDA?* - Karin

*Ino está certa, vocês irão comprar coisas comportadas demais. Por que não fazemos assim, Ino e eu tambem levamos alguns presentes. Não teremos problemas com as brincadeiras, teremos bastante tempo para comprar algumas coisas.* - Temari

*Se preferirem assim, não vejo problema.* - Sakura

*É sério isso?* - Karin

*Nós vamos comprar coisas que ela realmente irá usar, coisas fofas que a Hina goste, o lado selvagem que apenas o Naruto conhece fica por conta da Porca e da Temari.* - Sakura

Karin não responde por algum tempo.

*Karin?* - Sakura

*Responde logo quatro olhos.* - Porca

*Ah, foda-se, pode ser.* - Karin

*Ótimo, vejo vocês em casa, não se esqueçam SEIS HORAS.* - Sakura

*Tá, tá Testuda, a gente sabe.* - Ino

Sakura guarda o celular e termina de tomar seu café da manhã.

 

Ao chegar à empresa Sakura não permanece muito tempo e logo vai para a obra do vilarejo. Ela está bastante ansiosa por esse projeto, ainda mais porque ele está próximo do fim. Os homens que trabalham na obra são bastante eficientes, mas tem que admitir que Sasuke também é muito bom no que faz, ele sempre resolve os problemas que surgem sem muitas dificuldades e rapidamente, talvez tenha sido por isso que apenas mudou o hospital de lugar quando viu que perto do rio poderia haver problemas. Ela ainda não admite que ele tenha mexido em seu projeto, mas pelo menos agora o entende.

Referente a obra, todos estão se esforçando ao máximo, até mesmo os advogados, cuidando da papelada que eles não cuidam e ela nunca imaginaria que esse projeto terminaria tão rápido.

Assim que chega ao rio, estaciona o carro perto dos outros e desce caminhando pela obra. Todos os que a veem a cumprimentam com um aceno, um sorriso, palavras ou ambos.

Nesse momento, seus olhos se fixam no parquinho que desenhou. Ele ainda não está pronto considerando as prioridades é de se esperar que essa parte em especial demore um pouco para ficar pronta, mas mesmo assim a arquiteta consegue visualizar seu desenho como se os traços ganhassem forma, ganhassem vida e se tornassem reais, aqui mesmo a sua frente.

As casas onde as crianças ficarão, as quais já deu uma olhada são grandes o suficiente para não haver superlotação. O projeto de cada casa tem uma cozinha, uma sala, cinco quartos, sendo que são quatro para as crianças e um para os supervisores, cada quarto tem capacidade para duas beliches e há vinte casas assim. Ou seja, caberão muitas crianças.

Além das casas há uma pequena construção onde as crianças receberão seus estudos, já que a escola mais próxima fica a muitos quilômetros. Além da biblioteca e claro, do hospital.

Ao olhar o lugar onde está Sakura se lembra do acampamento de verão que foi quando era menor, esse lugar a recorda de lá e a faz sorrir com a lembrança. Assim, com o ar nostálgico a Haruno volta a focar no trabalho.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...