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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 76


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Capítulo 76 - Capítulo 41 - SASORI - Entrega especial


O dia chega ao fim e ela segue para casa. Como decidiu no dia anterior tem que dar mais atenção ao seu namorado e isso a faz se preparar. Assim que chega e guarda o carro segue para o banho onde não demora muito.

Quando sai, a rosada hidrata sua pele e se perfuma, abrindo o guarda roupas, observando-o e não demora a escolher uma bela peça de lingerie vermelha e um vestido preto.

Sakura morde o lábio inferior pensativa e decide levar uma pequena bagagem com peças de roupa para o dia seguinte, assim não tem que se preocupar em voltar para casa e pode ir direto para o trabalho.

Quando termina de fazer a pequena mala, coloca os saltos e segue para a casa do ruivo.

 

Depois de estacionar em uma das vagas de visitantes a rosada sai do carro seguindo para o prédio onde o ruivo mora.

Ao se aproximar das portas percebe olhares sobre si e antes de entrar no prédio pode ver o próprio reflexo. Um sorriso adorna seus lábios, ela está vestida para matar e sabe disso. Quando se aproxima do portão percebe o olhar do porteiro sobre si.

—        Boa noite senhorita.

Ela sorri em resposta.

—        Boa noite, tenho que avisar a ele que estou aqui, mas gostaria de fazer uma surpresa então teria algum problema me deixar entrar dessa vez?

Ela morde o lábio inferior, unindo as mãos em forma de prece e isso faz o rapaz ficar sem jeito.

—        Eu teria problemas sabe - ele diz - você poderia estar indo mata-lo ou algo assim.

—        Sim, tem razão. Acho que estou mesmo vestida para matar. - ela suspira - Apenas pensei que por me conhecer liberaria minha entrada, mas tudo bem. Avise-o que estou aqui, por favor.

O rapaz pega o interfone para discar o número referente ao apartamento, mas observa a rosada que tem as mãos em frente ao corpo.

O rapaz sequer poderia imaginar uma surpresa dessas para ele, mas não acha certo negar a outro isso, gostaria que fizessem isso por ele. Então destrava o portão.

Sakura entra surpresa pelo gesto, mas o rapaz apenas desvia o olhar com o rosto corado.

—        Só dessa vez.

A rosada abre um belo sorriso.

—        Obrigada.

Ela segue para o elevador e aperta o botão que a levará ao quarto andar. Está tarde, poucas pessoas ainda estão andando pelo prédio, mas o elevador tem alguns homens e eles não tiram os olhos do corpo da rosada. Algumas namoradas parecem incomodadas, mas a rosada não se importa com isso.

Quando seu andar chega, ela deixa o elevador parando na porta do ruivo. Sakura a observa por alguns segundos e, depois de respirar fundo, toca a campainha.

Por algum tempo a porta não é aberta, então ela toca a campainha uma vez mais.

—        Estou indo.

Ela ouve a voz de Sasori e abre um lindo sorriso pouco antes de ver a porta ser aberta.

Assim que foca seu olhar na mulher a sua frente Sasori perde a fala, não imaginava vê-la ali e ainda menos dessa forma.

—        Uau.

Ela ri.

—        Tenho uma entrega especial para Akasuna Sasori, é com ele que falo?

—        Com certeza.

—        Posso?

Ela aponta para dentro da casa.

—        Ahn, claro.

Ele se afasta do vão da porta e ela entra observando o lugar. Faz algum tempo que Sakura não vem aqui, nem se lembrava como era.

—        Então, - ela volta a olhar para ele ao ouvi-lo - onde eu assino?

—        Deixa-me ver, acho que pode começar por aqui.

A rosada toca os próprios lábios com o indicador fazendo um grande sorriso se formar no rosto do ruivo.

Sasori se aproxima e a beija com desejo, os braços dela lhe envolvem o pescoço enquanto as mãos firmes a puxam para perto segurando no quadril da Haruno.

Eles permanecem no mesmo lugar intensificando o beijo, espalhando o gosto um do outro por suas bocas. As mãos do Akasuna descem para a bunda da rosada apertando-a com vontade, isso faz Sakura arfar sentindo‑se umedecer.

Os lábios dele descem pelo pescoço claro causando arrepios e ele leva uma das mãos ao fecho do vestido. Ao senti-lo abaixar a fecho Sakura se afasta, surpreendendo-o.

—        Não, não. Agora que já assinou, posso realizar minha entrega.

—        Que seria?

Ela sorri. Não um sorriso como os outros, não é daqueles que dá quando consegue algo, ou quando está feliz. Não. Esse sorriso é diferente, deliciosamente malicioso e diferente.

Sakura o puxa segurando em um dos braços e o leva para o sofá sentando-o ali.

Em seguida se ajoelha a sua frente e foca seu olhar sobre o dele.

—        Fique quietinho para que eu possa fazer a entrega, tudo bem?

A rosada aproxima suas mãos da cintura dele e por debaixo da camisa dá leves arranhões em seu abdômen fazendo-o se arrepiar.

As mãos descem e desabotoam a calça expondo um grande volume coberto pela cueca. A rosada passa a língua pelos lábios e se aproxima um pouco.

Os dedos começam a acariciar a área e o ruivo arfa fazendo o sorriso voltar ao rosto da Haruno que volta suas mãos para o quadril dele e abaixa a cueca junto com a calça expondo-o e vê claramente que deseja muito que ela o satisfaça.

Suas mãos acariciam-no e seus olhos permanecem no ruivo que já está cheio de tesão, o que é visível pela rigidez do membro que a rosada dá atenção. Ainda assim, Sakura percebe que quer ouvi-lo gemer por ela e decidida a fazê-lo gritar, abocanha o pênis.

Não demora para que Sasori envolva seus dedos nos cabelos rosados.

—        A-ahhh Sakura.

Ela não para de masturba-lo com as mãos e chupa-lo intensamente. Ela lambe toda a extensão do membro e beija a ponta voltando a abocanhar e chupa-lo, sem parar nenhum segundo sequer com as carícias.

—        A-ahhh, que boca maravilhosa. Isso me mostra do que essa boca é capaz. A-ahhh Sakura...

Ele não consegue se controlar, Sakura imaginou que seria assim, afinal o ruivo nunca foi de se controlar. Com os dedos enroscados nos fios rosados ele começa a estocar na boca dela gemendo e gritando o nome da rosada.

Sasori nunca pensou ter um sonho desses realizado, eles transavam, mas nunca foi tão profundo, ela nunca havia feito um boquete tão intenso antes e isso o impede de se controlar.

As lágrimas saem involuntariamente, ele alcança a garganta dela e isso faz a rosada sentir-se mais úmida. A velocidade das estocadas aumentam e ele goza na boca dela.

Ela se afasta lambendo cada gota e isso é extremamente excitante.

 —       Você não foi um bom garoto, não conseguiu se controlar.

—        Desculpe... você estava me enlouquecendo....

Ela ri ao ouvi-lo ofegante e se ergue.

—        Sim, eu sei. Era essa a intenção.

Suas delicadas mãos alcançam o fecho do vestido e abrindo-o deixa a peça cair por seu corpo. Ele se endireita preparado para levantar, mas ela o toca no peito e o encosta no sofá novamente.

—        Ah-ah. Nada disso, porque você foi um mau garoto, agora vai ter que pagar.

—        E como faço isso?

Ela abre um grande sorriso.

—        Como posso ver você parece disposto a pagar, por isso agora é minha vez.

Ela se senta de perna aberta sobre o ruivo e começa a tirar sua camisa. Sasori toca a perna dela, mas Sakura logo afasta as mãos dele.

—        Ah-ah, não pode tocar.

—        O que?

Ele pergunta indignado.

—        Esse é seu castigo.

Ele suspira.

—        O que acontece se eu não quiser pagar o castigo?

—        Terei que recorrer a meios que não vai gostar.

—        Posso ter uma ideia de quais seriam esses meios?

—        Bom, - ela volta a tirar a camisa dele. - eu teria que amarrar você, - arrepios o atingem ao senti-la passar as unhas por sua cintura - amordaça-lo e fazê-lo assistir como posso me satisfazer sem você e não conseguiria me tocar.

—        Isso é muito cruel.

Sakura segura o rosto do Akasuna com as duas mãos e foca seus olhos nos lábios dele.

—        Quer arriscar?

Seus olhos voltam a focar nos dele.

—        Estou disposto a pagar meu castigo.

Ela volta a sorrir e o beija com voracidade. O ruivo corresponde ao beijo, mas no instante que toca as costas da rosada ela se afasta.

—        Você tocou.

—        Desculpe, - ele afasta as mãos - é mais difícil do que parece.

—        Já que não consegue se controlar, toda vez que sair do castigo e me tocar adio em um dia o próximo boquete.

—        O que?

Ela abre um sorriso malicioso.

—        Vamos ver o quão determinado você pode ser.

Sakura afasta um pouco suas pernas e sente o membro dele tocar-lhe a bunda, assim, se ergue um pouco afastando a calcinha para o lado e se senta sobre ele sentindo cada centímetro enquanto solta um sensual gemido ao iniciar seus movimentos.

Ela se apoia nele e pula sentindo-o tocar todo o seu interior. Sasori lhe toca as pernas esquecendo-se do trato.

—        A-ahh. - ela sorri entre um gemido - Um.

Imediatamente o ruivo afasta as mãos.

—        Isso é tão gostoso, você é tão grosso e a-ah tão… Ahhh isso é tão booom... Mmm...

Sakura morde o lábio sem parar de se movimentar com ele dentro de si e sente o calor por todo o seu corpo. O membro grosso e rijo do ruivo toca todo seu interior e a enlouquece de prazer enquanto entra e sai dela.

Seu quadril se move com perfeição sem que sequer tenha controle e sua umidade cresce, assim como o calor e os arrepios.

Sasori adora a forma como ela se movimenta, a maneira como remexe seu quadril, como o suga intensamente e isso o impede de ter qualquer controle. É por isso que, em um movimento rápido, o ruivo a deita com as costas no sofá surpreendendo a rosada.

—        O que você…

—        Não me importo com o castigo.

Ele intensifica as estocadas, fazendo-a gritar de prazer.

Ele está incontrolável, intenso, selvagem e Sakura adora isso. Nunca o sentiu tão delicioso como depois que começaram a namorar e isso aumenta a cada ficada, ela delira um pouco mais a cada estocada. É por isso que seu corpo estremece e choques elétricos lhe correm o corpo.

O gemido se torna um grito de prazer ao senti-lo de novo e de novo enquanto sente um orgasmo e outro e outro, uma onda de choque percorre seu corpo e o prazer a envolve. O calor aumenta e ela o contrai dentro de si com força derramando-se sobre esse delicioso objeto de prazer.

—        Ainda não rosada.

Sasori não para de estoca-la e sente que está quase no limite. Sakura arranha as costas do ruivo puxando-o para perto ao se contorcer e se derramar mais uma vez mesmo que tenha acabado de fazê-lo e junto com isso sente mais uma onda de prazer. Não conseguindo resistir a força com a qual a rosada o suga ele permite que seu gozo se una ao dela.

Sakura sente seu corpo desfalecer sobre o sofá e Sasori deixa seu corpo cair sob o dela, não demorando a senti-la acariciar seus cabelos.

—        Nunca me mostrou esse lado seu. - ele murmura.

—        Se tivesse mostrado não estaria surpreso agora.

—        Sim, é verdade.

—        Além disso, eu sempre fui assim.

—        Não, você é incontrolável, mas isso foi além. Acho que nunca a vi tão sexy antes.

Ela ri.

—        Você ainda não viu nada.

O sorriso se forma no rosto do ruivo ao ouvi-la e ele ergue o rosto para focar nela.

—        Tenho uma namorada de caráter excepcional que me entende melhor que ninguém, que é sexy, linda e boa de cama. O que mais eu poderia querer?

—        Também sou boa cozinheira.

Ele ri.

—        Sim, tem razão.

Ela foca o olhar sobre ele.

—        Senti sua falta.

Isso surpreende o ruivo, mas ele foca o olhar sobre ela também e se erguendo um pouco lhe toca os lábios. Quando se afasta suas íris vermelho-acastanhadas observam as belas jades a sua frente com tanto carinho que preenche o peito de Sakura de felicidade.

—        Também senti sua falta.

Com um sorriso, Sakura enlaça seus dedos nos fios avermelhados.

—        Acho que está na hora de agradecer sua surpresa.

Um belo sorriso surge no rosto do ruivo.

—        Você será muito bem paga.

Ele se ergue levando-a junto dele e a pegando no colo fazendo-a rir.

—        Assim espero.

 

Sakura segue agora para a empresa. Sua noite foi maravilhosa, assim como sua manhã, por isso, se despedir de Sasori não foi nada fácil, tanto pela saudade quanto pelo ruivo que não a queria deixar ir, mas aqui está ela seguindo para a Construtora Senju.

A rosada não pretendia ir para a empresa hoje, mas resolveu que finalmente irá tirar férias e criou coragem para bater à porta de Tobirama.

Não que esteja com medo do que o chefe possa dizer, afinal merece, mas tem medo de fazer falta e de sentir falta do que faz. Afastando o pensamento, a arquiteta dá três toques e espera pela permissão, quando esta é dada, ela entra.

Tobirama a observa e para de fazer o que fazia a pouco focando sua atenção totalmente na rosada.

—        Sente-se. - assim ela o faz. - O que a trás aqui?

—        Vim pedir férias.

Ele se surpreende.

—        Não agora, claro, afinal tenho um projeto para entregar, mas gostaria de algum tempo para me afastar do trabalho, afinal dediquei tanto tempo a construtora que meio que estou precisando disso. Prometo não deixar nenhuma pendência referente aos meus trabalhos, tudo estará relatado e terminado se permitir que eu me ausente e estarei disponível para caso surja alguma coisa, eu só preciso descansar um pouco porque nesses últimos tempos estou bem sobrecarregada e pensei que seria bom deixar o trabalho por algum tempo.

Ele a observa em silêncio sem interrompê-la nenhuma vez.

—        Não era necessária toda essa explicação do motivo pelo qual quer férias, esse é um direito seu e, considerando que nunca tirou férias desde que entrou aqui, não tenho nem porque questionar seu pedido. Como disse, está com um projeto em mãos, mas se não pegar mais nenhum outro, não vejo problema em que se ausente após o término deste.

Sakura se levanta agradecida.

—        Obrigada senhor.

—        Pedirei ao RH que arrume tudo.

—        Obrigada e com licença.

—        Toda.

Sakura deixa a sala e vai para a sua onde pega alguns papéis do projeto e segue para o vilarejo.

 

Animada com a construção de um dos parques ela se coloca perto dos responsáveis pelos brinquedos e pela pequena obra. Os arbustos e árvores pelo lugar, longe o suficiente dos brinquedos, dão um toque mais natural ao lugar, exatamente como queria. Depois de supervisionar isso, segue para a biblioteca que está ainda melhor do que desenhou.

Algumas voltas são dadas pelo lugar e, como de costume quando estão trabalhando, Sakura e Sasuke sequer se falam, pois ambos estão ocupados com seus respectivos trabalhos.

Quando está perto de anoitecer a rosada segue para casa. Assim que chega prepara um lamén, pois é um prato rápido, e se senta no sofá comendo e assistindo. Em pouco tempo ouve sua campainha.

Deixando o copo de lámen na mesa de centro, protegido por um porta copos logicamente, ela segue para a porta e se surpreende ao abri-la.

Uma mulher sorridente e animada agarra seu pescoço em um abraço forte antes que sequer possa pensar.

—        Mamãe? Quando voltou?

—        Ontem a noite.

A mãe da rosada entra e o pai dela abraça a filha.

—        Como esteve?

—        Bem.

Ele também entra e Sakura fecha a porta seguindo-os para o sofá.

—        Como foi o cruzeiro?

—        Maravilhoso. Foi o dinheiro mais bem gasto das nossas vidas.

—        Obrigada por considerar meus custos. - a rosada finge indignação.

—        Você foi um imprevisto querida, não tivemos escolha.

—        Mamãe.

A matriarca Haruno ri da filha.

—        Então, já está grávida?

Sakura a observa recordando das pílulas que tomou. Se sua mãe sonhar que está fazendo isso é arriscado tranca-la em casa depois de uma transa só para não correr riscos e ter netos. A rosada cruza os braços em frente ao peito.

—        Não sabe perguntar mais nada, não é?

—        Com tantos caras com quem você sai, é só furar a camisinha de um deles, não é tão difícil assim.

—        Mebuki, não se faz isso com nenhum homem.

—        Ah não tem problema, nossa filha recebe bem, ela consegue criar um filho sozinha, o pai nem precisa saber.

Sakura revira os olhos.

—        Não vou furar camisinha nenhuma.

—        Devíamos ter tido mais filhos, com certeza um deles nos daria nossos netos.

—        E como estão as coisas no trabalho querida?

O pai da rosada a observa e ela descruza os braços e se senta em um dos braços do sofá.

—        Estão bem, inclusive vou pegar férias depois do meu último projeto. Estava cheia de trabalho ultimamente um pouco sobrecarregada por tantos projetos, mas ficarei um tempo afastada.

—        Trabalho, trabalho, trabalho. Quando foi a última vez que transou com alguém?

Sakura se surpreende com a pergunta da mãe e, ainda que fizesse todo o esforço para evitar, sente seu rosto ruborizar.

O rosto de Mebuki se ilumina e um grande sorriso se forma nele, a mulher se aproxima da filha e segura as mãos da rosada.

—        Quando foi? Quem é? É bonito? É bom de cama? Tem um sêmen de qualidade?

—        Não sei se quero saber disso. - Kisashi murmura.

Sakura está ciente de que mais cedo ou mais tarde terá que contar aos pais que está namorando, mas a reação da mãe a preocupa. No entanto solta um longo suspiro e foca o olhar sobre a matriarca.

—   Estou namorando.

O grito de Mebuki assusta o marido e ela se aproxima da filha abraçando-a animada. Depois se afasta observando a rosada.

—   Quem é? Eu conheço? É bonito?

—   É o Sasori.

—   Eu não te disse Kisashi, sabia que iam acabar ficando juntos. Então quando foi a última vez que ficaram? Ele é bom de cama?

—   E… eu não quero falar sobre isso.

—        Pelo menos me responda se ele é bom de cama.

O rosto de Sakura fica ainda mais vermelho.

—        Não quero falar disso com você.

A mais velha se afasta e cerra os olhos.

—        Pensei que fossemos amigas.

—        Somos, mas antes somos mãe e filha, isso é constrangedor.

—        Por quê? Quer saber como é comigo e com seu pai também? Bom...

—        NÃO EU NÃO QUERO!!!

—        Ué, acha que só vocês transam? De onde acha que veio? Da cegonha?

—        Mamãe, eu sei que você e o papai transam, mas não quero saber como isso acontece.

—        Ah, tanto faz. O que é isso? - ela foca no lámen em cima da mesa. - Você tem que se alimentar bem pros seus óvulos serem saudáveis.

A rosada revira os olhos mais uma vez e eles continuam conversando sobre como foi a viagem e o que os Haruno viram durante esse período de férias.

Quando seus pais resolvem ir embora Sakura segue para o quarto. Assim que se senta na cama, pega o celular desbloqueando a tela e abrindo a janela de conversa de Karin.

*O que acha de amanhã irmos comprar as coisas pra Hina?*

A Uzumaki não demora a responder.

*Pode ser, ainda tem alguma coisa para resolver na empresa?*

*Não, não que me lembre.*

*Então vai passar o dia na obra.*

*Sim.*

*O dia inteiro com certo moreno.*

*Minha nossa, porque vocês insistem que tenho algo com ele, estou namorando agora. Além disso, nem nos falamos quando estamos trabalhando.*

*Não disse que vocês têm alguma coisa, apenas que ele quer muito alguma coisa.*

Sakura revira os olhos ao ler a mensagem.

*Independente do que ele quer não vai ter, estou com o Sasori agora.*

*Isso mesmo, não é um Uchiha gostoso que vai fazer você trair o ruivo.*

Ela ri.

*Não, não é.*

A Uzumaki demora um pouco para responder e Sakura acredita que tenham terminado a conversa, mas assim que guarda o celular ouve o toque alertando que uma nova mensagem chegou. Ao ler o que a amiga digitou a rosada se surpreende.

*E ele já sabe que você tem namorado?*

Sakura hesita ao dar uma resposta. Ela sabe que o moreno insiste com ela e sabe que já foi muito afetada por isso. Ainda que continue a dizer que não quer nada com ele, Sasuke não para de insistir e agora, ao ler a mensagem de Karin, acha que talvez seja por isso.

*Não, não contei a ele.*

*Se eu fosse você, contaria. Mesmo que não tenha nada com Sasuke, sabe o quão ciumento Sasori é, além disso, contar para ele talvez o faça parar de investir.*

*Acho que tem razão.*

*É claro que tenho.*

Sakura ri da amiga.

*Preciso dormir e você também, boa noite.*

*Sim, também acho. Boa noite.*

Sakura suspira e volta a guardar o celular.

Seus olhos se focam sob o teto de seu quarto, a rosada não havia pensado nisso, mas a ruiva está certa, contar a Sasuke que está namorando pode lhe evitar uma dor de cabeça daquelas.

Cansada, ela se ajeita na cama e logo pega no sono.

 

O dia amanhece e Sakura desperta ainda mais cansada do que quando foi dormir, isso nem deveria ser possível. Depois de um café da manhã reforçado segue para o vilarejo.

Quando desce do carro, pega o celular para ver as horas e percebe uma mensagem de Karin.

*Nós vemos no shopping ás seis.*

*Ok*

Ela responde e volta a guardar o aparelho. O lugar ainda está um pouco vazio, mas para sua surpresa, o moreno já está aqui.

Ele está em uma conversa com Luis, mas não demora muito e o mestre de obras logo se afasta. Aproveitando que o foco de Sasuke é unicamente na prancheta que leva em mãos ela se aproxima.

—        Madrugou?

Ele se surpreende e ergue o olhar para ela.

—        Digo o mesmo, nunca te vejo por aqui tão cedo.

—        Não tinha nada para fazer na empresa hoje, então vim direto.

—        Hum.

Sasuke a observa com desejo visível no olhar, mesmo que tente não consegue esconder. Sakura percebe o olhar com o qual é observada e cruza os braços em frente ao peito.

—        Fantasiando?

Os olhos negros voltam a focar-se nos esverdeados.

—        Na verdade estava pensando quem vem a uma obra vestida dessa forma.

Ela se surpreende.

—        Virou consultor de moda?

—        Longe de mim, estou bem sobrecarregado só com meu emprego.

Ela ri e alguns homens se aproximam.

—        Bom, vou deixá-lo trabalhar. Até mais Uchiha.

—        Até.

Ela se afasta e não consegue evitar pensar no que Karin disse na noite anterior. Entretanto, afasta os pensamentos para focar-se no trabalho. Ao se afastar passa por alguns homens da obra que a cumprimentam.

—        Senhorita Haruno.

—        Bom dia rapazes.

Ignorando o olhar desejoso com o qual alguns deles a analisam, é quase como se salivassem, Sakura vai cuidar do próprio trabalho.

 

Os funcionários da prefeitura chegam para asfaltar as ruas e Sakura os deixa cientes de onde o asfalto deve ser feito mostrando suas plantas para que entendam perfeitamente. Além disso, acompanha toda a trajetória deles.

Sasuke a observa de longe, ele gosta de ver como a arquiteta fica séria quando está trabalhando. Sakura é determinada e esforçada e por isso não acha que ela mereça ser esquecida nessa obra. Ao recordar do contrato que o pai quer que convença Tobirama a assinar, o sorriso que levava a poucos segundos se perde e não volta até o fim do dia.



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