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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 83


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Capítulo 83 - Capítulo 48 - SASORI - Novo amigo


Já em casa a rosada toma um longo banho e se joga no sofá. Ela ainda pensa Izumi e Sasuke, não tinha reparado antes, mas analisando a situação agora se lembra que o olhar do moreno e seu tom de voz era bem parecido com o de Tatsuo, não era igual, Sasuke parecia ter algum tipo de ressentimento e a rosada imagina que tenha sido uma decepção amorosa.

Talvez ela o tenha traído. Sim, essa é a única coisa na qual consegue pensar, até porque, como Karin disse, depois disso o moreno começou a ficar com todas. Sim, ele com certeza foi traído. Mas tem mais coisa.

Mordendo o lábio pensativa ela se ergue indo para a cozinha preparar um chocolate quente.

Quando volta para a sala e se senta para assistir algo apreciando a bebida ouve o toque de seu telefone. Sakura se aproxima do aparelho fixo estranhando, afinal ele raramente toca.

—        Alô.

*O que está fazendo agora?*

A voz animada de sua mãe a assusta um pouco.

—        Estou assistindo, por quê?

*Se troque agora, coloque a roupa mais sexy que tiver.*

—        Mãe.

*Vou buscá-la em vinte minutos.*

—        Mamãe.

*Esteja pronta.*

O telefone é desligado e ela ouve apenas o toque.

—        Alô. Mãe.

Respirando profundamente ela termina sua bebida indo em seguida para o quarto onde coloca uma roupa casual temendo o que a espera.

A campainha logo é ouvida e depois de pegar sua bolsa a rosada segue para a porta.

—        Credo, o que é isso?

Mebuki entra na casa empurrando a filha.

—        Uma roupa como qualquer outra.

—        Você não vai sair comigo desse jeito. Só vamos sair daqui quando estiver usando algo descente.

—        Onde vamos?

—        Surpresa.

—        Mãe.

—        Cale a boca e venha logo trocar de roupa, parece até uma velha ranzinza.

Mebuki caminha até o quarto da filha, onde abre o guarda roupas e tira um belo vestido negro que tem as costas desnudas, não há decote, mas ele é justo desenhando todo o corpo da rosada até a altura dos joelhos.

—        Sexy sem ser vulgar, perfeito. Vista isso.

—        Não antes de me dizer onde vamos.

Mebuki suspira.

—        Escrever seu futuro.

—        Tudo bem, vamos por partes. Qual o nosso destino?

—        Vamos logo Sakura, não temos a noite toda.

—        Apenas me diga qual o nosso destino, o que custa?

—        É uma reunião de ex-alunos, quero exibir minha linda filha, qual é o problema nisso?

Sakura se surpreende com uma atividade tão comum e por isso, se sente mais relaxada, por um breve momento teve medo de sua mãe a levar para uma boate. Mesmo que a rosada esteja namorando, sua mãe poderia levá-la apenas para ter certeza que tivesse sua cota de sêmen para essa noite. Acredite, Haruno Mebuki é capaz disso.

—        Certo, eu troco de roupa, - Sakura pega a peça - mas por que esse vestido?

—        Não me ouviu? Quero mostrar a todos a filha gostosa que tenho e lhes causar inveja, mas isso não é tudo.

Sakura a observa receosa, mas sabe que é inútil discutir.

—        Me espere na sala.

—        Calce um sapato descente também.

—        Tá mãe, tchau.

—        Tá, tá, estou indo.

Mebuki sai do quarto e Sakura se veste.

 

Sakura observa as pessoas no salão. Sua mãe a apresenta a inúmeras pessoas e todas abrem um belo sorriso elogiando-a. Sakura percebe que a mãe olha para todos os lados constantemente, parecendo a procura de alguém. Por isso, na primeira oportunidade a rosada se afasta.

Um pouco distraída, ao se aproximar de uma bancada de drinks a Haruno esbarra em alguém que, por reflexo, a segura para que não caia.

—        Me d... - ela se interrompe surpresa com o que vê - Sasori?

—        Sakura?

Ele também se surpreende, mas a endireita e se afasta um pouco mantendo o olhar sobre ela, que ainda está surpresa e não esconde isso.

—        O... O que está fazendo aqui?

—        Acho que o mesmo que você, minha mãe pediu que eu a acompanhasse.

Sakura finalmente entende, ela provavelmente sabia que o ruivo estaria aqui, por isso a trouxe.

—        É claro que pediu.

O ruivo abre um lindo sorriso.

—        Você está linda aliás.

A rosada sorri em resposta e o observa, segurando a gola de sua camisa.

—        Prefiro você sem isso.

Ele ri e envolve a cintura da rosada puxando-a para perto.

—        Não me provoque Sakura.

A rosada ri.

—        Acho que está na hora de finalmente nos apresentarmos como namorados para nossas mães, porque acredito ter sido essa a razão pela qual elas nos trouxeram aqui.

Ele sorri.

—        Não duvido nada.

Ela o puxa para perto beijando-o, é um gesto rápido e quando se afasta sorri para ele.

—        Vamos procurá-las.

Eles caminham pelo grande salão a procura das matriarcas das famílias Akasuna e Haruno.

—        Então, ansiosa?

Ele a observa.

—        Não fica mais fácil só porque a conheço.

—        Mas ela gosta de você, já é um ponto.

—        Claro, ela gostava de mim como amiga do filho dela e não como namorada.

—        Vamos ver o que ela diz então.

O ruivo avista a mãe conversando com Mebuki e aponta a direção à rosada, que olha na direção indicada.

—        Que conveniente. - ele diz.

Seus passos logo são iniciados aproximando-os de suas mães.

A animação que elas demonstram fazem Sakura se sentir um pouco mais leve, afinal aparentemente sua futura sogra não parece irritada com a ideia. O sorriso da matriarca Haruno a faz deduzir do que seja sua conversa.

—        Estão planejando nossos filhos.

—        Não, - ele a observa - não pode ser acabamos de dizer que estamos namorando.

—        Minha mãe planeja isso desde que disse que ia fazer faculdade.

—        Ainda assim.

—        Eu poderia apostar, mas não tem graça se a outra pessoa não tem a menor chance.

Os olhos do ruivo se voltam para ela e eles alcançam suas mães.

—        Não, é cabelo natural. - Mebuki diz - Talvez seja um vermelho mais claro.

—        Então, - Sakura diz - sobre o que estão falando?

—        Estamos em dúvida sobre qual será a cor dos cabelos. - A senhora Akasuna diz.

—        Cor dos cabelos de quem?

—        Dos filhos de vocês ora, do que mais eu estaria falando?

Sakura ri e o ruivo se surpreende.

—        Não acham que está um pouco cedo para falar disso?

—        De forma alguma, - a matriarca Haruno diz - esperei quatro anos de faculdade e dois de trabalho pra essa garota engravidar, não quero esperar mais um dia sequer.

Sakura revira os olhos ao ouvir a mãe.

—        Um menino ou uma menina?- Mebuki pergunta.

—        Uma menina. Já convivi com homens demais.

—        Ah, não. Acho que seriam melhor gêmeos, um casal.

—        Ei, ei, ei, vamos com calma com isso.

Sasori diz fazendo Sakura rir.

—        Minha nossa, você gosta de estragar a conversa das pessoas não é?

Akasuna Mina o observa irritada. Diferente de Sasori, sua mãe tem longos cabelos castanhos e olhos da mesma cor. Ela é bonita mesmo com a expressão irritada sendo visível em seu rosto.

—        Enfim Mina, - Mebuki ganha a atenção da matriarca Akasuna - quais nomes acha que combinariam?

—        Bom ponto, ainda não tinha pensado nisso. Claro que já temos que pensar nas opções de escolas.

—        Sim, é verdade.

Sakura as observa surpresa ao rumo que a conversa chegou.

—        Estão escolhendo o futuro de crianças que ainda não estão a caminho, é sério?

—        Essa é uma boa opção de escola para o futuro.

Um suspiro frustrado escapa ao ser ignorada.

—        Quer beber alguma coisa? - ele sussurra para a rosada a fim de que as matriarcas não os ouçam.

—        Qualquer coisa para sair daqui. - ela sussurra de volta fazendo-o rir.

—        Vamos beber um pouco.

—        Lembre-se querida, qualquer lugar é lugar.

Sakura sente seu rosto ganhar uma bela coloração avermelhada.

—        MAMÃE!!!

—        Não se preocupe meu bem, - a matriarca da família Akasuna a observa - a prática leva a lindos bebês.

Com a intenção de reduzir a vermelhidão no rosto da futura nora a gentil mulher abre um lindo sorriso, mas isso não alivia o rubor da Haruno.

—        Vamos.

Sakura envolve o braço de Sasori afastando-o delas enquanto o ruivo ri do que ouviu e da forma como a namorada ficou.

—        Eu realmente gostaria de seguir o conselho da sua mãe.

—        Cala boca.

Mais uma risada é solta e eles seguem para uma mesa de bebidas, nada alcoólico infelizmente. Sakura adoraria beber para esquecer as mulheres loucas alguns metros de distância, mas a bebida mais forte que tem disponível é café amargo, de resto apenas sucos, chás e refrigerantes.

Observando as pessoas a sua volta Sakura percebe que realmente há muitas. É uma surpresa, ela não imaginava que conseguiriam reunir tantos ex-alunos.

Ao focar seu olhar na pista de dança e vê-la quase vazia a rosada se anima e segura o braço do namorado ganhando sua atenção.

—        Para onde está me levando?

—        Para a pista de dança, vamos dançar.

—        Sakura eu não danço.

A rosada para de andar e o observa.

—        Por quê?

—        Porque não gosto.

Ela se surpreende e pensa um pouco. Realmente nunca viu o ruivo dançar nas festas de Deidara.

—        Vamos, você vai gostar. - ela abre um sorriso e se aproxima do ruivo - Vai dançar comigo afinal.

O sorriso travesso que ela leva faz o Akasuna sorrir também.

—        Você gosta de provocar não é?

Ela ri e dá de ombros.

—        Só um pouco.

Envolvendo o braço do rapaz, a Haruno o leva para a pista.

Sasori tem uma razão para não gostar de dançar, ele não tem familiaridade nenhuma com isso, mas a rosada facilita ao colocar as mãos dele em sua cintura enquanto remexe o corpo.

—        Viu? Não é tão difícil assim.

—        Pra você é fácil falar.

Ela ri do ruivo e envolve seu pescoço em um abraço mantendo seus olhos sobre ele.

—        Vou te ensinar, sou uma ótima professora.

Um sorriso surge no rosto dele que a observa enquanto dançam no ritmo da música e nessa troca de olhares, belos sorrisos adornam seus lábios.

Depois de algum tempo o ruivo a trás um pouco para mais perto de si e aproxima seus lábios do ouvido esquerdo dela mordiscando-o um pouco antes de falar.

—        Estou louco para arrancar esse vestido.

O arrepio que correu o corpo da rosada ao sentir a mordida nem se compara ao que surge ao ouvi-lo e outros arrepios a atingem ao sentir as mãos do Akasuna apertarem sua bunda a impedindo de evitar arfar.

—        O que me diz de sair daqui?

—        Controle-se senhor Akasuna.

A voz deixa seus lábios em um tom baixo que demonstra que mais uma vez ele a afetou.

—        Por favor, - o sussurro escapa - estamos em público.

O sorriso do ruivo cresce em seu rosto ao ver o estado no qual a bela mulher a sua frente se encontra.

—        Então vamos procurar um pouco de privacidade.

Ele se afasta segurando uma das mãos da rosada e a fazendo passar pela pequena multidão de pessoas.

—        Espera.

Sakura fixa seus pés no chão fazendo o ruivo parar de andar e voltar seu olhar para ela.

—        O que foi?

—        Nossas mães, precisamos avisá-las.

O sorriso dele aumenta um pouco mais.

—        Sinceramente Sakura, realmente acha que elas se importam se não nos encontrarem? Depois daquela conversa?

Sim, ela pensa, ele está certo.

—        Ainda assim. Foi você quem trouxe sua mãe não foi? Ela precisa saber que não está mais aqui.

O ruivo pensa um pouco nas palavras da rosada e solta um suspiro.

—        Certo. Vamos nos despedir delas.

Seguindo por um caminho oposto ao qual ia, Sasori volta para onde suas mães estavam. Não demoram encontra-las conversando com algumas outras pessoas. Assim que os vê se aproximar, a matriarca Akasuna abre um grande sorriso.

—        Que bom que chegaram. - ela diz - queria mesmo apresentá-los ao meu filho e sua namorada.

—        Minha filha. - Mebuki toma a palavra. - Linda não?

As pessoas estendem as mãos cumprimentando-os, mas logo voltam a conversar entre si.

—        Viemos nos despedir, a senhora pode pegar um taxi?

A morena se surpreende ao ouvir o filho e Sakura percebe que foi rude da parte dele, por isso toma a palavra antes que ela lhe dê uma resposta.

—        Ele quer dizer se a senhora não se importar, se for um incomodo é claro que podemos deixá-la em sua casa.

A morena ri da rosada e abre um sorriso ao falar.

—        Sakura querida, vocês querem privacidade eu entendo e não me importo de pegar um taxi. Apenas certifiquem-se de fazer muitos bebês.

Sakura sente seu rosto corar.

—        Exato. - Mebuki entra na conversa - Não se esqueçam disso, é de extrema importância.

—        Então vamos praticar.

—        Sasori!

Sakura observa o namorado sentindo seu rosto ainda mais vermelho.

—        Até logo Sakura, foi um prazer vê-la de novo.

—        I-igualmente senhora Akasuna.

—        Até logo Sasori, tchau filha.

—        Até senhora Haruno.

—        Tchau mãe.

Eles se afastam e Sakura ainda sente eu rosto queimar como um tomate, por isso precisa ir ao banheiro para molha-lo um pouco e assim aproveita e retoca a maquiagem.

—        Preciso ir ao banheiro antes de irmos.

—        Tudo bem, minha garganta está seca, vou pegar algo para beber antes de irmos.

—        Te encontro em frente as portas de emergência, no estacionamento.

—        Certo.

Com um beijo rápido, eles se afastam e Sakura segue para o banheiro feminino. Antes de sair porém, a rosada aproveita para retocar a maquiagem, não que algo esteja fora do lugar, ela apenas quer ter certeza.

Quando deixa o banheiro seus olhos atentos procuram pelo namorado em meio as pessoas e ao ver que ele não se encontra na mesa de bebidas, segue para fora do prédio, afinal combinou de encontrar o ruivo lá.

Antes que alcance as portas de saída da quadra no entanto, um som familiar lhe alcança os ouvidos fazendo-a interromper seus passos.

—        Haruno? Haruno Sakura?

Os olhos esverdeados se voltam em direção a onde o tom de voz casual se originou, e assim vê o belo rapaz de olhos azuis que se atentam a ela nesse instante. Ele ainda usa óculos de armação negra e seus fios castanhos ainda tem um corte militar.

—        Ibaraki? - ela diz surpresa - Ibaraki Seiji? Há quanto tempo.

Ela se aproxima para cumprimentá-lo.

—        Sim, - ele diz - alguns anos. É, na verdade, bastante surpreendente te encontrar aqui, não me lembro de que estudou nessa escola.

—        Não estudei, na verdade vim acompanhar minha mãe, ela é a ex-aluna.

—        Bom, fico feliz por isso afinal te reencontrei depois de muitos anos e, preciso confessar, ainda mais bonita do que me lembro.

Sakura fica sem graça ao ouvir o elogio do rapaz, Ibaraki Seiji foi seu senpai no ensino fundamental. Ele sempre foi simpático e um bom veterano que se mudou logo depois de se formar no fundamental.

—        Obrigada pelo elogio senpai, você também não está mal.

O rapaz ri.

—        Sem cerimônias, somos formados agora sem honoríficos por favor.

—        Se prefere assim.

Ela diz com um sorriso que encanta o rapaz.

—        Aliás, - ele diz - perdi a chance de perguntar isso alguns anos, mas gostaria de sair comigo?

Sakura se surpreende com o quão direto isso foi e fica lisonjeada com o pedido de seu antigo senpai.

—        Agradeço pelo convite, mas estou comprometida.

—        Que pena. - seu sorriso não se abala - Acho que faz parte não é?

Ela sorri em resposta.

—        Sim.

—        Sakura?

A rosada se surpreende ao ouvir a voz de Sasori se lembrando que havia combinado de encontrá-lo no estacionamento.

—        Ei, oi. Desculpe, acabei me distraindo.

O Akasuna se aproxima da rosada e com o olhar fuzila o homem com o qual ela conversa.

—        Sasori esse é…

—        Vamos.

Ele a interrompe e envolvendo sua cintura a afasta do rapaz que os observa sem entender.

A rosada está surpresa pela atitude do ruivo e por isso hesita por um instante, mas isso logo passa e ela para de andar impedindo-o de continuar.

—        O que você pensa que está fazendo?

—        Te levando pra casa.

—        Eu estava tendo uma conversa, ou você não percebeu?

—        Não é importante.

Sakura se surpreende quando ele volta a tentar levá-la para fora do prédio, mas se afasta do ruivo surpreendo-o.

—        Realmente acha que vai me controlar desse jeito?

—        Sakura, por favor, vamos embora. Conversamos em casa.

Ele volta a tocar o braço da rosada que se afasta de imediato.

—        Não vou obedecer o que você disser como uma cadelinha obedece seu dono. Sou independente demais para isso.

Os olhos do ruivo se voltam para ela observando-a atentamente.

—        Não se trata de independência, eu não quero mandar em você, mas não sei se percebeu ele estava te comendo com os olhos.

—        Ai minha nossa, e você acha que eu não sei me defender de homens assim?

—        Não parecia querer se defender.

—        O que quer dizer com isso?

—        O que? Vai dizer que estou vendo demais? Vai dizer que você não riu pra ele? Que não estava engolindo uma conversa idiota de um cara que estava dando em cima de você?

—        Minha nossa, você é inacreditável.

—        Me diz que isso é mentira, que eu vi demais.

—        Ele era meu senpai seu estúpido, é claro que eu estava conversando com ele, é claro que sorri para ele porque estávamos tendo uma conversa, uma conversa civilizada até você aparecer e me arrastar de lá como se eu fosse sua propriedade, mas lamento dizer isso pra você eu não sou sua propriedade.

O ruivo se cala ao ouvi-la vendo os olhos marejados da rosada.

Por estarem perto da porta de saída, ambos chamam pouca atenção, mas ao longe Mebuki os vê e ao perceber que algo está errado se aproxima dos dois.

—        Ei vocês dois, qual o problema?

Sakura volta seu olhar para a direção em que a mãe está e Mebuki não demora a ver o olhar da filha marejado.

—        Eu quero ir embora.

—        Sakura.

Sasori toca seu braço mais uma vez mas a rosada apenas se afasta do toque seguindo caminho para fora do prédio em direção a onde sua mãe estacionou.

A matriarca Haruno segue a filha apressada deixando o Akasuna para trás Assim como o salão onde os ex-colegas de escola da matriarca Haruno estão.

 

Mebuki não perguntou a filha o motivo das lágrimas, isso porque sabe bem que foi Sasori quem as causou, ela não consegue imaginar o que os fez brigar, principalmente porque no início da noite pareciam bastante bem. Diria até que o brilho que viu no olhar da filha indica que ela finalmente está apaixonada. Ainda assim, decidiu não perguntar, talvez principalmente porque foi a responsável por tirar Sakura de casa para início de conversa.

O carro para em frente a casa da rosada que observa a mãe.

—        Obrigada por tentar me animar e me levar para seu encontro, desculpe ter estragado sua noite.

—        Não se preocupe com isso querida, você nunca poderia estragar minha noite, a não ser que entre no quarto em que eu e seu pai estivermos.

A matriarca diz com um sorriso e consegue um sorriso fraco da filha.

—        Por favor, não me faça imaginar isso.

O tom de voz da rosada é baixo mas o sorriso, ainda que fraco, permanece em seu rosto.

—        Boa noite mãe.

—        Boa noite querida.

Sakura desce do carro e não demora a entrar na casa, seguindo para o quarto e se jogando na cama assim eu a vê. As lágrimas molham o travesseiro não consegue acreditar que uma noite que deveria ter terminado com intensos orgasmos se tornou um doloroso choque de realidade.

Sakura sempre soube como Sasori era ciumento, mas a ausência de um relacionamento a impediu de ver o quanto. E ela é um pássaro livre e independente demais para ser presa em uma gaiola.

Depois de algum tempo molhando o tecido do travesseiro, a rosada seca os olhos e se ergue para se trocar e fazer sua higiene, indo até o banheiro retirar tanto a maquiagem quanto as lágrimas. A mulher no espelho não parece muito animada, apenas cansada e entristecida.

Soltando um longo suspiro ela volta para o quarto se deitando pronta para dormir. O toque do seu celular porém, a impede de fazê-lo.

Ao pegar a bolsa no criado mudo, ela retira o aparelho. A princípio, Sakura pensa se tratar de sua mãe, ou talvez de Sasori, mas ao desbloquear a tela vê que é Sasuke. A rosada se surpreende com a mensagem, tanto pelo horário quanto pela pessoa em si pois, ainda que tenha ciência de que o moreno tem seu telefone, não esperava por uma mensagem dele.

*Boa noite.*

*Boa noite*

*Você teria o número de Izumi?*

A surpresa de agora a pouco, nem se compara com a desse momento, ela está estática e precisa de algum tempo para processar o que acabou de ler.

A única coisa que consegue pensar nesse momento é na conversa que teve com Izumi mais cedo, coisa que até antes de desbloquear o celular parecia ter acontecido décadas atrás. E nesse momento relembra do fato como se tivesse acontecido a apenas alguns minutos.

A curiosidade volta a rondar-lhe, mas ela sabe que não pode perguntar o motivo pelo qual ele quer o número. Se Sasuke for como Tatsuo, faz sentido que a rosada queira mantê-lo longe da morena, talvez o interesse nesse assunto seja exatamente esse. Ela se lembra do amigo e de como ele sofreu, nunca quis ver nada parecido acontecer a ninguém, nem mesmo com seu pior inimigo e nesse momento, nem com o Uchiha.

*Sakura?*

Ela desperta e procura pelo número ao qual não demora a encontrar.

*Me desculpe estava procurando.*

Ela envia o contato com o nome de Izumi.

*Obrigado.*

Seus olhos permanecem encarando a tela durante algum tempo. Se estivesse conversando com algum amigo não hesitaria dessa forma, mas o moreno não é exatamente o que chamaria de amigo. Sua relação com Sasuke não se parece com a de nenhum de seus amigos e ela não pode dizer que o conhece realmente. Sequer sabe o que ele dirá se ela perguntar sobre a morena.

—        Provavelmente vai fazer alguma piada.

Ela sorri. Sim, essa com certeza seria uma coisa que o moreno faria. Sem hesitar mais, ela digita uma mensagem a ele.

*Sei que não é da minha conta, e antes que faça qualquer piada não é por interesse em você, mas qual sua história com a Izumi?*

Depois de enviar, Sakura não vê uma resposta por vários segundos, apesar de saber que ele visualizou a mensagem. Pensando nisso percebe que talvez apenas quisesse conversar e ele foi a primeira pessoa que apareceu, mas é claro que eles não são próximos para que Sasuke conte sobre sua vida.

Sakura afasta o celular em um suspiro se lembrando de Sasori e por isso pega um travesseiro abraçando-o. Seu peito dói ao pensar no ruivo, ela não imaginou que e faria uma cena por algo tão idiota, mas devia ter imaginado. É claro que ele faria, ela o conhece bem o suficiente para saber que faria.

Outro longo suspiro escapa e o toque do celular alertando mensagens a faz estender a mão para pegar o aparelho.

Antes de desbloquear sua mente se enche de ilusão ao pensar que se trata de uma mensagem de Sasori, mas logo afasta esse pensamento bobo pois sabe que o ruivo não se desculparia tão rápido. Ao desbloquear, percebe ser Sasuke.

*Não é nada de mais, éramos amigos na infância ou pelo menos eu pensava que fossemos. Mas ela apenas queria se aproximar do meu irmão. No fim eles acabaram ficando e não voltei a falar com ela.*

Ele fez parecer que foi algo a toa, mas Sakura se lembra de como Sasuke fica ao falar com a morena ou sobre ela. O ressentimento e a mágoa são sempre visíveis e o fato que levou os dois a pararem de se falar realmente a surpreendeu.

Talvez Izumi não tivesse nada além de uma amizade com ele, mas com certeza foi um choque mesmo assim. Entretanto, a rosada não pode culpa-la por magoar o moreno, afinal pode nem ter percebido que ele gostava dela. Diz isso por experiência própria, afinal nem imaginou que Sasori tinha sentimentos por si, e olha que ela dormia com ele.

Sakura suspira e volta a digitar.

*Ela deve se sentir mal por não ter percebido que gostava dela, talvez queira se desculpar.*

*Ah, não. Ela sabia que eu gostava dela, na verdade usou isso para se aproximar do Itachi.*

*Que vaca.*

Ela digita antes que perceba.

*Nunca estive tão de acordo com você.*

*E por que quer o número dela?*

*Agora já posso achar que é interesse?*

Sakura revira os olhos.

*Não, não pode. Porque não é.*

*Ela arrumou problemas com uma velha amiga e para não processa-las queria falar comigo.*

Sakura se surpreende e se lembra da conversa que teve com a morena.

*Ela parece bem interessada em você.*

*Não vejo motivos, cada um seguiu com sua vida, não temos mais nada um com o outro. Não há motivo para interesse.*

*Talvez ela se arrependa.*

*Pode ser, mas não que isso realmente tenha importância.*

*Você parece saber guardar rancor.*

*Não tenho raiva dela, não mais. Agora ela é apenas um daqueles erros que temos vergonha de admitir que cometemos.*

Sakura ri.

*Isso eu entendo bem.*

*É verdade, você já foi presa.*

Ela se surpreende por ele se lembrar de algo tão antigo quanto o buraco.

*Até que não é ruim conversar com você.*

Ela sorri ao ler.

*Sim, você não é tão insuportável quanto parece.*

*Isso deveria ser um elogio? Tem que melhorar nisso.*

*É tudo o que vai conseguir de mim Uchiha. Até.*

*Até.*

Ela volta a colocar o celular ao lado e suspira. Foi bom se distrair um pouco, mesmo que tenha sido com Sasuke, isso a fez se esquecer da briga que teve com Sasori. Mas agora nada mais a impede de pensar no ruivo e suspirando uma vez mais, volta a abraçar o travesseiro e felizmente logo cai no sono.



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