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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 85


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Capítulo 85 - Capítulo 50 - SASORI - Sinto muito


Depois de um longo banho, a rosada preparou algo para comer e agora está em frente a televisão tentando se distrair. Não funciona muito bem.

O toque da campainha lhe chama atenção fazendo-a levantar e ir até der a porta, ao abri-la se depara com Sasori a sua frente.

—        Oi. - ele diz.

—        Oi.

—        Posso entrar?

Sakura não diz nada, mas afasta o corpo para que ele passe. Depois que o ruivo entra ela fecha a porta e segue para a sala se sentando no mesmo sofá que ele está, mas com certa distância.

Sasori percebe a distância de seus corpos e entende que ele é o motivo da rosada agir dessa forma, é por isso que está aqui afinal.

—        Fui um idiota ontem.

—        Ao que parece isso está se tornando um hábito.

O ruivo engole em seco, ela está certa, ele a machucou da mesma forma algumas semanas atrás. Depois de algum tempo em silêncio ele toma a palavra novamente.

—        Você fica linda de qualquer forma e eu adoro admira-la, - ele abre um sorriso fraco - mas vê-los com aquele olhar desprezível sobre você… - ele cerra os punhos - Simplesmente não pude me controlar.

—        Não é essa a questão.

Sakura mantém a feição séria e a voz baixa.

—        Durante toda a minha vida eu lidei com seus ciúmes, mas recentemente está passando de todos os limites cabíveis. Isso porque não é só deles que você desconfia. Quando estávamos no evento me disse que eu entrei na barraca do beijo para poder ficar com vários homens, tentou me afastar do Itachi na exposição e agora isso? Para ser sincera eu não precisava estar com você, - a voz da rosada começa a embargar e ele se surpreende com o que ouviu - Itachi se declarou para mim e o Lee sempre me amou, eu estava saindo com o Gaara e apesar disso dispensei todos eles por sua causa. Mas eu sinceramente estou me questionando se essa foi a escolha certa.

—        Não diga isso.

Ele se aproxima e segura seus braços, mas ela os afasta. Ao ver isso o ruivo suspira.

—        Eu fui um idiota - ele repete - e realmente sinto muito ter te machucado, não queria isso, essa nunca foi minha intenção. Não é fácil me controlar, perco a cabeça tão fácil quando o assunto é você, não controlo minhas ações ou minhas palavras e acabo ferindo a pessoa mais importante para mim. Eu tento, juro que tento, mas é muito difícil.

Ele se cala.

—        Por que demorou tanto para se desculpar?

—        Pensei nisso a noite toda e achei que não gostaria de me ver tão cedo.

—        Está errado, eu só queria te ver. - ele se surpreende - Eu queria que tivesse vindo aqui ontem me pedir desculpas por tudo aquilo, era o mínimo que deveria fazer. Mas você não veio. Cheguei a pensar que seu orgulho fosse mais importante que eu e, depois da nossa distância na última briga, pensei que eu não fosse tão relevante assim.

—        Não. - ele volta a toca-la e dessa vez ela não se afasta - Sei que sou orgulhoso, mas nem isso me impediria de te pedir perdão. Apenas não vim porque o olhar que você me lançou ontem me destruiu, acho que eu estava envergonhado e me odiando por ter te ferido mais uma vez. Então pensei que não quisesse me ver, por isso não te procurei.

Há silêncio mais uma vez e se aproximando aos poucos, ele a abraça. Sakura não resiste, apenas se deixa ser abraçada. No entanto, também não corresponde ao abraço.

—        Prometo fazer o possível e o impossível para não te machucar de novo.

Ela aperta a camisa do ruivo, mas não ergue o olhar para ele.

—        Não vou suportar mais brigas, se elas continuarem...

 —       Não vão, - ele a aperta contra si - eu prometo.

Eles permanecem assim por alguns minutos, sem se importar com o tempo e quando se afastam, Sasori segura o delicado rosto com as mãos e toca seus lábios nos dela.

É um beijo lento, algo carinhoso que os deixa apreciar a presença e o gosto do outro. Mas Sakura afasta o rosto baixando a cabeça enquanto o ruivo apenas a observa um tanto surpreso pela distância que, ainda que curta, foi feita pela rosada.

—        Sou madrinha de um casamento, vou dançar com Sasuke. Está disposto a aceitar isso?

Há silêncio. Sasori não pensou que fosse ser colocado a prova tão rápido. Ele se irrita com a ideia, mas não pode dizer isso, não pode sequer demonstrar que não gosta da ideia dela estar nos braços de outro.

Sakura entende seu silêncio. Ela entende muito mais do ruivo do que ele acredita, mais até do que ela mesmo imaginava. Isso a faz afastar seu corpo por completo dele.

O rosto da rosada permanece baixo e, apesar do ruivo estender a mão na direção dela, o Akasuna não a toca. Ele não sabe o que dizer nesse momento e se odeia por ser assim.

—        Sou uma pessoa que presa pela própria liberdade, não gosto que me limitem. Você sabe disso melhor do que ninguém. Admito que há coisas que devo ponderar agora que estamos em um relacionamento, - ela finalmente ergue o olhar focando-o nele - mas se não consegue lidar com uma conversa, como faremos quando eu estiver trabalhando com homens? E se eu precisar viajar? Como devo agir perto dos meus amigos? Consegue perceber que se continuar desse jeito não haverão situações de paz nesse relacionamento?

Sakura solta um longo suspiro.

—        Não sou, nem nunca fui de ser controlada.

—        Eu sei. Essa sua determinação e independência foram o que mais me atraíram, isso e suas lindas curvas.

O ruivo abre um pequeno sorriso, mas ao ver que não é correspondido volta expressar seriedade.

—        Não é fácil pra mim, - ele continua e se aproxima dela - mas prometo fazer o meu melhor.

Sasori toca o delicado rosto ganhando sua atenção e fazendo-a focar as belas jades sobre ele.

—        Eu consigo aguentar uma dança. Prometo.

Sakura ainda mantém sua atenção no ruivo por algum tempo, analisando cada centímetro de seu rosto para saber se está sendo sincero.

—        Vou te dar mais uma chance, não me faça me arrepender.

Um belo sorriso se forma no rosto do ruivo.

—        Não vou.

Sakura fecha os olhos e inspira fundo sentindo o aroma que ele exala, é o mesmo cheiro do ateliê dele, é com se fossem um, ela adora esse cheiro.

—        O casamento é no sábado. - um baixo sussurro escapa da rosada - Você vai?

—        Com certeza. Quero que todos saibam que você é minha.

Sakura ergue os olhos assim como uma das sobrancelhas enquanto tem seu olhar sobre ele.

—        Certo, certo. Você é independente demais para isso.

Ouvi-lo a surpreende e consegue arrancar uma risada.

—        Que bom que sabe.

—        Ainda assim, quero que todos saibam que tem um namorado, quero que saibam que está sendo bem saciada e que sou o responsável por isso.

O sorriso permanece no rosto dela e um brilho malicioso pode ser notado em seus olhos jade.

—        Não acho que estou sendo saciada o suficiente, acho que preciso de mais.

O sorriso do ruivo se mostra radiante e ele a aproxima para um beijo encaixando sua mão na nuca dela. Antes de tocar seus delicados lábios, no entanto, ele para de se aproximar.

—        Isso pode ser resolvido rapidamente.

Seus lábios se tocam e o beijo é aprofundado um pouco mais a cada segundo. Sakura envolve o pescoço do ruivo apreciando o gosto delicioso que ele tem.

Suas línguas dançam e apenas para recuperar o ar é que eles se afastam. Algum tempo depois, entre beijos e toques o ruivo se afasta observando-a atentamente.

—        Dizem que a reconciliação é a melhor parte da briga. Quer colocar isso a prova?

Outra risada escapa da rosada.

—        Eu disse a pouco não foi? Acho que preciso de mais.

O sorriso dele se torna enorme e se erguendo o ruivo a puxa não demorando a descer suas mãos até as torneadas pernas, encaixando-a em seu quadril.

—        Estou aqui para servi-la.

—        Acho que posso me acostumar a isso.

Os beijos voltam mais ansiosos e necessitados que os anteriores, Sakura o sente crescer entre suas pernas e isso apenas a deixa cada vez mais molhada e ansiosa.

Os passos do ruivo os levam para o quarto da rosada que não ganha nada mais do que uma iluminação lunar. Sem pressa ele a deita na cama como se fosse uma delicada pétala de rosa que deve ser manejada sem movimentos bruscos. Mas, contrariando a isso, seus lábios a devoram apreciando esse delicioso gosto o qual apenas ela possui.

As mãos calejadas roçam sua pele e causam arrepios por onde passam, Sakura se sente latejar e umedecer um pouco mais a cada segundo, ela não sabia que estava tão necessitada dele, mas isso é inegável agora.

Como se trabalhasse em uma de suas obras Sasori se dedica a tocar cada detalhe da linda mulher a sua frente e não demora para que o tecido da blusa que veste já não toque seu corpo.

Sakura sem qualquer interesse de ser deixada para trás, toca o abdômen definido do Akasuna e causa arrepios ao arranhá-lo levemente. Enquanto suas mãos acariciam a pele um do outro, suas bocas se saciam do gosto ao qual são apresentadas. Os dedos delicados se afastam da pele dele e desabotoam a camisa botão por botão, as mãos dele descem pelas costas de pele clara arrancando arrepios e também baixando o tecido da calça que ela veste.

Sem demorar muito, o comportado pijama logo se perde pelo chão do quarto, assim como a camisa do rapaz e eles sentem o calor um do outro aumentar com esse toque de pele contra pele.

—        Aah.

O arquejo da rosada vem acompanhado de um gemido ao sentir a perna do ruivo roçar sua região mais sensível. Os beijos descem pelo pescoço, o colo do seio direito e logo alcançam seu objetivo, ao mesmo tempo, as mãos dele apertam seu avantajado bumbum fazendo-a arfar e gemer ao sentir as mordidas e o aperto.

Os lábios dele logo dedicam atenção ao outro seio e ele pressiona sua perna ainda mais contra a vulva molhada da linda Haruno fazendo-a gemer outra vez.

Sakura aprecia essas sensações, esses arrepios imensamente, mas ela quer mais, quer senti-lo tocá-la, quer sentir seu beijo, quer que ele a rasgue por inteiro. Por isso seus olhos, até então fechados, se focam no ruivo.

—        Sa... Sasori.

Os olhos castanho avermelhados se erguem focando-se nela e, mesmo que nenhuma palavra tenha sido dita, ele já sabe exatamente o que ela quer. Não a toa conseguiu mantê-la sobre controle durante tanto tempo.

—        Eu estou com fome.

O ruivo abre um grande sorriso e lambe os mamilos duros causando mais arrepios nela e fazendo mais um gemido escapar.

—        Não pensei que dispensaria a entrada.

Ele pressiona sua perna contra a intimidade umedecida outra vez.

—        E... eu estou faminta demais para uma entrada.

A voz necessitada envolvida em um gemido dança pelo quarto.

—        Mas é muito cedo para o prato principal.

As mãos dele apertam a bunda dela e ele suga um dos mamilos fazendo-a contorcer suas costas.

—        A-aah...

—        Peça direitinho que penso no seu caso.

Sakura arranha as costas do rapaz ao senti-lo sugar e morder seus mamilos enquanto leva suas mãos as costas dela acariciando-as e despertando intensos arrepios nessa zona erógena que tanto a excita.

Sakura não pede, ela nunca o faz, ele a satisfaz sem que tenha que fazê-lo, sempre foi assim. Mas está claro que o ruivo o fazia para que ela voltasse sempre para ele. A Haruno é uma mulher autoritária e controladora na cama e ele sabe disso, por isso pedir por ele não é algo que ela faria tão facilmente.

Percebendo que a bela rosada não quer ceder e lhe entregar o controle, sua mão desce pelo abdômen dela e seus dedos acariciam seu sexo.

—        Olha como está com água na boca.

—        A-aaahhh...

Sakura une as pernas completamente entregue a essa sensação. Ela estava tão necessitada dele que apenas um toque lhe trás uma onda de êxtase e excitação. E é por essa união de sensações delirantes que sente seu corpo estremecer sentindo-se derramar melando toda sua calcinha em um intenso grito de prazer.

—        Vamos Sakura.

Sasori afasta a calcinha e acaricia a região mais uma vez causando mais uma onda de arrepios e fazendo a lucidez da rosada ter dificuldades para voltar.

—        É só pedir, eu também estou ansioso por isso.

Segurando uma das mãos delicadas o ruivo a encaminha até sua calça que tem dificuldades de conter o volume.

Com os dedos melados pelo gozo da flor de cerejeira o ruivo a acaricia outra vez enquanto leva a mão da rosada para dentro de suas calças.

Sakura consegue senti-lo duro, pulsante, ansioso por ser libertado, ansioso para rasgar todo seu interior e por isso mais um gemido corre de seus lábios.

Com o hálito cálido e um tom de voz baixo, o ruivo sussurra ao pé do ouvido da mulher abaixo de si.

—        Ele quer saciá-la, é só pedir.

Sakura estremece mais uma vez ao ouvi-lo e, de olhos fechados, imaginado a sensação, imaginando o estrago que esse delicioso membro pode fazer, o sussurro escapa de seus lábios sem que possa evitar.

—        E... eu quero.

O grande sorriso não pode ser oculto e ele a penetra com dois de seus dedos ouvindo um lindo gemido ao senti-lo tocá-la.

—        O que você quer minha linda cerejeira?

—        Eu... quero... Aaahhh... você.

Sakura não se lembra de ficar tão necessitada a ponto de sequer ter controle de seus atos antes, mas nesse momento não se importa com isso.

Sasori desabotoa sua calça e baixa a cueca deixando o membro rijo livre como desejava a tempos. Sakura ainda o sente em sua mão e instintivamente dá prazer ao ruivo conseguindo arrancar um arrepio e um gemido dele. Mas ela não se importa com ele, apenas consigo mesma e o encaminha para onde o quer.

Sasori acompanha a delicada mão, deixando-a guiá-lo, mas não a deixa seguir quando toca a área rosada e sedenta.

—        Anda logo Sasori.

O sussurro suplicante quase não pode ser ouvido por causa do desejo dela. Sakura sente seu corpo em chamas, seu sexo pulsante, sua mente ensandecida. Ela apenas quer que ele a foda agora e que foda-se o resto.

—        Não amor, isso está errado. Como se diz antes de comer Sakura?

O desejo que ela sente nesse instante não a deixa pensar com clareza. Sentir a cabeça do pênis dele acariciar sua região mais delicada, também não ajuda em nada.

—        Seja educada e agradeça sua comida.

A rosada finalmente entende ao que ele se refere, mas os arrepios e ondas de calor que a envolvem ao senti-lo colocar a ponta da cabeça em sua intimidade encharcada faz o gemido deixar seus lábios antes da palavra.

—        Vamos Sakura.

Ele tira a ponta de seu membro repleto da umidade dela uma vez mais.

—        It… itadakimasu.

O sorriso adorna os lábios do ruivo e, sem hesitar um segundo mais ele a penetra sem aviso.

Sakura grita, de uma forma única e sensual, e contrai as costas ao senti-lo rasga-la por inteiro.

—        Está na hora do jantar cerejinha.

Sasori inicia as estocadas sem nenhum cuidado ou delicadeza, muito pelo contrário, ele o faz com tanta força que Sakura sente seu interior ferver ao senti-lo entrar e sair com tanta intensidade.

—        Ma… mais...

—        Às ordens.

As estocadas aumentam em força e intensidade, acompanhando-os a cama bate na parede fazendo uma sinfonia dançar pelo quarto, uma sinfonia que envolve os gemidos de ambos, seus sexos se chocando cada vez mais rápido e mais forte, de novo e de novo, e a cama contra a parede.

As pernas dela se prendem ao redor do quadril do Akasuna e suas unhas lhe arranham as costas, ela o sente tão fundo e grosso, tão delicioso que não consegue se conter e se derrama outra vez.

Sasori a sente contraí-lo, mas não interrompe suas estocadas, pelo contrário, com as mãos nas coxas da cerejeira, pega suas pernas e as coloca em seu peito, isso a deixa ainda mais apertada e deliciosa fazendo-o se esforçar um pouco mais.

Sakura revira os olhos pelo prazer não sabia que poderia sentir ainda mais tesão, não sabia que poderia ficar ainda mais excitada, mas ele conseguiu fazer isso e mais uma vez ela sente o choque em todo seu corpo que não demora a estremecer.

As mãos do ruivo nos quadris na rosada apertam a pele um pouco mais ao sentir-se no ápice, ele já não consegue mais se conter.

—        Sa... sori...

Ouvi-la o faz focar leva, em seu rosto suado esbanjando beleza e repleto de prazer, com os olhos semicerrados a focar-se sobre ele. Ela nunca esteve tão linda como nesse momento, completamente entregue a ele e essa visão torna ainda mais difícil se segurar. Mas é o sussurro baixo em um tom de voz rouco e suplicante que tira qualquer controle.

—        Eu quero tudo...

Em uma sequência de intensas estocadas ele finalmente se deixa liberar todo seu gozo em um grito de prazer banhando o útero da rosada. A pressão de seu gozo contra a parede dela a faz unir-se a ele soltando um delicioso grito ao estremecer, sentindo as ondas de choque correrem seu corpo, enquanto se deixa derramar sobre o pau que tanto lhe satisfez.

Com o choque de seus gozos Sakura sente seu corpo desfalecer ainda apreciando as contrações e as ondas de prazer que lhe rondam o corpo. O ruivo também sente o preço de seu esforço, por isso apenas se deixa cair sobre ela sentindo a troca de calor de suas peles suadas com suas respirações descompensadas enquanto aproveitam esse momento em silêncio.

Os dedos delicados da rosada logo passam a acariciar os fios de fogo enquanto ele sente o sobe e desce acelerado da Haruno.

—        Eles tem razão.

O ruivo ergue o olhar para focar nela ao ouvi-la.

—        Sobre o que?

—        A reconciliação realmente é a melhor parte da briga.

O grande sorriso do ruivo logo aparece em seu rosto e se erguendo sobre ela a observa atentamente.

—        Mas quem disso que acabou?

O sorriso dela também nasce em seu rosto e ela envolve seus dedos nos fios ruivos ao tocar sua nuca.

—        Espero mesmo que nossa reconciliação não se limite a isso.

Sasori ri e se aproxima mantendo seus lábios a poucos milímetros de distancia.

—        Não se preocupe, como eu disse temos a noite toda pela frente.

 

A luz do dia passa pelas frestas deixadas pela cortina e o calor dos corpos envoltos pelos lençóis aquece a bela cerejeira e o talentoso artista. O toque do alarme toma conta do quarto despertando Sasori e isso o faz estender a mão para o criado mudo desligando-o, em seguida, seu olhar se volta ao rosto delicado que ainda permanece em um sono profundo.

Sasori sempre adorou admirá-la dormir, é tão pacifico e belo que ele se perderia em momentos como esse infinitamente. Mas nunca pode apreciá-la acordar, pois tinha que deixá-la acreditar que realmente tinham apenas uma amizade colorida, ele está feliz que isso chegou ao fim.

Um beijo suave sob os fios rosados é dado e o aroma dança por suas narinas, ele não se cansa desse cheiro. Depois de algum tempo apreciando esse agradável aroma, seu polegar acaricia o delicado rosto e não demora para que os belos olhos jade se foquem sobre ele.

Um lindo sorriso se forma nos lábios finos no momento em que a Haruno o vê e seu peito se aquece com uma felicidade indiscutível e imensurável.

—        Bom dia.

Ele diz com um belo sorriso.

—        Uhm, bom dia.

—        E eu pensando que não poderia ser mais linda.

Sakura se surpreende e baixa o olhar ao sentir seu rosto corar. Sasori adora deixa-la corada, principalmente porque sabe o quão diferente essa Sakura é daquela fogosa e insaciável cerejeira. São duas belas faces de uma linda moeda.

Depois de respirar fundo, os olhos da rosada se voltam a ele mais uma vez.

—        Eu adoraria passar o dia na cama.

Um grande sorriso surge no rosto dele e em um movimento rápido ele a deixa com as costas no colchão envolvendo seus corpos ainda mais nos lençóis.

—        Depois eu é que não fico satisfeito.

Ela dá um tapa leve nele fazendo-o rir.

—        Estou falando de passar o dia com você aproveitando sua companhia, não seu pênis.

—        Mas você adoraria se aproveitar dele que eu sei.

Sakura revira os olhos, mas sabe que ele tem razão.

—        Na verdade, essa é uma boa ideia, poderia ficar o dia todo comigo, eu realmente não me importo.

—        Infelizmente para nós dois, sou uma pessoa responsável.

Com as mãos no peito do ruivo Sakura o empurra levemente pedindo que se levante.

—        Preciso tomar banho e me arrumar para o trabalho.

O sorriso dele cresce.

—        Sim, acho que também preciso de um banho, o que me diz?

Ela sorri tentada a aceitar, mas sabe que se o fizer seu café da manhã já era. Por isso se ergue um pouco e dá um rápido selinho no ruivo voltando a tocar suas costas no colchão.

—        Hoje não.

Ela o empurra fazendo-o se erguer e se senta sobre a cama.

—        O que? Por quê?

O toque do celular a impede de responder ao ruivo e a faz estender a mão pegando o aparelho e observando a tela vendo que se trata de sua mãe.

—        É minha mãe.

Sasori se lembra da ultima vez que viu a matriarca e percebe que está queimado com a sogra.

—        Não sou o favorito dela agora.

—        Depois do que aconteceu na reunião de ex-alunos acho que não é.

—        Tenho que me redimir.

Ele diz pensativo relembrando da mãe da rosada.

—        Sim, podemos pensar nisso depois. - Ela foca no celular atendendo-o - Oi mãe.

*Olá querida, como está?*

O tom de voz da matriarca da família Haruno não é animado como de costume e Sakura imagina que seja por causa da última vez que se viram.

—        Estou bem.

Sakura tampa o telefone impedindo que sua mãe a ouça e observa o ruivo que ainda parece pensativo.

*Tem certeza? Não parecia tão bem na segunda.*

—        Pode ir tomar banho, eu preparo o café. - ela volta sua atenção a mãe - Sim, tenho certeza.

—        Não sei, - ele volta sua atenção a ela se aproximando - acho que prefiro esperar pra ter você comigo.

Sakura abre um sorriso ao ouvi-lo.

*Saiba que se estiver com problemas com Sasori pode conversar comigo, vinte cinco anos de casamento tem algum peso no fim.*

—        Obrigada mãe, mas realmente não é necessário. - sua atenção se volta ao ruivo - Se eu for com você vou me atrasar, pode ir na frente.

—        Não me importo com isso na verdade.

—        Eu me importo.

O ruivo se aproxima um pouco mais da rosada e ela o mantém afastado com uma das mãos em seu peito, mas sente as mãos dele acariciarem-lhe a bunda.

—        Estou falando com a minha mãe.

—        Sei que ela não se importa.

Antes que tenha qualquer reação frente ao que ouve do ruivo, Sakura o sente abrir suas pernas.

—        Ei, espera.

Não há tempo para discussões, pois ele a abocanha sugando-a com desejo.

—        M-mãe, ainda está…

Ela tampa a boca para abafar um gemido ao sentir o ruivo apertar sua bunda enquanto enfia a língua na boceta apertada.

*PUTA QUE PARIU VOCÊS ESTÃO TRANSANDO?*

Sakura afasta o celular do ouvido para não ficar surda, sua tentativa de não deixar sua mãe ouvi-la foi inútil.

*É claro que não precisa de mim, já se reconciliou com ele. Vai lá aproveita isso e não se esqueça de deixa-lo gozar dentro.*

Sakura teria repreendido a mãe se pudesse, mas não consegue dizer nada, apenas gemidos deixam seus lábios.

*Tchau Sakura.*

Mebuki desliga o telefone e Sakura solta o aparelho de imediato enlaçando seus dedos nos fios avermelhados e contorcendo-se de prazer.

Sasori suga seu interior e soca a língua o mais fundo e rápido que consegue.

Ela o puxa para mais perto de olhos fechados sentindo o momento mais intenso do prazer se aproximar. Com isso, todo o seu corpo estremece e ela finalmente goza na boca do ruivo.

Ele não desperdiça nada, sugando todo o mel que ela despejou.

Sakura está arfante e ele se coloca acima dela.

—        Ainda não quer tomar banho comigo?

Ela foca o olhar sobre ele e sorri ainda arfante.

—        Por... por que acha que... vou tomar banho com você depois que... deixou minha mãe me ouvir gemer?

Sua voz sai entrecortada e ofegante pois ainda não se recuperou do orgasmo que sentiu. Mas ouvi-la faz apenas com que um sorriso maior cresça no rosto do Akasuna.

—        Porque você ainda não está satisfeita.

Sakura o observa enquanto tenta regular sua frequência respiratória e odeia que ele esteja certo. Por fim, solta um suspiro e volta a falar desviando o olhar.

—        Acho que posso comer alguma coisa no caminho.

Ainda com o grande sorriso no rosto Sasori a pega no colo, com as lindas pernas ao redor de seu quadril e leva a rosada para o banho que por sinal é bem barulhento.

 

Depois de aproveitarem um pouco mais um do outro, Sakura se trocou  e foi direto para a casa de Kotetsu e Izumi, parando em uma lanchonete para comprar seu café da manhã.

Seu rosto está radiante, e é com essa felicidade evidente que vai para a casa do casal, onde passa o dia coordenando os últimos detalhes para entregar a obra.

Ao entrar na estufa que montou ela observa o lugar apreciando o ar fresco. É um bom lugar para se afastar de tudo, se tivesse alguma familiaridade com plantas poderia ter colocado uma dessas na própria casa.

—        Você é ainda melhor do que eu imaginava.

Sakura se vira e vê Kotetsu se aproximar.

—        Oi.

—        Oi.

Ele sorri.

—        O que o trás aqui?

—        Minha noiva queria que eu visse como as coisas andam indo, ela achou melhor não vir, não entendi bem o motivo.

Sakura entende e também sabe o motivo pelo qual ela não contou exatamente o que a levou a não voltar a obra. Afinal, não tem como dizer ao noivo que teria feito um inquérito policial sobre o relacionamento de um ex se pudesse.

—        E o que achou? - ela pergunta.

—        Melhor do que imaginava. Fiz bem em ouvir a Tenten, você é a melhor na área.

—        Obrigada.

Ela sorri agradecida pelo elogio. A rosada nunca sabe como se portar diante de elogios.

—        Então, tem previsão de entrega?

—        Sim, só estamos terminando de rever alguns detalhes, entrarei em contato com a sua decoradora assim que terminar, disse que tinha uma não foi?

—        Ah, sim. A decoradora é a Izumi.

Sakura se surpreende.

—        Então ligo pra ela.

—        Tudo bem. Bom, deixa eu ir embora para te deixar trabalhar, tchau.

Ele ergue a mão em um aceno enquanto se afasta.

—        Tchau.

Bom, a Izumi é a decoradora. Ela pensa. Parece que ela vai ter que falar comigo mesmo que não goste.

Sakura balança a cabeça afastando o pensamento e foca no trabalho.

 

Ao fim do dia a rosada segue para casa e corre para o banheiro para aproveitar um longo banho. Com os olhos fechados e a água a lhe aquecer o corpo ela se lembra da noite passada e de certo ruivo e o pensamento a faz sorrir.

Assim que termina o agradável banho, já vestida para dormir, em um suspiro Sakura cai exausta na cama. Mais uma vez antes de pegar no sono, Sasori lhe volta a mente e com um sorriso no rosto e a lembrança da noite agradável que teve, ela cai no sono.

 

Assim que o alarme a desperta Sakura murmura algo que nem ela mesma entende, mas que tem um significado bem claro. Eu quero dormir. Como seu despertador a impede de continuar em seu sono, apenas se ergue e vai para o banho seguindo para a cozinha logo depois onde toma um café rápido pronta para ir para a obra.

Como nos dias anteriores se dedica a terminar as últimas coisas. A arquiteta não vê a hora de terminar essa casa, assim como a obra do vilarejo, isso porque anseia por férias. A casa de Kotetsu e Izumi não demorará muito para estar finalizada e, segundo James, o homem responsável pelo acabamento no projeto do vilarejo, a inauguração do novo lugar para o orfanato também não.

O dia segue cansativo e corrido como o anterior, isso porque um vazamento na área da estufa a fez suar um pouco. Felizmente os danos não foram grandes, mas resolver o problema não será tão simples, essa é a razão pela qual a rosada sai da obra perto das sete da noite seguindo exausta para casa onde quer apenas dormir.

Depois de um banho rápido Sakura se joga na cama e tem o cochilo mais satisfatório da semana. Ele, porém, é interrompido quando o celular toca. Sakura está cansada e exausta pelo dia que teve então apenas desliga o celular sem atendê-lo e volta ao seu sono.



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