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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Deuses! Tô aqui com mais uma ideia doida kkkkk
Perdoem- me os erros, estou pelo celular !!

Boa leitura 🤩

Capítulo 1 - Capítulo 1



KONOHAGAKURE


A feição da indiferença continuava a sobressair naquela fria face. Tornou a puxar o capuz sobre a cabeça a fim de se cobrir, apesar de não sentir frio. Era notável o vapor saindo de sua boca passando pelos lábios finos e exalando para fora. O sobretudo arrastava sobre a neve que se fazia muito presente na noite. Em sua ronda noturna, o vampiro andava tranquilo e seguro de si por ter saído de uma recente caçada, passava pela densa floresta de Konohagakure, a mais temida pelo pequeno povoado que habitava aquela região. Ao passar pelas trilhas do bosque, aquele ser sobre humano não poderia sequer imaginar que encontraria algo que mudaria sua vida tola e monótona repentinamente.



No meio da trilha, os galhos das árvores e arbustos abandonados arranhavam suas vestes, e o atrapalhavam a passagem, coisa que sequer o importava, estava acostumado. Caminhando mais à frente parou os passos e estancou no lugar; o ser sobrenatural sentiu com seu faro e audição aguçados um alvoroço no meio do matagal. Parecia ser um choro, algo se mexia fazendo as folhas e galhos arquearem. Estranhou, pois ninguém em sã consciência teria coragem de vaguear floresta adentro, uma vez que, o bosque era conhecido justamente por ser morada de seres misteriosos, assim diziam eles. Suspeitavam de que vampiros andavam à solta, tendo vários relatos do povoado.



Localizando o barulho, o vampiro não tardou a botar suas presas de fora em modo de defesa e pronto para o ataque. A " coisa barulhenta" estava por detrás do tronco grosso de uma grande árvore. Ao aproximar-se deparou com uma pequena mão pálida, dedos finos e curtos, as mãozinhas estavam trêmulas, logo deduziu que se tratava de uma pequena garotinha, e então com a sua rapidez agarrou as folhas úmidas que cobriam- na e logo as afastou para o lado revelando aquele pequeno ser de olhos esmeraldinos com a face contorcida em dor e medo. O pavor no olhar dela logo o fez lembrar de que estava em sua forma vampiresca, tratando de se normalizar habilmente, e antes mesmo de esboçar alguma reação ou expressão, a pequena desmaiou e caiu com tudo nos braços de um dos maiores predadores da região e do mundo sobrenatural.



Olhando aquilo que era totalmente inusitado e estranho, o predador não soube o que fazer. Seu instinto o mandava logo cravar seus longos e afiados caninos naquela pele alva e macia como flocos de neve, porém seu corpo reagiu de maneira diferente e mesmo com um pouco de repulsa, pegou a garotinha desfalecida em seus braços, deu um impulso e num instante começou a correr velozmente. Chegando em sua casa, um lugar bem distante da vila, subiu logo as escadas chegando na grande e cofortável sala. Deitou a pequena criatura no belo sofá acolchoado e passou a observá- la. Franziu o cenho. "O que será que teria acontecido àquela criança tão diferente?" ele pensava. Diferente em todos os aspectos, o estilo exótico, os cabelos curtos despenteados e alvoroçados estranhamente rosas. Rosas! Pensou se seria uma alteração genética, talvez. As bochechas rechonchudas com poucas sardas em torno do nariz fino e arrebitado, o corpo magro denunciava grave desnutrição. "Não teria uma família?" ele se questionava. Deduziu que a garotinha deveria ter por volta de seus 7 anos. Suas roupas estavam em frangalhos, manchadas de sangue e com diversos rasgados.



Resistindo a tentação de mordê- la, pois já tinha se alimentado, foi até a cozinha e vendo que estava sozinho, tratou de cortar um pedaço de pão e lembrando do que os humanos comiam, abriu a porta da geladeira pegou o pote, passou um punhado de pasta de amendoim não retirando os miolos do pão. Acabou levando um copo de água seguindo marotamente por entre o corredor até chegar novamente para a sala. Depositou o pedaço de pão e água na lateral do sofá onde havia uma mesinha auxiliar. Após isso, afastou- se indo para o canto mais escuro da sala de estar e esperou quieto e silencioso velando o sono da garota, esperando ela acordar para tentar entender em que enrascada tinha se metido. Inclinou o pescoço para o lado e focou a atenção em todos os movimentos de respiração da menina, tendo receio de ela não acordar.



Não mais tarde do que aquilo, a estranha menina se remexeu inquieta e espreguiçou- se com um suspiro se acomodando no acolchoado sofá gostando da sensação do quentinho. Coçou seu narizinho e despertou piscando e abrindo os olhinhos devagar sentindo certo incômodo pelo corpo. Dores dos arranhões. Sentiu a barriguinha roncar, logo tratou de se sentar, e olhando para o lado avistou a comida, e quando ía alcançá-la parou com as mãos no ar quase tocando com as pontas dos dedos o pão, ouviu uma voz baixa, porém forte lembrando a um rosnado.


- Quem é você?


Procurando o dono da voz aterrorizante, viu- se intimidada por pares de olhos assustadoramente vermelhos. Arregalou seus olhinhos já marejados transmitindo medo e arfando soltou um sôfrego " Ah! " por tamanha surpresa vendo dentes afiados e longos surgirem de dentro da boca daquele moço, com isso, levou suas pequeninas mãos aos olhos com lágrimas já escorrendo e disse tampando-os:


- Por... Por favor, não me mate, Seu Moço!


Aquela clamação estranhamente o afetou, ficou incomodado, pois, pelo jeito parecia que fora muito maltratada antes de encontrá-la. O vampiro não conseguia distinguir o que sentia, estaria com pena da pobre coitada?! Estaria ele tendo compaixão para com a criança?! Não era de seu feitio. Porém, vendo o estado em que a menina se encontrava, tratou de encobrir suas presas as escondendo das vistas dela e seus olhos voltaram ao normal, como os de um humano. Os pares de olhos ônix observaram as expressões da menininha relaxarem; cravou suas órbitas nas órbitas esmeraldinas dela e disse apenas:


- Hn... Coma!


A pequena garotinha esfregou os fiapos da manga da blusa rasgada nos olhos no intuito falho de enxugar as lágrimas que escorriam desesperadas pelas bochechas abaixo, e com a fome falando mais alto, tratou de obedecê-lo comendo gulosamente o lanche enquanto aquele temido ser não perdia um sequer movimento dela.



Já alimentada, a pequena limpou os sujos de sua boca em suas roupas rasgadas, mesmo estando imundas. Então, olhou diretamente para o vampiro que ainda a fitava minusciosamente, e com o restante de sua coragem lhe dirigiu a fala.



- Porque o Senhor está me ajudando? O Senhos é um vampiro, e vampiros são maus..., mas o Senhor me ajudou! - indagou nervosa e rápido demais tropeçando nas próprias palavras. - Meu nome é Sakura, Seu Moço! E o Senhor?



- Tsc... Falante! - foi apenas o que ele respondeu. O vampiro reparou que ela lhe chamava de "Senhor" como se fosse um velho, porém sua aparência era jovial e parecia beirar seus 23 anos.



- Acho que o Senhor não gosta de conversar. - disse Sakura mais calma e abrindo a boca de cansaço.



- Durma... Sakura! - murmurou e logo em seguida saiu da sala de estar.



Apesar de ter sido uma fala seca, a pequenina Sakura gostou de ter seu nome pronunciado pelo mais novo amigo, nem tão amigo assim. Não estaria mais sozinha naquele lugar, assim pensava ela. Em sua cabeça tinha feito um novo amigo. Tratou logo de deitar novamente e caiu em um sono profundo.



Na varanda da casa, o vampiro estava escorado nas grades do portão que fazia a repartição do jardim frontal. Absorto em seus pensamentos quando foi acordado de seus devaneios pelo som audível do portão sendo aberto e fechado em um baque alto. Já imaginando quem seria, indagou:



- Sempre importunente, Dobe. - olhou de relance para o amigo- irmão.



- Olá para você também, teme. - o loiro simpático cumprimentou-o falndo alto e rindo sarcástico. - Espera... o que é isto?! - fechou os olhos e inalou o cheiro novo que exalava no ar. - Em menos de uma semana que saio de casa e já está aprontando, baka? - colocou um sorriso malicioso nos lábios e abriu os olhos antes azuis agora já vermelhos e com sua rapidez subiu as escadas se dirigindo à localização exata do novo aroma. O vampiro dos olhos ônix deu um alto suspiro já sabendo que teria problemas. Não demorou ir atrás do amigo-irmão.



O loiro adentrando a sala de estar levou um baita de um susto por se deparar não com uma mulher e sim com uma criança.



- Mas o que...- foi cortado pelo grito da pequena Sakura que já se encontrava acordada de pé.



- Seu Moço, quem é ele? - ela apontou o dedo na direção do vampiro loiro. Porém não ouviu nenhuma resposta. O moreno continuava impassível. - Seu Moço, eu estou falando com você! Quem é ele? Ele vai me levar embora ? Por favor, Seu Moço, me responda! - suplicou a garotinha já quase em prantos.



Encantado pela criança, o louro voltou ao normal e disse sentando ao lado de Sakura, sem apresentar ameaças. O que a tranquilizou.



- Shiiiiu! Não irei te fazer mal algum, pequena princesa rosa! - disse com um sorriso calmo e confiante. - Eu não irei te levar embora, criança, muito menos te machucar. Fique calma, me chamo Naruto e de agora em diante serei como se fosse seu irmão mais velho; nós iremos te proteger, não é mesmo, teme?



O moreno sempre soube que Naruto tinha um 'coração mole' quando o assunto se tratava de crianças, pois ele mesmo, às vezes, tinha a mente e agia como uma. Com este pensamento saiu sem dar respostas e Naruto entendeu que era sua deixa. Após afagar o topo da cabeça da menina, disse:



- Não saia daqui, está bem?! À propósito, posso saber o nome da minha mais nova irmãzinha? - indagou encantado com a pequena.



-Claro onii-chan! - disse Sakura já à vontade com Naruto. - Me chamo Sakura. - O sorriso do vampiro se alargou mais ainda, se já não era possível mais largo.



Naruto chegando na cozinha, iniciou a discussão que o moreno já estava esperando.



- Encontrei-a sozinha e jogada no meio da floresta. - disse ele. dando as costas não querendo mostrar reações, o que era totalmente falho, uma vez que o amigo o conhecia muito bem para saber que teve pena de Sakura. - Chame Hinata para ajudar com ela.



- Sim, certo! - disse o loiro animado ao ouvir a menção do nome da amiga. - Tudo bem, eu teria feito o mesmo, Sakura é uma graça, mas cara já temos problemas demais com 'Eles', imagina se descobrirem que estamos abrigando uma humana? Posso garantir sua segurança, mas se algo der errado não serei eu o único culpado! - alegou nervoso e apontando o dedo em direção ao amigo.



- Ninguém descobrirá ! Aliás, sinto um cheiro estranho vindo dela, parece não ser humana, porém não vejo traços vampíricos. - disse com um olhar gélido em direção a Naruto, mostrando- se, como sempre, indiferente.



- Mesmo? Não senti diferença. Que você esteja enganado! - exclamou enrolando um pedaço de arame nos dedos. - Encontrei - me com 'Eles'. - parou de brincar com o pedaço de arame e fitou o moreno.



- O que disseram? - indagou mudando o apoio de um pé para o outro voltando total atenção ao amigo.



- Consegui contorná- los, mas ainda estão na nossa cola, desconfiados. Não irão nos perturbar por esses dias, mas logo voltarão, você sabe muito bem como eles são. - Naruto respondeu.



- Hum. - resmungou o outro concordando.



- Monótono como sempre. - sentaram- se nas banquetas da cozinha. - Me responde uma coisa, Teme...Karin me disse que viria essa semana, você ainda tá enrolando ela, não é? Porque ela tá tirando a maior onda. - deu uma risada sarcástica.



- Minha vida sexual não é da sua conta, baka. - respondeu emburrando a cara, o que fez  Naruto rir ainda mais. Bateu os olhos negros na parede, onde havia um grande relógio antigo. Eram meia- noite em ponto.



Naruto puxou a rosca da garrafa de vinho com a boca e serviu duas taças enquanto conversavam banalidades, quando escutaram uma voz conhecida, doce, porém mais adulta.



- Seu Moço, onii-chan! Eu tô me sentindo estranha e com fome, muita fome! - Sakura se pronunciou esfregando a mão na barriga agora chapada.



A rosada estava no topo da escada com a mão esquerda coçando os olhos como se houvesse um incômodo. A roupa da jovem era a mesma, porém estavam curtas e justas, mostrando suas coxas e barriga; a blusa não servia mais. A bela jovem agora com o corpo aparentando 19 anos, não entendendo o que tinha acontecido desceu as escadas e parou em frente aos dois rapazes que estavam atônitos, sem reação e de olhos arregalados. O loiro acabou derrubando a garrafa de vinho com o susto e se desequilibrou da banqueta deixando- a cair com um estrondo logo em seguida, enquanto o moreno estava quase tendo um 'derrame' .



- Mas que porra é essa?! - Naruto foi o primeiro a se pronunciar gritando devido ao choque.



- Chame Hinata, AGORA! - bradou Sasuke se recuperando do baque. Naruto obedeceu prontamente já mandando mensagem para a amiga.



-O QUE É VOCÊ? - Gritou o moreno com Sakura que já tinha os olhos assustados e marejados com as reações dos únicos amigos que tinha encontrado. Sakura ao contrário do que eles achavam, não estava entendendo bolhufas de nada.




Notas Finais


O que acharam? Socorro kkkk tá muito ruim? Posso continuar?


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