História O Erro - Capítulo 18


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Categorias Sou Luna
Personagens Ana, Gaston, Luna Valente, Matteo, Matteo Balsano, Nina, Ramiro, Ricardo, Simón, Yam
Visualizações 37
Palavras 1.846
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Acho bom


Fanfic / Fanfiction O Erro - Capítulo 18 - Acho bom

GASTÓN

Passa aqui hoje à noite?

Desde que saí do banho, estou olhando para a mensagem de Nina. Faz… hum… trinta e oito minutos. Olho para o despertador. Trinta e nove minutos.

Tenho que responder. Desde quinta não falo com ela. Não é muita coisa, considerando que hoje é sábado e ela ia jantar com o pai ontem. Tecnicamente, só a evitei por um dia e meio.

Mas Nina ainda não sabe disso. Se soubesse, não teria me convidado para passar lá.

Na minha cabeça, tenho três opções.

Opção 1: ignorar o convite.

Se ela escrever de novo, ignoro de novo. E continuo ignorando até Nina entender que não estou interessado — e isso é uma mentira gigantesca, porque estou bem interessado. Eu me divirto com ela, e se não estivesse tão confuso com essa história com a Luna sem dúvida continuaria saindo com Nina.

Droga, não deveria ter deixado aquele encontro improvisado de quinta-feira acontecer. Não é justo enganar a garota desse jeito.

O que me leva à opção 2: escrever de volta, recusar o convite e dizer que não podemos mais nos ver por causa de (inserir desculpa esfarrapada aqui).

Só que… bem, já levei fora por mensagem antes, e é uma merda.

Então só me resta a opção 3: ir até lá e falar com ela. É o plano mais maduro e definitivamente o que eu deveria seguir. Mas a ideia de vislumbrar um pingo de mágoa ou decepção que seja em seus olhos embrulha meu estômago.

Cria coragem, cara.

Merda. Acho que está na hora de virar homem. Encarar de frente, essa baboseira toda. Depois da noite no reservatório, Nina merece muito mais que um fora por mensagem.

Abafando um suspiro, deixo cair a toalha em que fiquei enrolado pelos últimos… quarenta e dois minutos agora. Visto uma cueca e uma calça jeans limpas e uma malha preta que minha mãe me deu no Natal. É meio apertada, mas é a primeira coisa que encontro no armário e estou com pressa demais para escolher.

Pego meu telefone na cama e escrevo para Nina.

Eu: Qdo?

Ela: Agora, se vc quiser.

Ela completa com uma carinha feliz. Merda.

Eu: Tô indo.

Dez minutos depois, paro o carro no estacionamento atrás dos alojamentos e sigo para a Fairview House. Quando chego à porta, sou tomado pela hesitação. E por uma grave crise de nervos. Respiro fundo. Merda, não estamos terminando nem nada. Não estamos nem sequer namorando. Só vou dizer que não estou num bom momento para ir adiante. O que não significa que esteja tudo acabado para sempre. Está só… acabado por agora.

Acabado por agora?

Legal. Ela vai ficar impressionada com a sua articulação.

Bato à porta, armado com meu discurso de despedida não muito admirável. Quando a porta se abre, não tenho a chance de abrir a boca. Ou melhor — não tenho a chance de falar. Minha boca está aberta, porque Nina me puxa para dentro do quarto escuro e me beija. Se minha boca estivesse fechada, como sua língua estaria dentro dela?

O beijo é completamente inesperado e mais sensual do que qualquer coisa que já experimentei na vida. Nina envolve meu pescoço com os braços e me empurra contra a porta ainda aberta, que se fecha quando meus ombros batem contra ela. De repente, estou preso entre a porta e o corpo macio e quente de Nina.

Seus lábios provocam os meus até eu não conseguir mais enxergar direito, e então ela se afasta, ofegante. “Passei o dia querendo fazer isso. ”

Então ela se aproxima de novo.

Ah, merda. Não deixa a garota beijar você de novo. Não…

Minha língua se enrosca na sua em outro embate quente. Droga. Apoio as mãos nos seus quadris, com a intenção de empurrar Nina suavemente, mas não tenho mais controle sobre meus dedos. Eles deslizam e agarram sua bunda firme, puxando-a mais para perto, em vez de afastá-la.

Com a boca ainda presa à minha, ela segura a barra da minha malha e puxa. De alguma forma, encontro a força de vontade para interromper o beijo.

“O que você está fazendo? ”, pergunto, ofegante.

“Tirando sua roupa. ”

Ah, merda. Merda, merda, merda.

Só deixo que ela continue com aquilo porque a malha está presa entre meu queixo e o pescoço e preciso da boca para falar com ela. Para parar com isso. Nina joga a blusa num canto e toca meu peito nu, então meu cérebro entra em curto. Ela traça delicadamente com os dedos os contornos do meu abdome e solta um som ofegante, algo entre um gemido e um murmúrio, e é tão sensual que envia uma onda de prazer direto para o meu pau. Sinto meu saco apertar, se contraindo dolorosamente quando seus dedos encontram meu cinto.

“Nina, eu…” Em vez de terminar a frase, solto um gemido, porque, puta merda, ela não só abaixa minhas calças como se ajoelha ao fazer isso.

Tenho certeza de que garanti meu lugar no inferno agora. Vim aqui esta noite para acabar com essa história, mas estou enfiando o pau na boca quente e úmida dela.

Maldito seja quem inventou o boquete. É bom demais e faz coisas terríveis com a cabeça — como desordenar todo e qualquer pensamento lúcido. Não consigo me concentrar em mais nada além daquela sucção apertada em torno do meu pau, o movimento exploratório da língua de Nina enquanto ela me lambe de cima a baixo antes de chupar a pontinha de novo.

Uma de minhas mãos se emaranha instintivamente no cabelo dela, trêmula, trazendo sua cabeça mais para perto. Nina geme, e o som vibra por mim, uma promessa sedutora que me empurra até o limite.

Minha nossa. Não tenho ideia de há quanto tempo está ajoelhada, me provocando, mas, de repente, sou consumido pela necessidade de tocá-la. De correr as mãos por todo o seu corpo e deixá-la tão louca quanto está me deixando.

Com um ruído estrangulado, coloco Nina de pé. Então beijo sua boca de novo, tirando sua roupa freneticamente até que esteja nua. Ah, meu Deus, ela está nua. Como pude perder o controle em apenas cinco minutos?

Mas não consigo parar. Não consigo evitar beijá-la. Não consigo tirar a mão dos seus peitos. Não consigo não a levar para a cama e deitar sobre ela. Meu pau está preso entre nossos corpos, um peso em sua barriga lisa, e a base dele roça seu clitóris enquanto nos beijamos tão profundamente que parece que vamos engolir um ao outro.

Pare com isso, uma voz áspera me repreende.

Merda, não consigo. Quero essa menina demais.

Pare. Agora.

A voz é da minha consciência, tentando me impedir de cometer um grave erro. Então, por que não a ouço? Por que não consigo…?

Nina interrompe o beijo e me fita com olhos castanhos nebulosos. De repente, toda a ousadia sumiu. A mulher confiante e sensual que me espremeu contra a porta se transformou numa menina tímida que, corando, me diz: “Hum, então… escuta… Nunca fiz isso antes”.

Ah, merda.

Aquelas quatro palavras partem meu coração.

Puta que o pariu. De jeito nenhum. De jeito nenhum vou fazer isso com ela.

Comer a garota sabendo que vou terminar tudo? Repreensível. Mas tirar sua virgindade? Imperdoável.

E o meu lugar no inferno continua garantido.

O silêncio se estende entre nós, enquanto me esforço para encontrar as palavras certas. O que é quase impossível, já que estamos os dois nus. E meu pau está tão duro que poderia cortar um diamante ao meio.

Ela solta um suspiro. “É um problema para você? ”

Abro a boca.

Digo: “É”.

Nina parece assustada. “O quê? ”

“Quer dizer, não. Não tem problema nenhum em ser virgem. Mas… a gente não pode fazer isso. ” Saio da cama com a coordenação de um potro recém-nascido. Sério, minhas pernas estão tremendo enquanto vasculho o quarto apressado em busca das minhas calças.

Posso sentir Nina me observando. Seus olhos me perfurando. Não quero virar, porque sei que ainda está nua, mas não consigo conter uma espiada, e sua expressão de dor rasga meu peito ao meio.

“Desculpa”, digo, bruscamente. “Não posso fazer isso. É sua primeira vez, e você merece algo — alguém — muito melhor do que eu. ”

Nina não responde, mas, mesmo na escuridão, posso ver o rubor em suas bochechas. Está mordendo o lábio inferior como quem tenta conter o choro.

Seu silêncio intensifica a culpa correndo em minhas veias. “Tô tão perdido agora. Me divirto muito com você, mas… ” Engulo em seco. “Não quero nada sério. ”

Ela enfim fala, a voz contida e envolta em desconforto. “Não tô pedindo pra você casar comigo, Gastón. ”

“Eu sei. Mas sexo… sexo é sério, tá legal? Especialmente para alguém que nunca fez. ” Eu me enrolo com as palavras, me sentindo um completo idiota. “Você não vai querer fazer isso comigo, Nina. Sou cheio de problemas, e acho que tô tentando me distrair de todas as besteiras na minha vida, tentando esquecer outra pessoa e…”

“Outra pessoa? ”, ela me interrompe, e agora há um quê de raiva em sua voz. “Você tá a fim de outra? ”

“Estou. Não”, corrijo depressa. Então solto um gemido. “Achei que estivesse, talvez ainda esteja. Eu não sei, tá legal? Tudo o que sei é que essa menina me enlouqueceu durante meses, e não é justo com você a gente… fazer isso… quando eu… ” Paro, muito confuso e desconfortável para continuar.

Evitando meus olhos, Nina pula para fora da cama e pega uma camiseta no encosto da cadeira. “Você tava me usando para esquecer essa pessoa? ” Ela veste a camiseta. “Eu era uma distração? ”

“Não. Juro que gosto muito de você. ” O tom de súplica em minha voz me assusta. “Não usei você intencionalmente. Você é tão incrível, mas eu…”

“Ah, não”, ela me interrompe. “Por favor… cala a boca, Gastón. Não quero nem saber desse papinho de ‘Não é você, sou eu’ agora. ” Nina corre as mãos pelos cabelos, a respiração ofegante. “Isso foi um erro. ”

“Nina…”

Ela me interrompe de novo. “Pode me fazer um favor? ”

É difícil falar por cima do caroço imenso alojado na minha garganta. “Qualquer coisa. ”

“Vai embora. ”

Aquilo quase me sufoca. Inspiro fundo, ignorando o ardor na garganta, a dor no peito.

“Tô falando sério. Só vai embora, o.k.? ” Ela me encara. “Quero de verdade que vá embora agora. ”

Eu deveria dizer alguma coisa. Pedir desculpas de novo. Tranquilizá-la. Consolá-la. Mas tenho medo de que me bata — ou pior, desate a chorar — se eu me aproximar dela.

Além do mais, Nina já caminhou até a porta e a abriu. Ela não olha para mim enquanto espera.

Enquanto espera que eu saia.

Porra. Fiz tudo errado. Meu coração dói enquanto tropeço na direção da porta. Faço uma pausa junto à soleira e reúno coragem para encontrar seus olhos de novo. “Sinto muito. ”

“Acho bom. ”

A última coisa que ouço ao pisar no corredor é o som da porta batendo atrás de mim.



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